Dinheiro e saúde: evite ficar no vermelho

Economias / Crédito: Andreia Santana - Blog Conversa de Menina
Fugir do endividamento e economizar dinheiro beneficiam a saúde

Quando o dinheiro falta, não é só o poder de compra e a capacidade de manter as contas em dia que ficam prejudicados. Pessoas endividadas têm mais chances de desenvolver depressão ou problemas de saúde como a hipertensão. Isso porque a escassez de recursos gera alta carga de estresse. Com as festas de final de ano, o risco de gastar mais do que o orçamento comporta é uma realidade que assombra muita gente. A conta no vermelho repercute negativamente na qualidade de vida.

Projeção do começo deste mês, da Fundação Getúlio Vargas, revela que os itens da ceia natalina devem ter um aumento de 10,19%, em relação a 2015. Com isso, tem gente buscando substitutos em conta para ingredientes como o peru ou o tender. No quesito presentes, o aumento esperado pelos cálculos da FGV é de 4,23% em relação ao ano passado. A regra, nesse caso, também é trocar o presentão pela lembrancinha.

Sobre endividamento, pesquisa de 2015 da Serasa Experian, empresa de informações financeiras, mostrou que 54 milhões de brasileiros – 40% da população – iniciaram o ano com as contas no vermelho. Em setembro passado, dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), elevaram a estatística para 58,2% dos brasileiros.

Vulnerabilidade financeira

Estudo das universidades Cornell e Rush, nos Estados Unidos, mostra que o saldo bancário negativo é prejudicial para a saúde física e emocional de idosos. Entre essa turma, o prejuízo para o bolso está ligado ao perigo de serem vítimas de golpistas. Além disso, o gasto com medicamentos para tratar males crônicos da idade também é fator de risco. Somadas às dificuldades de lidar com a tecnologia de caixas eletrônicos e aplicativos, as falhas de cognição afetam memória e raciocínio. Assim, fica difícil o controle dos gastos e o planejamento das despesas.

Para endividados em qualquer idade, o Hospital das Clínicas de São Paulo possui um grupo de atendimento a compradores compulsivos. Mas não são apenas esses pacientes que sofrem com doenças provocadas pelo endividamento. Desempregados com dificuldade de recolocação no mercado e até quem está trabalhando, mas sofre as consequências do aumento da inflação, costumam desenvolver desde ansiedade e crises de pânico, até depressão, insônia, úlceras e gastrites, entre outras panes na saúde.

Nesses casos, o sujeito fica preso em um ciclo. O endividamento gera a doença que, por sua vez, acarreta despesas médicas, que trazem ainda mais ansiedade. Sair dessa ciranda requer ajuda especializada para quem precisa controlar a compulsão por gastar e para os que querem se organizar financeiramente.

Dicas para controlar os gastos

Nessa época do ano, uma das recomendações é usar o décimo terceiro salário para quitar as dívidas. O dinheiro extra pode ainda amenizar débitos com valor maior. Vale, no entanto, ficar atento às condições de renegociação oferecidas. Na dúvida, consulte órgãos como o Procon para verificar possíveis cobranças de juros abusivos.

Abaixo, preparamos dicas para quem pretende organizar o orçamento a partir de 2017:

Saiba quanto você gasta

Para botar ordem nas contas, é preciso ter a noção clara da receita x despesa do mês. Dá para usar desde uma planilha de Excel até ferramentas online. E algumas, inclusive, são gratuitas. Pesquise no Google usando os termos “ferramentas online para controle financeiro”. As sugestões vão atender todos os níveis de usuário da web.

Centralize o pagamento das contas e crie metas

Reunir os vencimentos das contas essenciais na mesma data, além de ser prático, acalma a ansiedade. Assim, evita-se o risco de perder o foco no planejamento ao longo do mês. Além disso,  vale criar metas que dividem quanto da renda mensal vai para contas essenciais, lazer e para a poupança. De 10%  a 20% da renda mensal devem ser armazenadas, todo mês, para garantir uma reserva de emergência.

Evite comprar tudo no crédito

Os cartões de crédito e suas muitas tentações dão dor de cabeça aos endividados. Para quem está no vermelho, a dica é aposentar o cartão até a situação se resolver. Já quem ainda não ligou a luz de emergência, deve evitar parcelamentos infinitos e não cair na armadilha de pagar apenas o mínimo da fatura. O ideal é pagar o máximo que for possível à vista, nem que para isso seja preciso alguns meses para juntar o montante.

Prefira dinheiro vivo a débito e faça pesquisa

Reserve uma quantia para as compras e use apenas ela. Ao optar pela função débito do cartão, tendemos a perder o controle. Por questões de segurança, não dá para levar grandes quantias de vez para a rua. Então, antes de comprar, vale pesquisar as melhores ofertas e optar por aquilo que de fato é essencial. Evite também preencher vazios emocionais com gastanças sem limites em itens supérfluos.

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Mulheres representam 45% dos empreendedores individuais

A reportagem que publico abaixo é da Agência Sebrae. Achei bacana o tema e creio que pode servir de incentivo para muitas meninas que pensam em dar um passo rumo ao empreendedorismo. Não é fácil, mas tampouco é impossível. Vamos todas nos inspirar!

Mulheres representam 45% dos empreendedores individuais
Levantamento mostra que 450 mil mulheres buscaram a formalização de seus negócios

Brasília – Historicamente uma das mais empreendedoras do mundo, as mulheres brasileiras também ocupam espaço importante entre os trabalhadores por conta própria formalizados. De cada 100 empreendedores individuais, 45 são mulheres, segundo um levantamento feito pelo Sebrae com dados do Serviço Federal de Processamento de dados (Serpro). No total, somam 450 mil formalizados.

E a tendência é que esse número aumente, uma vez que as brasileiras são mais empreendedoras que os homens – dos empreendedores no mercado nacional – incluindo micro e pequenos empresários -, 53% são mulheres, segundo a Pesquisa Empreendedorismo no Brasil 2009, dado mais recente do levantamento anual feito pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM).

