Cultura: Gacc e Cabriola Cia. de Teatro estreiam espetáculo “É Meu, É Seu, É Nosso!”

Uma boa dica para quem está em Salvador neste fim de semana é a estreia, neste sábado, dia 03, do musical É MEU, É SEU, É NOSSO!, produção do Gacc (Grupo de Apoio a Criança com Câncer) e Cabriola Cia. de Teatro, que conta a história de um menino que luta para vencer um problema de saúde e conta com a força da família e dos amigos. O texto do espetáculo é do dramaturgo Deolindo Checcucci (O Vôo da Asa Branca, Raul Seixas, Irmã Dulce) e a direção é de Heraldo Souza, que também assina a trilha sonora. A peça terá ainda a participação do ator e músico Elinaldo Nascimento, ex-paciente do GACC, aluno do curso de Artes Cênicas na Escola de Teatro da UFBA (Universidade Federal da Bahia).

A Cabriola Cia de Teatro ganhou o prêmio Braskem de Teatro (importante reconhecimento na cena teatral baiana) de melhor espetáculo infanto-juvenil com a peça Os prequetés. O diretor Heraldo Souza, por sua vez, foi indicado na categoria revelação da mesma premiação, pela composição e arranjos musicais de Os prequetés.

Já o Gacc é uma instituição filantrópica fundada em 1988, para dar suporte as crianças de baixa renda baianas e suas famílias, evitando o abandono do tratamento do câncer infanto-juvenil, pois muitos pacientes mirins, sobretudo no interior do Estado, acabavam largando o tratamento médico por falta de condições de se deslocar para a capital, custear hospedagem, transporte e mesmo uma alimentação mais substancial, principalmente para quem precisa de quimio ou radioterapia. Fiz algumas reportagens com o Gacc ao longo da vida de repórter  e o trabalho dessa entidade, além de belíssimo, é muito respeitado na Bahia. Ao todo, a instituição assiste cerca de 300 pacientes por mês, juntamente com seu acompanhante, totalizando mais de três mil famílias em 22 anos  de atuação. Graças ao trabalho das equipes multidisciplinares do Gacc, as chances de cura dos pacientes assistidos alcançam mais de 70% e nenhum paciente abandona o tratamento por falta de condições financeiras.

Ficha Técnica do espetáculo:
Direção: Heraldo Souza
Texto: Deolindo Checcucci
Elenco: Aline Lopes, Elinaldo Nascimento, Isaque Pires, Josevaldo Fortes, Julio Cesar Mello, Lucy Castro, Lika Ferraro, Mariana Damásio.
Assistente de direção: Etiene Bouças
Figurinos, coreografias e cenografia: Heraldo Souza
Direção Musical: Heraldo Souza
Iluminação: Luiz Guimarães
Preparação corporal para cena: Lika Ferraro
Cenotécnico: Evando Cézar
Assistente de produção: Aline Lopes
Músicos: Elinaldo Nascimento (violão), Josevaldo Fortes (Flautas, Escaleta), Lucy Castro (percussão)
Costureira: Angélica da Paixão
Fotos: Aldren Lincoln

Serviço:

É MEU, É SEU, É NOSSO! – Musical para todas as idades
Onde: Teatro ISBA  – Av. Oceânica, 2717, Ondina. Telefone: (71) 4009-3689
Quando: 03 a 25 de julho de 2010, sábados e domingos, às 16h. Haverá sessão extra nos dias 18 e 25 de julho, às 10h
Quanto: 10,00 e 5,00 (meia entrada) – toda renda será destinada ao trabalho assistencial do GACC
Realização: GACC-BA e Cabriola Cia de Teatro
Para entrar em contato: [email protected]

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Para não esquecer José Saramago

O escritor José Saramago, muito amado pelas meninas deste singelo blog, morreu nesta sexta-feira, em sua casa, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, aos 87 anos de idade. O autor de Ensaio Sobre a Cegueira e de uma infinidade de livros maravilhosos –  os recentes Caim e a A Viagem do Elefante -, prêmio Nobel de literatura em 1998 (venceu com o livro Memorial do Convento, que no momento estou lendo), era um grande filósofo, um humanista, socialista radical, de opiniões fortes, que lhe renderam a fama de ser de difícil trato. Para nós, a memória de Saramago é totalmente afetiva e, quem o chama de intransigente, na verdade, não compreende a profundidade do pensamento do autor. Por meio de seus livros e de suas declarações na mídia, Saramago nos fazia acordar, enfiava o dedo na ferida, nos mostrava nosso lado mais brutal e mesquinho e nosso lado mais terno e nobre, as dicotomias da alma humana. Era um gênio! E aos gênios, permitimos até um pouco de mau-humor. Além disso, nos seus 87 anos de vida, sábio, maduro e calejado, ainda tinha muito a nos dizer, muito o que nos provocar à reflexão. Sua morte, apesar da idade, é prematura, pois ele estava no auge da forma e da lucidez. Aqui, deixamos nossa homenagem, reunindo os links de alguns textos publicados sobre a morte do autor nos sites noticiosos da internet e nos nossos blogues pessoais…

Portal A TARDE On Line:

>>Escritor José Saramago morre aos 87 anos

>>Última mensagem no blog de Saramago lamenta a falta de filosofia

>>Saramago sofria de problemas respiratórios, diz jornal

>>Velório de Saramago será na localidade espanhola de Tías

Portal UOL:

>>Morre o Prêmio Nobel da Literatura José Saramago

>>“Forma Saramago” desafiou o leitor e fez escritor popular

>>Saramago representa triunfo para a língua portuguesa, diz Scliar

>>Conheça a história do autor de “Ensaio sobre a Cegueira” e “Memorial do Convento”

>>Português José Saramago recebe o Nobel de Literatura em 1998

Portal G1:

>> Morre aos 87 o escritor José Saramago

>>Veja fotos históricas do escritor português

>>Artistas prestam homenagens no Twitter

>>Saramago disse em entrevista que não tinha medo de morrer

Público (Portugal):

>>Morreu José Saramago

>>Corpo de Saramago esperado amanhã em Lisboa

>>Presidente diz que Saramago será “sempre uma referência” da cultura nacional

El País (Espanha):

>>Muere Saramago a los 87 años

>>Pensar, pensar, pensar…’, último post del blog de su fundación

>>Su última entrevista a EL PAÍS: “Seremos más pobres si Haidar muere”

>>Su última campaña: Solidaridad con Haití

>>Conmoción en Portugal

>>Saramago: “La muerte es la inventora de Dios”

Mar de Histórias (blog de Andreia Santana):

>>Luto por Saramago

>>“Deus é maneta”

>>Resenhando José Saramago

>>“Saramageando”

>>A lista de Saramago

>>Saramago chora com Chaplin

Pequenas Digressões (blog de Alane Virginia):

>>Ensaio Sobre a Cegueira

>>Ensaio sobre a cegueira no cinema

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Livros resgatam história de Jacinta Passos e Lélia Gonzales

Dois produtos editoriais recentes homenageiam mulheres notáveis. Na próxima terça-feira, dia 08, às 18h, no Espaço Unibanco Glauber Rocha (Praça Castro Alves, Salvador), acontece o lançamento do livro Jacinta Passos – coração militante, que resgata a história da poetisa e jornalista baiana. Escrito pela historiadora Janaína Amado (filha de Jacinta), o  livro reúne a obra completa da poetisa, inclusive textos inéditos, além de uma biografia.

Jacinta Passos foi casada com James Amado, irmão do escritor Jorge Amado, e teve uma única filha. Feminista e comunista, passou anos internada em sanatórios, com o diagnóstico de esquizofrenia paranóide. Mas, apesar das dificuldades, não desistiu da militância política e  nem deixou de escrever poesia. Nascida em Cruz das Almas, em 1914, e falecida em Aracaju, em 1973, Jacinta Passos foi poetisa, escritora, professora e jornalista, tendo lutado por causas e ideais em que acreditava.

O livro sai publicado pela EDUFBA e pela Corrupio, com apoio da FAPESB (Fundação de Amparo a Pesquisa da Bahia).

Direitos da mulher – O segundo livro recente que resgata uma personagem feminina é a biografia de Lélia Gonzales, um dos maiores nomes do movimento negro no Brasil (fundadora do MNU – Movimento Negro Unificado) e referência internacional na defesa dos direitos da mulher e da população negra. O livro sobre Lélia é a primeira biografia já escrita sobre a personagem e integra a coleção Retratos do Brasil Negro, da Selo Negro Edições.

Lélia Gonzalez foi uma das figuras centrais na reformulação teórica e prática do movimento social negro contemporâneo. Militante, professora e escritora, a fundadora do MNU faleceu em 1994. No livro, os pesquisadores Alex Ratts e Flavia Rios revelam a trajetória da intelectual e feminista da infância humilde até a consagração no meio político e cultural, incluindo também um levantamento de sua obra. Segundo os autores, ela foi uma figura extremamente importante para o debate sobre as questões de raça, gênero e classe, dentro e fora do país.

Resultado de extensa pesquisa, incluindo entrevistas com familiares e amigos, o livro conta, em dez capítulos, as ações e ideias de Lélia, contemplando sua vida de dedicação e inteligência antes de se tornar militante negra e feminista, sua atuação como ativista e seu desempenho como docente, política e intelectual.

Retratos do Brasil Negro

A Coleção Retratos do Brasil Negro é coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos, pela Michigan State University (EUA) e pesquisadora dos movimentos sociais e da diáspora africana no Brasil e no mundo. A coletânea tem por objetivo abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra.

Os autores da biografia de Lélia

Alex Ratts doutorou-se em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo em 2001. É professor dos cursos de graduação e mestrado em Geografia do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (Universidade Federal de Goiás), publicou artigos sobre quilombos, relações raciais e grupos étnicos e orienta pesquisas que englobam esses temas. Já Flavia Rios é socióloga. Atualmente faz doutorado na Universidade de São Paulo, onde obteve os títulos de bacharel em Ciências Sociais e mestre em Sociologia. Suas áreas de pesquisa são relações raciais, movimentos sociais e políticas públicas.

Ficha técnica

Lélia Gonzalez – Coleção Retratos do Brasil Negro
Autores: Alex Ratts e Flavia Mateus Rios
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 21,00
176 páginas
Atendimento ao consumidor: (11) 3865-9890 ou no site: www.selonegro.com.br

Livro resgata história esquecida da poetisa e jornalista militante, Jacinta Passos

A historiadora Janaína Amado lança o livro Jacinta Passos, coração militante, no dia 8 de junho (terça-feira), às 18h, na Galeria do Livro, no Espaço Unibanco, Praça Castro Alves. O livro reúne a obra completa de Jacinta Passos, inclusive textos ineditos, como tudo o que se escreveu sobre a autora, além de uma biografia, escrita por sua filha, Janaína Amado.

Jacinta Passos casou-se com James Amado, irmão do escritor Jorge Amado, com quem teve a única filha. Feminista e comunista, Jacinta Passos passou anos internada em sanatórios, com o diagnóstico de esquizofrenia paranóide. Mesmo assim, continuou a militar no PCB e a escrever poesia.

Nascida em Cruz das Almas, em 1914, e falecida em Aracaju, em 1973, Jacinta Passos foi poetisa, escritora, professora e jornalista, tendo lutado, dentro do Partido Comunista, por causas e ideais em que acreditava.
Jacinta Passos, coração militante, foi publicado pela EDUFBA e pela Corrupio, com apoio da FAPESB.

O quê: Lançamento do livro Jacinta Passos, coração militante

Quando: 8 de junho, às 18h

Onde: Galeria do Livro, no Espaço Unibanco (Praça Castro Alves).

Lélia Gonzales

A biografia de Lélia Gonzalez, referência internacional na defesa dos direitos da mulher e da população negra, revela o importante legado da ativista, professora e escritora, fundadora do Movimento Negro Unificado, que se consagrou no meio político e cultural.

