Mulheres e Compras:”Mulheres ou homens: quem gasta mais?”

A série Mulheres e Compras traz nesta quinta-feira uma reportagem sobre recente lançamento da Primavera Editorial. Trata-se do livro Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice, escrito por dois jornalistas, Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca. No livro, os autores analisam o perfil de consumo de homens e mulheres e tentam acabar com alguns mitos, como o que diz que nós somos as gastadeiras, enquanto os meninos seguram a carteira.

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*Mulheres ou homens: quem gasta mais?

Embora seja óbvia a diferença entre os gastos de homens e mulheres existe um mito, que adquiriu status de verdade absoluta em todo o mundo, sobre os “exorbitantes” gastos femininos. Ao contrário do que prega o senso comum, as mulheres na verdade gastam menos do que os homens, de acordo com Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca, autores do livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”, da Primavera Editorial. Os jornalistas – que fizeram uma série de entrevistas durante a elaboração do livro – afirmam que as mulheres têm fama de gastar mais porque investem para acompanhar as tendências da moda. Em contrapartida, os gastos masculinos são caracterizados por bens mais caros.

Segundo Marília Cardoso, os homens gastam mais com tecnologia e carros, portanto, produtos mais caros; as mulheres com moda e cosméticos. “As mulheres compram com mais frequência, mas gastam menos do que os homens. O que ocorre é que as cobranças sociais são diferentes. Enquanto os homens estão preocupados em impressionar as mulheres com carros luxuosos, tecnologia de ponta e relógios caros, as mulheres desejam estar sempre lindas e elegantes. Ou seja, haja salão de beleza e banho de loja!”, detalha a jornalista. De acordo com Marília, o que torna homens e mulheres iguais na gestão do dinheiro é que ambos são suscetíveis, na mesma medida, a cair em tentações consumistas. “O que muda são os produtos, mas os dois têm a mesma propensão a assumir dívidas por conta de produtos supérfluos”, afirma.

O perfil de gastos se iguala na juventude – Luciano Gissi Fonseca destaca os gastos entre homens e mulheres – e a propensão para o endividamento – se igualam entre os jovens, sobretudo pela “necessidade” de se inserir em determinado grupo. “Não importa a tribo, sempre há um padrão de vestuário e consumo para cada uma delas. A maioria dos jovens viu os pais financiarem o carro da família em intermináveis prestações, ou fazerem despreocupadamente as compras no supermercado com o cartão de crédito. Essa desenvoltura em utilizar a fartura de crédito influencia muito a atitude de ambos os sexos”, afirma Fonseca. O jornalista cita, inclusive, pesquisa realizada pelo Instituto Akatu em parceria com a Unesco com jovens de 24 países dos cinco continentes, cuja conclusão aponta os brasileiros como os mais consumistas do mundo, ficando à frente dos franceses, japoneses e norte-americanos. “Dos brasileiros entrevistados, 37% apontaram as compras como um assunto de muito interesse no dia a dia, sendo que para 78% a qualidade é o principal critério de compra, antes mesmo da análise do preço. Todos, homens e mulheres, se sentem obrigados a andar na moda e a ter tudo o que a tecnologia oferece de mais moderno”, salienta o jornalista.

No livro, Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca mostram que o dinheiro é uma das poucas coisas que faz parte da vida de todos os seres humanos, independente da classe social, sexo, cor e religião. A presença do dinheiro é tão comum que poucos param para pensar o tipo de relação que têm com ele. “No livro, fizemos questão de destacar depoimentos de sucesso e de fracasso no trato com o dinheiro, justamente para despertar o interesse e a reflexão sobre o papel do dinheiro na vida de cada um, independente de sermos homens ou mulheres”, salienta Marília.

