A vida está corrida nesses dois últimos dias e por isso, Gio, Lane e eu ainda não postamos por aqui toda a cobertura completa do encontrinho “Blogueiras, Beleza e Delícias”, que reuniu algumas das moças que falam de moda, estilo, gastronomia e comportamento feminino, em Salvador, na última terça, dia 08, à noite, no espaço Beleza e Café, da Frio Gostoso Pituba. O evento foi promovido em parceria pelo Conversa e a Quarta Via Assessoria de Comunicação, teve o apoio da Frio Gostoso Pituba e da Mary Kay e como convidada especial, a make up artist Valeria Meier, baiana radicada na Suiça, que ensina em importante escola de moda e beleza de Zurique e que fará um editorial para a Modacycle aqui em Salvador, ainda neste verão. Gentilmente, Valeria aceitou dar dicas de maquiagem para as convidadas e ensinar alguns truques, que nunca são demais!
No final do eventinho, fizemos o sorteio de um Kit da Mary Kay, montado pela diretora independente da marca, Sara Lemes, e pela consultora independente Mariana Mendes. Na ocasião, as duas também fizeram demonstração de produtos. E embora algumas blogueiras presentes já conhecessem a MK, outras aproveitaram para marcar sessões personalizadas. Prometi para as meninas presentes (o sorteio foi feito com todas as blogueiras que compareceram), que iria divulgar aqui no blog o nome da vencedora, já que algumas das moças tiveram de ir para casa mais cedo, por compromissos de trabalho e família. Afinal, sabemos bem disso, não é fácil se dividir em tantos papeis e ainda ser glamourosa. Recebi, por exemplo, mensagem via email de algumas meninas convidadas que não puderam comparecer e quero avisar aqui para elas (embora já tenha respondido os emails e os tweets) que entendemos perfeitamente a correria cotidiana. Todas as meninas convidadas fizeram falta e esperamos contar com vocês numa próxima oportunidade.
O kit sorteado continha: Um sabonete em gel 2 em 1 (corporal); uma loção hidratante corporal; um estojo para colocar maquiagem, com espaço para pincéis retráteis, ou sombras, pó ou blush, a depender do gosto da dona; um pó mineral (refil) para colocar no estojo; e um sabonete 3 em 1 de limpeza facial Timewise.
Alguma das convidadas presentes deram uma passada no eventinho depois de ter conferido outro importante acontecimento de moda (o lançamento da Coleção de Inverno 2011 da Le Lis Blanc). Para estas e todas que compareceram, vencendo o cansaço de um dia de trabalho – e o trânsito da cidade – para nos prestigiar, um recadinho especial: a gentileza de vocês é encantadora! Obrigada de coração, mais um vez!
Mas, deixando de enrolar no discurso (senão fica parecendo o Oscar), a vencedora do Kit foi a Mandy, do blog Mandy e Mais. O sorteio foi feito assim: Cada blogueira que chegava, colocava seu nome num cartãozinho branco, que depositamos numa caixinha. Daí, no final do evento, o Bruno Matos, um dos sócios do Frio Gostoso Beleza e Café, sorteou um cartãozinho e voilá, Mandy faturou o mimo! Esperamos que ela aprecie os produtos.
E em breve, cobertura completa aqui no blog, com muitas fotos e as dicas de Valeria, para vocês leitores também aprenderem alguns truques da especialista e arrasarem na make!