No Piauí a participação das mulheres se igualou à dos homens. Algumas pela necessidade, mas também há muitas que enxergam uma oportunidade no empreendedorismo, caso da cabeleireira Maria da Guia do Carmo Santos, de 35 anos. Após cinco anos trabalhando como funcionária de salões de beleza de Teresina, ela pediu demissão para trabalhar por conta própria em 2008. No ano passado, Maria da Guia se formalizou como Empreendedora Individual. Agora se prepara para atender seus clientes em um espaço próprio, e não mais em sua casa, e contratar um funcionário.

A cabeleireira atende, em média, 30 pessoas por semana. Desde que passou a trabalhar por conta própria, sua renda mensal saltou de um salário mínimo para R$ 3 mil. A renda maior lhe permite não só se capacitar, já que vem fazendo cursos, como melhorar a qualidade do serviço oferecido. “Mas o mais importante é que estou conseguindo realizar meu grande sonho, que é comprar minha casa própria. Já dei a entrada e em breve finalmente vou sair do aluguel”, comemora.

Em outros oito estados, a igualdade entre homens e mulheres no universo de empreendedores também está próxima. Segundo o levantamento, no Acre, Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Roraima e Sergipe a participação feminina está acima de 48% do total de empreendedores por conta própria. A menor participação de mulheres no mercado total está na Bahia, Goiás, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná e Tocantins, que possuem um percentual de mulheres inferior à média nacional – oscila entre 43% e 44%.

*Fonte: Agência Sebrae

**A foto é do blog Jackie M´s Make Up

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Mulheres ditam novos padrões de consumo on line

Consumo é tema importante dentro do vasto universo feminino. Mas, ao contrário do senso comum, somos bem menos impulsivas na hora de gastar dinheiro do que dizem por aí. No artigo que separei para publicar aqui no blog nesta quarta, dentro da Semana da Mulher, vocês veem dados interessantíssimos sobre a relação das meninas com as compras. Estamos dominando o segmento on line e o novo boom do e-commerce nacional: os sites de compras coletivas. Já existe até uma terminologia nova, “mães digitais” (me identifiquei, embora ainda esteja longe dos 45). Confiram o texto de Stella Susskind sobre o tema:

Mulheres “dominam” os sites de compras coletivas e ditam novos padrões de consumo online no Brasil e na Europa

*Stella Kochen Susskind

Um contingente significativo de mulheres brasileiras e europeias está promovendo uma verdadeira revolução no consumo online. No Brasil, levantamentos atestam que 60% das pessoas cadastradas nos portais de compras coletivas – portanto, internautas com real potencial de compra e com tíquete médio entre R$ 30 e R$ 40 – são do sexo feminino. Em 2010, as compras coletivas movimentaram R$ 10,7 bilhões e a expectativa é ultrapassar a marca dos R$ 14 bilhões neste ano. Por ser membro da Mystery Shopping Providers Association Europe, tive acesso ao estudo francês Les Digital Mums – conduzido pela WebMediaGroup – que identificou o surgimento do fenômeno “mães digitais”. É claro que os números relacionados à movimentação financeira do negócio impressionam, mas o que me chama a atenção são as novas tendências comportamentais.

De acordo com a pesquisa francesa, as mulheres com menos de 45 anos e que têm filhos estão ditando novos padrões de consumo na internet. Entre as 552 entrevistadas, 57% das mulheres afirmaram que fazem pelo menos uma compra por mês pela internet; 44% gastam mais de 20% do orçamento familiar em compras online. Ativa nas redes e fóruns sociais, essa consumidora tem como motivação a economia de tempo (59%) e o fato de poder comprar quando quiser (58%) – afinal, as lojas virtuais estão abertas 24 horas. As “mães digitais” – entre as quais me incluo, embora não seja francesa – usam a internet, também, para pesquisar e trocar ideias sobre educação infantil. Além disso, essas mulheres estão usando a rede como instrumento de e-commerce, ou seja, 83% das entrevistadas afirmaram que visitam, no tempo livre, sites especializados em compra, venda e troca de produtos usados.

Tanto no Brasil quanto na Europa – e a pesquisa Les Digital Mums mostra esse comportamento – as mulheres não compram por impulso. Não estou afirmando que são compras 100% racionais, mas que são fruto de pesquisas nas quais as consumidoras comparam o custo–benefício do produto. Embora o emocional seja extremamente importante para o consumo feminino, a nova consumidora é criteriosa e cautelosa, especialmente nas compras online. Ao analisarmos o comportamento feminino nas compras coletivas, por exemplo, vemos que a opinião de outras consumidoras que já utilizaram o serviço, sobretudo de amigos e parentes, é determinante. Contudo, a compra online ainda está restrita à praticidade. Explicando melhor, os objetos de desejo das mulheres – sapatos, bolsas, perfumes, maquiagem e roupas – continuam a demandar a compra presencial; o namoro às vitrines.

Seja no ambiente virtual ou real, o atendimento permanece como fator crucial para a fidelização de clientes. De acordo com os relatórios da Shopper Experience, elaborados a partir de relatos dos clientes secretos – a empresa conta com um módulo de pesquisa pioneiro, dedicado à avaliação de e-commerce, compras coletivas, Twitter e Facebook de empresas do varejo e do setor financeiro – , o atendimento online requer melhorias urgentes. De um lado temos um novo consumidor que realiza compras (online e em lojas); de outro, marcas que levaram para as lojas virtuais os mesmos desmandos e atendimentos impróprios que têm nos estabelecimentos físicos. Essa miopia tem causado sérios transtornos aos Procons do país que estão repletos de processos e reclamações de consumidores. Em um futuro próximo e com a crescente conscientização do consumidor brasileiro, essas empresas não terão mais espaço no mundo real e virtual. As mulheres, tudo indica, serão agentes dessa transformação do consumo. Afinal, já são elas que estão ditando os novos rumos das compras online.

