Botas com desconto na Perere
A loja Perere, que atende a clientes de todo o Brasil por meio de sua loja virtual, está com promoções especiais na linha de botas. Os descontos podem chegar a 35%, a depender do modelo. A promoção segue até o dia 4 de setembro. A loja também tem uma sede física, para os clientes de São Paulo, e fica lá na Vila Madalena. Para quem está em Sampa, vale dar uma conferida.
Impec lança No Shoes Baby
Conforto, leveza, diversão e praticidade para os pés dos bebês. A Impec acaba de lançar uma linha de sapatos-meia, com modelos variados e diversas estampas. Os calçados possuem solado antiderrapante e cheirinho de tutti-frutti. A linha está disponível nas numerações 17/18, 19/20 e 21/22 pelo valor de R$39,90. Para adquirir os modelos, basta acessar o site oficial da marca ou entrar em contato com o SAC pelo número (16) 3713 7444.
La Vie, a nova Eco Sandal da Gooc
A Goóc, marca que se tornou hit entre os ecologicamente corretos por usar material reciclável e fibras naturais renováveis em suas peças, lançou uma nova versão de Eco Sandal feminina, a La Vie, feita de pneu reciclado e com uma tecnologia que faz o calçado pesar apenas 100 gramas, tornando-o levíssimo (a sandália mais leve atualmente no mercado, segundo o material de divulgação da marca). O modelo possui ainda duas caneletas centrais para amortecer os passos e garantir o conforto ao caminhar. Destaque para a sinuosidade dos cabedais e para os metais com banho prateado e cravejados que enfeitam as tiras. Visite o site oficial da marca e veja onde encontrar a La Vie.
Super queima de estoque Di Santini
A loja de calçados Di Santini está em promoção, com descontos de até 70% nos calçados da coleção de inverno. Segundo o material de divulgação, a promoção também é extensiva aos acessórios, como bolsas, carteiras e cintos. Todas as 110 lojas da rede, espalhada por vários estados do País participam da liquidação, que segue até o final do mês. Para dar uma geral no que pode ser encontrado nas lojas, basta acessar o site da rede de calçados.
Linha de tênis multifuncional adidas
A adidas investiu em uma coleção de tênis para trainning que alia funcionalidade, conforto e beleza. A proposta da marca é atender ao público que gosta de estar na moda até durante a prática de esportes. A coleção foi batizada Fluid Motion e chega ao mercado com oito combinações de cores, em modelos masculinos e femininos. Segundo material de divulgação, os calçados são leves e oferecem 360º de flexibilidade e liberdade nos movimentos. Os preços variam de R$ 279,90 a R$ 299,90.
Primavera-verão 2011 Le Lis Blanc
A aposta da coleção da marca é no visual Urban Chic e nas referências étnicas. Os modelos já podem ser vistos nas lojas do Shopping Iguatemi e do Salvador Shopping. A intenção da marca é aliar a leveza à sofisticação, com looks confortáveis e bonitos. Dentre as peças: saias rodadas de cintura marcada, saia lápis, vestidos tubinhos, short-saias, blusas volumosas nas mangas, vestidos com babados, rendados e rebordados em homenagem aos anos 70. As cores variam entre o nude, pêssego, off white e branco, com tons vibrantes, como coral lavado, azul piscina e amarelo, além do preto e do azul marinho. E também tem acessórios. Vão lá conferir.
Shaving Mousse da Manner for Men
A dica é para os rapazes que sofrem com a rotina constante de barbear-se. De acordo com o material de divulgação, o creme para barbear da Manner for Men previne a irritação da pele e os cortes, devido a sua fórmula à base de produtos naturais, como o aloe vera. A dica da assessoria de imprensa para os meninos barbudos é lavar o rosto com água morna antes do início do processo (para abrir os poros e evitar que o pelo encrave). Em seguida, use um sabonete para limpar a região, removendo impurezas e a oleosidade. Depois é só aplicar o Shaving Mousse, cuja espuma macia e leve evita que a lâmina de barbear corte a pele. Outra dica é barbear-se no sentido do nascimento dos pelos, para evitar a foliculite (vermelhidão e bolinhas de pus na região afetada). Para saber onde encontrar o produto, clique aqui ou entre em contato com o SAC pelos números (11) 3285-0089 / 3399-4465 / 3876-9198.
Perfume de ambiente com Chá Branco e Lichia da Lumi
O perfume de ambientes da Lumi Cosméticos, que integra a linha Lumi Spa, ganha agora uma nova fragrância: chá branco com lichia. O preço sugerido é de R$ 19,80 (250ml). Para adquirir o produto, acesse o site da Lumi Cosméticos ou entre em contato com o SAC pelo número 11-3246-4664.
Bazar da Dona Brígida
A loja multimarcas Dona Brígida, localizada no Shopping Paseo, promove o bazar elegante durante todo o mês de agosto. São peças, lingerie e acessórios com descontos. Produtos de marcas como Miss Victoria, Tarcísio Almeida, Cavendish, Dona Doida, Áurea Prates e Última Hora podem ser adquiridas por preços de até R$ 99,00. Vale a pena conferir.
Creme de pentear para definir cachos
O Instituto Beleza Natural, especializado em cabelos crespos e ondulados, oferece cinco opções de cremes para pentear sem enxague: Tradicional (define cachos e controla o volume); Levíssimo (indicado para quem quer os cachos mais leves e soltos); Solar (com filtro solar em sua fórmula); Brilho Intenso (proporciona brilho acentuado graças ao complexo de silicone em sua formulação); e Infantil (hidrata, diminui o volume e define os cachos dos pequenos).
O material de divulgação traz algumas dicas bacanas de como extrair o melhor resultado dos produtos. Primeiro, aplicar o creme com os cabelos úmidos e cobrir todos os fios. Em seguida, amassar os cachos com as mãos em forma de concha. Após secar, o fio fica bem hidratado, com a aparência de que foi tratado com um gel seco. Para finalizar o penteado, o conselho é amassar todas as mechas mais uma vez com as mãos embebidas em reparador de pontas. a fim de controlar o volume e dar um aspecto natural aos fios.
Os produtos são vendidos na rede de salões Beleza Natural. Veja onde encontrar um.
Finalizando a série Test Drive Especial, iniciada no sábado, publico algumas informações úteis sobre a acne e os mitos e verdades sobre a doença. Também acrescento ao post alguns produtos que já utilizei e minhas impressões sobre a eficiência. Confiram:
*Espinhas: mitos e verdades
Problema que atinge 90% dos adolescentes pode aparecer em qualquer estágio da vida após a puberdade. Saiba no que você pode acreditar ou desacreditar:
– “Chocolate dá espinhas?” – A acne é uma doença do folículo piloso, causada quando ocorre fechamento dos poros, aumento da produção e alteração da composição do sebo e conseqüente proliferação bacteriana. Alguns indivíduos podem passar a adolescência sem qualquer sinal da doença, porém a maioria deles possui tendência genética e pode sofrer dias, meses e até mesmo anos por causa de espinhas e cravos, que podem aparecer em qualquer estágio da vida. Segundo a dermatologista Annia Cordeiro Lourenço, o processo de formação e seu aparecimento começam na fase da puberdade porque os hormônios influenciam na produção das glândulas sebáceas. “Essa glândula produz o sebo, que, quando acumulado dentro do poro, resulta na proliferação da bactéria causadora das espinhas. Estudos recentes mostram que uma dieta rica em carboidratos de alto índice glicêmico – como doces, pães e biscoitos – levam a uma alteração na resistência à insulina, o que estimularia o aparecimento da acne. Entretanto, essa relação é hormonal e indireta, pois a gordura que comemos não vai para a pele”, ressalta a médica.
Segunda opinião: De acordo com a Academia Americana de Dermatologia, estudos científicos até hoje não comprovaram a conexão direta entre acne e dieta alimentar.
– “Acne é coisa só de adolescente”? – Mito. Após a puberdade, a acne pode aparecer em qualquer etapa da vida do ser humano, pois depende do estímulo hormonal de cada pessoa e da produção das glândulas sebáceas, além de outros motivos. Algumas mulheres têm alteração hormonal resultante de ovário policístico e é importante diagnosticar o quanto antes.
Segunda opinião:Muitos outros fatores podem desencadear a acne como a elevação do nível de estresse, que estimula a produção de oleosidade e o uso excessivo de corticóides (meu caso), pois isso acarreta alterações hormonais.
