Artigo: Geração Y

O artigo que selecionei para esta quarta-feira serve como dica aos pais na minha faixa etária, entre os 3o e os 40 anos, e que tem filhos pertencentes à Geração Y, ou seja, as crianças nascidas a partir do final dos anos 90, os chamados filhos da revolução digital. Com uma linguagem acessível, a autora – a psicóloga Roselake Leiros – explica como os pais podem potencializar os pontos fortes dessa turminha, ajundo-os a se tornarem seres humanos que valem a pena e que terão a missão de nos conduzir a um futuro mais digno enquanto civilização. Parece utopia, mas nem por isso é impossível. Pessoalmente, acredito que o que nos mantém esperançosos, independente do caos exterior, é justamente a crença de que apesar de sermos uma espécie animal em termos biológicos, somos dotados de “humanidade”. Espero que apreciam o texto e reflitam sobre ele…

Geração Y: Todos nós estamos aprendendo o tempo todo…
*Roselake Leiros

Pois é, uns mais, outros menos; uns mais rápidos, outros mais devagar, mas todos estamos aprendendo: Pais e Filhos.

Temos repetido incansavelmente que aquela situação de pais ensinando filhos ou filhos aprendendo com os pais é coisa do passado. Agora, pais e filhos aprendem juntos, uns com os outros.

Para as crianças e jovens de hoje, conhecidos como a geração “Y”, em alguns aspectos as coisas não são muito diferentes do que para as crianças e jovens de gerações passadas. Se prestarmos atenção, sempre foi assim a cada geração, carregando as características próprias do seu tempo. Com 30 anos, os mais velhos estão fazendo a sua revolução silenciosa, diferente das gerações passadas, dos anos 60 e 70. Eles são uma força poderosa de mudança, sabem que muitas coisas do passado não funcionam mais e trazem a sua nova forma de ver e interagir com o mundo novo.

Os pais da geração “Y”, encarregados de acompanhá-los na sua trajetória de vida, têm muito mais informação e capacidade de compreendê-los e ser, assim, aliados e até facilitadores na sua missão de transformar o mundo de hoje.

Fruto dos significados da geração de seus pais, a geração “Y” tem uma condição de vida melhor a partir da liberdade de expressão, o direito de serem eles mesmos e o acesso à informação. Crescem e desenvolvem-se diferentes das crianças da geração passada. Mas cá entre nós, eles já vieram predispostos ou até predestinados a transformar velhos paradigmas, e a prova disso, são as colocações e questionamentos inteligentes e seguros de crianças ainda em tenra idade, que deixam seus pais e educadores, muitas vezes, sem saber como se portarem diante de tal sabedoria.

Fica para nós, os mais velhos, a tarefa de entendermos e aprendermos com essas criaturas maravilhosas, ao invés de criticarmos ou afrontarmos.

Quadro comparativo sobre a geração y. Assim chamada porque são as crianças que nasceram de 1997 para cá, após a revolução digital. Clique para ampliar e visualizar melhor

Rápidos, fazem dez coisas simultaneamente, preocupados consigo e dispostos a construir um mundo melhor.  Mas dependendo do ângulo em que são apreciados, ou da condução das suas vidas, estas características podem parecer possibilitadoras ou muito ruins. A verdade é que eles têm um potencial imenso e dependendo da forma que lidamos com eles, estaremos acionando pontos específicos da sua personalidade e potencializando coisas distintas.

É preciso, antes de tudo, aprender a se relacionar com eles para que seus pontos fortes sejam revelados:

– Assuma o seu lugar de pai/mãe/professor sem rebaixá-los e sim reconhecendo suas qualidades. Nessa atmosfera de respeito e verdade eles sabem respeitar, aprender e também contribuir com o que sabem.

– Seja verdadeiro, autêntico. Diga a sua verdade e quando não souber de algo, fale que não sabe e se interesse em saber. Com a sensibilidade, que é um de seus traços, eles saberão se você está sendo verdadeiro. Lembre-se, verdade é sempre respeitável.

– Respeite suas diferenças, eles têm muita energia, tem foco de atenção múltiplo e geralmente aprendem através do nível de explicação, resistindo à memorização mecânica ou a serem, simplesmente, ouvintes.

– Focados nas coisas de seu interesse, mas muito distraídos quando não interessados, por isso você deve oferecê-los coisas interessantes, estimulantes e desafiantes.

– Como eles têm grandes idéias e se frustram com a falta de recursos para realizá-las, seja nessa hora um apoio, acompanhando-os e ajudando-os a buscar recursos ou mostrando, respeitosamente, outros pontos que por ventura ainda não foram percebidos. Lembre-se que você tem muito a ensinar também, e faça-o com naturalidade, de igual para igual.