Um dos maiores nomes do movimento negro brasileiro, Lélia Gonzalez foi uma das figuras centrais na reformulação teórica e prática do movimento social negro contemporâneo. Militante, professora e escritora, a fundadora do Movimento Negro Unificado, falecida em 1994, tornou-se referência internacional na defesa dos direitos da mulher e da população negra. No livro Lélia Gonzalez (176 p., R$ 21,00), quarta biografia da Coleção Retratos do Brasil Negro, lançamento da Selo Negro Edições, os pesquisadores Alex Ratts e Flavia Rios revelam a trajetória da intelectual e feminista da infância humilde até a consagração no meio político e cultural, incluindo também um levantamento de sua obra. Segundo os autores, ela foi uma figura extremamente importante para o debate sobre as questões de raça, gênero e classe.

Primeira biografia de Lélia, a obra reúne um importante legado deixado por ela em textos e depoimentos que influenciaram novas gerações de pensadores negros. Resultado de extensa pesquisa, incluindo entrevistas com familiares e amigos, o livro conta, em dez capítulos, as ações e ideias da biografada, contemplando sua vida de dedicação e inteligência antes de se tornar militante negra e feminista, sua atuação como ativista e seu desempenho como docente, política e intelectual.

A obra aborda também os significados de sua perda e a importância do seu trabalho para o Brasil e para o mundo. “O objetivo é resgatar a imagem dessa militante e inseri-la no conjunto dos intelectuais negros”, complementam os autores. Para eles, Lélia foi uma das ativistas importantes para a articulação de uma frente de participação política em uma fase de democratização do país.

Os capítulos que compõem a biografia resgatam a história da intelectual e ativista negra a partir da infância em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, destacando uma vida marcada pela busca do conhecimento. Filha de um ferroviário negro e mãe de origem indígena e penúltima de dezoito irmãos, Lélia seguiu na direção do não conformismo e graduou-se em História e Filosofia. Na pós-graduação optou pela Comunicação e Antropologia, além dos cursos livres em Sociologia e Psicanálise. O livro mostra também fatos que marcaram o desenvolvimento do país nos governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Retrata as dificuldades impostas pelo regime militar e ainda o período de democratização do Brasil, com a abertura política.

A biografia contempla ainda o ingresso de Lélia no movimento negro contemporâneo, destacando sua atuação diretamente na formação, consolidação e difusão do movimento, que reapareceu no Brasil no final dos anos 1970, em pleno regime militar. Mostra também que ela analisou e interpretou a luta negra no país, além de descrever sua participação no movimento feminista, uma referência na luta contra a discriminação da mulher, e na política brasileira, com sua atuação no PT e no PDT, representando as demandas dos movimentos sociais dos quais fazia parte.

A participação de Lélia em movimentos sociais e culturais foi decisiva para a formação de sua identidade pessoal e também de seu pensamento. Além de evocada nos círculos da militância negra e feminista, ela é lida e comentada em cursos acadêmicos de graduação e pós-graduação no Brasil e em países de língua inglesa, espanhola e francesa. “Esperamos que o pensamento e o discurso dela continuem explicando o mundo que se quer interpretar e transformar”, concluem os autores.

Retratos do Brasil Negro

A Coleção Retratos do Brasil Negro, coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos pela Michigan State University (EUA) e pesquisadora dos movimentos sociais e da diáspora africana no Brasil e no mundo, tem por objetivo abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra. Nei Lopes • Sueli Carneiro

Os autores

Alex Ratts doutorou-se em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo em 2001. É professor dos cursos de graduação e mestrado em Geografia do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (Universidade Federal de Goiás), publicou artigos sobre quilombos, relações raciais e grupos étnicos e orienta pesquisas que englobam esses temas.

Flavia Rios é socióloga. Atualmente faz doutorado na Universidade de São Paulo, onde obteve os títulos de bacharel em Ciências Sociais e mestre em Sociologia. Suas áreas de pesquisa são relações raciais, movimentos sociais e políticas públicas.

Título: Lélia Gonzalez – Coleção Retratos do Brasil Negro
Autores: Alex Ratts e Flavia Mateus Rios
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 21,00
Páginas: 176 (12,5 x 17,5)
ISBN: 978-85-87478-42-9
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.selonegro.com.br

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Mostra Cênica movimenta Salvador em junho

Uma dica de cultura, enviada ao blog pelo querido Beto Mettig, para o fim de semana de feriadão. Quem está em Salvador pode conferir a mostra didática de teatro, dos alunos do Sitorne Estúdio de Artes Cênicas, que engloba 10 espetáculos teatrais interativos, apresentados entre este sábado, dia 05, até o dia 19, no Café Teatro Sitorne (Rio Vermelho) e em praças da cidade.

A abertura da mostra, que tem patrocinio da Petrobras, será com a comédia A Eleição, que conta a história do processo eleitoral de uma pequena cidade do nordeste, com suas promessas e fraudes, para mostrar um bem humorado retrato da corrupção na política brasileira. A peça tem texto de Lourdes Ramalho, autora nordestina, e direção de Marcos Oliveira. Em cena, estão nove atores formados na disciplina “Iniciação a Interpretação do Curso Técnico-Profissionalizante: Formação de ator”, do Sitorne.

A mostra didática terá ainda a apresentação dos espetáculos: Esperando Godot (neste sábado, as 20h), A Cantora Careca (domingo, dia 06, às 20h), Solos da Palhaçaria (também neste domingo, às 10h, no Dique do Tororó; e no dia 09, às 17h, na Praça Pau Brasil), Recital (dia 09, às 20h), Cabaré Total (dia 11, às 20h), Jardim das Cerejeiras (dias 12 e 13, às 20h), O Oráculo (dia 12, às 17h), Defeito de Família (dia 13, às 17h) e Samba dos R$ 3,00 (dia 19, às 17h).

Os espetáculos que não forem apresentados ao ar livre, gratuitamente, estarão em cartaz no Café Teatro Sitorne (Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho), com ingressos a R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada). Funcionários de empresas conveniadas ao projeto Ação-Formação pagam apenas R$ 5,00. Estudantes da Rede Pública podem assistir gratuitamente a todos os espetáculos.

