13 Reasons Why: um olhar pessoal sobre a série

Assisti a 13 Reasons Why em uma sentada. Um episódio atrás do outro, até completar os treze. Eu não tinha Netflix, minha amiga e parceira aqui no blog compartilhou seu acesso comigo, e essa foi a primeira série a que eu assisti. Ouvi coisas aleatórias sobre 13 Reasons Why, muitos comentários divergentes. Me interessou o fato de a série movimentar tanto as redes sociais, de perceber um certo burburinho em torno dela, sempre rodeado de uma dose de polêmica. Muita gente defendendo e tantas outras criticando. Foi essa a razão que me fez optar por começar minha experiência na Netflix com 13 Reasons Why. E que me fez começar a escrever esse texto exatamente no momento em que terminei de assistir o último episódio.

13 reasons why

Sem pretensão

Não tenho a intenção aqui de escrever uma resenha ou um texto com fundamentos críticos a respeito da série. O que pretendo é compartilhar o meu olhar pessoal, despido de qualquer conhecimento técnico sobre análise fílmica. O meu objetivo é dividir angústias, questionamentos, suposições. Quero mesmo é bater um papo, conversar, falar do que me veio à mente. Para quem não assistiu à série, 13 Reasons Why fala sobre o suicídio. Uma estudante corta os próprios pulsos, mas antes disso grava treze fitas cassete em que explica os motivos que a levaram a cometer o suicídio. Nas fitas, ela aponta as pessoas que teriam influenciado diretamente essa decisão de tirar a própria vida. Na série, vamos acompanhando justamente o desenrolar dessas fitas.

13 reasons why

Escancarando

Essa é a primeira vez que vejo um produto televisivo tratar de uma maneira tão direta e aberta sobre o suicídio. A série é adaptada de um livro homônimo lançado em 2007. E o que me fez ter vontade de escrever esse texto é um ponto bem crucial de tudo o que envolve o ser humano. As relações interpessoais não têm a ver apenas com o que cada um fala ou faz. Têm muito a ver também com a forma como o outro recebe e digere aquilo que a gente fala ou faz. Cada pessoa processa atitudes e palavras de uma forma bem particular, porque isso mexe com a história de vida de cada um, com experiências passadas, com o lado interior de cada indivíduo. Mexe com nossa forma de ver o mundo.

Existem atitudes e atitudes. Existem aquelas que são de antemão socialmente ou moralmente inaceitáveis e há aquelas que, mesmo reprováveis, poderão ser compreensíveis a depender de quem julga a tal atitude. Mas é indiscutível o fato de que o que está dentro de nós e como nos sentimos com as atitudes dos outros muitas vezes é um grande mistério. As pessoas são diferentes. Algumas conseguem lidar com situações adversas com tranquilidade e força. Outras simplesmente não conseguem lidar. E não existe a forma certa ou errada de ser. As pessoas são diferentes, apenas isso. Ponto.

13 reasons why

Mais altruísmo

O que nós precisamos, na verdade, é olhar menos para nossos próprios umbigos e ser mais sensíveis com o outro. O que nós precisamos é nos colocar no lugar do outro antes de agir. É difícil conseguir capturar claramente o que se passa dentro de uma pessoa. Mas se a gente tem cuidado com nossas atitudes e palavras, já é meio caminho para evitar dores alheias desnecessárias. É importante olhar mais para o outro, tentar percebê-lo, respeitar suas limitações. Precisamos nos tornar menos egocêntricos, menos individualistas. Entender que pessoas diferentes possuem necessidades, personalidades e gostos diferentes. Que nem tudo o que nos faz bem faz bem ao outro. Não é o fato de sermos seres racionais que nos torna seres humanos. Precisamos disso, mais humanidade.

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13 reasons why fala mais que suicídio

Não se trata só de suicídio. A série fala também de depressão, de bullying, de homossexualidade, de violência sexual, de racismo. E tudo isso enquadrado numa época em que ainda estamos em formação intelectualmente, numa época delicada que é a adolescência, quando estamos cheios de dúvidas, quando fazemos milhões de questionamentos e tentamos ser aceitos por alguma turma. A adolescência é uma fase complicada por si só. E é uma fase em que convivemos a maior parte do tempo com pessoas que estão passando pelos mesmos dilemas e dúvidas que a gente. Que ainda não possuem maturidade suficiente para avaliar certas situações sem orientação.

Conscientização

Por isso que a educação e a conscientização são fundamentais. Por isso que é importante conversar sobre essas questões, debatê-las incansavelmente. Questões polêmicas precisam estar na pauta do dia diariamente. No noticiário, nas escolas, nas universidades, nos ambientes de trabalho. Porque não há como cobrar autoeducação nem autoconscientização de pessoas que sequer sabem o que é isso por pura imaturidade. Adultos bem resolvidos e sensíveis ao outro nascem de adolescentes bem orientados e educados.

13 reasons why

Eu não tenho a intenção aqui de dizer se 13 Reasons Why é uma série boa ou ruim. O que posso dizer é: assista e tire suas próprias conclusões. E tente ir além do que uma crítica cinematográfica é capaz de alcançar, ultrapasse a barreira dos critérios técnicos e da mera opinião. Simplesmente sinta a série. Coloque um olhar mais humano sobre o que acontece ali, sobre o que está sendo discutido, sobre o mecanismo das relações interpessoais. A gente não consegue caminhar só o tempo inteiro. Em diversos momentos da vida, precisamos de uma mão, um braço, um ombro, um apoio.Vamos então cuidar desse outro, olhar pra ele com cuidado, amor, carinho e atenção. Cuidando do outro a gente estará cuidando da gente. E vice-versa.