– Enfim, seja um companheiro sincero, um colaborador responsável, mas assuma o seu papel de pai/mãe/professor. Eles precisam da sua presença, pois se experimentarem muito cedo a decepção ou falha, podem desenvolver um grande bloqueio e desistir da sua melhor expressão, privando o mundo de sua luz “índigo”.

*Roselake Leiros é psicóloga, master em programação neurolinguística e especialista em desenvolvimento humano.

**Texto enviado ao blog pela Agência Contatto e publicado mediante autorização desde que respeitada a integridade do conteúdo e autoria.

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Saúde & Fitness: Dia de prevenir a gravidez precoce

A série Saúde e Fitness, deste domingo, destaca um assunto que tem relação com o corpo, mas não no sentido de atividade física. Embora a gravidez altere bastante o corpo feminino, é na alma que as transformações acontecem com mais impacto. Na adolescência, quando tanto corpo quanto alma estão em formação, a gravidez precoce e não planejada pode causar impactos para a vida toda. Hoje é o Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência e o blog recebeu uma contribuição fantástica do Instituto Kaplan, especializado em educação sexual. Confiram e ajudem a disseminar:

Educação sexual e atuação dos pais podem
reduzir os índices de gravidez na adolescência

O Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência, 26 de setembro, é de extrema importância como reflexão sobre a educação sexual para a redução do índice de jovens “grávidos”. Sexo responsável é o maior enfoque da proposta de trabalho educativo que o Instituto Kaplan desenvolve na capacitação de professores e técnicos que trabalham nas questões de métodos contraceptivos, os riscos das doenças sexualmente transmissíveis, além do impacto de uma gravidez nesta faixa etária.

Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan (Centro de Estudos da Sexualidade Humana), comemora este dia com dados expressivos conquistados através do Projeto Vale Sonhar, uma ação de política pública de conscientização na prevenção de gravidez na adolescência. “Conseguimos obter, entre 2008 e 2009, uma diminuição de 50% do número de gravidez nas escolas das cidades de Serra e Cariacica (ES). Em Alagoas este índice foi de 35%, o que é significativo para um estado nordestino. O Vale Sonhar também foi implantado nas escolas públicas do ensino médio do estado de São Paulo, na disciplina de Biologia, e alcançamos uma redução de gravidez em torno de 20%, o que equivale a 60.000 jovens que deixaram de engravidar na adolescência. É como ter um estádio do Morumbi lotado. No Brasil, este índice caiu em 8 pontos percentuais”.

A conscientização do impacto de uma gravidez indesejada é fundamental para que os jovens entendam a necessidade de prevenção: “É natural que havendo estímulo sexual, os jovens se desejem e, portanto, precisam ser bem preparados para esta liberdade em relação à questão sexual que a própria sociedade criou. Daí a importância do trabalho de educação nas escolas, com informação de credibilidade via internet, nos postos de saúde, enfim, onde os jovens estiverem”, ressalta Maria Helena Vilela.

A educadora e diretora do Kaplan acredita que, no Dia Mundial de Prevenção de Gravidez na Adolescência, a mensagem não é para os jovens, mas para os pais: “precisamos começar a refletir sobre a vida sexual como algo positivo, na qual nós devemos de fato estimular os nossos filhos a buscar consultas médicas e usar corretamente os métodos contraceptivos. A ajuda da família e de toda a comunidade é fundamental para que percebamos que hoje em dia, não dá mais para as meninas largarem a escola por causa de uma gravidez fora de hora”.

Veja vídeo com uma mensagem de Maria Helena Vilela:

Prevenção de Gravidez na Adolescência:

A gravidez na adolescência regrediu 34% na década passada, segundo dados do Ministério da Saúde, mas ainda é preocupante. O Instituto Kaplan, por exemplo, tira dúvidas sobre sexualidade de qualquer pessoa, por MSN (veja aqui no site deles como se conectar). Abaixo, perguntas e respostas de Maria Helena Vilela sobre o trabalho da ong:

A gravidez na adolescência tem diminuído no Brasil?
O trabalho com os adolescentes está tendo uma resposta positiva. Em 2004, quando nós começamos o trabalho do Projeto Vale Sonhar, o índice de gravidez na adolescência no Brasil era em torno de 28%. Hoje, a última referência que nós temos do DATASUS é de 2007, e estes dados nos mostram que houve uma diminuição de quase 8 pontos percentuais. Então atualmente, esse índice está em torno de 20% de gravidez na adolescência no Brasil.  Isso mostra que todo o trabalho com a educação sexual, de prevenção que vem sendo feito, pode ter tido sim, um impacto positivo na vida desses jovens e contribuído para a redução desses números de gravidez na adolescência.

