Bolsas de estudos na Ásia

Para quem tem interesse de estudar em países asiáticos, vale dar uma olhada no especial montado pelo portal Universia, uma rede de cooperação universitária. Eles reuniram 39 programas educacionais de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado em 11 países: Arábia Saudita, China, Índia, Indonésia, Israel, Japão, Kuaite, Malásia, Paquistão, Tailândia e Taiwan. Para saber mais sobre as oportunidades, basta clicar aqui.

Leia Mais

Três visões sobre a paternidade…e um livro – I

Há um ano, refleti aqui no blog sobre a condição dos pais na atualidade (relembre o post aqui). Era exatamente o segundo domingo do mês de agosto, Dia dos Pais. Este ano, para homenagear a data e todos os homens que são ou cumprem papel de pai, selecionei três artigos que mostram visões sobre a paternidade que coincidem e divergem entre si e com a minha forma de encarar o assunto. Os autores são uma psicóloga, um religioso e uma educadora. Há ainda uma dica de livro para os marinheiros de primeira viagem. Para facilitar a leitura, publicarei os textos em sequência. Espero que gostem da seleção e que aproveitem o dia ao lado dos seus pais, não importa se eles são de fato ou de direito.

Palavra de Pai
*Cassia Aparecida Franco

Sabe, a verdade é que eu nasci para ser um herói. Passei anos vivendo como Batman, Homem-Aranha, The Flash e Super-Homem, este último, sem dúvida, o meu perfil predileto. Encarnei os personagens com fervor infantil e a lycra grudou no meu sangue com tanta vontade que me esqueci de despir a fantasia, depois de concentradas horas possuído pelo personagem.

Mesmo quando corria sobre os telhados na companhia do meu inseparável cachorro, eu imaginava ser imortal. Ou quando descia a rampa na frente de casa a bordo do meu skate, bike, carrinho de pedal, não houve Airton Senna que me ultrapassasse. Afinal, heróis são invencíveis. Não se deixam derrubar pelo cansaço, pela dor, pelos mais altos desafios ou pelas metas estratosféricas da empresa.

O grande problema é que heróis não se casam, não se relacionam por longos períodos, não se unem com a desculpa de não colocar a amada em risco e não têm filhos, com o pretexto de que precisam cuidar da humanidade. Quanta grandeza. Heróis são imbatíveis…. ou melhor dizendo, agora que o tempo passou e eu perdi tantas coisas de VOCÊ.

Filho, me dá de presente olhar de novo nos seus olhos e sair para velejar com você, sem pressa. Vamos curtir juntos a força das ondas e quem sabe ainda dê tempo do sal cicatrizar as feridas que a distância possa ter provocado em nós dois.

Filha, me diz que dá tempo de ouvi-la contar dos seus planos sem querer corrigi-los da minha “maneira mais correta”. Me dá  uma chance de aceitar que existe um peludo no meu sofá acariciando o seu pescoço, que eu julguei um dia ser só meu.

Eu vou precisar de ajuda pra confessar que também choro de saudades dos amores perdidos, que morro de medo um bocado de vezes nas incertezas. Que meu estomago também dói de ansiedade nas provas da vida, que me envergonho por agir sem pensar em muitas situações, que me orgulho de ser seu pai, que não posso sequer imaginar a minha vida sem você, que estou encabulado na sua frente, sem saber muito bem como lhe pedir: Por favor, me ensine a ser SEU PAI.

*Cássia Franco é psicóloga e coach. Acesse aqui o blog da autora.

