Inscrições abertas para as vagas residuais da Ufba

A Ufba está oferecendo mais de 400 vagas residuais em 44 cursos para o próximo semestre (2010.2). Podem concorrer os alunos da instituição que desejam mudar de curso, ex-alunos que querem retomar os estudos, alunos de outras instituições de ensino superior interessados em migrar para a Ufba e os já diplomados em qualquer curso de nível superior. O edital traz todas as informações necessárias. E para saber quais vagas estão sendo oferecidas, é só clicar aqui.

| SERVIÇO |
Seleção para vagas residuais da Ufba
Inscrições: até 14 de junho, pela internet
Valor: entre R$ 50 e R$ 140 a depender da inscrição
Provas: dia 27 de junho, às 13h

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VIII Cidade Fashion Day no Icba

O Cidade Fashion Day é um evento semestral realizado pela Faculdade da Cidade.

A oitava edição do evento será realizada nos dias 17 e 18 de junho, e pelo segundo ano acontece no Icba, no Corredor da Vitória.

O projeto deste ano tem parceria com a Akademie Mode Design (AMD), da Alemanha. Duas alunas estarão em Salvador, para apresentar suas coleções.

| SERVIÇO |
VIII Cidade Fashion Day – Desfile de Moda e Exposição
Salvador/Hamburgo: Passado e Presente da Globalização
Local: Pátio e Teatro do Goethe-Institut/ICBA (Corredor da Vitória)
Entrada franca
Programação:
17/06 – às 20h, mesa redonda com três representantes da AMD e com acadêmicos soteropolitanos
18/06 – Bate-papo e bazar das 14h às 17h; e desfile às 20h
10 a 30 de junho – Exposição nas galerias do ICBA, mostrando editoriais de moda e diversos produtos. Das 9h às 18h30, de segunda a sexta; e das 9h às 13h, aos sábados.

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Artigo: Verdades e mitos sobre a homossexualidade

Conversa de Menina, em defesa da diversidade, coloca a colherzinha em um tema tabu: a homossexualidade. Frequentemente, discuto com amigos o porque do ser humano ter tanto interesse na sexualidade alheia, sua orientação, e as escolhas que faz na vida: se opta por assumir determinado comportamento, se o esconde, se fala ou não do assunto, com quem dorme ou deixa de dormir. Pessoalmente, creio que a sexualidade de cada um é tema de interesse próprio e privado. Mas, diante do preconceito dominante, algumas bandeiras precisam ser carregadas e estratégias de luta estabelecidas. Luta essa para que se conquiste o direito tanto à livre expressão pública quanto a manter o assunto na esfera do pessoal, se essa for a vontade de alguém. Luta para que uma pessoa não seja julgada por sua sexualidade, mas pelo caráter e postura ética na vida. Certa vez, motivada pelo comentário de um leitor do jornal onde trabalho, travei longo debate com um colega sobre se o correto é dizer “orientação” ou “opção” sexual. Minha resposta, na ocasião, acabou meio parecida com a opinião da Maria Helena Vilela, que preside o Instituto Kaplan, focado em educação e sexualidade. Orientação é o termo que define, enquanto opção é o que vai marcar a escolha do indivíduo em assumir ou não determinada orientação. No fim das contas, são termos complementares, que vêm sendo usados como sinônimos ou mesmo confundidos e reconfigurados para depreciar, ao invés de incentivar a compreensão e aceitação.

Neste domingo, dia 6, acontece a 14ª Parada do Orgulho LGBT, em São Paulo, manifestação pela diversidade sexual que é considerada a segunda no mundo em tamanho e importância. Motivada pela data, Maria Helena Vilela escreveu um artigo sensível e, em certa medida, didático, desconstruindo alguns mitos sobre a homossexualidade. A linguagem educativa tem razão de ser: o Instituto Kaplan trabalha há 18 anos com capacitação técnica de professores para abordar a educação sexual nas escolas, mas também direciona seu foco ao público jovem. Aqui no blog, por exemplo, já publicamos um artigo da Maria Helena, sobre gravidez na adolescência, que é um dos nossos posts mais lidos.

Confiram o novo texto da pesquisadora:

*Verdades e mitos sobre a homossexualidade

**Maria Helena Vilela

Quando se trata de comportamento sexual, a lógica pode significar preconceito. A probabilidade de se fazer uma avaliação errada é muito alta. Cada pessoa é única e traz consigo histórias e circunstâncias de vida, das quais nem sempre é capaz de dar conta.

Dia 6 de junho, realiza-se em São Paulo a 14ª Parada do Orgulho LGBT. Um marco nos direitos civis. No trabalho de estudo da sexualidade humana, o Instituto Kaplan defende, no desenvolvimento de metodologia para capacitar professores e técnicos de saúde, a aplicação da educação sexual nas escolas e empresas, sem preconceitos, explicando os direitos sexuais de todos cidadãos.

É preciso deixar claro que a homossexualidade é o desejo de se vincular emocional e sexualmente com alguém do mesmo sexo. Ou seja: um outro jeito de ser, no que se refere à pessoa por quem se sente tesão. Apesar de ser um fenômeno aparentemente simples, ainda há muitas idéias erradas sobre ele. Até bem pouco tempo, a homossexualidade era considerada uma doença. Hoje já se sabe que não é.

Muitas teorias tentam explicá-la, mas ainda não existe um consenso. A mais aceita das teorias é aquela que fala sobre a combinação entre uma predisposição genética e fatores psicológicos (a forma como cada pessoa registra fatos, sentimentos e impressões) e sociais (o meio em que vive, a forma como a família lida com a valorização sexual e a cumplicidade entre os sexos).

O objetivo deste texto é esclarecer alguns tabus e preconceitos que existem sobre o tema. E existem muitos: homossexualidade seria uma escolha, ou resultado da falta ou do excesso de sensibilidade, ou ainda da frustração amorosa em relação às pessoas do sexo oposto. E ainda há os que pensem que a homossexualidade é uma doença mental, ou um desvio psicológico.

