Especial Dia da Criança: hábito de leitura

O sexto artigo – terceiro publicado nesta terça – escolhido para a série Especial Dia da Criança é de Lourdes Magalhães, fundadora e presidente da Primavera Editorial. No texto, a autora fala sobre a importância de se cultivar o hábito da leitura desde a infância e desmistifica a suposta guerra: ipads x livros em papel. “Não importa qual o suporte, o importante é que as crianças leiam cada vez mais”. Apreciem sem moderação!

Lembranças “criadas” para o futuro do pretérito

*Lourdes Magalhães

Hipoteticamente, como e onde são confeccionadas as lembranças para o futuro do pretérito? Embora a pergunta pareça estapafúrdia, creio que seja legítima – afinal, a desinência “ria”, que caracteriza esse tempo verbal, é empregada também quando não se tem certeza da informação, a exemplo da frase “…ele disse que leria toda a obra de Lewis Carroll”. Trocando em miúdos, estou usando uma alegoria para questionar em que momento de nossas vidas damos “corpo” às lembranças que evocaremos futuramente. Qual é o átimo em que criamos uma boa lembrança relacionada aos livros; ao ato de participar de uma “aventura” literária? Essa reflexão se refere, especificamente, à criação de uma nova cultura em relação ao hábito da leitura em tempos de iPad e de presentes eletrônicos para o Dia das Crianças.

Não por acaso, o primeiro livro disponível para o iPad foi Alice no país das maravilhas – uma delícia para a imaginação infantil e um espanto para os adultos que ainda tentam entender as funcionalidades do aparelho. A despeito do debate sobre o livro impresso versus o eletrônico, o que tem real relevância é incentivar nossas crianças a criar, inovar, arrojar e aprender por meio da experiência da leitura. O número de leitores no Brasil será crescente à medida que toda a sociedade invista em fomentar o hábito entre as crianças. É na infância que a leitura se desenvolve e se consolida. No meu caso, por exemplo, o primeiro livro que eu realmente lembro de ter lido – e que fez a diferença na minha vida – foi Dom Casmurro. O impacto foi tanto que convenci meus irmãos e meu pai a batizar nossa cadelinha de Capitu que, diferente da personagem de Machado de Assis, viveu muito tempo. Creio que desde aquele tempo já era vidrada em livros bem escritos.

Pensando nesse futuro, fiz um exercício de pedir aos autores da Primavera Editorial que relatassem qual foi a primeira experiência que tiveram com os livros. O meu intuito era exatamente “investigar” em qual momento esses escritores se tornaram leitores; saber se foram presenteados com livros e o quanto esse presente determinou o futuro pessoal e profissional. Os relatos de Caco Porto, Edna Bugni, Luis Eduardo Matta, Gilberto Abrão, Joseph Gelinek e Márcio Kroehn fundamentam a certeza pessoal que tudo começou na infância. Embora não publique livros para o público infantil, o tema me é muito caro, porque enxergo nele o futuro do mercado editorial mundial.

Diante da profunda certeza que os livros são capazes de nos levar a outro patamar da civilização – sejam impressos ou eletrônicos – gostaria de sugerir aos pais, tios, padrinhos e avós que deem livros como presente no Dia das Crianças. Ou melhor, que deem boas lembranças para o futuro! Para tornar essa sugestão mais contundente, indico a leitura dos relatos de alguns autores da Primavera Editorial.

Boas descobertas!
Estive nas Guerras Napoleônicas, na Rússia, com Leon Tostói
“Antes de começar a ler qualquer livro, lia revistas em quadrinhos. Já fui Roy Rogers e, posteriormente, Tarzan – época em que a minha professora da segunda série era  Jane. Tempos mais tarde, tornei-me o Fantasma e transformei uma prima dois anos mais velha em minha doce Diana… Aos 13 anos, ganhei o meu primeiro livro. Na ocasião, estava estudando no Líbano e tinha tirado o terceiro lugar nos exames finais da minha classe. O diretor da escola me premiou, dando um livro escrito em árabe, cujo título seria, em português, “Animais pré-históricos”. A partir de então, tomei gosto e não parei mais de ler. Acompanhei Karl May nas viagens e nas aventuras dele – via-me dormindo no deserto do Saara e conversando com os índios no meio-oeste americano. À medida que fui crescendo, participei de outras viagens e aventuras. Estive nas Guerras Napoleônicas na Rússia com Leon Tolstói – escritor cuja morte completa 100 anos em 20 de novembro deste ano. Thomas Mann me mostrou a diferença entre o alemão protestante, rígido, e o católico, meio latinizado. Sentei longas horas com Gabriel Garcia Marquez sob a luz tênue de uma lamparina de querosene, ouvindo-o contar a saga dos descendentes de José Arcádio Buendía.” – Gilberto Abrão, autor de Mohamed, o latoeiro

Um tesouro azul
“Era inverno; os anos eram os cinquenta; a casa era antiga; a cidade era uma vila e a menina era pequena. Em uma tarde desse tempo, a menina ganhou um presente: seis pequenos livros de capa azul. Cada um com uma história familiar: Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Cinderela, João e Maria, Rapunzel e Sapatinhos Vermelhos. A menina os pegou, alisou a capa, cheirou-os e os apertou contra o peito. Tinha consigo um tesouro e sabia disso: seus primeiros livros! Um presente por ter aprendido a ler. Cinquenta anos se passaram e hoje a mulher se recorda de todas as emoções e sensações daquela tarde fria: o calor do fogão de lenha na cozinha, o barulho da água fervente caindo na chapa, o banco onde se sentou para ler, a textura do papel, o cheiro das páginas e o mundo que se abriu a partir daí…” – Edna Bugni, autora de Solstício de verão.