**Texto enviado ao Conversa pela Matéria Primma – Assessoria de Comunicação

Leia Mais

Três visões sobre a paternidade…e um livro – II

Continue lendo a série especial de artigos sobre o Dia dos Pais…

Pai adotivo, expressão de verdadeiro amor
*Diácono Paulo Lourenço

São José, "pai adotivo" de Jesus

Gerar uma nova vida é o maior ato de amor que um homem e uma mulher, unidos pelo matrimônio, podem realizar. É na vida conjugal que a família se desenvolve como a maior expressão da realização humana. Ter um filho é a concretização do legado familiar, é o objetivo maior da vida conjugal. É para constituir uma família que o casal se une, abençoado por Deus e pela Igreja. O exercício da paternidade é um dos maiores dons dados ao homem por Deus. É a capacidade de amar, educar e encaminhar os filhos para a vida adulta, transmitindo-lhes os princípios éticos e morais que os acompanharão no desenvolvimento de seus talentos. É uma imensa responsabilidade que só pode ser totalmente compreendida e sentida sob a ótica do amor incondicional.

Muitos homens geram filhos mesmo sem estarem maduros para a paternidade. Como não estão conscientes de suas responsabilidades, muito menos da vocação da família, acabam muitas vezes abandonando-os à própria sorte. Com tantas crianças concebidas sem a devida conscientização, a figura do pai adotivo se tornou cada vez mais recorrente e especialmente necessária. Principalmente para uma criança que poderá nunca superar, nem mesmo na idade adulta, a dor de ter sido rejeitada por quem deveria tê-la amado e protegido. Os psicólogos dizem que a dor do abandono e da rejeição é uma das piores que o ser humano pode enfrentar. É uma situação muito triste e sofrida.

Entretanto, felizmente, muitos outros homens compreendem que a paternidade é feita de laços que são indestrutíveis, como o amor, respeito, carinho e amizade. Ser pai biológico é importante, mas não é o fator mais determinante na missão de ser pai. Quem compreende a dimensão desse gesto vê com verdadeira naturalidade a adoção. E quem são esses pais? Para mim pessoas especiais, a quem Deus deu a capacidade de amar verdadeiramente, de conhecer o amor em sua forma mais autêntica, ou seja, de forma gratuita e incondicional. É um grande dom de Deus. O pai adotivo é como Cirineu, o personagem que ajudou Jesus, durante o Calvário, a carregar a cruz quando Ele não suportava mais seu peso. O pai adotivo assume a cruz do abandono de seus filhos e a anula com seu amor e dedicação.

O cristão entende a paternidade espiritual porque Jesus ensinou que o caminho da verdadeira felicidade é o desprendimento, somente possível quando nos doamos. Quem nunca sentiu uma alegria inexplicável ao se oferecer de coração a uma causa, ao oferecer gratuitamente o que de melhor tem dentro de si mesmo? Dessa forma, eu pergunto: qual a diferença entre filhos adotivos e biológicos? A resposta: Nenhuma! Todos são iguais para aos olhos do pai. Todos são frutos do amor da família.

Neste Dia dos Pais, não podemos esquecer que todos temos em Deus um Pai amoroso, atencioso, que sabe tudo sobre nós e que conta até os cabelos da nossa cabeça (MT 10,30). Deus não se deixa vencer em generosidade por nós. Ele é a inspiração para nunca nos deixarmos vencer em bondade e desprendimento por nossos filhos.

*Diácono Paulo Lourenço pertence à Canção Nova. Acesse aqui o seu blog.

**Texto enviado ao Conversa pela Ex-Libris Comunicação Integrada

Leia Mais

Três visões sobre a paternidade…e um livro – III

Continue lendo a série especial de artigos sobre o Dia dos Pais…

Pais ou heróis?
* Erika de Souza Bueno

Quando transferimos aos nossos pais a ideia de heroísmo, não podemos de maneira alguma impor sobre eles a condição de seres inabaláveis, pois cada pai é um ser como qualquer outro. O que o difere, na verdade, é a forma tão especial como um dia ele se assumiu como pai, como nosso pai.

Contudo, a ideia de heroísmo pode ser perfeitamente defendida se, como herói, quisermos dizer que ele, nosso querido papai, é (co) protagonista de uma grande história, a história da nossa vida, que foi e está sendo construída sobre as bases de ensinamentos indispensáveis para cada um de nós.

