Acelere nos detalhes do Rallye do Batom

Penélope Charmosa, madrinha das pilotos

Twittei essa semana, mas o assunto merece bem mais que 140 caracteres, por isso, aqui vão os detalhes sobre a 18ª Edição do Rallye do Batom. Se você é de fora da Bahia, é o seguinte: lembram da Penélope Charmosa, do desenho Corrida Maluca? Pois bem, imaginem dezenas de penélopes, todas muito fashions, maquiadas e aventureiras, competindo em uma prova de automobilismo em que só as meninas pilotam e os meninos podem atuar só como navegadores em algumas modalidades. Pois bem, isso é o Rally do Batom.

Mas, como eu ia dizendo (melhor, escrevendo), as inscrições para a 18ª edição da prova mais charmosa do automobilismo baiano estão abertas para as moças que adoram um esporte radical, mas não descem do salto nem se o jipe atolar numa lama braba. A competição (na verdade está mais para uma animada festa de luluzinhas com alguns bolinhas convidados), acontece no dia 25 de setembro, com largada às 9h, na praia de Jardim de Alah, em Salvador e chegada às 14h, no Catussaba Resort Hotel, em Stella Mares, onde será servida a feijoada para recarregar as baterias das competidoras (e dos có-pilotos, coitados).

Não fique aí pensando você que é só pegar a pista reta da orla de Salvador para se deslocar de uma praia à outra. Não minha filha, o negócio é na base da trilha, do GPS, da lama e da adrenalina. As trilhas deste ano percorrerão os municípios de Lauro de Freitas, Simões Filho, Dias D’Ávila e Camaçari (todos na região metropolitana de Salvador). São cerca de 100 quilômetros, em quatro horas de aventura, contato com a natureza e umas pirambeiras no meio do caminho, para dar o gostinho de uma legítima Indiana Jones de saias, mas não vale dar chicotada no navegador!

Atenção, o Rallye do Batom é uma competição de mocinhas elegantes, por isso, nada de agir feito o Dick Vigarista da Corrida Maluca

Segundo a assessoria do rallye, o negócio já está tão animado que nas primeiras 48 horas de inscrição, 40 duplas confirmaram presença no evento. As duplas são formadas por duas mulheres, ou, como dito acima, um homem como navegador e uma mulher na pilotagem. No ano passado, o rallye reuniu 200 duplas!

As inscrições acontecem até o dia 21 de setembro, pelo site www.rallyedobatom.com.br. Para se inscrever nas categorias Batom 4×2 e Batom 4×4 (onde só é permitido duplas femininas) é preciso doar 30 quilos de alimentos não perecíveis (exceto sal, fubá, farinha e milho de pipoca) e pagar R$40,00 (pelo GPS). Para se inscrever nas demais categorias, onde os meninos entram, a dupla deve doar 40 quilos de alimentos e pagar R$40,00.

Após o encerramento do prazo de inscrições, as duplas que competirão em qualquer uma das modalidades terão que desembolsar mais R$ 100,00. Existem apenas 100 vagas para Zequinha (o carona que fica só na peruagem), sendo que no carro podem ir, no máximo, dois zequinhas por veículo e cada um paga uma taxa de R$ 100,00.

As mulheres e seus acompanhantes competirão nas categorias: Graduado (Misto 4X4); Turismo (Misto 4X4, Misto 4X2); Expedition (Misto 4X4); e Convidados. As modalidades Batom 4X4 e Batom 4X2, lembrando, são exclusivas para duplas femininas. E não vale disfarçar o maridão com peruca e scarpin!

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Lazer para a meninada em Salvador

Pessoalmente, eu gosto da ideia do projeto Ruas de Lazer. É uma forma de proporcionar à criançada diversão e, melhor, espaço para brincar, o que é bastante precário em Salvador.

Nos domingos de junho (13, 20 e 27), a partir das 8h, a farrinha está garantida no Farol da Barra, com uma programação gratuita para a família.

No dia 13, vai ter trio de forró, animador, distribuição de quitutes juninos e até uma mini fazenda com pôneis, vaquinhas, patos e pintinhos. Também haverá Concurso da Rainha do Milho, brincadeiras juninas, futebol, vôlei e pula-pula.

