Que venha o quarto amor da minha vida!

amorHoje vou falar sobre os amores da minha vida! Sim, no plural. Eu já tive mais de um amor. Aliás, eu já amei três vezes. Claro que tive diversas outras relações nesses 38 anos de vida. Mas amor de verdade, daquele arrebatador, foram três. Todos de maneira intensa. Os três foram, cada um em sua época, o grande amor da minha vida. Mas foram três histórias completamente distintas. Os três nada têm em comum, personalidades diversas. Todos, no entanto, amores!

O primeiro, eu deveria ter uns 18 anos. Ele era quieto, estilo meio tímido, não bebia. Era educado e gentil. Daqueles que escreviam poemas. Que sempre entregava um cartão lindo junto com o presente. Não, eu não tenho mais nenhum desses cartões. Não costumo guardar o passado fora da memória. Tenho boas lembranças e só isso. Os motivos do fim, não vou citá-los aqui, em relação a nenhum dos três. Não importam, o propósito desse texto é outro. Passamos bons momentos, planejamos morar junto e fizemos até uma poupança pra isso. Foram dois anos bem felizes, cheios de cartões, bichinhos de pelúcia e jantares!

O segundo foi o meu relacionamento mais longo. Passamos quase nove anos juntos. Completamente diferente do primeiro, esse era alto astral, se infiltrava fácil nos ambientes, era brincalhão e bebia. Aliás, bebíamos! Nossas famílias tinham uma relação ótima, nossos amigos viraram os mesmos! Costumávamos fazer várias viagens, nos divertíamos muito. Saíamos bastante! Claro que não foi perfeito, até porque se tivesse sido, estaríamos juntos até hoje.  Mas conseguimos preservar tudo de bom e manter uma relação de amizade muito forte, que segue até hoje.

amorO terceiro amor tinha o meu perfil, era “meu número”. Gostava de tudo o que se relacionava à natureza, não era muito de balada nem de álcool. Bebíamos quando estávamos a fim. Adorava atividade física e esportes. Viajava no pôr do sol, na lua, nas paisagens, nas trilhas. Era bem daquele meu jeito do “Vamos? Vamos!”. Subíamos na moto ou encarávamos o carro para o destino! Sentia um pouco a falta dele entre meus amigos, minha família, porque era era meio bicho do mato. Mas tinha meu estilo, mais natureba, de ser. Foram quase cinco anos, por aí.

Por que falar de amor?

E porque eu estou descrevendo meus amores? Pra dizer a vocês que a gente pode, sim, amar mais de uma vez. Que o amor é  sentimento construído ao longo da convivência, dia após dia. O amor nasce dos momentos de felicidade que a gente vai vivendo ao lado do outro. Ele se alimenta da troca, dos risos, da alegria de estar junto, da gostosura dos papos intermináveis, da paciência e da tolerância. Acima de tudo, da vontade de querer estar junto, de acreditar. Se não deu certo uma relação, não significa que você é fracassado. Significa tão somente que o amor não era grande o suficiente para fazer vocês quererem insistir na relação mesmo diante das adversidades e das diferenças. Significa apenas que o amor não conseguiu resistir aos contratempos do dia a dia.

Certa feita, conversando com um amigo, ele me perguntou exatamente sobre isso (daí a ideia de escrever esse post). Ele tinha acabado de terminar uma relação de sete anos e estava se sentindo um fracasso. E, para ele, aquilo era mesmo um fracasso. Porque ele não tinha conseguido manter a relação. Pois eu penso de forma totalmente contrária. Não me sinto um fracasso por ter passado por três longos relacionamentos e não ter permanecido em nenhum. E sabem por quê? Porque eu fui feliz em todos eles. Nos três relacionamentos (juntos, eles somam cerca de 16 anos de minha vida), eu tive momentos de muita alegria, de gargalhadas intensas, de projetos, planejamentos. Com os três amores, quis que a relação fosse eterna! E durante cada experiência, achei que seria.

Na balança

Nenhum dos três era perfeito. Tinham qualidades maravilhosas e defeitos chatíssimos. Assim como eu! Ninguém é perfeito, isso a gente descobre desde muito cedo. Todos duraram um certo tempo, porque a gente sempre mensura o que vem de bom e o que vem de ruim. Enquanto a balança pender pro lado das coisas boas, é porque está valendo a pena insistir. No dia que pender para o lado das coisas ruins, está na hora de fazer uma reavaliação, de repensar. Não vale a pena é você se manter dentro de uma relação que já não pode mais ser consertada, que não tem mais perspectiva de melhorar.