– “Existem tratamentos que podem acabar com a acne para sempre?” – Verdade. Alguns remédios podem acabar com o problema de vez. Todos eles são receitados pelo médico e a chance de cura chega a 85%, diz Dra Annia. Mas é importante o diagnóstico de um especialista, pois os tratamentos variam de pessoa para pessoa.
Segunda opinião:Medicamentos devem ser adotados em casos severos e sempre com orientação médica. Uma limpeza intensa ou agressiva da pele com acne pode intensificar a inflamação, mas cuidados básicos de higiene e o uso de produtos corretos para o tipo de pele, além daqueles que ajudam a equilibrar a oleosidade, ajudam no combate à doença.
“A acne pode durar a vida inteira?” – Verdade.Homens e mulheres podem desenvolver acne de todos os tipos e em qualquer idade após a adolescência. Por isso é indicado tratá-las sempre, para evitar que ela deixe cicatrizes no rosto.
“Qualquer creme ou gel anti-acne resolve o problema?” – Mito. O uso de produtos oleosos como cremes e filtros solares não adequados promovem o aparecimento ou pioram o quadro de acne. São indicados géis com ácidos salicílico, retinóico e glicólico, sob orientação do dermatologista. Para a limpeza, deve-se usar sabonetes desengordurantes, mas não em excesso.
Processo inflamatório da acne na pele, com a infecção do folículo capilar por bactérias e a obstrução das glândulas sebáceas.
Segunda opinião: A acne é causada pela obstrução dos poros, que retém a oleosidade no seu interior. Para combater a doença, é preciso interromper esse ciclo, visto que a pele não pára de produzir óleo. Manter a pele limpa é essencial. Não é a pele oleosa que causa acne, pois a doença está associada à produção de óleo abaixo da superfície da pele. A superfície da pele de quem tem acne pode variar de seca a oleosa e requer cuidados de hidratação da mesma forma, a diferença é que os produtos precisam ser livres de óleo e não comedogênicos, além de ter a fórmula à base de água.
“Apertar a espinha pode causar danos irreversíveis na pele?” – Verdade. Ao apertar a espinha, corre-se o risco de aumentar a inflamação e deixar uma cicatriz ainda maior que pode ser permanente.
*O guia de mitos e verdades sobre a acne foi enviado ao blog pela Nume Comunicação e a fonte usada é a médica Annia Cordeiro Lourenço. Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), ela fez residência em Dermatologia na Santa Casa de Curitiba e especialização na mesma área na Sociedade Brasileira de Dermatologia. Além disso, fez estágios em hospitais de Miami e Barcelona. A segunda opinião (em vermelho) foi retirada do folheto explicativo do Sistema de Cuidados da Pele com Tendência à Acne, da marca de cosméticos Mary Kay.
Alguns produtos para pele oleosa ou com acne que também já usei:
Gel Secativo Controlador da Oleosidade Moiskin – O gel é da marca Amway e atua localmente, secando a acne. A base da fórmula é formada por produtos naturais como Aloe vera, pepino, goiaba, acerola, maracujá, guaraná, alcaçuz, lecitina, limão, hamamélis, camomila e chá verde (todos esses tem propriedades adstringentes e cicatrizantes). Também tem zinco, vitamina E e glicerina. Pessoalmente, aplico um pouco do gel sobre a espinha e a vermelhidão some com o uso diário, reduzindo também o tamanho da acne. Mas antes de aplicar, faço uma limpeza no rosto.
Linha Clearskin Professional – Esse kit é da Avon e para mim é bem mais eficiente que a outra linha anti-acne da marca, a Clearskin. Já experimentei as duas e a Professional não ressecou nem descamou minha pele, como a anterior. O kit vem com um gel de limpeza que também é esfoliante e que ajuda a remover pontinhos negros e a refinar a pele; um pote com discos embebidos numa locação adstringente (achei super prático. Vem 45 discos, dura em média um mês e meio, porque eu usava um por dia); e por fim, um creme anti-acne que ajuda a reduzir a vermelhidão e secar as espinhas, mas sem ressecar a pele, no meu caso, ficou até bem hidratada. A consistência é de um creme leve, a pele fica fresca, limpa, hidratada, mas não fica brilhosa ou melecada. A fórmula é à base de ácido acetil-salicílico e na bula dos produtos há a recomendação de evitar sair no sol enquanto faz o tratamento. Só uso durante à noite e mesmo assim, no dia seguinte, coloco protetor solar. Com esses cuidados, não tive manchas na pele.
Serviço: onde achar?
Eu compro Avon com uma colega de trabalho, que é revendora. Mas há também o site da marca: www.br.avon.com
Máscara de pepino – Essa máscara é do tempo da minha mãe. Ela usava quando eu era criança e depois de adulta, adotei também. É da linha Avon Basics e embora não tenha a função específica de prevenir ou tratar acne, comigo sempre funcionou para acalmar a pele, manter limpa e fresca e remover camadas de células mortas. É recomendada para todos os tipos de pele e como a base da fórmula é o pepino, tem propriedades cicatrizantes.
Serviço: onde achar?
Eu compro Avon com uma colega de trabalho, que é revendora. Mas há também o site da marca: www.br.avon.com
Natura Faces Pele Mista a Oleosa – Dessa linha, que é formada por gel de limpeza, tônico adstringente e hidratante livre de óleo, meu xodozinho é o tônico adstringente, que sempre uso como removedor de maquiagem, porque gosto do cheiro e porque não é gorduroso. O hidratante tem o ponto positivo de dar uma cobertura matte e o gel de limpeza é bem refrescante. Para combater a minha acne não foi muito eficiente, mas funciona como um limpador da pele para uso diário.
Serviço: onde achar?
Além das revendedoras Natura, que sempre tem uma por perto, vale olhar o site: www.natura.net
Natura Todo Dia Hidratante Pele Mista a Oleosa – Esse é outro produto baratinho e prático de carregar na bolsa, de que gosto muito. O hidratante é à base de proteínas do leite. Uso no dia a dia, até mesmo em casa, quando acordo e lavo o rosto. É bem fresquinho e tem secagem rápida (não gosto de nada que fique melecado), além do cheiro ser suave, quase sem cheiro na verdade. Prefiro sempre cobertura matte a cobertura brilhosas e esse hidratante é livre de brilho. Esse creminho deixa a pele com aquela sensação de banho recém-tomado, que pessoalmente, gosto bastante.
Serviço: onde achar?
Além das revendedoras Natura, que sempre tem uma por perto, vale olhar o site: www.natura.net
Clean e Clear – Dessa linha da Johnson & Johnson uso sempre o tônico adstringente, também para remover resíduos de maquiagem, e o gel secativo. O gel reduz a vermelhidão e o tamanho das espinhas, mas comigo nunca preveniu o surgimento de novos pontos de acne. E o tônico é bem fresquinho, há várias versões, inclusive um geladinho, para fechar os poros e combater cravos. Sempre combino porém, com um hidratante poderoso, porque na minha pele, a ação dos produtos acaba provocando um pouco de ressecamento (provavelmente devido à concentração de ácido acetíl-salicílico). A vantagem é que essa linha é facilmente encontrada em qualquer farmácia ou supermercado e os preços são bem acessíveis.
*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.
Conversando com uma amiga esses dias, me lembrei de alguns momentos de infância e voltei a comentar sobre o jeito de viver dessa criançada de hoje em dia. Nessa nossa contemporaneidade pós-moderna, para ser mesmo redundante, criança usa cada vez menos a imaginação. Tudo em torno da criança é comprado nas lojas e muitas delas nem sequer viram um morango, apesar de tomar todos os dias o iogurte com esse sabor. São crianças de apartamento e supermercado.
Uma gurizada altamente super protegida que não pode sequer andar alguns metros do carro até a porta da escola porque os pais insistem em praticamente deixá-las dentro da sala de aula, de carro. E haja fila dupla. Entendo perfeitamente os argumentos sobre a violência que assola Salvador, mas convenhamos, é um exagero de classe média que atrapalha muitas vias nos horários de entrada e saída dos estabelecimentos. Vamos ser cuidadosos, mas neurose faz mal até mesmo para a própria criança que cresce poupada da realidade em seu entorno. Que acha que qualquer guri que não pareça com ela é pivete e vai ameaçá-la de morte tentando levar seu tênis ou celular da moda.
Papéis coloridos, varinhas de bambu, cola e linha. Matéria prima para belas arraias que voam no céu e fascinam qualquer criança
Para muito além dos benefícios que alguns alardeiam sobre os jogos eletrônicos, essa criança dos dias de hoje anda muito automatizada. Guardadas as sempre honrosas exceções, não sabe fazer trabalhos manuais, não mexe mais com papel de seda, papel cartão, cola, linha, pedaços de sucata e madeira. Eu me lembro muito bem que em épocas festivas como São João e Copas do Mundo, meu pai me chamava para ajudar a fazer bandeirolas do tipo pé de banco ou mesmo correntes feitas com tiras de papel de seda colorido.
Mesmo que uma atividade inicialmente divertida, terminasse virando cansativa, afinal, poucas crianças pequenas conseguem se concentrar por muito tempo numa mesma tarefa, aquilo era marcante para mim, pois eu tinha criado alguma coisa. A sensação de ver o papel colorido em folhas enormes, ser recortado, transformado em figuras geométricas e depois estendido com capricho no alto perto do teto de casa, era indescritível.
Eu até hoje sei fazer arraia, como a gente chama aqui em Salvador, ou pipa, em outros lugares, sei fazer balões, sei fazer chapéu de soldado com folhas de jornal, aviõezinhos de papel e lembro que isso me distraía por bastante tempo. Volta e meia me pego fazendo dobraduras relaxantes. Mas o que é que acontece hoje, em tempos de São João? Pais e mães vão às lojas, compram tudo pronto e só têm o trabalho – isso se não mandarem a assistente do lar ou a diarista fazer – de pendurar o material.
Balões coloridos ornamentam uma das festas mais apreciadas no Nordeste brasileiro, o São João
Em tempo de Copa é a mesma coisa. Poucos são os que estimulam a garotada a fazer pinturas de camisa com as cores da bandeira nacional, inventar sua própria decoração e brincar de imaginar mesmo. Será que é porque dá trabalho? Despende-se muita energia nesse serviço? Porque com certeza sai mais caro e bem menos divertido fazer as coisas com as próprias mãos. Se um dia eu tiver um filho ou uma filha, ele ou ela com certeza vai aprender a fazer trabalhos manuais porque isso trabalha a imaginação, trabalha a paciência, ensina regras e ainda melhora a coordenação motora. Praticidade demais, às vezes, só atrapalha.
Conforme prometido no post deste sábado, sobre a linha TimeWise, da Mary Kay, a segunda parte do Test Drive Especial detalha minha experiência com o Sistema de Cuidados da Pele com Tendência à Acne, da mesma marca. Como informado anteriormente, o investimento nos produtos foi pessoal, como consumidora, e não via assessoria, para testes como jornalista. Abaixo, confira minhas impressões de uso:
Mudança de rotina: do TimeWise ao sistema anti-acne:
O Kit de cuidados TimeWise fez maravilhas pela minha pele, como contei para vocês no post anterior, mas após cinco meses de uso diário e intensivo, com recuperação de danos causados pela ação do tempo, como a atenuação das ruguinhas de expressão, e a melhora do tônus e da hidratação geral da pele, que se tornou mais viçosa e luminosa, eu e minha consultora de beleza chegamos à conclusão de que era necessária uma intervenção mais drástica na acne renitente. Basicamente, as espinhas em mim aparecem nas maçãs do rosto e no queixo. Embora não seja do tipo severo, com inflamação aguda, a acne, ao longo do tempo, me deixou com algumas marquinhas e manchas. Engraçado é que na adolescência eu não tive acne e até uns 27/28 anos, também não. Ela surgiu após um longo período em que precisei tratar um processo infeccioso grave com corticóides.
Esse é o kit do sistema anti-acne da Mary Kay. É vendido na versão maior, que dura, em média, três meses e na versão menor, que possibilita um mês de teste
Segundo minha dermatologista, meu caso de acne não requer uma intervenção radical com laser ou isotretinoina. Além disso, como sou autoimune e alérgica a antiinflamatórios e a alguns tipos de antibiótico, evito tratamento medicamentoso. Sou adepta da homeopatia e da medicina natural desde 2002, o ano em que adoeci e fui submetida a ação desastrosa dos corticóides por seis longos meses. Ao sair da fase aguda da doença – uma síndrome autoimune caracterizada pela alergia a fármacos – decidi que não tomaria mais remédios e tenho buscado sempre me tratar sem ajuda de substâncias químicas. Daí que, após consultar a dermo sobre a possibilidade de buscar uma solução cosmética para as espinhas e com a devida anuência da médica, decidi atacar o problema alterando minha rotina de cuidados diários e trocando alguns produtos da linha TimeWise pela do sistema anti-acne.
Ao iniciar o uso desse sistema, fiz algumas substituições de produtos da linha TimeWise, primeiro para facilitar minha rotina – saio de manhã cedo, passo o dia fora de casa – e, em segundo lugar, porque misturando os dois kits eu acabaria não sabendo se o sistema anti-acne funcionaria mesmo ou não.
Este é o gel de limpeza, que remove o excesso de oleosidade e elimina células mortas, preparando a pele para os passos seguintes do tratamento anti-acne
Da linha TimeWise e dos produtos mencionados no post anterior, eu mantive: o sistema de cuidados dia e noite (o dia, porque tem protetor solar e o noite porque a função dele é nutrir a pele e recuperar os danos do tempo, enquanto durmo); o complexo firmador para a área dos olhos; o complexo antiidade para os lábios; a base líquida e a base com acabamento em pó. Aposentei, temporariamente: o kit de microdermoabrasão, a máscara purificante de argila, o cleanser 3-1, e o hidratante redutor de linhas de expressão com FPS 15. Pretendo voltar a usá-los tão logo me livre das espinhas. A melhora é mês a mês.
A linha anti-acne é formada por três produtos, que foram encaixados no lugar dos aposentados temporariamente acima citados: o gel de limpeza (que substituiu o cleanser), a loção para pele com tendência à acne e o creme secativo.
A loção é translúcida e de textura sedosa. Além de auxiliar o controle da oleosidade, aumentando a vida útil da make, ela reduz a aparência dos poros e blinda a pele contra a sujeira externa (que serve de alimento às bactérias da acne)
Uso a linha anti-acne duas vezes por dia. De manhã cedo, lavo o rosto com o gel de limpeza, aplico a loção e por último, coloco o creme secativo. Um minutinho depois, completo os cuidados da manhã com o complexo diurno com FPS 25, da linha TimeWise, os complexos firmador para os olhos e antiidade dos lábios, a base líquida e a base em pó, fechando a série com a maquiagem (sempre discreta, porque não gosto de make pesada, nunca). Á noite, após usar um removedor de maquiagem, lavo o rosto com o gel, aplico a loção, coloco o creme secativo e fecho o ciclo com o complexo noturno (aquele que estimula o colágeno e recupera a pele durante o soninho).
Quem lê pensa, “que trabalheira”! Ou ainda, “que peruice”! Respondo o seguinte: não levo nem cinco minutos nessa preparação da pele e acrescento: independente do resultado visível e elogiado, faz um bem enorme à autoestima a gente tirar cinco minutos para “se curtir” na frente do espelho. É um carinho que faço a mim mesma antes de enfrentar um novo dia. Cuidar de si faz bem ao corpo e a alma, mas para isso não é preciso virar Narciso.
Os três produtos do kit tem resultado melhor se usados juntos, porque um passo potencializa a ação do seguinte. Sigo a orientação da minha consultora nesse aspecto e o resultado não pode ser melhor. Os produtos possuem 2% de ácido acetil-salicílico, um forte combatente da acne e por ter concentração baixa, não me provoca alergia (mas recomendo que vocês façam como eu fiz, conversem antes com a dermatologista). Além disso, na fórmula, também há ingredientes naturais com ação antiinflamatória.
Creme secativo da linha anti-acne Mary Kay, reduz a vermelhidão e os pontos de inflamação. A absorção é super rápida, um minuto depois de aplicar, já começo minha make tranquilamente
No final da minha primeira semana de uso, notei que as espinhas estavam menores e menos vermelhas. O mais legal é que novos pontos de acne não surgiram mais e os poros na testa, que andavam meio exibidos demais para o meu gosto, foram todos fechadíssimos. Um mês após o uso duas vezes por dia, as marcas mais clarinhas de acne, as mais antigas, começaram a sumir e a pele onde não havia espinhas, está mais clara e sedosa. A redução das espinhas no meu caso, já ultrapassa a casa dos 70%. No nariz, bem como no queixo, nada de pontinhos pretos de cravo, que já tinham começado a ser eliminados graças a microdermoabrasão da linha de cuidados anterior. Meu grau de satisfação está beirando os 90% após três meses de tratamento (usei só o TimeWise de janeiro a maio e desde junho comecei o sistema anti-acne). Pretendo manter essa rotina ainda por algum tempo, antes de partir para a próxima etapa, porque já ando de olho nas novidades…
Dica:Por ser à base de ácido acetil-salicílico, o kit anti-acne pode ressecar um pouco a pele de algumas pessoas, mas a solução é usar um hidratante. No meu caso, não sofri esse efeito e pude dispensar o uso do hidratante com facilidade, ficando apenas com a hidratação do meu complexo diurno, que também é um bom protetor solar. Minha pele não ressecou, não descamou e nem ficou manchada, mas como o ácido acetil queima, evite expor-se ao sol sem protetor enquanto fizer o tratamento.
SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) – 0800 7020738.
Não sou consultora, apenas consumidora da Mary Kay. Há uma ferramenta no site da marca que mostra onde tem consultoras em diversas regiões do país. Para saber onde encontrar uma delas, acesse aqui, basta botar o CEP da cidade que eles dão a lista.
E nesta segunda-feira, não perca o último post da série Test Drive Especial, com os mitos e verdades sobre acne e as dicas de outros produtos que experimentei.
*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.
Identidade é coisa muito séria. Não é a tôa que vemos tantas mulheres angustiadas e tristes por desejarem se adequar a um padrão de beleza que pouco ou nada tem a ver com elas, com a sua história de vida e com seus princípios. Querer ser magra é até justificável se o objetivo for ter menos problemas de saúde e manter o corpo saudável por mais tempo (e que isso não seja apenas um discurso de dentro pra fora porque há as que emagrecem a base de remédios barra pesada, ficam “lindas” por fora e no discurso, mas doentes por dentro).
Estar um pouco acima do peso não é nenhum problema, nenhum nutricionista vai recriminar quem quer que seja em termos de saúde se possuir alguns quilinhos de sobrepeso. A questão é querer se manter magra para ficar parecida com a atriz/modelo da novela ou com a modelo/atriz das passarelas. Até porque, já não é novidade para ninguém, várias das que aparecem nas capas de revista não são magérrimas do jeito que aparentam. Suas gordurinhas, pneuzinhos, tatuagens e até umbigos são consertados e colocados no “padrão” desejado por meio de programas de editoração de imagens como o Photoshop. E a menina que for sonhar em ser como elas vai quebrar a cara com certeza.
Modelo Filippa Hamilton foi desfigurada por meio do Photoshop. Ela acusou a Ralph Lauren de tê-la demitido por ter engordado demais e não caber mais nas roupas. A solução encontrada foi forjar a magreza da moça
Recentemente, virou até moda dizer que as fotos que aparecem na revista não foram retocadas, como aconteceu com a atriz Cléo Pires que alardeou que não tinha sido “photoshopada” na Playboy mas admitiu, logo depois, que havia sido, sim, retocada.
E quando falo de identidade, não me refiro somente ao corpo. Cabelo também tem a ver com identidade. O seu tipo de cabelo evidencia sua origem étnica e fala muito sobre o que você pensa sobre si mesma através das intervenções e modificações que faz nas madeixas. Por bastante tempo sofri com essa questão identitária pois, à exceção de alguns anos em que usei o cabelo enrolado, nos últimos seis anos, pelo menos, mantive o cabelo à base de químicas que o deixavam com aparência lisa.
Atriz Carol Castro teria pedido para retirar a tatuagem e "otras cositas mas" também foram retiradas. É só dar uma olhada com mais atenção, que você vai descobrir o quê...
Desejava voltar ao enrolado, mas não encontrava uma solução que me deixasse satisfeita pois o tratamento com bigudinhos de antigamente exigia doses e mais doses de creme que deixavam o cabelo com aspecto melecado e até mesmo repulsivo. Naquele tempo, não gostava que ninguém tocasse no meu cabelo até mesmo por vergonha da aparência dele. Meus problemas começaram a acabar quando soube que havia uma rede de cabeleireiros que tratava o cabelo afro-descendente, como é o meu caso (aquele cabelo que nunca aparece nas revistas femininas), estimulando o fio a enrolar de forma natural, sem a violência da modelação por meio de bigudinhos.
Quando a rede Beleza Natural chegou a Salvador, me informei por telefone e soube que precisaria ficar afastada da química anterior por pelo menos três meses. Esperei cinco meses de cabelo amarrado diariamente e já me programava para ir ao salão quando fui convidada por meio de “voucher” encaminhado pela assessoria de imprensa da rede em Salvador, a experimentar gratuitamente o Super-Relaxante com direito a um novo corte. Aceitei, marquei hora e me submeti à prática.
Até Claudia Leitte entrou na "faca" do Photoshop. Ou melhor, o umbigo dela foi extirpado da foto. Onde foi parar o umbigo da carioca-baiana cantora de axé, minha gente?
O resultado obtido foi o melhor possível. Meu cabelo ficou muito melhor do que eu esperava e ouvi elogios unânimes das pessoas ao meu redor. Meu cabelo agora é enrolado e vai continuar sendo porque eu me sinto mais livre desta forma. Olho no espelho e vejo uma mulher muito mais parecida com o que sou de verdade e sem o estresse das químicas agressivas e da eventual chapinha. Agora, depois que o frio passar e a temperatura aumentar, poderei voltar a praticar minha adorada natação, sem me preocupar com a aparência do cabelo após sair da piscina. Estou muito feliz mesmo e satisfeita com meu novo visual. Não canso de me olhar no espelho. Melhor do que isso, só a entrevista que segue abaixo com a dona e idealizadora da rede de salões Beleza Natural, Heloísa Assis, mais conhecida como Zica, uma mulher que correu atrás do seu sonho e o realizou, contemplando, por extensão, o sonho de tantas outras. Inspiração para todas nós. Ah, a foto do meu novo look vou ficar devendo, mas assim que a tiver postarei aqui no blog. Beijos e boa leitura.
GC – Seu salão tem uma estratégia muito inteligente que é contratar funcionárias que causam uma forte identificação entre as clientes que possuem tipo de cabelo semelhante. Pelo que conversei no salão, inclusive, muitas usam o Super Relaxante e atribuo a isso o fato de elas explicarem tão bem o funcionamento do processo. Como você chegou a esta configuração, você fez estudos de marketing ou foi mesmo uma intuição muito certeira que deu resultado na prática?
ZICA – Sempre tivemos o foco em dar a oportunidade do primeiro emprego às pessoas. Aliado a isso, muitas clientes que vinham ao instituto se interessaram pelos cargos que oferecíamos. Ano após ano, esse movimento aumentou e hoje contamos com 90% de nosso quadro de colaboradores formado por ex-clientes, tanto na operação, quanto nas áreas administrativas e na fábrica. Como utilizamos fortemente o marketing de relacionamento, esta oportunidade acabou virando uma importante ferramenta para instrução de nossos serviços e produtos e também para ouvirmos de perto e entendermos melhor os anseios das nossas clientes.
GC – Eu me identifiquei fortemente com o seu salão desde que vi a matéria no Mundo S/A (programa semanal sobre economia do canal GNT) e fiquei muito feliz quando vi que tinham chegado em Salvador, até porque usava métodos que não me satisfaziam plenamente. Ao usar o Super Relaxante, obtive exatamente o resultado que buscava. Como você chegou a esse produto? Sei que foi um esforço pessoal seu, com base na sua insatisfação com o próprio cabelo.
ZICA – Meus cabelos (muito crespos e sem maleabilidade) me incomodavam muito. Resolvi, então, estudar para ser cabeleireira porque acreditava que, conhecendo meu fio, poderia fazer alguma coisa para melhorar minha situação – não me conformava em ter de alisar os cabelos para ficar com um aspecto razoável. Eu percebia que, quando saía do banho, meus cabelos ficavam pesados e mais macios, com os cachos definidos. Era assim que eu gostaria que eles ficassem. Passei dez anos estudando o fio crespo e misturando e testando cremes e produtos com o intuito de me dar aquele visual sonhado: cabelos naturais, cheios de cachos, com brilho, maciez e beleza. Quando cheguei à fórmula que deu aos meus cabelos mais maleabilidade, o Super-Relaxante, além de ficar extremamente feliz com o resultado, percebi que poderia levar essa solução para várias pessoas da minha comunidade, todas com um problema similar ao meu. Assim surgiu o primeiro salão Beleza Natural, na Tijuca, no Rio de Janeiro. Hoje, temos onze institutos, sendo nove no Estado do Rio de Janeiro, um em Vitória (ES) e outro em Salvador (BA). Nossas unidades têm, em média, 1.000m² e atendem, mensalmente, cerca de 70 mil clientes.