Cada pai é um herói que não tem poder de vencer, sozinho, os muitos obstáculos impostos a nós pela vida, mas, em todos os momentos em que alguma pedra quiser nos impedir de continuar, bem sabemos que o nosso herói estará ali por perto, sempre disposto a nos confortar, ainda que seja apenas com a sua presença, a sua indispensável presença em cada instante de nossas vidas.

O heroísmo que por muitos é defendido só existe na ficção. Mesmo assim, ainda podemos identificar traços de um verdadeiro “homem de ferro”. Não obstante se imaginar tão forte como as características desse precioso metal, o que o torna forte de fato é o amor sem reservas que ele tem por nós, apesar de não saber muitas vezes demonstrar esse sentimento.

É comum este amor tentar embaraçá-lo nos passos do dia a dia. Às vezes, a mamãe precisa ser mãe dele também, puxando a orelha quando nos ajuda a bagunçar a casa, depois de momentos em sua amada companhia. Dá o maior trabalho colocar as coisas novamente no lugar depois de um domingo em casa com o papai.

O mais engraçado é que não há amor sem reservas nos super-heróis que aparecem na TV. Como, então, podemos chamá-lo assim? Ele é o nosso herói porque é e sempre será lembrado por nós pelas atitudes de coragem, ainda que essa coragem seja para nos acompanhar na hora de tomar uma injeção quando estamos doentes.

Às vezes nosso herói tira seu uniforme e vai conosco, numa tarde de domingo, ao parque perto da nossa casa para nos ajudar a fazer um gol ou a soltar pipa. Engraçado é quando ele age como nós. Deve ser por isso que é tão complicado impor sobre ele uma imagem de algo distante como são os super-heróis da TV.

Pai é herói porque busca ser nosso companheiro a todo custo, nem que seja por meio de um telefonema fora do horário comercial, quando já estamos cansados e querendo dormir. Pai tem mesmo dessas coisas e é isso que o diferencia de todos os demais homens. Ele é especial em ser tão comum em muito do que faz, mas mesmo assim consegue atrair nossa atenção para ele. Será que tem superpoderes para conseguir tal proeza?

Pai, com o seu dia sendo comemorado, é importante lembrá-lo de que nenhum herói vai fazer por nós o que o senhor já fez. O senhor é muito mais forte quando está consertando o carro que quebrou a caminho do passeio do fim de semana do que os super-heróis que conseguem erguer carros gigantes apenas com a força do braço e poderes especiais. Os seus poderes são muito mais especiais quando determina o horário de voltarmos para casa, ainda que façamos cara feia quando isto nos é imposto.

Não somente neste dia tão especial! O senhor sempre será o herói que dá mais audiência na história da nossa vida, a qual foi e está sendo edificada e sustentada pelos seus poderes mais do que especiais.

*Erika de Souza Bueno é professora e editora do Portal Planeta Educação

**Texto enviado ao Conversa pela Ex-Libris Comunicação Integrada

Leia Mais

Três visões sobre a paternidade… e um livro – IV

E aqui, a dica do livro fechando a série especial de artigos sobre o Dia dos Pais…

Leitura para pais de primeira viagem: “Diário de um grávido”

O autor e a filha / Foto: Divulgação - Acervo de família

O jornalista Renato Kaufman decidiu transpor para um livro a sua experiência com a chegada do primeiro filho. Do pânico com a notícia até o nascimento do bebê, todas as experiências estão no texto bem-humorado do autor. Na visão de Renato, a experiência de ser pai é atrapalhada e emocionante. Em seu relato, ele mostra como é o olhar masculino sobre a gravidez.

O prefácio do livro, inspirado em um blog homônimo criado por Renato (www.diariogravido.com.br), tem assinatura do publicitário Washington Olivetto. No diário virtual, que alcançou uma legião de fãs, o autor abordava o que os homens pensam e sentem durante a gravidez. Na versão em papel, as aventuras do jornalista foram divididas em quatro partes, incluindo os três trimestres que contemplam a gravidez, o nascimento e os primeiros dias de convívio com a filha. Ele fala ainda sobre a emoção do primeiro ultrassom e mostra as mudanças de comportamento e alterações de humor das grávidas. O livro traz também relatos sobre o aprendizado necessário para ser pai de uma menina.

