As mulheres, segundo pesquisa recente, são mais afetadas pelas doenças oculares do que os homens. A explicação, embora a ciência ainda esteja investigando, pode estar nos hormônios e alterações que sofremos no corpo ao longo da vida: menarca, ciclo menstrual, gravidez, menopausa. Cada um desses estágios requer doses enormes de substâncias tanto fabricadas pelo nosso corpo quanto ingeridas (pílulas anticoncepcionais, reposição hormonal e etc). As informações detalhadas sobre a pesquisa e sobre a saúde ocular feminina estão no texto que segue, elaborado pela jornalista Márcia Wirth, da MW Comunicação. Como recentemente passei por um procedimento oftalmológico, achei interessante dividir com vocês mais este aprendizado. Confiram:
Anatomia do olho humano
*Mulheres sofrem mais com problemas de visão do que os homens Se a mulher não tem as informações básicas sobre o que pode afetar a sua saúde, como pensará em prevenção?
Estima-se que há 45 milhões de cegos no mundo, sendo que dois terços – 30 milhões – são mulheres. Desse total, 80% dos casos são evitáveis ou tratáveis. “De 45 milhões de pessoas, 80% não precisariam estar cegos porque a doença ou tinha tratamento ou poderia ter sido prevenida ou evitada se a pessoa tivesse acesso adequado às informações apropriadas sobre saúde”, alerta o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO (Instituto de Moléstias Oculares).
Um levantamento realizado pelo Healthy Sight Institute intitulado Mulheres e visão: por que elas sofrem mais?, identificou qual a percepção das pessoas em relação aos problemas de visão. A pesquisa revela que há muito desconhecimento. O estudo foi feito em oito países, com 10,5 mil entrevistados, entre homens e mulheres. No Brasil, 1.007 adultos participaram do levantamento.
As brasileiras reclamam mais frequentemente de problemas nos olhos do que os brasileiros. Entre as mulheres, 57% disseram ter algum problema de visão. Com os homens, o percentual ficou em 47%.
Já o que essas mulheres sabem sobre alguns fatores que afetam a visão feminina, mais de 55% das pesquisadas, ou não sabem ou não acreditam que fatores hormonais provocados pela menopausa ou por medicamentos podem influenciar numa alteração visual; 56% ou não sabem ou não acreditam que o cigarro pode influenciar nos problemas visuais, sendo que o cigarro é um dos fatores de risco para a catarata. E 60% não sabem ou não acreditam que a gravidez pode influenciar na qualidade visual.
Razões para que existam mais mulheres cegas – Segundo a pesquisa, dos 45 milhões de cegos, dois terços, ou seja, 30 milhões são mulheres. Existem algumas hipóteses para justificar este fato. “A primeira delas diz respeito à longevidade. Na maioria dos casos, as mulheres vivem mais que os homens e, por causa disso, elas estão mais expostas e ficam mais suscetíveis a algumas doenças que têm maior incidência a partir de certa idade e que podem provocar a cegueira”, explica Virgilio Centurion.
Os hormônios típicos do ciclo reprodutor feminino podem ter relação com a predisposição das mulheres para certas doenças oculares
Outra é a possibilidade de o sexo feminino ter um risco maior para determinadas doenças. “A catarata, por exemplo, incide um pouco mais em mulheres, assim como algumas formas de glaucoma. Muitas vezes, não se sabe exatamente por qual motivo, pode ser simplesmente por fatores hormonais ou genéticos.
As alterações hormonais – tanto na menopausa, como a provocada pelo uso de contraceptivos – podem levar a algumas alterações oculares, como a diminuição na produção de lágrimas e, consequentemente, a síndrome do olho seco”, diz o médico.
Informação e prevenção – Um terceiro motivo, muito importante no mundo todo, é o acesso desigual aos cuidados de saúde. “Em várias regiões do mundo as mulheres não têm as mesmas facilidades para ir ao médico, para procurar um oftalmologista. Até o número de cirurgias de catarata em alguns países é bem menor no sexo feminino, em relação aos homens”, conta Virgilio Centurion.
Isso acontece por vários motivos: em parte por causa da baixa escolaridade nos locais mais pobres, do pouco conhecimento, e ainda há a questão cultural. Há locais em que os costumes são muito diferentes da cultura ocidental. “Em muitos países a verba destinada à saúde é baixa e é preciso distribuí-la entre alguns. E quem são os privilegiados? Nesses locais, geralmente são os homens”, conta o diretor do IMO.