Os preconceitos:

1. Uma questão de escolha?!

Ninguém é capaz de escolher por quem sentirá tesão. Não conheço nenhum trabalho que traga o depoimento de um único homossexual que faria a escolha da homossexualidade, se pudesse, porque, mais que ninguém, o homossexual sente o peso da discriminação social. Do mesmo jeito que as pessoas não escolhem suas preferências entre loiros ou morenos, “sarados” ou barrigudos, sérios ou divertidos, elas também não conseguem determinar se o desejo é por alguém do mesmo sexo, do sexo oposto ou de ambos. Apenas realizar ou não o desejo afetivo-sexual, pôr em prática o relacionamento é que é uma questão de opção que pode ser feita ou não pelo indivíduo.

2. Uma questão de sensibilidade?!

Existe uma crença popular de que um homem sensível e delicado é homossexual. A sensibilidade é a capacidade de sentir e perceber o que está acontecendo a nossa volta e não tem nada a ver com a orientação sexual de uma pessoa. A garota pode ter um jeito mais grosseiro de lidar com as pessoas e nem por isso ser lésbica, ou o garoto ter certo trejeito e não ser gay. O papel sexual, ser masculino ou feminina, não tem nada a ver com a orientação sexual (a orientação do desejo). Muitos meninos agressivos e meninas delicadas podem ser homossexuais.

3. Frustração amorosa?!

Muitas pessoas acreditam que as lésbicas são mulheres que não conseguiram arranjar namorado, ou que sofreram algum trauma com homens. Esta explicação existe, porque é difícil para as pessoas heterossexuais imaginar que o prazer sexual feminino seja possível sem a presença do pênis. Quanto aos gays, muita gente acha que a homossexualidade é decorrente de uma experiência traumática nas primeiras relações sexuais com uma mulher. Os homossexuais não são heterossexuais frustrados! São pessoas, cujo desejo sexual está no outro, que é do seu mesmo sexo.

4. Homossexualidade é doença mental ou desvio psicológico?!

Nem uma coisa e nem outra! Durante muito tempo, a homossexualidade foi interpretada pela medicina como uma doença. Mas, na década de 70, todas as associações de profissionais de saúde mental, inclusive a OMS (Organização Mundial de Saúde) concluíram que não se tratava de uma doença mental ou de distúrbio psicológico. Portanto, não existe tratamento para uma pessoa “deixar de ser homossexual”. O que a medicina ou a psicologia podem fazer é prestar ajuda para que o homossexual aprenda a lidar com o seu jeito de ser, sexualmente diferente do que a sociedade deseja para ele, sem deixar que isto atinja as outras características pessoais. Ou seja, é possível ser homossexual e ser, ao mesmo tempo, um profissional competente, um filho amoroso, um amigo corajoso, um cidadão que conhece e respeita seus direitos e deveres, uma pessoa divertida, feliz e que pode e deve conquistar o respeito de todos.

Cena do filme O Segredo de Brokeback Montain, de Ang Lee

Mudar o rumo da História

Muitas pessoas não se conformam com a existência da homossexualidade, principalmente quando o homossexual é alguém próximo e querido. Todos querem saber o que podem fazer para conseguir ajudar alguém a “não ser homossexual”. Não existe esta possibilidade. Até o momento, ainda não foi cientificamente comprovado nenhum tipo de procedimento que faça de alguém homo, bi ou heterossexual. O que nós sabemos é que, na nossa sociedade, existem jeitos sexuais diferentes de ser. E o que se pode fazer é aprender a lidar com as diferenças. Diferença não é sinônimo de deficiência! É um outro jeito de ser humano.

A sexualidade se desenvolve em contextos diversos, a partir de experiências distintas. Portanto, é inútil se ter o desejo de que todas as pessoas correspondam ou se ajustem a um único modelo para ser sexualmente feliz.

*Material encaminhado ao blog pela jornalista Vera Moreira

**Maria Helena Vilela é diretora do Instituto Kaplan – www.kaplan.org.br

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Cuidados durante e após o banho

Sábado é o dia oficial de colocar a toillete em dia. Sabe a desculpa do “liga mais tarde, estou lavando o cabelo”? Pois é, vocês entenderam o que eu quis dizer. É o dia da semana em que lotamos os salões de beleza ou, quando não gostamos tanto assim do ti ti ti de salão, montamos um spa em casa. Esfoliação, hidratação na pele e nos cabelos, manicure… tudo feito sem pressa, numa brincadeira que favorece a autoestima.  Inspirada pelo cheiro de espuma de banho que paira no ar nas manhãs de sábado, separei para vocês algumas dicas de produtos da toillete feminina, de marcas diversas e preços idem. Assim, ficam sabendo as novidades do mercado. Caso usem outro tipo de produto, mandem a dica ao blog!

Duas dicas da Adcos: Espuma de banho e leite corporal

Inspirada na thalassoterapia, técnica que utiliza as propriedades terapêuticas da água do mar e as matérias-primas de origem marinha para cuidar do corpo e da mente, a Adcos lançou a  linha Home Spa – Thalassoterapia, com cosméticos elaborados a partir de combinações de biominerais, algas marinhas, minerais e aminoácidos essenciais. Entre os produtos, a Espuma Cremosa é rica em algas verdes. Com alta concentração de aminoácidos essenciais, magnésio e zinco, promete hidratar e equilibrar a pele. A textura delicada é também indicada para a limpeza do rosto, pois deixa a pele macia e com sensação de frescor. O sabonete líquido da linha (na foto) custa R$ 77, a embalagem de 240 ml.

Dentro da mesma linha, há ainda o leite corporal com pó de pérolas e extrato purificado de algas vermelhas e marrons. O produto promete hidratação, além de nutrir e perfumar a pele do corpo. A emulsão tem nove aminoácidos essenciais, cálcio, vitaminas e ômegas 6 e 9. Além disso, a textura é leve, de rápida absorção e perfuma suavemente a pele ao longo do dia. O Leite com Pó de Pérolas custa R$ 84, 235ml.

