Tudo começou com uma campanha da Olla. A agência publicitária responsável, a age., teve a ideia de criar o dia do sexo para incrementar a estratégia de vendas da marca. A data? Claro, não podia ser diferente, 69. Quer dizer, 06/09. Isso foi há um ano e agora a ideia deles é oficializar a data, colocando-a no calendário nacional. Eles já reuniram 60 mil assinaturas e estão em busca de bater a meta das 100 mil, para enviar ao Ministério da saúde e pleitear a oficialização.
Veja o vídeo da campanha
O importante mesmo não é a oficialização da data, mas a preocupação com sua saúde. Seja no dia do sexo ou em qualquer outro dia do ano, use camisinha.
Neste sábado, dia 01 de agosto, comemora-se o Dia Mundial da Amamentação. Como uma mãe que amamentou o filho por dois anos e três meses (A Organização Mundial de Saúde – OMS recomenda que os bebês mamem até os 24 meses, sendo que nos seis primeiros meses de vida devem apenas mamar, sem necessidade de outros alimentos), recomendo a prática. É uma prova de amor com o bebê e consigo mesma. Amamentar ajuda no desenvolvimento físico e mental da criança – é cientificamente comprovado que bebês que mamam no peito têm menos chances de contrair doenças e também tem um grande desenvolvimento intelectual – e é benéfico para a mãe, pois ajuda a diminuir o inchaço pós-gravidez, previne câncer de mama e, apesar de nunca ter lido nada sobre isso em nenhum lugar, acredito, por experiência própria, que ajuda a tornar a mulher muito mais bonita. Eu achava a minha pele radiante quando estava amamentando e nos olhos havia um brilho especial. Me sentia incrivelmente bem, sedutora, capaz de conquistar o mundo e atribuo isso a autoestima elevada proporcionada por um gesto de afeto e cumplicidade tão perfeita com o meu bebê. Detalhe: o bebê agora é um rapazinho de 11 anos que está quase da minha altura, sendo que não sou pequena, tenho um 1m70! Com amigas comprovei a mesma teoria. As que engordaram bastante, perderam peso mais depressa enquanto amamentavam. Sem contar na beleza da pele, luminosa, macia como um pêssego…
Para ajudar na conscientização da importância de amamentar, Conversa de Menina publica um artigo de autoria do pediatra Moises Chencinski, que ressalta a importância da amamentação para o recém-nascido. Confiram:
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*Amamentar – muito além de nutrir
Amamentação, Pablo Picasso
Quando eu me formei em 1979, a orientação alimentar que era dada em consultas de puericultura incluía a introdução do suco com um mês de vida, a papa de frutas aos dois meses, o almoço aos três e o jantar aos quatro meses.
Após 30 anos, por uma série incontável de razões, a sociedade deve buscar dar condições para o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida e prolongado até os 2 anos como forma de promoção à saúde, propiciando o crescimento e desenvolvimento saudáveis de nossas crianças. Fatores relacionados à criança, à mãe, à família, à sociedade, à economia, entre outros, justificam essa transformação.
Mesmo cientes de todas as vantagens, no Brasil, de uma forma geral, ainda estamos muito aquém desse padrão. A média estimada atual do aleitamento materno exclusivo é de cerca de 3 meses e no total, até cerca de 6 meses. Esses números não são nada animadores.
Por outro lado, essa estatística nos mostra que podemos ainda trabalhar muito e temos muito a fazer para transformar essa realidade.
Informação: esse é apenas o começo desse caminho.
Não podemos assumir que todos saibam o óbvio. Precisamos informar. E essa é uma missão não apenas de médicos e profissionais de saúde. Todos somos responsáveis.
A família, a escola, os profissionais de saúde, a mídia, os órgãos governamentais são parte integrante dessa rede pró-aleitamento. Cada um tem seu papel a cumprir: informar, fiscalizar, propiciar condições econômicas, sociais, emocionais para que o bebê possa usufruir do leite materno, permitindo que ele cresça e se desenvolva dentro da totalidade de seu potencial.