"Alterações na visão são frequentes na gravidez"
No Brasil, as condições de acesso aos cuidados de saúde são um pouco diferentes. Não temos expressivamente o problema de acesso em relação apenas às mulheres. “No Brasil, a dificuldade é para toda a população. E a mulher é peça fundamental para a promoção da saúde na família. Ela replica o que aprende com o médico, é uma cuidadora nata da família, ela é quem busca o atendimento, toma conta da saúde dos filhos, do marido, dos pais, dos sogros”, conta o oftalmologista Virgilio Centurion.
Fatores hormonais importantes – Em relação à gravidez, é muito interessante perceber no atendimento diário, como as mulheres não conhecem as alterações visuais que ocorrem neste período. Há as fisiológicas, reversíveis ao final da gravidez, e que são comuns.
As alterações mais freqüentes acontecem na córnea e consistem em mudanças de espessura, sensibilidade, e isso pode causar intolerância na usuária de lentes de contato”, explica a oftalmologista Sandra Alice Falvo, que também integra o corpo clínico do IMO.
Uma outra queixa frequente é a mudança no índice de refração. “Aí, temos de informar que não é hora de trocar os óculos. É para esperar, porque esta variação se normaliza, após o parto. Existem também as alterações patológicas, mais associadas à gravidez de risco. Por exemplo, uma mulher com diabetes gestacional está mais sujeita a apresentar alterações de fundo de olho mais graves do que uma grávida sem esse problema. O mesmo acontece com as portadoras de hipertensão arterial”, informa Sandra Falvo.
Quando falamos de gravidez e menopausa nos referimos especificamente a condições femininas. “O fato dos homens não saberem das alterações visuais decorrentes da gravidez não é tão grave quanto 60% das mulheres não terem conhecimento das mudanças inerentes a este período”, alerta a oftalmologista do IMO.
Não tem jeito, a gente precisa aprender um mínimo sobre maquiagem para manter o look mais bonito diariamente. Fato é que não há como se maquiar bem, se você não conhece os pincéis e suas funções.
Por isso, estamos divulgando um material que recebemos da assessoria de comunicação da Lumi Cosméticos. Eles nos trazem os pincéis básicos e as explicações sobre como devemos utilizá-los.
Agora que você vai conhecer as especificações das ferramentas mais importantes em uma maquiagem, é só adquirir as peças em qualquer loja que comercializa cosméticos e mãos à obra, meninas.
Só para lembrar que estes pincéis da foto estão disponíveis na Lumi Cosméticos. Para conferir valor e como comprar, acesse o site oficial da marca.
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Para passar a base
Como é: Tem formato chato e fino, para espalhar por igual tanto a base cremosa quanto a líquida. Deve ser maior do que o utilizado para o blush. Use nas bochechas, no queixo, no nariz, na testa, nos olhos e nos lábios com movimentos leves.
Como usar: Coloque um pouco de base nas costas da mão e molhe apenas a ponta das cerdas. Espalhe na parte central do rosto (nariz, queixo, bochechas), puxando sempre o produto para as laterais e dando batidas com o pincel para a cobertura ficar mais uniforme.
Depois, passe nas outras regiões, com movimentos contínuos do centro para as extremidades do rosto, para espalhar bem o produto. A pele fica com um efeito aveludado.
Para passar blush
Como é: com cerdas arredondadas ou chanfrado (este é o mais indicado para marcar as maçãs do rosto).
Deve ter cerdas abundantes, ser largo e suave.
Como usar: passe o pincel partindo das maçãs do rosto (dar um sorrisinho ajuda a encontrar o local certo) em direção às orelhas.
Se quiser um look estilo boneca, faça movimentos circulares nas maçãs do rosto.
Para o make ficar mais natural, retire o excesso de produto do pincel com um sopro, antes de aplicar.
Para passar a primeira camada de sombra
Como é: há dois tipos deles.
O primeiro, com espuma, é melhor para aplicar sombras com glitter.
Também há aquele com cerdas achatadas.
Como usar: este formato de pincel é ideal para passar a primeira camada de sombra. Então, fique atento a como utilizá-lo.
