E o mundo da moda já está de olho no Inverno 2011!

Os especialistas em moda já estão de olho no Inverno 2011. No último dia 30 de setembro, durante o Senac Moda Informação, organizado e promovido pelo Senac São Paulo,  diversos profissionais da indústria de confecção de todo o país – entre gerentes de produtos, estilistas, modelistas, confeccionistas, empresários do setor têxtil e lojistas -, se reuniram para conferir as apresentações de uma equipe de consultores de moda que viajou para cidades como Paris, Milão, Londres, Barcelona e Nova York. Cada consultor trouxe em sua bagagem cerca de oito mil fotos dos looks que estão nas ruas e nas lojas das principais grifes para o inverno 2011. Luciana Parisi, Raquel Sebe Muller, Cecília Seibel, Beth Salles, Roberta Paes, Maurício Lima Lobo, Robi Spatti e Denise Morais destacaram algumas das tendências mais importantes para a baixa estação. Confiram:

Tema Diorissimo em desfile Dolce Gabbana

Cores – a cartela de 40 cores destaca as chamadas cores híbridas, consideradas indefinidas por não serem localizadas dentro de uma única família. Pode ser, por exemplo, um cinza com leitura acastanhada ou esverdeada. Os tons cosméticos (bege, rosa e salmão) também se sobressaem. A associação das cores híbridas com os neutros urbanos domina a cena nas lojas em todos os temas do inverno 2011, que não é a estação do preto: A variedade de tons, o entrelaçamento de tendências e a mistura de cores em um mesmo look ocupa espaço nas vitrines. O preto aparece com o branco e outras cores off white. Já os tons de cinza, do mais claro ao mais escuro, estão mesclados com cores intensas e fortes.  A cor vibrante da estação é o vermelho, que aparece em grande gama, seja nos tons mais rosados, berries ou envelhecidos, até os mais dramáticos e sensuais. Já o azul continua, mas não de forma tão disseminada. O marinho volta para as coleções e o índigo permanece de forma mais discreta.  O grande destaque da cartela são as cores outonais. Camelo, caramelo e bege dourado estão com força total. Verdes-vegetais, mostarda e laranja-queimado também têm presença garantida. O marrom, apesar de não ser uma cor muito apreciada pelas brasileiras, dá o clima mais folk do inverno. Verdes-militares, verdes-lavados e cáqui também integram a cartela para a composição de peças de inspiração militar, uma das características do tema Club Dandy.

Tema Arte Moderna em desfile Balenciaga

Tecidos e padronagens – As rendas continuam em alta no inverno 2011. Mini-florais liberty, barrados étnicos, xadrezes, bichos (principalmente leopardo), tricô, listras, peles, veludo, malha jacquard, gorgorão, camurça sintética, cetim e crepe de viscose, flanelas e malha matelassê também estão presentes nas coleções. Mas as vedetes da estação são o ponto Roma (malharia) e o couro (em geral falso), presente em minissaias, vestidos, jaquetas e acessórios. Na moda feminina jovem, os silks de bonequinhas continuam em alta. Personagens dos anos 80, desenhos delicados, flores, perfuminhos e divas como Madonna e Lady Gaga estamparão as T-shirts da estação.

Feminino contemporâneo – Os temas do inverno 2011 são: Arte Moderna, Club Dandy, Riff Rock, Remake 70’s e Dioríssimo – têm características muito particulares, mas podem se mesclar entre si. Confira os detalhes de cada tema:

– Arte Moderna: a moda vanguarda. Letras, formas geométricas, blocos de cores, formas ousadas, um ombro só, detalhes contrastantes, listras, dobraduras, amarrações, assimetrias, drapeados em peças inteiras e transparências compõem o estilo futurista do tema. Nos sapatos, mocassim, salto cônico, arquitetônico e biqueira quadrada. As bijuterias são marcadas por formas arquitetônicas.

Tema Remake 70´s em desfile Kenzo

– Club Dandy: Resgate da alfaiataria sem perder a feminilidade. Jaquetas pesadas, casacos e calças no estilo militar napoleônico. Smokings, casacos e blazers minimalistas, com precisão geométrica. O abotoamento duplo é um dos pontos fortes. O trabalho de ombro é muito valorizado (silhueta Y). Casaquetes, trench coats, macacões, cotoveleiras, franjas e golas grandes trarão o resgate dos anos 80. Nas calças, montaria, bikers e leggings estarão cheias de detalhes. O sapato Oxford, com uma ou duas cores, está em alta, assim como as botas com amarrações. Scarpin, sapato boneca, meia-pata e anabela complementam o visual. Tudo com meia: soquete, 7/8, meia-calça. As polainas em pele voltam com tudo. Chapéus fedora, quepes e boinas também marcam presença. A moda jovem é marcada pelo country inglês, que tem como inspiração Lady Di na época do namoro com o príncipe Charles.

– Riff Rock: Excesso é a palavra que traduz este tema. Brilho, strass, muito dourado, inspirações grunges, barrocas e vitorianas se juntam no tema mais contrastante do inverno 2011. Tachas, franjas, películas por cima da malha, pontos escorridos, listras largas bicolores, ombros evidenciados e rendas surgem nas peças inspiradas nesse tema. Nos pés, botas, peep toes e ankle boots ganham fivelas e excessos nas cores preto e dourado. A caveira, consagrada por Alexander McQueen, está presente nas bijuterias.

Tema Club Dandy em desfile Burberry

– Remake 70’s: Peças confortáveis e românticas marcam o estilo bohemian/folk da estação. Ponchos, patchworks, blusas ajustadas anatomicamente, batas, coletes, casacos curtos, gola-xale são algumas das peças desse tema. O ponto forte é a aplicação da pele. Os florais em fundos claros e escuros, assim como folhas e paisagens bucólicas estampam os tecidos. Tamancos, botas, sapatinhos hippies com franjas e óculos enormes com lentes dégradé complementam o ar nostálgico do tema.
– Dioríssimo: Representando a elegância e o glamour de atrizes como Grace Kelly e Audrey Hepburn, o tema valoriza o busto e a cintura através de vestidos, saias rodadas, tailleurs, blusas de mangas ¾, acabamentos com lacinhos e babados, flores e bordados em pérola. Para combinar com as golas de pele, os broches reaparecem com força total. Na moda jovem, saias godê, guarda-chuva, e tulipa esbanjam feminilidade. O cinto fino torna-se uma peça-chave para compor o visual. Calçados channel, bico fino, scarpin, salto médio, luvas e óculos de gatinho são os acessórios, todos em cores clássicas: nudes e beges, principalmente.

Tema Riff Rock em Desfile Balmain

*Material encaminhado ao blog pela Persona Consultoria de Comunicação

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Curtinhas do Mundo Fashion: especial eventos e bastidores

E fechando a série Curtinhas do Mundo Fashion desta sexta, um dia em que amanheci com o “mulherômetro” ligado e me dediquei a falar de beleza, algumas informações dos bastidores da moda e do glamour:

Alan Rios dá dicas de make ao vivo

Foi meio no susto que vi no twitter do maquiador Alan Estrela Rios que ele estaria na rádio Metrópole (101,3 FM) nesta quinta-feira, dando dicas de maquiagem e cuidados com a pele. O artista dos pincéis radicado na Bahia participou do programa “Só Para Mulheres” e respondeu ouvintes, ensinou truques e falou das tendências para a próxima estação. Adorei. O bacana é que ele vai gravar outras participações para a emissora (isso eu fiquei sabendo porque perguntei via Twitter. Vida de jornalista é perguntar…)

E quem quiser conhecer mais o trabalho dele, visita o blog: Alan Rios makeup, um luxo!

Karolin Wolter – top internacional – na campanha de verão da Alphorria

A Alphorria foi buscar no mercado internacional uma top em alta para mostrar seu Verão 2011. Com 19 anos, dona de uma beleza clássica, 34° no ranking do Models.com e com um currículo que inclui campanhas para Missoni e Gianfranco Ferré, a alemã Karolin Wolter foi o rosto escolhido para os cliques da campanha conceitual da marca mineira. A praia do Leblon serviu de cenário para as fotos clicadas por Jorge Figueiredo. Luis Fiod assina a direção criativa e o styling da campanha. Já a beleza ficou por conta de Cris Narvaes, com sur tons de bege ressaltados com gloss nas pálpebras.

Le Lis Blanc lança coleção Alto Verão em Salvador

A marca de moda feminina Le lis Blanc lançou sua coleção de Alto Verão, na quinta-feira, nas lojas dos shoppings Iguatemi e Salvador, na capital baiana, com evento para fashionistas, imprensa e blogueiros.

A coleção traz uma mistura de casual e chique, com blusas, túnicas amplas, vestidos com rendas e transparências, macações e saias longas.

Os tons vão dos neutros como o off white e areia até as cores mais vibrantes como turquesa e o coral.

Estrelando a campanha está a modelo Flávia Luccini, clicada por Gui Paganini, em Mykonos, na Grécia

*Agradecimento especial para Mônica Lima, da Santa Clara Comunicação (Alphorria); Jammil Moreira Castro, da Commo (Le Lis Blanc) e ao twitter…

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Curtinhas do Mundo Fashion: edição especial moda feminina

E a terceira sessão da série Curtinhas do Mundo Fashion, no especial moda e beleza publicado no blog nesta sexta-feira, traz as tendências do Verão 2011 para as meninas crescidinhas. Confiram:

Spring Summer 2011 Louis Vitton

Marc Jacobs apresentou sua coleção Primavera-Verão para a Louis Vuitton em Paris esta semana. Inspirado numa estética dos anos 20, num primeiro momento revisitou elementos dos cabarés franceses, com suas dançarinas com vestidos de franjas e cabelos à la garçonne. Num segundo momento, uma certa inspiração no oriente e em seus tons vibrantes e cintilantes. Leques e detalhes das tradicionais vestimentas chinesas, deram um toque místico à passarela. Destaque para a sensualidade nas fendas, transparências, decotes ousados e também para o make pálido em contraposição à boca vermelha e olhos marcantes.

MOB lança seu verão 2011 com influência étnica

O verão 2011 da MOB desfila estampas e cores vibrantes em um cenário caribenho de mar turquesa. As peças misturam folhagens, gráficos e tie-dye em cores como azul, pink e amarelo. A marca traz peças de algodão, rendas e malhas para o dia a dia; além de vestidos e saias fluídas. O verão MOB exibe ainda seda, musseline e cetim, que aparecem em looks mais elaborados para a noite, em modelos que investem no poder das estampas étnicas. A modelagem propõe peças amplas e com volumes para o dia e roupas mais ajustadas ao corpo para a noite. A cartela de cores é repleta de azuis, marrons e verdes. A marca também usa tons cítricos, como pink e amarelo, e os básicos, entre eles beges e off-whites. Os acessórios lembram as joias artesanais de América Latina, com referências florais e peças que mesclam camurça natural, itens metalizados, pedras e madeira. O editorial que da marca teve como cenário a cidade de Cartagena, na Colômbia.

Serviço: MOB – Rua Oscar Freire, 1.072-B, Jd. Paulista / (11) 3081-0323

Os anos 20 voltaram com as Doctor Bags

A famosa maleta usada pelos médicos de família nos anos 20 volta quase 100 anos depois como ícone de bom gosto e classe em termos de acessório feminino. A Doctor Bags deixa o look com um ar elegante e sofisticado além de ter uma pegada retrô. Veja alguns exemplos de cores e modelos que estarão nas ruas na próxima estação, by Smartbag:

Serviço: Smartbag: (11) 2092-4666 / www.smartbag.com.br

Estampas digitais exclusivas no Verão 2011 Blue Beach

A Blue Beach, marca brasileira de beachwear e fitness, acaba de lançar sua coleção verão 2011. As estampas exclusivas dos biquínis, saídas de praia e acessórios continuam sendo a principal aposta, acompanhadas por uma modelagem em que bustos com bojo dão sustentação e criam silhuetas mais sensuais. As estampas vêm com referências variadas e aplicações em metais: são temas florais, geométricos, tie-dye e traços que remetem a penas e pele de onça. A marca usa estampas digitais, que são confeccionadas em alta resolução e permitem um número ilimitado de cores.

Os bustos são aplicados em modelos frente-única, tomara-que-caia e meia-taça, dando suporte e criando uma figura feminina. Para as peças lisas, a cartela de cores propõe um verão com tons mais escuros, como roxo, azul-marinho, verde e vinho. Cores vibrantes, entre elas pink e amarelo, funcionam como contraponto.
Já as saídas de praia vêm com tecidos de toque macio e detalhes futuristas, podendo ser usadas casualmente em um fim de tarde. Os acessórios seguem as mesmas referências de estampa e cores, associadas a tecidos ecológicos.

Serviço: Eldorado (11) 38129706 / Higienópolis (11) 38232537 / www.bluebeach.com.br

*Especial agradecimento para PR (Public Relations) da Louis Vuitton; Flávia Ragazzo (MOB e Blue Beach) e Leandro Lopes, da HD Press (Smartbags), pelo material enviado.