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Cronicamente (In)viável: as muitas faces da felicidade

Felicidade, tal qual o amor, não tem receita padrão. Dia desses me perguntaram se eu era uma pessoa feliz. Matutei na pergunta e, de cara, pensei em responder que felicidade é um conceito muito amplo e aberto para ser enquadrado nesse ou naquele modelo. Que pessoas com estilos de vida diferentes definem e vivem felicidades diferentes.

Quem perguntou se preocupa comigo, o que por si só, me deixa bastante feliz. Porque nesse caso específico, o interesse é genuíno. A pergunta veio de alguém que eu tenho certeza de que me ama e quer me ver de bem com a vida eternamente, embora isso seja utopia. Reagiria diferente se a pergunta viesse daquele tipo de pessoa que imagina a vida como um ranking e mede seu modelo de felicidade com o dos demais, acreditando-se superior. Mas nenhuma vida vale mais que outra, nenhuma escolha é melhor que outra!

Para esses tipos, não tenho paciência de explicar nada. Já para quem não tem preconceito imbuído na pergunta e só não entende muito bem como funciona ser feliz fora do padrão, para os de coração aberto, explico que: se pode ser feliz estando ou não em um relacionamento; ganhando milhares de reais ou só algumas centenas por mês; morando em arranha-céus ou no apartamento simples de dois quartos; vestindo 38 ou 50; no bar com a turma de amigos ou maratonando séries da Netflix; aos 20, aos 30 e aos 43 (minha idade)…

Felicidade vai e vem

Vale ter em mente que aquilo que nos faz bem é o que também nos trará essa tão sonhada felicidade. Mesmo que seja algo simples como ler um livro ou dormir até mais tarde no dia de folga. E entender que, o que me deixa feliz pode não ter o mesmo efeito em outra pessoa. Porque o estado de felicidade depende de vários fatores, como os valores que alguém cultiva, o que cada pessoa prioriza na vida (o trabalho, a família, o lazer…), o momento que cada um está vivendo, os perrengues que surgem no caminho para resolver, a maneira como se encara os problemas.

A grande tragédia da nossa sociedade é que as pessoas perderam a capacidade de sentir dor e por isso buscam anestesiar qualquer efeito adverso de uma contrariedade. Do hedonismo meio infantil e sem limites aos medicamentos tarja preta, qualquer coisa que entorpeça servirá para que a dor não lateje, não incomode, não atrapalhe o caminho para a felicidade suprema.

Mas é impossível conquistar a felicidade suprema! Em algum momento sentiremos tristeza, teremos algum aborrecimento, ficaremos estressados, precisaremos chorar rios inteiros. Faz parte da vida ter frustrações. Ninguém é 100% feliz ou otimista o tempo todo e quem finge que é, está cavando um poço fundo e perigoso. Alguma coisa sempre vai incomodar e é até importante que esses incômodos apareçam, porque nos fazem rever posturas, retraçar caminhos, nos ajudam a amadurecer.

Expectativas x felicidade

A gente sempre espera alguma coisa. Da vida, do destino, dos outros. Zerar completamente as expectativas e aceitar de bom grado aquilo que chega é um exercício demorado, penoso, requer um grau de desapego que nem todo mundo tem. Uma certa dose de expectativa, honestamente, eu até acho bom que a gente tenha. Porque é uma forma de estímulo para seguirmos em frente, traz uma dose benéfica de esperança.

O que não pode é elevar as expectativas a níveis impossíveis, fechando-se em exigências que não podem ser supridas. Porque daí a esperança dará lugar à amargura e acredito que amargurados não conseguem enxergar a felicidade, mesmo que ela esteja ao alcance do nariz.

Tem fases na vida que parece que o destino testa nossa paciência. Os religiosos dirão que parece que Deus testa nossa fé. Ou então, é porque nesse jogo cósmico do qual fazemos parte, as chances de algo dar certo ou dar errado são iguais. Ou ainda, porque temos uma capacidade absurda para sermos teimosos e insistirmos nas coisas que lá no fundo sabemos que não são boas para nós. E quando elas desandam, botamos a culpa nessa ‘entidade’ chamada destino, ou xingamos Murphy.

O grande jogo da vida

Tem gente que vive um dia de cada vez e improvisa de acordo com a situação. Outros precisam ter tudo esquematizado de forma tão obsessiva, que quando algo sai do trilho, é um deus nos aguda. Outros ainda, entregam a sorte nas mãos do acaso e confiam na “improbabilidade infinita”. Tem até os que sequer acreditam em sorte e acham que tudo é questão de trabalhar duro e merecer. E, por fim, há ainda os que vivem em eterna roleta russa com a vida, o que de certa forma, ao menos para mim, não é bacana.