Na hora de aplicar uma sombra com uma tonalidade mais escura, o melhor é que você use as bordas do referido pincel para sombrear o côncavo dos olhos e, assim, você vai conseguir suavizar a maquiagem.
Para esfumar a sombra
Como é: com cerdas fofinhas e formato oval.
Deve ter as pontas redondas.
O segredo está em misturar bem e esfumaçar a sombra nos olhos.
O ideal é que você comece sempre com as sombras mais claras para, apenas em seguida, utilizar as de cor mais escuras. Lembre-se que estas devem ser aplicadas no canto exterior do olho.
Como usar: faça movimentos curtos e leves de vaivém. A dica é bem bacana para que você consiga deixar a sombra bem natural.
Para delinear pálpebra, corrigir sobrancelha e contornar linha dos cílios
Como é: o pincel típico para as funções especificadas acima é bem característico.
Ele tem cerdas finas e elas são bem durinhas. O tipo é também conhecido como pincel chanfrado.
Como usar: se a sua intenção é delinear, umedeça a ponta do pincel chanfrado.
A partir daí, passe o pincel umedecido na sombra e, então, faça um traço grosso rente aos cílios.
Para puxar o traço de sombra para o canto externo dos olhos, é essencial que você utilize a versão com cerdas cortadas na diagonal.
Para pintar os lábios
Como é: o de cerdas bem finas e juntas é ideal para fazer o contorno dos lábios. O de cerdas um pouco mais grossas e um pouco maiores é melhor para espalhar o batom.
Estes pincéis servem para delinear, preencher e definir. Um deles deve ter a ponta estreita para que possa delinear bem os lábios. Em seguida use um com a base mais larga para o preenchimento
Como usar: passe o pincel mais fino no batom, desenhe primeiro o V no lábio superior, faça um traço no meio do contorno dos lábios inferiores e então vá contornando a linha dos lábios em direção às extremidades, em cima e embaixo. Com o pincel mais grosso, preencha os lábios.
Interessados em fazer doutorado e pós-doutorado na Espanha podem se inscrever até 5 de julho, no portal Universia – uma rede de educação que reúne mais de 1.500 unidades de ensino superior em diversos países da América Latina, Ásia e Europa. As bolsas, num total de 300, estão sendo oferecidas através de parceria entre a rede Universia, a Capes (Coordenação de Pessoal de Nível Superior) e a Fundação Carolina, nas modalidades doutorado-sanduíche e pós-doutorado. As bolsas contam com ajuda de custo, seguro saúde, auxílio instalação e passagem de ida e volta. A seleção é voltada apenas para candidatos brasileiros. Mais informações podem ser acessadas noCanal Mobilidade do Portal Universia, que traz dicas, informações e oportunidades de intercâmbio e bolsas de estudo no Brasil e no exterior. O portal Universia também publica conteúdos sobre mundo universitário, carreira e mercado de trabalho.
Recebemos via email algumas imagens dos looks Outono-Inverno da nova coleção Garimpo Quatro Estações. As peças são de excelente gosto, muito modernas, mas com aquele ar de sofisticação típica da época mais fria do ano, sem no entanto esquecer que estamos em Salvador, uma cidade que mesmo no inverno, mantém a atmosfera caliente. Vale a pena conferir:
Serviço: Para saber onde encontrar as peças ao vivo, visite o site da Garimpo neste endereço e o blog da loja, aqui.
As franqueadas da rede de academias para mulheres Contours, na Pituba e em Vilas do Atlântico, em Salvador, estão selecionando profissionais. Há vagas para bacharéis e/ou estagiárias de educação física, consultoras de vendas, fisioterapeutas, esteticistas e nutricionistas. Apenas mulheres podem concorrer às vagas, pois a Contours é totalmente voltada para as necessidades do público feminino.
Ao todo, um time de onze profissionais entrará em campo para inaugurar a terceira unidade da Contours – Academia para Mulheres, na Bahia. A rede possui 90 unidades no Brasil. Agora, além das unidades da Graça e Pituba, Salvador terá uma filial em Vilas do Atlântico, a primeira do Litoral Norte, que começa a funcionar em junho. Além da equipe que atuará em Vilas, novas profissionais estão sendo selecionadas para atuar na unidade da Pituba, que atualmente passa por uma reforma e ampliação.