Porque, minha gente, fracasso não é terminar uma relação, por mais longa que ela tenha sido. Fracasso é permanecer nela quando ela já não te traz alegria, quando ela te deixa infeliz. Se for pra ficar ao lado de alguém, que seja porque vocês se fazem bem, porque existe reciprocidade, porque existe uma vontade conjunta de fazer aquela relação dar certo. Porque existem duas pessoas batalhando diariamente do mesmo lado, em prol da relação. Se já não é assim, se liberte! Se dê uma nova chance de amar de novo, de sonhar novos sonhos, de construir uma nova história. Relação não é uma sentença de prisão perpétua. Escolha ser feliz e nunca, jamais, deixe nas mãos de outra pessoa a responsabilidade por sua felicidade.

Quanto a mim, que venha o quarto amor da minha vida! Será um prazer vivê-lo!

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Amor sem neuras envolve parceria

Homer e Marge Simpson. Ela assume a ‘responsa’ e ele é o eterno garotão

O amor é um dos sentimentos mais esmiuçados e confundidos. Chamamos de amor coisas que nem de longe se parecem com ele. Criamos expectativas que os contos de fadas não dão conta de suprir. Nem mesmo zerando a tag de comédias românticas da Netflix. Inclusive porque, a depender do modelo de relacionamento vendido por esses filmes, a confusão só aumenta. E é por causa de tanto mal entendido que acreditamos que cuidar do outro no relacionamento é uma via de mão única. E toda esburacada pelo peso de carregar sozinha a história que deveria ser compartilhada pelo casal.

Quem aí nunca se sentiu pateta ao perceber que se esforçou ao máximo para que as coisas dessem certo e no fim elas deram errado por conta de tanto esforço? Quem nunca confundiu cuidado com o outro com sobrecarga? E quem nunca botou a culpa no outro pelo fracasso do relacionamento, justamente porque a pessoa que recebeu tanta dedicação não soube valorizar nosso esforço?

Primeiro, é importante ressaltar que a gente só deve se relacionar com quem nos valoriza, em todos os sentidos. Se a pessoa desmerece nosso corpo, nossas ideias, nossos sentimentos, nossos projetos e ambições, se encontra defeito em tudo o que somos ou fazemos, a solução é uma só: caia fora. Ninguém precisa de relacionamentos tóxicos para viver. Não se permita, jamais, viver relações abusivas e ser o tapete onde alguém limpa os pés.

Ser valorizada e valorizar com quem estamos não tem relação com ser mártir. Infelizmente, ainda existe quem se martiriza em nome de uma promessa de amor. Relações sadias não exigem sacrifícios, não requerem que a gente se anule ou auto-flagele. Amor mesmo, e não outros sentimentos confusos que se disfarçam de amor, não nos violenta.

Inverdades universais

Amor requer reciprocidade. Não é sua obrigação cuidar sozinha do casal

A pessoa mártir é aquela que faz questão de assumir todas as responsabilidades da relação, de controlar cada detalhe, de prover o parceiro de tudo o que ele necessita sem que a criatura sequer precise pedir. E depois, exausta, sofre por estar sobrecarregada. E o relacionamento, que era para ser bacana, vira fonte de dor de cabeça e decepções.

Nossa cultura ainda é prejudicial às mulheres em muitos aspectos. Um deles é o de propagar como verdade universal a ideia falsa de que as meninas amadurecem cedo e aprendem desde novas a serem responsáveis, a se comportarem e a resolverem os perrengues da vida diária; enquanto os meninos crescem e viram homens que aos 50 anos ainda precisam de cuidados maternos.

Na verdade, isso acontece não porque a natureza quis assim, mas porque meninos e meninas recebem educações diferentes. Enquanto somos treinadas para amar incondicionalmente, obedecer e servir; eles são estimulados a conquistar, dominar e ter todos os desejos atendidos. Já passou da hora de mudar essa educação desigual.

Para alguns homens, é cômodo ficar na posição de garotão e depois reclamar que a parceira é ‘controladora’. Ou então, deliberadamente, deixar que ela resolva as coisas chatas do cotidiano, porque é muito bom que outra pessoa esquente o juízo no nosso lugar. Mas, também é difícil, às vezes, fugir desse círculo porque tem muita gente que repete o padrão e toma para si o cultivo da relação, sem dividir as responsabilidades.

Relacionamentos afetivos são vias de mão dupla, sempre. Amor abnegado, sacrifício extremo, não esperar nada em troca, nada disso se aplica aos casais. E aqui não se trata de criar expectativas falsas sobre relacionamentos falidos, mas exigir reciprocidade. Não dá para sustentar um casal se só um lado doa, enquanto o outro vampiriza.

Seu boy não é seu filho

Você não é a mãe do seu boy!