Um parque de diversão particular
Marcelo Marmelo Martelo, de Ruth Rocha. Como esquecer meu primeiro companheiro? Andava com o livro para cima e para baixo. Gostava da repetição dos “emes” e brincava de trocar para Márcio Marmelo Martelo, porque dava certo e me deixava feliz da vida. Em capa dura, colorido, uma grande história sobre amizade. Quem desconhece o mundo mágico das palavras perde a felicidade de estar no seu parque de diversão particular. Mas essa felicidade só existiu porque meus pais foram meus grandes incentivadores. Foram eles que colocaram a leitura em minhas mãos. E tudo no seu tempo certo, na idade certa: primeiro os infantis, depois os juvenis e as grandes obras. Eles me presenteavam com livros, eu gosto de dar livros de presente. Algumas crianças já me olharam feio, porque queriam um brinquedo qualquer. Mas foi antes da história arrancar o maior sorriso do mundo. – Márcio Kroehn, autor de Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos de Placar

Uma conta na livraria de Copacabana
“Foi, em grande parte, graças à escola que me tornei um leitor. Tive a sorte de contar com boas professoras de português e literatura que adotaram em sala de aula livros como A inspetora e o fantasma dançarino, de Santos Oliveira, nome usado pelo escritor Ganymedes José – a primeira história com mais texto do que ilustração que li. Eu tinha, então, nove ou dez anos. Na época, meu pai, vendo meu crescente interesse pela leitura, deu-me de presente uma conta em uma livraria perto da minha casa, em Copacabana. Eu podia gastar semanalmente até uma determinada quantia e aproveitei para ler muitos livros policiais juvenis como os de Marcos Rey e João Carlos Marinho; e principalmente toda a série da Inspetora. Essas são obras que permanecem como a lembrança mais marcante daqueles meus primeiros passos no mundo da literatura.” – Luis Eduardo Matta, autor de O véu
O fim dos momentos mortos, apáticos

“Acredito que o primeiro romance completo que li em minha vida foi Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas. Com esse livro, aprendi que é importante para um romance ter em seu enredo diversos acontecimentos para que não existam momentos mortos, apáticos.” Joseph Gelinek, autor de A décima sinfonia

A imaginação de um pequeno príncipe
“Aos sete ou oito anos recebi de presente O pequeno príncipe, de Antoine De Saint-Exupéry. Lembro que foi uma experiência marcante, pois o livro incitava minha imaginação. Com massa de modelar criei de monstros até casas, pessoas, carros, trens e árvores. Com papel e lápis de cera desenhei rabiscos, balões de São João e bandeirinhas ao estilo Alfredo Volpi. Com papelão colorido, cola e tesoura, montei objetos tridimensionais de todos os tipos e até hoje consigo imaginá-los planificados no papelão e depois de colados, vejo-os girando em três dimensões diante de mim. Hoje sou uma pessoa grande – o narrador bem diz, no livro, as pessoas grandes não conseguem ver o elefante dentro da jiboia, apenas um chapéu – e não me lembro de detalhes da leitura, mas lembro que fiquei orgulhoso de ter o meu primeiro livro, pois afinal, eu já sabia ler. Nas páginas de O pequeno príncipe me diverti muito com as figuras e com a fertilíssima imaginação do habitante do pequenino planeta. Creio que desenvolver a imaginação tenha sido o meu grande aprendizado com esse livro. Digo isso, deslocando para fora do corpo a pessoa grande e incorporando a criança que fui no primário. A leitura desse livro foi significativa para o meu aprendizado, socialização e sobretudo para o desenvolvimento da imaginação.  É certo que captei a mensagem do livro de uma forma há 45 anos; agora tenho que fazer uma releitura para captar a mensagem como a pessoa grande que hoje sou.” – Caco Porto, autor de As duas faces da abóbora

*Lourdes Magalhães é fundadora e presidente da Primavera Editorial. Graduada em Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com mestrado em Administração (MBA) pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em Desenvolvimento Organizacional pela Wharton School (Universidade da Pennsylvania, EUA). a executiva possui experiência como consultora de gestão por 20 anos,  tendo atuado no mercado editorial nacional e internacional desenvolvendo parcerias e contratos com agentes literários na avaliação de obras para a compra de direitos autorais. Antes de fundar a Primavera Editorial, atuou durante cinco anos em grandes editoras – período em que estudou o mercado editorial nacional e internacional.

**Material encaminhado ao blog pela Printec Comunicação.

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Leia os textos já publicados pela série:

>>Especial Dia da Criança: Preservação ambiental

>>Especial Dia da Criança: Avós e netos

>>Especial Dia da Criança: “ser” criança

>>Especial  Dia da Criança:  consumismo infantil

>>Especial Dia da Criança: o cuidador

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Dois meses de “Circuito da Dança” em Salvador

Cena do espetáculo Triscou Pegou

O projeto Circuito da Dança começa nesta quinta-feira e se estende por dez praças de Salvador nos próximos dois meses. Contemplado pelo Fundo de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, o projeto oferecerá dois espetáculos da Cia. de Dança Robson Correia em apresentações artísticas abertas ao público.

A estréia é no Largo do Papagaio, mas ao longo dos meses de outubro e novembro, o projeto passará por mais nove bairros da capital, mostrando coreografias baseadas na cultura popular, que falam sobre o universo das brincadeiras infantis e sobre a “labuta” do sertanejo. Serão contempladas com os espetáculos, praças no Abaeté em Itapuã; São Brás em Plataforma; Cruzeiro de São Francisco no Pelourinho; Praça da Sé no Centro Histórico, Praça da Revolução em Periperi; Praça 2 de Julho no Campo Grande, Praça da Soledade na Lapinha, Plano Inclinado da Liberdade e Praça do Parquinho em Tancredo Neves. Serão duas apresentações em cada praça, um espetáculo por dia.

