Abrir mão e deixar ir pode ser melhor

abrir mão deixar irAbrir mão e deixar ir também é um ato de amor. Se não for de amor, é de libertação ou até de resiliência. A motivação da decisão vai variar, mas ela pode ser uma decisão bem sensata, embora a expressão desistir sempre esteja associada a uma conotação negativa. São muitas as frases motivacionais que nos mandam lutar até o fim, que nos incentivam a persistir, que nos dizem para não desistir. Mas você já parou para pensar que, em algumas situações, desistir pode ser a melhor escolha? Tem vezes que você apenas bate cabeça em ponta de prego ao decidir continuar lutando. Tem vezes que a batalha já está perdida e você continua ali, atirando para todos os lados, sem ter exatamente no que mirar. Nestes casos, o melhor mesmo é abrir mão e deixar ir.

Desistir não é sinônimo de fraqueza. Nem sempre. Abrir mão de alguma coisa pode significar, pelo contrário, um indício de força. Pode indicar a vitória em uma guerra da qual você não tinha a menor chance de sair vencedora. E não, nem sempre é uma decisão fácil a se tomar. Especialmente quando você tem aquele perfil do embate, quando gosta de vencer, quando está acostumado a enfrentar as batalhas da vida. Mas a gente precisa entender que o conceito de vitória é relativo. Quem disse que abrir mão de alguma coisa significa perder? Onde você viu escrito que deixar alguma coisa ir quer dizer que você foi derrotado? Ah, e quem disse que “perder” é sempre ruim? Há situações inúmeras em que perdemos aqui para ganharmos lá na frente.

Às vezes a luta nos deixa cegos. Pode chegar àquele momento em que você está duelando apenas porque já entrou na guerra. let it goSequer consegue vislumbrar o campo de batalha e a disposição de seu objetivo. De fato, ser racional em um momento desses não é uma tarefa fácil. Não mesmo. Fechar um ciclo as vezes dói, nos faz sofrer… Por outro lado, tomar a atitude e deixar ir demonstra o tanto de maturidade que a gente alcançou. No fim das contas, é preciso ter coragem, é preciso reconhecer quando a relação (pessoal, amorosa, profissional) chegou ao final. Em prol do nosso equilíbrio, da nossa paz e, sim, da nossa felicidade, é importante aceitar que nem tudo é do jeito que a gente quer, e quem nem tudo o que a gente quer nos faz realmente bem.

A palavra chave talvez seja sabedoria. Uma delas. A sabedoria que a gente acumula com o tempo, que se fortalece com as pancadas que tomamos da vida. E são essas mesmas pancadas que acabam nos ajudando a prevenir pancadas futuras. Uma faca de dois gumes? Eu diria que não. O aprendizado faz parte do processo. E o que hoje parece uma pancada, amanhã nem sempre se mostra assim. Então é isso. Abrir mão e deixar ir é um exercício. Com o tempo, nosso discernimento em relação ao que não merece nosso esforço vai aumentando. E deixar ir pode se transformar numa tarefa menos dolorosa. Mas precisamos assimilar os aprendizados da vida. Que a gente fique cada vez mais atentas a eles.

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Krav maga para mulheres, sim!

Uma coisa que aprendi na vida é que você pode ser bom em qualquer coisa, basta se dedicar. A frequência, intensidade e esforço farão a diferença. Aliás, seu desempenho será diretamente proporcional ao tamanho de sua entrega. No krav maga é a mesma lógica. Quando comecei as aulas, me achava um horror. Me questionava se um dia conseguiria ter a agilidade necessária, se conseguiria concatenar os golpes… E aí fui treinando, aproveitando as oportunidades extras de treinos que apareciam. Uma das coisas boas da Federação Sul Americana de Krav Maga (FSAKM) é que ela está sempre oferecendo oportunidades de treino aos alunos: são seminários, cursos, oficinas, eventos. E o melhor da Academia Haganá é que nosso instrutor, Roque Jorge, potencializa essas oportunidades e sempre nos oferece mais. E daí que já faz um tempo que eu cheguei à conclusão: Krav Maga para mulheres, sim! Nós precisamos.

krav maga para mulheres

Anualmente, a Federação proporciona um seminário gratuito em comemoração do Dia Internacional da Mulher. Normalmente, é um treinamento aberto às mulheres, alunas ou não. Este ano foi diferente, montaram um evento específico para nós, alunas. Pense aí você ter a oportunidade de participar de uma atividade durante quatro horas e gratuita? Pois é. Ganhamos esse presentão, e o que posso dizer é que foi muito bom. O Krav Maga para mulheres tem se fortalecido no mundo, e aqui no Brasil não tem sido diferente. Como o treinamento foi fechado para as meninas que já possuem contato com o krav maga, os instrutores puderam direcionar o seminário, corrigir cada detalhe e foram muito além. Isso porque esses eventos abrem as portas para que eles se aprofundem ainda mais, para que abram nossos olhos para outras possibilidades que podem ocorrer na rua. E nós saímos ganhando muito.

