Dinheiro e saúde: evite ficar no vermelho

Economias / Crédito: Andreia Santana - Blog Conversa de Menina
Fugir do endividamento e economizar dinheiro beneficiam a saúde

Quando o dinheiro falta, não é só o poder de compra e a capacidade de manter as contas em dia que ficam prejudicados. Pessoas endividadas têm mais chances de desenvolver depressão ou problemas de saúde como a hipertensão. Isso porque a escassez de recursos gera alta carga de estresse. Com as festas de final de ano, o risco de gastar mais do que o orçamento comporta é uma realidade que assombra muita gente. A conta no vermelho repercute negativamente na qualidade de vida.

Projeção do começo deste mês, da Fundação Getúlio Vargas, revela que os itens da ceia natalina devem ter um aumento de 10,19%, em relação a 2015. Com isso, tem gente buscando substitutos em conta para ingredientes como o peru ou o tender. No quesito presentes, o aumento esperado pelos cálculos da FGV é de 4,23% em relação ao ano passado. A regra, nesse caso, também é trocar o presentão pela lembrancinha.

Sobre endividamento, pesquisa de 2015 da Serasa Experian, empresa de informações financeiras, mostrou que 54 milhões de brasileiros – 40% da população – iniciaram o ano com as contas no vermelho. Em setembro passado, dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), elevaram a estatística para 58,2% dos brasileiros.

Vulnerabilidade financeira

Estudo das universidades Cornell e Rush, nos Estados Unidos, mostra que o saldo bancário negativo é prejudicial para a saúde física e emocional de idosos. Entre essa turma, o prejuízo para o bolso está ligado ao perigo de serem vítimas de golpistas. Além disso, o gasto com medicamentos para tratar males crônicos da idade também é fator de risco. Somadas às dificuldades de lidar com a tecnologia de caixas eletrônicos e aplicativos, as falhas de cognição afetam memória e raciocínio. Assim, fica difícil o controle dos gastos e o planejamento das despesas.

Para endividados em qualquer idade, o Hospital das Clínicas de São Paulo possui um grupo de atendimento a compradores compulsivos. Mas não são apenas esses pacientes que sofrem com doenças provocadas pelo endividamento. Desempregados com dificuldade de recolocação no mercado e até quem está trabalhando, mas sofre as consequências do aumento da inflação, costumam desenvolver desde ansiedade e crises de pânico, até depressão, insônia, úlceras e gastrites, entre outras panes na saúde.

Nesses casos, o sujeito fica preso em um ciclo. O endividamento gera a doença que, por sua vez, acarreta despesas médicas, que trazem ainda mais ansiedade. Sair dessa ciranda requer ajuda especializada para quem precisa controlar a compulsão por gastar e para os que querem se organizar financeiramente.

Dicas para controlar os gastos

Nessa época do ano, uma das recomendações é usar o décimo terceiro salário para quitar as dívidas. O dinheiro extra pode ainda amenizar débitos com valor maior. Vale, no entanto, ficar atento às condições de renegociação oferecidas. Na dúvida, consulte órgãos como o Procon para verificar possíveis cobranças de juros abusivos.

Abaixo, preparamos dicas para quem pretende organizar o orçamento a partir de 2017:

Saiba quanto você gasta

Para botar ordem nas contas, é preciso ter a noção clara da receita x despesa do mês. Dá para usar desde uma planilha de Excel até ferramentas online. E algumas, inclusive, são gratuitas. Pesquise no Google usando os termos “ferramentas online para controle financeiro”. As sugestões vão atender todos os níveis de usuário da web.

Centralize o pagamento das contas e crie metas

Reunir os vencimentos das contas essenciais na mesma data, além de ser prático, acalma a ansiedade. Assim, evita-se o risco de perder o foco no planejamento ao longo do mês. Além disso,  vale criar metas que dividem quanto da renda mensal vai para contas essenciais, lazer e para a poupança. De 10%  a 20% da renda mensal devem ser armazenadas, todo mês, para garantir uma reserva de emergência.

Evite comprar tudo no crédito

Os cartões de crédito e suas muitas tentações dão dor de cabeça aos endividados. Para quem está no vermelho, a dica é aposentar o cartão até a situação se resolver. Já quem ainda não ligou a luz de emergência, deve evitar parcelamentos infinitos e não cair na armadilha de pagar apenas o mínimo da fatura. O ideal é pagar o máximo que for possível à vista, nem que para isso seja preciso alguns meses para juntar o montante.

Prefira dinheiro vivo a débito e faça pesquisa

Reserve uma quantia para as compras e use apenas ela. Ao optar pela função débito do cartão, tendemos a perder o controle. Por questões de segurança, não dá para levar grandes quantias de vez para a rua. Então, antes de comprar, vale pesquisar as melhores ofertas e optar por aquilo que de fato é essencial. Evite também preencher vazios emocionais com gastanças sem limites em itens supérfluos.

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Uma ajudinha para declarar o Imposto de Renda?

Um P.S. ao contrário:

Se você entrou neste blog pela primeira vez e tem por objetivo único tirar suas dúvidas sobre o IRPF, recomendo que desça a barra de rolagem e vá direto para o final do post. Os links que te interessam estão lá. Caso já seja nosso leitor assíduo e queira um pouco de filosofia pura e simples antes de meter a mão na massa, dá uma lida no meu “nariz de cera” aí abaixo e na sequência, você chegará aos links da Receita Federal. De uma forma ou de outra, divirta-se, que a vida não vale a pena sem isso!