ATENÇÃO: A equipe do blog Conversa de Menina não faz parte do time da Contours e nem está selecionando profissionais. Nós apenas demos uma ajuda na divulgação da oferta de vagas da empresa, pois acreditamos que o tema é de interesse do público feminino. Caso você queira disputar uma vaga na Contours, envie seu currículo para um dos emails acima, em negrito. Não deixem recado na caixa de comentários do post pedindo vagas, pois não temos como atender. Boa sorte a todas!
O espelho reflete, na maioria das vezes, o que queremos ver. Enquanto uma fotografia revela nossos ângulos bons e ruins (ao menos antes do advento do photoshop)
Faz tempo que reflito sobre privacidade e o ato de manter a própria vida longe da curiosidade alheia. Com tantas formas de interação disponíveis na internet, tais como o Orkut, facebook, MSN, twitter, comunidades disso e daquilo, sinto que a geração mais nova perdeu a referência do que seja vida privada, num sentido mais profundo da palavra. Não existe mais limite para o que pode ser compartilhado e o que não é de interesse de ninguém mais, a não ser da própria pessoa e de seu círculo mais próximo. Intimidade é artigo raro nesta rede de um milhão de amigos.
Não é uma novidade refletir sobre esse tema, visto que existe todo tipo de estudo sobre o assunto, dos mais sérios aos sensacionalistas. E nem considero hipocrisia também meter minha colher nesse angu, ainda mais que escrevo em blog, tenho twitter, Orkut, facebook, MSN e ainda integro uma rede de bibliófilos, a Skoob, que reúne colecionadores de livros e de leituras (escrevo sobre ela qualquer dia desses). Como usuária das ferramentas, membro das comunidades virtuais e como migrante digital por conta das 36 primaveras de vida, me considero no direito de opinar.
Não é para falar contra a tecnologia ou as novas formas de interação que estou aqui dividindo essa chuva de palavras com quem tiver paciência para ler até o final. Sabemos que o ser humano precisa se expressar. Está aí a arte, em todas as suas manifestações, do cinema a telenovela, do blog ao romance, da pintura a moda, para provar que interação é uma realidade tão antiga quanto o mundo. Os teóricos da comunicação, apesar de se esforçarem para soar “novidadeiros”, não criaram praticamente nenhum conceito novo. Nós, humanos, somos gregários e interativos desde sempre, só funcionamos em bando desde que o mundo é mundo, logo, qualquer ferramenta ou forma de expressão que nos ajude a manter a ideia de comunidade é sempre bem-vinda. Mas, houve um tempo em que mesmo em bando, reservávamos um espaço doméstico e quase sagrado, onde a solidão não era temida, onde a alegria e a tristeza eram divididas apenas com pessoas da maior confiança. Onde o isolamento favorecia a reflexão. Ultimamente, somos papagaios: falamos, reproduzimos outras falas, fazemos um barulho imenso, mas pouco do que é dito importa de fato. Temos medo de ficar sozinhos e em bando, nem sempre dá para refletir.
Interagir com o resto do bando faz parte da natureza humana, mas ultimamente, dizemos muito, só que com pouco significado. A foto é da capa do LP Listen Without Prejudice, de George Michael
Minha inquietação é com a incapacidade cada vez maior das pessoas em perceber limites para a privacidade. A própria e a alheia. Fui criada de uma forma moderna, em alguns aspectos, e completamente antiquada, por exemplo, quando o tema é o respeito ao espaço do outro. Nunca tive permissão para dormir na casa de amigos quando era criança e nem tinha permissão para receber amiguinhos em casa para dormir. Os que vinham brincar, ou quando eu ia brincar na casa de alguém, era sempre na sala de visitas. Abrir a geladeira da casa de outra pessoa? Acredito que seja algo inconcebível para os membros da minha geração. Pelo menos para mim, só funciona se for na casa de alguém muito próximo, onde me sinta tão à vontade que possa ajudar na cozinha a lavar e secar a louça. Graças a Deus tenho amigas assim, quase irmãs de tão próximas. A intimidade é tão sagrada e necessária, que não pode e nem deve ser banalizada como tem sido atualmente.