É essencial que haja educação sexual nas escolas?
Sem dúvida. A gravidez na adolescência tem muitos fatores, mas sem dúvida nenhuma, a educação sexual é um dos principais que interferem na decisão ou na condição de uma jovem de engravidar na adolescência. É fundamental que os adolescentes não apenas saibam, mas de fato tenham consciência do porque este corpo se reproduz, o impacto que uma gravidez pode trazer na vida deles, e como evitar em um momento que eles não estão prontos para isso. Portanto, o trabalho com educação sexual é imprescindível na vida desses jovens. Vale ressaltar a informalidade com que a questão sexual é tratada hoje em dia e muitos jovens não estão preparados para viver neste ambiente liberal criado pela própria sociedade. A facilidade que veio com o avanço da ciência, como exames de DNA e pílulas anticoncepcionais permite que o sexo não mais seja visto apenas com o objetivo de reprodução. Se sexo faz parte da vida do homem, portanto é natural que, se houver estimulo sexual, estes meninos reajam a estes estímulos e se desejem. Portanto, eles precisam ser bem preparados para esta realidade em que eles vivem hoje, daí a importância do trabalho de educação nas escolas, via internet, nos postos de saúde, enfim, onde os jovens estiverem. O que eles precisam é de um espaço para que eles tenham consciência de que adolescência não é o melhor momento para eles terem um filho.

Essa liberdade de informação da internet não atrapalha os jovens a dividir o que é o joio do trigo? Como o Instituto Kaplan está usando essas novas ferramentas de informação para também balizar o jovem?
A internet abre o espaço para que os jovens tenham acesso a todo o tipo de informação e obviamente, separar o joio do trigo para o jovem é muito difícil. Então o papel do Instituto Kaplan como uma instituição educadora nesta área de sexualidade é já dar o joio separado do trigo. E é isso que nós procuramos fazer no nosso trabalho, buscar a atenção do jovem para aquilo que ele de fato precisa saber: usar a sua sexualidade em seu benefício e não contra ele mesmo. Por isso, não negamos a nenhum jovem qualquer tipo de informação que eles queiram saber e sempre nos baseamos em critérios científicos e de investigações que nós ou outros profissionais de outras instituições tenham feito que embasam o nosso trabalho e as nossas observações a fazer para eles.

O Instituto Kaplan tem um trabalho pioneiro, que é o Projeto Vale Sonhar. Em alguns estados como Alagoas, São Paulo e Espírito Santo já há uma política pública que é o ensino da educação sexual com base no futuro, com os sonhos do futuro, dentro da disciplina de biologia. Quais têm sido os resultados efetivos dessa ação?
Os resultados são bem animadores! Nós conseguimos obter por meio de um trabalho de multiplicador (em que instruímos o coordenador pedagógico para que ele prepare os seus professores para realizar as oficinas do Vale Sonhar), uma diminuição de 50% do número de gravidez nas escolas das cidades Serra e Cariacica (ES) em 2008 e 2009. A partir dessa experiência, esse trabalho foi expandido para todo o estado do Espírito Santo. No estado de Alagoas que foi um trabalho desenvolvido em 2008 e 2009, também por este meio de multiplicador, conseguimos obter um resultado em torno de 35% de diminuição no número de gravidez na adolescência. Este trabalho, que foi o primeiro realizado na Secretaria de Educação do Estado de Alagoas, foi implantado em todas as escolas estaduais do estado, onde todos os municípios puderam desenvolver um trabalho monitorado pelo Instituto Kaplan em todos os momentos. São Paulo, que já é uma rede infinitivamente maior, (enquanto em Alagoas nós temos 187 escolas no estado inteiro de Ensino Médio, em São Paulo nós temos uma rede de 3.668 escolas), é um universo fantástico e o Instituo Kaplan fica muito feliz que esta secretaria tenha implementado a metodologia do Vale Sonhar dentro da matéria de biologia. E com isso, a gente conseguiu nesta primeira avaliação de 2008 e 2009, uma diminuição em torno de 20% do número de jovens que deixaram de ficar “grávidos” após as oficinas do Vale Sonhar. Isso é um dado muito significativo, já que na rede de São Paulo, são 600.000 alunos e podemos inferir que aproximadamente 60.000 jovens deixaram de engravidar nesse ano de 2009. É um resultado muito gratificante não só para o Instituto Kaplan como para todos nós que queremos que os nossos jovens e nossa população tenham uma melhor qualidade de vida.

Qual a reflexão que o Instituto Kaplan deixa nesse Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na adolescência?
A reflexão é para os pais e não para os jovens. Embora os adolescentes tenham vida própria, eles são frutos de uma educação, isto é, boa parte do que fazem e acreditam ainda está no núcleo familiar. O que eu gostaria de dizer para os pais é que sexo faz parte da vida da gente, é uma necessidade como outra qualquer e não é por si só ruim, pelo contrário sexo é uma coisa boa. Agora se ele não for bem trabalhado, se a pessoa não souber como lidar com a questão sexual, isto pode trazer conseqüências negativas para a vida delas. Ou nós começamos a refletir sobre a vida sexual como algo positivo, na qual nós precisamos de fato olhar para ela com carinho e estimular os nossos filhos a buscarem consultas médicas, e usarem os métodos contraceptivos ou o que nós vamos ter aí é uma dificuldade que vai além das possibilidades do Instituto Kaplan. Nós vamos até um ponto, mas agora, nós precisamos da ajuda das famílias, de toda a comunidade, para que a gente perceba que hoje em dia não dá mais para as meninas largarem a escola por causa de uma gravidez na adolescência.

Saiba mais:
INSTITUTO KAPLAN – www.kaplan.org.br

*Material elaborado e encaminhado ao blog pela jornalista Vera Moreira, usando como fonte Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan. A publicação no blog é mediante autorização, desde que respeitados a citação dos créditos e a integridade do texto.

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Leia mais textos de Maria Helena Vilela no blog:
>>Artigo: *É possível evitar gravidez na adolescência (publicado em 26/09/2009)
>>Um papo sobre sexualidade, menarca e dúvidas na “gineco” (publicado em 02/02/2010)
>>Artigo: Verdades e mitos sobre a homossexualidade (publicado em 06/06/2010)

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Bolsas de estudos na Ásia

Para quem tem interesse de estudar em países asiáticos, vale dar uma olhada no especial montado pelo portal Universia, uma rede de cooperação universitária. Eles reuniram 39 programas educacionais de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado em 11 países: Arábia Saudita, China, Índia, Indonésia, Israel, Japão, Kuaite, Malásia, Paquistão, Tailândia e Taiwan. Para saber mais sobre as oportunidades, basta clicar aqui.

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Serviço: Programa “Saúde da Mulher” realiza exames gratuitos em Camaçari e Dias D´ávila

O programa Saúde da Mulher, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, vai beneficiar  os distritos baianos de Alto da Bela Vista, Açu da Capivara e Água Fria/Cordoaria, na região de Camaçari e Dias D´ávila (Região Metropolitana de Salvador). Promovida pela empresa Monsanto Nordeste, a iniciativa também realiza exames para prevenir os cânceres de mama e de colo do útero através da orientação e diagnóstico das mulheres de comunidades carentes. Grande parte das localidades atendidas está situada numa área quilombola (ou seja, remanescente de antigos quilombos), habitada por famílias descendentes de escravos.

Até o dia 13 de agosto será realizada a triagem das pacientes. A partir do dia 16 até o dia 18, as comunidades terão reuniões acompanhadas de palestras e peças de teatro sobre a saúde feminina. O programa Saúde da Mulher também vai realizar exames preventivos (para quem nunca fez ou realizou o procedimento há mais de um ano) e mamografias (para mulheres acima de 40 anos ou que têm antecedentes), entre os dias 25 e 27 de agosto. Durante os três dias, cerca de 200 usuárias farão os dois exames, em uma clínica especializada, no município de Camaçari.

Implantado em 2006, o Saúde da Mulher integra três grandes ações: capacitação de multiplicadores, atendimento clínico e relatório de avaliação. Mais de mil mulheres já foram atendidas. Só em 2009 foram realizados 200 exames preventivos e 200 mamografias. Desse total, 5% dos diagnósticos apresentaram alterações e foram imediatamente indicados para o acompanhamento junto à Secretaria de Saúde.

A Monsanto Nordeste conta com o apoio das Secretarias de Saúde, de Educação e da Mulher, em Camaçari, para realizar a ação. Além disso, apoiam a iniciativa o PSF (Programa Saúde da Família), agentes de Saúde do município, a Prefeitura Municipal de Camaçari, lideranças comunitárias locais e a Rede Educare.

PALESTRAS E ATENDIMENTOS – 2010


COMUNIDADE
PALESTRAS EXAMES CLÍNICOS
Agua Fria/ Cordoaria 16 de agosto 25 de agosto
Açu da Capivara 17 de agosto 27 de agosto
Alto da Bela Vista 18 de agosto 26 de agosto

Serviço:

Para obter mais informações sobre a iniciativa, acesse:

www.monsanto.com.br
www.twitter.com/monsantobrasil
www.youtube.com/monsantobrasil

*Com informações da Assessoria da Monsanto Nordeste

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Site dá dicas de como educar sem palmadas

O site da revista Crescer preparou um especial chamado Palmada, não! com respostas às dúvidas sobre o novo projeto de lei que proíbe o castigo físico, sugestões de como criar os filhos sem violência física, artigos e enquete. A Lei da Palmada foi encaminhada ao presidente Lula na semana passada e acrescenta um artigo ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que versa sobre os cuidados na infância e adolescência sem castigo corporal ou tratamento cruel.

A ideia do especial da Crescer é mostrar que existem outras formas de educar um filho que não seja usando a didática do chinelo. Segundo psicológos especializados no desenvolvimento infantil, ao contrário do que reza o senso comum, palmada não é educativa. Impor respeito a um filho e junto com o respeito, estabelecer limites, deve ser fruto de diálogo e do exercício de autoridade, mas que essa autoridade não seja ditatorial.

O problema, na minha opinião, é que os pais acabam não exercendo a autoridade e não mostrando para a criança quem é que está no comando, quem é que orienta e quem tem a última palavra nas decisões. Afinal, uma criança não pode decidir por si mesma o que é melhor para ela porque ainda é um ser em formação. O que essa pessoa vai se tornar no futuro é sim responsabilidade total dos pais ou responsáveis por sua criação. A escola ajuda, até oferece um suporte, mas o ônus é dos pais. Com os adolescentes a coisa complica ainda mais, porque nesse caso, é a maturidade que falta a eles para tomarem conta do próprio nariz. M as na hora de negociar, os pais simplesmente acham mais cômodo ceder.Ou então, ainda há os que acreditam que criar filho é pagar boa escola, oferecer conforto material e realizar todos os caprichos da criança ou do adolescente. Ledo engano!

Sempre digo que criar filhos dá trabalho, uma fórmula mágica ninguém tem. Na maioria das vezes é na base da tentativa e acerto. Mas há que se ter responsabilidade na hora de fazer as tentativas, usar o bom-sendo, sempre, e claro, estar aberto a negociação, mas dentro de um limite. Quem estabelece as regras da negociação são os pais, não as crianças. É um exercício de poder mesmo, mas esse poder tem de ser usado com sabedoria, senão vira repressão. A questão principal, ao meu ver, é decidir quanto do seu tempo você pretende entregar ao papel de mãe ou pai, porque filho é tempo integral, não duvide. Mesmo sem abrir mão de carreira, do lazer, dos momentos íntimos e afins, um filho preenche todo o espaço da nossa vida e cada ato passa a ser reflexivamente construído para garantir o bem-estar mínimo dessa criatura que botamos no mundo.

Voltando à reportagm da Crescer, a revista se antecipa às mudanças da Lei da Palmada e explica por exemplo, por que bater não educa? O que a criança sente quando está apanhando? Quais são as conseqüências da palmada para a vida da criança? O site traz ainda um artigo da psicóloga Rita Calegari e uma entrevista com o autor e psicólogo espanhol Guillermo Ballenato. Ou seja, leitura mais que recomendada.

Sobre a Crescer – A revista orienta mães e pais desde que planejam engravidar até que seus filhos completem 8 anos. Sempre traz reportagens intercaladas com histórias de vida e informações de especialistas para falar com os pais que desejam cuidar dos filhos da melhor maneira, sem deixar de lado o relacionamento afetivo, a profissão e a casa. O site Crescer – www.crescer.com.br – segue a mesma linha, com atualizações diárias e apresenta conteúdo seguro sobre temas de gravidez, saúde, nutrição, comportamento, educação e cultura.

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Leia mais no blog sobre a palmada:

>>Um tapinha dói mais do que a gente pensa

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Campanha “Mãe, lê pra mim?” entra no ar neste domingo

Matheus cresceu me ouvindo contar-lhe histórias – não só eu, mas a avó e a tia também contavam – e o resultado é que aos 12 anos, além de um leitor assíduo, também arrisca exercitar a imaginação criando as próprias aventuras e publicando em um blog. Corujices de mãe a parte, aproveito o exemplo doméstico para divulgar o lançamento da campanha “Mãe, lê pra mim?” do Instituto Pró-Livro, que ocorre neste domingo, dia 04.

Através de parceria com o Instituto Pró-Livro, o teaser de 30 segundos será veiculado na TV, pela Rede Globo, até o dia 31 de julho, com depoimentos de artistas, formadores de opinião e pessoas comuns, testemunhando como o incentivo à leitura dentro de casa influencia no processo de ler por prazer. O destaque é o ator Tony Ramos (protagonista de Passione) falando sobre a importância da leitura em sua vida.

O projeto do vídeo foi concebido durante a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Durante os dez dias do evento, foram recolhidos depoimentos dos visitantes falando sobre quais foram seus principais incentivadores da leitura.

Pessoalmente, meu incentivo veio da minha mãe, que é do tipo que conta histórias. Na infância, fazia sombras na parede quando faltava energia elétrica, para entreter a mim e a minha irmã mais nova. E, apesar de não ser rica, gastava o que podia e o que não podia em livros e na nossa educação. Lembro com saudade da coleção dos contos de Grimm e Perrault que trouxe para casa quando eu tinha uns 8 anos. Minha irmã até hoje guarda seu exemplar de A Galinha Ruiva. O mito em torno da figura do meu avô, poeta e meio anarquista, também ajudaram e muito na minha paixão pela palavra escrita.

Voltando a falar da campanha, para ampliar a ação da “Mãe, lê pra mim?”, além de divulgação na mídia,  o IPL, com os apoios do Ministério da Cultura (MinC) e o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), distribuirá os vídeos da campanha em Pontos de Leitura do Programa Mais Cultura do Minc, juntamente com mais de quatro mil obras de literatura infantil e juvenil que beneficiarão 600 famílias.

Conheça o Instituto Pró-Livro:

Fundado por entidades do setor editorial – Abrelivros (Associação Brasileira de Editores de Livros), CBL (Câmara Brasileira do Livro) e SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), o IPL é uma OSCIP, entidade do setor privado sem fins lucrativos, mantida por contribuições voluntárias de editoras. Criado em outubro de 2006, passou a funcionar em maio de 2007, orientando suas ações para o objetivo principal de estimular a leitura. O IPL elegeu essa missão como resposta institucional à preocupação de especialistas de diferentes segmentos dos setores público e privado com relação aos índices de leitura da população brasileira em geral e principalmente dos jovens – que são significativamente inferiores aos níveis dos países industrializados e em desenvolvimento. Em suas ações, o Instituto procura privilegiar como público alvo as crianças e os jovens, o que demanda mobilizar os principais responsáveis pela sua educação e hábitos de leitura: educadores, pais, bibliotecários, animadores e mediadores de leitura. Conheça mais sobre os projetos do IPL acessando: www.prolivro.org.br

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Leia também no blog:

>>Artigo: Leitura é peça fundamental no desenvolvimento infantil

>>Leitores virtuais, uni-vos!

>>Série Traça de Biblioteca (sobre dicas de leitura e resenhas)

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Concurso Causos do ECA prorroga inscrições até dia 30

O lembrete é da ANDI (Agência de Notícias dos Direitos da Infância). O prazo para participação no 6º Concurso Causos do ECA termina em 30 de junho.  A iniciativa visa mostrar como o Estatuto da Criança e do Adolescente impacta de forma positiva na vida de crianças e adolescentes, gerando transformação social. O concurso é aberto a todos e é promovido através do portal Pró-Menino, que atua em defesa da infância e juventude. As histórias podem ser inscritas via Internet, no site: www.promenino.org.br. Apesar do nome ser Causos do ECA, as histórias retratadas precisam ser reais e mostrar na prática a aplicação do Estatuto.

Serão selecionadas 20 histórias finalistas por um corpo de jurados formado por pessoas atuantes na área de infância e juventude. Os causos serão premiados em duas categorias: ECA como instrumento de Transformação, voltada para a divulgação de experiências gerais em que a aplicação do ECA tenha transformado a vida de crianças e adolescentes; e ECA na Escola, que prioriza a ação da escola, e é destinada a promover histórias de mudanças  na comunidade escolar devido ao Estatuto.

Os três primeiros colocados de cada categoria recebem um prêmio de R$ 15 mil (primeiros lugares); R$ 10 mil (segundos) e R$ 5 mil (terceiros). Pela primeira vez, este ano, haverá uma premiação também por Júri Popular. A votação será realizada através do Portal Pró-Menino e a história vencedora na opinião dos internautas receberá R$ 10 mil.

