Querer, todo mundo sempre quer alguma coisa. Não querer, não desejar, não é normal. Porque quando deixamos de querer alguma coisa, deixamos de ter aquela ambição boa que nos impulsiona para a frente. Mas, como todo sentimento humano, o querer também tem de ser ponderado. Querer demais, obsessivamente, não é saudável nem para a cabeça e nem para o bolso. E quando é criança querendo mais do que deve, aí temos de ligar o sinal vermelho.
O consumismo extremado na infância e a importância de desenvolver o consumo consciente, que aliás é questão de ordem mundial pois tem relação com a sobrevivência dos recursos naturais e do planeta, são os temas centrais do livro Eu preciso tanto!, mais novo título da coleção Sinto tudo isso e mais um pouco, da editora Escala Educacional.
Eu preciso tanto! traz uma história narrada por Gabriela, uma garota de 9 anos que fala sobre seus desejos de consumo, os pais que “nunca compram o que ela quer” e a melhor amiga, Flávia, que tem todas as vontades realizadas sempre que usa sua frase infalível: “Eu preciso tanto!”.
Gabriela faria qualquer coisa para ter pais como os da amiga, mas as experiências que vive mudam sua forma de ver a situação. Depois de seu aniversário, Flávia leva para a escola os três aparelhos celulares que ganhou. A turma fica agitada com a novidade e a situação é discutida pela professora, que propõe uma pesquisa sobre consumo e consumismo.
Refletindo sobre o seu dia a dia, Gabriela descobrirá o quanto o consumismo pode ser prejudicial ao nosso planeta, entenderá que seus pais defendem o consumo sustentável e, principalmente, perceberá a diferença que existe entre PRECISAR de alguma coisa e QUERER algo só por querer.

A coleção Sinto tudo isso e mais um pouco é formada por 17 livros que ajudam a criança a entender e também a lidar com sentimentos ou situações delicadas do cotidiano. Os textos são ambientados na realidade do leitor brasileiro e narrados em primeira pessoa pela própria criança (personagem central) ou por um narrador em terceira pessoa muito próximo a essa criança, que, por isso mesmo, consegue descrever bem os sentimentos e as reações dela. Nos textos, nenhum sentimento é apresentado como negativo, pois todos desempenham um papel importante no desenvolvimento do ser humano. A proposta da coleção é mostrar para a criança como ela pode lidar com as diversas sensações e situações do dia-a-dia.
Os títulos falam de sentimentos como raiva, egoísmo, tristeza, preconceito, morte, mentira, ciúme e medo. A coleção aborda ainda alimentação, trabalho infantil e violência. Os livros dividem-se em duas faixas etárias: a partir dos 6/7 anos, para aqueles que estão aprendendo a ler e a partir dos 8/9 anos, para os que já dominam a leitura.
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Conheça os títulos da coleção:
Necessidades especiais: O campeão – Carmen Lucia Campos
Egoísmo: É meu! É meu! – Carmen Lucia Campos
Raiva: Dani furacão – Carmen Lucia Campos
Preconceito: Não tem dois iguais – Carmen Lucia Campos
Violência urbana: Chega de violência – Carmen Lucia Campos
Morte: Morrendo de saudades – Carmen Lucia Campos
Novo irmão: Olha quem chegou! – Carmen Lucia Campos
Medo: Ai! Que medo! – Shirley Souza
Ciúme: Você não é mais meu amigo! – Shirley Souza
Birra: Eu quero! Eu quero! – Shirley Souza
Tristeza: Estou triste! – Shirley Souza
Mentira: Verdade verdadeira – Shirley Souza
Trabalho infantil: Não é brincadeira – Shirley Souza
Alimentação: Eu não gosto disso! – Shirley Souza
Relação com a terceira idade: Vou pra casa da vovó – Carmen Lucia Campos
Obesidade Infantil: Meu nome não é gorducho – Shirley Souza
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Ficha técnica do novo lançamento:
Eu preciso tanto!
Autora: Shirley Souza
Ilustrações: Fábio Sgroi
Editora: Escala Educacional
Pág: 48
Preço sugerido: 17,50
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>>Visite o site da editora Escala Educacional

O Brasileiro Voador foi publicado originalmente em 2001. No livro, relançado pela Record, o autor Márcio Souza reconta a história de Alberto Santos Dumont, desde a chegada em Paris até o vôo no 14-Bis. O livro acompanha a trajetória do pai da aviação, unindo momentos marcantes a acontecimentos históricos, com narrativa leve e bem-humorada. Ótima leitura para adolescentes e adultos.