Débora amava Everaldo desde criança. E desde criança ele sempre a tratava como uma irmãzinha mais nova. Estava sempre por perto, ajudava a segurar todas as barras, secava suas lágrimas, a fazia rir, a levava para lá e para cá quando ela estava sem carro, até pagava as dívidas do seu cartão de crédito! Mas não queria ir além daquilo. “Somos amigos, quero ser seu amigo para sempre”. Mas ela queria mais, ela queria abraços que os transformassem em um só, queria beijos de tirar o fôlego, queria cenas de ciúmes, queria cartas de amor, serenata, sexo, carinho, quatro filhos, uma casa amarela, dois cachorros e um gato. Já tinha dito para ele, com todas as letras: ” eu te amo”, tinha se descabelado, tatuado o nome dele na pele, com henna, dançado nua, pixado as paredes do quarto, mudado de cidade cinco vezes para segui-lo nas trocas de emprego, tinha se humilhado, implorado, chorado, gritado, tinha feito tudo o que as mulheres apaixonadas fazem e ido mais além. Ele continuava indiferente, oferecendo as migalhas de uma amizade que a torturava, mas sem a qual não sabia viver. Um dia, Débora desencantou. Ocorreu quando aquele cara novo tinha entrado na sala de aula, sorrindo para ela. Ele perguntou se ali era a turma de Literatura Comparada I. Depois, puxou a cadeira sem cerimônia, sentou ao seu lado, pegou seu caderno de capa lilás e escreveu: “Oi, me chamo Orlando e você tem os olhos verdes mais bonitos que já vi na vida!” O mundo voltou a mover-se, a henna desbotou, uma pintura no quarto apagou o nome de Everaldo, outra pintura riscou por cima o de Orlando, tatuado com agulha, em letras verdes e brilhantes, na pele de Débora. A casa dos dois era amarela, mas o jardim tinha todas as cores. Tiveram dois filhos e duas filhas. Havia dois cachorros, o gato Snack e a coelha Pretinha…Everaldo? Corre atrás dela até hoje. Se descabela, implora, pinta seu nome nas paredes, se humilha, promete o céu, a lua, chora e lamenta o tempo perdido.
*Originalmente publicado em fevereiro de 2010, na série Mulher Sem Retoque, do meu blog pessoal, o Mar de Histórias.
**Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.
O vestidinho vintage é um dos modelos do blog Vestido Nosso de Cada Dia. E a citação, um trecho de que particularmente gostei no novo livro da Meg Cabot… Divirtam-se!
“- Como é que você ficou assim tão esperta? – pergunto, chorosa.
– Sou formada em psicologia, lembra?
Concordo. O novo emprego dela é fazer aconselhamento a mulheres em um programa sem fins lucrativos que ajuda vítimas de maus-tratos domésticos a encontrar moradia alternativa, conseguir mandados de proteção e assegurar benefícios públicos como vale-alimentação e auxílio financeiro para os filhos. Do ponto de vista salarial, não é lá grande coisa. Mas o que Sharie não recebe financeiramente, compensa por saber que está salvando vidas e ajudando as pessoas (principalmente mulheres) a conseguir uma vida melhor para si e para os filhos.
Mas, se você for pensar bem, nós que trabalhamos no ramo da moda fazemos a mesma coisa. Não salvamos vidas, necessariamente. Mas ajudamos a vida a ser melhor, do nosso jeitinho. É como diz a canção… as meninas se cansam de usar o mesmo vestido esfarrapado todos os dias.*
Nossa função é arrumar uma roupa nova para elas (ou pelo menos uma velha reformada), para que possam se sentir um pouco melhor com elas mesmas.”
*Da música Try a little tenderness, de Irving King e Harry M. Woods.
(in CABOT, Meg. A rainha da fofoca em Nova York, p. 48. Ed. Galera – Record, Rio de Janeiro, 2010.)
A comédia De pernas pro ar (direção de Roberto Santucci), protagonizada pela atriz Ingrid Guimarães terá pré-estreia nos cinemas de Salvador a partir desta sexta-feira, dia 24. A estreia nacional do longa que conta a história de Alice, uma workaholic que aprende a levar a vida com mais leveza após perder o emprego, será dia 31 de dezembro. A data é meio ingrata, véspera do Reveillon, mas o tema tem apelo principalmente junto ao público feminino, já que nós mulheres estamos eternamente nos dividindo entre os papeis de mãe, profissional, amantes, amigas e o que mais apareça. Por aqui, quem quiser conferir a pré-estreia deve ficar atento aos horários dos cinemas. Boa parte das redes, como a UCI Orient só terá sessões iniciadas até 17h nesta véspera de Natal ou começadas após às 14h, no dia 25, feriado natalino. A classificação indicativa é 14 anos.