Para começar a botar ordem nas coisas, vale lembrar que nossos parceiros afetivos não são nossos filhos. Se o cara precisa de uma ‘mãezona’ para organizar a vida dele, o problema, companheira, não é seu, é do cidadão em questão. Não assuma papel de mãe, babá, secretária, enfermeira ou qualquer outro que te deixe desconfortável ou se sentindo usada na relação. Cuidar de quem está doente, ajudar nas necessidades, gerenciar a casa, educar filhos, zelar pelo sentimento de vocês, é tarefa de ambos, não apenas sua.

Faça o boy enxergar que casais se ajudam, são parceiros, jogam no mesmo time. Porque senão fica injusto e desequilibrado, provoca sofrimento ao invés de felicidade. Se o cidadão não aprender ou não estiver pronto para fazer a parte dele na história, então é hora de avaliar se o romance vale seu esforço.

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Com um pé na estrada

estrada | foto: conversa de meninaO título desse post representa um pouco da minha vida, porque eu vivo com um pé na estrada, e resolvi compartilhar com vocês um pouquinho dessa minha rotina. Eu viajo todos os finais de semana, praticamente, para uma cidade que fica a 150km de onde moro. Meu noivo mora lá, meus cachorros estão lá, metade de minha vida acontece lá. Minha vida na estrada é solitária, em quase 100% das vezes estou sozinha, enfrentando os desafios de um tráfego intenso, alucinante e perigoso.

Não tenho medo de enfrentar horas de estrada sozinha. Antigamente, fazia um percurso de 420km só na ida. Eram quase 900km de estrada | foto: conversa de meninaestrada a cada 15 dias. Eu gosto. Gosto de dirigir na estrada, me traz tranquilidade, embora seja ao mesmo tempo bastante estressante, cansativo. Que contradição. Na estrada, a gente vê muita coisa acontecer, a gente pensa na vida, toma decisões, curte um som, se assusta, sente o coração querer sair pela boca… são muitas sensações.

Nunca presenciei exatamente uma batida. Mas já encontrei várias ao longo do tempo. Já vi caminhão virado, carga na estrada. Já vi carros completamente destruídos. Vi vítimas presas em ferragens. Já até fui estrada | foto: conversa de meninaquase vítima de acidente também. Presenciei inúmero “quase acidentes”. Generalizando a coisa, vejo o quanto somos imprudentes, irresponsáveis, inconsequentes. As pessoas aceleram mais do que é permitido, ultrapassam onde não é autorizado, desrespeitam as sinalizações.

Como somos egoístas, nossos compromissos são sempre mais imestrada | foto: conversa de meninaportantes que os dos outros. A estrada é perigosa, engana, ilude. Não a estrada em si, mas quem nela trafega, sempre com pressa de chegar a algum lugar. Um minuto de desatenção e já era. A tensão é grande e constante. Nos persegue por todo o trajeto.

Mas na vida não dá pra ter espaço pra medo. Não dá pra deixar de viver por medo. O medo não pode podar sua caminhada. Não sei por mais quanto tempo viverei assim, com o pé sempre na estrada. Também não me preocupo muito com isso.

Porque na estrada também assisto ao pôr-do-sol, me encanto com paisagens belas, ouço o canto do meu eu, reflito. Na estrada encontro comigo mesma, num longo trajeto de encantadora solidão.

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Buscando ânimo para voltar a malhar

exerciciosOlá, meninas! Como passaram o findi? O meu foi de muita reflexão sobre as necessidades do meu corpo. Sim, preciso com muita urgência voltar a praticar qualquer atividade física. Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que sempre fui bastante ativa, já fiz boxe, treinamento funcional na praia, musculação muay thay, enfim… Mas de um ano para cá, devido a mudanças significativas na minha vida profissional, acabei deixando de lado a prática de atividade física. Não foi por minha vontade, mas por circunstâncias do dia a dia.

Fato é que não estou nem um pouco feliz com isso e meu corpo começou a berrar em alto e bom som que precisa se exercitar! Estou aqui pra dividir com vocês esse meu momento, já que a necessidade do meu corpo está batendo de frente com a falta de ânimo de reorganizar a vida, incluindo a malhação e a dieta balanceada no meio de tudo. Estou um pouco perdida, nem parece que já fui tão mais ativa, mas fato é que fico me perguntando: começo por onde? E sempre me prometo que vou começar na próxima segunda, que embora esteja “próxima”, nunca chega.

É isso, meninas, queria muito ouvir vocês, saber da experiência de vocês, tentar trocar figurinhas para conseguir reunir o ânimo que preciso para retomar a rotina. Meus horários estão meio loucos e o excesso de atividade toma conta do meu dia a dia. Se puderem compartilhar suas experiências e como conseguiram promover mudanças neste sentido, agradecerei imensamente pela ajuda!! No mais, uma semana linda pra vocês, cheia de coisas boas.