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Curtinhas do Mundo Fashion: edição especial de moda petit

Mais algumas sugestões da coluna Curtinhas do Mundo Fashion, excepcionalmente publicada nesta sexta-feira e em quatro versões. Agora, as dicas de moda infanto-juvenil para a Primavera-Verão 2010/2011:

Bébé Sucré, que fofura!

Antes de ler sobre a coleção, deem uma olhada com carinho na foto de divulgação das peças e me digam se não são fofos demais esses bebês? Bom, agora que já dei vazão ao meu lado mãezona (ooh saudade da época que o meu filho era petit, mas agora já virou garçon!), vamos ao que interessa: a Bébé Sucré traz uma coleção de Verão 2011 inspirada nas semelhanças entre a Riviera Francesa e o Ceará, como as rendas e os bordados. A marca sugere peças confortáveis para os pequenos brincarem à vontade no seu dia-a-dia. Ou seja, roupinha de criança,  com cara de criança (as minhas preferidas, sempre).

Destaque para os macaquinhos de algodão, feitos tanto para os meninos quanto as meninas, além das jardineiras,  um clássico reeditado pela marca que aposta na combinação de peças com ares retrô e tecidos nobres, como o linho. Para deixar os meninos ainda mais charmosos, a Bébé Sucré investiu em uma linha de camisetas com frases como “enfant terrible” (criança terrível, no sentido de travessura), além do modelo pólo, em malha de algodão extra fina, ideal para os dias mais quentes da temporada. Já as meninas tem saia rodada com estampa exclusiva e  aplicação de tule. E com os campeões de venda da marca, os bloomers,  shorts mais fofinhos e super confortáveis, com estampa exclusiva de âncora, ideais para frequentar os balneários na estação mais quente do ano.

Serviço:

A Bébé Sucré fica na rua Joaquim Antunes, 102 – Sobreloja – São Paulo.  (11) 2867-0570

Primavera-Verão da Infanto 13

Passando agora para as dicas de moda para os maiorzinhos, a coleção Primavera/Verão 2011 da Infanto 13, lançada em Salvador na última edição do Barrinha Fashion, aborda a leveza e diversão com sustentabilidade e qualidade de vida. A marca investe em fibras naturais, especialmente algodão e tricoline, e tecidos pintados à mão com tintas à base de água. As estampas trazem diferentes espécies de pássaros, flores e plantas, sempre acompanhadas de acessórios como as bolsas em forma de pássaro e coração. Os modelos são bem soltos e fresquinhos para deixar a meninada à vontade, mas com estilo.

Serviço:

Shopping Itaigara – 2º piso – loja 47 – 71 3358-2693 / Shopping Barra – piso L2 Sul – loja 219 – 71 3235-4537 / www.infanto13.com.br

Calçado ecologicamente correto da Goóc para pezinhos delicados

A linha infantil ecológica, GOÓC GOÓC, composta por sandálias feitas com sola de pneu reciclado, amplia o conceito da marca para o público infantil. As sandálias, em modelos super fofos e alternativos (sou suspeita porque coleciono as bolsas de lona da marca) estão disponíveis nas versões feminina e masculina, com numerações duplas do 25/26 a 31/32. Os produtos tem solados antiderrapante e misturam materiais reciclados com durabilidade e segurança na pisada da meninada.

Serviço:

Para saber onde comprar acesse: www.gooc.com.br ou ligue para o SAC – 0800-77-15-151

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Curtinhas do Mundo Fashion: edição especial de cosméticos

Dividi a coluna Curtinhas em quatro partes, para caber todas as novidades, lançamentos, bastidores e dicas do mundo da moda. Na primeira sessão, vocês acompanham os lançamentos cosméticos que chegam ao mercado ou que já se encontram disponíveis para nosso “deleite” (mas a máxima do consumo moderado continua valendo! Faz bem ao bolso e ao planeta. Não é porque é novidade que necessariamente precisamos ter. Lembrem que o bom senso é a fronteira que separa o chic do fake). Na segunda sessão Curtinhas do dia, entrarão as novidades da moda infantil; na terceira sessão, as roupas, acessórios e tendências da Primavera-Verão 2011 para adultos. E, na quarta versão, fechando o dia, as notinhas dos bastidores. Confiram:

ANTI-IDADE PARA O COLO E AS MÃOS MARY KAY:

Já comentei uma vez por aqui, mas é sempre bom repetir, que a minha mãe sempre fala que de nada adianta gastar com cremes anti-rugas e deixar o rosto impecável, se as mãos denunciam a idade. A máxima vale também para o colo e o pescoço. Minha consultora independente da Mary Kay é quem dá essa dica: a marca norte-americana acaba de lançar um anti-idade para a região do colo (olha o decote, mulherada!) e as mãos. Trata-se de um produto da linha Timewise (quem quiser saber mais da linha visita aqui o meu test drive). O Creme para Mãos e Colo com FPS 15 – Timewise Mary Kay – promete auxiliar na prevenção contra os sinais do tempo e efeitos do sol, fator que atua no envelhecimento da pele. O produto é hidratante, ajuda a minimizar a aparência de linhas finas e promove um aspecto mais firme, além de neutralizar os efeitos da ação do sol e reduzir a visibilidade de manchas escuras. A fórmula contém vitamina E, fator de proteção solar 15 e extratos botânicos de Açaí, castanha e Argania Spinosa – antioxidantes. Já uso Mary Kay há um ano e costumo passar o hidrante para o rosto também no colo e pescoço. Nunca me decepcionei com as promessas dos seus produtos. Esse, eu já encomendei e prometo colocar no Test Drive para compartilhar com vocês minhas impressões de consumidora.

Serviço:

Creme para Mãos e Colo com FPS 15 TimeWise®: R$ 65,00 (85 g). Para encomendar produtos da Mary Kay em Salvador, deixo aqui a dica de Mariana Mendes (a minha consultora e amiga) – (71) 9109-8493 ou [email protected]; e da Sarah Lemes (que já é diretora da marca) – (71) 9114-1507. Para outras localidades do país e para escolher sua própria consultora, a Mary Kay tem um servicinho “mão na roda” no site oficial da marca. Basta digitar o CEP e eles te dão a listinha das consultoras na sua região. Acesse aqui. E visite também o site: www.marykay.com.br.  Ou ainda, ligue para o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) – 0800 7020738.

MAGIX BASE CASHMERE FPS 10 DA AVON

A Avon – marca líder em maquiagem no país – lançou a Magix Base Cashmere FPS 10, que traz a exclusiva tecnologia Optix Light – Diffusing Technology, que combina silicone e finíssimas partículas refletoras de luz, que prometem disfarçar instantaneamente a aparência de poros dilatados e linhas finas, além de manter a pele sem brilho por até 10 horas. A fórmula, com proteína da fibra de seda, apresenta textura mousse líquida, que promete ainda uma pele aveludada e macia ao toque. A base apresenta-se em cinco tonalidades: Bege Claro, Bege Médio (meu tom), Bege Puro, Mel e Marrom.