Ao realizar o próprio sonho, Zica atendeu o desejo de um montão de outras mulheres, inclusive euzinha!
GC – Você transmite uma imagem muito forte de determinação e busca do próprio sonho que acabou se tornando realidade. Será esse o “segredo” do sucesso do Beleza Natural, ter nascido de uma necessidade pessoal que atende à comunidade que não era contemplada pelos salões atualmente obcecados pelo alisamento e pela chapinha?
ZICA – Acho que o sucesso veio porque as clientes encontraram um local onde finalmente alguém entendia o problema do cabelo crespo e respeitava todas as suas particularidades. O crespo é um cabelo em que a oleosidade natural tem mais dificuldade para chegar da raiz até as pontas. É o tipo mais seco de todas as estruturas capilares existentes – e também o mais frágil. É preciso ter cuidados especiais para tratá-lo, com suas particularidades. E aqui fazemos exatamente isso. Os fios crespos, cacheados e ondulados precisam de reforços com hidratações de aplicações específicas para que se tornem mais maleáveis, percam o volume e fiquem fáceis para o manuseio no dia-a-dia.
GC – Para mim, que nunca me identifiquei com os cabelos lisos das revistas de moda, ainda que tenha me rendido à chapinha por falta de opção melhor (afinal de contas, as químicas que usam bigudinhos pra moldar o cabelo exigem tratamentos de manutenção que deixam o cabelo com aspecto de molhado e mal cuidado, o que me afastou do processo), o Beleza Natural foi um verdadeiro achado. Você acredita que as mulheres começam a ficar prontas para abandonar a ditadura do cabelo liso, parar de sacrificar sua essência para atender aos padrões de beleza atuais, e se renderem à sua essência afro-brasileira?
ZICA – Com certeza. Este ano estamos completando 17 anos no mercado e nossa campanha institucional retrata toda uma geração de mulheres que nunca precisou alisar os fios, usar cabelo implantado ou amarrado, pois o Beleza Natural já existia em suas vidas quando elas resolveram tratar de seus cachos. A cultura dos cachos está cada vez mais forte. São novelas com protagonistas cacheadas, atrizes e cantoras valorizando seus cachos e a indústria da beleza lançando cada vez mais produtos para este mercado.
GC – Sob toda a estratégia de comunicação do Beleza Natural, percebo que existe uma disposição de reforçar a identidade e aumentar a autoestima da mulher que tem cabelo ondulado e encaracolado, notadamente devido à nossa herança afro. Acredito que vocês queiram atingir todas as mulheres com ascendência afro ou não, mas as mulheres negras são um foco especial?
ZICA – Quando começamos a cuidar dos cabelos crespos e ondulados nossa maior demanda era de mulheres negras, que são a maioria das insatisfeitas com seus cabelos. Mas, ao longo destes anos, percebemos que vivemos num país miscigenado, onde os casamentos entre as raças acontecem numa ordem crescente, gerando filhos com características únicas. Temos o desejo de dar autoestima a muitas mulheres, independente da origem. Nos especializamos em soluções para os cabelos crespos e ondulados e queremos melhorar a autoestima da mulher afrodescendente, em especial, e também de todas as outras que desejam cultivar seus cachos da melhor maneira possível.
Primeira filial do salão Beleza Natural, em Salvador, fica no Largo do Tanque, Liberdade
GC – O Super Relaxante e os produtos de tratamento são de fabricação própria. Como é a estrutura da fábrica que dá suporte ao Beleza Natural, quantos funcionários vocês têm, qual o faturamento anual do negócio e como tem sido a evolução? Existem planos de expandir a rede para além de RJ, ES, BA?
ZICA – Desde 2004 criamos a fábrica Cor Brasil, que produz cerca de 250 toneladas de produtos por mês. A fábrica alimenta os 11 institutos com produtos de uso profissional e também mais de 40 produtos em linhas de manutenção para o público final. Atualmente, a rede conta com 1.300 colaboradores. Atendemos cerca de 70 mil clientes por mês nas onze filiais da empresa. Nosso percentual de crescimento é, em média, 30% ao ano. Nosso maior sonho, hoje, é levar autoestima a outros estados do Brasil (além do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia, onde estão instaladas nossas filiais) com solidez. É levar o Beleza Natural a outras cidades, repetindo os acertos que tivemos ao longo desses 17 anos. Depois disso, nosso grande objetivo é chegar ao exterior. Só que pretendemos crescer sem perder nosso padrão de qualidade e manter a nossa cultura de valorização das pessoas. Para isso, é necessário profissionalizar cada vez mais a gestão da empresa. É alcançar algumas metas a que nos propomos, mas crescendo com qualidade, sem perder em atendimento, sem perder o carinho que temos por nossos clientes e colaboradores.
GC – Para mim é muito clara a estratégia de vir para a Bahia, estado com maior quantidade de mulheres afro-descendentes, com cabelos originalmente encaracolados, e a instalação da primeira sede na Liberdade, bairro mais negro da capital baiana. Quais os seus planos para Salvador? Há projetos de abrir novas filiais em outros bairros? Se há, em longo, médio ou curto prazo?
ZICA – Em longo prazo, queremos abrir mais lojas em Salvador. Já até fizemos um estudo de geomarketing que aponta outros bairros onde deveríamos estar. No futuro, o plano é ter ao menos mais três lojas na cidade.
GC – Qual foi o investimento total para instalar a primeira sede do Beleza Natural em Salvador?
ZICA – R$ 3 milhões.
GC – Você diria que, com base na sua própria experiência de vida, de uma mulher que correu atrás do próprio sonho e conseguiu contemplar o sonho de muitas outras, que a mulher tem força, ainda que nesse mundo fortemente machista no qual ainda vivemos, para realizar e empreender?
ZICA – Claro! Com força de vontade, garra e determinação sempre conseguimos vencer barreiras e obstáculos. Por isso, a discriminação é algo que nunca deve incomodar a mulher. Tínhamos certeza de que nosso negócio daria certo e de que nosso empenho e dedicação seriam suficientes para passar por cima de qualquer preconceito. Para mim, a discriminação ou o preconceito estão dentro de cada um. A mulher que não se sente vítima deste tipo de reação, certamente não terá dificuldades em ser uma vencedora.
GC – Você daria alguma dica em termos de empreendedorismo para as mulheres que querem chegar longe, assim como você chegou?
ZICA – O mais importante é correr atrás de seus sonhos e não desistir diante da primeira dificuldade. Para começar qualquer emprego ou negócio é importante entender bem e amar verdadeiramente o ramo no qual vai atuar ou pretende investir. O trabalho só é bem feito quando se gosta do que se faz. É imprescindível estudar e buscar novos conhecimentos. Este é o meu conselho para qualquer pessoa: tenha muita determinação, força de vontade e procure aprender um ofício e se dedicar a este aprendizado.
Plano da rede de salões Beleza Natural é abrir mais três filiais em outros bairros de Salvador
GC – Como você vê a mulher contemporânea? Suas posturas, a forma de lidar com o mundo, com os homens e com o mercado de trabalho?
ZICA – Nós, mulheres, ficamos muitos anos fora do mercado de trabalho e acredito que, agora, tendemos a agarrar todas as oportunidades que nos são oferecidas. Também somos muito dinâmicas. Você já pensou quantas atividades fazemos todos os dias? Somos mães, esposas, trabalhamos fora, enfim… Temos todas estas tarefas diárias e conseguimos driblar tudo isso sem desistir, sem esmorecer. Também somos mais perfeccionistas e estamos sempre de olho em tudo. A mulher se supera constantemente e, por este motivo, temos alcançado vôos tão bacanas.
GC – Cada vez mais, as mulheres têm sido alvo de violência em todos os âmbitos, especialmente, o doméstico. Como você vê isso e que saídas apontaria para que as mulheres não sejam mais alvos tão fáceis da truculência de alguns homens que insistem em querer “domar” a força feminina?
ZICA – A coisa mais importante a dizer é que é preciso se amar para que as pessoas nos amem e nos respeitem. É assim que me sinto e espero que todas se sintam assim. Além disso, elas devem se cercar de meios formais para terem sua segurança garantida.
Serviço: Instituto Beleza Natural Telefone: (71) 3389-7744 Horário de funcionamento: segunda-feira a sábado, de 8h às 19h Referência: ao lado da Igreja Universal, no Largo do Tanque, nº 108, loja 3. Liberdade.