Na minha infância, existia a sala de visitas, que era separada da sala de jantar e de outros cômodos “reservados” da casa, justamente para evitar que as pessoas fossem invadindo, enfiando-se no quarto, vasculhando guarda-roupas. Pelo menos creio que a ideia era essa, manter a visita confortável, acolhida, amada, mas sem deixar que ela se espalhasse por espaços que não lhe pertenciam. A menos que fosse íntima da família.
Depois de adulta, nunca me senti à vontade em abrir o armário de uma amiga, ou de permitir que uma das minhas amigas vasculhasse minha bolsa em busca do celular que estava tocando. Vi uma cena uma vez, ocorrida com uma amiga íntima. Um conhecido em comum nosso, mas sem o mesmo grau de intimidade, sem a menor cerimônia, atendeu o celular dela, depois abriu a bolsa da minha amiga e jogou o aparelho lá dentro, diante do olhar atônito, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Hoje em dia, as crianças na sala de aula do meu filho, por exemplo, acham que é a coisa mais normal do mundo abrir as mochilas uns dos outros para pegar lápis, esquadros, borrachas ou o que quer que estejam precisando, sem ao menos pedir licença ao dono legitimo daquelas coisas. E estranham o fato dele não fazer o mesmo!
Falta espaço para reflexão em meio a esquizofrênica necessidade de expressão da contemporaneidade
Não abro a bolsa da minha mãe ou da minha irmã até hoje, nem a das amigas, a menos que elas permitam e ainda assim, só das muito íntimas. Quando preciso abrir as gavetas de mamãe para buscar alguma coisa me sinto como se invadisse um espaço que pertence a ela. Independente de ser minha mãe, ela tem direito a um espaço único e pessoal. Tento ensinar ao meu filho o mesmo conceito, de respeito à individualidade e à privacidade alheia. Só devemos ir até onde nos é permitido, sem forçar uma intimidade que na maioria das vezes não existe e até constrange o outro.
Outro exemplo, só para ilustrar e ajudar a aclarar as ideias: Não costumo acompanhar avidamente cada atualização de perfil do Orkut dos meus amigos. Tento manter o contato por esta ferramenta ou por outras, repito, não tenho nada contra às ferramentas de interação, mas sem exageros. As comunidades virtuais, quem usa sabe, são divertidas, práticas, facilitam manter proximidade mesmo com quem está distante, ajudam na troca de conhecimento e de ideias, mas ao menos para mim, seriam melhor aproveitadas sem a obsessão de saber o que todos fazem ou dizem a cada segundo do dia. Fico conhecendo melhor as pessoas por suas ideias do que, por exemplo, se estivesse xeretando para saber se estão com o status “namorando” ou “solteiro” ativado.
Acredito que a interação atual – a forma como ela é usada – cria um falso sentimento de intimidade. Tão descartável quanto boa parte da produção cultural caça-níqueis que infesta o mundo tanto real quanto o virtual. Ficamos sabendo se determinada pessoa é casada ou não, se gosta de laranja ou azul, se bebe ou fuma, se vai ao cinema ou se é do tipo baladeira, mas não ficamos sabendo como essa pessoa é de fato, o que ela sente, o que ela acredita. Contamos quantos namorados fulano teve em um ano, de acordo com as vezes em que fulano alterou seu status de relacionamento na internet, mas no que isso nos aproxima ou afasta mais de alguém?
Suspeitamos, melhor dizendo, supomos que fulano tem tal tipo de personalidade porque gosta de tal coisa, mas saber de fato como é alguém, acredito que não sabemos nem depois de anos de convivência. E sinceramente, para mim, é bom que seja assim, fica sempre uma margem de surpresa que, no mínimo, vale para manter o interesse pelo outro. Um pouco de mistério sempre seduz. Não quero saber todos os segredos dos meus amigos, eles têm direito a manter guardadas coisas que não querem mostrar para ninguém. Não me sinto menos amiga por isso. Antes até, crio um laço invisível, como se nos aproximássemos mais pelo que não é dito do que pelo que está exposto para todo mundo ver.