Serviço:

Avon Magix Base Disfarce para poros e linhas finas FPS 15 9g (R$32,99)
Avon Magix Creme Disfarce para poros e linhas finas FPS 20 30 ml (R$38). O produto pode ser adquirido pelo telefone (0800-708-2866), ou na Loja Virtual do site www.avon.com.br. Acesse também o folheto virtual da Avon – www.folhetoavon.com.br. Para mais informações sobre a nova linha acesse: www.maquiagemavon.com.br. Ou ainda, busque informações com a consultora de beleza de sua preferência.

BATOM MEGA IMPACTO TITITI – AVON

E já que falei da Avon, outro lançamento da linha de maquiagem da marca é o batom Mega Impact Tititi, o batom oficial do remake da novela global. O produto foi desenvolvido em edição limitada em três cores exclusivas: Rouge Tititi, Boca Tititi e Canela Tititi. O batom possui exclusiva tecnologia Avon Chromapixel com Color Magnifiers, que promete alta definição da cor para os lábios, proporcionando nuances mais intensas e impactantes. Ele apresenta uma inovadora bala multidimensional sextavada que, além do design diferenciado – um atributo que agrada as mulheres pela inovação – facilita a aplicação do batom nos lábios e proporciona acabamento perfeito. A formulação rica e cremosa promete ainda proteção aos lábios com FPS 15 e hidratação, retendo o brilho da cor por mais tempo.

Serviço:

O Batom Mega Impact Tititi FPS 15 (R$ 19,00), pode ser adquirido pelo telefone (0800-708-2866), ou na Loja Virtual do site www.avon.com.br. Acesse também o folheto virtual da Avon – www.folhetoavon.com.br. Para mais informações sobre a nova linha acesse: www.maquiagemavon.com.br. Ou ainda, busque informações com a consultora de beleza de sua preferência.

FOTOPROTETORES PARA USO DIÁRIO ADCOS

A Adcos coloca no mercado três novos filtros solares com texturas leves aliadas a ativos que prometem reforçar as defesas naturais da pele, proteger o DNA celular e previnir o envelhecimento precoce. Para uso diário e com proteção UVA, UVB e luz visível (nas versões tonalizantes), além da Tecnologia Bioprotetora Pró-Defense:

FILTRO SOLAR FPS 40 FLUID PELES OLEOSAS – Loção fluida (R$60,00), ideal para peles oleosas ou acneicas: tem formulação oil free, sílicas antibrilho absorvedoras da oleosidade, hipoalergênico, não comedogênico, resistente à água, sem perfume, textura ultra-seca e protege o DNA celular através da Tecnologia Pró-Defense.

FILTRO SOLAR FPS 40 FLUIDO TONALIZANTE – Loção fluida (R$62,00) pode ser usado em todos os tipos de pele: apresenta textura muito leve e oil free, contendo sílicas antibrilho que promovem efeito mate e ação soft focus pelo efeito óptico difusor da luz. É hipoalergênico, não comedogênico, resistente à água, sem perfume, protege o DNA celular através da Tecnologia Pró-Defense e protege a pele contra a luz visível. Disponível nas tonalidades: Ivory, Peach, Beige e Bronze.

FILTRO SOLAR FPS 60 SC – Soft Cream (R$63,00) pode ser aplicado em todos os tipos de pele: possui textura Soft Cream, oil free, que se funde no momento da aplicação, fazendo com que o produto seja rapidamente absorvido. Contém sílicas antibrilho que promovem efeito mate e ação soft focus pelo efeito óptico difusor da luz. É hipoalergênico, não comedogênico, resistente à água, sem perfume e protege o DNA celular através da Tecnologia Pró-Defense.

Serviço:

Os produtos podem ser encontrados em todas as lojas Adcos do país. Na capital baiana, tem loja da marca no Salvador Shopping, piso L1 – área nova de expansão. ADCOS: SAC: 0800 722 1123 | www.adcos.com.br

HIDRATANTE DE FRUTAS DA PHYTODERM

A Phytoderm lança no mercado loções com fragrâncias frutais e herbáceas que prometem maciez e hidratação através de ativos naturais. Os produtos estão disponíveis em cinco versões: Amêndoas Doces, Pêra, Maracujá, Morango com Champagne e Erva-Doce. São fragrâncias suaves e textura leve, mas envolvente, indicadas para uso abundante e em dias mais quentes, por prometer manter a pele fresca, macia e perfumada.

Serviço:

Para saber onde encontrar os produtos: SAC – 0800 703 4071

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Carta de protesto pelo descaso com a saúde pública

O descaso com a saúde pública não é novidade. A novidade é ler um desabafo tão comovente e tão cheio de sentimentos, como o deste médico, que teve a coragem de enfrentar o sistema, peitar o corporativismo que impera nas relações profissionais e denunciar a atitude de três colegas de profissão, que são acusados de recusar atendimento a uma menina de oito anos. Ana Larissa Menezes Baptista morreu depois de passar cerca de 12 horas em busca de atendimento médico em quatro unidades públicas de saúde. A carta é um protesto, é a exteriorização da falta de humanidade e de solidariedade. Vamos refletir, vamos ler a tal carta do início ao fim, vamos fazer alguma coisa, mínima que seja, para tentar mudar esta realidade. Vamos ser mais humanos!

Entenda o caso:
>> Médico acusa três colegas pela morte de criança de 8 anos (matéria do Jornal A Tarde, publicada em 05.10.10)

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Leia a íntegra da carta do médico
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“Transferência inter-hospitalar de Ana Larissa Menezes Baptista

Salvador, 24 de agosto de 2010,

Inicialmente quero dizer que não acredito, acreditem, que este texto possa mudar qualquer das barbaridades que vivenciei nessa madrugada. Acreditem, não acredito que encontrarei eco em algum lugar. Preciso, entretanto, falar.

Por volta de 22h30min da última segunda-feira, 23 de agosto de 2010, fui contactado pela Central Estadual de Regulação (CER) para realização do transporte da menor, Ana Larissa Menezes Baptista. Ao me dirigir à mesa do chefe do plantão para pegar a ficha de atendimento para o transporte inter-hospitalar fui informado que deveria transportar a paciente supracitada do Hospital São Jorge (HSJ) para o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) para a realização de tomografia computadorizada (TC) de crânio.