A grande sacada é perceber que quanto maior for a nossa expectativa, maiores também as chances da frustração ocorrer. E daí que é preciso aos poucos, exercitar o cultivo da gratidão pelo que a vida nos dá. Mesmo quando aquilo que consideramos um presente, não seja grande coisa do ponto de vista alheio. O que vale é o que nós sentimos, não o que os outros querem que a gente sinta.

Acredito que se cada um tentar um exercício de empatia e, de vez em quando, se colocar nos lugares uns dos outros, a visão do que é felicidade vai se expandir bastante e revelar que ela tem muitas faces. E cada um vestirá aquela que lhe der mais conforto e paz de espírito.

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Relacionamento ou parceria? O que você está vivendo?

relacionamentoTer um relacionamento não é o mesmo que ter uma parceria. São duas coisas bem diferentes. Você até pode ter um relacionamento e uma parceria simultaneamente, mas tem muita gente aí ostentando relacionamento sem viver uma parceria de fato. Há quem prefira estar com alguém para dar uma resposta à sociedade, para dizer por aí que está comprometido, sem se preocupar com o que aquela relação representa em sua vida, se existe uma troca, se está feliz. Há quem aceite ficar com alguém só para não ficar só, porque não aprendeu a amar a própria companhia, porque não aprendeu que a pior solidão é estar com alguém de corpo, mas não estar de alma.

Sobre a solteirice

Existe toda uma teoria a respeito da solteirice. A sociedade julga, as pessoas julgam? É como se estar solteiro fosse um carimbo de qualquer coisa muito ruim. Ou ninguém te quer, ou você deve ser muito difícil de lidar, vira um coitado ou coitada. Mas ninguém pensa que você pode estar solteiro por opção, simplesmente porque não encontrou alguém que mereça você. Não encontrou alguém com quem valha a pena dividir uma vida e criar uma parceria.

Isso quando você mesmo não é seu próprio inquisidor. Porque, sim, são muitas as pessoas que acham que precisam ter alguém de qualquer jeito, que querem ter alguém, não importa que alguém seja esse. Acabam se submetendo a relações nocivas (já falamos sobre relações nocivas aqui), aceitando conviver diariamente com a dor, o sofrimento e a infelicidade só para não ficarem solteiros. Vendendo para a sociedade a imagem de uma relação saudável, quando por dentro você está adoecendo. estampando risos falsos, contando aos amigos e familiares versões de histórias a dois que na realidade você não vive. Triste isso.

Melhor liberdade

A melhor liberdade que você pode cultivar é a liberdade emocional! Não depender de ninguém para ser feliz, não entregar a responsabilidade por sua felicidade a outras mãos. Entender que você é um ser completo e não uma metade atrás de outra metade. Que você está em busca de outro ser completo, para que as suas completudes conjuguem juntas os verbos amar, somar, compartilhar, compreender, respeitar, valorizar, ceder e tantos outros verbos tão importantes na vida a dois.

Não é qualquer relacionamento que te cabe, que é seu número. Aceite isso que dói menos. E se não te cabe, doe! Se liberte, se dê a oportunidade de reorganizar sua casa interior para receber um novo integrante. Se permita ter a possibilidade de conhecer outro alguém, de tentar de novo. De tentar quantas vezes forem necessárias até que encontre uma pessoa que caiba direitinho na sua vida, na sua rotina, no seu jeito de viver e de ver o mundo. Não aceite menos do que isso. Não aceite uma relação sem parceria. Não vista o que não cabe em você. Você não merece.

Relacionamento ou parceria?

Ninguém nasceu pra ser infeliz. E permitir que sua infelicidade seja causada por alguma coisa sobre a qual você tem o poder de escolha e decisão é burrice. E a gente sempre sabe se aquela relação está nos fazendo bem ou mal! No fundinho da alma e do coração, a gente consegue fazer uma avaliação mais realista sobre a relação que estamos construindo a dois. E mais do que ninguém, a gente é quem mais sabe se está feliz ou infeliz dentro daquele relacionamento.

Relacionamento qualquer casal tem. Mas parceria, meus queridos, aí  já é outra história. Porque a parceria pressupõe doação, cessão, dá trabalho. Porque um parceiro pensa em sua felicidade também, não apenas na dele. Um parceiro valoriza as suas necessidades, não apenas as dele. Relação parceira é aquela em que o diálogo prevalece pelo bem da relação. Ela acontece quando vocês têm o entendimento de que se relacionar não é fácil e exige dedicação. Parceria precisa de entrega. Se você tem um parceiro, ele entende suas limitações, entende sua TPM, se esforça para abafar seus medos, para evitar novas dores.

relacionamentoUm relacionamento com parceria não é perfeito. Nenhum relacionamento vai ser. Mas quando existe parceria, quando existe amor, vocês se esforçam para fazer a relação dar certo diariamente. Você aprende a conviver com os defeitos (porque as qualidades são ainda maiores), você aprende a lidar com as falhas (porque os acertos são mais frequentes e constantes), você aprende a lidar com o outro (porque o outro te faz bem, te faz feliz), vocês amadurecem juntos, crescem juntos, lutam juntos em prol da relação.