*Stella Kochen Susskind preside a Shopper Experience – empresa de pesquisa – e a divisão latino-americana da Mystery Shopping Providers Association. A executiva atua, ainda, como diretora da Mystery Shopping Providers Association Europe.

Já publicamos da autora no blog:

>>Mulheres e Compras: O segredo dos quatro “Ps” do consumo feminino

**O artigo de Stella Kochen Susskind foi enviado ao blog pela Printec Comunicação e publicado mediante a citação da autoria e respeito ao conteúdo. Como todo trabalho intelectual, este está protegido por direitos autorais e pedimos que, caso tenha interesse no tema e queira usar dados desse artigo, entre em contato com a autora ou sua assessoria para pedir autorização.

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Shopping Barra anuncia ampliação

O Shopping Barra (Av. Centenário) anunciou nesta terça, 1º, a sua ampliação. Embora tenha recebido o convite para o evento, não tive como ir, porque estava no jornal no horário, mas recebi informações sobre a obra através da assessoria de imprensa do empreendimento. Senti falta, porém, de um detalhe valioso no material, que é mostrar aos frequentadores como ficará a rotina de funcionamento do shopping enquanto durar a reforma. Prometo me informar e assim que tiver detalhes, divido aqui com vocês.

De acordo com o material da assessoria, as obras terão início ainda este mês e vão demandar um investimento de R$ 70 milhões. Com a expansão, o Barra passará a ter aproximadamente 50 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), onde funcionarão um complexo de cinemas, mais de 70 novas lojas, um centro de diversão para adultos, adolescentes e crianças, espaço gourmet e um novo parque de estacionamento.

Essas fotos são ilustrativas, mas já dá para ter uma ideia de como vai ficar o Shopping Barra repaginado

Ao todo, serão gerados cerca de 30% de novos empregos diretos e indiretos, chegando a 3.500 postos de trabalho. Outro impacto esperado será no fluxo de frequentadores, que deverá ter acréscimo de até 35%, superando a marca de 2 milhões de visitantes/mês.

O projeto arquitetônico é do escritório Caramelo Arquitetos Associados. O destaque é a fachada moderna, totalmente revestida em vidro e alumínio composto. A construtora responsável será a Andrade Mendonça. Já o planejamento, desenvolvimento e comercialização do projeto de expansão estão a cargo da Enashopp, administradora do Barra desde 2000.

 

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Finanças: Confira dicas para manter as contas em dia

Essa semana, twittei que as meninas dão mais despesas que os meninos. São cerca de 10% a mais de gastos anuais para manter uma filha (coitada da minha mãe, teve duas!). Nesta sexta, ainda pensando no assunto gastos femininos, destaco para vocês um texto enviado pela Steer Recursos Humanos, uma empresa de consultoria em finanças e carreira. No material, há algumas dicas e conselhos para nos levar a refletir sobre o consumo – que é mesmo uma característica forte nas mulheres, embora os homens também saibam gastar, e muito bem! -. Sei que as tentações são muitas, eu mesma caio em algumas de vez em quando, mas é importante ter o mínimo de planejamento. Vamos aprender juntas:

P.S.: Para ilustrar, escolhi cenas do filme Os delírios de consumo de Becky Bloom, inspirado em série de livros de uma das rainhas do Chick Lit, a Sophie Kinsella.

Novos Horizontes para o controle do orçamento feminino
Especialista em aconselhamento financeiro dá dicas para manter as contas em dia

As mulheres sempre foram consideradas mais consumistas do que os homens. E a fama não é injusta. Elas são hoje o maior mercado consumidor do mundo. Pesquisa realizada pela Sophia Mind, empresa especializada em comportamento e tendências no universo feminino, mostra que as mulheres são responsáveis pelo consumo anual de U$ 20 trilhões. O mesmo estudo mostra que elas são responsáveis por 66% das decisões de compra do que é consumido pelas famílias brasileiras. Dos R$ 1, 972 trilhões gastos anualmente com bens e serviços no país, R$ 1,3 trilhões são decididos por elas, valor que transforma o Brasil em um dos maiores mercados femininos no mundo.

Endividadas – As mulheres influenciam também nos setores específicos, como automotivo e financeiro, decisões antes feitas apenas por homens. Juntando a isso o gosto natural das mulheres por compras, elas ficam no topo das listas de endividados. Segundo pesquisa de Endividamento e Inadimplência dos Consumidores (Peic) da Fecomercio, o número de mulheres endividadas é superior a de homens. Cerca de 51% delas tem alguma dívida enquanto apenas 48% dos homens se encontra na mesma situação. As mulheres ultrapassam limites nos cartões de crédito, fazem gastos “desnecessários” e muitas vezes parecem não se preocupar com o futuro financeiro.

O programa Horizontes, criado por Ivan Witt, sócio da consultoria Steer Recursos Humanos, atua com foco no universo feminino de consumo e controle orçamentário. “A ideia aqui é ensinar para as mulheres como gastar melhor seu dinheiro, onde investir, como sair das dívidas, levando em conta características femininas na forma de enxergar o consumo e os gastos”, explica Ivan Witt consultor financeiro e sócio presidente da Steer.

O programa Horizontes ajuda a organizar as finanças com elaboração personalizada que leva em conta o estilo de vida de cada uma, suas necessidades e seus objetivos. “Quando se tem um planejamento financeiro, tem-se uma base real de sua vida, passando assim a sair do círculo de sobrevivência.”, explica, “Afinal, a vida não se resume a pagar contas”, explica o consultor. O planejamento ajuda a enxergar o orçamento com outros olhos. “Atendo mulheres bem sucedidas que dizem não ganhar bem, e após poucos minutos é possível constatar que o que ocorre na verdade, são gastos desmedidos, por impulso”, explica o especialista em aconselhamento financeiro.