Outras informações sobre o Ação-Formação podem ser conseguidas através do telefone (71) 3347-7089 ou e-mail: [email protected].

Confira a ficha técnica dos espetáculos:

A ELEIÇÃO
Texto: Lourdes Ramalho.
Direção: Marcos Oliveira.
Enredo: A comédia conta a história do processo eleitoral de uma pequena cidade do nordeste brasileiro, com suas promessas e fraudes, para mostrar um bem humorado retrato da corrupção na política brasileira.
Data: Dias 05 e 06 de junho.
Horário: Sábado e Domingo, às 17h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Elenco: Giovana Pinho, Verena Brandão, Laiz Mesquita, Vassil Cavalcante, Mamo Castro, Leonilton Zuanes, Laura Sarpa, Evana Jeyssan e Gabriel Gonçalves.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

ESPERANDO GODOT
Texto: Samuel Beckett
Direção: Roberto Salles
Enredo: Clássico do Teatro do Absurdo escrito por Samuel Beckett, a peça apresenta Estragon e Vladimir, dois amigos que, juntos, esperam um sujeito de nome Godot, que nunca chega. O enredo baseia-se na falta de comunicação entre os personagens e na pausa do silêncio da espera de algo que não se resolve.
Data: Dia 05 de junho.
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71) 3347-7089
Elenco: Alunos da disciplina Interpretação para Teatro Contemporâneo
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

A CANTORA CARECA
Texto: Eugène Ionesco
Direção: Roberto Salles
Enredo: A obra é considerada um marco importante da corrente estética teatral batizada de Teatro do Absurdo. Com ironia e humor, a peça lança mão da palavra enquanto objeto, para falar sobre as relações humanas. “A Cantora Careca” foi criada a partir de um livro-texto para o ensino da língua inglesa, onde mostrava um casal conversando diálogos absurdos.
Data: Dia 06 de junho.
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089
Elenco: Alunos da disciplina Interpretação para Teatro Contemporâneo
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

SOLOS DA PALHAÇARIA
Texto: Cenas criadas a partir da interpretação dos atores
Direção: Alexandre Casali
Enredo: Com cenas criadas a partir da interpretação dos atores, o espetáculo apresenta várias cenas cômicas de clowns (palhaços) interagindo com o público.
Data: Dia 06/06, às 10h, no Dique do Tororó, e dia 09/06, às 17h, na Praça Pau Brasil (em frente ao Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089)
Elenco: Alunos da disciplina Palhaçaria II
Ingresso: Espetáculo gratuito

RECITAL
Direção: Felícia de Castro
Enredo: Apresentação musical inspirada no universo nordestino, onde atores e músicos se revezam para apresentar canções e pequenos poemas juninos. Participação especial do sanfoneiro Celo Costa.
Data: Dia 09 de junho.
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71) 3347-7089.
Elenco: Alunos da disciplina Preparação Vocal.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

CABARÉ  TOTAL
Texto: Cenas criadas a partir da interpretação dos atores
Direção: Vários
Enredo: O “Cabaré Total” é um show de variedades apresentado por um mestre de cerimônia que foi criado para dar espaço a artistas de diversas vertentes interessados em mostrar números de palhaço, malabares, música, boneco e dança cômica, entre muitos outros. Em cena, diversos palhaços interagem entre eles (e com o público) a partir de um repertório de “palhaçaria” para adultos, com temáticas irônicas, picantes e, acima de tudo, divertidas.
Data: Dia 11 de junho
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

JARDIM DAS CEREJEIRAS
Texto: Anton Tchecov
Direção: Roberto Salles
Enredo: trama de “O Jardim das Cerejeiras” é centrada em uma família de aristocratas vivendo na Rússia do início do século vinte. É ali que eles vivem há várias gerações na mansão construída pelos antepassados. A família está praticamente falida e na eminência de perder sua imensa propriedade, um extraordinário cerejal conhecido em toda a região como “Jardim das Cerejeiras”, que irá a leilão.
Data: Dias 12 e 13 de junho.
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Elenco: Alunos da disciplina Interpretação para o Teatro Realista.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

O ORÁCULO
Texto: Arthur Azevedo
Direção: Marcos Oliveira
Enredo: Comédia de costume do final d séc. XIX, narra a história de uma família que contrata um vidente charlatão para prever o futuro da filha e, assim, garantir o seu casamento.
Data: Dia 12 de junho.
Horário: 17h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Elenco: Alunos da disciplina Iniciação a Interpretação.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

DEFEITO DE FAMÍLIA
Texto: França Júnior
Direção: Marcos Oliveira
Enredo: Comédia de costume do final d séc. XIX, mostra as confusões causadas pelas fofocas surgidas a partir da visita de um homem misterioso a casa de uma jovem prestes a se casar.
Data: Dia 13 de junho.
Horário: 17h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Elenco: Alunos da disciplina Iniciação a Interpretação.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

SAMBA DOS R$ 3,00
Texto: Adaptação feita pelo diretor Marcos Oliveira para “Ópera dos Três Vinténs”, comédia musical de Bertolt Brecht e Kurt Weill.
Direção: Marcos Oliveira
Enredo: Baseado na “Ópera dos Três Vinténs”, comédia musical de Bertolt Brecht e Kurt Weill, a peça traz para a Bahia contemporânea a história do elegante anti-herói Mac Navalha – cercado de mendigos, ladrões, prostitutas e vigaristas –, um bandido da que se casa com Polly sem que seu pai, Peachum, tenha conhecimento.
Data: Dia 19 de junho
Horário: 17h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71) 3347-7089
Elenco: Alunos da disciplina Teatro Épico.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

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Artigo: Leitura é peça fundamental no desenvolvimento infantil

E como o meu tema de reflexão neste fim de semana é a literatura, aproveito para publicar por aqui um artigo assinado pela Raquel Caruso, fonoaudióloga e psicopedagoga, que reflete sobre a importância da leitura ainda na primeira infância. Vale a pena conferir!

*Incentivo à leitura é importante desde os três anos de idade

**Raquel Caruso

Desde a primeira infância é fundamental que os pais leiam histórias, contos de fadas, livros e gibis para seus filhos. Este hábito pode e deve ser incentivado: dê a eles livros de presente.

Normalmente as crianças de aproximadamente três anos já solicitam a leitura para seus pais. Nestes momentos, muitas vezes, os pais não lêem, e sim contam o que está escrito, na tentativa de facilitar a linguagem, tornando esta menos formal e a compreensão mais fácil. Esses momentos podem existir, mas também deverá haver ocasiões em que os responsáveis leiam a história tal qual está escrita, pois desta forma estarão introduzindo a criança à escrita formal.

Muitas dúvidas passam na cabeça dos pais em relação a qual gibi ou livro ler. Por exemplo: devo ler para crianças menores, gibis do Cebolinha e Chico Bento? Pelo fato da fala destes personagens não ser adequada, muitos pais se preocupam em incentivar uma prática errada, e optam por ler corretamente para que seus filhos não sejam expostos a tais trocas. Normalmente a melhor orientação, caso os pais não se sintam a vontade com a fala dos personagens, é que escolham outro gibi. Pois desta forma irão descaracterizar o personagem.

Se o seu filho ainda não fala adequadamente, o melhor é estimular outras leituras, como os contos de fada. Depois da aquisição total de todos os sons da fala, a exposição pode ser total. É importante que as crianças entrem em contato com todo tipo de material, desde os mais simples aos mais refinados, não se esquecendo de adequar à idade e interesses da criança.

Quando as crianças crescem, devemos continuar o incentivo a leitura, levando-as a livrarias, que hoje disponibilizam de espaços lúdicos adaptados, sempre estimulando que elas mesmas escolham seus livros. Devemos tomar cuidado para não cair na tentação de comprar três ou quatro livros de uma vez: apenas um livro é suficiente, pois assim quando terminarem poderão comprar outro.

Há também outras formas de estimular a leitura nas crianças, como empréstimos de livros em bibliotecas, compras em sebos (podemos encontrar livros em bom estado com preços convidativos), trocas entre amigos, assinatura de gibis e revista para crianças, que pode representar um estímulo a mais, pois elas recebem em casa algo com seu nome impresso.

Como as crianças têm em seus pais modelos a serem seguidos, é importante que elas os vejam lendo, sejam jornais, revistas ou livros. O texto lido deve ser de referência pessoal, familiar, escolar e sócio-cultural. É importante que os livros estejam na altura adequada para que a criança possa manusear e pegar o livro no momento em que sentir vontade, não somente em locais que necessitem o auxílio de adultos.

A leitura estimula a imaginação, criatividade, seqüência lógico temporal, entre outros aspectos, o que irá ajudar na produção da escrita. Uma opção para os adolescentes é formarem grupos de leitura, onde irão escolher um título e discutir em grupo.

……..

*O artigo foi encaminhado ao blog pela CGC Comunicação em Educação

**Raquel Caruso é fonoaudióloga, psicopedagoga e psicomotricista, coordenadora da Clínica EDAC e professora da Associação Brasileira de Dislexia.

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Coluna infantil no blog da Cia das Letras

O blog da Companhia das Letras, através do selo Companhia das Letrinhas (dedicado à literatura infanto-juvenil) estreia uma coluna assinada por Júlia Moritz Schwarcz, com dicas de leitura para os petits. Quinzenalmente, ela vai escrever sobre diversos temas do univero ficcional infantil, sempre dando dicas de livros e fazendo análises.

Na coluna de estreia, o assunto é a nova disposição social, marcada por agrupamentos familiares bastante inusitados até pouco tempo atrás. Olívia tem dois papais, livro de Márcia Leite, é citado como obra que aborda o tema de maneira sensível e responsável.

Conversa de Menina indica: www.blogdacompanhia.com.br

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Documentário exibe peças coringa do guarda-roupa feminino

Jacqueline Kennedy Onassis e os inseparáveis óculos escuros. Exemplo de celebridade que transformou acessório da moda em item indispensável

Vestido pretinho básico, batom vermelho, óculos escuros, a indefectível calça jeans, sutiã, trench, chapéu, camiseta branca, salto stiletto e minissaia são as peças básicas que não podem faltar no guarda-roupa feminino. Ao menos para os produtores do documentário Os Maiores Clássicos da Moda, que será exibido no canal fechado GNT, nesta quinta-feira, dia 27, às 21h, como parte da cobertura da emissora para o Fashion Rio.

Os Maiores Clássicos da Moda mostra como, mesmo sem querer, o armário da mulher contém um resumo da história da moda moderna, do vestido preto à camisa branca. Além de revelar a origem dos itens, o programa destaca a importância de cada peça na história da moda. O programa revela também como algumas celebridades ajudaram certos itens do armário a tornarem-se mais famosos e populares.

Cobertura do Fashion Rio – As semanas de moda brasileiras, que exibirão as coleções primavera-verão 2011 das principais grifes nacionais, começam mais cedo este ano por conta da Copa do Mundo. O Fashion Rio inaugura a temporada ainda em maio, no dia 27 e segue até 1º de junho. Para quem adora acompanhar as novidades do evento, mas não tem como viajar para o Rio, vale conferir a agenda de cobertura no GNT.

O Programa da Hora, transmitido do estúdio montado no Píer Mauá (onde ocorrem os desfiles) revela as tendências, o agito dos bastidores, além de exibir entrevistas exclusivas e desfiles ao vivo. Já o GNT Fashion ganha uma edição especial ao vivo, dia 29 de maio. Na internet – www.gnt.com.br –,  a cobertura em tempo real inclui a transmissão de desfiles e matérias exclusivas diárias.

Programação:

>>Documentário Os Maiores Clássicos da Moda
Quinta (27/05), às 21h
Horário alternativo: na madrugada de quinta para sexta, dia 28, às 3h30.

