Artigo: Feliz Ano Novo!

Em busca de um texto bacana para levar vocês à reflexão neste começo de 2011, encontrei no e-mail do blog o artigo abaixo, do escritor Célio Pezza. Espero que gostem da escolha…

Feliz Ano Novo!
*Célio Pezza

Entre os povos do nosso mundo é costume no final de ano desejar um Feliz Ano Novo, mas o que isto realmente significa? Falamos a mesma frase desde há muito tempo, mas o mundo não parece estar mais feliz a cada ano que passa. Basta seguirmos a notícias do dia a dia pelo mundo e constataremos esta triste verdade. Continuamos a ter milhões de pessoas morrendo de fome ou doentes pela falta de uma nutrição mínima adequada, milhares sem teto perambulando pelas ruas, drogados em todos os cantos do planeta, pilhas de mortos e mutilados pelas guerras, famílias desesperadas pelo fantasma do desemprego e falta de futuro digno, desastres ambientais criminosos ou naturais de todas as espécies e assim por diante. Alguns dirão: Foi sempre assim! E não estão errados, pois foi sempre assim e de acordo com minha opinião e de muitos outros observadores, está piorando a cada ano que passa.

O que está errado? Todos desejam Feliz Ano Novo, mandam cartões, trocam presentes e o novo ano piora um pouco mais no aspecto global.  Evidente, para muitos o ano melhora e tudo de bom acontece. O meu questionamento é em relação ao planeta como um todo, olhando para todas as regiões onde exista um ser humano profundamente necessitado.

O que está errado? Será que desejamos um Feliz Ano Novo, mas não fazemos nada para que ele se transforme e simplesmente ficamos assistindo o mundo desmoronar? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos a bater na mulher, filhos, e ser o mesmo “machão” estúpido de sempre? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos roubando e fazendo acertos “por baixo dos panos” e prejudicando alguém como sempre? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos comercializando drogas para um batalhão de viciados? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos a ser o mesmo preconceituoso e intolerante de sempre? O que está errado?

Será que infelizmente este “Feliz Ano Novo” é somente uma frase pronta que repetimos da boca para fora, pois é de bom tom fazê-lo no final do ano? Faz parte da nossa cultura e tradição, ficar repetindo como papagaios e mandando cartões e mensagens das mais variadas formas? Será que é isto? Somos papagaios que repetem frases e na verdade nem sabemos seu significado? Para ser de verdade um ano novo feliz, precisamos uma coisa fundamental: mudarmos nós mesmos. Não nos preocuparmos em repetir frases prontas ou mandar e-mails bonitos e cheios de estrelinhas piscando ao redor de taças de champanhe e pacotes de presentes.

O Ano Novo ou Réveillon é a celebração do término de um ano e o início de outro. A palavra réveillon vem do francês réveiller que significa acordar, despertar. Vamos neste final de ano, despertar para esta triste realidade e mudar. Deixar de lado os preconceitos, as mesquinharias, o ódio, a ignorância, a maldade, a brutalidade, o desamor, o conceito de “levar vantagem” e a intolerância. Desta forma, quem sabe teremos um Feliz Ano Novo de verdade.

Feliz Despertar a todos!

*Célio Pezza é escritor (www.celiopezza.com), mas tem sua formação acadêmica em Química e Administração de Empresas. Nascido em Araraquara, interior de São Paulo, mora atualmente em Veranópolis, no Rio Grande do Sul. É autor de obras em português e inglês. Para saber mais, visite também o blog do autor.

**Material enviado ao blog pela Ralcoh, assessoria do autor, e publicado mediante autorização e respeitando a autoria e citação da fonte.