Organize as contas – Para conseguir sair do vermelho e manter as finanças em dia, é fundamental fazer um planejamento elaborado de contas, despesas necessárias e possíveis cortes. “Colocar tudo em uma planilha ajuda a ver onde estão as falhas e os gastos desnecessários”, explica Ivan. “Aconselho também a fazer um levantamento diário de tudo que é gasto, ao final do mês verificar se o que consta na planilha realmente foi necessário e cortar os excessos”, completa.

Cursos e palestras, livros especializados, relacionados a finanças pessoais, também ajudam na organização do orçamento.

Evitar empréstimos e compras no cartão de crédito é outra dica. “Prefira sempre fazer compras a vista, assim evita juros e gasta menos”, afirma Ivan. “Caso prefira o cartão, pague sempre a fatura inteira, jamais entre no pagamento mínimo, os juros são altíssimos, acredite, maiores que 350% ao ano”.

Dicas para sair do vermelho:

– Evitar o uso de cartões de créditos até normalizar a situação.

– Se preferir continuar utilizando cartão, pedir ao banco um limite bem apertado, para controlar impulsos.

– Na hora das compras, avaliar se elas realmente são relevantes e sempre fazer mais uma peneirada antes de fechar a conta.

– Ter consciência da renda mensal e tentar se manter com ela, sem agregar às finanças o cheque especial e os limites bancários.

Dicas para não deixar os gastos saírem do controle:

– Priorizar sempre gastos com alimentação, saúde e educação.

– Compras preferencialmente à vista.

– Sempre negociar valores de produtos e fazer pesquisas de preço, muitas vezes eles mudam muito de uma região para outra ou até mesmo de uma loja para outra.

– Não comprar por impulso, “No caso das mulheres este é um dos grandes vilões”.

– Utilize a internet como referência e só compre na rede depois de ter certeza que não pode negociar algo melhor nas lojas. Muitas promoções de sites na internet descontam o produto mas adicionam um frete significativo. É comodo comprar em casa, sem gastar gasolina, estacionamento, mas é sempre possível conseguir excelentes negociações ao vivo. É preciso fazer as contas!

*Fonte: Steer Recursos Humanos – consultoria em Recursos Humanos que oferece às empresas produtos e serviços como: Recrutamento e Seleção; Aconselhamento, Programas de Treinamento em Liderança Coorporativa entre outros. O carro-chefe da Steer é o programa “Horizontes”, de aconselhamento financeiro e de carreiras.

**Reportagem encaminhada ao blog pela assessoria da Steer e publicada mediante a citação da fonte e respeito a integridade do conteúdo.

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Artigo: A criança e o valor do dinheiro

Selecionei para esta quinta-feira um artigo muito interessante do educador Daniel Ribeiro. Como sou mãe e tenho um filho entrando na adolescência, temas ligados a educação dos jovens, como prepará-los para o mundinho cão onde vivemos, sempre me chamam atenção. E o tema do artigo, crianças e dinheiro, é muito pertinente. Aprendi a calcular as despesas de casa quanto tinha mais ou menos 10 anos. Nessa idade, já sabia ir até a mercearia da esquina comprar víveres e fazer aquela relação básica de custo x benefício. Lembro de uma situação engraçada: fui à padaria com uma tia minha e minha mãe mandou comprar manteiga. Olhei o pote de 250g e outro de 500g e vi, lógico, que o de 500g era mais caro, algo em torno de R$ 1 a mais que o pote menor (na verdade, nem lembro qual era a unidade financeira na ocasião, acho que era cruzado novo…). Mas vi também que havia uma vantagem  no pote maior e a reposição de manteiga na despensa demoraria mais para ocorrer. Minha tia chegou em casa orgulhosa, dizendo para minha mãe que eu já era uma mocinha. Exemplos prosaicos e saudades da infância à parte, depois de adulta, tento ensinar ao meu filho o valor do dinheiro e tento dar a ele apenas coisas com as quais possa lidar de acordo com sua idade.  Nada de presentes caríssimos. Na minha visão de mundo, por exemplo, uma criança na faixa dos dez anos não precisa de um celular, que na maioria das vezes só servirá para distraí-la da aula ou para colocá-la como alvo de assaltantes. Para a escola, ele leva o valor necessário para o lanche e só. A mesada, nunca é dada em mãos, mas  depositada numa conta poupança. Antes de comprar alguma coisa, nós dois conversamos muito, pesamos prós e contras de desfalcar a sua conta em prol de um capricho passageiro ou se é mais vantagem juntar dinheiro para comprar algo realmente bacana.  Lógico que não é um regime de quartel, afinal trata-se de um garoto de 12 anos e de vez em quando, permito um capricho, mas o consumo nunca serve de compensação para alegrias ou tristezas. Gosto de moda, de acompanhar novidades e tendências, como fica claro em alguns posts do blog, mas uma coisa interessante que tenho notado é que, quanto mais estudo sobre o mundo fashion e o universo geral da indústria da beleza (cosméticos e etc), mais aprendo a consumir com consciência e mais tento repassar essa lição para o rapazinho que tenho em casa.  Ficar bonita para mim é questão de estado de espírito, já disse isso outras vezes. Claro que, todo mundo quer andar na moda, dirigir um carro legal, morar num apartamento bem decorado, mas existe um limite de bom senso e existe uma coisinha chamada planejamento. Dinheiro foi feito para gastar, até porque, quando a gente morre, não leva junto nem a carne ou os ossos, que dirá os bens materiais, mas é sempre bom guardar um pouco para  velhice ou as emergências. Mas agora, confiram o artigo de Daniel Ribeiro, porque eu, já falei demais!

*A criança e o valor do dinheiro

**Por Daniel Ribeiro

Ninguém precisa virar um tio Patinhas, mas é preciso ter a noção de que economia tem relação direta com planejamento e segurança

Em março de 2008, em minha faculdade, um dos principais assuntos abordados foi “matemática financeira para crianças”. É um tema fundamental para ser debatido por pais e professores junto aos pequenos. Uma das grandes dificuldades que os pais encontram no que diz respeito à educação de seus filhos é fazer com que eles entendam o valor do dinheiro. As crianças, que dificilmente se interessam pelo assunto, podem se tornar adultos incapazes de lidar com as próprias finanças.