Avalie. Ainda dá tempo

Se você hoje tem um relacionamento, avalie. Pare nesse exato momento e se pergunte se você tem ao seu lado um parceiro. Se a resposta for sim, abra um sorriso e agradeça. Se a resposta for não, não precisa abaixar a cabeça. Sorria também, por ter identificado isso nesse momento e por ter aberto uma janelinha em sua vida para dar uma velha e gostosa escapada. Se você não tem um parceiro e acabou de descobrir isso, respire fundo, assuma o controle de sua vida, se liberte e vá ser feliz. Nunca é tarde para recomeçar, especialmente se sua felicidade está em jogo. Não se conforme com um relacionamento. Não se acomode. Se não for parceiro, não vale a pena se relacionar.

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Que venha o quarto amor da minha vida!

amorHoje vou falar sobre os amores da minha vida! Sim, no plural. Eu já tive mais de um amor. Aliás, eu já amei três vezes. Claro que tive diversas outras relações nesses 38 anos de vida. Mas amor de verdade, daquele arrebatador, foram três. Todos de maneira intensa. Os três foram, cada um em sua época, o grande amor da minha vida. Mas foram três histórias completamente distintas. Os três nada têm em comum, personalidades diversas. Todos, no entanto, amores!

O primeiro, eu deveria ter uns 18 anos. Ele era quieto, estilo meio tímido, não bebia. Era educado e gentil. Daqueles que escreviam poemas. Que sempre entregava um cartão lindo junto com o presente. Não, eu não tenho mais nenhum desses cartões. Não costumo guardar o passado fora da memória. Tenho boas lembranças e só isso. Os motivos do fim, não vou citá-los aqui, em relação a nenhum dos três. Não importam, o propósito desse texto é outro. Passamos bons momentos, planejamos morar junto e fizemos até uma poupança pra isso. Foram dois anos bem felizes, cheios de cartões, bichinhos de pelúcia e jantares!

O segundo foi o meu relacionamento mais longo. Passamos quase nove anos juntos. Completamente diferente do primeiro, esse era alto astral, se infiltrava fácil nos ambientes, era brincalhão e bebia. Aliás, bebíamos! Nossas famílias tinham uma relação ótima, nossos amigos viraram os mesmos! Costumávamos fazer várias viagens, nos divertíamos muito. Saíamos bastante! Claro que não foi perfeito, até porque se tivesse sido, estaríamos juntos até hoje.  Mas conseguimos preservar tudo de bom e manter uma relação de amizade muito forte, que segue até hoje.

amorO terceiro amor tinha o meu perfil, era “meu número”. Gostava de tudo o que se relacionava à natureza, não era muito de balada nem de álcool. Bebíamos quando estávamos a fim. Adorava atividade física e esportes. Viajava no pôr do sol, na lua, nas paisagens, nas trilhas. Era bem daquele meu jeito do “Vamos? Vamos!”. Subíamos na moto ou encarávamos o carro para o destino! Sentia um pouco a falta dele entre meus amigos, minha família, porque era era meio bicho do mato. Mas tinha meu estilo, mais natureba, de ser. Foram quase cinco anos, por aí.

Por que falar de amor?

E porque eu estou descrevendo meus amores? Pra dizer a vocês que a gente pode, sim, amar mais de uma vez. Que o amor é  sentimento construído ao longo da convivência, dia após dia. O amor nasce dos momentos de felicidade que a gente vai vivendo ao lado do outro. Ele se alimenta da troca, dos risos, da alegria de estar junto, da gostosura dos papos intermináveis, da paciência e da tolerância. Acima de tudo, da vontade de querer estar junto, de acreditar. Se não deu certo uma relação, não significa que você é fracassado. Significa tão somente que o amor não era grande o suficiente para fazer vocês quererem insistir na relação mesmo diante das adversidades e das diferenças. Significa apenas que o amor não conseguiu resistir aos contratempos do dia a dia.

Certa feita, conversando com um amigo, ele me perguntou exatamente sobre isso (daí a ideia de escrever esse post). Ele tinha acabado de terminar uma relação de sete anos e estava se sentindo um fracasso. E, para ele, aquilo era mesmo um fracasso. Porque ele não tinha conseguido manter a relação. Pois eu penso de forma totalmente contrária. Não me sinto um fracasso por ter passado por três longos relacionamentos e não ter permanecido em nenhum. E sabem por quê? Porque eu fui feliz em todos eles. Nos três relacionamentos (juntos, eles somam cerca de 16 anos de minha vida), eu tive momentos de muita alegria, de gargalhadas intensas, de projetos, planejamentos. Com os três amores, quis que a relação fosse eterna! E durante cada experiência, achei que seria.

Na balança

Nenhum dos três era perfeito. Tinham qualidades maravilhosas e defeitos chatíssimos. Assim como eu! Ninguém é perfeito, isso a gente descobre desde muito cedo. Todos duraram um certo tempo, porque a gente sempre mensura o que vem de bom e o que vem de ruim. Enquanto a balança pender pro lado das coisas boas, é porque está valendo a pena insistir. No dia que pender para o lado das coisas ruins, está na hora de fazer uma reavaliação, de repensar. Não vale a pena é você se manter dentro de uma relação que já não pode mais ser consertada, que não tem mais perspectiva de melhorar.