Nos últimos oito meses adotei o uso de duas linhas da marca norte-americana de cosméticos, Mary Kay: o Kit TimeWise e o Sistema de cuidados com a pele com tendência à acne. Divido com vocês minhas impressões com os dois tratamentos nesta série Test Drive Especial. Publicarei os posts em três partes, porque é muita informação. Hoje, publico as impressões com a linha TimeWise. Neste domingo, postarei a experiência com o sistema anti-acne. Na segunda-feira, entra no ar um material com os mitos e verdades sobre a acne e mais algumas dicas de produtos de outras marcas, que também experimentei desde janeiro até agora. Para quem não lembra da série Test Drive (tem um tempinho que não fazemos aqui no blog), a regra é contar a experiência pessoal com o uso de cosméticos que recebemos das assessorias das marcas interessadas; ou os que compramos no dia a dia de consumidoras. Neste caso, todos os produtos citados nos três posts deste Test Drive Especial foram comprados por mim, como usuária. Ultimamente, é com estes produtos que cuido da pele diariamente. Confiram:
Kit TimeWise de cuidados com a pele
Fazia um tempinho que me limitava ao gel de limpeza, tônico adstringente e um creme hidratante básicos. Experimentava vários tipos, das marcas que vendem em farmácia e das mais conhecidas. Escrevi por aqui sobre a linha liiv botanicals, da Avon, que gosto de usar à noite, para a limpeza das impurezas do dia e para dormir com a pele fresquinha. Percebi que alguns produtos que testei, como os da linha Renew, também da Avon, agravam minha acne, que não é severa, mas é do tipo renitente. Aboli o Renew, mas não estou dizendo que os produtos são ruins, apenas não se adequaram à minha pele, que tem tendência à oleosidade também. Uma amiga, que é consultora independente da Mary Kay, me apresentou a linha TimeWise em janeiro deste ano, decidi testar…
Meu kit inicial na estreia como consumidora Mary Kay
No kit TimeWise que adquiri havia: O creme de limpeza 3 em 1, que substitui o uso do adstringente; o hidratante com FPS 15 para pele mista a oleosa, a solução diurna com FPS 25 e a solução noturna, que tem microesferas de antioxidantes que agem enquanto a pele descansa, durante o sono. Minha consultora acrescentou ainda uma base em creme Mary Kay, para dar um acabamento de pele de seda. Também comprei para fechar o tratamento com chave de ouro: o complexo antiidade para os lábios, o creme firmador para a área dos olhos, o kit de microdermoabrasão, a máscara purificante (a base de argila) da linha de cuidados básicos e a base mineral com acabamento em pó, que já virou meu xodozinho. Sem essa base em pó não sou ninguém!
Meu kit microdermoabrasão TimeWise
Como funcionou?
Tudo o que o Kit TimeWise me prometeu foi cumprido. Na minha pele a experiência valeu cada centavo investido. Vi os resultados no espelho, mas principalmente, amigos e colegas de trabalho começaram a elogiar a minha pele. Logo de saída, minha consultora me recomendou que usasse o kit de microdermoabrasão uma vez por semana. Esses produtos agem para refinar os poros – eliminando todas as impurezas – e depois reconstituir. O produto para refinar atua como um peeling manual e o resultado é surpreendente, limpa tudo mesmo, remove os pontinhos pretos de cravo que é uma beleza. Depois, o de reconstituir devolve a sedosidade natural da pele. Passei a usar o kit microdermo nos finais de semana (que é quando faço a sessão de spa doméstico). Alternadamente, adotei a máscara purificante de argila. Ou seja, um fim de semana de microdermo, um de máscara purificante. É sempre bom não misturar produtos demais, até para perceber o efeito. Embora a lógica de ação das linhas de cuidados da Mary Kay seja a atuação em conjunto dos produtos, nem tudo é para ser usado ao mesmo tempo.
Durante a semana, no dia a dia, adotei o Kit TimeWise, que é também chamado de Kit Milagroso e creiam, em mim fez milagres. Embora sejam cinco passos de tratamento, leva cinco minutinhos, dá para fazer durante o banho e eu incorporei tanto à minha rotina de manhã cedo, quando me arrumo para o trabalho, quanto à noite, na limpeza da pele antes de dormir. Algumas etapas do dia, lógico, foram descartadas no tratamento noturno.
Meu hidratante com FPS 15, para pele mista a oleosa
O primeiro passo é sempre limpar a pele, tanto de dia quanto de noite. O produto que adotei foi o creme de limpeza 3 em 1 (que é um cleanser). Ele possui microesferas esfoliantes, mas que agem de forma mais suave que a esfoliação do microdermo. O creme de limpeza, que tem uma consistência de gel e faz uma espuminha de cheiro suave, tira o excesso de óleo da pele e remove as células mortas, preparando o rosto para os passos seguintes. Sempre lavo também o pescoço e a região do colo. Na sequência, o meu passo dois diário, após lavar e secar o rosto, é usar o hidratante, que tem consistência muito leve, seca rápido e dá um efeito matificante. Após hidratar, parto para a solução diurna com FPS 25, que hidrata ainda mais e protege contra os raios UVA e UVB. Também não é melequenta e com um tiquinho de nada de produto, faz uma cobertura excelente. Aliás, a durabilidade e a qualidade dos produtos compensam o investimento. Meu primeiro kit durou seis meses e só recentemente pedi reposição.
O creme firmador para os olhos e meu "bastãozinho mágico", o complexo antiidade para os lábios
Os passos seguintes são usar o bastão do complexo antiidade para os lábios (delicioso! A boca fica macia e viçosa) e o creme firmador na área dos olhos (a dica é sempre espalhar produtos nessa região usando o dedo anelar. Segundo minha consultora, esse dedo é menos vascularizado e daí não provoca inchaço das pálpebras). Com leves batidinhas, espalho o creme na área inferior (a região da olheira) e nas pálpebras superiores. Com duas semanas de uso notei que a região das pálpebras estava mais clara e com um efeito lifting fantástico. Os pezinhos de galinha típicos de quem já tem 3.6 foram atenuados e com o uso dos demais passos, linhas de expressão na testa sumiram, que coisa linda!
Máscara purificante à base de argila, que tanto serve para esfoliação suave durante o banho, quanto para usar como máscara para remover o excesso de oleosidade.Uso como máscara, deixo uns dez minutinhos no rosto e depois removo com água fria. Não gosto de usar água morna no rosto, prefiro sempre fria, pois o efeito na minha pele é melhor.
Depois desses cuidados de tratar a pele durante e após o banho, começo a sequência que antecede a maquiagem: primeiro uso a base em creme Mary Kay, que cobre as imperfeições e depois, uso a base mineral em pó, levíssima, que dispensa o uso do pó compacto. A base Mary Kay é uma das mais recomendadas no mercado e se equivale a de outras marcas famosas como a Mac. Ela atua na pele como um microfilme, blindando literalmente contra poeira e poluição. Já a base em pó faz o acabamento de um pó compacto, mas sem deixar a pele com aquele aspecto de “massa corrida de parede”.
Base líquida para pele mista a oleosa
A dica na escolha dessas duas bases é observar o tom da pele. No meu caso, a cor é bege 1. Além disso, a base em creme (líquida) também está disponível nas versões para pele mista a oleosa ou normal a seca.
Base mineral com acabamento de pó compacto. Minha cor inicial foi a bege 1, mas a Mary Kay recomenda que devido às mudanças nas estações do ano, que afetam a coloração da pele, a revisão da cor da base seja feita há cada seis meses
Durante a noite, repito a limpeza com o cleanser 3 em 1 e uso o creme para os olhos e o complexo antiidade dos lábios, mas substituo o complexo dia pelo complexo noturno e dispenso o hidratante, por opção mesmo, embora minha consultora insista que hidratação é importante nas 24 horas por dia. É que de noite sempre bate aquela preguicinha, daí diminuo o tempo na frente do espelho. Com vitaminas e antioxidantes, o complexo noturno tem consistência de um gelzinho bem fresco. Dentro, há cápsulas de uma substância exclusiva desenvolvida pela Mary Kay, a nutribeads, que potencializa o colágeno. No geral, a absorção do produto na pele é muito boa. Durmo com o rosto tratado, mas sem sujar o travesseiro ou ficar com aquelas máscaras grudentas. Dispenso o hidratante também porque notei que na minha pele, o complexo noturno por si só já proporciona uma hidratação muito eficiente para o meu período de repouso.
No post deste domingo, falo um pouco da minha experiência com o kit anti-acne da Mary Kay e de como tive de substituir alguns passos do TimeWise pelos produtos dessa nova linha. A troca foi só para facilitar a rotina diária.