krav maga para mulheres

E, gente, sério! Quando o que está em jogo é nossa segurança, não dá para vacilar. Cada detalhe conta. É como a gente sempre ouve falar durante as aulas: ninguém quer passar por uma situação de perigo. Nós treinamos, nos dedicamos, mas, efetivamente, é claro que não queremos passar por nenhuma situação que coloque nossa integridade física e mental à prova. Mas não somos donas do mundo, não temos bolinha de cristal e, infelizmente, vivemos em um mundo violento que não respeita a mulher. As estatísticas da violência contra a mulher são assustadoras. Dados do 11º Anuário Brasileiro da Segurança Pública mostram que, em 2016, foram registradas 49.497 ocorrências de estupro no País. Gente, são 135 estupros por dia! São 5,6 estupros por hora!!! Vocês têm noção do que esse número representa? E sabem o pior? Esses foram os estupros registrados! Muitas pessoas sequer procuram uma delegacia para denunciar.

krav maga para mulher

E não é só isso! A cada duas horas, uma mulher foi assassinada em 2016. É uma realidade frustrante, dura, triste. Mas é realidade. Estamos sujeitas a isso e somos naturalmente vulneráveis. Como estava falando antes, claro que ninguém quer passar por uma situação de violência. Mas se ela acontecer, honestamente, eu prefiro estar preparada para enfrentá-la. Nós que treinamos não somos loucas, nem defendemos a violência gratuita. Aliás, não somos treinadas para disseminar a violência, nem para reagir a qualquer custo. Mas, se eu precisar reagir em alguma situação, eu prefiro, um milhão de vezes, saber o que devo fazer, como devo fazer e que técnica posso usar para me defender. Eu quero que meu corpo já tenha repetido aquele movimento milhões de vezes nos treinos e que, automaticamente, ele repita mais uma.

Sim, é o krav maga para mulheres. Graças a ele, hoje estou muito mais atenta, mas observadora. Olho ao meu redor com mais cuidado, presto atenção na rua, não ando mais distraída. Ainda tenho uma longa caminhada pela frente, só sei o básico, mas quero mais. E por isso eu treino, sim. Por isso acordo cedo em um domingo para treinar. krav maga para mulherPor isso, várias mulheres no Brasil inteiro levantaram cedo no último domingo para treinar. Por isso várias mulheres estão se unindo nesse propósito do autocuidado, da preservação. Nós defendemos a importância e eficiência do krav maga para mulheres. A gente se une, se ajuda, observa uma à outra, se dedica. E a gente conta com um monte de homem bacana nos treinos, que nos auxiliam nessa caminhada em busca da melhor técnica.

Krav Maga para Mulheres

As mulheres que ainda não treinam ganharam um mega presente da nossa Federação este ano, pelo Dia Internacional da Mulher e aniversário de 50 anos de Krav Maga do nosso mestre Kobi, que trouxe a arte de defesa pessoal para o Brasil. Qualquer mulher pode treinar durante todo o mês de março gratuitamente em uma das academias de Krav Maga de todas as Américas.

Sim, é só se dirigir à academia e informar que quer participar da promoção do mês da mulher. Para quem se interessar em treinar aqui em Salvador, em Brotas, é só deixar uma mensagem que explico direitinho como funciona ou pode entrar em contato diretamente com meu instrutor pelo whatsapp, no número que segue logo abaixo. É aquela velha máxima do: todas as mulheres nasceram iguais, mas depois algumas entraram para o Krav Maga. Junte-se a nós.

Contatosacademia hagana
Academia Haganá (Krav Maga Brotas)
Instrutor: Roque Jorge
Tel: 71 99964-5948 (whatsapp)
Facebook: https://www.facebook.com/AcademiaHagana/

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Jump Test: avaliação ajuda no rendimento

jump testPromessa é dívida, e estou eu aqui para contar a vocês em detalhes como foi o Jump Test que fiz com Marcos Barreto. Antes de mais nada, acho fundamental destacar a importância da avaliação física. Ela é indispensável para uma adequada prescrição de exercícios físicos. Se você passa por uma avaliação física, o seu instrutor vai ter conhecimento exato sobre o seu nível de condicionamento físico, suas limitações, fatores de riscos, doenças preexistentes e até sobre possíveis riscos de lesões. Só por meio dela o profissional de educação física será capaz de avaliar a maior necessidade do aluno e criar um plano de atividades que ajude a melhorar seu desempenho e alcançar seus objetivos.

E o que eu acho mais legal é que com a avaliação física você consegue acompanhar o seu desempenho e trabalhar em cima do estabelecimento de metas. Pra mim é muito mais motivador, quando sei que lá na frente terei como avaliar a minha evolução. Existem vários tipos de avaliação física, como a anamnese, a avaliação antropométrica, de flexibilidade, postural etc. Mas, neste post, vou falar especificamente de um tipo de avaliação, o Jump Test.

jump testComo mencionei nas redes sociais e citei acima, eu fiz o Jump Test com Marcos Barreto, ele é Bacharel em Educação Física, com especialização em Fisiologia e Prescrição do Exercício e em Bioquímica do Exercício. Eu já conheço o trabalho de Marcos faz tempo, inclusive já treinei com ele, ele é instrutor na academia em que eu malhava. Por isso, por confiar no trabalho dele e saber da seriedade com que ele trata a profissão, foi que resolvi fazer o Jump Test.