Querem ver outra coisa que me incomoda nessa falta de privacidade generalizada? É quando as pessoas te cobram para manter o twitter 24 horas por dia com novidades. Um post a cada minuto, de preferência. Começam a te seguir numa espécie de desespero e frenesi e quando você não corresponde à velocidade de atualização, param de te seguir e vão atrás de outra pessoa mais “interessante” (?) Tudo bem, a ideia da ferramenta é comunicação instantânea, mas será que vale a pena dizer alguma coisa apenas por dizer, apenas para manter a legião de seguidores? Será que todo ávido seguidor lê mesmo o que o outro está tentando dizer naqueles módicos e telegráficos 140 caracteres? Não costumo blogar se não tiver algo interessante para publicar, seja escrito por mim ou por terceiros. Ou me sinto inclinada a dividir algo que realmente valha a pena ou guardo silêncio. E o conceito de silêncio, tanto no ambiente virtual quanto fora da rede, tem mais nuances do que simplesmente ausência de ruído. Guardar silêncio, quando não se tem nada que valha a pena ser dito, é uma atitude sábia e respeitosa com os demais.
O Grande Irmão, personagem onipresente é criação do escritor George Orwell no romance 1984. Vigilância constante sobre todos os invíduos
Voltando à questão da privacidade. O exemplo que a meninada segue com cada vez mais freqüência é o das celebridades que expõem as conquistas e as mazelas com o mesmo empenho em todo tipo de revista, algumas com linha editorial duvidosa. Nada mais é segredo, nada mais é pessoal, tudo é compartilhado e coletivo. A dor de alguém tem de ser a dor de muitos, a felicidade de alguém tem de ser a felicidade de muitos. Se uma pessoa é legal e é artista, tem de virar modelo de comportamento e namoradinha do Brasil. Se comete um erro e é também artista, a queda na lama e a redenção precisam ser públicas. Mas, atualmente, nem precisa ser celebridade, de fato ou instantânea, para fazer da vida um “livro aberto”. Qualquer pessoa expõe mais do que seria recomendado, apenas pelo prazer de expor ou pela necessidade de saciar a doentia curiosidade de quem lê. Nem os mortos podem ser chorados em casa, porque seus perfis permanecem eternamente cultuados como numa seita fanática, assombrando orkuts e facebooks. Pessoalmente, acho de uma morbidez assustadora.
A sociedade torna-se pouco a pouco tão sem identidade pessoal quanto as abelhas operárias de uma colmeia. Fala-se em diversidade, mas vejo uma homogênea massa de pessoas idênticas querendo parecer diferentes
Perdemos a identidade de individuo e vivemos a era da identidade de grupo. Angustia-me essa superexposição e a patrulha de ideias que advém de tanto interesse na vida uns dos outros. É como se vivêssemos em eterno estado de big brother (falo daquele de George Orwell e seu emblemático livro 1984 e não do programa do Pedro Bial, que aliás, fabrica celebridades instantâneas e nada discretas).
Outro dia, conversando com minha irmã, ela questionou qual é o sentido, por exemplo, de alguém se preocupar tanto com a opção ou orientação sexual de outra pessoa? Comentávamos uma reportagem que vimos, mais uma da série “fulano saiu do armário”. Para mim, tanto faz se saiu ou entrou. Pessoalmente, me interesso mais pelo caráter das pessoas do que em saber com quem elas dormem. Gostaria que os movimentos que elegem seus símbolos dessem ao escolhido o direito de optar se querem mesmo tornar-se símbolo desta ou daquela militância. Se quer virar mito e inspirar outras pessoas, incentivar ou fortacelecer o movimento, ótimo, vá lá e diga para todo mundo que escancarou a porta do armário. Mas se não quer dividir seu armário com mais ninguém, beleza também, respeito você do mesmo jeito. A cobrança para que a pessoa faça isso ou aquilo, diga isto ou aquilo, é que me tira do sério. Se a estrelinha da tv quiser manter-se virgem até casar ou se já deu para o prédio inteiro onde mora, o que é que eu tenho com isso?
Tornar a vida um grande acontecimento público é cansativo e é uma armadilha. Além de ser fake. Soa falso pelo simples fato de que ao nos mostrarmos para os outros, conscientemente, buscamos sempre exibir nosso lado mais gente boa e tendemos a esconder o chamado dark side. A falta de privacidade cria uma sociedade de espelhos de narciso. Já repararam que somos sempre mais bonitos no espelho do que numa fotografia, por exemplo? Aprendi esse conceito nos tempos da faculdade. É o seguinte, relembrando as aulas do meu velho mestre: isso acontece porque o espelho nos reflete tal qual nos imaginamos, o espelho mostra o que queremos ver, e a fotografia nos mostra tal qual somos de fato, com nossos ângulos bons e ruins.