Algumas informações sobre a marca e um servicinho:
A Mary Kay é uma das maiores empresas de vendas diretas de produtos de cuidados com a pele e cosméticos no mundo. Em 2008, alcançou um faturamento de U$ 2,6 bilhões em vendas. Os produtos da marca são vendidos em mais de 35 mercados e são mais de 2 milhões de consultoras de beleza independentes.
Para saber mais, visite o site: www.marykay.com.br, ou ligue para o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) – 0800 7020738.
Não sou consultora da Mary Kay, apenas uma consumidora entusiasmada com os resultados, mas descobri que há uma ferramenta on line no site da marca que mostra onde tem consultora em diversas regiões do país. Tenho sorte porque a minha, além de amiga, trabalha no mesmo lugar que eu, uma mão na roda. Mas para saber onde achar uma das consultoras independentes, acesse aqui, basta botar o CEP da sua cidade que eles te dão a lista de contatos. E se você, leitora do blog, já é usuária de algum produto dessa marca, comente aqui. Me conte o que está achando dos resultados…
*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.
O presidente nacional da ONG APASE – Associação de Pais e Mães Separados, Analdino Rodrigues Paulino Neto vai ministrar palestra sobre a alienação parental, em Salvador, nesta sexta-feira, dia 13, durante o III Congresso Nordestino de Direito da Família. O evento jurídico acontece até o sábado, dia 14, no Bahia Othon Palace Hotel, em Ondina.
Analdino Rodrigues Paulino Neto é mediador familiar e consultor jurídico na área da Igualdade Parental. A ONG que ele preside foi a que conseguiu aprovar a Lei da Guarda Compartilhada.
Alienação parental –O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) passará a prever punição dos responsáveis pelas crianças – como a mãe, o pai ou os avós – que atuarem para desqualificar ou dificultar o contato do menor com um dos responsáveis (ou seja, praticar alienação parental). Os que forem condenados estarão sujeitos ao pagamento de multas, perda da guarda e à detenção de seis meses a dois anos. É o que prevê o projeto de lei do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP) aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), que trata do conceito de alienação parental.Como a aprovação no Senado ocorreu em caráter terminativo, o que dispensa a votação no plenário, a lei entrará em vigor logo que for sancionada pelo Presidente Lula.
A Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner em 1985 para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor. Os casos mais freqüentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera, em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande. Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro.
Leia mais sobre a alienação parental aqui no blog, nos posts abaixo:
Hoje me aconteceu uma coisa engraçada no trabalho. Um colega, que sabe que sou editora de internet e blogueira, me mandou um scrap pelo nosso “msn corporativo”, me pedindo para ajudá-lo a entrar em uma comunidade virtual. Expliquei como funcionava e para que servia a comunidade em questão e ele ficou bastante animado com a possibilidade de trocar informações com pessoas desconhecidas e de fora de Salvador sobre a sua área de cobertura jornalística. Coincidentemente, ao chegar em casa, encontrei no meu email o texto abaixo, escrito pelo também jornalista Gustavo Schor. Coincidências não existem, diriam os místicos, e por isso, trago o artigo de Schor aqui para o blog, para ajudar a esclarecer quem, assim como o meu colega, está entrando no universo das comunidades on line pela primeira vez. As reflexões – lógico! – servem também para quem já é “rato de internet”. Ao menos para mim, é sempre bom refletir sobre a nossa cultura pós-contemporânea e em permanente conexão. Aproveitem as lições!
========================
**A comunicação convergente e os mitos da nova tecnologia
*Gustavo Schor
Redes sociais não existem. Ou, melhor, existem desde sempre. Pelo menos desde que os primeiros australopitecos estabeleceram relações afetivas e conseguiram demonstrar isso de maneira objetiva, segundo códigos que puderam ser apreendidos pelo grupo e reproduzidos sistematicamente. Talvez mesmo antes, o “elo perdido” já pudesse interagir – racionalmente – com os de sua espécie e com outras entidades do mundo físico.
O que não há é o advento da “rede social” enquanto decorrência do avanço tecnológico, das plataformas de troca de dados por meio dos sistemas digitais online. Esta definição, que internacionalmente consagrou o fenômeno dos espaços virtuais agregadores de pessoas (ou perfis) e que proporcionam a interação remota entre elas, é nada mais do que o exercício da capacidade humana do relacionamento, só que agora em um novo terreno midiático.
Claro que o Twitter, o Facebook, o Orkut e similares só foram possíveis por conta do amadurecimento tecnológico dos meios de comunicação. Mas o fato é que este avanço configurado no aumento do espectro de possibilidades gerado pela internet não é um acontecimento social – no sentido de exprimir o significado sociológico de relacionamento – mas simplesmente um amplificador de uma característica inerente aos seres humanos: comunicar e estabelecer relações de reciprocidade entre si e com as coisas do mundo.
Chamar estas plataformas de comunicação de “redes sociais” é, portanto, um pouco de exagero. Sem dúvida elas se prestam ao que trazem na nomenclatura, proporcionar o relacionamento entre pessoas. Mas não são, definitivamente, redes sociais: são, sim, espaços virtuais para o interação daqueles que utilizam tais meios como forma de encontrar outros membros do mesmo serviço. Ou seja, são mais um ambiente para colocar em prática o desenrolar, a evolução e constante modificação dos embates psicossociais dos integrantes destas redes – que não são tecnológicas, mas humanas.
E esta interação acontece nestes espaços, assim como acontece na rua, em supermercados, nas escolas, no trabalho. A internet criou apenas mais um palco para que pessoas encontrem outras. Certamente este novo campo tem suas especificidades e regras que permitem a ordenação semântica das mensagens trocadas e do relacionamento ali travado. Mas o mesmo acontece com todos os outros espaços da prática social.
No trânsito, por exemplo, precisamos interpretar um farol vermelho como o comando para parar; na internet, em algumas destas plataformas mencionadas, se eu não clicar em “adicionar contato”, não será possível dizer “oi” para a pessoa com quem quero me comunicar. Se não parar ao sinal vermelho, posso causar um acidente ou então receber uma multa; se enviar uma mensagem a um membro do Orkut sem adicioná-lo como contato e sem ter a certeza de que “tenho este direito”, posso ser ignorado ou até bloqueado por aquele a quem endereço a mensagem.
Existem milhares de possibilidades em um e outro sistema. O ponto é que cada um deles tem seus mecanismos de interação predeterminados. E todos que compartilham daqueles modelos devem seguir as respectivas estruturas de significação a fim de que seja possível a interação entre os membros.
O nome do meio, todavia, pouco importa. Chamar o Twitter de “rede social” não interfere na finalidade ou nas conseqüências de seu uso. Este exercício retórico, no entanto, se presta a uma análise mais cautelosa dos mitos que permeiam o estabelecimento das plataformas de comunicação e seu estudo.
A primeira conclusão a que se pode chegar é que as tais redes sociais não são em si um índice de evolução tecnológica (embora dependam dela, assim como dependeram todas os outros artefatos que suportam a comunicação, como o telégrafo e o telefone). São, em verdade, um item importante que denota a evolução dos mecanismos de comunicação.
O avanço da tecnologia proporciona a criação de novos braços, de novos tentáculos para a interação humana e amplificam imensamente a capacidade de profusão e absorção de informação. E seu o impacto não é sobre a tecnologia, mas sobre as estruturas de comunicação.
Em seu livro Cultura da Convergência, Henry Jenkins descreve de maneira muito didática e instigante este fenômeno. Seu argumento principal se baseia no rompimento de uma dos mais importantes lendas que circundam o progresso tecnológico, que é o das novas plataformas de comunicação suplantando as antigas. Jenkins tem uma visão absolutamente pluralista e propõe que, diferente das profecias da extinção dos meios, o que deve acontecer é a convergência multimidiática dos mecanismos. Daí, conforme seu raciocínio, o estabelecimento de novos paradigmas de comunicação e a reinvenção dos suportes de mídia de maneira complementar e proporcionando novas significações técnicas e socioculturais.
Ou seja, ele entende que a televisão não vai acabar por conta da internet, assim como a internet não vai inventar um novo modelo de comunicação em vídeo: o acoplamento das duas propostas vai criar uma terceira via, com a possibilidade de novas ferramentas e de mecanismos de interatividade. E isso, por sua vez, deve reconfigurar a maneira pela qual as pessoas se apropriam da comunicação em vídeo, vai determinar um novo modelo de raciocínio comunicacional e que, por fim, vai gerar impactos na economia, na arte, nos modos de consumo e no relacionamento entre pessoas e o mundo como um todo.