E que diacho é isso? Bem, é uma avaliação de saltos verticais, feita com uma plataforma eletrônica que envia os dados dos saltos realizados para o computador. O equipamento monitora o tempo de contato e de voo durante o salto, possibilitando que o profissional avalie características funcionais e neuromusculares dos músculos dos membros inferiores. Os testes dão indicações poderosas para avaliar o aluno, programar o treino e monitorar o progresso em qualquer tipo de modalidade física que a pessoa seja praticante. No meu caso específico, fiz o testo para tentar melhorar o desempenho na corrida.

jump testEm síntese, o aparelho mede a força, potência e resistência muscular dos membros inferiores do indivíduo. A análise inclui importantes parâmetros, como força explosiva, força explosiva reativa, assimetria bilateral (diferença de força entre membros) e índice de fadiga (teste de resistência). E Marcos acompanha a frequência cardíaca durante o teste, que dura em torno de meia hora, é bem rapidinho. E o ideal é que você faça o teste sem ter treinado antes. Senão, o cansaço interfire no resultado.

Como são feitos os saltos

Ele mede os índices por meio de dois tipos de saltos, o Squat Jump e o Counter Movement Jump. Não vou entrar aqui muito detalhadamente na parte técnica da coisa, porque não é o propósito e não sou especialista. Então vou apenas tentar traduzir as explicações que Marcos me deu. O Squat Jump é realizado a partir da flexão de joelho a 90º, sem um contra movimento anterior. Ou seja, a gente flexiona o joelho, coloca as mãos na cintura para não usá-las no impulso, e salta o máximo que conseguir. O Counter Movement Jump engloba a flexão e extensão rápida das pernas, utilizando a energia estática.

Resultado do meu Jump Test

E vamos ao meu caso particular. Gente, olha que eu treino, tenho rotina de atividade física, e nunca na vida imaginei que precisava melhorar toa. Quando comecei a ler o relatório, a primeira frase dizia “a avaliada necessita melhorar os componentes da força máxima e força explosiva”. Também indicava que eu apresentava déficit de força explosiva reativa e alta perda de potência.

jump test

Resumindo: eu tenho uma rápida queda de rendimento; durante a corrida, meu pé fica muito tempo no chão; e, para completar, existe uma diferença grande da força entre minha perna direita e a esquerda, o que aumenta o risco de lesão.

Minha primeira reação foi ficar arrasada kkkkkkk.. A primeira coisa que você pensa é que está fazendo tudo errado. Mas daí você lembra que o propósito do teste é exatamente identificar o que você precisa melhorar. E os dados ajudarão a criar uma rotina de treino que viabilize essa melhora.

Então, no final das contas, fiquei muito animada e empolgada. Porque o importante não é aquilo que não está bom. O importante é descobrir que eu tenho um potencial imenso para evoluir, que só basta direcionar o treinamento nesse sentido.

E vamos buscar essa melhoria, não é mesmo? Porque melhorar só depende da gente. Daqui a três meses, volto para fazer uma reavaliação, e vou poder medir essa evolução.

CONTATOS

Para quem tiver interesse em fazer o teste, deixo aqui os contatos de Marcos. Além do Jump Test, ele faz uma avaliação física bem completa (teste de flexibilidade, avaliação antropométrica e afins). Depois até me arrependi de não ter feito logo tudo junto, estava muito empolgada com o teste de salto. Mas depois é certo que farei a avaliação completa.

marcos barreto

Marcos Barreto Assessoria Esportiva
marcosbarretoassessoria@gmail.com
Telefone/Whatsapp: (71) 98869-1176
Facebook: https://www.facebook.com/marcosbarretoassessoriaesportiva/

 

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Krav maga no Brasil e março de 2018

krav maga defesa pessoalMarço de 2018. Uma data especial para o krav maga aqui no Brasil, uma data especial para todos nós que treinamos essa milenar arte de defesa pessoal. Neste mês, nosso mestre Kobi completa 50 anos de krav maga. Foi ele quem trouxe a técnica para o Brasil, e se hoje temos a oportunidade de entrar no tatame e aprender a nos defender com eficiência, isso é graças a ele.

Para celebrar, nós, mulheres, ganhamos um presente. Afinal, março também é nosso mês. Durante todo o mês de março, as mulheres poderão treinar gratuitamente krav maga. Serão aulas especiais, tipo oficinas, para nos ensinar a agir em situações de risco do dia a dia. E ainda dá tempo, se você quiser participar! Se você é de Salvador, deixa uma mensagem aqui no post ou manda um whatsapp para meu instrutor (vou deixar okrav maga contato dele no final), que você já combina o horário e dias de treino lá na Academia Haganá, em Brotas.

Tenho certeza de que, quando acabar março, você vai decidir continuar. Sim, o krav maga é um estilo de vida. Vicia. A sensação de você treinar para se proteger é maravilhosa. Conhecer os movimentos de seu corpo e saber exatamente como usá-los a seu favor dá uma segurança que você só entende depois que começa a treinar.