 

Cena do espetáculo Almejo

 

Quem é? A Cia de Dança Robson Correia surgiu em 2004, com o espetáculo “Sertão” construído para apresentar no “Museu agosto de todos” evento promovido pela Dimas e com o Projeto “Mata Borrão” criado para intervenções artísticas durante o carnaval do Centro Histórico de Salvador.

Robson Correia, criador e diretor da Cia.,  traz em seu currículo uma vasta experiência no campo da arte.  Produtor, diretor, ator, coreógrafo, dançarino, figurinista e aderecista, começou sua experiência artística no Projeto “Viver com Arte” da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), onde estudou técnicas de teatro e dança. Foi aluno da Escola de Dança SESC – Nazaré, se formou em Direitos Humanos pelo Projeto PLP (Promotores Legais Populares) do Grupo de Apoio a Prevenção a AIDS (Gapa) e, recentemente, terminou a formação técnica em dança e coreografia pela Escola de Dança da Funceb

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Traça de Biblioteca: série especial do mês da criança – II

A série Traça de Biblioteca, excepcionalmente, não foi publicada nesta terça-feira porque abrimos espaço no blog para divulgar a vencedora da promoção Necessaire Conversa de Menina. Mas hoje, as dicas de leitura voltam, sendo que este mês, a série é especialmente dedicada a literatura infanto-juvenil. Na próxima semana, a Traça será publicada no seu dia habitual, terça-feira, 12 de outubro. Até o final do mês da criança, continuaremos falando de livros para os “petits”.

E as dicas de hoje são da Revista Crescer, que publicou em seu site uma lista de 30 obras infantis recomendadas pelo conselho editorial da publicação, em parceria com 40 especialistas em educação. No site da Crescer, é possível conferir os títulos e resumos de cada obra, bem como sua aplicação pedagógica. Há ainda um vídeo com trechos de cada história e dicas de como os pais podem incentivar o gosto da leitura nos filhos desde cedo.

Este é o quinto ano seguido em que a Crescer indica uma lista de livros que atendem jovens leitores em formação. As obras selecionadas falam sobre preconceito, amizade e família, entre outros assuntos, mas sempre de forma lúdica. Os autores e ilustradores, além de um troféu, também ganham o direito de exibir um selo de qualidade nos trabalhos.

Revista Crescer
– Líder no segmento infantil há 16 anos, a publicação traz dicas, orientações, informações e conselhos para mães e pais desde que planejam engravidar até que seus filhos completem 8 anos. Ou seja, toda a fase da formação da criança. Apresenta ainda histórias pessoais inspiradoras e informações de especialistas que orientam os pais que desejam cuidar de seus filhos da melhor maneira sem deixar de lado o relacionamento afetivo, a profissão, a casa e realizações pessoais. No site Crescer: www.crescer.com.br, há ainda atualizações diárias e utilização de ferramentas multimídia, com conteúdo sobre temas como gravidez, saúde, nutrição, comportamento, educação e cultura.

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Acompanhe a série completa:

>> Traça de Biblioteca: Série especial do mês da criança – I

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Veja mais sugestões de livros infantis:

>>Incentivo à leitura no Dia das Crianças

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Exposição Black Barbie pode ser vista até dia 17

Essa notícia e as fotos que ilustram o post são para matar a minha colecionadora de Barbies preferida de inveja. Até o dia 17 de outubro, o Shopping Barra hospeda a primeira mostra itinerante de Barbies negras, a “Black Barbie”, que está completando 30 anos de lançamento da primera boneca. A mostra pode ser vista na praça central do shopping, que fica na Av. Centenário, em Salvador.

Ao todo, são 83 bonecas raras pertencentes ao acervo do colecionador Carlos Keffer, que possui mais de 700 modelos, formando a mais valiosa coleção do gênero no Brasil (agora a Lady Bobbie – a quem dedico este post – mordeu os cotovelos!).

As Barbies estão separadas em 11 grupos temáticos, que exploram a era Disco, a fantasia das princesas, vestidos de gala, a África negra, entre outros temas. Alguns dos destaques são o exemplar original da primeira Barbie e do primeiro Ken afrodescendentes e a boneca customizada pelo estilista afro-brasileiro Wilson Ranieri especialmente para a mostra, além de exemplares inspirados em celebridades como a cantora Diana Ross e a atriz Halle Berry, caracterizada como personagem de um dos filmes de 007.

Além de conferir a exposição, quem passar pelo Shopping Barra, pode ainda visitar a brinquedoteca, aberta às crianças, de segunda a sábado, das 10h às 21h, e aos domingos, das 14h às 20h, com acesso gratuito. A meninada poderá brincar com bonecas Barbie e carrinhos Hot Wheels.

Serviço:
Exposição Black Barbie
Onde: Shopping Barra (1º piso, praça central)
Quando: até 17 de outubro
Entrada franca

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Artigo: Geração Y

O artigo que selecionei para esta quarta-feira serve como dica aos pais na minha faixa etária, entre os 3o e os 40 anos, e que tem filhos pertencentes à Geração Y, ou seja, as crianças nascidas a partir do final dos anos 90, os chamados filhos da revolução digital. Com uma linguagem acessível, a autora – a psicóloga Roselake Leiros – explica como os pais podem potencializar os pontos fortes dessa turminha, ajundo-os a se tornarem seres humanos que valem a pena e que terão a missão de nos conduzir a um futuro mais digno enquanto civilização. Parece utopia, mas nem por isso é impossível. Pessoalmente, acredito que o que nos mantém esperançosos, independente do caos exterior, é justamente a crença de que apesar de sermos uma espécie animal em termos biológicos, somos dotados de “humanidade”. Espero que apreciam o texto e reflitam sobre ele…

Geração Y: Todos nós estamos aprendendo o tempo todo…
*Roselake Leiros

Pois é, uns mais, outros menos; uns mais rápidos, outros mais devagar, mas todos estamos aprendendo: Pais e Filhos.