Algumas informações básicas, fundamentais, óbvias:
– O leite materno é o alimento completo para o bebê até o sexto mês de vida, sem necessidade de introdução de água, chás, sucos, frutas, papinhas salgadas, fornecendo à criança todos os nutrientes necessários, em quantidades suficientes, na proporção e biodisponibilidade adequadas. Nem a mais e nem a menos.
– Nos primeiros dias de vida, o leite materno (colostro) pode aparecer em menor quantidade, é mais concentrado e é importantíssimo e fundamental na proteção do recém nascido.
– É muito importante que o bebê mame até esvaziar a mama, porque o leite do fim da mamada tem mais gordura, mata mais a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso. Após terminar o primeiro seio, ofereça o segundo seio para que ele mame o quanto for necessário até se saciar.
– Não há leite forte ou leite fraco. Existe muito leite ou pouco leite. E o pouco leite pode e deve ser estimulado, aumentando a freqüência das mamadas, oferecendo á mãe uma alimentação adequada, hidratação e condições de vida saudáveis que favoreçam a continuidade do aleitamento.
– O leite materno oferece proteção contra doenças diarréicas e respiratórias (anticorpos), contra alergia alimentar (cada vez mais comum, sendo o principal responsável, no Brasil, o leite de vaca), contra doenças de adultos cada vez mais comuns na infância (obesidade, problemas de triglicérides e colesterol).
– Evitar mamadeiras e chupetas que podem interferir na amamentação e não são apropriados para favorecer o desenvolvimento facial adequado das crianças, dificultando, assim, muitas vezes, o desenvolvimento sadio da respiração e da fala.
– A mamãe também se beneficia nesse processo, pois amamentar favorece a volta mais rápida do útero ao seu tamanho normal, diminuindo o sangramento pós-parto, prevenindo quadros de anemia (isso sem contar a perda mais rápida do peso acumulado durante a gestação). Além disso, o vínculo mamãe-bebê-papai se fortalece.
Muito mais pode e deve ser dito sobre o aleitamento materno. Mas, para concluir, quero aproveitar a informação da campanha do Ministério da Saúde, referente à Semana Mundial de Amamentação: Amamentar é muito mais do que alimentar a criança e, em situações de emergência, torna-se ainda mais importante, pois o bebê fica vulnerável a infecções intestinais e respiratórias. Dar o peito é muito mais que oferecer o melhor alimento que existe. É dar saúde, carinho e proteção, tão importantes em momentos difíceis como nas situações de emergência.
*Moises Chencinski é pediatra.
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Lembrete:
A Semana Mundial da Amamentação é de 1 a 7 de agosto. Se você acaba de ter um bebê, não deixe de amamentá-lo. Se você tem leite demais e seu bebê não dá conta, procure um banco de leite aí na sua cidade e doe leite para aqueles bebês que estão em hospitais.
Mais um dia dos namorados. Eu admito que é difícil ter boas ideias todos os anos. Mas ainda que não tenhamos uma carta na manga, pode ser que alguém tenha e divulgue. Claro que copiar algumas boas ideias para montar um presente bacana e criativo pro namorado não é crime.
Se você está pensando na tragédia que sempre foi nas aulas de educação artística e está quase entrando em depressão só de pensar que não tem o menor dom de fazer qualquer coisa que preste com as próprias mãos, calma. A boa ideia pode ser um site que venda coisas legais. Já pensou? Que maravilha?
Pensando nesta fase desesperadora da nossa vida, em que todos os presentes já foram dados ou recebidos, o Conversa de Menina decidiu vasculhar a rede em busca de algumas dicas legais para amenizar a sua procura sem fim e facilitar sua vida nesse 12 de junho.
>> FOTOLIVRO: o que acha de reunir as melhores fotos digitais de vocês dois, criar poemas lindíssimos que representem a história de amor de vocês e preparar um livrinho recheado de imagens e emoções? