Dependência emocional, relações e afins

dependência emocionalUma vez li um texto sobre dependência emocional, e uma colocação do autor (não me recordo agora de quem é o texto) me chamou a atenção. Ele associava o relacionamento em que havia dependência afetiva a um tipo de aprisionamento. E por que uma prisão? Porque a pessoa simplesmente não consegue tomar as rédeas da própria vida, não consegue tomar decisões sozinha. A pessoa acha que precisa daquela outra pessoa para sobreviver e ser feliz. A dependência emocional pode ser vivida não apenas em relacionamentos amorosos, mas também nas relações de amizade, por exemplo. Claro que quando o assunto é relacionamento amoroso, a incidência acaba sendo bem maior – e os danos também.

Você já parou para pensar na sua relação? Faça isso agora, nesse momento. Para aí uns cinco minutos e avalie: sua relação com seu parceiro é saudável? Te faz realmente bem? Muitas vezes, a gente está tão inserida – melhor seria dizer afogada – no relacionamento, que sequer consegue enxergar o que ele te provoca, como ele te transforma. Quando o relacionamento é pautado na dependência emocional, a pessoa simplesmente se anula em prol do outro. Se em sua relação, você não consegue pensar em você ou só toma decisões que são consentidas pelo outro, existe algum problema. Se você anda com autoestima embaixo do chinelo, se se sente pra baixo, não se sente valorizada, tem algo muito errado.

dependência emocional

Existem várias formas de se identificar a dependência emocional, mas muitas vezes a pessoa envolvida não consegue enxergar sozinha. Sabe aquela necessidade exagerada de afeto? Quando o sentimento chega a sufocar, a causar angústia? Isso indica dependência emocional. O medo de que o outro te troque, de que te abandone, de que te traia ou conheça alguém mais interessante que você não tem nada de saudável. Nenhum relacionamento deve ser movido por qualquer tipo de medo. Até porque só vale a pena estar na tal relação, se ela fizer bem a ambos.

Em algum momento, até o outro vai começar a se sentir mal dentro dessa relação. Porque existe uma grande diferença entre a dependência emocional e o relacionamento abusivo. Neste último, o outro te faz mal, te coloca para baixo, te diminui, te critica. Já falamos sobre as relações nocivas aqui no blog (clique aqui pra ler). Quando existe a dependência emocional, nem sempre o outro é uma pessoa tão má assim. Às vezes, ela é até vítima dessa dependência e acaba asfixiada por ela. A dependência emocional vai minando a energia e a liberdade do outro, vai dependência emocionaldesgastando a relação, consumindo-a e destruindo-a aos poucos. Se a relação vai chegar ao fim em decorrência dessa dependência emocional, isso são outros quinhentos. Mas que certamente não será uma relação feliz e saudável, ah não será mesmo.

Claro que também há os casos em que o outro se aproveita dessa dependência, para dominar a relação e controlar a vida do parceiro. Em que, propositalmente, manipula a relação a seu favor, deixando o outro ainda mais derrubado e dependente. E cada vez que o dependente emocional percebe que o outro está se afastando, mais atitudes toma a fim de “agradar” o outro. E mais dependente vai ficando. E vai ficando mais triste também, coma  autoestima cada vez mais baixa… Independente se o outro é um cara legal ou se é um canalha, fato é que uma relação de dependência emocional não faz bem a ninguém.

Relacionamento saudável x dependência emocional

Relação saudável é aquela em que os dois atuam em parceria. Até já falamos disso aqui (clique para ler). Em um relacionamento satisfatório, o casal se ajuda, se motiva, caminha de mãos dadas. As crises e desavenças vão existir sempre. Mas quando existe saúde na relação, os dois lidam com os problemas sem diminuir o outro, sem pisar nele ou maltratá-lo. Como falei antes, nem sempre é fácil identificar-se nesse papel dentro da relação, às vezes a gente nem quer se enxergar assim. Mas lembre-se que admitir o problema é o primeiro para tentar lidar com ele.

dependência emocional

Se ao pensar na sua relação, você consegue identificar que não está feliz, não force a barra para se manter dentro dela. E se é difícil lidar com a situação só, busque auxílio profissional. No dia em que você conseguir retomar o curso de sua vida, você vai entender o quanto foi importante dar esse primeiro passo. Ninguém merece viver na sombra de alguém. Assuma sua responsabilidade por sua vida, valorize seus gostos, suas escolhas. Busque alguém que queira firmar uma parceria com você, em que ambos se esforçam em prol da relação.

bolinha de sabãoNunca é tarde…

E se você precisa dar um primeiro passo, comece pensando sobre isso. A vida é linda. Tem um monte de oportunidades e possibilidades aguardando por nós. Novas relações, novas pessoas, novas formas de lidarmos com nossas emoções e sentimentos. Quando estamos fortalecidos, tudo se fortalece ao nosso redor, e ficamos prontos para lidar com as adversidades com mais tranquilidade, maturidade e serenidade.

Dê o primeiro passo, olhe ao seu redor, não aceite ser menos do que você é, não aceite ser infeliz. Lembre-se que nunca é tarde para buscar a nossa felicidade, nunca é tarde para recomeçar e escrever uma nova história. Mexa-se que o mundo vai mexer com você. E vá atrás de sua felicidade. Ela está bem aí, dentro de você! Resgate-a.

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Relações nocivas: liberte-se do que não te faz bem

Todo mundo deve concordar que precisamos nos afastar das pessoas que não nos fazem bem. Acho que é unânime. Numa conversa informal, tenho quase que absoluta certeza de que as pessoas se posicionariam nesse sentido. Engraçado que na teoria é mais fácil, né? Falar sobre isso, aconselhar alguém, julgar, tudo é muito mais simples do que viver a situação em si e tentar pensar de forma “fria” sobre ela. Aliás, às vezes, o difícil mesmo é simplesmente se afastar de fato da pessoa que não nos faz bem. Eu diria que algumas relações nocivas exercem um poder sobre as pessoas tão grande, que sair delas é como escalar um abismo.

relações nocivasExistem algumas relações nocivas das quais sequer conseguimos nos libertar. E podemos exemplificar com uma relação profissional. Nesses casos é complicado chutar o pau da barraca. Nesses casos, somos obrigados a conviver e até a manter uma aproximação que sequer gostaríamos que existisse. Certa vez, li um texto falando dessas relações que nos fazem mal, e o autor orientava a, toda vez que aquela pessoa chegasse perto da gente, que a gente concentrasse todas as nossas energias em pensamentos positivos, em coisas boas, para barrar a energia negativa que estava vindo do outro lado. Tenho adotado isso e funciona bem!

relações nocivasO problema maior é quando nós podemos nos afastar daquela pessoa que nos faz mal, mas não conseguimos. Parece loucura, mas isso é vida real. Sim, nem sempre conseguimos nos livrar de relações nocivas, e sabe-se lá por que cargas d´água. Não consigo visualizar uma razão única que consiga explicar a dificuldade de se livrar destas relações. Claro, é óbvio que ninguém entra em um relacionamento para ser infeliz. Mas ficar preso a algo que nos faz mal pode sinalizar uma série de questões, que vão desde a baixa autoestima, até a insegurança, passando pela dependência emocional, pelo medo, pela falta de amor próprio. Isso só para exemplificar.

Fato é que no fundo, no fundo, as pessoas conseguem reconhecer uma relação que não é saudável. Elas não conseguem é se libertar. E o que fazer? Pois é. Se você não consegue resolver essa questão sozinha, pode pedir ajuda profissional. Ir a um psicólogo é uma opção. Dar início a uma terapia, tentar entender o que acontece com você e a razão de não conseguir sair de uma relação que não está te fazendo bem. Eu já fiz terapia, por cerca de um ano, e foi maravilhoso.Me ajudou muito a evoluir e compreender algumas situações por que passei, a forma que agi, enfim.

O que eu não gosto em relação à terapia é quando ela cria uma dependência, sabem? Quando a pessoa acaba se tornando dependente da terapia e não mais consegue solucionar seus dilemas pessoais sem ajuda, mesmo os mais simples. Acho que em algum momento a gente precisa encontrar nosso caminho e seguir. Voltar a enfrentar os problemas com a cara e a coragem. E só retomar uma terapia, se por acaso surgir uma nova situação que não conseguimos resolver sem ajuda.

relações nocivasClaro que nesse post eu não me refiro a relações baseadas em agressões e violência física. Nesses casos, o buraco é bem mais embaixo. Estou me referindo apenas às relações que não nos fazem bem, que nos fazem sofrer, que nos causam infelicidade, dor e tristeza, apesar de também ter lá seus momentos de felicidade e alegrias.

E, sim, relações assim existem e não são raras. Para quem nunca viveu algo do gênero chega a ser difícil conseguir compreender. Mas relações nocivas existem em abundância e podem minar a autoestima, destruir a vida de alguém. E se você conhece alguém que esteja passando por isso, que tal dar aquela forcinha, incentivando a pessoa a buscar ajuda e se libertar?

Comportamentos que indicam relações nocivas

Acenda o alerta se algum desses fatos estão acontecendo com você, você pode estar sendo vítima de uma relação nociva. Lembrando que são só alguns exemplos do que pode acontecer.

1.Ele faz comentários ofensivos em público, conta a familiares e amigos situações que te deixam constrangida, cria apelidos humilhantes ou que te causam desconforto.

2.Vive comparando você aos relacionamentos anteriores dele, sempre te colocando numa situação de inferioridade, criticando seus comportamentos e criando padrões que são impossíveis de ser alcançados.

3.Justifica tudo o que faz contigo em relacionamentos ou fatos vividos no passado. Não consegue dissociar o que viveu do que está vivendo e te faz de alvo para suas histerias, estresses e gritos.

4.Você vive tensa, angustiada, tem poucos momentos de felicidade ao lado dele.

5.Ele te xinga e te ofende. Além disso, te faz críticas desmedidas, tentando te diminuir ou te rebaixar.

6.Acumula os motivos das discussões e sempre traz tudo à tona em cada nova briguinha.

7.A energia dele é pesada e negativa. Quando ele se aproxima, você tem uma sensação ruim ou fica de alguma forma incomodada.

8.Você não consegue ser você mesma na relação e precisa ficar pensando o tempo inteiro como deveria agir para ele não se chatear.

9.A relação é baseada em crises exacerbadas de ciúmes e cobranças exageradas.

10.Você não está mais feliz dentro da relação.

Liberte-se e seja feliz

liberdadeEstamos nesse mundo pra ser feliz. E se não for pra fazer a gente feliz, não vale a pena permanecer em uma relação. Aprenda a se amar, a amar sua companhia, a se livrar de dependências emocionais. Você não precisa estar envolvida em uma relação apenas para dar uma resposta à sociedade sobre seu estado civil.

Aliás, você não precisa estar com alguém. Só esteja com alguém se for pra sorrir, se for pra ter prazer, pra dividir momentos alegres, pra criar uma parceria. Permaneça com alguém apenas se esse alguém consegue te transformar numa pessoa melhor, se consegue arrancar um riso fácil do seu rosto, se faz seu coração pulsar mais forte. Se for pra chorar pelos cantos e viver dias de angústia e dor, liberte-se. Se dê a chance de voltar a ser feliz de novo. A responsabilidade pela sua felicidade é só sua, retome ela pra você e vá ser feliz. Você merece!

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