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Nada paga o sorriso de uma criança…

Nada paga o sorriso de uma criança. O sorriso espontâneo por um carinho, por algumas horas de atenção, por um abraço. Vivemos tão preocupados com a nossa própria vida – já nos dá muito trabalho, é verdade, ninguém está dizendo o contrário -, que acabamos esquecendo de dedicar um pouco do nosso tempo para fazer uma criança sorrir. Este ano, eu e meus amigos decidimos não fazer apenas uma, mas mais de cem crianças sorrirem. E aqui eu conto essa linda experiência, não é a primeira por que passo, mas a primeira que venho dividir com vocês. Quem sabe vocês também não abraçam essa iniciativa!

A ideia veio por e-mail, durante a discussão para marcar o próximo encontro. Meu cunhado sugeriu, no meio da troca de mensagens: por que não reunirmos alguma verba para fazer um encontro, sim, mas em uma instituição de caridade, para que pudéssemos passar um Dia das Crianças com elas, no seu dia? A ideia pegou. É lindo sentir a solidariedade humana. É de uma felicidade imensa perceber o quanto meus amigos me dão orgulho, o quanto são humanos. Sim, nós podemos fazer alguma diferença nesse mundo. Basta querer.

Cada um fez sua doação. Compramos produtos de higiene pessoal, brinquedos, doces e reunimos roupas. Eu, minhã irmã e meu cunhado fomos levar as doações. O carro estava abarrotado de sacolas. Combinamos de chegar cedo ao Lar Vida. Foi a instituição escolhida na votação. Eles cuidam de crianças portadoras de deficiência que não possuem família e são encaminhadas pelo Juizado da Infância e Juventude. São várias as deficiências, algumas crianças são independentes, conseguem realizar as atividades cotidianas (tomar banho, comer e escovar os dentes, por exemplo). Outras, que moram no Pavilhão do Abraço, são completamente dependentes dos cuidados das pessoas que trabalham por lá.

O Lar Vida funciona em um sítio e tem uma infraestrutura bacana. Tem piscina, brinquedoteca, refeitório, dormitório, cozinha, parquinho e bastante espaço ao ar livre. As crianças que vivem por lá têm desde deficiência auditiva a paralisia cerebral grave e hidrocefalia. Quando chegamos, fomos recebidos por dezenas de sorrisos, abraços e muito carinho. Os brinquedos fizeram a festa. Eles escolhiam, não gostavam de uns, queriam o igual ao do amigo. Eles nos deram os olhares e abraços mais sinceros. Trocaram entre si os brinquedos, agradeciam com um sorriso que só uma criança pode dar. É que ali, mesmo os que possuem entre os 20 e 30 anos também são crianças.

As crianças receberam também outras visitas. Fiquei comovida de perceber que muita gente tem esse coração bom de se doar neste dia. De se doar em outros dias, de se doar! O Lar Vida virou festa! Fomos então ao Pavilhão do Abraço. Ao entrar, você imagina que as crianças que ali estão, no quadro em que se encontram, não possuem noção da realidade, que vivem no seu próprio mundinho. Mas isso é só até você ganhar o primeiro sorriso. E nós ganhamos muitos sorrisos, inúmeros. Vimos olhinhos brilhando, ouvimos sons nos chamando quando seguíamos para brincar com outra criança. Vimos um chorinho se transformar em um riso ruidoso, após um carinho.

Ali, naquele pavilhão, é sentimento puro, interação no seu sentido mais sublime. Eles sentem o nosso carinho e nos retribuem, eles respondem com suas palavras próprias, com os risos gostosos. Alguns movem apenas o rosto, e eles sorriem, sim, transbordam alegria no olhar. É um momento único, o mundo para ali dentro. Mãozinhas movem-se agitadas, sorrisos ecoam em cada cama. Brincamos com cada um deles, de carrinho, de bola… Conversamos, perguntamos como eles estavam, contamos que íamos brincar, os bonecos falavam com eles também, os carrinhos corriam por sua imaginação… E eles respondiam, os olhinhos deles respondiam…

Deixamos o Lar Vida felizes, é fato, e com um saco de brinquedos ainda no carro. Recebemos dezenas de outros sorrisos no caminho de volta, das crianças que, na rua, do nada, eram abordadas por nós para ganhar um presente e o desejo de Feliz Dia das Crianças. Foram mais abraços, mais olhinhos brilhando, mais risos abertos e palavras lindas de mães e avós que, emocionadas, agradeciam repetidamente pelo presente que a sua criança acabara de ganhar… Foi uma das experiências mais lindas que já vivemos. E que você pode experimentar também. Só depende de você!