Muita gente me pergunta a respeito do perigo de reagir nas situações de risco. O que eu sempre explico é que o krav maga não nos incentiva a reagir, de jeito nenhum. Mas, se você precisar reagir, é melhor que você saiba exatamente o que fazer. Dou um exemplo simples: se uma pessoa vier com uma faca em sua direção, você vai fazer o que? Esperar ser atingida? Se um cara desarmado tentar te tocar ou te arrastar para algum lugar ermo, você vai com ele passivamente? Vai ficar se debatendo sem qualquer técnica como muitas pessoas fazem? Eu prefiro treinar e saber o que eu devo fazer se coisas assim acontecerem.

krav maga defesa pessoal

Claro que ninguém quer passar por nada disso! Lógico que não quero vivenciar algo assim. Mas já usei uma técnica do krav maga na rua. Não foi numa situação de perigo exatamente, mas consegui evitar uma situação incômoda. E como aconteceu? De longe percebi que dois carinhas me olhavam, riam e conversavam entre si. Porque, sim, o krav maga te deixa muito mais atenta à movimentação nas ruas. Eu estava no bairro da Liberdade, tinha deixado meu carro na oficina e decidido voltar para casa andando (moro num bairro na região e aproveitaria para fazer uma caminhada). Percebi esses dois rapazes, eles vinham na minha direção. Quando estavam próximos, um empurrou o outro em minha direção. Não me pareceu uma tentativa de assalto, me pareceu que ele queria cair por cima de mim, me tocar, sei lá. Foi o que imaginei. Eu era faixa branca. Imediatamente me lembrei de uma defesa, que é usada para tentativa de estrangulamento, quando você consegue se antecipar e atingir a pessoa antes que ela toque em você.

krav maga defesa pessoal

Bem, a defesa funcionou. Usando a mão como uma faca (estou tentando explicar sem qualquer linguagem técnica, aqui, minha intenção é que qualquer pessoa consiga entender), os dedos juntos e enrijecidos, dei um passo para trás e mirei o pescoço dele, na região da traqueia. Deu certo. Ele não conseguiu encostar em mim, caiu no chão com a mão no pescoço e dificuldade para respirar. O amigo foi na direção dele, ver se estava bem. Vi que ele não ia levantar, acelerei o passo e segui em frente. Na rua, algumas pessoas gritaram, foi uma cena bem curiosa. Pode parecer uma bobagem, para mim foi importante conseguir evitar que aquele carinha caísse em cima de mim e tocasse meu corpo. Sei de histórias de outras colegas, não são poucas. Muitas usaram as técnicas, algumas usaram o krav maga para se proteger de ataques dentro de casa. São muitas histórias, e elas só nos dão a certeza de que estamos no caminho certo. De que treinar é a solução.

krav maga

Achei importante escrever esse post hoje, porque hoje foi a primeira oficina do mês de março nos sábados. E fiquei feliz de ver tantas meninas começando a treinar, dando os primeiros golpes. No início nos sentimos meio perdidas, os golpes saem sem muita força, parece que não vamos conseguir acertar um murro. Mas no decorrer das aulas percebemos que tudo é uma questão de treino, disciplina e dedicação. Cada soco dado nos torna melhor naquele soco. Cada chute dado nos torna melhor naquele chute. E assim seguimos. Dia a dia, aula a aula, treino a treino, melhorando, moldando, nos dedicando. Sempre pedindo pra que não precisemos usar as técnicas, para que não passemos por uma situação de risco. Mas com a consciência de que, se isso acontecer e for necessário agir, estaremos preparadas.

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Tocar violão: realizando um sonho antigo

tocar violão fusartAprender a tocar violão era um sonho antigo. No meu aniversário de 16 anos, ganhei um violão de meu pai. Foi uma felicidade gigantesca, mas ele acabou encostado na parede, dentro da capa, por anos a fio. Sempre tive a vida muito corrida, então surgia uma prioridade depois da outra, e o sonho de tocar violão foi sendo adiado. Mais de duas décadas se passaram e vejo na internet um processo seletivo para um curso de violão na Fusart. Era preciso preencher um questionário e responder o motivo de eu querer ter aulas de violão. Sabe aquela sensação de que uma vaga seria minha? Eu tinha certeza!

Alguns dias depois, recebi a boa notícia. Eu havia passado na seleção, e as aulas já começariam na segunda-feira seguinte. Confesso que sempre me achei meio burra para tocar violão. Eu não conseguia imaginar que teria coordenação motora, que sequer conseguiria gravar as notas, as posições dos dedos, a batida nas cordas.

Muita informação! Para mim sempre foi algo surrealmente difícil de imaginar. No primeiro dia de aula, conheci as outras meninas da turma e o professor, Claudio. Cheguei meio desconfiada, achando que ia pagar o maior mico de minha vida, que seria o patinho feio da turma, aquela que não levava jeito pra coisa.

Chegamos, aliás. Eu e meu violão desafinado, com cordas antigas e que já não serviam. Na turma, descobri que todas partilhávamos do mesmo desejo e da mesma “ignorância”. Ninguém sabia tocar violão bulhufas, e todas se sentiam como eu, meio perdidas ali, com muita vontade, muita esperança e sem saber direito o que aconteceria. Mas a turma era maravilhosa. Pensa em uma galera parceira? Em pessoas que motivam umas às outras? Todas incentivam, elogiam, fazem você se sentir muito melhor arranhando nas cordas do que realmente é. E isso facilita muito o processo, ajuda um bocado.

tocar violão fusart

Como é tocar violão com ele?