A história que ouvi era a de uma paciente em estado grave, no pronto atendimento (PA) do HSJ, em ventilação mecânica (VM), usando adrenalina e dobutamina, após ter sido reanimada ao dar entrada naquela unidade por volta das 18h. Como de costume, solicitei ao chefe de plantão – Dr. Jisomar – e à médica que fora responsável pela regulação, cujo nome me foge nesse momento, que mantivessem contato com o chefe de plantão da emergência do HGRS naquele dia – Dr. Raimundo – ratificando o quadro clínico da paciente e solicitando ao mesmo que verificasse as condições da sala da TC a fim de que a transferência fosse feita no menor tempo possível e Ana Larissa não fosse exposta a qualquer entrave que prejudicasse ainda mais o seu quadro que, naquele momento, já era grave.

Informei ainda ao Dr. Jisomar que não realizaria o exame caso o HGRS não possuísse um ventilador disponível na sala de bioimagem ao qual a paciente pudesse ser conectada. Informei ao mesmo que muitos coordenadores do HGRS tinham o hábito de autorizar a regulação de pacientes em VM para a realização de TC sem ao menos confirmarem a existência de ventilador na bioimagem. Informei ainda que por diversas vezes “ambuzei” pacientes que precisavam realizar TC em respeito aos mesmos, bem como aos seus familiares. Disse-lhe ainda que por diversas vezes, sensibilizado com o quadro, e com a necessidade dos pacientes, aceitei fazê-lo, mas que não estava disposto a novamente solucionar um problema que deveria ser resolvido antes da regulação. Dr. Jisomar informou-me que Dr. Raimundo sabia do quadro da paciente, mas que tentaria manter novo contato e que ratificaria o meu pedido.

Em virtude da gravidade do quadro de Ana Larissa resolvi sair da base da CER para realizar o transporte o quanto antes. Ao chegar ao HSJ fui recebido por Dra. Danielle Souza, CREMEB 20.733, pediatra de plantão, que relatou a história de Ana Larissa. Segundo ela, a paciente há cerca de uma semana havia sido atendida numa emergência após episódio de vômito, febre e cefaléia. Naquela oportunidade, a paciente foi submetida à punção liquórica que descartou meningite. Após remissão do quadro na emergência, a menina recebeu alta e evoluiu em casa por quase cinco dias assintomática. Naquela manhã, 23 de agosto, entretanto, Ana Larissa demorou a acordar, fato que chamou a atenção dos seus familiares.

No meio da tarde a menina apresentou crise convulsiva e rebaixamento do sensório sendo levada ao Hospital Menandro de Farias (HMF). Após ser atendida naquele hospital, Ana Larissa foi encaminhada para o Hospital Couto Maia (HCM) em ambulância convencional, acompanhada pela mãe e por uma técnica de enfermagem. Segundo Dra Danielle, a mãe relatou que no caminho Ana Larissa apresentou piora do estado geral, com cianose central e ausência de “reflexos”. O motorista da ambulância resolveu então parar no hospital mais próximo, tendo chegado ao HSJ. Ao dar entrada na unidade, a menina apresentava de fato cianose central e ausência de batimentos cardíacos.

Foi, então, reanimada com adrenalina e massagem cardíaca e submetida à intubação orotraqueal. Desde então, a paciente encontrava-se em uso de Adrenalina (0,5) 1ml/h e Dobutamina (5) 1,5 ml/h e em ventilação mecânica. Naquele momento, Ana Larissa apresentava Glasgow 3, midríase paralítica bilateral, freqüência cardíaca (FC): 165bpm, pressão arterial (PA): 104X41 (62 mmHg), oximetria de pulso indicando SpO2: 99%, em VM, com PEEP: 5/ PI: 15/ FAP: 22 e FiO2: 60%. Preparamos a paciente para o transporte e nos dirigimos ao HGRS. Todo o transporte até o HGRS transcorreu sem qualquer intercorrência. Fomos acompanhados por Dona Silvia, mãe de Ana Larissa.

Ao chegar à porta da emergência pediátrica solicitei à enfermeira que me acompanhava, Lidysi, que verificasse na sala da TC se tudo estava preparado para a realização do exame, conforme combinado, para que só assim eu pudesse descer da ambulância com Ana Larissa. Após retornar da bioimagem, Lidysi informou-me que não existia ventilador preparado e que a técnica de radiologia nem mesmo sabia que esse exame seria realizado. Resolvi, então, descer da ambulância com Ana Larissa para realizar o exame, mais uma vez em respeito à sua mãe que chorava e rogava a Deus pela melhora de sua filha e por ela – uma menina de oito anos que até a manhã daquele 23 de agosto de 2010 era apenas uma menina saudável e feliz. Entrei, então, na sala de TC e pedi a técnica de radiologia que fizesse o exame no menor tempo possível.

Informei-lhe que aquela paciente estava regulada, que Dr. Raimundo estava ciente da necessidade da realização do exame e que assim que terminássemos o mesmo eu retornaria à ambulância, conectaria Ana Larissa ao ventilador da UTI móvel da CER e solicitaria aos médicos de plantão que fizessem a solicitação da TC de crânio a fim de que o filme pudesse ser liberado. Após compreensão da técnica de radiologia, vesti uma capa protetora de chumbo e “ambuzei” por cerca de 5 minutos Ana Larissa dentro da sala da bioimagem, durante a realização da TC. Após retornar à ambulância, solicitei a Lidysi que informasse à pediatra de plantão do caso que já estava regulado e que pedisse a ela para ir até a ambulância conversar comigo, visto que eu assistia Ana Larissa e que a mesma encontrava-se em VM, necessitando, pois, de um ventilador e em uso de Adrenalina e Dobutamina em bombas de infusão, as quais não deveriam ficar muito tempo fora das tomadas para não descarregar.

Caso fosse impossível a vinda da mesma à ambulância, que ela fizesse então a solicitação da TC de crânio para que pudéssemos ter acesso ao filme impresso. A médica, Dra. Antonia Aleluia – pediatra de plantão -, resolveu então apenas solicitar a TC de crânio. Lidysi foi então ao setor de bioimagem e recebeu o filme da TC de crânio de Ana Larissa após entregar a solicitação do exame. Ao retornar à ambulância com a TC de crânio identifiquei um acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH) extenso, com sinais de sangramento intraventricular. Pedi novamente à enfermeira que mantivesse contato com Dra. Antonia Aleluia e que solicitasse a ela um encaminhamento para avaliação neurocirúrgica, visto que eu havia identificado um AVCH extenso.