ONDE ENCONTRAR:
Salvador Shopping – L1. Fone: (71) 3443-2257
Pituba – R. dos Maçons, 1121, Multishopping, térreo. Fone: (71) 3011-8848
Shopping Barra – 2º piso. Fone: (71) 3235-1695.

Linha flor de Cerejeira L’OCCITANE

O Eau de Toilette Flor de Cerejeira envolve a pele com um aroma de frutas feminino e encantador, é ideal para todos os momentos do dia. Pode ser encontrada nas versões de 100 ml (R$ 185) e 50 ml (R$ 112).
Notas de cabeça: framboesa, cereja, cassis.
Notas de coração: flor de cerejeira, lírio-verde.
Notas de base: madeira de cerejeira, âmbar, almíscar.

O perfume sólido Flor de Cerejeira é indicado para as peles mais delicadas, por conter em sua composição cera de abelha, que ajuda a suavizar a pele. Com fragrância feminina e suave, tem um formato diferenciado, que permite ser levado para qualquer lugar. R$ 39 (10ml).

E para o banho, a dica é o sabonete líquido para o corpo Flor de Cerejeira, que promete frescor enquanto limpa a pele, além de deixar um perfume delicado no corpo. A fórmula dois-em-um permite usar tanto como gel de ducha, quanto na banheira. R$ 62 (250 ml). Há ainda o sabonete Flor de Cerejeira, R$ 11 (50g). Para completar o ritual de beleza, a loção corporal, rica em vitamina E, com fragrância floral e suave, que promete hidratação leve e perfume delicado: R$ 99 (250ml).

ONDE ENCONTRAR:
SAC L’OCCITANE: 0800 171 272
www.loccitane.com.br

Kits Pitanga e Absoluto da Antídoto

A Antídoto Cosméticos – rede de franquias de cosméticos naturais para banho, corpo e cabelo – dá dicas de duas linhas: Pitanga e Absoluto, que podem ainda servir como presente no Dia dos Namorados. A linha Pitanga (feminina) promete função adstringente e bactericida, além de fragrância marcante e sensual. Os produtos são ricos em cálcio e vitaminas C, A e B. Indicados para pele e cabelos normais a oleosos. Os itens que compõem a linha são: Água refrescante; Banho de Espuma; Creme para pentear Leave-on; Loção Hidratante; Luva de Silicona; Óleo Corporal Termo Ativo; Loção Bifásica; Deo Colônia; Shampoo; Condicionador; Sabonete 100% vegetal; Máscara Capilar e Sabonete Glicerinado.

A linha masculina, Absoluto, tem produtos formulados com extratos de Aloe Vera e Castanha da Índia, que apresentam funções rejuvenescedora e nutritiva. Contém aminoácidos e oligoelementos que intensificam a ação de recomposição e hidratação da pele – agindo nas três primeiras camadas. A Deo Colônia revela uma fragrância jovem e moderna que mistura saída cítrica de limão e laranja associada ao corpo de característica fougere ambarada, além de notas amadeiradas como cedro, sândalo, vetiver e vanila. Os itens que compõem essa linha são: Gel de Barbear; Gle Pós Barba; Deo Colônia; Creme para mãos e cotovelos; Luva de silicone; Desodorante Spray; Hidratante Power Relaxante; Shampoo 2 em 1.

ONDE ENCONTRAR
Salvador Shopping – Piso L1. Av. Tancredo Neves, 2915. Fone: (71) 3555-7337
Shopping Itaigara – Piso L2. Av. Antônio Carlos Magalhães, 656. Fone: 71 3358 1989
Shopping Paralela – loja 112. Av. Luiz Viana Filho, 8544

Fruit Therapy Pêssego, da Left Cosméticos

A linha Fruit Therapy Pêssego foi desenvolvida especialmente para atender os cabelos que precisam manter seu brilho e vitalidade natural. Totalmente balanceada para cabelos normais, as formulações possuem cápsulas com Vitamina E que se rompem no momento em que o produto é aplicado nos cabelos, preservando assim o princípio ativo do produto. A linha contém extrato de pêssego, que é rico em sais minerais e vitaminas A e C e promete aumento de brilho, maciez e vitalidade dos fios. Os shampoos e condicionadores Fruit Therapy Pêssego possuem embalagens para uso profissional, com 1.000 ml cada e para manutenção, com 350ml cada.

ONDE ENCONTRAR
No site oficial da marca: www.leftcomesticos.com

Sabonete Líquido OX arôme Iogurte Natural

A proposta da OX Cosméticos ao lançar a versão Iogurte Natural de sua linha de sabonetes líquidos arôme é usar o poder nutritivo e protetor do iogurte para o cuidado diário com a pele. A composição suave é elaborada com extrato de iogurte natural, que possui ação protetora para ajudar a manter o equilíbrio da pele das mãos e rosto. Com cinco versões de sabonetes líquidos, distribuídos em frascos exclusivos de 250ml, a OX arôme promete auxiliar na manutenção da pele, oferecendo suavidade e frescor ao dia-a-dia. Além do Sabonete Líquido OX arôme Iogurte Natural, integram a linha as versões Hortelã e Pisco, Frutas Tropicais & Champagne,  Gengibre & Limão e Amêndoas e Mel.

ONDE ENCONTRAR:
SAC: 0800 703 4071
www.oxcosmeticos.com.br

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Em homenagem ao Dia Internacional do Meio Ambiente

Em maio de 2000, viajei para Rio de Contas, na Chapada Diamantina (BA), atrás de remanescentes de antigos quilombos. Encontrei o que buscava e encontrei-me com a exuberância da natureza...
Não lembro o nome desse rio, faz tanto tempo... Mas para todo canto que se olha é água. Bom de ir em Rio de Contas é no inverno, quando os rios estão todos cheios e a vegetação em matizes diversos de verde
Pena que foto não registra som, porque o barulho dessa cachoeira supera em muito meus desajeitados cliques de amadora
"Na natureza selvagem". Flagrada em momento de puro deleite

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Livros resgatam história de Jacinta Passos e Lélia Gonzales

Dois produtos editoriais recentes homenageiam mulheres notáveis. Na próxima terça-feira, dia 08, às 18h, no Espaço Unibanco Glauber Rocha (Praça Castro Alves, Salvador), acontece o lançamento do livro Jacinta Passos – coração militante, que resgata a história da poetisa e jornalista baiana. Escrito pela historiadora Janaína Amado (filha de Jacinta), o  livro reúne a obra completa da poetisa, inclusive textos inéditos, além de uma biografia.