Ainda entre as 20 finalistas, quem não receber prêmio em dinheiro tem outras chances de reconhecimento. Quatro histórias serão escolhidas pela coordenação do concurso para servirem de roteiro para a gravação de curtas-metragens. Além disso, todos os causos finalistas serão ainda publicados nos meios impresso e digital.

*Com informações da ANDI e assessoria da Fundação Telefônica

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Inscrições abertas para as vagas residuais da Ufba

A Ufba está oferecendo mais de 400 vagas residuais em 44 cursos para o próximo semestre (2010.2). Podem concorrer os alunos da instituição que desejam mudar de curso, ex-alunos que querem retomar os estudos, alunos de outras instituições de ensino superior interessados em migrar para a Ufba e os já diplomados em qualquer curso de nível superior. O edital traz todas as informações necessárias. E para saber quais vagas estão sendo oferecidas, é só clicar aqui.

| SERVIÇO |
Seleção para vagas residuais da Ufba
Inscrições: até 14 de junho, pela internet
Valor: entre R$ 50 e R$ 140 a depender da inscrição
Provas: dia 27 de junho, às 13h

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Artigo: Verdades e mitos sobre a homossexualidade

Conversa de Menina, em defesa da diversidade, coloca a colherzinha em um tema tabu: a homossexualidade. Frequentemente, discuto com amigos o porque do ser humano ter tanto interesse na sexualidade alheia, sua orientação, e as escolhas que faz na vida: se opta por assumir determinado comportamento, se o esconde, se fala ou não do assunto, com quem dorme ou deixa de dormir. Pessoalmente, creio que a sexualidade de cada um é tema de interesse próprio e privado. Mas, diante do preconceito dominante, algumas bandeiras precisam ser carregadas e estratégias de luta estabelecidas. Luta essa para que se conquiste o direito tanto à livre expressão pública quanto a manter o assunto na esfera do pessoal, se essa for a vontade de alguém. Luta para que uma pessoa não seja julgada por sua sexualidade, mas pelo caráter e postura ética na vida. Certa vez, motivada pelo comentário de um leitor do jornal onde trabalho, travei longo debate com um colega sobre se o correto é dizer “orientação” ou “opção” sexual. Minha resposta, na ocasião, acabou meio parecida com a opinião da Maria Helena Vilela, que preside o Instituto Kaplan, focado em educação e sexualidade. Orientação é o termo que define, enquanto opção é o que vai marcar a escolha do indivíduo em assumir ou não determinada orientação. No fim das contas, são termos complementares, que vêm sendo usados como sinônimos ou mesmo confundidos e reconfigurados para depreciar, ao invés de incentivar a compreensão e aceitação.

Neste domingo, dia 6, acontece a 14ª Parada do Orgulho LGBT, em São Paulo, manifestação pela diversidade sexual que é considerada a segunda no mundo em tamanho e importância. Motivada pela data, Maria Helena Vilela escreveu um artigo sensível e, em certa medida, didático, desconstruindo alguns mitos sobre a homossexualidade. A linguagem educativa tem razão de ser: o Instituto Kaplan trabalha há 18 anos com capacitação técnica de professores para abordar a educação sexual nas escolas, mas também direciona seu foco ao público jovem. Aqui no blog, por exemplo, já publicamos um artigo da Maria Helena, sobre gravidez na adolescência, que é um dos nossos posts mais lidos.

Confiram o novo texto da pesquisadora:

*Verdades e mitos sobre a homossexualidade

**Maria Helena Vilela

Quando se trata de comportamento sexual, a lógica pode significar preconceito. A probabilidade de se fazer uma avaliação errada é muito alta. Cada pessoa é única e traz consigo histórias e circunstâncias de vida, das quais nem sempre é capaz de dar conta.

Dia 6 de junho, realiza-se em São Paulo a 14ª Parada do Orgulho LGBT. Um marco nos direitos civis. No trabalho de estudo da sexualidade humana, o Instituto Kaplan defende, no desenvolvimento de metodologia para capacitar professores e técnicos de saúde, a aplicação da educação sexual nas escolas e empresas, sem preconceitos, explicando os direitos sexuais de todos cidadãos.

É preciso deixar claro que a homossexualidade é o desejo de se vincular emocional e sexualmente com alguém do mesmo sexo. Ou seja: um outro jeito de ser, no que se refere à pessoa por quem se sente tesão. Apesar de ser um fenômeno aparentemente simples, ainda há muitas idéias erradas sobre ele. Até bem pouco tempo, a homossexualidade era considerada uma doença. Hoje já se sabe que não é.

Muitas teorias tentam explicá-la, mas ainda não existe um consenso. A mais aceita das teorias é aquela que fala sobre a combinação entre uma predisposição genética e fatores psicológicos (a forma como cada pessoa registra fatos, sentimentos e impressões) e sociais (o meio em que vive, a forma como a família lida com a valorização sexual e a cumplicidade entre os sexos).

O objetivo deste texto é esclarecer alguns tabus e preconceitos que existem sobre o tema. E existem muitos: homossexualidade seria uma escolha, ou resultado da falta ou do excesso de sensibilidade, ou ainda da frustração amorosa em relação às pessoas do sexo oposto. E ainda há os que pensem que a homossexualidade é uma doença mental, ou um desvio psicológico.

Os preconceitos:

1. Uma questão de escolha?!

Ninguém é capaz de escolher por quem sentirá tesão. Não conheço nenhum trabalho que traga o depoimento de um único homossexual que faria a escolha da homossexualidade, se pudesse, porque, mais que ninguém, o homossexual sente o peso da discriminação social. Do mesmo jeito que as pessoas não escolhem suas preferências entre loiros ou morenos, “sarados” ou barrigudos, sérios ou divertidos, elas também não conseguem determinar se o desejo é por alguém do mesmo sexo, do sexo oposto ou de ambos. Apenas realizar ou não o desejo afetivo-sexual, pôr em prática o relacionamento é que é uma questão de opção que pode ser feita ou não pelo indivíduo.

2. Uma questão de sensibilidade?!

Existe uma crença popular de que um homem sensível e delicado é homossexual. A sensibilidade é a capacidade de sentir e perceber o que está acontecendo a nossa volta e não tem nada a ver com a orientação sexual de uma pessoa. A garota pode ter um jeito mais grosseiro de lidar com as pessoas e nem por isso ser lésbica, ou o garoto ter certo trejeito e não ser gay. O papel sexual, ser masculino ou feminina, não tem nada a ver com a orientação sexual (a orientação do desejo). Muitos meninos agressivos e meninas delicadas podem ser homossexuais.

3. Frustração amorosa?!

Muitas pessoas acreditam que as lésbicas são mulheres que não conseguiram arranjar namorado, ou que sofreram algum trauma com homens. Esta explicação existe, porque é difícil para as pessoas heterossexuais imaginar que o prazer sexual feminino seja possível sem a presença do pênis. Quanto aos gays, muita gente acha que a homossexualidade é decorrente de uma experiência traumática nas primeiras relações sexuais com uma mulher. Os homossexuais não são heterossexuais frustrados! São pessoas, cujo desejo sexual está no outro, que é do seu mesmo sexo.

4. Homossexualidade é doença mental ou desvio psicológico?!

Nem uma coisa e nem outra! Durante muito tempo, a homossexualidade foi interpretada pela medicina como uma doença. Mas, na década de 70, todas as associações de profissionais de saúde mental, inclusive a OMS (Organização Mundial de Saúde) concluíram que não se tratava de uma doença mental ou de distúrbio psicológico. Portanto, não existe tratamento para uma pessoa “deixar de ser homossexual”. O que a medicina ou a psicologia podem fazer é prestar ajuda para que o homossexual aprenda a lidar com o seu jeito de ser, sexualmente diferente do que a sociedade deseja para ele, sem deixar que isto atinja as outras características pessoais. Ou seja, é possível ser homossexual e ser, ao mesmo tempo, um profissional competente, um filho amoroso, um amigo corajoso, um cidadão que conhece e respeita seus direitos e deveres, uma pessoa divertida, feliz e que pode e deve conquistar o respeito de todos.

Cena do filme O Segredo de Brokeback Montain, de Ang Lee

Mudar o rumo da História

Muitas pessoas não se conformam com a existência da homossexualidade, principalmente quando o homossexual é alguém próximo e querido. Todos querem saber o que podem fazer para conseguir ajudar alguém a “não ser homossexual”. Não existe esta possibilidade. Até o momento, ainda não foi cientificamente comprovado nenhum tipo de procedimento que faça de alguém homo, bi ou heterossexual. O que nós sabemos é que, na nossa sociedade, existem jeitos sexuais diferentes de ser. E o que se pode fazer é aprender a lidar com as diferenças. Diferença não é sinônimo de deficiência! É um outro jeito de ser humano.

A sexualidade se desenvolve em contextos diversos, a partir de experiências distintas. Portanto, é inútil se ter o desejo de que todas as pessoas correspondam ou se ajustem a um único modelo para ser sexualmente feliz.

*Material encaminhado ao blog pela jornalista Vera Moreira

**Maria Helena Vilela é diretora do Instituto Kaplanwww.kaplan.org.br

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