Vamos aproveitar para prestigiar a ideia e incentivar a iniciativa, que tem apoio do Shopping Barra.

| SERVIÇO |
Projeto Ruas de Lazer
Local: Farol da Barra, Salvador
Datas: 13, 20 e 27 de junho (aos domingos)
Hoário: a partir das 8h
Valor: gratuito

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Artigo: Crianças hiperestimuladas, crianças felizes?

Recebemos um artigo muito interessante da psicoterapeuta Blenda Oliveira, doutora em psicologia clínica pela PUC – SP. Para quem tem filhos, é bastante esclarecedor. Confiram:

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Crianças hiperestimuladas, crianças felizes?

Blenda Oliveira*

O foco intenso na criança atinge seu auge por volta do século xv. Até a idade média, a infância não era valorizada. Quando desmamada, lá pelos 3 ou 4 anos, a criança passava a viver no mundo adulto. Não havia escolas formais e a família não era nuclear como agora. Na mesma casa conviviam pessoas de várias procedências.

Na idade moderna, junto com as grandes invenções, a revolução liberal e, mais tarde, com o iluminismo e a formação da burguesia, surge à infância. A criança passa a ser mais cuidada e os laços familiares se fortalecem. Pais e filhos são mais próximos e a criança passa a ser vista como um indivíduo que precisa de atenção e formação essencial.  A infância passa a se constituir como uma ideia de momento especial, uma idade de ouro. Logo se começava a perceber que valia a pena investir nesses seres tão pequenos e dependentes.

crianças brincando 2A infância surge no momento em que se decide deixar as crianças irem à escola, brincarem e serem crianças. Com a modernidade, a infância passa a ser mais estudada e vista como a época de formação.

Liliana Sulzbach (2000) em seu curta-metragem A invenção da infância retrata de uma maneira objetiva e profunda os conceitos de trabalho infantil, comparando as exigências em classes mais pobres e nas classes médias altas. As diferenças são cruciais, mas em ambas acompanhamos uma espécie de corte e de invasão nos territórios do mundo infantil. Crianças assumem funções inapropriadas à sua idade.

Uma criança do interior pobre do nordeste suspira ao dizer: “Que jeito tem? Tem que trabalhar…”. Enquanto a menina de classe media alta fala com um misto de satisfação e dúvida: “tenho hora para tudo! Tenho vida de adulto, mas é melhor assim!”, referindo-se à sua agenda lotada e, por vezes, pouco construída com base no seu desejo ou perfil, tal como o menino que suspira pela falta de alternativa e diz “tem que trabalhar!”.

Almejar para os nossos filhos o melhor dos mundos é perfeitamente compreensível, entretanto o objetivo que subjaz as práticas são questionáveis. Os pais, a pedido das escolas ou por expectativas próprias, tornam a rotina de seus filhos uma maratona desenfreada de cumprimento de tarefas. Os próprios pais não conseguem dar conta numa cidade como São Paulo de levar e trazer de um lado para outro seus filhos das mais diversas atividades.  O tempo acelera para os pequenos e passa a ser um bem de alto valor para eles.

Na ansiedade de fornecer aos filhos todos os recursos creditados como necessários ao desenvolvimento, os pais correm o risco de subverter os valores em função de ter filhos mais competitivos, mais preparados para enfrentar o futuro.

desenhos_blogNo meu dia-a-dia, como psicóloga, atendo crianças e converso com seus pais e com aqueles responsáveis pela vida escolar e ouço afirmações como: “meu filho é muito inteligente”, “é incrível a capacidade dessa criança captar todas as coisas”, “é uma criança brilhante, mas que por algum motivo não vai bem na escola”, “meu filho tem uma inteligência acima da média, mas não tem amigos e não se relaciona”, “ele é um atleta nato, tem um talento surpreendente”  ou, o contrário, “ele é lento para fazer as atividades”, “não tem noção do tempo”, “não consegue se organizar com as lições”, “se distraí com facilidade” e  tantas outras afirmações que nos fazem pensar: qual o elo dessa cadeia que se perdeu?  O que será que tem levado as crianças mais e mais a profundos estados de tristeza, insônia, hiperatividade e déficit de atenção?

Felizmente hoje temos um repertório de conhecimentos vindos da medicina, psicologia, neurociência, que faz toda diferença para conhecermos a etiologia de alguns quadros e poder tratá-los. Fato que há 50 anos era incomum e, portanto, as providências de tratamento eram precárias.

Assim, não podemos somente atribuir à vida corrida que levamos o aparecimento dos distúrbios da infância. Sem dúvida, os fatores do dia-a-dia como violência, exigências competitivas, acesso fácil aos meios de comunicação e diminuição do tempo de infância, contribuem para aumentar quadros antes mais freqüentes na idade adulta.

O custo de compor uma família também é alto. Preparar os filhos tornou-se um grande e complexo investimento. Pais trabalham incansavelmente para manter seus filhos, para assegurar que recursos não lhes faltem. Na outra ponta temos crianças exigidas e cansadas, com pouco aproveitamento do tempo para brincar e aprender na escola.

O que seria esperado? Não oferecer as possibilidades de aprendizagem? Não, absolutamente.  Talvez o elo que precisamos encontrar em nosso dia-a-dia como pais seja o cultivo pelo aprender, pelo estudar e pelo conhecimento. Aprender não é um processo de cumprimento de tarefas, mas sim um processo de descobrir coisas novas, todos os dias, das mais simples às mais complexas.

Oferecer os recursos a partir da convicção de que mais do que resultados, esperamos que pais e educadores ajudem nossas crianças a criarem ideais construtivos.  Nem sempre as crianças têm idéia do processo no qual estão envolvidas, quais são as etapas de todo e qualquer aprendizado. Empenho, dedicação, perseverança são valores pouco sublinhados nos processos de aprendizagem.

*Blenda Oliveira é diretora da Casa Movimento – www.casamovimento.com.br -, doutora em psicologia clínica pela PUC-SP, psicanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo – SBP-SP -, além de psicoterapeuta.

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Duas boas dicas de exposições em Salvador

Para quem quer aproveitar as férias de julho, Conversa de Menina indica duas boas exposições que aportam em Salvador este mês. Uma delas é a mostra fotográfica Um Caminho, Seis Olhares – Caminho de Santiago na Galícia, que como o nome já diz, traz imagens feitas por peregrinos, seja em busca de iluminação espiritual ou para fazer turismo, no Caminho de Santiago, região da Galícia – Espanha. A outra mostra se chama Código Negro e exibe treze paineis que contam a história da escravidão a partir de um conjunto de documentos raros chamado Code Noir, onde o cotidiano das escravos nas colônias francesas era minunciosamente registrado. Confiram abaixo os detalhes sobre as exposições e boa diversão!

Caminho de Santiago em fotos de peregrinos

Santiago-250Mais de 300 fotografias que retratam os peregrinos e paisagens ao longo do Caminho de Santiago de Compostela, na Galícia (Espanha), compõem a mostra internacional “Um Caminho, Seis Olhares – Caminho de Santiago na Galícia”. A mostra será aberta à visitação pública a partir desta segunda-feira, dia 6, e poderá ser conferida de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, até o fim do mês, na Câmara Municipal de Salvador – praça Tomé de Souza, Centro. A entrada é franca.

A rota de peregrinos foi retratada sob o olhar de seis fotógrafos galegos: Delmi Álvarez, Fernando Bellas, Tino Martínez, Javier Teniente, Xulio Villarino e Tino Viz.  Salvador é a terceira cidade brasileira, depois de Rio de Janeiro e São Paulo, a sediar a exposição, que também já percorreu cidades como Bergen (Noruega), Copenhagen (Dinamarca), Estocolmo (Suecia), Varsovia (Polônia), Praga (Rep. Checa), Helsinki (Finlandia) e Viena (Áustria).

Serviço:

Um Caminho, Seis Olhares – Caminho de Santiago na Galícia

Quando: de 06 a 31 de julho, de segunda à sexta,  das 8h às 18h

Onde: Câmara Municipal de Salvador, Praça Tomé de Souza – Centro

Quanto: Entrada Franca

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Códigos decifrados da escravidão

code_noir_Sepia_PtitreA exposição Código Negro exibe 13 painéis com uma grande parte da história que não está nos livros escolares, se baseando no “Code Noir”, um conjunto de artigos que regulava a vida dos escravos das colônias francesas. O Código Negro era aplicado em colônias como Antilhas, Guiana e Guadalupe, apoiando a prática massiva da escravidão e legalizando punições corporais. Em particular, merecem destaque sessenta artigos criados em 1685 por Luis XIV, que representavam os estatutos civil e penal.

A exposição foi elaborada pelas Edições Sépia a partir de documentos originais, sendo preservados os textos originais, com algumas anotações pontuais indispensáveis à compreensão das passagens selecionadas. Para melhorar o conforto de leitura, algumas palavras ganharam sua ortografia atual.