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Que 2011 seja melhor do que esse que passou…

*Texto da jornalista Giovanna Castro

É triste constatar, mas o ano de 2010 foi marcado pela violência. Do começo ao fim, foram 12 meses de crimes bárbaros, mortes no trânsito, assassinatos, assaltos a ônibus e chacinas. Este ano, nem mesmo o futebol contribuiu para desviar a atenção das pessoas do medo de andar nas ruas e se deparar com marginais. A Copa do Mundo da África, primeira no continente negro, decepcionou com a Seleção Brasileira saindo pela porta dos fundos. O time do Vitória frustrou a torcida ao cair para a segunda divisão do campeonato brasileiro contra todos os prognósticos e estatísticas. Feliz mesmo, só a torcida do Bahia, que deixou para trás 7 anos de azar pra ser alçada à elite do futebol nacional. Bom, ainda assim, 2X1 para a tristeza, isso no futebol, porque na vida cotidiana, a população baiana perdeu de goleada.

A cidade sofreu, como sofre todos os anos, com as chuvas que voltaram a deixar muita gente morta e muitos vivos desatinados com a inoperância do poder público que, mais uma vez, não se programou, não planejou, não fez obras que há muito são necessárias e não deu o devido suporte para quem ficou sem ter onde morar e perdeu parentes para o aguaceiro (veja fotos do período). Mas, talvez, o fato mais marcante do ano, diante do seu ineditismo, tenha sido mesmo o imbróglio das barracas de praia. Por força de determinação da justiça, os barraqueiros foram obrigados a sair de área de marinha delimitada, o que é proibido por lei, e acabou por deixar muitos trabalhadores desempregados, mais de três mil pessoas, pra ser mais exata. Os donos das barracas grandes e melhor estruturadas também tiveram seus equipamentos demolidos mas não contam tanto, pois muitos deles já se reergueram em outros negócios ou mudaram de ramo (veja fotos da derrubada das barracas).

Sobrou mas uma vez para a população que, acostumada com a cultura da barraca de praia e do atendimento à beira do mar – ainda que um serviço sofrivelmente ineficiente e pouco higiênico, em sua maioria – dividiu-se entre os favoráveis e contrários à extinção das barracas. Quem não tinha alternativa e não quis perder o lazer das praias, recorreu à saída de improvisar a velha “farofa” e levar para não passar fome durante a diversão. Fato é que a situação não foi resolvida e os quilômetros de orla mostram-se à deriva e à espera de alguma alternativa do poder público que possa contemplar, a um só tempo, o hábito cultural do baiano sem desrespeitar determinações legais. Mas isso é assunto que ainda vai render muito em 2011.

Outro processo marcante em 2010 foram as eleições majoritárias, em que pela primeira vez, uma mulher foi eleita presidente da República no Brasil. Com a candidatura turbinada pelo carisma e poder de transferência de votos do presidente Lula, Dilma Roussef conseguiu vencer uma disputa marcada pela baixaria e invencionices em um pleito em que propostas foram deixadas de lado para favorecer uma troca de acusações que lembrou a fatídica eleição presidencial de 1989, em que Lula foi derrotado pelo surgimento de uma filha fora do casamento. Episódio altamente explorado por parte da mídia, assim como o episódio da bolinha de papel também foi este ano, mas com resultados diferentes. Naquele momento, Lula não conseguiu se reeleger. Este ano, Dilma por pouco não sofreu um inesperado revés.

2011 começa com uma mulher no mais importante cargo da República já com uma série de desafios a enfrentar

No cenário local, poucas mudanças, com a reeleição de Jaques Wagner e a promessa de realizar ações que não foram cumpridas ao longo do primeiro mandato, como atitudes concretas contra a degradação da segurança pública na Bahia, que passou a ser palco de acontecimentos antes só vistos em cidades historicamente violentas, como a decapitação com requintes de tortura de duas adolescentes por traficantes em um caso ainda envolto em mistério. Em outro episódio forte que chocou os soteropolitanos foi a morte do menino Joel, um garoto de 10 anos, que se preparava para dormir dentro de casa, dentro do seu quarto, quando foi atingido mortalmente por duas balas disparadas por policiais que agiam no bairro de Nordeste de Amaralina. Espero que este caso não caia na vala comum daquele velho ditado citado por nossas avós “Quem morreu, é que perdeu a vida” e que a justiça seja feita para que casos assim não se repitam, ceifando vidas de inocentes. Acompanhe o vídeo da Bahiatursa em que Joel aparece contando seu sonho de ser mestre de capoeira.