Porque, minha gente, fracasso não é terminar uma relação, por mais longa que ela tenha sido. Fracasso é permanecer nela quando ela já não te traz alegria, quando ela te deixa infeliz. Se for pra ficar ao lado de alguém, que seja porque vocês se fazem bem, porque existe reciprocidade, porque existe uma vontade conjunta de fazer aquela relação dar certo. Porque existem duas pessoas batalhando diariamente do mesmo lado, em prol da relação. Se já não é assim, se liberte! Se dê uma nova chance de amar de novo, de sonhar novos sonhos, de construir uma nova história. Relação não é uma sentença de prisão perpétua. Escolha ser feliz e nunca, jamais, deixe nas mãos de outra pessoa a responsabilidade por sua felicidade.

Quanto a mim, que venha o quarto amor da minha vida! Será um prazer vivê-lo!

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Amor sem neuras envolve parceria

Homer e Marge Simpson. Ela assume a ‘responsa’ e ele é o eterno garotão

O amor é um dos sentimentos mais esmiuçados e confundidos. Chamamos de amor coisas que nem de longe se parecem com ele. Criamos expectativas que os contos de fadas não dão conta de suprir. Nem mesmo zerando a tag de comédias românticas da Netflix. Inclusive porque, a depender do modelo de relacionamento vendido por esses filmes, a confusão só aumenta. E é por causa de tanto mal entendido que acreditamos que cuidar do outro no relacionamento é uma via de mão única. E toda esburacada pelo peso de carregar sozinha a história que deveria ser compartilhada pelo casal.

Quem aí nunca se sentiu pateta ao perceber que se esforçou ao máximo para que as coisas dessem certo e no fim elas deram errado por conta de tanto esforço? Quem nunca confundiu cuidado com o outro com sobrecarga? E quem nunca botou a culpa no outro pelo fracasso do relacionamento, justamente porque a pessoa que recebeu tanta dedicação não soube valorizar nosso esforço?

Primeiro, é importante ressaltar que a gente só deve se relacionar com quem nos valoriza, em todos os sentidos. Se a pessoa desmerece nosso corpo, nossas ideias, nossos sentimentos, nossos projetos e ambições, se encontra defeito em tudo o que somos ou fazemos, a solução é uma só: caia fora. Ninguém precisa de relacionamentos tóxicos para viver. Não se permita, jamais, viver relações abusivas e ser o tapete onde alguém limpa os pés.

Ser valorizada e valorizar com quem estamos não tem relação com ser mártir. Infelizmente, ainda existe quem se martiriza em nome de uma promessa de amor. Relações sadias não exigem sacrifícios, não requerem que a gente se anule ou auto-flagele. Amor mesmo, e não outros sentimentos confusos que se disfarçam de amor, não nos violenta.

Inverdades universais

Amor requer reciprocidade. Não é sua obrigação cuidar sozinha do casal

A pessoa mártir é aquela que faz questão de assumir todas as responsabilidades da relação, de controlar cada detalhe, de prover o parceiro de tudo o que ele necessita sem que a criatura sequer precise pedir. E depois, exausta, sofre por estar sobrecarregada. E o relacionamento, que era para ser bacana, vira fonte de dor de cabeça e decepções.

Nossa cultura ainda é prejudicial às mulheres em muitos aspectos. Um deles é o de propagar como verdade universal a ideia falsa de que as meninas amadurecem cedo e aprendem desde novas a serem responsáveis, a se comportarem e a resolverem os perrengues da vida diária; enquanto os meninos crescem e viram homens que aos 50 anos ainda precisam de cuidados maternos.

Na verdade, isso acontece não porque a natureza quis assim, mas porque meninos e meninas recebem educações diferentes. Enquanto somos treinadas para amar incondicionalmente, obedecer e servir; eles são estimulados a conquistar, dominar e ter todos os desejos atendidos. Já passou da hora de mudar essa educação desigual.

Para alguns homens, é cômodo ficar na posição de garotão e depois reclamar que a parceira é ‘controladora’. Ou então, deliberadamente, deixar que ela resolva as coisas chatas do cotidiano, porque é muito bom que outra pessoa esquente o juízo no nosso lugar. Mas, também é difícil, às vezes, fugir desse círculo porque tem muita gente que repete o padrão e toma para si o cultivo da relação, sem dividir as responsabilidades.

Relacionamentos afetivos são vias de mão dupla, sempre. Amor abnegado, sacrifício extremo, não esperar nada em troca, nada disso se aplica aos casais. E aqui não se trata de criar expectativas falsas sobre relacionamentos falidos, mas exigir reciprocidade. Não dá para sustentar um casal se só um lado doa, enquanto o outro vampiriza.

Seu boy não é seu filho

Você não é a mãe do seu boy!

Para começar a botar ordem nas coisas, vale lembrar que nossos parceiros afetivos não são nossos filhos. Se o cara precisa de uma ‘mãezona’ para organizar a vida dele, o problema, companheira, não é seu, é do cidadão em questão. Não assuma papel de mãe, babá, secretária, enfermeira ou qualquer outro que te deixe desconfortável ou se sentindo usada na relação. Cuidar de quem está doente, ajudar nas necessidades, gerenciar a casa, educar filhos, zelar pelo sentimento de vocês, é tarefa de ambos, não apenas sua.

Faça o boy enxergar que casais se ajudam, são parceiros, jogam no mesmo time. Porque senão fica injusto e desequilibrado, provoca sofrimento ao invés de felicidade. Se o cidadão não aprender ou não estiver pronto para fazer a parte dele na história, então é hora de avaliar se o romance vale seu esforço.

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Com um pé na estrada

estrada | foto: conversa de meninaO título desse post representa um pouco da minha vida, porque eu vivo com um pé na estrada, e resolvi compartilhar com vocês um pouquinho dessa minha rotina. Eu viajo todos os finais de semana, praticamente, para uma cidade que fica a 150km de onde moro. Meu noivo mora lá, meus cachorros estão lá, metade de minha vida acontece lá. Minha vida na estrada é solitária, em quase 100% das vezes estou sozinha, enfrentando os desafios de um tráfego intenso, alucinante e perigoso.

Não tenho medo de enfrentar horas de estrada sozinha. Antigamente, fazia um percurso de 420km só na ida. Eram quase 900km de estrada | foto: conversa de meninaestrada a cada 15 dias. Eu gosto. Gosto de dirigir na estrada, me traz tranquilidade, embora seja ao mesmo tempo bastante estressante, cansativo. Que contradição. Na estrada, a gente vê muita coisa acontecer, a gente pensa na vida, toma decisões, curte um som, se assusta, sente o coração querer sair pela boca… são muitas sensações.

Nunca presenciei exatamente uma batida. Mas já encontrei várias ao longo do tempo. Já vi caminhão virado, carga na estrada. Já vi carros completamente destruídos. Vi vítimas presas em ferragens. Já até fui estrada | foto: conversa de meninaquase vítima de acidente também. Presenciei inúmero “quase acidentes”. Generalizando a coisa, vejo o quanto somos imprudentes, irresponsáveis, inconsequentes. As pessoas aceleram mais do que é permitido, ultrapassam onde não é autorizado, desrespeitam as sinalizações.

Como somos egoístas, nossos compromissos são sempre mais imestrada | foto: conversa de meninaportantes que os dos outros. A estrada é perigosa, engana, ilude. Não a estrada em si, mas quem nela trafega, sempre com pressa de chegar a algum lugar. Um minuto de desatenção e já era. A tensão é grande e constante. Nos persegue por todo o trajeto.

Mas na vida não dá pra ter espaço pra medo. Não dá pra deixar de viver por medo. O medo não pode podar sua caminhada. Não sei por mais quanto tempo viverei assim, com o pé sempre na estrada. Também não me preocupo muito com isso.

Porque na estrada também assisto ao pôr-do-sol, me encanto com paisagens belas, ouço o canto do meu eu, reflito. Na estrada encontro comigo mesma, num longo trajeto de encantadora solidão.

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Buscando ânimo para voltar a malhar

exerciciosOlá, meninas! Como passaram o findi? O meu foi de muita reflexão sobre as necessidades do meu corpo. Sim, preciso com muita urgência voltar a praticar qualquer atividade física. Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que sempre fui bastante ativa, já fiz boxe, treinamento funcional na praia, musculação muay thay, enfim… Mas de um ano para cá, devido a mudanças significativas na minha vida profissional, acabei deixando de lado a prática de atividade física. Não foi por minha vontade, mas por circunstâncias do dia a dia.

Fato é que não estou nem um pouco feliz com isso e meu corpo começou a berrar em alto e bom som que precisa se exercitar! Estou aqui pra dividir com vocês esse meu momento, já que a necessidade do meu corpo está batendo de frente com a falta de ânimo de reorganizar a vida, incluindo a malhação e a dieta balanceada no meio de tudo. Estou um pouco perdida, nem parece que já fui tão mais ativa, mas fato é que fico me perguntando: começo por onde? E sempre me prometo que vou começar na próxima segunda, que embora esteja “próxima”, nunca chega.

É isso, meninas, queria muito ouvir vocês, saber da experiência de vocês, tentar trocar figurinhas para conseguir reunir o ânimo que preciso para retomar a rotina. Meus horários estão meio loucos e o excesso de atividade toma conta do meu dia a dia. Se puderem compartilhar suas experiências e como conseguiram promover mudanças neste sentido, agradecerei imensamente pela ajuda!! No mais, uma semana linda pra vocês, cheia de coisas boas.

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Nada paga o sorriso de uma criança…

Nada paga o sorriso de uma criança. O sorriso espontâneo por um carinho, por algumas horas de atenção, por um abraço. Vivemos tão preocupados com a nossa própria vida – já nos dá muito trabalho, é verdade, ninguém está dizendo o contrário -, que acabamos esquecendo de dedicar um pouco do nosso tempo para fazer uma criança sorrir. Este ano, eu e meus amigos decidimos não fazer apenas uma, mas mais de cem crianças sorrirem. E aqui eu conto essa linda experiência, não é a primeira por que passo, mas a primeira que venho dividir com vocês. Quem sabe vocês também não abraçam essa iniciativa!

A ideia veio por e-mail, durante a discussão para marcar o próximo encontro. Meu cunhado sugeriu, no meio da troca de mensagens: por que não reunirmos alguma verba para fazer um encontro, sim, mas em uma instituição de caridade, para que pudéssemos passar um Dia das Crianças com elas, no seu dia? A ideia pegou. É lindo sentir a solidariedade humana. É de uma felicidade imensa perceber o quanto meus amigos me dão orgulho, o quanto são humanos. Sim, nós podemos fazer alguma diferença nesse mundo. Basta querer.