E já que falei nos múltiplos papeis femininos, vale destacar o teaser hilário que já está no canal De pernas pro ar do Youtube. No vídeo, que vocês conferem abaixo, Ingrid Guimarães brinca com alguns estereótipos da femininilidade e toca no tema tabu do orgasmo. Claro que, ao invés do ar professoral de sexóloga, ela encarna a “psicológa de almanaque” e nos explica direitinho os diversos tipos de orgasmo que existem e de que forma o gozo define a personalidade da mulherada. Vale a pena rir um pouco e começar a descontrair para o feriadão que se inicia. De repente bate uma inspiração… Divirtam-se:
Para quem ainda não sabia, o Conversa de Menina foi um dos blogs femininos da web contemplados com convitinho especial da atriz para conferir De pernas pro ar nos cinemas. Em um teaser gravado com exclusividade para a gente, Ingrid convida “a galera do blog Conversa de Menina” para prestigiar seu novo trabalho.
E então, vamos ao cine!
Assistam também ao teaser da atriz feito especialmente para o nosso blog…
Publiquei recentemente lá no meu blog pessoal, o Mar de Histórias, uma resenha sobre a biografia de Lélia Gonzalez, lançada pelo Selo Negro Editorial. Na obra, os autores, Alex Ratts e Flavia Mateus Rios, reconstituem a vida da militância acadêmica, política e social dessa intelectual negra brasileira muito atuante entre os anos 70 e 90, co-fundadora do Movimento Negro Unificado, feminista, politizada, mas com uma capacidade ímpar de manter o foco no ser humano e nos seus paradoxos, sobretudo nas questões raciais (aqui vocês leem a resenha e ficam sabendo mais sobre o livro).
Lélia Gonzalez
Essa semana, pelas estatísticas do Google, vi que um texto meu, escrito em março de 2009 aqui no Conversa, relembrando bell hooks e minhas aulas como ex-aluna especial do mestrado em Letras na UFBA, foi citado por uma blogueira carioca, ex-aluna do famoso colégio Pedro II e bacharel em História, autora do blog …ou barbárie, uma mistura de diário pessoal e acadêmico que ainda estou explorando, mas que à primeira vista, agradou pela força das palavras da autora. A blogueira, num texto sobre a nova campanha publicitária da cerveja Devassa, que viu numa revista carioca, refletia sobre a redução das mulheres, sobretudo às negras, ao corpo (aqui vocês leem o post dela).
Qual a relação de uma coisa com a outra? Bem, é que lendo a biografia da Lélia, vi que muito do que ela refletia – dos paradoxos da questão racial brasileira – tem muita ligação com o texto da autora de …ou barbárie. Sendo que, como Lélia morreu há 16 anos (em 1994), a sensação de que pouca coisa mudou de lá para cá me frustra. Ao mesmo tempo, ver uma pessoa muito mais jovem manter tanto as ideias de Lélia quanto as de bell hooks vivas e sendo discutidas, dá o conforto de acreditar que ainda resta esperança e que campanhas publicitárias machistas e reducionistas como a dessa marca de cerveja tem sobrevida contada…e o tempo está acabando.
bell hooks
Fiz um teste. Busquei no Google referências a “campanha da cerveja Devassa”. Surgiram dezenas de links para uma polêmica envolvendo peça estrelada pela socialite norte-americana Paris Hilton, em março deste ano. Nenhuma referência a uma possível polêmica sobre a campanha denunciada pelo …ou barbárie agora em dezembro. A peça publicitária com Paris, “Bem Loura”, entrou fácil na mira do Conar (ao menos segundo reportagem publicada aqui no site de O Globo). Na campanha nova, a que ainda não está na mira dos órgãos reguladores da propaganda no país, uma modelo negra, com o estereótipo da “mulata Sargenteli”, aparece em pose sensual. Logo abaixo, a frase: “é pelo corpo que se reconhece a verdadeira negra”.
Paris Hilton em campanha da "Bem Loura"
Acredito que o bom entendedor não precisaria mais do que as meias-palavras do parágrafo acima. Mas em se tratando de machismo e de racismo, meias-palavras nunca bastam. O machismo atinge todas as mulheres, é fato, independente da cor da pele, da grossura do fio do cabelo, da conta bancária. E para manifestar-se, independe de gênero e orientação sexual. Lógico que, aquelas mulheres mais bem nascidas podem sentir menos os efeitos do machismo – fruto de toda uma construção ideológica e cultural de no mínimo dois mil anos -, porque possuem outros mecanismos de defesa. Mas prova de que o machismo é universal é a polêmica envolvendo a loirissima e riquíssima herdeira da cadeia de hoteis Hilton. E por favor, quem quiser tentar me convencer de que a foto acima não é machista, poupe o trabalho, porque como dizia a boa e velha Lélia, minha cabeça já está feita para a questão da relação masculina com o corpo feminino.