Quem é? – Mestre em Comunicações Interativas pela Universidade de Nova York, com especialização em narrativas, Renato Kaufmann é jornalista e escritor. Escreveu para a Folha de S.Paulo, o Jornal da Tarde e as revistas +Dinheiro, Set e Superinteressante. Foi correspondente internacional do iG, cobrindo cibercultura e biotecnologia, mas sempre preferiu ficção. Além de pai da Lucia e padrastro da Maria, Renato é sócio-fundador da TSI 3D – produtora de animação premiada com dois Cyber-Lions no Festival de Cannes de 2007 – e autor do blog Diário Grávido, baseado inteiramente em fatos reais.

Ficha técnica

Diário de um grávido
Renato Kaufmann
Editora: Mescla Editorial
Preço: R$ 39,90
112 páginas
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890

Leia Mais

Serviço: Programa “Saúde da Mulher” realiza exames gratuitos em Camaçari e Dias D´ávila

O programa Saúde da Mulher, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, vai beneficiar  os distritos baianos de Alto da Bela Vista, Açu da Capivara e Água Fria/Cordoaria, na região de Camaçari e Dias D´ávila (Região Metropolitana de Salvador). Promovida pela empresa Monsanto Nordeste, a iniciativa também realiza exames para prevenir os cânceres de mama e de colo do útero através da orientação e diagnóstico das mulheres de comunidades carentes. Grande parte das localidades atendidas está situada numa área quilombola (ou seja, remanescente de antigos quilombos), habitada por famílias descendentes de escravos.

Até o dia 13 de agosto será realizada a triagem das pacientes. A partir do dia 16 até o dia 18, as comunidades terão reuniões acompanhadas de palestras e peças de teatro sobre a saúde feminina. O programa Saúde da Mulher também vai realizar exames preventivos (para quem nunca fez ou realizou o procedimento há mais de um ano) e mamografias (para mulheres acima de 40 anos ou que têm antecedentes), entre os dias 25 e 27 de agosto. Durante os três dias, cerca de 200 usuárias farão os dois exames, em uma clínica especializada, no município de Camaçari.

Implantado em 2006, o Saúde da Mulher integra três grandes ações: capacitação de multiplicadores, atendimento clínico e relatório de avaliação. Mais de mil mulheres já foram atendidas. Só em 2009 foram realizados 200 exames preventivos e 200 mamografias. Desse total, 5% dos diagnósticos apresentaram alterações e foram imediatamente indicados para o acompanhamento junto à Secretaria de Saúde.

A Monsanto Nordeste conta com o apoio das Secretarias de Saúde, de Educação e da Mulher, em Camaçari, para realizar a ação. Além disso, apoiam a iniciativa o PSF (Programa Saúde da Família), agentes de Saúde do município, a Prefeitura Municipal de Camaçari, lideranças comunitárias locais e a Rede Educare.

PALESTRAS E ATENDIMENTOS – 2010


COMUNIDADE
PALESTRASEXAMES CLÍNICOS
Agua Fria/ Cordoaria16 de agosto25 de agosto
Açu da Capivara17 de agosto27 de agosto
Alto da Bela Vista18 de agosto26 de agosto

Serviço:

Para obter mais informações sobre a iniciativa, acesse:

www.monsanto.com.br
www.twitter.com/monsantobrasil
www.youtube.com/monsantobrasil

*Com informações da Assessoria da Monsanto Nordeste

Leia Mais

Curtinhas do mundo fashion

Verão 2011 da Poire Paradoxus
As novidades da Poire Paradoxus para o verão 2011 serão apresentadas ao público no dia 10 de agosto, a partir das 14h. A loja trabalha com grandes marcas, dentre elas: 284, Agilità, Carina Duek, Filhas de Gaia, Glória Coelho, John John, Juliana Jabour, Talie NK, Lucci, Thelure e Cyann. A Poire fica no Shopping Paseo, no Itaigara.