Temos repetido incansavelmente que aquela situação de pais ensinando filhos ou filhos aprendendo com os pais é coisa do passado. Agora, pais e filhos aprendem juntos, uns com os outros.

Para as crianças e jovens de hoje, conhecidos como a geração “Y”, em alguns aspectos as coisas não são muito diferentes do que para as crianças e jovens de gerações passadas. Se prestarmos atenção, sempre foi assim a cada geração, carregando as características próprias do seu tempo. Com 30 anos, os mais velhos estão fazendo a sua revolução silenciosa, diferente das gerações passadas, dos anos 60 e 70. Eles são uma força poderosa de mudança, sabem que muitas coisas do passado não funcionam mais e trazem a sua nova forma de ver e interagir com o mundo novo.

Os pais da geração “Y”, encarregados de acompanhá-los na sua trajetória de vida, têm muito mais informação e capacidade de compreendê-los e ser, assim, aliados e até facilitadores na sua missão de transformar o mundo de hoje.

Fruto dos significados da geração de seus pais, a geração “Y” tem uma condição de vida melhor a partir da liberdade de expressão, o direito de serem eles mesmos e o acesso à informação. Crescem e desenvolvem-se diferentes das crianças da geração passada. Mas cá entre nós, eles já vieram predispostos ou até predestinados a transformar velhos paradigmas, e a prova disso, são as colocações e questionamentos inteligentes e seguros de crianças ainda em tenra idade, que deixam seus pais e educadores, muitas vezes, sem saber como se portarem diante de tal sabedoria.

Fica para nós, os mais velhos, a tarefa de entendermos e aprendermos com essas criaturas maravilhosas, ao invés de criticarmos ou afrontarmos.

Quadro comparativo sobre a geração y. Assim chamada porque são as crianças que nasceram de 1997 para cá, após a revolução digital. Clique para ampliar e visualizar melhor

Rápidos, fazem dez coisas simultaneamente, preocupados consigo e dispostos a construir um mundo melhor.  Mas dependendo do ângulo em que são apreciados, ou da condução das suas vidas, estas características podem parecer possibilitadoras ou muito ruins. A verdade é que eles têm um potencial imenso e dependendo da forma que lidamos com eles, estaremos acionando pontos específicos da sua personalidade e potencializando coisas distintas.

É preciso, antes de tudo, aprender a se relacionar com eles para que seus pontos fortes sejam revelados:

– Assuma o seu lugar de pai/mãe/professor sem rebaixá-los e sim reconhecendo suas qualidades. Nessa atmosfera de respeito e verdade eles sabem respeitar, aprender e também contribuir com o que sabem.

– Seja verdadeiro, autêntico. Diga a sua verdade e quando não souber de algo, fale que não sabe e se interesse em saber. Com a sensibilidade, que é um de seus traços, eles saberão se você está sendo verdadeiro. Lembre-se, verdade é sempre respeitável.

– Respeite suas diferenças, eles têm muita energia, tem foco de atenção múltiplo e geralmente aprendem através do nível de explicação, resistindo à memorização mecânica ou a serem, simplesmente, ouvintes.

– Focados nas coisas de seu interesse, mas muito distraídos quando não interessados, por isso você deve oferecê-los coisas interessantes, estimulantes e desafiantes.

– Como eles têm grandes idéias e se frustram com a falta de recursos para realizá-las, seja nessa hora um apoio, acompanhando-os e ajudando-os a buscar recursos ou mostrando, respeitosamente, outros pontos que por ventura ainda não foram percebidos. Lembre-se que você tem muito a ensinar também, e faça-o com naturalidade, de igual para igual.

– Enfim, seja um companheiro sincero, um colaborador responsável, mas assuma o seu papel de pai/mãe/professor. Eles precisam da sua presença, pois se experimentarem muito cedo a decepção ou falha, podem desenvolver um grande bloqueio e desistir da sua melhor expressão, privando o mundo de sua luz “índigo”.

*Roselake Leiros é psicóloga, master em programação neurolinguística e especialista em desenvolvimento humano.

**Texto enviado ao blog pela Agência Contatto e publicado mediante autorização desde que respeitada a integridade do conteúdo e autoria.

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Traça de Biblioteca: Série especial do mês da criança – I

A Traça de Biblioteca começa nesta terça-feira uma série especial dedicada ao Mês da Criança. De hoje até o dia 26/10 -, portanto, última terça de setembro e as quatro terças-feiras de Outubro -, postarei exclusivamente dicas de lançamentos e/ou bons livros infanto-juvenis que vocês podem dar de presente aos mocinhos e mocinhas do coração. Vejam a primeira parte dessa Traça Especial Para Petits:

Tristão e Isolda : Coleção Os Meus Clássicos

A lenda de origem celta que conta a história de Tristão e Isolda data de antes do século XII, quando foi escrita pela primeira vez. Esta nova edição agrega uma linguagem simples, mas inteligente, recheada de muita aventura e romance, para cativar o público jovem. A autora Helena Gomes – já conhecida do público juvenil, é jornalista e professora universitária e realizou uma longa pesquisa sobre os personagens.

Autora: Helena Gomes

Editora: Berlendis & Vertecchia (www.berlendis.com)

232 páginas

Preço: R$ 39

Fred Fedorento

Rimas divertidas contam as travessuras de Fred Fedorento, um cachorro que adora brincar no meio da sujeira. Ele vive emporcalhado, fuçando as lixeiras e rolando na lama. Toda vez que alguém da família tenta dar um banho nele, a coisa fica ainda pior, porque Fred sempre escapa, derrubando o balde e espalhando água e sabão por todo lado. Isso até a chegada da Tia-avó Branca, que tem mania de limpeza e não desiste de perseguir Fred para dar um banho nele. Mas o astuto vira-lata não é nada fácil de apanhar! Fred e Tia Branca se envolvem em pega-pega, corre-corre, armadilhas e tocaias nessa aventura hilariante, que tem um final surpreendente…

Autor: Daniel Postgate

Editora: Zastras

24 páginas

Preço: R$ 29,00

Um zoológico no meu jardim

O que é, o que é? Tem aranha, mosca, vespa, bem-te-vi, sabiá, gato, tatu-bola, minhoca, peixe, gavião, abelha, cigarra, grilo…Ufa! Tem goiabeira, jabuticabeira, parreira, roseira, amoreira, limoeiro…Atenção para mais uma dica: pertence a um menino…Acertou quem respondeu que é um jardim. Mas de tão imenso, tem um zoológico com gramado e até aquário!

Autora: Mirna Pinsky

Ilustrações: Cláudio Martins

Editora: Formato

16 páginas

Preço: R$ 24,40

O Gato e a Árvore

Conta a história de um gatinho que planta um árvore e cuida dela com todo o cuidado na companhia de seu amigo corvo. A obra faz parte da coleção “História à vista”, que compõe o Projeto Zepelim, voltado para formar leitores e despertar o prazer da leitura. A coleção apresenta livros de histórias contadas apenas por imagens e que tratam de temas relacionados à imaginação e à infância.

Autor: Rogério Coelho

Editora Positivo: www.editorapositivo.com.br/zepelim.

*Número de páginas e preço não informados.

Dom Pedro II – Imperador do Brasil

Dom Pedro II foi o segundo e último imperador brasileiro. Ficou conhecido por incentivar a educação e a cultura. Mas como foi a infância e a juventude de um menino que assumiu o maior país da América Latina, com apenas 15 anos? Com o desafio de responder essa e outras perguntas, Antonio Carlos Oliveri se uniu a Rubens Matuck, e juntos, produziram o livro educativo “Dom Pedro II, Imperador do Brasil”. As páginas mostram todos os períodos da vida do Imperador, desde o seu nascimento até o seu fim, revelando curiosidades históricas da época. Com uma linguagem simples e instigante, a obra proporciona um panorama que torna compreensível ao leitor o motivo de o príncipe ser admirado pelo povo do período em que viveu e por grandes pensadores, como Victor Hugo, que o considerava “um homem da ciência”.

Autor: Antonio Carlos Oliveri

Ilustração: Rubens Matuck

Callis Editora

56 páginas

Preço sugerido: R$ 20,90

Pagu

A trajetória de Pagu é contada por Telma, uma mulher humilde que sobrevive recolhendo e reutilizando coisas descartadas por outras pessoas. Até que um dia ela encontra uma sacola especial, que contém antigas cartas, fotos, documentos e pastas. Reunindo os materiais, Telma reconstrói o mundo em que a escritora e jornalista Pagu viveu. A obra retrata São Paulo, no início do século XX, época em que ainda existia muito preconceito em relação à mulher. Com uma linguagem simples e informal, Telma mostra aos leitores de todas as idades a importância que Pagu (ou Patrícia Galvão) teve para a conquista dos direitos femininos.

Autora: Lia Zatz

Ilustração: Camila Mesquita

Callis Editora

96 páginas

Preço sugerido: R$ 26,90

Encontros e desencontros no Rio de Janeiro

A obra conta de forma curiosa a história do Rio de Janeiro. Tudo começa quando Tiago, um garoto que vive em Laranjeiras, Renata, uma menina que mora em Pavão-Pavãozinho, e Rita, funcionária da Biblioteca Nacional, encontram-se na praia de Copacabana. As páginas seguintes mostram Rita contando para os dois jovens detalhes sobre a origem e o desenvolvimento do Rio.

Autor: Luiz Bras

Ilustração: Camila Mesquita

Callis Editora

32 páginas

Preço sugerido: R$ 21,90

Chapeuzinho vermelho: a verdadeira história

Todos conhecem ou já ouviram falar sobre a clássica história da Chapeuzinho Vermelho. Uma menina que vai visitar a avó, conhece o Lobo na floresta e é salva pelo lenhador. O que poucos sabem é que essa história não é a original. Os mistérios da Chapeuzinho são revelados pelo escritor e poeta Antonio Rodrigues Almodóvar. A obra mostra, pela primeira vez, o que aconteceu de verdade com a Chapeuzinho Vermelho e sua vó, por meio de diálogos curiosos e ilustrações divertidas de Marc Taeger. O livro apresenta a versão de acordo com os textos da tradição oral francesa e os estudos do folclorista Paul Delarue.

Autor: Antonio Rodrigues Almodóvar

Ilustração: Marc Taeger

Callis Editora

36 páginas

Preço sugerido: R$ 26,90

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Veja mais dicas de livros infantis:

>>Incentivo à leitura no Dia das Crianças

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Traça de Biblioteca: John Le Carré e outras histórias

A série Traça de Biblioteca traz nesta terça-feira quatro dicas de obras de ficção e não-ficção, três da editora Record e uma da editora Prumo. As obras de não-ficção revelam a vida íntima de Charles Darwin, que já foi assunto no blog (relembre aqui) e o livro da jornalista Eliane Trindade que inspirou o filme Sonhos Roubados, de Sandra Werneck. No terreno da ficção, o destaque da semana é para uma obra de espionagem de John Le Carré e para Guernica, romance histórico ambientado na Guerra Civil Espanhola. Divirtam-se!

O HOMEM MAIS PROCURADO

Romance de espionagem de John Le Carré, conceituado autor de obras ambientadas na Guerra Fria, como O espião que veio do frio. Este livro mais recente do autor transporta o leitor a um passado bem mais recente: a guerra ao terror iniciada imediatamente após os atentados de 11 de setembro em Nova York. A trama é ambientada na cidade alemã de Hamburgo, de onde partiram pelo menos três terroristas que participaram dos atentados e onde foram identificadas várias células da Al-Qaeda. Hamburgo foi também a cidade onde Le Carré serviu como adido político quando servia ao Ministério de Relações Estrangeiras britânico nos anos 60. Aos 76 anos, os últimos 40 dos quais passados nas montanhas da Cornualia em quase reclusão, Le Carré constrói em O homem mais procurado a trama de espionagem mais elogiada dos últimos tempos pela crítica britânica e americana.  A história se passa em torno de Issa Karpov, um muçulmano que freqüenta a mesquita de Hamburgo. Filho ilegítimo de uma agricultora chechena e de um oficial russo, Karpov é procurado pelos serviços secretos dos Estados Unidos, da Rússia e da Alemanha por diferentes motivos. Ao mesmo tempo, procura, com a ajuda de uma advogada, reaver uma possível herança deixada pelo pai e evitar a deportação, em uma história onde não há uma linha clara de divisão entre mocinhos e bandidos…
Autor: John Le Carré
Tradução de Marcelo Schild
Grupo Editorial Record/Editora Record
350 páginas
Preço: R$ 52,90

AS MENINAS DA ESQUINA

O livro inspirou o filme Sonhos Roubados, de Sandra Werneck. Nesta obra, a repórter Eliane Trindade registrou relatos emocionantes da vida de seis jovens que se prostituíam para sobreviver, mas que nunca abandonaram seus sonhos. Publicado em 2005 pela Record, o livro ganhou uma nova edição. Thriller de ação, sexo e violência, permeada por lições de amor e solidariedade, a obra revela a realidade sobre a exploração sexual infantil no país. Através das palavras das próprias jovens, entre 14 e 20 anos, podemos compreender um pouco desse mundo cruel de infâncias interrompidas.  Britney, Natasha, Milena, Yasmim, Vitória e Diana, que têm suas histórias narradas no livro, são bonitas, inteligentes e têm os mesmos desejos materiais e de afeto de qualquer menina da mesma idade. A diferença é que elas vivem um eterno hoje, sem perspectivas de futuro. Não adianta sonhar com universidade porque não tiveram acesso nem a uma educação básica. Três delas são mães adolescentes, fato que limita ainda mais as possibilidades. Cercadas de violência e miséria, elas se jogam na vida sem pára-quedas…
Autora: Eliane Trindade
Editora Record
420 páginas
Preço: R$ 39,90

GUERNICA

Em Guernica – A saga de uma família em meio à Guerra Civil Espanhola, o escritor americano Dave Boling une história e ficção em um romance sobre resistência – de uma família, do amor entre os seus e das tradições bascas. A obra, publicada em mais de 15 países, é considerada um épico. Em 1935, após um desentendimento com a guarda civil local, Miguel Navarro decide deixar a ilha pesqueira basca de Lekeitio e se refugiar em Guernica, o centro da cultura e tradição bascas. É nesse isolado vilarejo de fortes valores democráticos que Miguel encontra mais do que uma nova vida: a razão de viver por alguém. Miren Ansotegui, parte de uma das mais proeminentes famílias da cidade, é a carismática e graciosa dançarina que ele encontra em Guernica. Ambos descobrem um amor, que nem a guerra, a tragédia ou a morte pode destruir. O bombardeio de Guernica, às vésperas da Segunda Guerra Mundial, foi um experimento devastador realizado pela Luftwaffe nazista durante a Guerra Civil Espanhola. Para os bascos, foi um ataque à alma de sua nação; para o mundo, um crime sem precedente na história da humanidade. Picasso ficou tão horrorizado com o ataque que  jurou alastrar sua visão em um mural que se tornaria um ícone mundial. Inspirado em uma história doméstica, o autor cria uma saga ambientada nesse contexto histórico desolador…
Autor: Dave Boling
480 páginas
Editora Prumo
Preço: R$ 54,90

A ILHA DE DARWIN

Em 2009, comemorou-se o bicentenário de Charles Darwin e o 150º aniversário de A origem das espécies. Apesar de ser seu trabalho mais famoso e um dos mais célebres do século XX, este importante livro ofusca a genialidade de obras menos conhecidas, mas não menos importantes de uma das figuras mais brilhantes da biologia. O cientista passou a maior parte do tempo de pesquisa na Inglaterra, sua terra natal, onde escreveu cerca de 20 livros sobre assuntos tão diversos como as emoções humanas e minhocas. Além de informações sobre o trabalho feito fora da Ilhas Galápagos, o autor de A Ilha de Darin, Steve Jones discorre a respeito da vida familiar e da personalidade genial e cativante do cientista.
Autor: Steve Jones
Grupo Editorial Record/Editora Record
576 páginas
Preço: R$ 57,90

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13º Encontro de Malabares, Arte e Cultura

Salvador vai sediar o 13º Encontro de Malabares, Arte e Cultura neste sábado, 25 de setembro, das 15h42 às 22h47, na Praça Pau Brasil, ao lado do Colégio Manoel Devoto, ali no Rio Vermelho. O evento é promovido pela trupe Malabares Mágicos, com programação vasta que inclui oficinas de malabares, pinturas faciais e em telas, palhaços, feirinha de artes, espetáculos e shows ao vivo. A entrada é gratuita.