Dra. Antonia informou a Lidysi que não faria qualquer solicitação visto que a paciente deveria ter sido regulada com tal pedido. Ora, tínhamos uma paciente com um AVCH extenso dentro do HGRS e ela não seria avaliada por um neurocirurgião porque no seu pedido de regulação não havia essa solicitação? Para quê então precisávamos da TC de crânio, se não para direcionar, os nossos próximos passos? Precisaríamos então prever que Ana Larissa tinha indicação neurocirúrgica para só assim levá-la ao HGRS? Essas foram questões colocadas por mim para a plantonista supracitada a fim de sensibilizá-la para o que estava acontecendo ali, tudo sem qualquer efeito. Direcionei-me então por conta própria à emergência do HGRS, atrás de algum neurologista que desse o direcionamento adequado à Ana Larissa. Encontrei, então, Dra. Miriam Sepúlveda, CREMEB 3784, neurologista de plantão do HGRS. Mostrei a ela a TC de crânio e a mesma informou se tratar de um AVCH.

Disse-me que a paciente precisava de uma vaga em UTI pediátrica e de avaliação neurocirúrgica. Questionei a ela sobre a possibilidade de Ana Larissa ser admitida e ela me informou não ser a responsável por resolver essa questão. Disse-me que mantivesse contato com Dr. Raimundo ou Dra. Paula (coordenadora da emergência pediátrica, segundo ela). Mantive contato com Dr. Jisomar para colocá-lo a par do que ocorria e ele me pediu que aguardasse até que conseguisse falar com Dr. Raimundo. Paralelo ao tempo que aguardava o contato mencionado, procurei por Dr. Raimundo na sala da coordenação médica do HGRS, sem sucesso. Encontrei-o, entretanto, na sala de repouso da equipe médica. Coloquei-o a par de tudo que acontecia e da necessidade de avaliação neurocirúrgica da paciente. O mesmo informou-me que esse não era o acordado com a CER e que eu deveria procurar a plantonista da pediatria para saber se seria possível aceitar Ana Larissa naquela unidade. Lembrei a ele, porque imaginei que ele tivesse esquecido, que aquele era um hospital de referência para avaliação neurocirúrgica. Ainda assim, Dr. Raimundo me disse que fosse à emergência pediátrica resolver com quem estivesse de plantão por lá o que seria feito.

Entrei em contato com Dr. Jisomar que me orientou a de fato permanecer com Ana Larissa no HGRS. Ele me orientou a informar à plantonista que Ana Larissa ficaria no hospital, a procurar um ponto de oxigênio dentro do PA do HGRS e disse-me que se fosse preciso montasse o ventilador da UTI móvel no PA da pediatria do HGRS. Procurei então a pediatra do plantão, Dra. Antonia Aleluia, mas não a encontrei dentro do PA. Consegui apenas falar com Juliana, enfermeira que estava de plantão naquela unidade, e pedi a ela que mantivesse contato com Dra. Antonia informando-a das orientações que eu havia recebido. Juliana me informou que falaria com Dra Antonia e que ela me encontraria na entrada do PA.

Fui então à ambulância retirar Ana Larissa. Descemos com toda monitorização que fazíamos – monitor Dixtal, torpedo de oxigênio, ambu, oxímetro, cardioscópio e manguito de PA não invasiva, bem como com duas bombas de infusão para adrenalina e dobutamina. Encontramos com Dra. Antonia na porta da emergência pediátrica. A partir dali, seguiu-se um show de horrores que foi iniciado por Dra. Antonia e seguido por Dra. Heloísa, uma segunda plantonista com a qual, poucos minutos mais tarde, eu tive a infelicidade de cruzar. Dra. Antonia, se posicionando na porta de entrada da emergência, me disse de maneira ostensiva, e num tom inapropriado para a situação, que não tinha lugar para aquela paciente ali. Disse-me ainda que eu enganava os familiares de Ana Larissa e que ali eles não fariam nada por ela. Disse-me que sairia do plantão e o deixaria sob minha responsabilidade.

Eu a informei que havia sido orientado que Ana Larissa deveria permanecer no HGRS. Após se retirar da porta, fato que impedia minha passagem, entrei no HGRS. Direcionei-me à sala de reanimação, onde existiam dois ventiladores mecânicos que não estavam sendo utilizados, para então instalar Ana Larissa. Nesse momento, fui então surpreendido por Dra. Heloísa Cunha que aos gritos insultou-me. Dizia ela que eu estava acostumado a chegar naquela unidade e deixar os pacientes por lá, mesmo sem que fosse possível recebê-los.

Dizia, ainda, que eu havia sido expulso daquela unidade há alguns dias por um neurocirurgião. Eu retruquei, informando-a que aquilo não era verdade. Lembrei-lhe que na oportunidade à qual ela se referia eu trazia uma paciente, vítima de atropelamento, do Hospital Ernesto Simões Filho. Disse-lhe que a paciente em questão estava regulada para o hospital e que não era meu papel levá-la à sala de TC, muito menos ao Centro Cirúrgico, após a realização da mesma, como eles desejavam. Fiz-lhe lembrar que, ainda reconhecendo naquele dia não ser minha função dar encaminhamento dentro do HGRS à paciente, aceitei fazê-lo em respeito à paciente e aos seus familiares, e nunca em consideração a ela ou ao neurocirurgião ao qual ela se referia. Aos gritos, completamente desequilibrada, a Sra. Heloísa Cunha tentou expulsar-me da unidade. O que se ouvia nos corredores eram gritos de: “saia”, “saia”, “saia”. Naquele momento, muitos dos acompanhantes dos pacientes que estavam naquela unidade correram para assistir o tumulto que se seguiu.

Eu disse a Sra. Heloísa Cunha que aquele comportamento não era adequado a alguém que assumia o papel de plantonista daquela unidade e que só poderia continuar a tratar com ela se a mesma fosse medicada e contida. Disse-lhe que a identificava como uma Sra. em surto psiquiátrico. Ela então se virou para a mãe de um dos pacientes que ocupava aquela sala e lhe disse que eu queria que o filho dela morresse, que eu estava ali trocando a vida do filho dela pela vida de Ana Larissa. Pediu a ela que saísse da maca para que eu colocasse Ana Larissa. Aos gritos dizia: “vou dar uma queixa sua no Cremeb, você vai pro Cremeb”. Após o paciente ter saído da maca, ela, ainda em surto, batia na mesma dizendo: “venha, coloque a sua paciente aqui”, “venha, eu já tirei o meu “mal epiléptico” da maca pra que você coloque a sua paciente aqui”, “venha”.  Após todo esse escândalo, ela se retirou da sala e pediu às suas colegas que não ficassem ali até que eu deixasse aquela unidade. Os pais de Ana Larissa, Sr. Carlos e Sra. Silvia pediram a ela que tivesse piedade da filha deles e ela aos gritos os expulsou de lá.