=============================

“Bom Vizinho” do Shopping Paralela
O novo serviço do Shopping Paralela foi batizado de “Bom Vizinho” e trata-se de um programa de transporte para os clientes que moram nas redondezas. O ônibus vai circular diariamente pela Avenida Orlando Gomes, Rua Rio Trobogy, Avenida Tamburugy e Avenida Pinto de Aguiar, saindo do shopping a partir das 11h30. Para ter acesso, o cliente precisa trocar R$ 100 em notas fiscais de compras feitas no shopping pelo cartão de acesso. O cartão tem validade de 30 dias, e o cliente pode realizar as trocas das notas sempre que desejar.

=============================

Moda masculina da Stock Car
A marca Stock Car Clothing lança sua coleção verão 2011 na próxima quinta-feira, a partir das 18h30, na loja Santo Estilo. A proposta é aliar a moda à modernidade e atitude do universo automobilístico. O coquetel de lançamento contará com a presença de pilotos que participarão da prova em Salvador e DJs. Haverá ainda a distribuição de brindes e sorteios de convites para o camarote. A loja Santo Estilo fica na Avenida Paulo VI,1974, Pituba.

=============================


Olhos bem delineados da Akakia

A Akakia lança no mercado o lápis delineador de olhos Carbon Black, com traço de cobertura intensa e consistência macia. O produto tem em sua composição o ozokerita (que alia a firmeza do produto à maciez), óleo de soja hidrogenado (agente hidratante) e manteiga de karitê (ação protetora e emoliente). O produto está disponível nas lojas de cosméticos de todo o País, ao preço de R$ 18. Para mais informações, acesse o site oficial da marca ou ligue para o SAC: (48) 3283.6000.

Leia Mais

O Vitória não perdeu a Copa do Brasil. Foi o Santos que ganhou

*Texto da jornalista Giovanna Castro

Nos últimos dias tenho ouvido muito falar na palavra “planejamento”. Parece que é uma palavrinha mágica que resolve todos os problemas da vida. Mas para planejar é preciso saber onde se quer chegar, para onde se pretende ir. E é aí que entra a inspiração deste texto de hoje, o jogo do Vitória contra o Santos, pela final da Copa do Brasil, disputado nesta quarta- feira, no Barradão, em Salvador. Eu sou torcedora do Vitória e serei julgada por isso nestas minhas bem traçadas linhas, especialmente pelos torcedores do nosso maior rival, o Bahia.

Mas esse não é o ponto. A questão é que o Vitória tem um objetivo e está trabalhando para chegar lá. É claro que não serei ingênua a ponto de afirmar que não há problemas no clube em termos de gestão, estrutura e organização de equipe. Certamente há, mas a trajetória que o time desenha mostra claramente que o primeiro título nacional do nosso escrete é uma questão de tempo, obviamente se o plano for seguido à risca como aparentemente vem sendo.

Torcida empurra o Vitória com as mãos, na goleada de 4X0 contra o Atlético-GO, numa demonstração de paixão rubro-negra. Quem disse que nossa torcida é "fria"?

A partida de ontem foi boa, o Vitória jogou bem, teve chances e conseguiu sufocar o time do Santos em alguns momentos, mas não conseguiu superar a enorme vantagem conquistada na Vila Belmiro (SP). O atletas do Vitória apresentaram muita raça e brio ao longo do jogo inteiro. E a presença da torcida com seu apoio incondicional até o final foi uma forma incontestável de mostrar que estamos todos confiantes no trabalho que vem sendo feito. Ou pelo menos na raça que nossos jogadores deixaram em campo.

Ganhamos a partida por 2X1 e, se não fosse o percalço de Santos, não dá para saber exatamente, mas as coisas poderiam ter sido bem diferentes. Já ouvi coisas horríveis sobre a torcida do Vitória e a mais recente delas é que a nossa torcida é “fria”. Não foi isso que eu vi naquele belo espetáculo no nosso Barradão.