Jacinta Passos foi casada com James Amado, irmão do escritor Jorge Amado, e teve uma única filha. Feminista e comunista, passou anos internada em sanatórios, com o diagnóstico de esquizofrenia paranóide. Mas, apesar das dificuldades, não desistiu da militância política e  nem deixou de escrever poesia. Nascida em Cruz das Almas, em 1914, e falecida em Aracaju, em 1973, Jacinta Passos foi poetisa, escritora, professora e jornalista, tendo lutado por causas e ideais em que acreditava.

O livro sai publicado pela EDUFBA e pela Corrupio, com apoio da FAPESB (Fundação de Amparo a Pesquisa da Bahia).

Direitos da mulher – O segundo livro recente que resgata uma personagem feminina é a biografia de Lélia Gonzales, um dos maiores nomes do movimento negro no Brasil (fundadora do MNU – Movimento Negro Unificado) e referência internacional na defesa dos direitos da mulher e da população negra. O livro sobre Lélia é a primeira biografia já escrita sobre a personagem e integra a coleção Retratos do Brasil Negro, da Selo Negro Edições.

Lélia Gonzalez foi uma das figuras centrais na reformulação teórica e prática do movimento social negro contemporâneo. Militante, professora e escritora, a fundadora do MNU faleceu em 1994. No livro, os pesquisadores Alex Ratts e Flavia Rios revelam a trajetória da intelectual e feminista da infância humilde até a consagração no meio político e cultural, incluindo também um levantamento de sua obra. Segundo os autores, ela foi uma figura extremamente importante para o debate sobre as questões de raça, gênero e classe, dentro e fora do país.

Resultado de extensa pesquisa, incluindo entrevistas com familiares e amigos, o livro conta, em dez capítulos, as ações e ideias de Lélia, contemplando sua vida de dedicação e inteligência antes de se tornar militante negra e feminista, sua atuação como ativista e seu desempenho como docente, política e intelectual.

Retratos do Brasil Negro

A Coleção Retratos do Brasil Negro é coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos, pela Michigan State University (EUA) e pesquisadora dos movimentos sociais e da diáspora africana no Brasil e no mundo. A coletânea tem por objetivo abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra.

Os autores da biografia de Lélia

Alex Ratts doutorou-se em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo em 2001. É professor dos cursos de graduação e mestrado em Geografia do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (Universidade Federal de Goiás), publicou artigos sobre quilombos, relações raciais e grupos étnicos e orienta pesquisas que englobam esses temas. Já Flavia Rios é socióloga. Atualmente faz doutorado na Universidade de São Paulo, onde obteve os títulos de bacharel em Ciências Sociais e mestre em Sociologia. Suas áreas de pesquisa são relações raciais, movimentos sociais e políticas públicas.

Ficha técnica

Lélia Gonzalez – Coleção Retratos do Brasil Negro
Autores: Alex Ratts e Flavia Mateus Rios
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 21,00
176 páginas
Atendimento ao consumidor: (11) 3865-9890 ou no site: www.selonegro.com.br

Livro resgata história esquecida da poetisa e jornalista militante, Jacinta Passos

A historiadora Janaína Amado lança o livro Jacinta Passos, coração militante, no dia 8 de junho (terça-feira), às 18h, na Galeria do Livro, no Espaço Unibanco, Praça Castro Alves. O livro reúne a obra completa de Jacinta Passos, inclusive textos ineditos, como tudo o que se escreveu sobre a autora, além de uma biografia, escrita por sua filha, Janaína Amado.

Jacinta Passos casou-se com James Amado, irmão do escritor Jorge Amado, com quem teve a única filha. Feminista e comunista, Jacinta Passos passou anos internada em sanatórios, com o diagnóstico de esquizofrenia paranóide. Mesmo assim, continuou a militar no PCB e a escrever poesia.

Nascida em Cruz das Almas, em 1914, e falecida em Aracaju, em 1973, Jacinta Passos foi poetisa, escritora, professora e jornalista, tendo lutado, dentro do Partido Comunista, por causas e ideais em que acreditava.
Jacinta Passos, coração militante, foi publicado pela EDUFBA e pela Corrupio, com apoio da FAPESB.

O quê: Lançamento do livro Jacinta Passos, coração militante

Quando: 8 de junho, às 18h

Onde: Galeria do Livro, no Espaço Unibanco (Praça Castro Alves).

Lélia Gonzales

A biografia de Lélia Gonzalez, referência internacional na defesa dos direitos da mulher e da população negra, revela o importante legado da ativista, professora e escritora, fundadora do Movimento Negro Unificado, que se consagrou no meio político e cultural.

Um dos maiores nomes do movimento negro brasileiro, Lélia Gonzalez foi uma das figuras centrais na reformulação teórica e prática do movimento social negro contemporâneo. Militante, professora e escritora, a fundadora do Movimento Negro Unificado, falecida em 1994, tornou-se referência internacional na defesa dos direitos da mulher e da população negra. No livro Lélia Gonzalez (176 p., R$ 21,00), quarta biografia da Coleção Retratos do Brasil Negro, lançamento da Selo Negro Edições, os pesquisadores Alex Ratts e Flavia Rios revelam a trajetória da intelectual e feminista da infância humilde até a consagração no meio político e cultural, incluindo também um levantamento de sua obra. Segundo os autores, ela foi uma figura extremamente importante para o debate sobre as questões de raça, gênero e classe.