Cada um fez sua doação. Compramos produtos de higiene pessoal, brinquedos, doces e reunimos roupas. Eu, minhã irmã e meu cunhado fomos levar as doações. O carro estava abarrotado de sacolas. Combinamos de chegar cedo ao Lar Vida. Foi a instituição escolhida na votação. Eles cuidam de crianças portadoras de deficiência que não possuem família e são encaminhadas pelo Juizado da Infância e Juventude. São várias as deficiências, algumas crianças são independentes, conseguem realizar as atividades cotidianas (tomar banho, comer e escovar os dentes, por exemplo). Outras, que moram no Pavilhão do Abraço, são completamente dependentes dos cuidados das pessoas que trabalham por lá.

O Lar Vida funciona em um sítio e tem uma infraestrutura bacana. Tem piscina, brinquedoteca, refeitório, dormitório, cozinha, parquinho e bastante espaço ao ar livre. As crianças que vivem por lá têm desde deficiência auditiva a paralisia cerebral grave e hidrocefalia. Quando chegamos, fomos recebidos por dezenas de sorrisos, abraços e muito carinho. Os brinquedos fizeram a festa. Eles escolhiam, não gostavam de uns, queriam o igual ao do amigo. Eles nos deram os olhares e abraços mais sinceros. Trocaram entre si os brinquedos, agradeciam com um sorriso que só uma criança pode dar. É que ali, mesmo os que possuem entre os 20 e 30 anos também são crianças.

As crianças receberam também outras visitas. Fiquei comovida de perceber que muita gente tem esse coração bom de se doar neste dia. De se doar em outros dias, de se doar! O Lar Vida virou festa! Fomos então ao Pavilhão do Abraço. Ao entrar, você imagina que as crianças que ali estão, no quadro em que se encontram, não possuem noção da realidade, que vivem no seu próprio mundinho. Mas isso é só até você ganhar o primeiro sorriso. E nós ganhamos muitos sorrisos, inúmeros. Vimos olhinhos brilhando, ouvimos sons nos chamando quando seguíamos para brincar com outra criança. Vimos um chorinho se transformar em um riso ruidoso, após um carinho.

Ali, naquele pavilhão, é sentimento puro, interação no seu sentido mais sublime. Eles sentem o nosso carinho e nos retribuem, eles respondem com suas palavras próprias, com os risos gostosos. Alguns movem apenas o rosto, e eles sorriem, sim, transbordam alegria no olhar. É um momento único, o mundo para ali dentro. Mãozinhas movem-se agitadas, sorrisos ecoam em cada cama. Brincamos com cada um deles, de carrinho, de bola… Conversamos, perguntamos como eles estavam, contamos que íamos brincar, os bonecos falavam com eles também, os carrinhos corriam por sua imaginação… E eles respondiam, os olhinhos deles respondiam…

Deixamos o Lar Vida felizes, é fato, e com um saco de brinquedos ainda no carro. Recebemos dezenas de outros sorrisos no caminho de volta, das crianças que, na rua, do nada, eram abordadas por nós para ganhar um presente e o desejo de Feliz Dia das Crianças. Foram mais abraços, mais olhinhos brilhando, mais risos abertos e palavras lindas de mães e avós que, emocionadas, agradeciam repetidamente pelo presente que a sua criança acabara de ganhar… Foi uma das experiências mais lindas que já vivemos. E que você pode experimentar também. Só depende de você!

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VOCÊS FAZEM A DIFERENÇA!!! Ane, Clara (EcoD), Clébson, Cristiane, Elisângela, Iaci, Jeferson, Josemilton, Lari, Larissa (EcoD), Marluce, Maisa, Marcus (220i), Milene, Renata (EcoD), Vanessa e Zélia. Que os nossos corações estejam sempre cheios de amor e solidariedade, para que possamos fazer a diferença SEMPRE!
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Eu e minha bike, o (re)começo

Ganhei minha primeira bicicleta quando ainda era uma garotinha. Lembro bem a circunstância. Na época, a minha rua seria asfaltada – àquela época ela era de barro – e eu e meus amiguinhos, todos pedimos aos nossos pais uma bicicleta de presente de Natal. Ficamos muito ansiosos, até o grande dia. Chegou o Natal e a criançada toda desceu com as bicicletas para inaugurar as magrelas e o asfalto recém assentado. Foi uma alegria.

A minha bicicleta era uma Caloi. A cor dela era verde, um verde pastel clarinho. O modelo era feminino, mas não tinha cestinha. Passei um tempo viciada, brincava sempre na rua, tomei algumas quedas fazendo estripulias sobre duas rodas. Até que a febre passou. E eu, menina curiosa, decidi desmontar minha bike para ver como funcionava toda a engrenagem dela, para montar depois e virar “expert” no assunto. Ah, crianças!

O que aconteceu foi que as peças foram parar em uma mochila, o quadro ficou pendurado em uma parece por muito tempo, e as rodas, esquecidas atrás de um armário. Nunca montei ela de volta. Em uma oportunidade de fazer outra criança feliz sobre duas rodas, decidi doar as peças. Lembro bem que amava aquela sensação de andar com o vento no rosto, da liberdade que ela proporcionava. Tempo bom.