As luzes vermelhas dos sinalizadores, os braços agitados ao som dos gritos de guerra das organizadas – “VI-TÓ-RIA!!!!!!” – uma verdadeira declaração de amor das mais contundentes e emocionantes que impressionou até mesmo os mais sisudos narradores do Sul/Sudeste. Sempre mal informados sobre o que acontece aqui no Nordeste e auto-centrados nos seus umbigos em torno do “Curíntia”, do “Flamêêêango” e, no máximo, de algum time mineiro ou gaúcho.

Me incomoda altamente o jeito com que nossos clubes nordestinos continuam sendo tratados, com desdém e até desprezo mesmo. E isso inclui o “glorioso” Bahia. Semana passada, vi um programa esportivo de grande repercussão nacional, transmitido pela Band, em que o locutor dizia que não havia chance para o “Vice-tória”. O que é isso? Sou torcedora, mas também sou jornalista e acredito que essa postura é altamente desrespeitosa e não o é somente com o Vitória, mas com qualquer time dos lados de cá do Brasil que merecem análises corretas, baseadas em números e a trajetória do Vitória apresentou números à mancheia que pouco foram mencionados.

Vermelho flamejante dos sinalizadores da partida contra o Atlético-GO, se repetiu na noite de gala contra o Santos

A campanha dentro do Barradão foi irretocável. Teve várias goleadas, algumas delas de 5, outras de 4. A zero. O menor placar foi de 2X0 e construído contra o Vasco. Porque exaltar somente os triunfos do adversário? Minha torcida pelo Vitória não tem a ver com fanatismo. Eu torço, mas analiso racionalmente também. Obviamente que, neste momento, o Santos é um time superior ao Vitória e soube controlar a partida que foi liquidada no momento do primeiro gol.

Torci muito para que o Vitória marcasse nos primeiros 15 minutos, mas não deu porque os jogadores que estavam do outro lado eram os jogadores sensações de 2010, talentosos, bem treinados e num esquema bem armado por Dorival Jr, que teve a inteligência de saber usar o talento de cada um deles nas posições em que eles podem exercer seu talento com liberdade, ao invés de engessá-los num esquema e obrigá-los a jogar de um modo diferente da sua essência.

Neymar, Robinho, Ganso, Arouca, André, Wesley e os demais mereceram o título, são excelentes jogadores e o Vitória mostrou que está à altura deles. Apresentou um espetáculo único, lutou de igual para igual até o fim. Não ganhou, é do jogo. O importante é que somos vice novamente, mas chegar numa final deste porte já demonstra várias coisas muito significativas. A permanência do valoroso Ricardo Silva no comando – diferente da cultura do mundo boleiro que é demitir o treinador à primeira dificuldade – é uma delas. Demonstra, no mínimo, que o caminho que está sendo trilhado é acertado e a vitória do Vitória, certamente virá. Estarei ao lado do time quando isso acontecer. Parabéns, Vitória! Vamos em frente!

Leia Mais

Atleta aos 30: escolhendo a atividade

Para mim, o mais importante é escolher uma atividade física que realmente você goste. Não adianta forçar a barra, se sua intenção é fazer a prática do exercício uma rotina. Porque se você não gosta do que está fazendo, sempre que tiver uma desculpa vai usá-la para não ir e com o tempo vai acabar deixando-a de lado. Eu sempre achei musculação um saco. Pela rotina, pela repetição. Apesar disso, eu preferi me convencer de que era importante para o fortalecimento muscular. Eu aprendi a gostar, internalizei a importância do tipo de atividade para os meus objetivos.