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VOCÊS FAZEM A DIFERENÇA!!! Ane, Clara (EcoD), Clébson, Cristiane, Elisângela, Iaci, Jeferson, Josemilton, Lari, Larissa (EcoD), Marluce, Maisa, Marcus (220i), Milene, Renata (EcoD), Vanessa e Zélia. Que os nossos corações estejam sempre cheios de amor e solidariedade, para que possamos fazer a diferença SEMPRE!
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Para doações ao Lar Vida:
Eles precisam sempre de roupas (inclusive roupas íntimas para adultos também – porque lá vivem “crianças” de até 30 anos) e calçados; materiais de higiene pessoal, como shampoo, condicionador, creme de cabelo, colônia e desodorante; fraldas descartáveis XG; fraldas geriátricas P, M, G e GG; pratos, copos e talheres plásticos; material escolar; …
Tel: 3393-3342
Site oficial: http://www.larvida.org.br/

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Eu e minha bike, o (re)começo

Ganhei minha primeira bicicleta quando ainda era uma garotinha. Lembro bem a circunstância. Na época, a minha rua seria asfaltada – àquela época ela era de barro – e eu e meus amiguinhos, todos pedimos aos nossos pais uma bicicleta de presente de Natal. Ficamos muito ansiosos, até o grande dia. Chegou o Natal e a criançada toda desceu com as bicicletas para inaugurar as magrelas e o asfalto recém assentado. Foi uma alegria.

A minha bicicleta era uma Caloi. A cor dela era verde, um verde pastel clarinho. O modelo era feminino, mas não tinha cestinha. Passei um tempo viciada, brincava sempre na rua, tomei algumas quedas fazendo estripulias sobre duas rodas. Até que a febre passou. E eu, menina curiosa, decidi desmontar minha bike para ver como funcionava toda a engrenagem dela, para montar depois e virar “expert” no assunto. Ah, crianças!

O que aconteceu foi que as peças foram parar em uma mochila, o quadro ficou pendurado em uma parece por muito tempo, e as rodas, esquecidas atrás de um armário. Nunca montei ela de volta. Em uma oportunidade de fazer outra criança feliz sobre duas rodas, decidi doar as peças. Lembro bem que amava aquela sensação de andar com o vento no rosto, da liberdade que ela proporcionava. Tempo bom.

Passei muitos anos sem bicicleta depois disso. Usei algumas nesse meio tempo, emprestadas por outras pessoas ou alugadas. Minhas recordações se afloram enquanto escrevo, passei algumas situações engraçadas. Certa vez, passava as férias em uma casa de praia e peguei uma bike emprestada para comprar vinho. Nesta época eu ainda bebia. Fazem cerca de quatro anos que parei. Mas voltando…

Fui à praça toda animada, parei no bar, comprei a garrafa e estava de volta, quando o saco plástico começou a romper. Na tentativa de salvar a garrafa, tomei uma mega queda! Mas o vinho ficou intacto. Levantei, peguei um novo saco plástico – desta vez, dois – e voltei para a bike, chegando em casa com alguns arranhões, mas sã e salva, e de vinho em punho.

Também aluguei bicicleta no Parque de Pituaçu, em algumas oportunidades. Nos finais de semana, combinava com dois amigos e íamos pra lá pedalar os 16km de ciclovia e tomar água de coco. Não se falava tanto em violência ou insegurança no parque, naquela época. Íamos nos finais de semana, e de lá emendávamos uma praia. Outra fase legal, que passou. Cada um direcionou a vida de uma forma, os finais de semana de folga já não coincidiam, e a pedalada ficou para trás.

Até que a vontade de pedalar nasceu de novo. E desta vez nasceu intensa, arrebatadora. Já estava decidida a adquiria a minha própria, mas fiquei um pouco perdida para escolher um modelo. Uma amiga viajou e entrou em contato comigo de lá de onde ela estava, dizendo que havia encontrado uma bike e que bastava eu autorizar a compra, para ela trazer para Salvador. Não pensei duas vezes. Uma semana depois ela estava comigo.

Recomecei a vida de pedalante. Ainda não estou do jeito que quero com relação à bike. Para minhas intenções, pedalo muito menos do que queria. A geografia de Salvador não ajuda muito os iniciantes que querem começar a usar a bike como meio de transporte, principalmente aos que moram em determinados bairros. Achei um grupo de meninas pedalantes, o Meninas ao Vento, e fui muito bem acolhida por elas, só tenho a agradecê-las!

Não faço planos nem promessas. Apenas pedalo. Sou apaixonada pelas duas rodas e sempre me pergunto porque demorei tanto a voltar a andar de bike. Mas desta vez, não vou parar. Posso não pedalar tanto quanto queria – ainda-, mas não vou parar. E, para mim, é o que importa!

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Pesquisa mostra relação das brasileiras com os cabelos

Segundo a pesquisa, o padrão de beleza ideal entre as brasileiras ainda é ser loira...

Uma pesquisa realizada em parceria pela Unilever (fabricante das marcas Dove e Seda, entre outras) e o Ibope mostra a relação das brasileiras e suas madeixas. O objetivo do estudo Brasileiras e os Cabelos é entender os hábitos e costumes das consumidoras e o resultado comprova o que o senso comum já sabe: os cabelos são a parte do corpo que merece mais tempo e esforço no ritual de beleza entre as brasileiras. Das práticas mais comuns adotadas estão o alisamento e a coloração.

De acordo com os dados prévios divulgados pela Unilever, mais da metade das mulheres entrevistadas (58%) está com o cabelo diferente do natural, principalmente as casadas. Ainda segundo a pesquisa, nove em cada dez mulheres dizem que se sentem mais confiantes se os cabelos estão em ordem. Das entrevistadas, 74% disseram que um cabelo bonito e bem tratado eleva a autoestima e 37% revelaram que quando o cabelo não está “bom” não têm vontade de sair de casa. Na pergunta sobre cuidados, 72% afirmam gostar de cuidar dos cabelos e para 37% delas, ir ao salão é uma necessidade.

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Transformações nos cabelos – Entre as principais constatações, a pesquisa aponta que as mulheres ainda buscam cada vez mais ter os cabelos lisos. Das entrevistadas que têm cabelos transformados, 45% disseram ter realizado algum tipo de procedimento para alisar os fios. E os alisamentos, como a escova progressiva, são feitos na maioria das vezes (93%) com cabeleireiros.

As mudanças de cor dos fios também são muito comuns, sendo que 86% das entrevistadas já tingiram os cabelos. Das que tingiram, 45% fazem o processo mensalmente, sendo a cor loira a mais procurada (74%).

A pesquisa Brasileiras e os Cabelos foi realizada com 400 mulheres, de 25 a 45 anos, das classes A, B e C, nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste do Brasil.

Meu dedinho nesse angu – O resultado da pesquisa não me surpreende, dado o apelo midiático por um padrão que a meu ver não abre espaço nenhum às muitas formas de beleza existentes no Brasil, um país multiétnico. Fiz progressiva uma vez na vida e não gostei. Durante os três primeiros meses, ficou legal, mas depois de um tempo, senti falta de ser eu mesma. Prefiro meus cachos naturais, é fato. Quanto à pesquisa, ela é feita por amostragem, e dá uma ideia dos gostos e costumes das mulheres na faixa etária e classes sociais ouvidas, mas não significa que quem não tem cabelos lisos e loiros não seja igualmente deslumbrante e tampouco significa que todas as brasileiras pensam como as 400 moças ouvidas no estudo. Diversidade é a palavra da vez, não esqueçam!

*Os dados foram enviados ao blog pela assessoria da Unilever.

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Da série: em busca de um novo estilo

Se alguém me perguntar qual o meu estilo, não preciso hesitar em responder: excessivamente casual. Se a pergunta seguinte girar em torno de eu estar plenamente satisfeita com ele, vou parar uns instantes para pensar. Por certo, minha resposta será “não”. Pode parecer um pouco contraditório alguém se dizer casual e afirmar uma insatisfação com o próprio estilo. Mas, sim, este é o meu caso. Nunca fui muito exigente com roupas e só levava em consideração o conforto. Nunca me preocupei muito em aliar o conforto à beleza, eu assumo.

Esse formato super casual funcionou bem por muitos anos. Bermudas jeans, calças jeans, vestidinhos simples e sandálias rasteiras socaram meus armários. Mas o tempo passou e comecei a viver um dilema. Escolhi uma profissão que exige de mim um cuidado maior com a aparência, decidi dar início a este blog que também trata de beleza e moda, e mais que isso tudo, comecei a atravessar o olhar ao me ver no espelho. Cheguei ao momento de dizer para mim mesma que estava na hora de mudar alguma coisa. Este momento é agora.

Não é que eu queira me livrar definitivamente do casual e do conforto, não é isso. Minha intenção é adotar algumas mudanças no visual, acrescentar mais acessórios, aprender a escolher peças que caibam bem em mim, sejam funcionais e, ao mesmo tempo, criem um look mais elegante, com um ar “mais arrumado”. E, definitivamente, meu guarda-roupa não está me ajudando em nada neste momento. Até tento criar combinações, mas descobri que não tenho peças chaves e, pior, não sei fazer as tais combinações funcionarem!

Já sei que o mais importante para uma mudança é reconhecer a necessidade de colocá-la em prática. Isso eu já fiz. Mas a partir daí vem a pior parte. Achei que seria mais fácil, que chegaria às lojas e os olhos bateriam nas peças certas.. Que nada! Sou viciada no casual, tenho dificuldades em escolher peças diferentes para experimentar e julgo que vai ficar ruim algo que nem experimentei. Sim, meu caso é grave, amigos e amigas! Preciso de ajuda profissional ou da boa vontade de um entendedor de moda.