Conheça os autores:

Marília Cardoso – Jornalista pós-graduada em comunicação empresarial pela Universidade Metodista de São Paulo, iniciou sua carreira em 2004, auxiliando no atendimento de assessoria de imprensa  a diversos clientes. Na redação, atuou como produtora e repórter de programas de rádio e televisão nas emissoras Rede Mulher, Rede Gazeta e Rádio Trianon nos segmentos de saúde, beleza e comportamento. Em comunicação empresarial, desenvolveu estratégias de marketing, comunicação interna e conteúdo editorial para várias empresas. Recentemente fundou a InformaMídia Comunicação. É  colaboradora da Revista Comunicação Empresarial, publicação editada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), e participa de Congressos de Comunicação com a publicação de artigos científicos da área.

Luciano Gissi Fonseca – Jornalista e radialista, iniciou sua carreira em 1994, na agência Asa de Comunicação, em Belo Horizonte (MG), onde atuou na área de marketing. Na sequência, integrou a equipe da TV Aratu de Salvador. Como jornalista das editorias de comportamento e esportes, publicou matérias em vários veículos como portal Zip.net e o jornal japonês International Press. Como assessor de comunicação, desenvolveu projetos para diversos clientes. Atualmente é diretor de criação e de imprensa da Take 4 – Comunicação Estratégica e gerencia ações de mídias sociais e jornalismo corporativo para diversas empresas do Brasil e do exterior.

Livro integra o selo EDU, da Primavera Editorial

A editora – A Primavera Editorial, uma “butique de livros”, estimula no cidadão brasileiro o hábito da leitura com conteúdos prazerosos, inteligentes e instrutivos. Investir em novos autores nacionais e estrangeiros – especialmente os estreantes e com obras que não foram publicadas no Brasil – tem sido uma das linhas editoriais adotadas. Com diferentes linhas editoriais como romances históricos e sociais, ficção brasileira e estrangeira e policiais, entre outras, as obras da Primavera Editorial são associadas à inovação e ao pioneirismo dos conteúdos, além da qualidade da produção gráfica. No portfólio da editora estão títulos de sucesso como La llorona (Marcela Serrano, Chile), 31 profissão solteira (Claudia Aldana, Chile), Solstício de verão (Edna Bugni, Brasil), A décima sinfonia (Joseph Gelinek, Espanha), As duas faces da abóbora (Caco Porto, Brasil), Há muito o que contar…aqui (Alison Louise Kennedy, Escócia), Mohamed, o latoeiro (Gilberto Abrão, Brasil), O véu (Luis Eduardo Matta, Brasil) e A neta da maharani (Maha Akhtar, Estados Unidos). Pelo selo BIZ – criado para a publicação de livros que fomentam uma cultura corporativa positiva –, a Primavera Editorial lançou o Manual de gentilezas do executivo (Steve Harrison, Estados Unidos) e As 3 leis do desempenho – reescrevendo o futuro de seu negócio e de sua vida (Steve Zaffron e Dave Logan, Estados Unidos).

Com o selo EDU, uma alusão à palavra inglesa education, associada à educação continuada, a Primavera Editorial criou uma divisão que representa o investimento da editora no segmento de não-ficção. O anel que tu me deste – O casamento no divã (Lidia Rosenberg Aratangy, Brasil); Livro dos avós – Na casa dos avós é sempre domingo? (Lidia Rosenberg Aratangy e Leonardo Posternak, Brasil); Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice (Marília Cardoso e Luciano Gissi Fonseca, Brasil) e Onde o esporte se reinventa: histórias e bastidores dos 40 anos da Placar (Bruno Chiarioni e Márcio Kroehn, Brasil) são os primeiros lançamentos do selo.

*Material elaborado e encaminhado ao blog pela jornalista Betania Lins, da assessoria da Primavera Editorial.