Disse a eles que fossem chorar lá fora, que ali não era lugar para que eles ficassem chorando. Sr Carlos se dirigiu a mim então e chorando me disse: “Dr. pelo amor de Deus, não deixe minha filha com ela”, “Dr. como minha filha vai ficar aqui com essa “médica”?” Eu disse a ele que jamais sairia dali até que alguém em condições psíquicas assumisse aquele caso. Liguei para Dr. Jisomar e coloquei-o a par do que estava acontecendo, o mesmo ao telefone ainda ouvia os gritos enlouquecidos da Sra. Heloísa Cunha. Solicitei então a Lidysi que trouxesse o ventilador da UTI móvel para que eu o montasse naquela unidade e não os deixasse sem ventilador, a despeito de lá existirem dois ventiladores que não estavam sendo usados. Enquanto eu montava o ventilador e Lidysi “ambuzava” Ana Larissa, a Sra. Heloisa, novamente aos gritos dizia: “nunca mais você vai voltar aqui”, “eu tenho quatro plantões noturnos aqui”, “não apareça mais aqui”, “saia das fraldas”, “saia das fraldas”. Eu repeti insistentemente que ela estava em surto, e disse a ela que voltaria ao HGRS quantas vezes fosse preciso.

Disse-lhe que havia recebido uma determinação para entrar com Ana Larissa naquela unidade e que a criança precisava de uma avaliação com um neurocirurgião. Ela foi novamente arrastada para outra sala dentro do PA por suas colegas que de certo já conheciam o seu temperamento descontrolado. Nesse momento, Dr. Raimundo já se encontrava no local e negou ter autorizado a regulação de Ana Larissa para aquela unidade, colocando-se ao lado das pediatras. Informei à terceira plantonista da pediatria que apareceu, Dra. Alderiza Jucá, que anotaria o nome das três médicas plantonistas da unidade pediátrica e que faria um documento para solicitar a quem de direito a apuração destes fatos que acima citei. Nesse momento, Dr. Jisomar me ligou informando que Dr. Marcos do Hospital Geral do Estado (HGE) havia aceitado a transferência da paciente para aquele hospital. Informei então à Dra. Alderiza Jucá que Ana Larissa seria encaminhada ao HGE. A Sra. Heloisa Cunha após ouvir o comunicado entrou novamente na sala de reanimação e novamente aos gritos questionava: “posso devolver meu mal epiléptico pra maca?”, “posso?”, “posso?”. Disse a ela que sob minha ótica ela não poderia jamais estar tratando de ninguém naquela condição de desequilíbrio, mas que não cabia a mim proibi-la, ou autorizá-la, a fazer qualquer coisa.

Ela então aos gritos me disse: “vá e não volte”, “você está saindo porque está com medo”, “você está com medo”. Eu disse a ela que não tinha condição de continuar tentando ouvi-la e que estava realmente de saída em benefício de Ana Larissa, já que eu não teria nenhuma condição de deixá-la sob a responsabilidade de alguém que não demonstrava controle emocional como ela. Disse aos pacientes que estavam ali que lamentava que eles estivessem sendo tratados por uma Sra. em surto psiquiátrico. Deixei, então, a unidade de emergência do HGRS em direção ao HGE por volta de 03h. Cheguei ao HGE às 03h15min da madrugada de 24 de agosto de 2010 e fui recebido de maneira bastante cordial por Dra. Ilana Rodrigues, CREMEB 8213, que prontamente pediu avaliação do neurologista.

Informei a ela o quadro da paciente e que Ana Larissa apresentava midríase paralítica bilateral, FC: 148bpm, PA: 79X45 (56 mmHg), SpO2: 99%, em VM, com FiO2: 100%. O neurologista, após examinar a paciente e avaliar a TC de crânio, informou aos pais que abriria o protocolo de morte encefálica para Ana Larissa. Após a notícia todos choraram dentro do PA do HGE. Ao fim, me despedi dos pais de Ana Larissa e fui abraçado pelos dois que me agradeceram por todo empenho durante aquelas mais de quatro horas de transporte. Ao sair do HGE e entrar na ambulância da CER fui novamente abordado pelos familiares de Ana Larissa que novamente nos agradeceram o empenho na resolução daquela história.

Deixamos o HGE por volta das 03h45min e fizemos, eu e Lidysi, o caminho de volta até a CER chorando por termos presenciado, e vivido, tanto sofrimento durante àquelas horas infindáveis. Chorei como há muito não fazia. Chorei destruído com a confirmação do quão frágil é a vida humana. Chorei lamentando que uma menina de oito anos tenha partido de maneira tão repentina. Chorei invadido pelo choro daqueles pais que me abraçaram agradecidos e reconheceram, num momento de perda, o nosso trabalho. Chorei porque encontrei tanta gente, que atende tantas outras gentes, sem estar de fato compromissada com isso. Chorei porque novamente vi um ser humano ser tratado como um problema, um problema cuja paternidade ninguém quis assumir. Chorei porque encontrei a Sra. Heloísa Cunha e toda a sua falta de amor, toda a sua mágoa frente à vida, todo o seu descaso e sua insensibilidade. Chorei porque encontrei abandono, desrespeito e incompreensão. Chorei porque tudo o que já era tão doído se tornou ainda pior tamanha as barbaridades que vi e ouvi. Chorei como nunca. Chorei descrente da profissão que escolhi.

Termino esse desabafo reafirmando que não acredito em mudanças reais. Os protagonistas desse drama continuarão por lá, pelos corredores do HGRS, pelos corredores de tantos outros hospitais públicos. Eles continuarão humilhando os mais necessitados – os fragilizados pela falta de saúde e de saída -, continuarão tentando intimidar os mais esclarecidos que se opõem às suas arbitrariedades. Esse desabafo existe, entretanto, para registrar a minha indignação frente a tudo isso. Seja você que me lê um instrumento de Deus por aqui. Coloque-se no lugar daquela família que perdeu uma filha e que presenciou tanto abandono. Sinta-se tocado por aquela dor e repense suas atitudes frente à vida, frente aos vivos. Tente fazer diferente. E, sobretudo, ame quem quer que seja e tenha a sorte de ser amado como eu sou. Só assim, experimentando a libertação, a salvação que é ser amado, você possa, então, ser amor nesse mundo.

Vinícius Viana Bandeira Moraes – CRM/BA: 18.761
Médico Intervencionista da Central Estadual de Regulação”

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Dois meses de “Circuito da Dança” em Salvador

Cena do espetáculo Triscou Pegou

O projeto Circuito da Dança começa nesta quinta-feira e se estende por dez praças de Salvador nos próximos dois meses. Contemplado pelo Fundo de Cultura, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, o projeto oferecerá dois espetáculos da Cia. de Dança Robson Correia em apresentações artísticas abertas ao público.

A estréia é no Largo do Papagaio, mas ao longo dos meses de outubro e novembro, o projeto passará por mais nove bairros da capital, mostrando coreografias baseadas na cultura popular, que falam sobre o universo das brincadeiras infantis e sobre a “labuta” do sertanejo. Serão contempladas com os espetáculos, praças no Abaeté em Itapuã; São Brás em Plataforma; Cruzeiro de São Francisco no Pelourinho; Praça da Sé no Centro Histórico, Praça da Revolução em Periperi; Praça 2 de Julho no Campo Grande, Praça da Soledade na Lapinha, Plano Inclinado da Liberdade e Praça do Parquinho em Tancredo Neves. Serão duas apresentações em cada praça, um espetáculo por dia.

 

Cena do espetáculo Almejo

 

Quem é? A Cia de Dança Robson Correia surgiu em 2004, com o espetáculo “Sertão” construído para apresentar no “Museu agosto de todos” evento promovido pela Dimas e com o Projeto “Mata Borrão” criado para intervenções artísticas durante o carnaval do Centro Histórico de Salvador.

Robson Correia, criador e diretor da Cia.,  traz em seu currículo uma vasta experiência no campo da arte.  Produtor, diretor, ator, coreógrafo, dançarino, figurinista e aderecista, começou sua experiência artística no Projeto “Viver com Arte” da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), onde estudou técnicas de teatro e dança. Foi aluno da Escola de Dança SESC – Nazaré, se formou em Direitos Humanos pelo Projeto PLP (Promotores Legais Populares) do Grupo de Apoio a Prevenção a AIDS (Gapa) e, recentemente, terminou a formação técnica em dança e coreografia pela Escola de Dança da Funceb

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Artigo: Como lidar com o medo em crianças

O artigo que selecionei para vocês nesta quarta-feira é de autoria da psicóloga Walkyria Coelho e ensina aos pais maneiras de ajudar as crianças a superar os medos típicos da infância, muitos ditados pela forte imaginação dos pequenos, como por exemplo: o pavor de ficar no quarto à noite ou a “certeza” de que de dentro do armário saiará um bicho papão! Inclusive, gosto muito de um desenho da Disney-Pixar que transforma os mitos e medos infantis em uma trama divertida, que ao mesmo tempo em que diverte, ensina a aceitar o diferente e a lidar com o desconhecido. Por isso, escolhi para ilustrar o belo texto de Walkyria, algumas imagens da animação Monstros S.A. Aproveitem as sugestões da especialista, principalmente se tiverem crianças pequenas, pois há dicas valiosas para compreender o medo como um processo natural do desenvolvimento e um mecanismo de defesa que nos prepara para a vida. E se não viram Monstros S.A ainda, vale a pena!

Como lidar com o medo em crianças
*Walkyria Coelho

O medo é uma reação instintiva essencial, que nos prepara fisiologicamente para lutar ou fugir diante de situações ameaçadoras. É um estado emocional que ativa os sinais de alerta do corpo diante dos perigos.

Todos nós sentimos medo, muitas vezes sem qualquer sentido ou razão lógica. A criança vive a maior parte do tempo no mundo da imaginação, da fantasia, confundindo muitas vezes as duas realidades, expressando medo muitas vezes sem um motivo aparente.

Os adultos às vezes não sabem lidar com essas situações e não dão a devida importância ao fato. Com a melhor das intenções chegam até a repreender a criança, achando que se trata de “manha”, principalmente se não encontram uma razão que justifique aquela reação.

A pequena Boo desenha o monstro que a assusta antes de dormir

Quando a criança tem medo do escuro, acorda assustada e vai para a cama dos pais, a reação mais comum é permitir que ela fique e durma junto com os adultos, o que pode virar um hábito. Quando tem medo do mar ou da piscina, muitos pais pensam que a melhor maneira de tranquilizar a criança é mostrar que não há nada a temer, obrigando-a a enfrentar a situação.

Essas atitudes podem provocar alguns desequilíbrios psicológicos e emocionais, piorando ainda mais o quadro. É importante ouvir a criança, entendendo que o que diz é verdade para ela. É preciso saber ouvir e respeitar o sentimento da criança, para depois buscar a melhor forma de conversar com ela sobre aquilo que a amedronta.

Sulley é um dos funcionários da Monstros S.A. Ele morre de medo de crianças

Expor a criança a situações nas quais ela se sinta insegura só vai causar sofrimento, ansiedade e insegurança. Um medo que poderia ser superado no processo natural de desenvolvimento, pode se transformar em um medo fóbico, deixando-a mais assustada e agitada.

É natural que o medo apareça mais forte quando acontece algum evento: quando a criança escorrega e cai na piscina funda ou se perde dos pais na praia. Dependendo do tamanho do susto e do excesso de preocupação dos pais, ela pode ter uma reação exagerada diante de situações simples. Criança também aprende por imitação e, por perceber o desespero dos adultos diante da situação, pode desenvolver um padrão de resposta fóbico.

É necessário mostrar que algumas coisas são realmente perigosas e que devem ser evitadas, pois estabelecer limites faz parte do processo educacional. Orientar que escadas, piscinas, tomadas ou janelas podem representar riscos é fundamental, mas sempre com firmeza, congruência, segurança e carinho.

É importante evitar a utilização do medo da criança como meio de poder, para obter obediência, como por exemplo: “se você não me obedecer vou deixar o bicho te pegar” ou “o monstro vem te assustar porque ele não gosta de criança desobediente”.

Boo e Sulley, que a menina chama de "gatinho". Aceitação das diferenças e lições para lidar com o medo

O diálogo e a paciência são ferramentas importantes no processo de desenvolvimento emocional e psicológico da criança, principalmente quando ela ainda não consegue se expressar e dizer o que sente.

É responsabilidade dos pais ajudar a criança a enfrentar esses temores e procurar identificar a origem ou mesmo a existência do medo, tarefa que exige muita atenção e dedicação. Brinque com a criança, entre na fantasia dela. Com experiências lúdicas os adultos entendem melhor os anseios dos pequenos e esses aprendem a enfrentar várias situações onde o sentimento de medo aparece.

Em geral, a criança supera a ansiedade, a insegurança e medos menores com o apoio e amor dos pais. Um simples abraço é suficiente para afastar perigos reais ou imaginados, pois os adultos significativos representam criaturas poderosas, capazes de protegê-las de qualquer coisa que as ameace.

*Walkyria Coelho é psicóloga e instrutora da SBPNL – Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística

**Texto enviado ao blog pela SBPNL e publicado mediante autorização, desde que citada a autoria e respeitada a integridade do material.

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