Mas, o racismo, esse manifesta-se majoritariamente tendo como alvo as mulheres negras e os estereótipos tão arraigados que se construíram a partir da redução do negro ao corpo. A autora de …ou barbárie filosofa sobre essa questão tendo por base estudos de mulheres como bell hooks e Lélia Gonzalez. Não digo com isso que mulheres índias não sofram preconceito (e é sempre bom lembrar que os portugueses chamavam aos índios de “negros da terra” durante a colonização). Resumo da ópera: o machismo e o racismo vão atuar juntos quando falarmos de mulheres não-brancas.
Reprodução da campanha da Devassa publicada em revista de grande circulação. A imagem é do blog ...ou barbárie
Lélia Gonzalez, que mesmo sendo feminista tinha uma leitura crítica do movimento, costumava sempre lembrar que a questão da mulher negra demorou para ser percebida pelas feministas não-negras. Isso porque, é muito fácil defender bandeiras pelos direitos das mulheres, mas a coisa se complica por exemplo quando a mesma mulher feminista mantém na cozinha de sua casa uma mulher negra que, só pela condição social mais baixa já está sofrendo opressão e nesse caso, não só masculina, mas da patroa branca também. É paradoxal e só agora tanto os movimentos feministas quanto aqueles de militância em prol da causa negra começam a acordar para a situação.
A questão é que o racismo tem nuances muito mais sutis do que o machismo, ao menos no Brasil. Por aqui, graças a nossa herança ibérica, sabemos bem que o homem brasileiro – ampliando as fronteiras – o homem latino – é machista na essência. Em maior ou menor grau, variando desde o agressor de mulheres até o carinha descolado que diz ter muitas amigas, mas empomba com “coisinhas” como o tamanho da saia da namorada ou o fato dela querer andar com os cabelos cortados a la joãozinho, “porque mulher para ser mulher precisa ter madeixas de madalena”. Ou então, que apesar de defender o comportamento liberal das mulheres em relação ao sexo, não se furta a jogar pedra nas elisas e geyses da vida. Sendo que aqui nesse setor: o das “vagabundas x moças de respeito”, o machismo também é feminino.
Sargenteli e as mulatas
Com o racismo, a sutiliza ocorre porque quando não é abertamente praticado por entidades que rezam na cartilha da ku klux klan, ele se manifesta veladamente na política de “democracia racial feliz e contente” vendida pelos órgãos de turismo como ideal de Brasil, herança do Estado Novo. Sob o mito da democracia racial, defendem alguns estudiosos da questão no país, esconde-se uma política de anulamento – ou atenuação – da negritude. A “morena brasileira” é sinônimo de mulher caliente, gostosona, permissiva e não-100% negra, leia-se, não inferiorizada. Outros estudiosos mostram o lado oculto da moeda, que a democracia racial que “amorena” o Brasil, também pratica a aniquilação – ou atenuação – da branquitude. Com certeza toda moeda tem dois lados e toda questão tem centenas, mas aqui falamos de opressão e sabemos que no nosso país, quanto mais tinta na pele, maior o grau dela. Os mestiços, como eu mesma, ficamos no centro da fogueira e tentamos encontrar nosso lugar entre dois mundos em colisão. E aqui, vale lembrar, embora o foco do post sejam as mulheres, os homens negros também sofrem tanto o preconceito quanto a redução de sua essência ao corpo e ao mito do negão bem dotado e fogoso. Sem contudo, deixar de ser machista e de em nome da supremacia do macho, oprimir as mulheres negras. Já viram que é tema pra muita conversa não é?
Tia Anastácia e a patroa, dona Benta
Mas, o que quero dizer com este post enorme é que essas questões raciais e de sexo permeiam, via discursos subliminares e entrelinhas, campanhas publicitárias como essa da cerveja, em que tanto a figura da mulher (do feminino) quanto a da negra são reduzidas ao corpo e ao instinto sexual (a serpente do paraíso, aquela que tenta Eva e que leva Adão a perder o juízo). O senso comum acaba deixando de refletir a respeito das propagandas, das novelas, da complexidade de relações entre a patroa e a empregada, porque dá muito trabalho cavar fundo sob tantas camadas, então, a educação formal e aquela recebida em casa, na rua, na comunidade, continuam disseminando esses discursos velados.