*Narigão de cera

Alimentei meu leãozinho logo no primeiro dia da declaração do IRPF 2010. Não deu tempo do bicho crescer e me morder!

Sou meio paranóica com a declaração anual de imposto de renda. Aliás, tudo que cheira a burocracia, documentos, papelada, me deixa não apenas pela metade, mas completamente paranóica. Não é que eu não goste de ter responsabilidades, mas a bem da verdade, existem coisas muito mais interessantes para fazer na vida do que preencher fichas e documentos não é? Como ninguém que vive na sociedade contemporânea pode se dar ao luxo de chutar o pau da barraca completamente, resta-nos aceitar a dose de responsabilidade diária, de preferência homeopática, que é para dar tempo de incluir entre uma responsabilidade e outra, aqueles intervalos de “coisas mais interessantes para fazer” que garantem a nossa sanidade mental e o bom-humor no fim do dia. Uma pausa minha gente, todos precisamos dela de vez em quando. Digo isso não que seja uma grande novidade, mas porque percebo que a papelada tende a crescer e a diversão diminuir nas nossas vidas com o passar do tempo. Mas, acreditem, temos o poder de controlar isso. Pois sim, deixando a filosofia de lado e falando de forma prática sobre o Imposto de Renda, já que é obrigatório declarar e já que faz parte do pacote das responsabilidades que eu não posso adiar, o negócio é arrancar o esparadrapo logo de uma vez:  já declarei, logo no primeiro dia do prazo. Provavelmente a restituição não vai ficar no banco rendendo meses, mas em compensação, recebo logo no primeiro lote e pronto, gasto o dinheiro com o que estiver precisando ou guardo na poupança para uma emergência e até março do ano que vem, nem lembro que a receita federal existe, com todo respeito aos profissionais deste órgão.

Procrastinar é o nome bisonho do verbo que traduz o estado de quem adia para a última hora a solução de um problema ou uma responsabilidade. Quando estava na oitava série, no século passado, lembro de ter lido um conto, se não me falha a memória, de Luis Fernando Veríssimo (ou foi uma crônica dessas domingueiras de jornal, memória RAM com mais de 30 anos de uso, desculpem) – eu era esse tipo de adolescente, que lia jornal -.  O texto falava justamente da nossa mania de procrastinar, adiar as coisas. Já virou até emblema dos brasileiros, temos fama de adiar tudo para a última hora e de só fazer seja lá o que for que tenhamos de fazer aos 45 minutos do segundo tempo e rezando para o juíz dar uma prorrogação. Mas, como sou do tipo que precisa muito de tempo para as coisas divertidas da vida (incluindo dormir oito boas horas de sono, que faz um bem danado para a pele), desde mais nova aprendi a não adiar nada. Se é para resolver, vamos acabar com isso, arrancar esse esparadrapo logo de uma vez!

Adiar nunca dá certo, porque na última hora sempre há correria. Pessoalmente, detesto correria, tenho um ritmo próprio de fazer as coisas e só lido com a pressão necessária, não admito nenhum graminha acima da pressão necessária. Como o tema é o Imposto de Renda e hoje já é 6 de abril, ou seja, faltam 24 dias para o fim do prazo, ainda dá tempo, para quem não declarou, de acertar as contas com o Leão e acabar descobrindo que o bicho não passa de um filhote. Na véspera, com certeza o site da Receita estará mais do que congestionado e sinceramente, não acho que o felino valha o estresse, mesmo com conexão banda larga. Particularmente, gosto de ser paranóica com prazos, porque sempre sobra tempo para relaxar e fazer as tais coisinhas mais interessantes…

E para quem ainda não atinou com os prazos ou está quebrando a cabeça atrás de respostas. Antes de xingar a blogueira por ter escrito um “tratado” sobre a arte de não adiar a solução dos problemas, abaixo, alguns links que vão interessar:

SOS Imposto de Renda

1 – Para quem precisa de uma forcinha na hora de declarar o IRPF, o portal Universia reuniu uma série de dicas. Vale lembrar que só declara este ano quem teve renda no ano passado superior a R$ 17.215,08. O conteúdo do site indica os rendimentos e despesas que podem ser declarados, além de responder às perguntas mais comuns referentes à declaração, como quem deve declarar o IR, quais são os documentos necessários, quem pode ser declarado como dependente, além de explicar o que é malha fina, entre outras questões. Clique neste link para conferir o manual salvador.

2 – A Receita Federal criou um hotsite onde além de esclarecer dúvidas, é possível baixar os programas da declaração. Acesse aqui.

3 – O blog Cidadão Repórter, do Grupo A TARDE, mantém uma sessão de perguntas e respostas. Confira os links abaixo:

>>Tira dúvidas IRPF 2010

>>Tira dúvidas sobre IRPF 2010

>>Tira dúvidas sobre o IRPF 2010 – 2

>>Tira dúvidas sobre IRPF 2010- 3

>>Dúvidas respondidas sobre o IRPF 2010

>>Dúvidas sobre IRPF 2010

>>Perguntas e respostas sobre IRPF 2010

>>A TARDE tira as dúvidas sobre IPRF 2010

*Nariz de cera é um jargão jornalístico que significa dar uma esticada na conversa, fazer uma digressão básica, antes de entrar direto no assunto que interessa.

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