>>Cobertura Fashion Rio
Cobertura GNT no Fashion Rio – de 27 de maio a 1º de junho
Apresentação de Chris Nicklas e reportagens de Patrícia Koslinski
Boletins a partir das 18h, de hora em hora

>>GNT Fashion
Com Lilian Pacce e Mariana Weickert
Edição AO VIVO no sábado, dia 29
Horários alternativos: de sábado para domingo, às 4h; domingo às 16h
Edição especial na quarta, dia 2 de junho
Horários alternativos: nas madrugadas de quarta para quinta-feira, às 4h30; quintas-feiras, às 10h; sextas-feiras, às 14h30; sábados, às 9h e às 22h; nas madrugadas de sábado para domingo, às 4h; domingos, às 16h.


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Um pouco de música para vocês

Nada de artigos, reflexões profundas ou temas muito sérios. Afinal, é sábado. Navegando pela internet, vasculhando “São Youtube das Memórias Preservadas”, encontrei alguns vídeos antigos da música Retorn to Innocence (Retorno à inocência), do Deep Forest. Erroneamente, atribuem a música ao grupo Enigma, mas a confusão é compreensível, pois os dois grupos fazem a chamada World Music, ou música da nova era, que estourou no mundo e chegou ao Brasil nos anos 90. Traduzindo: world music é aquele tipo de som quase hipnótico, como um mantra, bom para meditar, contemplar, deixar a mente viajar um pouco. Enia e Lorenna McKennit são duas famosas artistas do gênero, sendo que a última faz uma bela junção de sintetizadores eletrônicos com instrumentos medievais e clássicos. Adoro esse tipo de música. Não para ouvir o tempo inteiro, claro, mas ouço com frequencia, principalmente quando quero apenas relaxar. E hoje é um dia para relaxar, ficar perto de quem se ama, recarregar as baterias… Divido com vocês minha redescoberta de Retorn to Innocence. De certa forma, sempre há aqueles dias em que todos buscamos voltar à pureza da infância.

Uma das versões no Youtube, atribuindo a música ao Grupo Enigma:

E aqui neste link (a incorporação foi desativada), vocês podem ver o videoclipe do Deep Forest, tal qual era exibido na TV na minha adolescência. É isso, gente, pausa para contemplação e nostalgia.

Eis a letra, para quem quiser cantar junto:

Return to Innocence
(Deep Forest)

Love
Devotion
Feeling
Emotion

Don’t be afraid to be weak
Don’t be too proud to be strong
Just look into your heart my friend
That will be the return to yourself
The return to innocence.

If you want, then start to laugh
If you must, then start to cry
Be yourself don’t hide
Just believe in destiny.

Don’t care what people say
Just follow your own way
Don’t give up and loose the chance
To return to innocence

That’s not the beginning of the end
That’s the return to yourself
The return to innocence

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Escritoras baianas na Bienal do Livro em Minas

As escritoras baianas Miriam de Sales e Ivone Alves Sol participam da Bienal do Livro de Minas 2010, nestes sábado e domingo. As duas integram a programação da Arena Jovem.  Neste  sábado, Miriam de Sales fará  a leitura de seus contos e falará sobre seu processo criativo e inspirações.  Aos 67 anos, Miriam é uma ativista em defesa do livro e da literatura baiana. É autora dos livros Contos e Causos, Maktub e Bahia de Outrora, além de centenas de crônicas publicadas na internet, em três blogs que mantém com atualizações diárias.  Internauta ávida, a escritora possui ainda perfil no Orkut, Facebook e Twitter, onde dialoga com leitores de vários países.

Confira os links para os blogs de Miriam:

www.contosecausos24x7.blogspot.com

www.mirokcaconversafiada.blogspot.com

www.wwwfiatluxblogspotcom.blogspot.com

Já Ivone Alves Sol declamará poesias de sua autoria, além de debater sobre a linguagem poética, no domingo. A autora apresentará ainda a coletânea Alma BRASILEIRA – Especial Dia das Mães, que reúne oito poesias próprias, além de versos de poetas baianos. O projeto é coordenado por Sandra Stabile. Ivone Alves Sol já integrou outras duas coletâneas literárias e é assesssora do PABRAA (Projeto Alma Brasileira). SOLvendo Sentidos é o título do primeiro livro individual da poeta, com previsão de lançamento em agosto deste ano.

Para ler alguns dos mais de 800 textos de Ivone Alves Sol, clique aqui.

Parceria – A participação baiana no evento literário mineiro é fruto de uma parceria entre a Câmara Bahiana do Livro (CBaL) e o Governo do Estado, através das secretarias de Cultura (Secult) e da Indústria, Comércio e Mineração (SICM). O stand próprio da Bahia possui mais de três mil livros, entre cordéis, poesia, quadrinhos, contos, romances, livros de arte, patrimônio, religião, entre outros temas. São obras de autores consagrados e de nomes contemporâneos. Além de Miriam de Sales, Ivone Alves Sol e Ruy Espinheira, a literatura da Bahia está representada na Bienal pelos escritores Clara Maciel, Hugo Homem e Nilson Schommer.

*Com informações da Assessoria da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

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Artigo: Reflexões sobre a ausência de privacidade

*Texto e reflexões de Andreia Santana

O espelho reflete, na maioria das vezes, o que queremos ver. Enquanto uma fotografia revela nossos ângulos bons e ruins (ao menos antes do advento do photoshop)

Faz tempo que reflito sobre privacidade e o ato de manter a própria vida longe da curiosidade alheia. Com tantas formas de interação disponíveis na internet, tais como o Orkut, facebook, MSN, twitter, comunidades disso e daquilo, sinto que a geração mais nova perdeu a referência do que seja vida privada, num sentido mais profundo da palavra. Não existe mais limite para o que pode ser compartilhado e o que não é de interesse de ninguém mais, a não ser da própria pessoa e de seu círculo mais próximo. Intimidade é artigo raro nesta rede de um milhão de amigos.

Não é uma novidade refletir sobre esse tema, visto que existe todo tipo de estudo sobre o assunto, dos mais sérios aos sensacionalistas. E nem considero hipocrisia também meter minha colher nesse angu, ainda mais que escrevo em blog, tenho twitter, Orkut, facebook, MSN e ainda integro uma rede de bibliófilos, a Skoob, que reúne colecionadores de livros e de leituras (escrevo sobre ela qualquer dia desses). Como usuária das ferramentas, membro das comunidades virtuais e como migrante digital por conta das 36 primaveras de vida, me considero no direito de opinar.

Não é para falar contra a tecnologia ou as novas formas de interação que estou aqui dividindo essa chuva de palavras com quem tiver paciência para ler até o final. Sabemos que o ser humano precisa se expressar. Está aí a arte, em todas as suas manifestações, do cinema a telenovela, do blog ao romance, da pintura a moda, para provar que interação é uma realidade tão antiga quanto o mundo. Os teóricos da comunicação, apesar de se esforçarem para soar “novidadeiros”, não criaram praticamente nenhum conceito novo. Nós, humanos, somos gregários e interativos desde sempre, só funcionamos em bando desde que o mundo é mundo, logo, qualquer ferramenta ou forma de expressão que nos ajude a manter a ideia de comunidade é sempre bem-vinda. Mas, houve um tempo em que mesmo em bando, reservávamos um espaço doméstico e quase sagrado, onde a solidão não era temida, onde a alegria e a tristeza eram divididas apenas com pessoas da maior confiança. Onde o isolamento favorecia a reflexão. Ultimamente, somos papagaios: falamos, reproduzimos outras falas, fazemos um barulho imenso, mas pouco do que é dito importa de fato. Temos medo de ficar sozinhos e em bando, nem sempre dá para refletir.

Interagir com o resto do bando faz parte da natureza humana, mas ultimamente, dizemos muito, só que com pouco significado. A foto é da capa do LP Listen Without Prejudice, de George Michael

Minha inquietação é com a incapacidade cada vez maior das pessoas em perceber limites para a privacidade. A própria e a alheia. Fui criada de uma forma moderna, em alguns aspectos, e completamente antiquada, por exemplo, quando o tema é o respeito ao espaço do outro. Nunca tive permissão para dormir na casa de amigos quando era criança e nem tinha permissão para receber amiguinhos em casa para dormir. Os que vinham brincar, ou quando eu ia brincar na casa de alguém, era sempre na sala de visitas. Abrir a geladeira da casa de outra pessoa? Acredito que seja algo inconcebível para os membros da minha geração. Pelo menos para mim, só funciona se for na casa de  alguém muito próximo, onde me sinta tão à vontade que possa ajudar  na cozinha a lavar e secar a louça. Graças a Deus tenho amigas assim, quase irmãs de tão próximas. A intimidade é tão sagrada e necessária, que não pode e nem deve ser banalizada como tem sido atualmente.

Na minha infância, existia a sala de visitas, que era separada da sala de jantar e de outros cômodos “reservados” da casa, justamente para evitar que as pessoas fossem invadindo, enfiando-se no quarto, vasculhando guarda-roupas. Pelo menos creio que a ideia era essa, manter a visita confortável, acolhida, amada, mas sem deixar que ela se espalhasse por espaços que não lhe pertenciam. A menos que fosse íntima da família.

Depois de adulta, nunca me senti à vontade em abrir o armário de uma amiga, ou de permitir que uma das minhas amigas vasculhasse minha bolsa em busca do celular que estava tocando. Vi uma cena uma vez, ocorrida com uma amiga íntima. Um conhecido em comum nosso, mas sem o mesmo grau de intimidade, sem a menor cerimônia, atendeu o celular dela, depois abriu  a bolsa da minha amiga e jogou o aparelho lá dentro, diante do olhar atônito, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Hoje em dia, as crianças na sala de aula do meu filho, por exemplo, acham que é a coisa mais normal do mundo abrir as mochilas uns dos outros para pegar lápis, esquadros, borrachas ou o que quer que estejam precisando, sem ao menos pedir licença ao dono legitimo daquelas coisas. E estranham o fato dele não fazer o mesmo!

Falta espaço para reflexão em meio a esquizofrênica necessidade de expressão da contemporaneidade

Não abro a bolsa da minha mãe ou da minha irmã até hoje, nem a das amigas, a menos que elas permitam e ainda assim, só das muito íntimas. Quando preciso abrir as gavetas de mamãe para buscar alguma coisa me sinto como se invadisse um espaço que pertence a ela. Independente de ser minha mãe, ela tem direito a um espaço único e pessoal. Tento ensinar ao meu filho o mesmo conceito, de respeito à individualidade e à privacidade alheia. Só devemos ir até onde nos é permitido, sem forçar uma intimidade que na maioria das vezes não existe e até constrange o outro.

Outro exemplo, só para ilustrar e ajudar a aclarar as ideias: Não costumo acompanhar avidamente cada atualização de perfil do Orkut dos meus amigos. Tento manter o contato por esta ferramenta ou por outras, repito, não tenho nada contra às ferramentas de interação, mas sem exageros. As comunidades virtuais, quem usa sabe, são divertidas, práticas, facilitam manter proximidade mesmo com quem está distante, ajudam na troca de conhecimento e de ideias, mas ao menos para mim, seriam melhor aproveitadas sem a obsessão de saber o que todos fazem ou dizem a cada segundo do dia. Fico conhecendo melhor as pessoas por suas ideias do que, por exemplo, se estivesse xeretando para saber se estão com o status “namorando” ou “solteiro” ativado.

Acredito que a interação atual – a forma como ela é usada – cria um falso sentimento de intimidade. Tão descartável quanto boa parte da produção cultural caça-níqueis que infesta o mundo tanto real quanto o virtual. Ficamos sabendo se determinada pessoa é casada ou não, se gosta de laranja ou azul, se bebe ou fuma, se vai ao cinema ou se é do tipo baladeira, mas não ficamos sabendo como essa pessoa é de fato, o que ela sente, o que ela acredita. Contamos quantos namorados fulano teve em um ano, de acordo com as vezes em que fulano alterou seu status de relacionamento na internet, mas no que isso nos aproxima ou afasta mais de alguém?