Mas, é preciso cavar e debater todos os ângulos desse prisma, esmiuçar e compreender, porque só assim, quando, como dizem os militantes, houver uma “tomada de consciência coletiva”, é que poderemos finalmente usar tanto a bandeira de democracia racial (num país que aceita todas as cores e que não tenta diluir) quanto de gênero (numa aceitação não apenas do macho e fêmea normativos, mas das orientações sexuais que fogem à regra). Folgo em saber que mais gente, como essa blogueira do …ou barbárie, mantém a chama do debate permanentemente acesa.
*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.
Depois do nosso blog receber o convite da atriz Ingrid Guimarães para a estreia do filme De Pernas pro ar, fiquei curiosa em conferir o trailer oficial. São Youtube dos Cinéfilos, lógico, já está com diversos teasers, trailers, vídeos de entrevistas com o elenco e toda aquela infinidade de prévias que despertam o interesse para uma nova produção.
Pelo que conferi no trailer, o filme parece brincar com os estereótipos da feminilidade nos dia de hoje, mas embora seja uma comédia despretenciosa, imagino que renderá pano para a manga das reflexões. Por ser comédia, a intenção é nos fazer rir dessas pequenas situações do cotidiano que envolvem carreira, marido, filhos e ser mulher. Confesso que o convite vip da atriz (ainda estou meio boba com isso, não vou mentir!) e o trailer atiçaram minha curiosidade ao extremo.
Fiquei ainda mais curiosa é em conferir se de fato o tratamento vai ser leve, mas sem ser raso. Tenho em mente que a função principal do filme é entretenimento, mas vocês bem sabem como as mulheres são, até na diversão existe aquele irrestível impulso para uma boa DR!
Além do mais, quem disse que comédia não pode fazer pensar?
Uma semana após o anúncio do noivado do príncipe William com a bela plebéia Kate Middleton, a Família Real inglesa anuncia que o casório acontecerá no dia 29 de abril de 2011. A festa, como todas as festas da realeza, já está revestida por camadas e mais camadas de expectativa e, desde o vestido – que já se especula seja feito pela estilista brasileira Daniela Issa, tudo porque o wrapping dress azul cobalto do anúncio do compromisso foi dela; até o anel com uma generosa safira azul rodeada de diamantes, que pertenceu à Lady Di; até o palco da cerimônia, a Catedral de Westminster – onde os reis e rainhas ingleses sempre são coroados – tudo contribui para reeditar o conto de fadas que quase parou o mundo em 1981, quando Charles e Diana se casaram. Só que, nestes tempos de novas tecnologias da comunicação, as coisas vão acontecer em escala mega-planetária. Um doce para quem adivinhar o trending topic do Twitter no dia da boda…
O casamento do pai e da mãe de William foi visto pela televisão por cerca de 28,4 milhões de pessoas, em tempos em que a internet não era o que é hoje, não havia celular e o Twitter não era nem mesmo um sonho dos mais dourados de quem quer que fosse. Agora, a expectativa é que o casório de Kate e William atraia cinco vezes mais público do que a boda de 29 anos atrás. Mas eu desconfio que o fator multiplicador seja maior ainda, tendo em vista que a cultura do entretenimento também mudou muito e a vida das celebridades, reais ou plebéias, virou alvo de curiosidade em proporções jamais vistas.
Kate Middleton e o príncipe William formam o estereótipo do casal perfeito: lindos, ricos, bem-sucedidos, cheios de amigos, descontraídos e apaixonados
Hoje em dia, quase todo mundo quer saber da vida dos outros, principalmente se os outros são lindos, jovens, milionários, cultos, até onde se sabe apaixonados há oito anos, e o noivo é um príncipe – segundo na linha sucessória do trono inglês – e a noiva, uma quase cinderela. E é aí que reside o mote do meu post: a Cinderela. O mito da Kate-Cinderela moderna que estudou nas melhores escolas – o casal se conheceu na faculdade – tem fama de ser independente, de personalidade forte e habilidosa com a imprensa.