Primeira biografia de Lélia, a obra reúne um importante legado deixado por ela em textos e depoimentos que influenciaram novas gerações de pensadores negros. Resultado de extensa pesquisa, incluindo entrevistas com familiares e amigos, o livro conta, em dez capítulos, as ações e ideias da biografada, contemplando sua vida de dedicação e inteligência antes de se tornar militante negra e feminista, sua atuação como ativista e seu desempenho como docente, política e intelectual.

A obra aborda também os significados de sua perda e a importância do seu trabalho para o Brasil e para o mundo. “O objetivo é resgatar a imagem dessa militante e inseri-la no conjunto dos intelectuais negros”, complementam os autores. Para eles, Lélia foi uma das ativistas importantes para a articulação de uma frente de participação política em uma fase de democratização do país.

Os capítulos que compõem a biografia resgatam a história da intelectual e ativista negra a partir da infância em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, destacando uma vida marcada pela busca do conhecimento. Filha de um ferroviário negro e mãe de origem indígena e penúltima de dezoito irmãos, Lélia seguiu na direção do não conformismo e graduou-se em História e Filosofia. Na pós-graduação optou pela Comunicação e Antropologia, além dos cursos livres em Sociologia e Psicanálise. O livro mostra também fatos que marcaram o desenvolvimento do país nos governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Retrata as dificuldades impostas pelo regime militar e ainda o período de democratização do Brasil, com a abertura política.

A biografia contempla ainda o ingresso de Lélia no movimento negro contemporâneo, destacando sua atuação diretamente na formação, consolidação e difusão do movimento, que reapareceu no Brasil no final dos anos 1970, em pleno regime militar. Mostra também que ela analisou e interpretou a luta negra no país, além de descrever sua participação no movimento feminista, uma referência na luta contra a discriminação da mulher, e na política brasileira, com sua atuação no PT e no PDT, representando as demandas dos movimentos sociais dos quais fazia parte.

A participação de Lélia em movimentos sociais e culturais foi decisiva para a formação de sua identidade pessoal e também de seu pensamento. Além de evocada nos círculos da militância negra e feminista, ela é lida e comentada em cursos acadêmicos de graduação e pós-graduação no Brasil e em países de língua inglesa, espanhola e francesa. “Esperamos que o pensamento e o discurso dela continuem explicando o mundo que se quer interpretar e transformar”, concluem os autores.

Retratos do Brasil Negro

A Coleção Retratos do Brasil Negro, coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos pela Michigan State University (EUA) e pesquisadora dos movimentos sociais e da diáspora africana no Brasil e no mundo, tem por objetivo abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra. Nei Lopes • Sueli Carneiro

Os autores

Alex Ratts doutorou-se em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo em 2001. É professor dos cursos de graduação e mestrado em Geografia do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (Universidade Federal de Goiás), publicou artigos sobre quilombos, relações raciais e grupos étnicos e orienta pesquisas que englobam esses temas.

Flavia Rios é socióloga. Atualmente faz doutorado na Universidade de São Paulo, onde obteve os títulos de bacharel em Ciências Sociais e mestre em Sociologia. Suas áreas de pesquisa são relações raciais, movimentos sociais e políticas públicas.

Título: Lélia Gonzalez – Coleção Retratos do Brasil Negro
Autores: Alex Ratts e Flavia Mateus Rios
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 21,00
Páginas: 176 (12,5 x 17,5)
ISBN: 978-85-87478-42-9
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.selonegro.com.br

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Mostra Cênica movimenta Salvador em junho

Uma dica de cultura, enviada ao blog pelo querido Beto Mettig, para o fim de semana de feriadão. Quem está em Salvador pode conferir a mostra didática de teatro, dos alunos do Sitorne Estúdio de Artes Cênicas, que engloba 10 espetáculos teatrais interativos, apresentados entre este sábado, dia 05, até o dia 19, no Café Teatro Sitorne (Rio Vermelho) e em praças da cidade.

A abertura da mostra, que tem patrocinio da Petrobras, será com a comédia A Eleição, que conta a história do processo eleitoral de uma pequena cidade do nordeste, com suas promessas e fraudes, para mostrar um bem humorado retrato da corrupção na política brasileira. A peça tem texto de Lourdes Ramalho, autora nordestina, e direção de Marcos Oliveira. Em cena, estão nove atores formados na disciplina “Iniciação a Interpretação do Curso Técnico-Profissionalizante: Formação de ator”, do Sitorne.

A mostra didática terá ainda a apresentação dos espetáculos: Esperando Godot (neste sábado, as 20h), A Cantora Careca (domingo, dia 06, às 20h), Solos da Palhaçaria (também neste domingo, às 10h, no Dique do Tororó; e no dia 09, às 17h, na Praça Pau Brasil), Recital (dia 09, às 20h), Cabaré Total (dia 11, às 20h), Jardim das Cerejeiras (dias 12 e 13, às 20h), O Oráculo (dia 12, às 17h), Defeito de Família (dia 13, às 17h) e Samba dos R$ 3,00 (dia 19, às 17h).

Os espetáculos que não forem apresentados ao ar livre, gratuitamente, estarão em cartaz no Café Teatro Sitorne (Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho), com ingressos a R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada). Funcionários de empresas conveniadas ao projeto Ação-Formação pagam apenas R$ 5,00. Estudantes da Rede Pública podem assistir gratuitamente a todos os espetáculos.

Outras informações sobre o Ação-Formação podem ser conseguidas através do telefone (71) 3347-7089 ou e-mail: [email protected].