Mas não foi somente de violência que Salvador se ressentiu durante este ano de 2010. A cidade sofreu com lixo, com buracos, com falta de estrutura, com o famigerado transporte público e com o mais que prometido, nunca chegado, e sempre frustrante metrô da capital. O menor metrô do mundo, foi prometido, começaria a operar este ano, mas novamente não foi desta vez que a montanha de dinheiro investida no sistema começou a dar retorno para a população em forma de um serviço que nos faz falta: limpo, eficiente, rápido, pontual e com preço justo. Mas, em vez disso, as luzes do ano são fechadas com a notícia de mais um aumento na tarifa do nosso péssimo transporte coletivo que agora vai passar a custar R$2,50, uma das mais caras do país, se não a mais cara, se formos levar em conta a questão custo-benefício.

Marcante também foi a implosão da Fonte Nova, um equipamento da cidade que fez parte de muitas vidas, seja de torcedores ou não, seja de amantes do Vitória ou do Bahia. Um dia que entrou nos corações das pessoas que passavam pela região do Dique do Tororó durante pelo menos 50 anos e que agora já não vêem mais o estádio no horizonte. Episódio que pode representar o começo de uma transformação necessária para a cidade que será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 e que precisa de muita infraestrutura, seja em termos de mobilidade urbana, no que diz respeito ao conforto de seus cidadãos que precisam de um lugar que já é prazeroso de se viver por suas belezas naturais, mas que necessita crescer impulsionado pelas ações humanas. Relembre o post sobre a implosão da Fonte Nova.

Para nós, do Conversa de Menina, foi um ano de consolidação de uma ideia que brotou de duas cabeças brilhantes (Alane e Andreia) e se mostrou vitoriosa. Foram 12 meses de trabalho honesto, troca de ideias, maior aproximação com os leitores e de fortalecimento da credibilidade conquistada com o aval dos nossos leitores. Fazer os posts do blog é um exercício diário de reflexão, de tolerância, de entendimento e de compartilhamento das opiniões dos outros e é nisso que acreditamos a cada dia.

A despeito de todas as mazelas vividas em 2010, o ano não foi somente de coisas ruins, afinal, cada pessoa passou por apertos, mas também experimentou conquistas pessoais que valem muito e cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, com o perdão do clichê. Nossa cidade nos ofertou com seu clima, com as pessoas, sempre agradáveis e dispostas a fazer contato com o outro e donas de um humor inigualável. Morar em Salvador, na Bahia, é bom demais e para nós três, soteropolitanas que somos, compartilhar nossas ideias, visão de mundo, cultura e opiniões é mais do que recompensador. Feliz Ano Novo para todos vocês, leitores e leitoras do Conversa de Menina! Que 2011 venha cheio de coisas boas e que a gente possa seguir sempre em frente em busca do que é melhor para nossas vidas, em todos os aspectos. Até o ano que vem!

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Resultado da promoção de Aniversário IV – valendo o Kit Sebastian by Barber Beauty

Dessa vez a promoção superou todas as expectativas! Mesmo entrando no ar na semana entre o Natal e o Reveillon, ao todo recebemos 74 inscritos para disputar o Kit Sebastian/Wella cedido pela rede de salões Barber Beauty para o ciclo de promoções de aniversário do blog. Ao todo, agora em dezembro, fizemos quatro sorteios.

Antes de divulgar o nome da pessoa vencedora, revelado pelo programinha on line que usamos, o Daydreaming, gostaríamos de agradecer a todos os 74 participantes por terem entrado na brincadeira e contribuído inclusive para sua divulgação. Beijos especiais às meninas blogueiras que deram link para o sorteio nas suas páginas pessoais.

Queremos ainda enfatizar que em nenhuma das promoções feitas no blog, exigimos que os participantes sejam ou tornem-se seguidores aqui ou nas redes que usamos. No máximo, pedimos para postar uma frase, escolher um número, dar um RT, ou até, responder um quiz… Acreditamos que quem entra no Conversa já sabe que fazemos tudo com capricho, carinho e grande responsabilidade. Logo, independente de ganhar ou não um prêmio, quem gostar do espaço vai nos frequentar e quem não gostar, não volta nem sendo sorteado.

Esse aqui é o brinde da pessoa sorteada. Formado por 1 Shampoo, 1 Condicionador, 1 mini finalizador e 1 folder da marca Sebastian/Wella, tudo arrumado na sacolinha Barber Beauty, rede de salões que trabalha com exclusividade com essa linha aqui em Salvador

Mas, deixando de papo furado, vamos ao que interessa. Como vocês veem nas telas abaixo, colocamos os 74 nomes participantes, um embaixo do outro, no Daydreaming. Desta vez, porém, como havia leitoras com nomes parecidos e algumas usaram sobrenome e outras não, seguimos o seguinte: arrumamos os nomes no programa na ordem em que os comentários apareceram no post da promoção, ou seja, da primeira pessoa que comentou até a última. Para cada uma dessas pessoas atribuimos um número em ordem crescente. A primeira pessoa que comentou é a 01 e a última é a 74.

Depois, clicamos no botãozinho sortear e o sistema fez seu sorteio aleatório, escolhendo um dos nomes. E como vocês vão ver na tela abaixo, a grande vencedora dessa vez foi a Vanessa dos Santos. Parabéns, Vanessa!!

A regrinha para Vanessa resgatar o prêmio dela é a seguinte: Até o dia 05/01/2011, ela terá de responder ao e-mail que enviamos, informando o endereço de postagem do seu brinde via Correios. Quem leu as regras da promoção já sabe que só vale endereço de recebimento no Brasil. Se até o dia 05/01 a Vanessa não se manifestar, no dia 06/01/2011 iremos refazer o sorteio entre os 73 participantes restantes e ela perderá o direito ao brinde e também não poderá participar do novo sorteio.

Aproveitando que estamos no último dia de 2010, desejamos um Feliz Ano Novo a todos os leitores do blog e fazemos votos de que 2011 seja um ano super positivo, de realizações e bençãos. Que vocês comecem com o pé direito e muito ânimo.

Grande abraço a todos e até o ano que vem!

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Citação: “As meninas se cansam de usar o mesmo vestido esfarrapado…”

O vestidinho vintage é um dos modelos do blog Vestido Nosso de Cada Dia. E a citação, um trecho de que particularmente gostei no novo livro da Meg Cabot… Divirtam-se!

“- Como é que você ficou assim tão esperta? – pergunto, chorosa.

– Sou formada em psicologia, lembra?

Concordo. O novo emprego dela é fazer aconselhamento a mulheres em um programa sem fins lucrativos que ajuda vítimas de maus-tratos domésticos a encontrar moradia alternativa, conseguir mandados de proteção e assegurar benefícios públicos como vale-alimentação e auxílio financeiro para os filhos. Do ponto de vista salarial, não é lá grande coisa. Mas o que Sharie não recebe financeiramente, compensa por saber que está salvando vidas e ajudando as pessoas (principalmente mulheres) a conseguir uma vida melhor para si e para os filhos.

Mas, se você for pensar bem, nós que trabalhamos no ramo da moda fazemos a mesma coisa. Não salvamos vidas, necessariamente. Mas ajudamos a vida a ser melhor, do nosso jeitinho. É como diz a canção… as meninas se cansam de usar o mesmo vestido esfarrapado todos os dias.*

Nossa função é arrumar uma roupa nova para elas (ou pelo menos uma velha reformada), para que possam se sentir um pouco melhor com elas mesmas.”

*Da música Try a little tenderness, de Irving King e Harry M. Woods.

(in CABOT, Meg. A rainha da fofoca em Nova York, p. 48. Ed. Galera – Record, Rio de Janeiro, 2010.)