Mas isso não é suficiente, porque nenhuma de nós sabia sequer segurar o violão direito. O diferencial mesmo tem nome, sobrenome, muito conhecimento técnico e uma didática maravilhosa. O nome dele é Claudio Santos, licenciado em música pela Ufba, o tal do professor. Um profissional incrível, que faz você aprender a tocar sem perceber que aquilo é uma aula. Que acrescenta as notas de uma maneira leve, fazendo tudo parecer muito mais simples.

tocar violão fusartO motivo para hoje eu arriscar uma musiquinha ou outra no violão é ele. Talvez tivesse eu me batido com outro perfil de profissional, teria desistido. Meu dia é corrido, meu tempo é escasso e são zilhões de prioridades. Mas se você mostrar interesse e quiser mesmo aprender, ele não vai desistir de você, ainda que você pense em desistir.

Vai e vem chega aquele zap maroto perguntando se você treinou. Vai e vem, uma cifra. Você piscou, tem lá uma mensagem de incentivo. Claudio é aquele professor que demonstra gostar do que faz. É paciente, ajusta suas mãos o tanto de vezes que você precisar.

E tira suas dúvidas com toda seriedade do mundo, por mais bobas que pareçam. Eu, por exemplo, fui a aluna chata da “mão direita”. Ele deve ter ficado exausto do tanto que lamentei que não sabia fazer a batida, que minha mão direita não obedecia, que eu não tinha ritmo, blá blá blá. E ele sempre foi muito tranquilo e disponível. Me dava todas as dicas do mundo, respondia meus zaps ansiosos. Por isso quis escrever esse post. Porque nós, enquanto alunos, merecemos um professor assim. Porque se você quer aprender a tocar violão, você precisa conhecê-lo, não vai se arrepender.

Sobre a Fusart

Claudio Santos e Mylane Mutti

A Fusart é um espaço que agrega uma série de atividades artísticas, possibilitando aos alunos vivenciar o contato com a arte, ainda que a intenção dele não seja se transformar em um profissional (como é o meu caso). Estão à frente do instituto essa dupla que está aí na foto, os profissionais Claudio Santos (professor, compositor, arranjador e guitarrista) e Mylane Mutti (professora, cantora e arranjadora). Juntos, eles implementam ideias e metodologias para o estudo da arte, valorizando a prática. 

A Fusart oferece aulas técnicas, teóricas, práticas e complementares de violão, piano, canto, desenho artístico e fotografia. Tem turmas para todos os níveis, iniciante, intermediário e avançado. Eles também promovem eventos bem bacanas, como saraus, recitais e festival da arte, para que os alunos pratiquem e desenvolvam suas habilidades vocais e corporais, além de aprender a controlar as próprias emoções. É um lugar super aconchegante, a gente se sente em casa. 

Contatos da Fusart

Quem quiser conhecer mais da Fusart, é só entrar em contato com um deles dois.
Cláudio Santos: csjclaudio@hotmail.com | (71) 99113-8689
Mylane Mutti: mylane_om@hotmail.com | (71) 99313-9067

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Dependência emocional, relações e afins

dependência emocionalUma vez li um texto sobre dependência emocional, e uma colocação do autor (não me recordo agora de quem é o texto) me chamou a atenção. Ele associava o relacionamento em que havia dependência afetiva a um tipo de aprisionamento. E por que uma prisão? Porque a pessoa simplesmente não consegue tomar as rédeas da própria vida, não consegue tomar decisões sozinha. A pessoa acha que precisa daquela outra pessoa para sobreviver e ser feliz. A dependência emocional pode ser vivida não apenas em relacionamentos amorosos, mas também nas relações de amizade, por exemplo. Claro que quando o assunto é relacionamento amoroso, a incidência acaba sendo bem maior – e os danos também.

Você já parou para pensar na sua relação? Faça isso agora, nesse momento. Para aí uns cinco minutos e avalie: sua relação com seu parceiro é saudável? Te faz realmente bem? Muitas vezes, a gente está tão inserida – melhor seria dizer afogada – no relacionamento, que sequer consegue enxergar o que ele te provoca, como ele te transforma. Quando o relacionamento é pautado na dependência emocional, a pessoa simplesmente se anula em prol do outro. Se em sua relação, você não consegue pensar em você ou só toma decisões que são consentidas pelo outro, existe algum problema. Se você anda com autoestima embaixo do chinelo, se se sente pra baixo, não se sente valorizada, tem algo muito errado.

dependência emocional

Existem várias formas de se identificar a dependência emocional, mas muitas vezes a pessoa envolvida não consegue enxergar sozinha. Sabe aquela necessidade exagerada de afeto? Quando o sentimento chega a sufocar, a causar angústia? Isso indica dependência emocional. O medo de que o outro te troque, de que te abandone, de que te traia ou conheça alguém mais interessante que você não tem nada de saudável. Nenhum relacionamento deve ser movido por qualquer tipo de medo. Até porque só vale a pena estar na tal relação, se ela fizer bem a ambos.

Em algum momento, até o outro vai começar a se sentir mal dentro dessa relação. Porque existe uma grande diferença entre a dependência emocional e o relacionamento abusivo. Neste último, o outro te faz mal, te coloca para baixo, te diminui, te critica. Já falamos sobre as relações nocivas aqui no blog (clique aqui pra ler). Quando existe a dependência emocional, nem sempre o outro é uma pessoa tão má assim. Às vezes, ela é até vítima dessa dependência e acaba asfixiada por ela. A dependência emocional vai minando a energia e a liberdade do outro, vai dependência emocionaldesgastando a relação, consumindo-a e destruindo-a aos poucos. Se a relação vai chegar ao fim em decorrência dessa dependência emocional, isso são outros quinhentos. Mas que certamente não será uma relação feliz e saudável, ah não será mesmo.

Claro que também há os casos em que o outro se aproveita dessa dependência, para dominar a relação e controlar a vida do parceiro. Em que, propositalmente, manipula a relação a seu favor, deixando o outro ainda mais derrubado e dependente. E cada vez que o dependente emocional percebe que o outro está se afastando, mais atitudes toma a fim de “agradar” o outro. E mais dependente vai ficando. E vai ficando mais triste também, coma  autoestima cada vez mais baixa… Independente se o outro é um cara legal ou se é um canalha, fato é que uma relação de dependência emocional não faz bem a ninguém.

Relacionamento saudável x dependência emocional

Relação saudável é aquela em que os dois atuam em parceria. Até já falamos disso aqui (clique para ler). Em um relacionamento satisfatório, o casal se ajuda, se motiva, caminha de mãos dadas. As crises e desavenças vão existir sempre. Mas quando existe saúde na relação, os dois lidam com os problemas sem diminuir o outro, sem pisar nele ou maltratá-lo. Como falei antes, nem sempre é fácil identificar-se nesse papel dentro da relação, às vezes a gente nem quer se enxergar assim. Mas lembre-se que admitir o problema é o primeiro para tentar lidar com ele.

dependência emocional

Se ao pensar na sua relação, você consegue identificar que não está feliz, não force a barra para se manter dentro dela. E se é difícil lidar com a situação só, busque auxílio profissional. No dia em que você conseguir retomar o curso de sua vida, você vai entender o quanto foi importante dar esse primeiro passo. Ninguém merece viver na sombra de alguém. Assuma sua responsabilidade por sua vida, valorize seus gostos, suas escolhas. Busque alguém que queira firmar uma parceria com você, em que ambos se esforçam em prol da relação.

bolinha de sabãoNunca é tarde…

E se você precisa dar um primeiro passo, comece pensando sobre isso. A vida é linda. Tem um monte de oportunidades e possibilidades aguardando por nós. Novas relações, novas pessoas, novas formas de lidarmos com nossas emoções e sentimentos. Quando estamos fortalecidos, tudo se fortalece ao nosso redor, e ficamos prontos para lidar com as adversidades com mais tranquilidade, maturidade e serenidade.

Dê o primeiro passo, olhe ao seu redor, não aceite ser menos do que você é, não aceite ser infeliz. Lembre-se que nunca é tarde para buscar a nossa felicidade, nunca é tarde para recomeçar e escrever uma nova história. Mexa-se que o mundo vai mexer com você. E vá atrás de sua felicidade. Ela está bem aí, dentro de você! Resgate-a.

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Batom líquido matte Rahda Stillo

batom líquido matte rahda stilloBatom é meu fraco, sério. Não que eu use todos os dias, que seja viciada, coisa e tal. Mas eu amo! Não posso ver uma cor nova, uma marca que ainda não testei, enfim… Foi assim com o batom líquido matte Rahda Stillo. Estava fazendo umas comprinhas numa farmácia e online e pahhhh.

Olha lá os batons com precinhos bons e que eu não conhecia. Comprei logo três cores, porque eu sou dessas. Preço bom e cor variada, “nós se joga” de com força. Eis que adquiri as cores Boca Glamour, Marsala Poderosa e Vermelho Paixão.

Testei por vários dias pra poder falar a vocês sobre eles. E eu simplesmente amei esses batons. Batom líquido matte Rahda Stillo tem uma textura ótima. Não são difíceis de passar, sabem?

Eles secam super rapidinho, então é bom ter cuidado pra não borrar. Se você for ágil, ainda consegue limpar o borrão, não chega a ser aquela velocidade de secagem milagrosa. batom líquido matte rahda stilloO que achei maravilhoso neles é que a boca não fica com aquela sensação de ressecado, mas, ao mesmo tempo, eles têm uma durabilidade ótima.

Eles têm uma alta cobertura, uma camada já deixa a boca bem preenchida. Eu sempre passo duas, porque gosto da intensidade da cor. Eles ficam com o tom opaco mesmo, o que eu adoro! As cores são super coringas, daquelas que você vai usar sempre, nas mais variadas situações. Do dia a dia àquela festa bafo!

Linha Batom Matte Líquido Rahda Stillo

A linha completa possui seis cores, as outras são Pink Mania, Rosa Clássico e Violeta Atitude. A embalagem com 4ml custa normalmente em torno de R$ 20, mas vai e vem os batons estão em promoção. Eu comprei por pouco mais que R$ 10, por exemplo.

Realmente gostei bastante dos batons, fica a dica pra você que quer investir um batom bom e barato. Aqui abaixo coloquei fotos dos batons nos lábios, para vocês terem noção de como eles ficam aplicados.

Batom líquido matte Rahda Stillo Batom líquido matte Rahda Stillo Batom líquido matte Rahda Stillo

E se você já experimentou, conta a sua experiência.

Beijocas amores, até mais!

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Primeiros socorros: por que fiz curso?

primeiros socorrosSim, eu fiz um curso de primeiros socorros. Mas por que cargas d’água eu faria um curso de primeiros socorros? Gente, sendo bem honesta com vocês, eu nunca tinha pensado nisso, não era um projeto, nem foi algo planejado. Um dia estava distraída no whatsapp, quando recebo uma mensagem no grupo do Krav Maga. Eu pratico a arte de defesa pessoal na Academia Haganá (Krav Maga Brotas), e temos um grupo no zap para compartilhar as informações sobre os treinos e afins. A mensagem de meu instrutor, Roque Jorge, perguntava quem tinha interesse em participar de um curso de primeiros socorros, que ele estava formando uma turma, para levar uma empresa para a academia, a fim de ministrar o treinamento.

Eu nem hesitei e mandei uma resposta imediatamente, sinalizando meu interesse em participar. Quando li a mensagem, pensei no quão importante seria ter aqueles conhecimentos. Todos estamos sujeitos a vivenciar uma situação de emergência. Inclusive pessoas muito próximas a nós, pessoas que amamos, até desconhecidos na rua. A gente nunca sabe quando e se um dia vai precisar colocar em prática um conhecimento desse. Mas se um dia for necessário agir em uma situação emergencial, é melhor que a gente saiba exatamente o que fazer e que a gente o que não deve fazer. No momento em que li a mensagem de meu instrutor, o que pensei foi: “nossa, isso pode me ajudar a salvar uma vida”. E pode mesmo. Me inscrevi.

primeiros socorros

O curso de primeiros socorros

O curso que eu fiz foi organizado pela All’erta Prevenção e Primeiros Socorros, ministrado pelo facilitador Olivaldo Macedo. Ele é salva-vidas, agente da Salvamar e tem treinamento pela American Heart Association. Foi um treinamento bem meticuloso, com aulas teóricas, simulações práticas e duração de 20 horas. Ao final das aulas, os participantes recebem certificado e são considerados socorristas leigos. E o que seria um socorrista leigo? É aquela pessoa que não é da área de saúde, mas que recebe treinamento para prestar assistência imediata em casos de emergência, até que a equipe de saúde profissional chegue ao local. A atuação dos socorristas leigos é fundamental, salva inúmeras vidas diariamente.

primeiros socorros

Importância dos primeiros socorros

Ninguém quer presenciar uma situação de emergência. Mas, como falei na abertura desse post, não estamos imunes a isso. Então, melhor mesmo é que a gente saiba como agir diante de certas situações. O normal é que as pessoas entrem em pânico e desespero e até tomem atitudes que podem acabar piorando o estado da vítima. O treinamento em primeiros socorros nos deixa alerta em relação a isso. Apesar da tensão da situação, é importante que o envolvido nos primeiros socorros tenha bom senso, tranquilidade e discernimento para agir. Não adianta querer agir a qualquer custo, é preciso garantir a sua segurança também. Caso contrário, serão duas vítimas ao invés de uma.

primeiros socorros

Então, o curso de primeiros socorros orienta o indivíduo a respeito dos procedimentos que devem ser adotados no caso de uma situação emergencial, para que seja garantida sua segurança e a segurança da vítima. E a gente aprende também que só deve agir dentro daquilo que fomos treinados. Não adianta se precipitar, tomar uma atitude impensada, achando que está ajudando, sem ter o conhecimento necessário para aquilo.primeiros socorros O prejuízo pode ser infinitamente maior. Algumas funções importantes do socorrista leigo, em linhas gerais, são avaliar o local do acidente, para descartar riscos; manter os sinais vitais da vítima; minimizar a gravidade dos ferimentos; e tentar evitar o agravamento do seu estado.

Principais situações de emergência

Cada caso exige um procedimento diferente. Lógico que os primeiros socorros para uma vítima de uma hemorragia não serão os mesmos aplicados em afogamentos. No curso que eu fiz, fomos preparados para identificar sintomas e prestar os primeiros socorros em situações variadas, como hemorragias, paradas cardiorrespiratórias, ferimentos, fraturas, traumas em geral (de face, ocular, raquimedular, abdominal, torácico, músculo-esquelético), entorse, engasgo, epilepsia, afogamento etc. Também aprendemos técnicas de imobilização e transporte. Claro que não cabe a mim reproduzir as técnicas aqui, não sou habilitada para ministrar aulas. Minha intenção foi compartilhar com vocês a importância do curso e os tipos de emergências que nos possibilitam uma atuação.

primeiros socorros

Até porque, depois de terminado o treinamento, a sensação que fico foi que todos deveriam ter acesso a esse tipo de conhecimento. São procedimentos básicas, simples de utilizar, mas que podem determinar se aquela pessoa vai sobreviver. Hoje me sinto muito mais preparada para agir. Inclusive para improvisar, utilizando os materiais disponíveis (fazer uma imobilização com pedaço de madeira ou papelão, por exemplo, porque somos treinados para isso também). Claro que nem tudo fica guardado na memória, precisamos constantemente retomar o conteúdo, reler, realizar os movimentos. A reciclagem é fundamental. E também é claro que não quero precisar utilizar esses conhecimentos na prática, mas me sinto bem mais tranquila para tomar uma atitude em certas situações, a fim de evitar que o caso da vítima se agrave. Sei que na hora H tudo é bem diferente, o emocional acaba se sobressaindo, mas estou habilitada e fui treinada para agir. Hoje sei que, se eu decidir agir, será de forma responsável, adotando as condutas que fizeram parte de meu treinamento. E fiquei super satisfeita e realizada com esse aprendizado.