Confira a ficha técnica dos espetáculos:

A ELEIÇÃO
Texto: Lourdes Ramalho.
Direção: Marcos Oliveira.
Enredo: A comédia conta a história do processo eleitoral de uma pequena cidade do nordeste brasileiro, com suas promessas e fraudes, para mostrar um bem humorado retrato da corrupção na política brasileira.
Data: Dias 05 e 06 de junho.
Horário: Sábado e Domingo, às 17h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Elenco: Giovana Pinho, Verena Brandão, Laiz Mesquita, Vassil Cavalcante, Mamo Castro, Leonilton Zuanes, Laura Sarpa, Evana Jeyssan e Gabriel Gonçalves.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

ESPERANDO GODOT
Texto: Samuel Beckett
Direção: Roberto Salles
Enredo: Clássico do Teatro do Absurdo escrito por Samuel Beckett, a peça apresenta Estragon e Vladimir, dois amigos que, juntos, esperam um sujeito de nome Godot, que nunca chega. O enredo baseia-se na falta de comunicação entre os personagens e na pausa do silêncio da espera de algo que não se resolve.
Data: Dia 05 de junho.
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71) 3347-7089
Elenco: Alunos da disciplina Interpretação para Teatro Contemporâneo
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

A CANTORA CARECA
Texto: Eugène Ionesco
Direção: Roberto Salles
Enredo: A obra é considerada um marco importante da corrente estética teatral batizada de Teatro do Absurdo. Com ironia e humor, a peça lança mão da palavra enquanto objeto, para falar sobre as relações humanas. “A Cantora Careca” foi criada a partir de um livro-texto para o ensino da língua inglesa, onde mostrava um casal conversando diálogos absurdos.
Data: Dia 06 de junho.
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089
Elenco: Alunos da disciplina Interpretação para Teatro Contemporâneo
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

SOLOS DA PALHAÇARIA
Texto: Cenas criadas a partir da interpretação dos atores
Direção: Alexandre Casali
Enredo: Com cenas criadas a partir da interpretação dos atores, o espetáculo apresenta várias cenas cômicas de clowns (palhaços) interagindo com o público.
Data: Dia 06/06, às 10h, no Dique do Tororó, e dia 09/06, às 17h, na Praça Pau Brasil (em frente ao Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089)
Elenco: Alunos da disciplina Palhaçaria II
Ingresso: Espetáculo gratuito

RECITAL
Direção: Felícia de Castro
Enredo: Apresentação musical inspirada no universo nordestino, onde atores e músicos se revezam para apresentar canções e pequenos poemas juninos. Participação especial do sanfoneiro Celo Costa.
Data: Dia 09 de junho.
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71) 3347-7089.
Elenco: Alunos da disciplina Preparação Vocal.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

CABARÉ  TOTAL
Texto: Cenas criadas a partir da interpretação dos atores
Direção: Vários
Enredo: O “Cabaré Total” é um show de variedades apresentado por um mestre de cerimônia que foi criado para dar espaço a artistas de diversas vertentes interessados em mostrar números de palhaço, malabares, música, boneco e dança cômica, entre muitos outros. Em cena, diversos palhaços interagem entre eles (e com o público) a partir de um repertório de “palhaçaria” para adultos, com temáticas irônicas, picantes e, acima de tudo, divertidas.
Data: Dia 11 de junho
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

JARDIM DAS CEREJEIRAS
Texto: Anton Tchecov
Direção: Roberto Salles
Enredo: trama de “O Jardim das Cerejeiras” é centrada em uma família de aristocratas vivendo na Rússia do início do século vinte. É ali que eles vivem há várias gerações na mansão construída pelos antepassados. A família está praticamente falida e na eminência de perder sua imensa propriedade, um extraordinário cerejal conhecido em toda a região como “Jardim das Cerejeiras”, que irá a leilão.
Data: Dias 12 e 13 de junho.
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Elenco: Alunos da disciplina Interpretação para o Teatro Realista.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

O ORÁCULO
Texto: Arthur Azevedo
Direção: Marcos Oliveira
Enredo: Comédia de costume do final d séc. XIX, narra a história de uma família que contrata um vidente charlatão para prever o futuro da filha e, assim, garantir o seu casamento.
Data: Dia 12 de junho.
Horário: 17h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Elenco: Alunos da disciplina Iniciação a Interpretação.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

DEFEITO DE FAMÍLIA
Texto: França Júnior
Direção: Marcos Oliveira
Enredo: Comédia de costume do final d séc. XIX, mostra as confusões causadas pelas fofocas surgidas a partir da visita de um homem misterioso a casa de uma jovem prestes a se casar.
Data: Dia 13 de junho.
Horário: 17h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Elenco: Alunos da disciplina Iniciação a Interpretação.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

SAMBA DOS R$ 3,00
Texto: Adaptação feita pelo diretor Marcos Oliveira para “Ópera dos Três Vinténs”, comédia musical de Bertolt Brecht e Kurt Weill.
Direção: Marcos Oliveira
Enredo: Baseado na “Ópera dos Três Vinténs”, comédia musical de Bertolt Brecht e Kurt Weill, a peça traz para a Bahia contemporânea a história do elegante anti-herói Mac Navalha – cercado de mendigos, ladrões, prostitutas e vigaristas –, um bandido da que se casa com Polly sem que seu pai, Peachum, tenha conhecimento.
Data: Dia 19 de junho
Horário: 17h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71) 3347-7089
Elenco: Alunos da disciplina Teatro Épico.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

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Moda sustentável no Shopping Barra

Neste sábado comemora-se o Dia Internacional do Meio Ambiente. Os fashionistas conscientes, pois a palavra de ordem na moda é sustentabilidade, ainda podem conferir, até este dia 05, a exposição que acontece no piso L 2 do Shopping Barra (Av. Centenário, Salvador). A mostra é formada por oito looks construídos a partir de material reciclável, como sacos plásticos, latas e pneus. A iniciativa pretende tanto chamar atenção para o consumo consciente quanto alertar contra a poluição marinha, pois boa parte desses materiais são descartados no oceano. Durante quase cinco anos trabalhei como repórter para algumas ongs ambientalistas e vi de perto os estragos que o ser humano pode provocar na natureza com o seu descarte irresponsável do lixo. Animais como tartarugas marinhas e golfinhos, por exemplo, morrem sufocados ao ingerir sacos plásticos, que na água são confundidos com lulas e águas vivas (o alimento natural de algumas espécies). Nessa mostra, as roupas são conceituais (ou seja, não fazem parte do vestuário do dia-a-dia) como o modelo da foto abaixo. Vale a pena dar uma passada por lá!