Nos últimos dias, fui a algumas lojas, tentando adquirir peças versáteis, mas que criem o tal visual elegante. Garimpei pouquíssima coisa, porque não conseguia combinar as peças, nem conseguia perceber o que ficava bem em mim. Não achei que seria uma missão tão complexa, mas estou disposta a encará-la de peito aberto. Precisarei muito de ajuda, e vou apelar a vocês também, que me sugiram peças bacanas para se ter, me indiquem sites bacanas que tratem de estilo, tudo o que vier de ajuda será bem vinda e eu já agradeço antecipadamente!!!

Também já decidi que a cada peça nova que comprar – aos poucos, claro, porque não tem dinheiro sobrando – doarei uma peça do meu atual guarda-roupa. A intenção é refazê-lo mesmo, manter apenas o que for bacana e ir trocando peças, reduzindo as peças iguais que acumulo no armário. Tentarei dividir com vocês meus avanços, fotografando as novidades e pedindo a opinião de vocês sobre o que de mais novo chegou ao meu guarda-roupa.

Um passo importante eu já dei, com a maquiagem. Para quem não sabia para onde ir com pincéis, tenho me virado bem e criado visuais bacanas para as ocasiões especiais. Nada profissional, mas dá para o gasto! Agora, é mudar o look! Rezem por mim!

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Trânsito: não seja o mais esperto, seja o mais educado

Normalmente dirigimos exclusivamente para chegar ao destino. No trajeto, vamos pensando na vida, ouvindo música, conversando com o carona ao lado. Nos estressamos, xingamos o motorista vizinho, buzinamos para sinalizar o descontentamento com o vacilo de um outro motorista. E assim a gente segue em frente, pensando em tudo no trânsito, menos na rotina de tráfego. Reclamando de todos, mas sem melhorar a nossa própria postura no trânsito.

Não podemos generalizar, essa é a regra. No entanto, observando o trânsito nos últimos dias tenho percebido que são raras as exceções. Todo mundo quer ser o mais esperto no trânsito. Além disso, cada um se acha com mais direito, com mais pressa que o outro. É uma situação em que o egoísmo e individualismo mostram todas as suas faces mais cruéis. E sem pena. Ando frustrada com essa situação toda, diria até triste e decepcionada de ver o quão mal educados somos enquanto motoristas.

As situações são variadas. Posso exemplificar, e quem mora em Salvador vai entender. Faço com uma certa constância o percurso da Avenida Tancredo Neves para o Caminho das Árvores, passando pela Magalhães Neto e entrando na via que dá acesso ao Hospital da Bahia. Em um determinado momento, a via única se transforma em dupla: uma para quem vai seguir em frente de volta à Av. Tancredo Neves, e outra para quem quer virar à esquerda, rumo ao Hiper Bompreço.

A situação é essa. São duas sinaleiras, cada uma para quem quer tomar um rumo. Os carros fazem uma fila, aguardando a sinaleira que permite entrar à esquerda abrir. Como a via é estreita, a fila às vezes cresce ao ponto de nem todos os carros conseguirem passar antes de a sinaleira fechar novamente. E aí, os “espertinhos” entram em ação. O sinal abre, os que estão lá atrás da fila começam a cortar a via, tomando o caminho de quem seguiria reto, para lá na frente cortar os veículos e entrar à esquerda.

É tanta falta de educação, que fico pensando. Discutimos tanto sobre a educação formal, sobre o problema das nossas escolas. E temos um outro problema educacional, tão grave quanto. A educação doméstica, aquela que não se aprende apenas na escola, mas que se aprende na vida. A educação que é fundamental para conseguirmos viver em sociedade. A educação que gera a gentileza e a compreensão. Essa faz falta inclusive aos mestres, doutores e pós-graduados vida afora.

Outro caso típico acontece na Rua Djalma Dutra. A saída da rua dá duas opções ao motorista: seguir em frente, pela Sete Portas, sentido Aquidabã, ou virar à direita, no sentido Dois Leões. Para quem quer seguir em frente, há uma sinaleira. Mas para quem quer virar à direita, a mão é livre. Novamente os espertinhos enchem os olhos. Apressados e irritados com a fila que se faz para aguardar a sinaleira, eles se sentem no direito de invadir a via da direita e engarrafar a vida de quem não precisaria esperar pelo sinal.

Estes são apenas dois dos inúmeros casos que vivencio diariamente. E a falta de educação não é apenas de um motorista em relação ao outro. Acontece de forma muito mais agressiva com relação ao pedestre. Quantas vezes vejo um motorista acelerar o carro ao perceber que um pedestre tenta atravessar uma via, obrigando a pessoa a correr, acelerar ainda mais o passo. Para que? Muito mais educado é diminuir a velocidade, respeitar o pedestre, que é o lado infinitamente mais vulnerável da relação.