Serviço:

Exposição Código Negro

Quando: 16 de julho a 03 de agosto,de segunda à sábado, das 8h30 às 21h; domingos e feriados, das 14h às 21h

Onde: Galeria da Aliança Francesa – Ladeira da Barra

Quanto: Entrada Franca

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Convocação extraordinária aos chocólatras de Salvador

Meninas e meninos, uma noticia doce para animar nosso domingo de Páscoa. Um empresário paulista, fascinado pelo filme A Fantástica Fábrica de Chocolate e pelo carismático Willy Wonka, ambos criações do genial escritor Roald Dahl, decidiu construir um parque temático inspirado na obra. O parque fica em São Paulo, mas, agora vem a parte mais gostosa da notícia, vai fazer um excursão itinerante pelo país, passando por Salvador. Quem nos presenteia com esse grande furo de reportagem em plena Páscoa é a jornalista Mariana Carneiro, autora do blog Pequenópolis. Leiam aqui a íntegra da notícia e preparem os cupons dourados!

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Os três anos do Museu da Língua Portuguesa

Entrada do Museu
Entrada do Museu

O Museu da Língua Portuguesa está fazendo aniversário hoje. São três anos de informação e muita cultura para a população da capital paulista e seus visitantes. Localizado no edifício histórico da Estação da Luz, na Praça da Luz, o local aposta no diferencial, utilizando tecnologia de ponta e recursos interativos para expor palavras.

O que temos são telas, teclas, sons, imagens, cores… um show de material interativo. Onde está a lógica disso tudo? A própria justificativa da idealização do museu explica: a língua portuguesa, o acervo do museu, é um patrimônio imaterial. Não poderia, portanto, estar aprisionado em redomas de vidro.

O preço para a visita é módico (hoje custa R$ 4) e é possível programar visitações em grupo, bastando fazer uma inscrição prévia por meio do telefone ou e-mail que estão logo no final deste texto. Estudantes com carteirinha ou comprovante de matrícula pagam meia-entrada. Professores da rede pública com holerite e RG, crianças até 10 anos e adultos a partir de 60 anos não pagam ingresso. Vale lembrar que aos sábados a visitação é gratuita.  

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>> Assista à reportagem sobre o museu


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Ao entrar nas instalações do museu, a sensação é que estamos em um espaço vivo. A história da língua portuguesa se  espalha pelas salas, há apresentações em vídeos, monitores interativos e todos podem interagir com as telas, conhecendo um pouco mais da nossa cultura verbal, oral e escrita.

O objetivo é valorizar a língua portuguesa, a diversidade cultural brasileira, apontando a língua como elemento fundamental e fundador da nossa cultura. Paralelamente, há uma série de atividades, como cursos, palestras seminários, apresentações gratuitas, dentre outras.

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>> Veja a apresentação multimídia do Museu da Língua Portuguesa
>> Site oficial, com agenda, dicas e informações úteis
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É um passeio que vale muito à pena para aqueles que estão de passagem pela capital paulista. A gente sai de lá muito mais apaixonado pela língua portuguesa e com uma compreensão infinitamente maior da construção do nosso idioma e de sua importância como elemento firmador de uma cultura e da identidade de um povo.

Projeção de filme sobre a língua
Projeção de filme sobre a língua

São três andares de muita arte. No primeiro, as exposições temporárias. No segundo piso, a grande galeria exibe projeções simultâneas de filmes que valorizam o uso cotidiano da língua, e os totens se dedicam a mostrar as influências e os povos que contribuíram para a formação do nosso português. É lá também que painéis explicam a história da Estação da Luz e jogos eletrônicos possibilitam os visitantes brincarem com a formação das palavras. E no terceiro andar, um auditório onde um filme de dez minutos é exibido sobre as origens da língua portuguesa falada no Brasil.

Se tem um passeio do qual não há como se arrepender, aqui está ele. Vamos valorizar nossa cultura!!!

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Serviço:
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>> Agende suas visitas:
(11) 3326-0775 ou agendamento@museudalinguaportuguesa.org.br
>> Bilheteria:
Terça a domingo, das 10h às 17h.
>> Museu:
Terça a domingo, das 10h às 18h (não abre às segundas-feiras)
Endereço: Praça da Luz, s/nº, Centro – São Paulo – SP
>> Mais informações:
 (11) 3326-0775 ou museu@museudalinguaportuguesa.org.br

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