Diante dessa realidade, procuramos mostrar em nossas teses a importância de se estudar tal assunto e como introduzi-lo junto a nossas crianças. Notamos que a melhor metodologia seria aquela que se utilizasse do lúdico para educar, porém, deixando a criança sempre em contato com a realidade, mostrando que aquele aprendizado será útil durante toda a vida.

Há um momento, por exemplo, em que damos um salário de R$ 1.000,00 para cada aluno. Com o dinheiro, eles terão que pagar suas contas e ainda fazer sobrar para a diversão. Outra técnica para capacitar as crianças a gerir suas finanças pessoais é a divisão do dinheiro em potes. Em cada pote deve ser colocada uma quantidade de cédulas correspondente a cada interesse do aluno. Todo dinheiro que eles recebem, seja a mesada ou um presente da avó, deve ter um destino. Essa é uma maneira de eles se controlarem e não saírem gastando em besteiras das quais se arrependam depois.

Aprender a administrar o orçamento pessoal é um desafio que muitos adultos não conseguem encarar com sucesso, pois, além de responsabilidade e determinação, exige treinamento, por mais banal que uma contabilidade doméstica possa parecer.

Que tal ensinar seus filhos a como lidar com o dinheiro desde os primeiros anos da infância? É claro que não se trata de dar aulas sobre os rudimentos da matemática financeira aos dois anos de idade. Mas, bem cedo, os pais já devem começar a introduzir na vida dos filhos alguns conceitos relacionados ao valor e ao uso de cédulas e moedas, bem como à importância de poupar para o futuro. É um tema cujo interesse vem crescendo no ensino fundamental dos Estados Unidos e dos países da Europa – na Inglaterra virou até matéria obrigatória em muitas escolas. No Brasil, a educação financeira apenas engatinha, e a experiência já colhe bons resultados.

Mesmo sem a matéria no currículo, os pais podem desde já iniciar os pequenos no bê-a -bá financeiro com conceitos bem simples. O primeiro passo é ensiná-los a distinguir aquilo de que precisamos daquilo que simplesmente queremos. Quem não sabe isso se atrapalha. É o caso das pessoas que compram um carro importado antes da casa própria. Uma boa maneira de fazer com que seu filho entenda é tratar desses assuntos em situações cotidianas, deixando-o, por exemplo, responsável por checar quais produtos estão faltando em casa e que precisam ser comprados. Também é fundamental fazer com que a criança associe poupança à precaução, para que entenda que muitas vezes é importante desistir de comprar algo no presente para conseguir um benefício futuro. Quem compreender isso de verdade não terá problemas com cheque especial nem com cartão de crédito mais adiante. Além disso, repetir-lhe idéias simples, como tratar o brinquedo com cuidado para ele estar funcionando quando quiser usá-lo novamente, ou poupar um pedaço do lanche para quando tiver fome, são lembretes que podem ajudar bastante. Dessa maneira, quando essa criança ou adolescente começarem a ganhar mesada, será mais fácil convencê-los da importância de guardar uma parte do dinheiro.

A mesada é uma das principais fontes de dúvidas e equívocos dos pais. Como eles têm muito prazer em satisfazer os desejos dos filhos, acabam errando demais. Mesmo que se trate de uma família de alta renda, não é aconselhável encher o filho de dinheiro.

Também faz parte da educação financeira a dissociação entre dinheiro e afeto, o que significa muita cautela na hora de dar presentes. A recomendação dos especialistas é reservá-los somente para datas comemorativas, como aniversário ou Natal, por mais bem-sucedida que a criança seja na escola ou na atividade esportiva. Prefira outras maneiras de mostrar-lhe reconhecimento, como um passeio em família ou mesmo um abraço e palavras de elogio.

É importante que a garotada aprenda a esperar pela realização de um desejo, mesmo que se trate de algo barato. Se uma criança é acostumada a conseguir tudo o que quer imediatamente, vai se transformar em um adulto sem limites, daqueles que esbanjam, mesmo sem ter dinheiro para pagar um bom plano de previdência privada. O sacrifício dos pais para satisfazer os caprichos materiais dos filhos são pontos negativos. Isso inclui o tão esperado carro aos 18 anos. É preciso mostrar que quem não faz nenhum tipo de esforço financeiro nunca aprende a como chegar lá”.

*Texto encaminhado ao blog pela Ex-Libris Comunicação Integrada

** Daniel Ribeiro é mediador da Vitae Futurekids no Programa Matemática Descomplicada, em Caçapava (SP)

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*Profissões em que as mulheres ganham mais que os homens

Pesquisa recente da Catho Online – maior classificados de currículos e empregos via internet da América Latina – revela quais são atualmente, as profissões em que as mulheres ganham mais do que os homens. Com certeza meninas, vocês se interessam pelo tema. O estudo da Catho aponta, por exemplo, que professoras com doutorado, modelistas e gerentes de hotéis estão entre as profissões em que as mulheres se destacam. No entanto, o material traz dados que mostram que 70% dos profissionais do sexo masculino ainda ganham mais que as mulheres. É uma luta árdua moças! E eis um setor em que não basta convivência harmônica e compreensão das diferenças entre os sexos, é preciso sim, que mulheres e homens, que produzem de maneira igual, sejam pagos sem distinção.

A  31ª Pesquisa Salarial e de Benefícios investigou posições em que a remuneração feminina alcança valor maior que a de seus pares masculinos. O resultado deste levantamento identificou áreas em que as mulheres recebem salários de 3% (Arquiteto Pleno) a 25% (Professor – Doutor) maiores, quando comparadas com os dos homens. Ainda segundo a pesquisa, mulheres com doutorado podem ganhar 25% a mais do que homens. Taí um bom incentivo para continuar os estudos.

Os dados – A pesquisa foi realizada no período de 1º a 27 de fevereiro deste ano, com 175 mil profissionais, de mais de 21 mil empresas, em 3.550 cidades de todo o Brasil. Os dados são atualizados a cada quatro meses e referem-se a mais de 1.800 cargos, de 215 áreas de atuação profissional e de 48 ramos de atividade econômica, dentro de 22 regiões geográficas do país, além de 7 faixas de faturamento para classificação de porte de empresa.

Os profissionais participantes responderam um formulário eletrônico contendo questões relacionadas ao seu cargo, sua remuneração, benefícios, região onde trabalha, faturamento da empresa, sexo, idade, escolaridade, idiomas, entre outros dados.

Confira no site ao lado mais detalhes deste estudo: www.catho.com.br/salario

*Elaborada com informações da assessoria de comunicação da Catho Online

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Uma ajudinha para declarar o Imposto de Renda?

Um P.S. ao contrário:

Se você entrou neste blog pela primeira vez e tem por objetivo único tirar suas dúvidas sobre o IRPF, recomendo que desça a barra de rolagem e vá direto para o final do post. Os links que te interessam estão lá. Caso já seja nosso leitor assíduo e queira um pouco de filosofia pura e simples antes de meter a mão na massa, dá uma lida no meu “nariz de cera” aí abaixo e na sequência, você chegará aos links da Receita Federal. De uma forma ou de outra, divirta-se, que a vida não vale a pena sem isso!

*Narigão de cera

Alimentei meu leãozinho logo no primeiro dia da declaração do IRPF 2010. Não deu tempo do bicho crescer e me morder!

Sou meio paranóica com a declaração anual de imposto de renda. Aliás, tudo que cheira a burocracia, documentos, papelada, me deixa não apenas pela metade, mas completamente paranóica. Não é que eu não goste de ter responsabilidades, mas a bem da verdade, existem coisas muito mais interessantes para fazer na vida do que preencher fichas e documentos não é? Como ninguém que vive na sociedade contemporânea pode se dar ao luxo de chutar o pau da barraca completamente, resta-nos aceitar a dose de responsabilidade diária, de preferência homeopática, que é para dar tempo de incluir entre uma responsabilidade e outra, aqueles intervalos de “coisas mais interessantes para fazer” que garantem a nossa sanidade mental e o bom-humor no fim do dia. Uma pausa minha gente, todos precisamos dela de vez em quando. Digo isso não que seja uma grande novidade, mas porque percebo que a papelada tende a crescer e a diversão diminuir nas nossas vidas com o passar do tempo. Mas, acreditem, temos o poder de controlar isso. Pois sim, deixando a filosofia de lado e falando de forma prática sobre o Imposto de Renda, já que é obrigatório declarar e já que faz parte do pacote das responsabilidades que eu não posso adiar, o negócio é arrancar o esparadrapo logo de uma vez:  já declarei, logo no primeiro dia do prazo. Provavelmente a restituição não vai ficar no banco rendendo meses, mas em compensação, recebo logo no primeiro lote e pronto, gasto o dinheiro com o que estiver precisando ou guardo na poupança para uma emergência e até março do ano que vem, nem lembro que a receita federal existe, com todo respeito aos profissionais deste órgão.

Procrastinar é o nome bisonho do verbo que traduz o estado de quem adia para a última hora a solução de um problema ou uma responsabilidade. Quando estava na oitava série, no século passado, lembro de ter lido um conto, se não me falha a memória, de Luis Fernando Veríssimo (ou foi uma crônica dessas domingueiras de jornal, memória RAM com mais de 30 anos de uso, desculpem) – eu era esse tipo de adolescente, que lia jornal -.  O texto falava justamente da nossa mania de procrastinar, adiar as coisas. Já virou até emblema dos brasileiros, temos fama de adiar tudo para a última hora e de só fazer seja lá o que for que tenhamos de fazer aos 45 minutos do segundo tempo e rezando para o juíz dar uma prorrogação. Mas, como sou do tipo que precisa muito de tempo para as coisas divertidas da vida (incluindo dormir oito boas horas de sono, que faz um bem danado para a pele), desde mais nova aprendi a não adiar nada. Se é para resolver, vamos acabar com isso, arrancar esse esparadrapo logo de uma vez!

Adiar nunca dá certo, porque na última hora sempre há correria. Pessoalmente, detesto correria, tenho um ritmo próprio de fazer as coisas e só lido com a pressão necessária, não admito nenhum graminha acima da pressão necessária. Como o tema é o Imposto de Renda e hoje já é 6 de abril, ou seja, faltam 24 dias para o fim do prazo, ainda dá tempo, para quem não declarou, de acertar as contas com o Leão e acabar descobrindo que o bicho não passa de um filhote. Na véspera, com certeza o site da Receita estará mais do que congestionado e sinceramente, não acho que o felino valha o estresse, mesmo com conexão banda larga. Particularmente, gosto de ser paranóica com prazos, porque sempre sobra tempo para relaxar e fazer as tais coisinhas mais interessantes…

E para quem ainda não atinou com os prazos ou está quebrando a cabeça atrás de respostas. Antes de xingar a blogueira por ter escrito um “tratado” sobre a arte de não adiar a solução dos problemas, abaixo, alguns links que vão interessar:

SOS Imposto de Renda

1 – Para quem precisa de uma forcinha na hora de declarar o IRPF, o portal Universia reuniu uma série de dicas. Vale lembrar que só declara este ano quem teve renda no ano passado superior a R$ 17.215,08. O conteúdo do site indica os rendimentos e despesas que podem ser declarados, além de responder às perguntas mais comuns referentes à declaração, como quem deve declarar o IR, quais são os documentos necessários, quem pode ser declarado como dependente, além de explicar o que é malha fina, entre outras questões. Clique neste link para conferir o manual salvador.

2 – A Receita Federal criou um hotsite onde além de esclarecer dúvidas, é possível baixar os programas da declaração. Acesse aqui.