Eu gosto de variedade. Hoje em dia sempre procuro fazer mais de uma atividade, para não correr o risco de cansar da rotina e porque eu gosto mesmo.A atividade física me deixa com mais energia, mais disposta. Como muitos já sabem, a prática de atividade física libera no cérebro a endorfina, substância responsável pela sensação de bem estar e prazer. Mas é importante fazer uma ressalva com relação a isso, porque não há liberação de endorfna se a pessoa estiver sofrendo com a prática do exercício. E por isso é tão importante a escolha de uma modalidade que seja agradável e da intensidade da prática, que não pode ser excessiva.

==================================

Remo – Como falei no post anterior, já fiz remo, uma das atividades mais bacanas que pratiquei na vida. Eu treinava na escolinha do Vitória no Dique do Tororó. O que curtia no esporte era a possibilidade de estar fora de uma sala, em um ambiente diferente, em contato com a natureza. Além disso, precisava fazer exercícios para o fortalecimento muscular na academia da sede da escolhinha, o que me liberava de ter de fazer a musculação em um outro lugar. Então, sempre antes de ir para a água, a gente fazia o treino muscular. Alguns meses depois de começar, no entanto, comecei a ter aulas pela manhã e tive de abandonar a atividade.

Vôlei – Mais nova, com uns 11 anos, me matriculei nas aulas de vôlei do Sesc do Aquidabã. Eu adoraaaaaava, e quando me lembro, me arrependo de ter parado. Embora seja baixinha (mas na média da população feminina brasileira, claro.. hahaha), eu achava que tinha jeito para a coisa. Eu sempre ia com uma amiga que também era vizinha. Até que um dia ele implicou com o professor e decidiu parar. Como eu estava acostumada a irmos e voltarmos juntas, acabei começando a faltar, até que abandonei também. Lembro que o aquecimento, além de correr subindo e descendo as escadas da arquibancada, era uma partida de futebol de salão.

Artes marciais – Meu sonho era praticar uma arte marcial ou alguma modalidade de defesa pessoal. Passei meses em busca de uma escola para treinar Krav Magá ou Kong Fu, mas infelizmente não achei nenhum horário compatível com o meu. Foi na época em que, ainda na academia que falei no post anterior, lá perto do meu trabalho, fui fazer abdominal na sala de ginástica e o professor do boxe me convidou para fazer a aula. Eu fiquei encantada pelo boxe, pela descarga de energia, pela adrenalina. Adotei o boxe e, hoje, já treino em uma academia especializada apenas na modalidade.

Boxe – Acho muito bacana a forma como o boxe trabalha todo o corpo. Senti muita diferença na região abdominal, por exemplo. Lá, o instrutor faz séries de abdominais nos finais das aulas, e eu senti muita diferença mesmo. Outra coisa que adoro no boxe (além de bater em Bob, claro.. hahaha), é a parte de alongamento que inicia a aula. Acho uma atividade super completa, em que todo o corpo acaba trabalhando durante a aula inteira. Eu virei fã da práqtica e minha vontade é nunca mais largar. Sempre me sinto mais disposta depois dos treinos.

==================================

Além do boxe, hoje eu corro e faço treinamento de condicionamento físico na praia (este último, apenas aos sábados). A corrida, que era só na esteira da academia e esporadicamente nas ruas, vai começar a ser uma atividade mais especializada, com orientação de um instrutor. É que agora em agosto estou entrando em um clube de corrida para treinar de forma direcionada e, assim, poder avaliar os resultados e os meus avanços. Aqui em Salvador, já participei de duas provas de 5km na rua e foi bom ver que melhorei meu tempo na segunda prova. E vocês, já estão envolvidos em alguma atividade física?

Leia Mais

Um olhar sobre Meu Pé de Laranja Lima

====================
Meu Pé de Laranja Lima (José Mauro de Vasconcelos)
Editora Melhoramentos
192 páginas
Preço médio: R$ 20,00
====================

Emocionar-me lendo um livro não é algo comum. Digo a emoção que faz desaguar lágrimas dos olhos. Esta realmente não é habitual, por mais sensível que seja a leitura. Não me recordo quantos livros me fez chorar (se é que algum já o fez antes), mas lembro-me perfeitamente do último que conseguiu fazer meus olhos gotejarem. Meu Pé de Laranja Lima, publicação de 1968 de José Mauro de Vasconcelos, é uma leitura incrivelmente bela e sensibilizante. Embora integre a literatura infanto-juvenil, o texto mostra-se uma fonte interessante e sedutora ao adulto. Uma leitura um pouco dolorosa, até, que mexe com o nosso modo de lidar com o universo infantil, de compreender o sofrimento muitas vezes indecifrável de uma criança.