Este ano, tem também o Palco Aberto, um espaço colocado à disposição daqueles que querem mostrar sua arte, apresentando um número ou alguma habilidade. Programa muito bacana, meninos e meninas. Vamos prestigiar! Ah, lembrando que em janeiro de 2011 teremos a 2ª Convenção Baiana de Malabarismo, Circo e Arte de Rua, que traz a Salvador artistas de vários cantos do mundo. Vamos esquentar os motores!

| Serviço |
13ª Encontro de Malabares, Arte e Cultura
Data: 25 de setembro, às 15h42
Onde: Praça Pau Brasil, ao lado do Colégio Manoel Devoto- Rio Vermelho.
Quanto: Gratuito

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Traça de Biblioteca em homenagem à Independência

Terça é dia de Traça de Biblioteca aqui no blog (se você está nos acessando pela primeira vez, esse é o nome da nossa coluna semanal de dicas de leitura). Mas esta terça, em especial, é o feriado da Independência do Brasil. Em homenagem a data, selecionei três dicas de livros que tratam sobre História Geral e História do Brasil, tanto a oficial quanto aquela contada nos bastidores e, na maioria das vezes, que flerta de maneira hilária com a ficção ou então descreve realidades tão absurdas que de fato parecem saídas de um conto da carochinha. Confiram:

CASTELOS E PALÁCIOS

A obra conta a história de 40 castelos e palácios que, há mais de mil anos, retratam a ambição e os sonhos do homem. Segredos, sonhos, lendas, romance e uma boa pitada de crueldade. O livro, publicado em formato luxuoso pela Editora Europa, reúne textos, fotos, localização, posicionamento histórico e desenhos 3D dos mais belos e/ou importantes castelos e palácios do mundo. Ao longo de 236 páginas, o leitor encontra construções que vão de Portugal até o Japão, passando por Espanha, França, Inglaterra, República Checa, Romênia, Rússia, China e etc, num passeio por mil anos de história e evolução de escolas arquitetônicas. Entre as curiosidades retratadas, o fato de alguns castelos e palácios terem abrigado não apenas reis, príncipes, imperadores e a nobreza em geral, mas também personalidades importantes do mundo das artes, da literatura e da filosofia. Leonardo da Vinci, por exemplo, participou do projeto de muitos castelos do Vale do Loire, na França, tanto que está enterrado no castelo de Amboise. Já Franz Kafka viveu alguns meses em uma pequena casinha no Castelo de Praga, enquanto Martinho Lutero fundamentou parte das famosas teses que deram origem à Reforma Protestante no Castelo de Wartburg, na Alemanha.

Editora Europa (www.livrariaeuropa.com.br)

236 páginas

Preço sugerido: R$ 99,90

A OUTRA HISTÓRIA DO BRASIL

Por que Tiradentes tinha uma barba parecida com a de Jesus Cristo se era militar, e militar não tem barba? Por que D. Pedro I, que era português, libertou o Brasil de Portugal? Por que o Brasil foi excluído das grandes guerras? Essas e outras tantas perguntas são respondidas com muito humor no livro A outra história do Brasil – A versão desavergonhada e sem cortes que explica tudo. A obra mostra o lado cômico da história do país sob o ponto de vista de Jovane Nunes, ator e redator de programas de TV e da Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo. É um convite para entender como tudo começou sem parar de rir, como na versão do escritor para a carta que “Pero Vaz de Caninha” escreveu, comunicando a descoberta das terras brasileiras: “Pero Vaz de Caninha, barman da frota de Cabral, mesmo embriagado, redigiu esta carta ao rei D. Manuel I para lhe comunicar as peripécias do cruzeiro marítimo que acabou no descobrimento de novas terras. Datada de 1º de maio de 1500, em Porto Seguro, este é o primeiro documento etílico escrito da nossa história”. A partir daí, a história segue em mais 12 capítulos (são 13 no total), com divertidas ilustrações criadas pelo ator e designer Welder Rodrigues. A outra história do Brasil é também um absurdo estudo antropológico e sociológico do nosso país. No capítulo sobre as capitanias hereditárias, o autor filosofa sobre a política do país: Com o Brasil já descoberto, o que dava a Portugal um enorme pedaço da América, o rei de Portugal, D. João III, deparou com a mesma dúvida que Lula teve ao assumir o governo: “o que fazer com isso?”. Apesar de usar datas, fatos e personagens reais, os autores brincam com a história e dão a sua versão debochada para os acontecimentos. A Traça de Biblioteca recomenda que seja lido como diversão e não como recurso didático.

Editora Planeta (www.editoraplaneta.com.br)

Atendimento ao Consumidor: (11) 3087-8888

192 páginas

Preço sugerido: R$ 29,90

ELES FORMARAM O BRASIL

Já essa outra dica aqui vale a pena ter à mão para consultas escolares. Durante anos, a História do Brasil colonial foi narrada a partir dos ciclos econômicos e dos feitos heroicos de grandes personagens. Em muitos casos associados às batalhas, ao sacrifício, à entrega, ao grito de independência. Focando no humano, os historiadores Fábio Pestana Ramos e Marcus Vinícius de Morais selecionaram 12 personagens da história colonial e descrevem suas trajetórias neste livro. As personalidades escolhidas representam e simbolizam momentos significativos do mundo colonial. Alguns nomes são conhecidos do grande público e outros nem tanto. Caramuru tornou-se exemplo conhecido dos primeiros tempos do descobrimento. Dizendo-se náufrago, mas na verdade degredado, representa as dificuldades do momento inaugural da colônia. Bartira simboliza ao mesmo tempo o elemento indígena, na imagem de uma mulher, e o contato com o universo português. Manuel da Nóbrega e os jesuítas; Raposo Tavares e as bandeiras são duas figuras marcantes. Quem foi Branca Dias e Fernão Cabral Taíde? A Inquisição se fez presente a partir desses dois nomes. Ela representa os cristãos-novos, as perseguições, o preconceito contra os judeus. E a história dele mostra como a violência e o abuso de poder dos senhores de engenho era usual na época. Ambos foram processados pelo Tribunal do Santo Ofício. Já o insurgente Manuel Beckman nos traz outra face dos poderosos latifundiários. A presença holandesa aparece na figura de Maurício de Nassau – nos gastos e luxos de sua corte holandesa em Pernambuco e, também, nos artistas que fizeram as primeiras imagens do Brasil colonial. O barroco e o período da mineração ganham as páginas com o poeta satírico Gregório de Matos e com Felipe dos Santos, líder de uma revolta em Minas. O mundo da escravidão, o espaço concedido às mulheres e a grande circulação de diferentes culturas, que foi a região das Minas, estão ainda contemplados no capítulo dedicado a Chica da Silva. O último biografado é o Marquês do Lavradio, que nos apresenta a crise do Antigo Regime, o reformismo ilustrado, a era do Marquês de Pombal e o reinado de D. José I.