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Leia os outros posts da série:

>>Mulheres e Compras: O segredo dos quatro “Ps” do consumo feminino

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Mulheres e Compras: O segredo dos quatro “Ps” do consumo feminino

O Conversa de Menina recebeu mais artigos interessantes em alusão a Semana da Mulher. Como boa parte do material refere-se ao tema mulheres e consumo, criamos uma nova série de quatro textos sobre o assunto. Agora, além de acompanhar o Especial Semana da Mulher, até sábado, dia 13 (aguardem o terceiro artigo mais tarde), os interessados em entender essa relação “misteriosa” entre as meninas e as compras, poderão seguir também a série Mulheres e Compras. E o primeiro texto é de Stella Kochen Susskind, que reflete sobre os estereótipos atribuídos às mulheres, como o que diz que para curar uma depressão, por exemplo, lançamos mão da “comproterapia”. Confiram:

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Mulher & Compras: O segredo dos quatro “Ps” do consumo feminino

* Stella Kochen Susskind

Mulheres sempre encontram prazer em comprar; elas adoram a “comproterapia”! Será que essa máxima, repetida à exaustão pelos homens, tem algum fundo de verdade? A experiência profissional e emocional, coordenando um exército de clientes secretos no Brasil e no exterior, ensinou-me que as consumidoras, sobretudo as brasileiras, têm um conjunto de características que ultrapassam as fronteiras dos esteriótipos apregoados. Em pesquisa recente com mulheres de 35 anos a 60 anos, realizada pela Shopper Experience, colocamos em debate os motivos que determinam a compra. Embora o emocional seja extremamente relevante no consumo feminino, o elemento determinante é a presença dos quatro “Ps” – paquera, pesquisa, pechincha e prazer.

A paquera é aquele espaço no qual a sedução que o produto exerce sobre a mulher envolve elementos como apresentação da loja, abordagem de venda e adrenalina da novidade. Na pesquisa, a mulher se certifica do custo-benefício do produto; questiona se a paquera tem potencial para se tornar “algo mais”. A pechincha é o momento em que põe em xeque o “valor”, a qualidade de uma relação embrionária… No prazer, a conclusão de um ritual sedutor que envolve emoções complexas e extremamente femininas. Embora o emocional esteja presente em cada um dos “Ps”, há muito do racional em cada etapa.

Em todas as pesquisas, um axioma impera – o atendimento de excelência determina e direciona uma venda de qualidade, peça-chave para a construção de uma relação duradoura entre consumidoras e marcas. As mulheres já equivalem a 51% da população brasileira, além de influenciar e inspirar o consumo masculino. E como nada indica que o contrário seja pertinente, é essencial para o sucesso do negócio entender quais são os elementos que compõem o que as mulheres associam a um bom atendimento. É nesse contexto que entra um quinto P – o pré-atendimento.

As mulheres que participaram da pesquisa não economizaram elogios ao pré-atendimento, ou seja, aos vendedores que se apresentam com cortesia, colocando-se à disposição para ajudar. A partir dessa apresentação simples e eficaz, esse profissional cede espaço para a “paquera”, para aquele primeiro “P” que desencadeará todo o encantamento que envolve uma experiência de compra perfeita; uma experiência que envolve conquista, prazer, alegria, surpresa…

Mais do que tudo, é preciso abrir mão da lógica cartesiana para entender que o aspiracional feminino pode ser objetivo e prático, sem perder a emoção que permeia cada etapa da compra. Essa é a singularidade feminina, mostrando que o prazer não é inerente a ou um atributo de todo tipo de compra. As mulheres são mais elaboradas do que essa visão simplista. Saiba que a mulher que está paquerando a vitrine pode desistir desse “namoro” a qualquer momento se associar o atendimento ao descaso do objeto de desejo. As mulheres sabem que as paixões são efêmeras…

*Stella Kochen Susskind preside a Shopper Experience, empresa de pesquisa especializada em hábitos de consumo

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Livro aborda consumismo na infância

Querer, todo mundo sempre quer alguma coisa. Não querer, não desejar, não é normal. Porque quando deixamos de querer alguma coisa, deixamos de ter aquela ambição boa que nos impulsiona para a frente. Mas, como todo sentimento humano, o querer também tem de ser ponderado. Querer demais, obsessivamente, não é saudável nem para a cabeça e nem para o bolso. E quando é criança querendo mais do que deve, aí temos de ligar o sinal vermelho.