Passei muitos anos sem bicicleta depois disso. Usei algumas nesse meio tempo, emprestadas por outras pessoas ou alugadas. Minhas recordações se afloram enquanto escrevo, passei algumas situações engraçadas. Certa vez, passava as férias em uma casa de praia e peguei uma bike emprestada para comprar vinho. Nesta época eu ainda bebia. Fazem cerca de quatro anos que parei. Mas voltando…

Fui à praça toda animada, parei no bar, comprei a garrafa e estava de volta, quando o saco plástico começou a romper. Na tentativa de salvar a garrafa, tomei uma mega queda! Mas o vinho ficou intacto. Levantei, peguei um novo saco plástico – desta vez, dois – e voltei para a bike, chegando em casa com alguns arranhões, mas sã e salva, e de vinho em punho.

Também aluguei bicicleta no Parque de Pituaçu, em algumas oportunidades. Nos finais de semana, combinava com dois amigos e íamos pra lá pedalar os 16km de ciclovia e tomar água de coco. Não se falava tanto em violência ou insegurança no parque, naquela época. Íamos nos finais de semana, e de lá emendávamos uma praia. Outra fase legal, que passou. Cada um direcionou a vida de uma forma, os finais de semana de folga já não coincidiam, e a pedalada ficou para trás.

Até que a vontade de pedalar nasceu de novo. E desta vez nasceu intensa, arrebatadora. Já estava decidida a adquiria a minha própria, mas fiquei um pouco perdida para escolher um modelo. Uma amiga viajou e entrou em contato comigo de lá de onde ela estava, dizendo que havia encontrado uma bike e que bastava eu autorizar a compra, para ela trazer para Salvador. Não pensei duas vezes. Uma semana depois ela estava comigo.

Recomecei a vida de pedalante. Ainda não estou do jeito que quero com relação à bike. Para minhas intenções, pedalo muito menos do que queria. A geografia de Salvador não ajuda muito os iniciantes que querem começar a usar a bike como meio de transporte, principalmente aos que moram em determinados bairros. Achei um grupo de meninas pedalantes, o Meninas ao Vento, e fui muito bem acolhida por elas, só tenho a agradecê-las!

Não faço planos nem promessas. Apenas pedalo. Sou apaixonada pelas duas rodas e sempre me pergunto porque demorei tanto a voltar a andar de bike. Mas desta vez, não vou parar. Posso não pedalar tanto quanto queria – ainda-, mas não vou parar. E, para mim, é o que importa!

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Pesquisa mostra relação das brasileiras com os cabelos

Segundo a pesquisa, o padrão de beleza ideal entre as brasileiras ainda é ser loira...

Uma pesquisa realizada em parceria pela Unilever (fabricante das marcas Dove e Seda, entre outras) e o Ibope mostra a relação das brasileiras e suas madeixas. O objetivo do estudo Brasileiras e os Cabelos é entender os hábitos e costumes das consumidoras e o resultado comprova o que o senso comum já sabe: os cabelos são a parte do corpo que merece mais tempo e esforço no ritual de beleza entre as brasileiras. Das práticas mais comuns adotadas estão o alisamento e a coloração.

De acordo com os dados prévios divulgados pela Unilever, mais da metade das mulheres entrevistadas (58%) está com o cabelo diferente do natural, principalmente as casadas. Ainda segundo a pesquisa, nove em cada dez mulheres dizem que se sentem mais confiantes se os cabelos estão em ordem. Das entrevistadas, 74% disseram que um cabelo bonito e bem tratado eleva a autoestima e 37% revelaram que quando o cabelo não está “bom” não têm vontade de sair de casa. Na pergunta sobre cuidados, 72% afirmam gostar de cuidar dos cabelos e para 37% delas, ir ao salão é uma necessidade.

...e lisa

Transformações nos cabelos – Entre as principais constatações, a pesquisa aponta que as mulheres ainda buscam cada vez mais ter os cabelos lisos. Das entrevistadas que têm cabelos transformados, 45% disseram ter realizado algum tipo de procedimento para alisar os fios. E os alisamentos, como a escova progressiva, são feitos na maioria das vezes (93%) com cabeleireiros.

As mudanças de cor dos fios também são muito comuns, sendo que 86% das entrevistadas já tingiram os cabelos. Das que tingiram, 45% fazem o processo mensalmente, sendo a cor loira a mais procurada (74%).

A pesquisa Brasileiras e os Cabelos foi realizada com 400 mulheres, de 25 a 45 anos, das classes A, B e C, nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste do Brasil.

Meu dedinho nesse angu – O resultado da pesquisa não me surpreende, dado o apelo midiático por um padrão que a meu ver não abre espaço nenhum às muitas formas de beleza existentes no Brasil, um país multiétnico. Fiz progressiva uma vez na vida e não gostei. Durante os três primeiros meses, ficou legal, mas depois de um tempo, senti falta de ser eu mesma. Prefiro meus cachos naturais, é fato. Quanto à pesquisa, ela é feita por amostragem, e dá uma ideia dos gostos e costumes das mulheres na faixa etária e classes sociais ouvidas, mas não significa que quem não tem cabelos lisos e loiros não seja igualmente deslumbrante e tampouco significa que todas as brasileiras pensam como as 400 moças ouvidas no estudo. Diversidade é a palavra da vez, não esqueçam!

*Os dados foram enviados ao blog pela assessoria da Unilever.

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