Aparentemente, Kate é uma mulher moderna, mas vai entrar numa roda viva de tradicionalismo, formalidades e ritos que capturou e quase engolfou Lady Di, que se safou por ser simpática, habilidosa e mesmo ardilosa, até por que, diz-se que a meiga Lady Di, usava e abusava da imprensa para atingir seus propósitos. Então, ela dava à imprensa infindáveis libras de lucros materializadas em fotos em páginas de tablóides e revistas, e conseguia dar visibilidade ao que achava importante como suas ações sociais que ganhavam repercussão com o mesmo peso e impacto.
No começo, Di era uma mocinha ingênua que não sabia que estava entrando num ninho de cobras e nem que seu marido sonhava em ser o Tampax da mulher com quem se casaria depois da morte trágica da primeira esposa. Reinventou-se inteligentemente e entrou para a história como mito, como a Princesa do Povo e como a mulher responsável por obrigar a Rainha Elizabeth II a se pronunciar respeitosamente em relação à morte da ex-nora, quebrando o orgulho da realeza que nunca entendeu o carisma da English Rose. Mais detalhes sobre isso, você pode encontrar no filme A Rainha, estrelado pela atriz Helen Mirren e dirigido por Stephen Frears (veja aqui o trailler).
A Princesa do Povo, ou English Rose, Lady Di, começou tímida mas, aos poucos, desenvolveu habilidade de lidar com a resistência da Família Real e a curiosidade da imprensa mundial
Eu não acompanho exatamente a trajetória de Kate Middleton, mas pelo que andei vendo e lendo nesses dias de emotividade internacional devido ao casamento, ela já caiu nas graças da Família Real e também da mídia, o que é um trunfo, em se tratando da sanha por notícias dos tablóides sensacionalistas ingleses. A moça não parece ter ficado exatamente em casa esperando a chegada do príncipe com o sapatinho de cristal perdido depois que sua carruagem virou abóbora. Kate é filha de um empresário, ex-piloto de avião e de uma aeromoça.
Educada nas melhores escolas, fez o curso superior na Universidade de St. Andrews, a mesma de William. Por algum tempo, os dois dividiram o mesmo apartamento com mais três amigos, terminaram a faculdade e se separaram por um tempo em 2007. Correu à boca pequena que ela estava insatisfeita com alguns sassaricos do agora noivo. Voltaram a ficar juntos e o destino agora é o altar.
Conto de fadas, moderno ou não, que se preze, tem que ter um anel de responsa e o de Kate é assim: ouro branco, safira e diamantes, com o peso simbólico de ter sido o mesmo anel de noivado dado por Charles a Diana há quase 30 anos
Agora, me pergunto, o que motiva tanta fascinação pelo conto de fadas de Kate e William? O que poderá atrair mais de 100 milhões de pessoas para a frente da TV, do monitor do computador, do celular? Acredito que seja porque ainda é muito forte o mito do príncipe encantado que chega a bordo de um cavalo branco vindo de um mundo perfeito e muito distante para resgatar sua amada e levá-la para viverem juntos para sempre no paraíso do amor infinito. Ufa!
Pois é, por mais que as mulheres tenham se inserido no mercado de trabalho, ocupando espaço no mundo com voz ativa, a maioria delas ainda guarda lá dentro de si aquele sonho de viver uma história de amor perfeita que vai terminar no altar numa festa magnífica e com promessa de felicidade sem fim. Acredito que muitos homens também alimentem este sonho de levar sua princesa encantada pelo corredor da igreja e fazer dela o único, inatingível e imaculado objeto de desejo. Não vamos falar aqui na tão propalada alergia masculina aos casamentos, até porque sobre isso há controvérsias…
Logo após o anúncio do noivado de Kate e William, que se casam em abril de 2011, já foram lançadas peças de porcelana com a imagem dos noivos. Quem comprar, vai ter um conjunto que pode virar relíquia de família
Fato é que a festa de casamento, qualquer que seja, já provoca encantamento na maioria das pessoas – e eu sou uma delas – com seus detalhes dos mais singelos aos mais sofisticados, o vestido da noiva, o bolo da festa enfeitado com o casalzinho de biscuit no topo, flores, bem-casados, os convites, as madrinhas, daminhas de honra, pagens, doces e tudo mais… Imagina o casamento de um príncipe e uma futura princesa, que deve custar os olhos da cara e dinheiro é o que não falta para eles.