Autores: Fábio Pestana Ramos e Marcus Vinícius de Morais

Editora Contexto

272 páginas

Preço sugerido: R$ 43,00

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Traça de Biblioteca: futurismo, juvenis e outras histórias

A Série Traça de Biblioteca destaca nesta terça-feira quatro lançamentos de 2009, da Editora Record, que ainda não tinham sido indicados aqui no blog, mas que valem a leitura. O bom dos livros é que eles (na maioria das vezes) não tem prazo de validade e podem ser apreciados em qualquer tempo, desde que o leitor tenha em mente o contexto em que as histórias foram escritas. Confiram as sinopses, escolham o preferido, corram até a biblioteca ou livraria mais próxima (sim, minha gente, eu sei que existe I-Pad, mas nada se compara ao prazer e ao fetiche de um livro nas mãos) e divirtam-se!

DELACROIX ESCAPA DAS CHAMAS

O escritor Edson Aran nos transporta para o ano de 2068, em São Paulo, onde os habitantes das cidades-cubo vivem protegidos em shopping cities, onde moram, consomem e trabalham. Fora dali, os sem-crédito disputam o território com narcotraficantes, monarquistas (separatistas liderados por Dom Pedrinho de Orleans e Bragança, o dom Pedro III) e outros fanáticos. Neste futuro inóspito, grupos guerrilheiros como os Marxistas Teocráticos jogaram o Brasil numa guerra civil e a França virou um califado islâmico que queima museus inteiros, mas não consegue impedir que um Eugene Delacroix escape das chamas e venha parar em São Paulo, onde vive o crítico de arte Wagner Krupa. A ideia de transformar um shopping center no grande útero onde as pessoas nascem, crescem, trabalham, se divertem e morrem, sem conexão com o inferno exterior, também já foi explorada por José Saramago, no genial A Caverna. Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo e A Ilha), por sua, foi um dos pioneiros em imaginar um futuro ultra-tecnológico e de grande controle social imposto pela elite dominante. O diferencial em Delacroix é que o autor ambienta essa nova babel high tech no Brasil e mistura elementos de um grande thriller de ação, com humor e ironia para contar sua história.

Edson Aran
Editora Record
176 páginas
Preço: R$ 29,00

SR. GUM E O BISCOITO BILIONÁRIO

Vencedor do Blue Peter Book Award, da BBC, do Roald Dahl Funny Prize e do Red House Children’s Book, o único prêmio infanto-juvenil da Inglaterra decidido com votos de crianças,  a série de Andy Stanton protagonizada pelo mal-encarado Sr. Gum é sucesso editorial com direitos vendidos para 25 países. Com mais de 500 mil livros vendidos na Inglaterra, a série também é sucesso de crítica. Surreal, hilário, esquisito e irresistível, Sr. Gum transformou Andy Stanton em revelação da literatura infantil, comparado a Roald Dahl, de A fantástica fábrica de chocolate. Neste segundo volume da série, Sr. Gum e o biscoito bilionário, Andy Stanton  coloca o protagonista às voltas com a tentativa de roubar a fortuna de um sujeitinho bem exótico: um homem feito de pão de mel e com passas no lugar dos olhos, músculos elétricos e faíscas pulando ao seu redor.

Andy Stanton
Galera Record
192 páginas
Preço: R$ 25,00

CRUÉIS, VIS E ORDINÁRIOS

Romance de estréia de Al Gomes, em que o autor constrói uma sórdida e envolvente narrativa policial ambientada no Rio de Janeiro. Com um conteúdo impiedoso (lembra João Ubaldo Ribeiro e seu amoral personagem de O Diário do Farol), o livro traz ainda uma boa dose de ironia e sarcasmo no enredo, que se desenvolve a partir do assassinato de Monique Rimel, uma modelo aspirante a atriz. O principal suspeito é o cineasta Marcelo Braga, mas tudo se torna duvidoso: desde a abordagem da imprensa ao caso, até o descaso da polícia e as relações que a jovem mantinha com importantes políticos e empresários. Tem algumas semelhanças também com Twin Peaks e com Os últimos dias de Laura Palmer, respectivamente série de tv e um longa inspirado na série, ambos dirigidos pelo cineasta David Lynch.

Al Gomes
Editora Record
256 páginas
Preço: R$ 36,00

O QUE TE FAÇA FELIZ

Três amigas de longa data se encontram todos os meses com um único objetivo: queixar-se dos filhos: Matt, Paul e Daniel, que estão na casa dos 30 anos, mas não querem saber de casamento ou paternidade. Após mais um Dia das Mães sem telefonemas, as três decidem visitá-los para descobrir o que os impedem de se tornar adultos. O resultado é uma hilariante trama que emocionará tanto as mães, que às vezes são atenciosas demais, quanto os filhos, que acham que sempre podem se virar sozinhos…

William Sutcliff
Editora Record
336 páginas
Preço: R$ 46,00

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