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Compre 1 e leve 2 na Le Biscuit

A Le Biscuit está com a promoção “Pague 1, Leve 2”, em que o cliente compra determinado item e leva outro igualzinho pagando apenas pelo primeiro. Segundo o material de divulgação, tem vários produtos na promoção, como vasos de cerâmica, tapetes, cadernos, dentre tantos outros. A estratégia da empresa é esvaziar os estoques atuais, que cederão lugar aos itens de verão. A promoção é válida até o dia 31 de dezembro. Como a loja tem uma variedade imensa de artigos, vale a pena passar lá para conferir. E para saber onde fica a loja mais próxima, é só clicar aqui.

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Promoção de Aniversário IV – Kit Sebastian by Barber Beauty

Guardamos para a véspera do Natal um super brinde para sortearmos entre nossos leitores no encerramento das promoções do mês de aniversário do Conversa de Menina.

Confiram na foto abaixo a surpresinha…

Kit Sebastian formado por um Shampoo, um condicionador; além de um fixador em miniatura e um folder sobre a linha internacional. Tudo arrumado numa linda sacola da rede Barber Beauty

Gostaram? Pois prestem atenção às regrinhas da promoção: Para concorrer ao Kit Sebastian by Barber Beauty da foto acima, é preciso postar na caixa de comentários deste post (só vale nesse), a frase “Quero Sebastian para dar um up nos meus cabelos no ano novo”. Todas as leitoras (ou leitores) que postarem a frase, até o dia 30/12/2010, irão concorrer ao sorteio eletrônico do dia 31/12/2010. Não esqueçam de colocar um endereço de email válido. É a partir desse email que iremos entrar em contato com a vencedora (or). E ATENÇÃO: Para envio do brinde via Correios, só vale endereço no Brasil!

Até agora, nas três promoções de aniversário que fizemos ao longo do mês, os sorteados foram de: Rio Grande do Sul, um casal que faturou um Kit Aromadisiac, da Avon; São Paulo, uma leitora que levou dois livros: Swoon – Amor além da vida (Ed. Recorde) e Ou casa ou vaza (Ed. BestSeller); e São Vicente – SP, outra leitora que foi a sorteada na promoção da boina Mira Artes.

Desde já agradecemos à Rede Barber Beauty, que em Salvador detém a exclusividade de trabalhar com a linha Sebastian, da Wella, e que, por confiar na seriedade do blog, enviou o kit acima para sorteio entre os frequentadores do nosso espaço.

Se você quer saber mais sobre a linha, clique aqui e confira o Test Drive que fizemos. E a partir de janeiro, também teremos outras surpresinhas.

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Resultado da Promoção de Aniversário III – Boina Mira Artes

ATUALIZAÇÃO EM 24/12/2010 – E a vencedora da promoção já entrou em contato com o blog, via email. Ela é de São Vicente – SP.

E nesta quinta-feira, 23, véspera da véspera de Natal, como prometemos, fizemos o sorteio do nosso terceiro brinde do mês de aniversário do blog (para quem não sabe, o Conversa de Menina completou dois anos no último dia 10). Desta vez, o mimo sorteado foi uma boina feita pela Mira Artes para o nosso blog. Vejam na foto abaixo:

Para concorrer a este brinde, os participantes teriam de comentar no post da promoção escolhendo uma dezena entre 10 e 99. Não valia escolher números abaixo de 10, porque não são dezenas e nem acima de 99 porque aí seriam centenas. E também não valia escolher um número que já tivesse sido escolhido por outra pessoa. Seguindo as regrinhas, 21 pessoas se inscreveram para disputar o prêmio (veja aqui todos os inscritos). Esta foi até agora a nossa promoção que teve mais participantes e a Mira, nossa talentosa artesã criadora da boina acima, ficou super contente e até mandou email comentando o sucesso. Obrigada de coração, Mira!

O sorteio – Desde que começamos a fazer sorteios eletrônicos nas promoções do blog, adotamos o programinha on line Daydreaming, que é super prático. Desta vez, os 21 participantes tiveram seus números digitados, um embaixo do outro, na tela do programinha. Vejam nas duas telas abaixo, os números digitados:

Depois de colocar todos os números, nós clicamos no botão sortear do programinha e, voilá! The oscar goes to…Número 17! Como vocês podem conferir na tela abaixo, o 17 foi o número sorteado pelo sisteminha:

E, o número 17 foi escolhido pela leitora Jocelisa Silva! Como vocês vêem na telinha abaixo, um print da área de comentários do post da promoção. Podem checar também neste link.

