Exposição Black Barbie pode ser vista até dia 17

Essa notícia e as fotos que ilustram o post são para matar a minha colecionadora de Barbies preferida de inveja. Até o dia 17 de outubro, o Shopping Barra hospeda a primeira mostra itinerante de Barbies negras, a “Black Barbie”, que está completando 30 anos de lançamento da primera boneca. A mostra pode ser vista na praça central do shopping, que fica na Av. Centenário, em Salvador.

Ao todo, são 83 bonecas raras pertencentes ao acervo do colecionador Carlos Keffer, que possui mais de 700 modelos, formando a mais valiosa coleção do gênero no Brasil (agora a Lady Bobbie – a quem dedico este post – mordeu os cotovelos!).

As Barbies estão separadas em 11 grupos temáticos, que exploram a era Disco, a fantasia das princesas, vestidos de gala, a África negra, entre outros temas. Alguns dos destaques são o exemplar original da primeira Barbie e do primeiro Ken afrodescendentes e a boneca customizada pelo estilista afro-brasileiro Wilson Ranieri especialmente para a mostra, além de exemplares inspirados em celebridades como a cantora Diana Ross e a atriz Halle Berry, caracterizada como personagem de um dos filmes de 007.

Além de conferir a exposição, quem passar pelo Shopping Barra, pode ainda visitar a brinquedoteca, aberta às crianças, de segunda a sábado, das 10h às 21h, e aos domingos, das 14h às 20h, com acesso gratuito. A meninada poderá brincar com bonecas Barbie e carrinhos Hot Wheels.

Serviço:
Exposição Black Barbie
Onde: Shopping Barra (1º piso, praça central)
Quando: até 17 de outubro
Entrada franca

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Artigo: Que Brasil desejamos para as nossas crianças em 2016?

Recebemos o artigo abaixo da assessoria da Fundação Abrinq, que milita pelos direitos da criança. O texto, escrito pelo presidente da entidade, Synésio Batista da Costa, faz uma análise otimista da escolha do Brasil como sede olímpica em 2016, mas traz também um alerta para que nossos governantes não fiquem deslumbrados com esta conquista a ponto de esquecerem que um desafio como o de montar uma Olimpíada, só é válido, se os milhões investidos se converterem em justiça social, educação e em um futuro real para nossas crianças ainda tão abandonadas e carentes de coisas básicas como saúde e educação. No final de semana que antecede o Dia da Criança, Conversa de Menina divulga o artigo de Synésio e soma esforços na torcida para que sejamos realmente um país campeão em cidadania. Confiram:

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Que Brasil desejamos para as nossas crianças em 2016?

**Synésio Batista da Costa
 
As Olimpíadas do Rio 2016 serão uma nova oportunidade para o Brasil olhar para o futuro. Muitos dos pequenos brasileiros de hoje virão a ser os atletas olímpicos daqui a sete anos. Eles competirão em estádios construídos por operários, muitos deles frutos de uma geração com poucas oportunidades, mas que poderão vivenciar as conquistas de seus filhos.

Do ponto de vista econômico, conseguimos inúmeros avanços, temos hoje uma economia com bases sólidas, a inflação sob controle e parâmetros financeiros de primeiro mundo, atingimos “Investment Grade” (recomendação de investimento), fomos os últimos a entrar na crise e os primeiros a sair dela. Enfim, sopram ventos favoráveis para mudanças estruturais na educação, na saúde e na qualidade de vida, especialmente para as crianças.

Por isso, com a missão de organizar o principal evento esportivo do planeta, e com indicadores econômicos tão positivos, os nossos governantes têm pela frente a chance de serem os operários na construção de uma geração campeã, vitoriosa na formação educacional, com ampla oferta de oportunidades e de um horizonte mais glorioso. Um exemplo de que os jogos poderão trazer avanços é a medida que prevê o ensino de inglês, a partir de 2010, aos adolescentes das escolas municipais cariocas. Muitas outras mudanças e inovações como essa também estão por vir.

Afinal, hoje somos uma das maiores economias do mundo e um dos principais países emergentes ao lado da Rússia, Índia e China (BRIC), também integramos o G20 e, por diversas vezes, somos reconhecidos como liderança na América Latina e no cenário mundial.

Entretanto, em relação à educação, de acordo com um ranking elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que monitora o cumprimento de metas alcançadas pelos países para melhorar o ensino, o Brasil ocupa a 80ª posição em uma lista de 129 países, ficando atrás de nações como Paraguai, Venezuela, Argentina, Kuwait e Azerbaijão.

olimpico 1

Além disso, o Brasil é o 75º colocado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) medida esta que compara a riqueza, alfabetização, educação, esperança de vida, natalidade e outros indicadores de 182 países do mundo. Isso se deve ao fato de milhões de crianças brasileiras serem de famílias que vivem abaixo da linha da pobreza, se encontrarem sem vagas em creches, nunca terem ido à escola, frequentarem escolas de péssima qualidade e morrerem por doenças que poderiam ser facilmente evitadas como a diarreia e a desnutrição.

Apesar de termos muitos desafios pela frente, nossa visão é otimista, vemos as Olimpíadas como marco de uma nova nação rumo ao primeiro mundo, não só nos esportes, mas em todos os aspectos. E para que esse objetivo seja atingido, será necessário um investimento de aproximadamente 30 bilhões em obras públicas que também irão beneficiar e inspirar as milhares de crianças que, em 2016, certamente serão 60 milhões* de vencedores.

Nosso desejo é o de sermos protagonistas do futuro do Brasil que terá 100% das crianças matriculadas em creches e escolas de qualidade, livres do trabalho infantil, com registro civil, bem nutridas, protegidas de qualquer forma de violência ou opressão. Enfim, que os nossos futuros campeões tenham todos os seus direitos garantidos e possam se orgulhar por fazerem parte do primeiro país da América do Sul a sediar uma Olimpíada.

Esperamos que em 12 de outubro de 2016 possamos comemorar o cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Que o espírito olímpico vivenciado por aqui traga consigo todo o progresso que exige. Este é o Brasil que desejamos para as nossas crianças daqui a alguns anos.

*(número de crianças e adolescentes, de acordo com a PNAD-IBGE 2007)

**Synésio Batista da Costa é presidente da Fundação Abrinq

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