Mas como conto de fada não existe e nada é totalmente um mar de rosas, já começaram a surgir informações negativas dando conta de que a festança vai causar um impacto negativo na economia britânica. Isto porque o evento, sim, porque é um evento, deve durar 11 dias. Como o enlace vai acontecer em uma sexta-feira, deve gerar um feriado prolongado já que a segunda-feira logo depois é feriado por lá. E detalhe, o final de semana anterior é da Páscoa, o que pode fazer os britânicos ficarem um tempão sem trabalhar. Mal posso esperar para acompanhar mais este super acontecimento midiático dos nossos pós-modernosos tempos!
Abro espaço para divulgar um material bacana sobre o projeto Mulheres da Paz:
No mês em que se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra e o Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres (nesta quinta, dia 25), o projeto Mulheres da Paz da Bahia promove o Ciclo de Palestra Maria Felipa: Negritude Feminina em Diálogo. O evento acontece de hoje até o dia 30 de novembro, nos Territórios de abrangência do PRONASCI, em Salvador e mais três cidades da região metropolitana: Lauro de Freitas, Camaçari e Simões Filho.
Segundo a coordenadora do projeto na Bahia, Jaciara Ribeiro, o objetivo da iniciativa é fortalecer o debate sobre o papel da mulher e a sua importância na construção de uma sociedade justa e igualitária.
E aqui o folder do evento, para outras informações
Programação – O ciclo Maria Felipa: Negritude Feminina em Diálogo começou por Simões Filho , nesta terça, no Centro Marta Alencar. Nesta quarta dia 24, às 9h, e na quinta 25, às 14h, a palestras acontecerão, respectivamente, no Centro Social Urbano de Narandiba, em Tancredo Neves/Beirú e no auditório Espaço Cidadão, em Lauro de Freitas. No dia 29 (próxima segunda), às 9h, será a vez de Camaçari, no CAIC-PHOCI, e no dia seguinte, 30, no mesmo horário, no Centro Paroquial de São Cristóvão.
E para saber mais sobre Maria Felipa, acesse abaixo a reportagem especial que fiz sobre ela aqui no blog Conversa de Menina:
Finalizando a série Foco sobre a saúde feminina, Cristina Abrami, do CGPA Pilates, explica de que forma esse método pode ajudar pacientes com osteoporose e quais exercícios são indicados e contra-indicados para quem tem a doença. Confiram!
OSTEOPOROSE E A PRÁTICA DE PILATES
O aumento da expectativa de vida do brasileiro tem sido acompanhado por uma epidemia silenciosa, que pode ganhar maiores proporções nas próximas décadas. A vilã, conhecida como osteoporose, compromete a qualidade de vida de uma em cada três mulheres acima de 50 anos. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) 10 milhões de brasileiros sofrem de osteoporose. Uma a cada três mulheres com mais de 50 anos tem a doença. 75% dos diagnósticos são feitos somente após a primeira fratura. No Brasil, a cada ano ocorrem cerca de 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose. 200 mil pessoas morrem todos os anos no país em decorrência destas fraturas. Os dados estão disponíveis em: dez coisas que você precisa saber sobre a osteoporose.
Exercícios físicos são recomendados e o Pilates tem se mostrado aliado para o combate à osteoporose. A diretora técnica do CGPA Pilates, Cristina Abrami, comenta como a prática do método pode ajudar quem quer evitar o desgaste dos ossos e quem já tem a doença.
1- O que é osteoporose?
Segundo a OMS – Organização Mundial da Saúde – osteoporose é uma desordem esquelética caracterizada por redução da massa óssea, com alterações da microarquitetura do tecido ósseo, levando a redução da resistência e ao aumento da suscetibilidade a fraturas. A perda óssea pela osteoporose acontece de maneira gradual e silenciosa, não apresenta – na maioria dos casos – nenhum sintoma. Normalmente a diminuição da densidade óssea só é percebida quando há perda de estatura, aumento da cifose torácica ou em alguns casos quando aparecem dores na linha da cintura.