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Garimpo: guia da mochileira das galáxias

Retomei minha paixão antiga por mochilas, acessórios que acho práticos, confortáveis e lindos. Na adolescência, herdei um modelo em jeans, de uma das minhas tias. Quando veio para mim, já estava bem surrada, mas eu adorava aquela mochila e colocava vários broches nela. Os anos passaram e abandonei os patchs e bottons, mas continuei gostando muito de mochilas. Combino-as com vestidos, jeans e camiseta, oxfords, tênis e sapatilhas, os sapatos que amo para a vida.

Ultimamente, tenho notado alguns modelos que casam bem com roupas mais formais, principalmente se a ideia for dar um toque divertido a um visual mais sério. Nas ruas de Salvador, onde moro (e acredito que em outras cidades também) as mochilas viraram febre de uns tempos para cá. Se antes a gente via mais estudantes ou jovens descolados usando, agora tem senhorinhas com mais de 60 super estilosas e mochileiras.

Para mim é libertador que a moda atual esteja perdendo cada vez mais esse ranço de que “certas coisas não devem ser usadas por certas pessoas”. Defendo que todo mundo deve se vestir de acordo com a própria personalidade e conforto. Mochilas, por exemplo, cabem perfeitamente nas composições de gente mais madura.

Minha última aquisição foi essa gracinha aí da foto abaixo:

Em jeans, Blue Steel, R$ 99,90 (no site da Renner)

Essa mochila é em jeans molinho e com lavagem clara, sem divisórias internas. Tem forro rosa em um tom bem chamativo (e eu já amo coisas coloridas) e zíper. Não gosto das mochilas saco, daquelas de amarrar, acho zíper mais seguro. Ela também tem um bolso frontal pequeno e fechado por dois botões de pressão. As alças são de material sintético. Para o dia a dia é confortável, nem muito grande e nem pequena. Também não gosto das mini-mochilas, ficam desproporcionais ao meu corpo e me sinto estranha. Essa cabe o que preciso levar para o trabalho e ainda acondiciona bem compras básicas feitas no caminho.

Vira e mexe eu futuco a internet em busca de coisas interessantes. Dessa vez fiz um garimpo de mochilas. A seguir, alguns modelos pescados nos sites da própria RennerDafiti e Marisa. Clique nas imagens para ver a galeria completa ou passe o mouse na mochila que mais gostou para ver preço, marca e onde encontrar:

*O título do post é uma brincadeira com O Guia do Mochileiro das Galáxias, série de livros icônica de Douglas Adams.

**Os preços das mochilas foram pesquisados em 13/01/2018.

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O Destino de Uma Nação – Crítica do filme

O Destino de Uma NaçãoA chegada de Winston Churchill (Gary Oldman) ao cargo de Primeiro Ministro da Grã-Bretanha ocorre em um momento historicamente turbulento e de maneira fortuita. Seu nome surge como opção ao cargo por se tratar de uma pessoa com facilidade de acesso ao Parlamento e o Rei. O filme O Destino de Uma Nação (Joe Wright) retrata exatamente esse período, quando a Grã-Bretanha está prestes a ruir diante da Alemanha na 2ª Guerra Mundial, lá na década de 40.
Em meio às avassaladoras derrotas no front, surge a possibilidade de negociar um acordo de paz com Hitler, que seria capaz de colocar um ponto final no conflito. E cabe a Churchill tomar a decisão que vai interferir diretamente no futuro do país.
Antes de qualquer coisa, preciso destacar a atuação de Oldman no filme, é simplesmente espetacular. A caracterização e transformação do artista no personagem foi extraordinária, Oldman está irreconhecível, inclusive fisicamente. Some-se a isso sua brilhante interpretação, que já lhe garantiu o Globo de Ouro de melhor ator em filme dramático. E que deve também lhe garantir o Oscar, aqui vai minha aposta!
O Destino de Uma Nação
E ainda em relação ao personagem Winston Churchill, O Destino de Uma Nação traz às telonas um forte vértice humano do personagem. A fragilidade do Primeiro Ministro Inglês é explorada com delicadeza, mas de forma bem clara. O filme, no entanto, não se trata de uma biografia de Churchill, é um recorte de um momento histórico específico.
O Destino de Uma NaçãoO Destino de Uma Nação explora os recursos cinematográficos de uma maneira muito aprazível. Os planos, a iluminação, os movimentos de câmera, toda a estética e plasticidade são muito belas. No decorrer do filme, quando o exército britânico está sendo dizimado aos poucos, todos parecem render-se à ideia de que o melhor seria ceder à pressão e tentar um acordo com a Alemanha. Até o próprio Churchill, sempre contrário a essa alternativa, chega a pensar no acordo como única saída.
Até que, e aí vem o que considero um apelo emocional exagerado, o Primeiro Ministro decide ouvir o povo e volta atrás, mantendo a posição de que a Grã-Bretanha não irá se render. Esse pequeno trecho do filme traz um cunho muito patriota e pouco verossímel. Mas isso não tira o mérito da produção, que tem um ritmo e um conjunto que merecem ser vistos.

Ficha técnica O Destino de Uma Nação

Titulo origina: The Darkest Hour
Gênero: Drama
Duração: 125 min
Direção: Joe Wright
Roteiro: Anthony McCarten

Elenco: Gary Oldman, Stephen Dillane, Lily James

Distribuidora: Universal
Classificação: 12 Anos

Estreia no Brasil: 11 de janeiro de 2018

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