Eu preciso tantoO consumismo extremado na infância e a importância de desenvolver o consumo consciente, que aliás é questão de ordem mundial pois tem relação com a sobrevivência dos recursos naturais e do planeta, são os temas centrais do livro Eu preciso tanto!, mais novo título da coleção Sinto tudo isso e mais um pouco, da editora Escala Educacional.

Eu preciso tanto! traz uma história narrada por Gabriela, uma garota de 9 anos que fala sobre seus desejos de consumo, os pais que “nunca compram o que ela quer” e a melhor amiga, Flávia, que tem todas as vontades realizadas sempre que usa sua frase infalível: “Eu preciso tanto!”.

Gabriela faria qualquer coisa para ter pais como os da amiga, mas as experiências que vive mudam sua forma de ver a situação. Depois de seu aniversário, Flávia leva para a escola os três aparelhos celulares que ganhou. A turma fica agitada com a novidade e a situação é discutida pela professora, que propõe uma pesquisa sobre consumo e consumismo.

Refletindo sobre o seu dia a dia, Gabriela descobrirá o quanto o consumismo pode ser prejudicial ao nosso planeta, entenderá que seus pais defendem o consumo sustentável e, principalmente, perceberá a diferença que existe entre PRECISAR de alguma coisa e QUERER algo só por querer.

Consumo exagerado não deve ser incentivado entre as crianças, pois esgota os recursos do planeta e coloca a nossa própria sobrevivência em risco
Consumo exagerado não deve ser incentivado entre as crianças, pois esgota os recursos do planeta e coloca a nossa própria sobrevivência em risco

A coleção Sinto tudo isso e mais um pouco é formada por 17 livros que ajudam a criança a entender e também a lidar com sentimentos ou situações delicadas do cotidiano. Os textos são ambientados na realidade do leitor brasileiro e narrados em primeira pessoa pela própria criança (personagem central) ou por um narrador em terceira pessoa muito próximo a essa criança, que, por isso mesmo, consegue descrever bem os sentimentos e as reações dela. Nos textos, nenhum sentimento é apresentado como negativo, pois todos desempenham um papel importante no desenvolvimento do ser humano. A proposta da coleção é mostrar para a criança como ela pode lidar com as diversas sensações e situações do dia-a-dia.

Os títulos falam de sentimentos como raiva, egoísmo, tristeza, preconceito, morte, mentira, ciúme e medo. A coleção aborda ainda alimentação, trabalho infantil e violência. Os livros dividem-se em duas faixas etárias: a partir dos 6/7 anos, para aqueles que estão aprendendo a ler e a partir dos 8/9 anos, para os que já dominam a leitura.

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Conheça os títulos da coleção:

Necessidades especiais: O campeão – Carmen Lucia Campos

Egoísmo: É meu! É meu! – Carmen Lucia Campos

Raiva: Dani furacão – Carmen Lucia Campos

Preconceito: Não tem dois iguais – Carmen Lucia Campos

Violência urbana: Chega de violência – Carmen Lucia Campos

Morte: Morrendo de saudades – Carmen Lucia Campos

Novo irmão: Olha quem chegou! – Carmen Lucia Campos

Medo: Ai! Que medo! – Shirley Souza

Ciúme: Você não é mais meu amigo! – Shirley Souza

Birra: Eu quero! Eu quero! – Shirley Souza

Tristeza: Estou triste! – Shirley Souza

Mentira: Verdade verdadeira – Shirley Souza

Trabalho infantil: Não é brincadeira – Shirley Souza

Alimentação: Eu não gosto disso! – Shirley Souza

Relação com a terceira idade: Vou pra casa da vovó – Carmen Lucia Campos

Obesidade Infantil: Meu nome não é gorducho – Shirley Souza

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Ficha técnica do novo lançamento:

Eu preciso tanto!

Autora: Shirley Souza

Ilustrações: Fábio Sgroi

Editora: Escala Educacional

Pág: 48

Preço sugerido: 17,50

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>>Visite o site da editora Escala Educacional

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