Faixa de pedestres, então, serve para que em Salvador mesmo? É preferencial do pedestre, será que é tão difícil compreender isso e respeitar? Poderíamos ter uma vida muito menos estressante no trânsito se todos sempre tentassem se colocar no lugar do outro. Se você não quer que cortem a fila na frente do seu carro, não faça o mesmo com o outro. Se você quer conseguir atravessar uma rua sem riscos, pense nisso ao visualizar um pedestre tentando enfrentar a loucura do tráfego para chegar ao outro lado.

Os órgãos de fiscalização também não ajudam. Lembro bem do caso da Baixa de Quintas, um bairro que concentra uma grande quantidade de lojas de peças de veículos, mas não possui estacionamento apropriado. Os motoristas fazem o que querem ali. Quando todas as vagas à frente das lojas estão ocupadas, eles param no meio da rua, do jeito que bem entendem, engarrafando tudo. E isso acontece diariamente, aos olhos dos fiscais. E ninguém faz nada. Um dia após o outro, a situação é exatamente a mesma.

A mudança de comportamento não é algo difícil. Basta a conscientização. Ela é fundamental. A vida é tão corrida, já temos tantos problemas, tantos leões para enfrentar diariamente, para que procurarmos mais um motivo de estresse? O que acontece é que estas atitudes acabam irritando no trânsito. Não precisamos ser os mais espertos. Precisamos ser os mais educados. Não basta ir à escola, fazer uma universidade, se especializar. É preciso ser educado na vida, educado nas relações sociais.

Se você teve a curiosidade de ler este texto até aqui, peço, de coração, que leve estas palavras para o seu comportamento no trânsito. Que se esforce para tentar conscientizar os mais próximos sobre a importância de ser educado e gentil. Não sou de levantar bandeiras, mas abraço qualquer causa que objetive a melhoria e a evolução das relações pessoais. E essa é uma delas.

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Tirei o dia para “filosofar” sobre a diferença entre mudança frequente (uma necessidade humana para espantar o tédio) e instabilidade, ao menos na minha visão. Acabei publicando o post no Mar de Histórias (quem quiser pode ler aqui). Depois, vasculhando os emails do Conversa, na garimpagem para selecionar entre as montanhas de releases diários as coisas bacanas para mostrar a vocês, me deparei com essa dica de leitura que vai abaixo. Por ser de um livro autobiográfico e que foca justamente em mudanças, divido com quem tiver interesse:

O livro se chama Mulheres Reciclando a Alma (Editora Grão), de autoria da arquiteta paulista Simone Romano. Tem 80 páginas, dá para ler de um só fôlego e a julgar pela sinopse enviada ao blog, parece dos tais de pegar e não largar.  Fiquei interessada e vou procurar pelas livrarias aqui de Salvador. Sou bibliófila, coleciono livros. Meu filho me chama de bibliofagos (“come livros”, numa referência ao nome científico da traça).

Mulheres Reciclando a Alma parte da experiência pessoal de Simone Romano. A sinopse da editora diz o seguinte: “Depois de 20 anos trabalhando dia e noite como arquiteta, se alimentando mal e sob alto nível de estresse, ela decidiu tirar um ano sabático para repensar toda sua vida e o rumo de suas decisões. O resultado pode ser conferido neste livro, onde a autora apresenta, em narrativa simples e bem-humorada, os desafios da mulher moderna, aquela que se vê na obrigação de ser a supermulher, supermãe, superbonita e superprofissional, tudo ao mesmo tempo”.

O tema parece batido, mas a abordagem pessoal é que promete ser a cereja do bolo. A experiência do feminino nunca é igual de uma mulher para outra, embora existam pontos de intersecção nas vivências e experiências de cada uma de nós. Eu penso assim.

Voltando ao material da editora, na obra, “as narrações incluem passagens divertidas e peculiares vividas pela personagem Tina, como o dia em que conheceu Silva, responsável pela limpeza da rua. No diálogo, Tina aprende sobre a importância da coleta seletiva e a separação correta dos materiais. O trecho faz uma analogia sobre a importância de cuidarmos bem de nós mesmos, assim como do planeta”.

Simone é também a autora dos desenhos do livro e o processo de criação foi feito a partir de uma espécie de diário, no qual anotava e desenhava livremente suas experiências diárias durante os períodos de maior reclusão, chamado pela autora de ‘fase ostra’.

E então, parece ou não promissor?

Ficha Técnica:

Mulheres Reciclando a Alma

Texto e ilustrações: Simone Romano

Editora Grão

80 páginas / Preço: R$ 38,00

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