A osteoporose pode atingir: mulheres, homens, crianças, jovens, adultos e idosos. Não deve ser considerada como um processo normal de envelhecimento, por isso foi considerada como doença em 1994, pela OMS. Nos Estados Unidos a osteoporose é considerada epidêmica. Uma a cada duas mulheres e um a cada quatro homens, com idade superior a 50 anos, sofrerá ao longo de suas vidas uma fratura de coluna, quadril ou punho por osteoporose.
2- Os professores de educação física e o pessoal de academia estão preparados para lidar com esse portador?
Portadores de osteoporose, na maioria das vezes, não sabem que foram acometidos pela doença. Os portadores de osteoporose correm grande risco de sofrerem fratura durante as suas atividades físicas. Grande parte dos professores de ginástica e até fisioterapeutas desconhece a doença e como desenvolver programas seguros para os alunos portadores de osteoporose. Muitas vezes por falta de informação, aplicam exercícios que podem – gradativamente – causar micro-fraturas, agravando o quadro. A maioria dos exercícios deve ser modificado para alunos portadores de osteoporose. O Pilates é indicado para pessoas que possuem osteoporose, desde que aplicado por um professor que tenha amplo conhecimento – tanto da técnica como da doença – para poder adaptar os exercícios sem oferecer risco de fratura ao aluno com osteoporose.
3- Como o Pilates pode ajudar quem sofre de osteoporose?
É importante informar que o “Método Pilates tradicional” necessita ser modificado para ser aplicado em alunos com osteoporose. Algumas posições são totalmente contra-indicadas, podendo causar fraturas principalmente na coluna vertebral. O Método Pilates desenvolve grande consciência corporal, força e equilíbrio, condições indispensáveis para portadores de osteoporose. Os equipamentos oferecem comodidade e assistência ao aluno, permitindo que o professor faça as correções necessárias para obter melhores resultados com maior segurança. Pessoas com osteoporose têm a tendência ao aumento da cifose torácica e por conseqüência a cabeça tende a ficar em uma posição mais protrusa. Os exercícios do Método Pilates visam à correção desta postura errada e trazem o aluno o mais próximo possível da posição ereta. Além do trabalho resistido, o aluno com osteoporose precisa treinar o seu equilíbrio para evitar quedas, motivo de grande parte das fraturas ósseas em indivíduos da terceira idade.
4- Quais os exercícios mais comuns para combater a osteoporose?
Os exercícios mais comuns são para fortalecimento abdominal (sem flexão da coluna), o desenvolvimento de equilíbrio, o fortalecimento da musculatura posterior do tronco, dos flexores e extensores dos quadris e para os membros superiores e inferiores.
5- Os médicos indicam o pilates para estes casos?
Sim, cada vez mais os médicos reconhecem os benefícios do Pilates e recomendam a prática do método aos seus pacientes.
6- Dicas para portadores de osteopenia ou osteoporose:
>>Não executar exercícios que exijam a flexão da coluna, como os abdominais tradicionais.
>>Dê preferência aos exercícios de extensão de coluna no lugar dos de flexão.
>>Trabalhe os exercícios de equilíbrio, para evitar quedas.
>>Execute exercícios que fortaleçam a musculatura e que trabalhem por compressão e impacto, estes ajudam a aumentar a DMO (densidade mineral óssea)
>>Hidroginástica não é indicada para aumentar a DMO; não trabalha a ação da gravidade
>>Procure variar o treino, especialistas dizem que os ossos gostam de surpresas!
*Fonte: Cristina Abrami é formada em Educação Física pela USP, certificada no Método Pilates pelo Physicalmind Institute dos EUA como professora de instrutores e possui o selo internacional de Certified Pilates Teacher pela PMA – Pilates Method Alliance – que atesta a qualificação de profissionais em todo o mundo. Para saber mais, visite o site: www.cgpapilates.com.br
O espetáculo Histórias da Mulher Selvagem será apresentado nesta sexta, 22, às 20h, no Ciranda Café, durante uma noite de “contos para adultos”. A ideia é explorar a temática da alma feminina, de forma instintiva e focando nos desafios e etapas rumo ao amadurecimento.
As histórias, contadas pela artista plástica e psicóloga Flávia Bomfim e pela arte-educadora Keu Ribeiro, falam das relações e desejos femininos. As duas integram o grupo Iandé – Todo Conto tem um Canto, um coletivo de contadores de histórias de Salvador. Todo o espetáculo terá acompanhamento de música instrumental.
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