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Jovens na mira da indústria do cigarro

Cartaz da época de lançamento de Obrigado por fumar

Quem já assistiu ao filme Obrigado por fumar, protagonizado por Aaron Eckhart (as fotos ilustram este post), sabe que a produção de 2006, bastante polêmica na época do seu lançamento nos cinemas, conta a história de um lobista da indústria do tabaco que recebe milhares de dólares por ano para divulgar os “benefícios do cigarro”. Sim, o trabalho do marketeiro, chamado jocosamente de Mercador da Morte no filme, é tentar convencer a sociedade de que cigarro não faz mal. Para isso, são mostradas diversas situações de bastidores da indústria fabricante, inclusive com estudos científicos “sérios” manipulados para desmistificar a ideia de que nicotina é droga, vicia e mata. O filme revela também de que forma a mídia, incluindo o próprio cinema, vêm sendo usada ao longo do tempo para promover uma espécie de way of life de fumantes. Gente bonita, glamourosa, sorridente e com o veneninho entre os dedos, que em nada lembram as deprimentes cenas de gente morrendo de câncer ou bebês abortados, das campanhas do Ministério da Saúde. Recordei o filme, que indico para quem ainda não viu, por causa da matéria abaixo, encaminhada ao blog pela Abead (Associação Brasileira do Estudo do Álcool e Outras Drogas). O texto fala de como as marcas de cigarro conquistam adeptos cada vez mais jovens, usando para isso estratégias de marketing muito eficientes e até fazendo pesquisa de comportamento para descobrir os gostos e hábitos dos seus futuros clientes (dependentes químicos seria mais apropriado). Vale a pena conferir, aproveitando que esta semana o blog aderiu à campanha da OMS, para meter o dedo na ferida.

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Outros posts no blog contra o cigarro:

>>Prevenção à cegueira x tabagismo

>>Ainda é tempo de falar em mulheres e cigarros

>>Cigarro! Para quê?

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*Os jovens são o alvo
Para conquistar novos consumidores, a indústria do tabaco aposta em diferentes fórmulas de produtos e publicidade

Aaron Eckhart, o ator vive um lobista da indústria do cigarro em filme esclarecedor

Festas, baladas, música eletrônica e DJs renomados – o universo jovem é marcado por animação e agito. O estilo das roupas, dos cabelos, a linguagem – cada detalhe busca um conceito e influencia o modo de ser, pensar e agir dos jovens.

A indústria do cigarro sabe que esse público é promissor e que podem ser seus clientes regulares amanhã.  “Pesquisas apontam que os tabagistas iniciam o consumo em média aos 15 anos”, explica Stella Martins, coordenadora do Programa de Atenção ao Tabagista do Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod), órgão da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Personagens do filme que trabalham para fabricantes de armas e indústrias de bebida alcóolica e cigarro se auto-denominam - numa piadinha entre amigos - de Os Mercadores da Morte

Com a restrição da propaganda direta do cigarro, a publicidade para o jovem ficou mais sofisticada, com o aprimoramento do uso dos pontos de venda. A aposta passou a ser os chamados pontos de venda “ambulantes”. Nessa nova modalidade de propaganda, as empresas promovem festas e divulgam amplamente sua marca como patrocinadora do evento através do estímulo visual dos logos, modelos e promoters, contratadas pelas empresas, segundo relata a especialista Stella Martins. Na oportunidade, os jovens preenchem cadastros que oferecem canais de comunicação, principalmente via e-mail, para a divulgação de novos eventos e brindes promocionais.

“Em todas essas ações as empresas criam uma imagem positiva junto ao jovem, que acabam por associar o cigarro com diversão e prazer. Também vale ressaltar que a indústria do tabaco realizou uma série de estudos para traçar um perfil detalhado desse público. Descobriu, por exemplo, que o adolescente não gosta do sabor do cigarro quando faz a experimentação, por causa do gosto amargo. Para conquistá-los, então, lançou no mercado uma série de cigarros com aromas diversos, que não por acaso possuem teor mais elevado de nicotina, substância responsável pela dependência”, conta Stella Martins.

Dilema moral e manipulação da verdade são o pano de fundo de Obrigado por fumar, que traz ainda a relação de pai e filho. Quando percebe que o filho pré-adolescente está se interessando por cigarros, lobista precisa rever conceitos

Esses e mais dados foram obtidos a partir de documentos secretos, divulgados após uma série de ações judiciais contra as empresas de tabaco nos Estados Unidos. Os relatórios revelam estudos minuciosos e reuniões onde se discutia abertamente táticas para conquistar consumidores. “Até mesmo os aromas e sabores dos cigarros para o público jovem eram estratégicos. O de tutti frute, por exemplo, remetia ao sabor de balas e chicletes, para lembrar a infância”, relata.

Para Stella, evitar essas articulações implica na restrição total da publicidade do tabaco. “Na maioria das províncias do Canadá, mesmo nos pontos de venda os cigarros não ficam expostos ao público, ou seja, o fumante não visualiza nem o cigarro nem a marca. A ausência de estímulo visual tem efeito protetor tanto para o adolescente quanto para quem está parando de fumar, afirma.

*Texto encaminhado pela assessoria da Abead  (Associação Brasileira do Estudo do Álcool e Outras Drogas).

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Prevenção à cegueira x tabagismo

Dividi o post de ontem, sobre mulheres e cigarros, em duas partes, porque senão ficaria em tamanho enciclopédico. Hoje, completo o assunto com outra reportagem, dessa vez falando sobre tabagismo e cegueira, com foco principal na terceira idade. Se ainda tem alguém nesse mundo de meu Deus que precisa ser convencido a parar de fumar, não é por falta de informação que a teimosa criatura persiste no erro, porque Ministério da Saúde, OMS e centros médicos dentro e fora do país não param de alertar, cigarro mata, e quando não mata, provoca diversos estragos no organismo, incluindo roubar-nos a luz dos olhos.