Em 1893, o mineiro Alberto Santos Dumont chega a Paris. De francês, tem apenas um sobrenome e alguns parentes. Leitor voraz de Julio Verne na infância, ele renuncia a uma vida confortável como herdeiro de uma fazenda de café em Ribeirão Preto, para conquistar, na Europa, o ar. Financia seu primeiro voo de balão; mais tarde, passa a construir seus próprios dirigíveis. A bordo do No 6, contorna a Torre Eiffel, num episódio que assombra Paris, rendendo-lhe um prêmio de cem mil francos. Seu nome vira manchete de jornais e seu hangar torna-se tão concorrido quanto os ateliês de pintores da época. Ao contrário do irmãos Wright, que realizavam voos isolados, Santos Dumont fazia aparições públicas, atraindo as multidões. Em 1906, o lacônico inventor alça o voo mais alto de sua carreira. Conduzindo um aparelho motorizado mais pesado que o ar, o célebre 14-Bis, torna-se o primeiro homem a voar por seus próprios meios. Apesar da fama, Santos Dumont sentia-se um incompreendido, tanto no Brasil, quanto na França. Ao destruir seus diários, tornou sua vida pessoal ainda mais nebulosa para a posteridade. Os rumos industriais que a aviação tomou não correspondiam exatamente às suas previsões. Desiludido, o inventor morreu em 1932.
Márcio Souza nasceu em Manaus em 1946. Formado em Ciências Sociais pela USP, começou a vida profissional no cinema, como crítico, roteirista e diretor. Tem ainda uma sólida carreira de dramaturgo. Seu primeiro livro foi Galvez Imperador do Acre, de 1976. A carreira como escritor já conta com mais de vinte títulos, entre eles Mad Maria (livro que deu origem à minissérie da TV Globo).
SIDARTA PARA JOVENS
O livro conta a história de uma comunidade que vive à sombra de um imenso baobá. A árvore é o reservatório de água da aldeia em tempos de seca e a proteção da comunidade contra o terrível dragão devorador de crianças Nguma Monene. Um dia, Mafuane, uma mulher que queria muito ter filhos, reza embaixo do baobá para ter um bebê. Nasce Ilunga, uma criança minúscula, que cabia na palma da mão da sua mãe, mas era bastante forte. Certa feita, o terrível dragão ataca e rouba as crianças da aldeia, junto com elas, o pequeno Ilunga. Apesar do seu tamanho, ele demonstra que é capaz de grandes feitos…
Essa é a história de Guadalupe e Diego, amigos de infância que crescem e se casam.
Cauã vive numa aldeia no meio da floresta dos tucanos. Todos em sua aldeia vivem felizes e só matam os animais para seu próprio sustento. Mas, os caçadores aparecem para matar milhares de animais com armas de fogo e Cauã não entende o porquê, pois aquela matança poderia alimentar seu povo por um ano; além disso, a cada dia a quantidade de animais diminui. Incomodado, Cauã pergunta ao pajé porque os caçadores matam tantos bichos e o Pajé explica que o homem branco não queria a caça, mas a riqueza que a caça trazia com a venda de sua pele. Indignado com essa situação, Cauã pensa numa forma de ajudar a floresta…
A Vila do Poço Encantado tem um reservatório de água limpa cuidado por um gênio generoso. Na vila, vivem os irmãos Kiri e Arun, filhos da lavadeira Sovann. Tudo vai bem na aldeia, as crianças adoram cantar e seu canto atrai reis e rainhas, até que um dia algumas pessoas da cidade começam a ficar doentes. A doença se espalha e cada dia mais e mais homens, mulheres e crianças adoecem. As ervas e os remédios disponíveis não conseguem curá-los. Arun, o filho da lavadeira Sovann também fica doente. Até que o gênio descobre que o povo está enterrando lixo perto do poço…
Mahura mora na roça, numa casa de barro vermelho. Seu divertimento predileto é andar pela estrada de terra e visitar os sítios vizinhos para brincar com as outras crianças.
A narrativa mostra como Radija, estimulada pelas histórias contadas pelos mercadores de tapetes, desperta o desejo de ser livre em uma sociedade que valoriza os homens em detrimento das mulheres. Ela quer partir com as caravanas e viajar pelo mundo, mas seu pai não deixa porque ela é uma menina, até que Radija consegue mostrar o valor das mulheres na sociedade…
Essa é a história de Severino, um rapaz que resolveu sair pelo mundo em busca de sua sorte. Sua especialidade é fazer e manipular mamulengos. Ele aprendeu com o pai, que por sua vez aprendeu com o avô, que aprendeu com o bisavô, que aprendeu com o tataravô. Desse modo, faz parte de uma linhagem de bonequeiros, que criam mamulengos e interpretam histórias cheias de encanto e humor. Severino não sabe ler, o que o impede até de se defender de algumas ciladas. Mas, no Reino das Terras Altas, ele muda o seu destino…
“Satiko e o vulcão” narra à história de Satiko que está grávida de sete meses e vive em uma aldeia às margens do lago de águas claras, aos pés do grande vulcão em uma pequena casa com o pai, senhor Sho, a mãe e o marido. Um dia, o pai de Satiko diz que o vulcão vai entrar em erupção e por isso todos precisam se mudar da aldeia. Mas, ninguém acredita nele. Então, o senhor Sho prepara embarcações de madeira para que todos possam fugir quando o vulcão entrar em erupção e depois da fuga, todos partem numa grande jornada em busca de outro lugar para morar…
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