3 – O blog Cidadão Repórter, do Grupo A TARDE, mantém uma sessão de perguntas e respostas. Confira os links abaixo:

>>Tira dúvidas IRPF 2010

>>Tira dúvidas sobre IRPF 2010

>>Tira dúvidas sobre o IRPF 2010 – 2

>>Tira dúvidas sobre IRPF 2010- 3

>>Dúvidas respondidas sobre o IRPF 2010

>>Dúvidas sobre IRPF 2010

>>Perguntas e respostas sobre IRPF 2010

>>A TARDE tira as dúvidas sobre IPRF 2010

*Nariz de cera é um jargão jornalístico que significa dar uma esticada na conversa, fazer uma digressão básica, antes de entrar direto no assunto que interessa.

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Mulheres e Compras: Marketing feminino

As comemorações pelo Dia Internacional da Mulher terminam oficialmente neste sábado, embora o blog discuta o assunto o ano todo, nem tinha como ser diferente, com três mulheres blogando na página. Mas, para seguir o calendário, vamos encerrar hoje as sequências de artigos que ao longo da Semana da Mulher refletiram sobre vários aspectos da feminilidade contemporânea. Foram duas séries, Especial Semana da Mulher e Mulheres e Compras. Esta última, é encerrada agora, com o texto abaixo, de autoria do administrador e professor Marcos Morita. A série Especial Semana da Mulher também terá seu último artigo publico ainda neste sábado, aguardem! Ao falar de marketing e feminilidade, Marcos Morita traça um panorama realista da evolução das conquistas femininas na sociedade pós-moderna e não deixa de fazer o alerta: homens e mulheres são historicamente – e ainda hoje – criados de forma diferente e quase antagônica. Vale refletir se este é o modelo de sociedade que queremos legar às novas gerações.

Marketing feminino

*Marcos Morita

Aliança de casamento não é mais o bem de consumo mais cobiçado pelas mulheres

O dia 8 de março pode ser representado por uma mulher emancipada, independente, realizada e madura, completando 35 anos de vida. A data, instituída em 1975 pela ONU, teve como objetivo lembrar ao mundo suas lutas contra a violência e a discriminação. Apesar do avanço inegável, alguns países parecem ainda estar em 1857, ano em que uma fábrica de tecidos norte-americana foi incendiada para calar a voz de mais de 130 tecelãs que reivindicavam melhores condições de trabalho e equiparação de salário com os homens.

Felizmente não pertencemos mais a este grupo, assim como as discussões entre as diferenças dos sexos já não são tão acaloradas. Sabemos que os homens das cavernas partiam para caça, enquanto as mulheres guardavam e zelavam a cria e o lar. Mesmo assim, protegemos e falamos de maneira mais carinhosa com bebês vestidos de cor-de-rosa. Criamos filhos e filhas com enfoques diferenciados.

Homens têm cromossomos x e mulheres y. Competitividade, excesso de confiança e espírito de aventura no primeiro caso. Proteção, abrigo e nutrição no segundo. Talvez por isso meninos tenham brincadeiras agressivas e competitivas, gostem de filmes de aventura e vídeo games de ação, enquanto meninas brincam de papai e mamãe, adoram bonecas e se deliciam com filmes românticos.

A mulher utiliza os dois lados do cérebro ao invés do direito apenas. Há também mais conexões através dos dendritos, possibilitando maior capacidade de pensar holisticamente e expressar suas emoções. Tente discutir com sua esposa ou namorada e comprove o número de palavras por minuto, as histórias resgatadas do fundo do baú e a facilidade em transformar sentimentos em lágrimas.

Com o crescimento do poder de compra, as mulheres não mais influenciam as decisões nas unidades familiares. Preferem ir direto ao consumo. Carros e apartamentos substituíram roupas, compras de supermercado e educação dos filhos. Perdidas estão as empresas e profissionais de marketing que ainda tratam as mulheres como um mercado em ascensão. Hoje elas são o mercado.

Há ainda alguns nichos que podem ser explorados. O advento da internet, a queda brutal nos custos das comunicações e a globalização, possibilitaram que grupos anteriormente excluídos pelas empresas pudessem se tornar comercialmente interessantes. O pesquisador americano Mark Penn utilizou o termo microtendências para defini-los.

Professor Marcos Morita, autor do artigo

Segundo Penn, microtendências são pequenas forças imperceptíveis que podem envolver até 1% da população, moldando a sociedade de forma irreversível. Considerando uma população de aproximadamente 100 milhões de brasileiras, teríamos um mercado nada desprezível de um milhão de consumidoras esperando para terem suas necessidades atendidas. Vejamos algumas.

Solteiras demais: creio que já tenha discutido com sua esposa ou família, o fato de alguma prima ou conhecida ter ficado para a titia. Inteligentes, bonitas e com bons empregos, seriam partidões caso tivessem nascido com outro cromossomo. O comportamento agressivo na juventude e os casais homossexuais em maior número pendem a balança para o lado das mulheres.

Tigresas: apesar do ar de reprovação de algumas pessoas, é fato que o número de mulheres mais velhas namorando homens mais jovens vem aumentando. Artistas e socialites cujas vidas são escarafunchadas são os exemplos mais visíveis. A independência financeira e sexual conquistada pelas gerações anteriores tem feito que mulheres maduras optem pelo divórcio.

Mulheres prolixas: as mulheres têm demonstrado aptidão em áreas que exigem o uso da palavra escrita ou oral. Algumas profissões estão se tornando redutos femininos. Cursos de jornalismo, direito e propaganda são bons exemplos. Apresentadoras, advogadas, juízas, deputadas, prefeitas, governadoras e quem sabe até a próxima presidente, comprovam o sucesso feminino quando o assunto são palavras.

Utilizaria o termo oportunidade caso tivesse que resumir esta data em apenas uma palavra. Os especialistas em mulheres e seus comportamentos de compra têm hoje apenas uma foto do presente e a história escrita do passado. As microtendências provam que ainda há muito a avançar neste intrincado terreno que é o cérebro feminino. Mãos à obra, homens!

*Marcos Morita é mestre em Administração de Empresas e professor da Universidade Mackenzie. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionaisContato: [email protected] / www.marcosmorita.com.br

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Leia os outros posts da série:

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>>Mulheres e Compras: O que as marcas e a propaganda precisam saber sobre a mulher contemporânea?

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>>Mulheres e Compras: Por que as mulheres, brasileiras ou francesas, leem mais que os homens?

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Mulheres e Compras: Por que as mulheres, brasileiras ou francesas, leem mais que os homens?

O penúltimo artigo da série Mulheres e Compras, nesta sexta-feira, é de autoria de Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Editorial. No texto, a autora traz dados recentes sobre o consumo de cultura praticado por homens e mulheres, no Brasil e no exterior. Escolhi este artigo para fechar a sequência iniciada na última terça-feira, porque dia desses, batendo papinho no intervalo do trabalho com Alane, ela disse uma coisa que rende reflexão: “somos intelectuais, mulheres, temos de manter a beleza por dentro, das ideias, mas também precisamos nos cuidar por fora”. Ou seja, beleza é consumo, cultura é consumo e o equilíbrio entre corpo, mente e espírito continua sendo a máxima que rege a vida de todas nós, independente de quanto tenhamos disponíveis para gastar.  Como sempre, foi um imenso prazer dividir tanto material rico com vocês, queridas (os) leitoras (res). Aos assessores e articulistas que nos permitem divulgar suas ideias no blog, nossos agradecimentos eternos. E não esqueçam que neste sábado temos o último capítulo da série Especial Semana da Mulher!

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Por que as mulheres, brasileiras ou francesas, leem mais que os homens?

*Lourdes Magalhães

“Mulher, você vai gostar, tô levando uns amigos pra conversar…” No centenário do Dia Internacional da Mulher, provavelmente a personagem de Chico Buarque, na divertida “Feijoada completa”, nem estaria em casa para recepcionar a trupe de amigos do marido. Ela estaria ocupada, desenvolvendo mil projetos no trabalho ou consumindo cultura. Brincadeiras à parte, dados estatísticos mostram os avanços e a inclusão feminina nos ambientes culturais e corporativos. As mulheres leem mais no Brasil, como demonstra a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro. Os dados revelam que 55% dos leitores brasileiros são mulheres – elas consomem, em média, 5,3 livros por ano contra os 4,7 livros anuais lidos pelos homens. Um outro estudo, conduzido pelo Instituto QualiBest, revelou que as mulheres internautas também leem mais: 55% leem pelo menos um livro por mês contra 42% dos homens. Nessa pesquisa, 65% afirmaram que leem por prazer, sendo ficção e romance os gêneros preferidos.

Mas, como não posso pecar pelo ufanismo, adianto que esse não é um fenômeno brasileiro. Pesquisas internacionais comprovam que as mulheres consomem mais cultura, ou seja, leem mais literatura de qualidade; assistem mais peças teatrais e filmes; visitam museus e exposições; e são maioria nas plateias de espetáculos de dança. Como se não bastasse, elas ocupam a maioria das cadeiras nos cursos de humanidades. Na Europa e Estados Unidos, por exemplo, superam os homens na leitura de ficção.

Em viagem recente a Paris para participar de encontros com autores, tive acesso – pela leitura de jornais e conversas informais com escritores franceses – a relatórios do governo francês que analisam dados de pesquisas realizadas entre 1973 e 2003 sobre a relação feminina com a cultura. Em 1973, por exemplo, 72% dos homens franceses leram um livro em 12 meses; em 2003 esse índice caiu para 63%. Entre as mulheres, o índice subiu de 68% (1973) para 74% (2003). Essa constância no crescimento do consumo cultural feminino ultrapassou o status de tendência para consolidar a permanência.

Um dado interessante que consta nesse compêndio de pesquisas sob o título “A fábrica sexual do gosto cultural” é que a participação feminina no consumo de cultura é mais significativo na faixa dos 40 anos – idade, na Europa, de jovens mães – que dão ênfase à educação cultural das meninas. Não à toa, uma pesquisa com três mil famílias mostrou que meninas entre seis anos e 14 anos leem mais que os meninos da mesma idade; sendo que 38% têm no cotidiano atividades culturais e artísticas como cursos de balé, teatro e pintura, contra 20% dos garotos.

No Brasil, a queda no analfabetismo indica que temos um longo caminho pela frente, mas que avançamos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que entre 1991 e 2001 a taxa de analfabetismo caiu de 20,1% para 13,6% da população. No tocante à escolaridade assistimos à ascensão feminina contínua, um processo de inclusão educacional muito relevante porque tem reflexos na participação feminina nos melhores postos de trabalho do País. Em 2007, entre os brasileiros com mais de 12 anos de estudo – inseridos, portanto, no nível superior de ensino – 57% são mulheres. A projeção do IBGE é que a cada 100 pessoas com 12 anos ou mais de estudo, 56,7% são mulheres e 43,3% homens. Em 2009, de acordo com a empresa internacional Great Place to Work, 43% dos postos de trabalho das 100 “Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil” são ocupados por mulheres; elas estão em 36% dos postos de liderança, inclusive na presidência de empresas.

Voltando ao título que motiva este artigo – “Por que as mulheres, brasileiras ou francesas, leem mais que os homens? – antes que alguém evoque a maior sensibilidade feminina para as artes, o hipotético “tempo de sobra” ou argumentos similares, recorro novamente ao estudo francês. Quando questionados no estudo sobre o que estão fazendo nos momentos de lazer, homens e os meninos revelam: dedicam mais tempo à televisão – especialmente programas de esportes –, acessam a internet e convidam os amigos para jogar videogame.

*Lourdes Magalhães é presidente da Primavera Editorial. Executiva graduada em matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com mestrado em Administração (MBA) pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em Desenvolvimento Organizacional pela Wharton School (Universidade da Pennsylvania, EUA)

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