E para fechar a série Especial Dia dos Namorados: artigos para pensar no amor, um texto de Ricardo Sá, escritor e membro da Canção Nova, sobre as escolhas do amor. Obrigada a todos que curtiram os textos e para não perder nenhum artigo, mais links:
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>>Especial Dia dos Namorados: artigos para pensar no amor – I (namoro virtual)
>>Especial Dia dos Namorados: artigos para pensar no amor – II (namoro e tempo)
>>Especial Dia dos Namorados: artigos para pensar no amor – III (namoro e prazer)
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Amor é decisão
*Ricardo Sá
Desde que ouvi falar que o amor é uma eleição – afinal, elegemos a pessoa que passará o resto de nossas vidas conosco –, lembrei-me de meus pais e de seus inúmeros conflitos. Bem que eles podiam ter escolhido o amor, ao invés das intrigas. Compreendi que escutar “eu te amo” é direito da pessoa amada tantas vezes quantas ela tiver necessidade de ouvir.
Lembrei-me também dos amigos que passaram por minha vida, de alguns dos quais estou distante há tanto tempo, mas que permanecem em mim, pessoas que se alojaram em minha alma sem que eu tivesse que escolhê-las. Simplesmente vieram e fazem parte do que eu sou! Não daria certo contar a história de minha vida sem passar pela vida delas. Coisas que somente o Amor explica!
Fui compreendendo que o amor é uma experiência tão linda e exigente que requer muito mais do que meus sentimentos. Pede minha alma, minha consciência, “queima de fosfato” e decisão. Quando a gente ama, fica mais parecido com Deus! Assim, amor de verdade é coisa de decisão! Amo, quando decido fazer do ser amado a pessoa mais feliz do mundo e deixo isto bem claro, isto é, digo mesmo: “Meu bem, prepare-se para ser a pessoa mais realizada deste planeta. Aqui está, bem do seu lado, quem te ama e fará de você o habitante mais feliz da Terra”.
Daí passarão os anos, virão as tempestades, as mudanças de comportamento – ninguém é uma fotografia que a gente tira e pronto, “é assim que ela é”. Não! As pessoas mudam, repensam seu modo de ser, retraçam os planos, mudam por causa das exigências da vida, saúde, projetos que a gente não faz. Mas quem eu amo continua sendo quem é: a pessoa que eu escolhi amar!
Amor que a gente escolhe amar dura para sempre. Por isso, “treinar” o amor gera insegurança e imaturidade afetiva, inibe a capacidade de amar e desprepara o casal para assumir aqueles compromissos necessários que geram fundamental gratuidade para que o amor floresça e cresça. Por isso, o amor, quando precisa ser “treinado”, não é o amor divino, vindo de Deus. Ele é superficial, não é um sentimento que surge da alma de ambas as pessoas envolvidas no relacionamento.
Muitos me perguntam como percebemos o amor verdadeiro. E eu vos digo: que o amor de Deus é aquele repleto de nobres sentimentos, como a partilha, a amizade profunda, o respeito mútuo e o sentimento de admiração um pelo outro, além, claro, do sentimento de fato de amor pelo companheiro (a). Todo esse conjunto é o que resulta no mais bonito dos sentimentos, que é o amor divino e realmente verdadeiro, o “amor que a gente escolhe amar”.
Infelizmente, vivemos hoje uma época de inversão de valores. Muitas pessoas vêm escolhendo o falso amor, aquele que supre carências momentâneas e as prende em uma vida infeliz. Um casamento feliz é um namoro que deu certo, justamente porque os dois souberam dar os passos adequados na direção da descoberta um do outro. E quando chegou a hora da entrega total, inclusive de corpos, já experimentaram aquele sentimento profundo de que pertencem um ao outro, sem direito à devolução.
*Ricardo Sá é membro da comunidade Canção Nova, músico, autor de cinco livros e apresentador do programa “Trocando Ideias” naa TV Canção Nova.
**Texto publicado mediante autorização e respeito à autoria e integridade do conteúdo e ideias do autor. Enviado ao blog pela assessoria da Canção Nova.



A cumplicidade, a alegria, as trocas, a confiança, as discussões, os alertas, os momentos felizes, os tristes, os risos, os choros… Posso enumerar uma série de fatos e todos eles, de todas as formas, terão um significado especial quando os seus agentes são declaradamente amigos.
Nossos amigos são tão diferentes uns dos outros, não é? Nossa!!! Agora estou aqui pensando em cada um deles e é incrível como conseguimos construir laços tão fortes com pessoas tão diferentes. A resposta é fácil, é o amor. É o amor que nos une. O amor e alguma coisa a mais que não consigo encontrar uma palavra em nosso vocabulário que a descreva. É simplesmente uma coisa a mais. Essas diferenças, no entanto, são tão insignificantes, porque aprendemos a conviver com elas, a respeitá-las. E ao invés de atrapalharem a relação, elas apenas se complementam. Nas nossas diferenças nos tornamos seres completos. É como me sinto ao lado deles, um ser completo.
Há os que são mais tímidos, mais sensíveis. Há os destemidos, que topam tudo e acham que viver é a coisa mais fácil do mundo. Há os que sofrem mais, os que choram mais. Há os que sofrem menos, riem mais. Há aqueles que te abraçam, te beijam e dizem eu te amo. Há aqueles que ali, discretos como são, falam o mesmo eu te amo em silêncio, nos gestos habituais, no olhar de gratidão.
A gente pensa assim: não estou só. E não está mesmo. Os amigos são companheiros para a vida toda. A gente constrói uma amizade aqui e leva pra lá, pra frente, pro futuro. Os anos vão passando, a gente vai crescendo, amadurecendo, envelhecendo, e eles estão ali, passando por tudo isso com a gente. A conversa até muda com o tempo, mas as lembranças, estas serão sempre eternas… Em cada encontro, a gente vai rir com a mesma intensidade lembrando das aventuras de antigamente, lembrando das farras, das curtições. É como se o tempo tivesse parado ali, naquele momento, porque estávamos juntos. E ele para mesmo, como um retrato que fica armazenado em nosso coração.
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