Suspeitamos, melhor dizendo, supomos que fulano tem tal tipo de personalidade porque gosta de tal coisa, mas saber de fato como é alguém, acredito que não sabemos nem depois de anos de convivência. E sinceramente, para mim, é bom que seja assim, fica sempre uma margem de surpresa que, no mínimo, vale para manter o interesse pelo outro. Um pouco de mistério sempre seduz. Não quero saber todos os segredos dos meus amigos, eles têm direito a manter guardadas coisas que não querem mostrar para ninguém. Não me sinto menos amiga por isso. Antes até, crio um laço invisível, como se nos aproximássemos mais pelo que não é dito do que pelo que está exposto para todo mundo ver.

Querem ver outra coisa que me incomoda nessa falta de privacidade generalizada? É quando as pessoas te cobram para manter o twitter 24 horas por dia com novidades. Um post a cada minuto, de preferência. Começam a te seguir numa espécie de desespero e frenesi e quando você não corresponde à velocidade de atualização, param de te seguir e vão atrás de outra pessoa mais “interessante” (?) Tudo bem, a ideia da ferramenta é comunicação instantânea, mas será que vale a pena dizer alguma coisa apenas por dizer, apenas para manter a legião de seguidores? Será que todo ávido seguidor lê mesmo o que o outro está tentando dizer naqueles módicos e telegráficos 140 caracteres? Não costumo blogar se não tiver algo interessante para publicar, seja escrito por mim ou por terceiros. Ou me sinto inclinada a dividir algo que realmente valha a pena ou guardo silêncio. E o conceito de silêncio, tanto no ambiente virtual quanto fora da rede, tem mais nuances do que simplesmente ausência de ruído. Guardar silêncio, quando não se tem nada que valha a pena ser dito, é uma atitude sábia e respeitosa com os demais.

O Grande Irmão, personagem onipresente é criação do escritor George Orwell no romance 1984. Vigilância constante sobre todos os invíduos

Voltando à questão da privacidade. O exemplo que a meninada segue com cada vez mais freqüência é o das celebridades que expõem as conquistas e as mazelas com o mesmo empenho em todo tipo de revista, algumas com linha editorial duvidosa. Nada mais é segredo, nada mais é pessoal, tudo é compartilhado e coletivo. A dor de alguém tem de ser a dor de muitos, a felicidade de alguém tem de ser a felicidade de muitos. Se uma pessoa é legal e é artista, tem de virar modelo de comportamento e namoradinha do Brasil. Se comete um erro e é também artista, a queda na lama e a redenção precisam ser públicas. Mas, atualmente, nem precisa ser celebridade, de fato ou instantânea, para fazer da vida um “livro aberto”. Qualquer pessoa expõe mais do que seria recomendado, apenas pelo prazer de expor ou pela necessidade de saciar a doentia curiosidade de quem lê. Nem os mortos podem ser chorados em casa, porque seus perfis permanecem eternamente cultuados como numa seita fanática, assombrando orkuts e facebooks. Pessoalmente, acho de uma morbidez assustadora.

 

A sociedade torna-se pouco a pouco tão sem identidade pessoal quanto as abelhas operárias de uma colmeia. Fala-se em diversidade, mas vejo uma homogênea massa de pessoas idênticas querendo parecer diferentes

Perdemos a identidade de individuo e vivemos a era da identidade de grupo. Angustia-me essa superexposição e a patrulha de ideias que advém de tanto interesse na vida uns dos outros. É como se vivêssemos em eterno estado de big brother (falo daquele de George Orwell e seu emblemático livro 1984 e não do programa do Pedro Bial, que aliás, fabrica celebridades instantâneas e nada discretas).

Outro dia, conversando com minha irmã, ela questionou qual é o sentido, por exemplo, de alguém se preocupar tanto com a opção ou orientação sexual de outra pessoa? Comentávamos uma reportagem que vimos, mais uma da série “fulano saiu do armário”. Para mim, tanto faz se saiu ou entrou. Pessoalmente, me interesso mais pelo caráter das pessoas do que em saber com quem elas dormem. Gostaria que os movimentos que elegem seus símbolos dessem ao escolhido o direito de optar se querem mesmo tornar-se símbolo desta ou daquela militância. Se quer virar mito e inspirar outras pessoas, incentivar ou fortacelecer o movimento, ótimo, vá lá e diga para todo mundo que escancarou a porta do armário. Mas se não quer dividir seu armário com mais ninguém, beleza também, respeito você do mesmo jeito. A cobrança para que a pessoa faça isso ou aquilo, diga isto ou aquilo, é que me tira do sério. Se a estrelinha da tv quiser manter-se virgem até casar ou se já deu para o prédio inteiro onde mora, o que é que eu tenho com isso?

Tornar a vida um grande acontecimento público é cansativo e é uma armadilha. Além de ser fake. Soa falso pelo simples fato de que ao nos mostrarmos para os outros, conscientemente, buscamos sempre exibir nosso lado mais gente boa e tendemos a esconder o chamado dark side. A falta de privacidade cria uma sociedade de espelhos de narciso. Já repararam que somos sempre mais bonitos no espelho do que numa fotografia, por exemplo? Aprendi esse conceito nos tempos da faculdade. É o seguinte, relembrando as aulas do meu velho mestre: isso acontece porque o espelho nos reflete tal qual nos imaginamos, o espelho mostra o que queremos ver, e a fotografia nos mostra tal qual somos de fato, com nossos ângulos bons e ruins.

Só que agora existe o photoshop para dar uma melhorada no que a fotografia mostra e a fotografia se converte cada vez mais em espelho.

Nem é a essência das coisas que eu busco, porque acredito que as coisas tem mais de uma essência. Na verdade, todas as coisas são formadas pela mistura dessas infinitas essências. Ainda bem, porque ansiar por pureza me lembra nazismo. Deus me livre!

Confesso é que ando em busca de um pouco de retorno ao individuo, sinto falta do ser humano, único, pessoal, intransferível, secreto, privado, íntimo. Mas tudo o que vejo é sempre multidão…

*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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