E a regrinha de ouro das promoções do blog continua valendo. Jocelisa Silva, a sortuda do número 17, precisa responder nosso email de contato, com seus dados: nome completo, endereço e CEP para envio do brinde, até o dia 26/12/2010 (domingo). Só vale responder via email, porque é a garantia que temos de que sorteamos uma pessoa interessada no brinde e não um programa de spam. Caso não responda o email até o dia 26, Jocelisa perderá o direito ao brinde e na segunda-feira, dia 27/12, refaremos o sorteio com os vinte participantes restantes.

Para vocês todos que participaram de mais esta brincadeira, nosso muito obrigada e o lembrete de que nesta sexta, 24, tem promoção de aniversário novissíma no ar. O brinde, temos certeza, vocês vão amar!! A disputa promete ser dura, porque o prêmio valerá a pena. Uma dica para vocês ficarem babando, é um kit de uma marca internacional que fez sua reestreia no mercado baiano este ano!!

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Os diversos tipos de orgasmo na definição de Ingrid Guimarães

A comédia De pernas pro ar (direção de Roberto Santucci), protagonizada pela atriz Ingrid Guimarães terá pré-estreia nos cinemas de Salvador a partir desta sexta-feira, dia 24. A estreia nacional do longa que conta a história de Alice, uma workaholic que aprende a levar a vida com mais leveza após perder o emprego, será dia 31 de dezembro. A data é meio ingrata, véspera do Reveillon, mas o tema tem apelo principalmente junto ao público feminino, já que nós mulheres estamos eternamente nos dividindo entre os papeis de mãe, profissional, amantes, amigas e o que mais apareça. Por aqui, quem quiser conferir a pré-estreia deve ficar atento aos horários dos cinemas. Boa parte das redes, como a UCI Orient só terá sessões iniciadas até 17h nesta véspera de Natal ou começadas após às 14h, no dia 25, feriado natalino. A classificação indicativa é 14 anos.

E já que falei nos múltiplos papeis femininos, vale destacar o teaser hilário que já está no canal De pernas pro ar do Youtube. No vídeo, que vocês conferem abaixo, Ingrid Guimarães brinca com alguns estereótipos da femininilidade e toca no tema tabu do orgasmo. Claro que, ao invés do ar professoral de sexóloga, ela encarna a “psicológa de almanaque” e nos explica direitinho os diversos tipos de orgasmo que existem e de que forma o gozo define a personalidade da mulherada. Vale a pena rir um pouco e começar a descontrair para o feriadão que se inicia. De repente bate uma inspiração… Divirtam-se:

Veja o vídeo dos “orgasmos” de Ingrid Guimarães:

Visite também o site oficial do filme De pernas pro ar.

Para quem ainda não sabia, o Conversa de Menina foi um dos blogs femininos da web contemplados com convitinho especial da atriz para conferir De pernas pro ar nos cinemas. Em um teaser gravado com exclusividade para a gente, Ingrid convida “a galera do blog Conversa de Menina” para prestigiar seu novo trabalho.

E então, vamos ao cine!

Assistam também ao teaser da atriz feito especialmente para o nosso blog…

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Mais mulheres refletindo sobre o machismo – e o racismo – subliminares

*Texto e reflexões de Andreia Santana

Publiquei recentemente lá no meu blog pessoal, o Mar de Histórias, uma resenha sobre a biografia de Lélia Gonzalez, lançada pelo Selo Negro Editorial. Na obra, os autores, Alex Ratts e Flavia Mateus Rios, reconstituem a vida da militância acadêmica, política e social dessa intelectual negra brasileira muito atuante entre os anos 70 e 90, co-fundadora do Movimento Negro Unificado, feminista, politizada, mas com uma capacidade ímpar de manter o foco no ser humano e nos seus paradoxos, sobretudo nas questões raciais (aqui vocês leem a resenha e ficam sabendo mais sobre o livro).