Parar de fumar é apelo para campanhas antitabagistas e de prevenção da cegueira

Deixar o cigarro é fator decisivo no curso da DMRI (Degeneração Macular Relacionada com a Idade)

Se a existência de tantas doenças ligadas ao tabagismo ainda não foi capaz de fazer alguém largar o vício, uma pesquisa inglesa relacionada ao uso do tabaco e aumento do risco de perder a visão traz novos elementos para reforçar a tese do “deixe o cigarro imediatamente”. Uma meta-análise de estudos sobre o efeito do cigarro sobre a saúde humana, reunindo dados de 12 mil participantes, fez uma ligação direta entre uma incidência aumentada de Degeneração Macular Relacionada com a Idade – DMRI -, e uma pior evolução desta doença em idosos fumantes.

Segundo os dados extraídos da pesquisa, as lesões provocadas pela DMRI poderiam ser revertidas, se o tabagismo não estivesse presente no estilo de vida destes pacientes  e uma  pior evolução dos casos poderia também ser evitada, após o diagnóstico da doença, se o paciente abandonasse o cigarro.

Um dado positivo e interessante apresentado pelos pesquisadores ingleses recomenda a inclusão “do ato de parar fumar” nas campanhas de prevenção de cegueira e antitabagistas. Eles relacionam como muito bem sucedida, neste sentido, uma iniciativa na Nova Zelândia, onde além da prevenção de problemas cardíacos e respiratórios, as autoridades de saúde visavam também a prevenção dos problemas de visão ao promoverem campanhas antitabagistas junto à população idosa.

Mapa mostra como a DMRI age no organismo

Uma doença que “pesa na terceira idade” – A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) se constitui, hoje, na principal causa de cegueira no mundo ocidental em faixas etárias superiores a 50 anos. Na medida em que aumenta a expectativa de vida das pessoas, aumenta também a incidência da DMRI no contexto da população geral.

Um importante estudo epidemiológico – Framinghan Eye Study – mostrou que 5,7% dos pacientes examinados, com idade superior a 52 anos, apresentavam diagnóstico de DMRI e que a manifestação dessa doença aumentava significativamente com o avançar da idade, observando uma prevalência de 28% em indivíduos com mais de 75 anos.

“Diversos fatores podem ser associados ou creditados como favorecedores ao aparecimento da degeneração macular. Assim, pessoas de pele clara e com olhos azuis ou verdes, exposição excessiva à luz solar, tabagismo, dieta rica em gorduras são fatores comprovadamente relacionados à maior incidência de degeneração macular relacionada à idade”, diz o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO.

A DMRI consiste, de um modo geral, no envelhecimento do fundus ocular, onde a retina perde gradualmente a capacidade de metabolizar e eliminar suas excretas, deixando que elas se acumulem sob a retina na forma de corpúsculos amarelados, chamados drusas. Em 90% dos pacientes acometidos é observada a forma denominada de DMRI seca ou não-exsudativa, caracterizada, pela observação das drusas. Nos 10% restantes encontramos a forma exsudativa da doença, caracterizada pela observação de drusas além do desenvolvimento de vasos sangüíneos anormais sob a retina – Membrana Neovascular Subretiniana. É a forma exsudativa a principal responsável pela devastadora perda visual central referida à degeneração macular.

“Por ser um importante problema de saúde pública, a oftalmologia tem se debruçado sobre o problema, na tentativa de evitar o aparecimento, conter o avanço e proporcionar a cura da doença”, destaca Centurion.

Investimento em prevenção – Ainda que não haja uma única causa conhecida para a origem da doença, sabe-se que a idade é o principal desencadeador do problema e que existem outros facilitadores da degeneração macular, como por exemplo, o excesso de colesterol no sangue.

“Fumantes têm mais propensão à doença, pois o cigarro acelera a oxidação do organismo e favorece a formação de drusas, que são acúmulos de substâncias nas camadas mais profundas da retina. As drusas são fortes indicativos de que há propensão para a degeneração macular e mostram que o metabolismo está envelhecendo e não tem mais condições de eliminar as substâncias que produz. A exposição à luz solar também pode desencadear a oxidação na mácula, por ocasionar morte celular na região e degenerá-la. Por isso, deve-se, sempre, usar óculos de sol com proteção contra os raios que possam lesionar a retina”, complementa o oftalmologista Juan Carlos Sanchez Caballero, que também integra o corpo clínico do IMO.

Por enquanto, a prevenção da doença é o exame oftalmológico de rotina, que deve ser feito pelo menos anualmente, onde o oftalmologista pode solicitar exames complementares, como a angiofluoresceinografia e a tomografia de coerência óptica (OCT). O auto-exame de retina também auxilia o diagnóstico precoce. Há necessidade de campanhas para a educação dos pacientes, especialmente os idosos, sobre a existência da doença. Outra forma de prevenção está ligada à ingestão de zinco e antioxidantes, como a luteína e o ômega 3, juntamente com a redução da ingestão de gorduras.

“Temos muito a fazer com o objetivo de prevenir o surgimento da degeneração macular. Apoiamos e incentivamos iniciativas antitabagistas devido a comprovada relação entre os piores quadros da doença e o cigarro. Acreditamos também que é  preciso envolver o oftalmologista generalista e o paciente, visando capacitá-los a realizar a detecção precoce da DMRI, quando as chances de melhora da visão e controle da doença são maiores. São necessárias também ações educativas após o diagnóstico da doença, para que o paciente faça o tratamento adequadamente e mantenha a monitorização do olho remanescente ”, diz Juan Caballero.

Para saber mais:
Site: www.imo.com.br
Email: [email protected]
Rede social: twitter.com/clinicaimo

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Outros posts sobre tabagismo no blog:

>>Ainda é tempo de falar em mulheres e cigarros

>>Cigarro! Para quê?

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*Texto produzido pela jornalísta Márcia Wirth, da MW Comunicação, e encaminhado ao blog para publicação

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