Como explica Jenkins, “a convergência das mídias é mais do que apenas uma mudança tecnológica. A convergência altera a relação entre tecnologias existentes, indústrias, mercados, gêneros e públicos. A convergência altera a lógica pela qual a indústria midiática opera e pela qual os consumidores processam a notícia e o entretenimento.”
Na apresentação do mesmo livro, o produtor Mark Warshaw nos traz outra reflexão sobre a mudança de paradigma no consumo de informação e entretenimento. E ironiza o discurso apocalíptico dos entusiastas das tecnologias midiáticas (aqueles que entendem o avanço da mídia enquanto tecnologia, não como fenômeno determinante das relações sociais): “O comercial de 30 segundos morreu. A indústria fonográfica morreu. As crianças não assistem mais à televisão. As velhas mídias estão na UTI. Mas a verdade é que continuam produzindo música, continuam veiculando o comercial de 30 segundos, um novo lote de programas de TV está prestes a estrear, no momento em que escrevo estas linhas – muitos direcionados a adolescentes. As velhas mídias não morreram. Nossa relação com elas é que morreu. Estamos numa época de grandes transformações, e todos nós temos três opções: temê-las, ignorá-las ou aceitá-las.”
O interessante da observação de Jenkins é a paulatina reinvenção dos meios. Ele fundamenta seu raciocínio na relação entre três conceitos basais da comunicação contemporânea, que pautam toda a avaliação sobre os casos práticos apresentados em sua obra: a convergência dos meios, a cultura participativa e a inteligência coletiva.
Por convergência das mídias, Jenkins toma a expressão da informação em múltiplos suportes. Ele dá um exemplo bastante pitoresco: a associação de Osama Bin Laden com um personagem de Vila Sésamo, decorrente da brincadeira de um jovem norte-americano. A montagem feita pelo adolescente percorreu o mundo em diversos formatos e com diferentes finalidades. Foi descoberta na internet por um militante islâmico que, sem conhecer o verdadeiro sentido da brincadeira e mesmo o tal personagem da TV, estampou a imagem criada pelo americano em faixas de protesto. Tais cartazes foram filmados pela CNN e voltaram ao ocidente em forma de matéria jornalística transmitida pela televisão. Os criadores da série Vila Sésamo execraram a ligação indevida do personagem com o terrorista e ameaçaram entrar na justiça (sabe-se lá contra quem).
Cultura participativa, conforme o professor Jenkins, é a interação dos atores sociais envolvidos no processo de comunicação, como emissores e receptores das mensagens e atuando em papeis distintos, em diferentes situações – e variando esta atuação indefinidamente tanto quanto assumem diferentes papeis sociais. É o caso de um executivo de uma empresa, que em determinado momento é telespectador, noutro, formador de opinião, num terceiro, pai de família e que interage com a professora de seus filhos numa reunião escolar. Esta professora também é mãe, tem seus filhos na mesma escola (e são colegas dos filhos do executivo), e consumidora crítica, quando, em dado momento, posta na internet comentários sobre um produto que, por acaso, é a marca líder da empresa na qual o pai de seu aluno é diretor de marketing.
Finalmente, se apropria do termo “inteligência coletiva”, cunhado pelo teórico francês Pierre Levy, para definir a malha amorfa de informação e conhecimento que é resultado da confluência do pensamento e da participação de muitas pessoas, em ambientes diversos e com propósitos não necessariamente relacionados. É o grande “banco de dados” coletivo que possibilita o armazenamento e a troca de informação infinita sobre qualquer tema em qualquer lugar. Ele explica que isso acontece porque ninguém pode saber tudo: cada um de nós sabe alguma coisa. Juntando-se estas peças temos a inteligência coletiva. A internet é o advento da comunicação capaz de elevar este sentido a sua milésima potência.
Unindo-se o tripé proposto por Jenkins, temos as bases da comunicação de hoje, num mundo guiado pela renovação infinita dos meios e dos conceitos. E aqui volto ao assunto das redes sociais. Não seriam elas muito mais mecanismos convergentes de interação do que propriamente redes? As ditas redes sociais, na verdade, são alguns dos alicerces que sustentam este novo modelo de comunicação.
Os Twitters, Facebooks e Orkuts, são, sim, as expressões mais nítidas e propositoras da realidade mais atual da convergência midiática. É aí que está a beleza e a riquíssima contribuição destas plataformas: ser o ambiente que proporciona o relacionamento humano em perspectiva multimídia, com a possibilidade de criação e reconfiguração dos discursos e da própria cultura num plano mediado em constante transformação. É o espaço da revisita, da releitura, da paráfrase de si e dos outros e o resultado da ação de muitas mãos.
===================
*Gustavo Schor é gerente de Comunicação do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados, é jornalista formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, especialista em Jornalismo Econômico pelo Departamento de Ciência Política da Universidade de Brasília e pós-graduando em Gestão Integrada da Comunicação Digital pelo Núcleo Digicorp da ECA/USP. Trabalha com meios online desde a primeira grande bolha da internet, no final da década de 90, com atuações em Agência Estado, Terra, UOL, Reuters e outros veículos da imprensa digital.
**Texto encaminhado ao blog para publicação pela Cia da Informação.
A Bienal do Livro de São Paulo começará nesta quinta-feira, dia 12, reunindo cerca de 350 expositores. A Bahia estará representada através de um stand organizado pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), através da Fundação Pedro Calmon e da Câmara Bahiana do Livro. No espaço, além de 500 títulos de autores do Estado, representados por romances, cordéis, contos e poesia, haverá ainda lançamento de livros.
Entre as obras lançadas no stand, está Obaràyí (Barabô Design Gráfico e Editora), da jornalista Agnes Mariano, uma amiga querida com quem além de dividir a mesma data de aniversário, também dividi os créditos do meu primeiro prêmio de jornalismo.
O lançamento será dia 15 de agosto, às 18h, com performance artística e leitura de mitos e contos da mitologia africana. No livro, Agnes revela a história do líder religioso Balbino Daniel de Paula, do Terreiro Ilê Axé Opô Aganju, em Lauro de Freitas.
No dia 21 de agosto, às 16h, o stand sediará um sarau com Nelson Maca, do Coletivo Blacktude – Bahia, Sergio Vaz, da Cooperifa – SP e o rapper Gog, de Brasília – DF. Os três mostrarão as ações que realizam em seus estados para a difusão da leitura e estímulo à produção literária entre jovens da periferia.
Quase baiana –Outro lançamento que ocorrerá nesta Bienal é do livro Notas Mínimas, da jornalista Katherine Funke, autora de um blog do mesmo nome (acesse aqui). Katherine, embora tenha nascido em Santa Catarina, é quase de casa – se define como “uma jornalista catarinense na Bahia”, pois mora no Estado e já trabalhou nas redações de dois jornais baianos: Correio da Bahia (atual Correio*) e A TARDE. Sendo que nas duas ocasiões, tive o privilégio de ser colega da moça.
O lançamento de Notas Mínimas (Solisluna Editora), ocorre no dia 13, segundo dia da Bienal. O livro reúne os melhores microcontos publicados pela autora em seu blog, entre 2007 e 2008.
A Bienal – Ocupando um espaço de 60 mil metros quadrados no Pavilhão de Exposições do Anhembi, a Bienal de São Paulo, segundo organizadores, deverá receber um público estimado em 700 mil pessoas. O evento é realizado pela CBL (Câmara Brasileira do Livro) e organizada pela Reed Exhibitions Alcântara Machado. Serviço:
O Quê: XXI Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Quando: entre 12 e 22 de agosto
Onde: Pavilhão de Exposições do Anhembi – SP
*Com informações da Assessoria de Comunicação da Secult-BA
This website uses cookies to improve your experience while you navigate through the website. Out of these cookies, the cookies that are categorized as necessary are stored on your browser as they are essential for the working of basic functionalities of the website. We also use third-party cookies that help us analyze and understand how you use this website. These cookies will be stored in your browser only with your consent. You also have the option to opt-out of these cookies. But opting out of some of these cookies may have an effect on your browsing experience.
Necessary cookies are absolutely essential for the website to function properly. This category only includes cookies that ensures basic functionalities and security features of the website. These cookies do not store any personal information.
Any cookies that may not be particularly necessary for the website to function and is used specifically to collect user personal data via analytics, ads, other embedded contents are termed as non-necessary cookies. It is mandatory to procure user consent prior to running these cookies on your website.
Comentário Recentes