Só que agora existe o photoshop para dar uma melhorada no que a fotografia mostra e a fotografia se converte cada vez mais em espelho.
Nem é a essência das coisas que eu busco, porque acredito que as coisas tem mais de uma essência. Na verdade, todas as coisas são formadas pela mistura dessas infinitas essências. Ainda bem, porque ansiar por pureza me lembra nazismo. Deus me livre!
Confesso é que ando em busca de um pouco de retorno ao individuo, sinto falta do ser humano, único, pessoal, intransferível, secreto, privado, íntimo. Mas tudo o que vejo é sempre multidão…
*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.
A coleção de inverno 2010 da Jezebel, a Brooklin Times, é uma releitura dos anos 50, inspirada na moda novaiorquina do bairro do Brooklin. Tachas e botões românticos incrementam os modelos, em tecidos fluidos ou estruturados. As peças são bem apropriadas para o clima soteropolitano, que nada tem do inverno rigoso europeu. Os tons variam entre o preto, o branco, o uva, o azul e o cinza. Deem uma olhadinha no que anda enfeitando a vitrine da marca:
| SERVIÇO |
Jezebel
Endereço: Rua do Barro Vermelho, 32, Loja 101, Espaço Maria Alice, Rio Vermelho
Atendimento: segunda a sexta, das 9h às 19h; e sábado das 10h às 18h
Telefone: (71) 3013-3018
Meninos e meninas, estou passando aqui rapidinho para avisá-los da exposição de cães de raça que acontece neste sábado, 15, no Shopping Paralela. Serão mais de 150 cães de raça pura do Brasil e de outros países, que desfilarão pelo 7º Circuito Baiano de Cães. O evento acontece a partir de 10h, no estacionamento G1 Verde. Se vocês são fãs dos bichinhos, vale a pena conferir. A entrada é gratuita!!!
O evento é promovido pelo Clube Baiano de Cinofilia. Os cães serão avaliados por três juízes, e a pontuação obtida será computada no ranking nacional. Os critérios avaliados serão: beleza, conformação e estrutura do cão, considerando o padrão da raça. Vocês terão a chance de ver cães belíssimos das raças Fila, Rottweiler, Pug, Yorkshire, Terrier, Maltês e Dachshunds, por exemplo.
| SERVIÇO |
7º Circuito Baiano de Cães
Valor: entrada gratuita
Local: Shopping Paralela, estacionamento G1 Verde
Data: 15/05 (Sábado)
Horário: a partir das 10h
A Patachou está com a coleção nova, a Chou Chou. A linha jovem da marca é realmente linda, inspirada no universo do rock londrino. As peças variam dos tons escuros ao toque romântico. O pessoal da Patachou, no Salvador Shopping, organizou um coquetel esta semana, para fazer uma apresentação da nova linha. Fiquei apaixonada pelas roupas e acessórios. Um das coisas mais bacanas é que a coleção consegue ser jovial sem apelar para o teen, o que significa que pode ser perfeitamente usada por uma adolescente ou por uma mulher mais madura sem qualquer constrangimento. Como tive de dar uma passada rápida por lá depois do expediente, acabou que não estava com a câmera nas mãos para registrar tudo. Mas a assessoria da marca nos mandou as fotos do desfile, para vocês babarem com a coleção. Ah, a Patachou fica no Shopping Salvador, no L2.
Para os adeptos das boinas, a Mira Artes acaba de lançar uma novidade: peças exclusivas nas cores da bandeira do Brasil. Tem modelos femininos, masculinos e até infantis. Os acessórios são feitos artesanalmente, confeccionados em tecidos de algodão. A coleção é assinada pela artesã Miralva Costa. Particularmente, achei lindas as boinas, principalmente neste ano de Copa do Mundo. É muito bacana poder torcer pelo Brasil com estilo e elegância. E o preço cabe muito no bolso. As de face única custam R$ 20,00 e as de dupla face custam R$ 30,00. Vejam que fofuras:
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| SERVIÇO |
Boinas Mira Artes
E-mail: [email protected]
Tel. (71) 8835-9570
Acesse a conta da Mira Artes no orkut Acesse o flickr para ver fotos com outras estampas
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