Lélia Gonzalez

Essa semana, pelas estatísticas do Google, vi que um texto meu, escrito em março de 2009 aqui no Conversa, relembrando bell hooks e minhas aulas como ex-aluna especial do mestrado em Letras na UFBA, foi citado por uma blogueira carioca, ex-aluna do famoso colégio Pedro II e bacharel em História, autora do blog …ou barbárie, uma mistura de diário pessoal e acadêmico que ainda estou explorando, mas que à primeira vista, agradou pela força das palavras da autora. A blogueira, num texto sobre a nova campanha publicitária da cerveja Devassa, que viu numa revista carioca, refletia sobre a redução das mulheres, sobretudo às negras, ao corpo (aqui vocês leem o post dela).

Qual a relação de uma coisa com a outra? Bem, é que lendo a biografia da Lélia, vi que muito do que ela refletia – dos paradoxos da questão racial brasileira – tem muita ligação com o texto da autora de …ou barbárie. Sendo que, como Lélia morreu há 16 anos (em 1994), a sensação de que pouca coisa mudou de lá para cá me frustra. Ao mesmo tempo, ver uma pessoa muito mais jovem manter tanto as ideias de Lélia quanto as de bell hooks vivas e sendo discutidas, dá o conforto de acreditar que ainda resta esperança e que campanhas publicitárias machistas e reducionistas como a dessa marca de cerveja tem sobrevida contada…e o tempo está acabando.

bell hooks

Fiz um teste. Busquei no Google referências a “campanha da cerveja Devassa”. Surgiram dezenas de links para uma polêmica envolvendo peça estrelada pela socialite norte-americana Paris Hilton, em março deste ano. Nenhuma referência a uma possível polêmica sobre a campanha denunciada pelo …ou barbárie agora em dezembro. A peça publicitária com Paris, “Bem Loura”, entrou fácil na mira do Conar (ao menos segundo reportagem publicada aqui no site de O Globo). Na campanha nova, a que ainda não está na mira dos órgãos reguladores da propaganda no país, uma modelo negra, com o estereótipo da “mulata Sargenteli”, aparece em pose sensual. Logo abaixo, a frase: “é pelo corpo que se reconhece a verdadeira negra”.

Paris Hilton em campanha da "Bem Loura"

Acredito que o bom entendedor não precisaria mais do que as meias-palavras do parágrafo acima. Mas em se tratando de machismo e de racismo, meias-palavras nunca bastam. O machismo atinge todas as mulheres, é fato, independente da cor da pele, da grossura do fio do cabelo, da conta bancária. E para manifestar-se, independe de gênero e orientação sexual. Lógico que, aquelas mulheres mais bem nascidas podem sentir menos os efeitos do machismo – fruto de toda uma construção ideológica e cultural de no mínimo dois mil anos -, porque possuem outros mecanismos de defesa. Mas prova de que o machismo é universal é a polêmica envolvendo a loirissima e riquíssima herdeira da cadeia de hoteis Hilton. E por favor, quem quiser tentar me convencer de que a foto acima não é machista, poupe o trabalho, porque como dizia a boa e velha Lélia, minha cabeça já está feita para a questão da relação masculina com o corpo feminino.

Mas, o racismo, esse manifesta-se majoritariamente tendo como alvo as mulheres negras e os estereótipos tão arraigados que se construíram a partir da redução do negro ao corpo. A autora de …ou barbárie filosofa sobre essa questão tendo por base estudos de mulheres como bell hooks e Lélia Gonzalez. Não digo com isso que mulheres índias não sofram preconceito (e é sempre bom lembrar que os portugueses chamavam aos índios de “negros da terra” durante a colonização). Resumo da ópera: o machismo e o racismo vão atuar juntos quando falarmos de mulheres não-brancas.

Reprodução da campanha da Devassa publicada em revista de grande circulação. A imagem é do blog ...ou barbárie

Lélia Gonzalez, que mesmo sendo feminista tinha uma leitura crítica do movimento, costumava sempre lembrar que a questão da mulher negra demorou para ser percebida pelas feministas não-negras. Isso porque, é muito fácil defender bandeiras pelos direitos das mulheres, mas a coisa se complica por exemplo quando a mesma mulher feminista mantém na cozinha de sua casa uma mulher negra que, só pela condição social mais baixa já está sofrendo opressão e nesse caso, não só masculina, mas da patroa branca também. É paradoxal e só agora tanto os movimentos feministas quanto aqueles de militância em prol da causa negra começam a acordar para a situação.

A questão é que o racismo tem nuances muito mais sutis do que o machismo, ao menos no Brasil. Por aqui, graças a nossa herança ibérica, sabemos bem que o homem brasileiro – ampliando as fronteiras – o homem latino – é machista na essência. Em maior ou menor grau, variando desde o agressor de mulheres até o carinha descolado que diz ter muitas amigas, mas empomba com “coisinhas” como o tamanho da saia da namorada ou o fato dela querer andar com os cabelos cortados a la joãozinho, “porque mulher para ser mulher precisa ter madeixas de madalena”. Ou então, que apesar de defender o comportamento liberal das mulheres em relação ao sexo, não se furta a jogar pedra nas elisas e geyses da vida. Sendo que aqui nesse setor: o das “vagabundas x moças de respeito”, o machismo também é feminino.

Sargenteli e as mulatas

Com o racismo, a sutiliza ocorre porque quando não é abertamente praticado por entidades que rezam na cartilha da ku klux klan, ele se manifesta veladamente na política de “democracia racial feliz e contente” vendida pelos órgãos de turismo como ideal de Brasil, herança do Estado Novo. Sob o mito da democracia racial, defendem alguns estudiosos da questão no país, esconde-se uma política de anulamento – ou atenuação – da negritude. A “morena brasileira” é sinônimo de mulher caliente, gostosona, permissiva e não-100% negra, leia-se, não inferiorizada. Outros estudiosos mostram o lado oculto da moeda, que a democracia racial que “amorena” o Brasil, também pratica a aniquilação – ou atenuação – da branquitude. Com certeza toda moeda tem dois lados e toda questão tem centenas, mas aqui falamos de opressão e sabemos que no nosso país, quanto mais tinta na pele, maior o grau dela. Os mestiços, como eu mesma, ficamos no centro da fogueira e tentamos encontrar nosso lugar entre dois mundos em colisão. E aqui, vale lembrar, embora o foco do post sejam as mulheres, os homens negros também sofrem tanto o preconceito quanto a redução de sua essência ao corpo e ao mito do negão bem dotado e fogoso. Sem contudo, deixar de ser machista e de em nome da supremacia do macho, oprimir as mulheres negras. Já viram que é tema pra muita conversa não é?

Tia Anastácia e a patroa, dona Benta

Mas, o que quero dizer com este post enorme é que essas questões raciais e de sexo permeiam, via discursos subliminares e entrelinhas, campanhas publicitárias como essa da cerveja, em que tanto a figura da mulher (do feminino) quanto a da negra são reduzidas ao corpo e ao instinto sexual (a serpente do paraíso, aquela que tenta Eva e que leva Adão a perder o juízo). O senso comum acaba deixando de refletir a respeito das propagandas, das novelas, da complexidade de relações entre a patroa e a empregada, porque dá muito trabalho cavar fundo sob tantas camadas, então, a educação formal e aquela recebida em casa, na rua, na comunidade, continuam disseminando esses discursos velados.

Mas, é preciso cavar e debater todos os ângulos desse prisma, esmiuçar e compreender, porque só assim, quando, como dizem os militantes, houver uma “tomada de consciência coletiva”, é que poderemos finalmente usar tanto a bandeira de democracia racial (num país que aceita todas as cores e que não tenta diluir) quanto de gênero (numa aceitação não apenas do macho e fêmea normativos, mas das orientações sexuais que fogem à regra). Folgo em saber que mais gente, como essa blogueira do …ou barbárie, mantém a chama do debate permanentemente acesa.

*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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