Cena do filme Meu Pé de Laranja Lima, produção de 1970 baseada no livro (assista a um trecho do filme no final deste post)

Envolvente de todas as formas, a leitura. Cada trecho é reiventado fotograficamente por nossa imaginação, que não resiste a remontar as histórias, como se estivéssemos verdadeiramente inseridos naquele contexto. Um filme escrito, me atrevo a dizer. A leitura é muito rápida. A narração é feita por uma criança. E é admirável a forma como o autor consegue nos colocar na posição de adultos ouvindo uma criança falar. A todo momento vamos alimentando a certeza de que, sim, é uma criança que está a falar. Em diversas passagens, inclusive, tive a pungente sensação de que não conseguimos compreender as crianças, suas artemanhas, a forma que utilizam para se expressar. No meio do livro, estava triste. Triste porque aquela história era tão real e tão penosamente comovente, que passava as páginas na esperança de que, nos trechos seguintes, a vida daquele menino havia de melhorar. Mas não melhorava.

O enredo de que falo foi publicado em 19 países e foi traduido para 32 línguas. O narrador é o menino Zezé, uma criança de cinco anos, membro de uma família pobre, que vive sérias dificuldades. O pai estava desempregado, a mãe se enfurnava todo o dia em uma fábrica para ganhar o pouco que sustentava a família. E os irmãos mais velhos assumiam a função de cuidar dos mais novos. Zezé sofre um sofrimento infantil. E por isso dói tanto. Ele é um menino esperto, inteligente, que cuida com muito zelo do caçula Luis, mas é nitidamente carente de atenção, de ternura, de amor. A maioria dos adultos não o compreendem. Menino astuto, cheio de truques, adora dar sustos nos mais desavisados, aprontar variadas arteirices. Danado mesmo. E tudo o que acontece na vizinhança é sempre imputado a ele – e normalmente é de fato culpa dele.

Cenas do filme Meu Pé de Laranja Lima (Direção: Aurélio Teixeira)

Mas Zezé é uma criança. E não há como querer exigir de uma crinaça a maturidade de um adulto. Não há como. O livro é um tapa na cara sutil, uma sacudida no nosso acomodado modo de enxergar o mundo. A linguagem é simples e impressionantemente profunda. Vasconcelos consegue recriar um desabafo infantil com um vocabulário preciso e cuidadosa atenção aos detalhes. E nos faz perceber que as pequenas coisas são o que realmente importa. São elas que constroem sólidas relações, que nos passam as mensagens mais relevantes. Andamos tão entretidos com os grandes acontecimento que muitas vezes deixamos passar despercebidas as minúcias. Como a amizade entre Zezé e o pé de laranja lima de sua casa nova. É com ele que o menino desabafa, conta os mais profundos segredos. Uma linda relação de “amizade”. Naquela “troca” de confidências, é fascinante perceber a esperança e os sonhos por trás da dor e do sofrimento.

O livro em si não se traduz em uma lição de moral. Suas páginas contam apenas uma história, só que esta história incomoda. A despretensão, a leveza e a profundidade me conquistaram. Ao ler a última página, alguma coisa acaba mudando em nossa forma de entender o universo infantil. Acho que, no final das contas, nos sentimos um pouco responsáveis pelo que é retratado ali. Assumimos nossa parcela de culpa não naquela situação específica, mas nas tantas outras em que encarnamos o papel de protagonistas da vida real. É uma narrativa comovente, sofrida, mas belíssima.

Assista à primeira parte do filme baseado na obra

Leia Mais