Atendendo a pedidos: Reflexão de São Thiago sobre o silêncio

Uma leitora que gostou do meu último artigo aqui no blog, sobre a amizade, ficou curiosa em ler a reflexão (ou oração para quem preferir) de São Thiago Apóstolo, que cito na abertura do texto. Atendendo ao pedido de Lory, segue abaixo, na íntegra. É um texto pequenininho, mas que abre margem para muita análise.

Coincidência é que hoje vi algumas amigas conversando no Twitter, revoltadas com toda razão, sobre o péssimo hábito de certos twitteiros de usar o microblog para ficar destilando veneno e preconceitos contra outras pessoas. As meninas não citavam nomes, não caiam na armadilha da maledicência, claro! Apenas debatiam o quanto de mesquinharia povoa este mundo.

De fato, o “silêncio” precisa ser refletido…

MEDITAÇÃO

“O homem perfeito é aquele que não peca por palavras.

Realmente, quanta gente não mata a sua alma somente porque não soube refrear a língua. N. Senhor dizia que não é pecado o que entra pela boca, mas o que sai do coração. A reputação alheia precisa ser tão cara quanto a vida do próximo. Assim, não se deve divulgar o que os outros não têm o direito de saber ou aquilo que é de dever ficar em segredo. Quantas vezes a falta de silêncio em torno de certos assuntos não é também uma falta de caridade!

Maria Santíssima vivia no silêncio, e no entanto, se quisesse, teria tanto do que falar! O silêncio ensina tantas coisas! Seguir a escola de Maria, recolher-se à majestade da meditação e da oração não falando senão quando for absolutamente necessário e fugindo totalmente a comentar os defeitos, as fraquezas ou mesmo do próximo é a verdadeira sabedoria.”

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Citação: “As meninas se cansam de usar o mesmo vestido esfarrapado…”

O vestidinho vintage é um dos modelos do blog Vestido Nosso de Cada Dia. E a citação, um trecho de que particularmente gostei no novo livro da Meg Cabot… Divirtam-se!

“- Como é que você ficou assim tão esperta? – pergunto, chorosa.

– Sou formada em psicologia, lembra?

Concordo. O novo emprego dela é fazer aconselhamento a mulheres em um programa sem fins lucrativos que ajuda vítimas de maus-tratos domésticos a encontrar moradia alternativa, conseguir mandados de proteção e assegurar benefícios públicos como vale-alimentação e auxílio financeiro para os filhos. Do ponto de vista salarial, não é lá grande coisa. Mas o que Sharie não recebe financeiramente, compensa por saber que está salvando vidas e ajudando as pessoas (principalmente mulheres) a conseguir uma vida melhor para si e para os filhos.

Mas, se você for pensar bem, nós que trabalhamos no ramo da moda fazemos a mesma coisa. Não salvamos vidas, necessariamente. Mas ajudamos a vida a ser melhor, do nosso jeitinho. É como diz a canção… as meninas se cansam de usar o mesmo vestido esfarrapado todos os dias.*

Nossa função é arrumar uma roupa nova para elas (ou pelo menos uma velha reformada), para que possam se sentir um pouco melhor com elas mesmas.”

*Da música Try a little tenderness, de Irving King e Harry M. Woods.

(in CABOT, Meg. A rainha da fofoca em Nova York, p. 48. Ed. Galera – Record, Rio de Janeiro, 2010.)

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Ingrid Guimarães convida o Conversa de Menina para ver o filme “De Pernas pro ar”!

Genteeeeeee!!!!! Emoção pouca é bobagem. Hoje estamos mais do que radiantes. A atriz Ingrid Guimarães, estrela da comédia De Pernas pro Ar, gravou um teaser, postado no Youtube, nos convidando para a estreia do seu novo filme. Não é o máximo?!! Adoramos o carinho da atriz e a grande sacada da produção do filme, que está investindo nas redes sociais e nos blogs femininos, uma mostra de que nós todas (e aqui estendo para todos os blogs femininos do país e sobretudo do Nordeste) estamos bombando!!!!

Cena do filme de Pernas para o Ar

A notícia ainda fica melhor porque este mês é o aniversário do blog. Claro que já aceitamos o convite da Ingrid. Iremos sim, assistir ao De Pernas pro ar e contar para vocês o que achamos. Afinal, cinema também é Conversa de Menina!!!

Assistam ao teaser da atriz feito especialmente para o nosso blog…

Sobre o filmeDe Pernas pro ar tem estreia nacional prevista para 31 de dezembro. No filme, Ingrid Guimarães vive Alice, uma workaholic (viciada em trabalho) que está na corda-bamba, tentando se equilibrar entre a rotina dura de trabalho e a atenção à família. Após perder o emprego, Alice terá de rever diversos caminhos e reaprender a curtir os prazeres da vida…

A ideia, como vocês veem por essa sinopse acima, é discutir com leveza – e o tom de comédia escrachada em que a Ingrid é mestra – os conflitos do ser feminino na contemporaneidade. Ou seja, é a cara do blog!

E aqui, confiram o site oficial do filme, com teasers, traillers, notícias e outras coisinhas: www.depernasproarofilme.com.br

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O trecho de um livro…para refletir

A imagem foi acessada neste link

Minha leitura da vez é o livro Estrangeira, de Sonia Rodrigues, lançado pela Nova Fronteira. É um romance pequenininho, de 190 páginas. Quando concluir a leitura, deverei fazer uma resenha para o jornal onde trabalho e, se possível, colocarei o texto por aqui também, já que é daqueles livros sobre o ser feminino (tema central do blog). No momento, quero compartilhar com vocês um trecho da obra, que logo no primeiro capítulo, causou grande impacto, arrebatamento e me colocou para pensar…

“Aos 40 anos, descubro, a duras penas, que posso contar comigo, com as pessoas poderei contar ou não. Família, colegas, amigos. Não pertenço a mais ninguém. Constatar isso me derruba. Aprender a viver com isso é pior. Porque quando eu partilhava alguma coisa, especialmente dificuldades com alguém, muitas vezes ouvia que estas eram decorrentes da minha incapacidade de escolher minhas companhias, meus amores. (…) Esses amigos não percebiam que se eu escolhesse melhor minhas companhias, não estaria do lado deles, pessoas imperfeitas. (…)

Nos próximos dias vou formalizar decisões que implicam renunciar a pessoas, apoio, aprovação, lugares.

(…)

Abrir mão de um emprego medíocre, ou melhor, conseguir não lutar mais por um emprego medíocre, não me esforçar para ser agradável com pessoas desagradáveis, evitar contato com quem vai me aborrecer, a menos que seja absolutamente necessário… Esses passos são difíceis para mim porque significam a solidão deliberada e eu gosto de companhia, gosto de redes.

Tecer redes não é muita coisa, mas é um andídoto contra o desamor. O amor traz força, riso, alegria. Isso é o que eu quero, é o que me mantém intensa. O amor é o que me mantém capaz de guinadas, capaz de me atirar sem rede de proteção. O amor me faz resistir ao conforto de abrir mão do passado, me permite caminhar para o futuro com inocência e praticar o presente às cegas.”

(Sonia Rodrigues, em Estrangeira, pp. 14 e 15. Ed. Nova Fronteira, RJ, 2010)

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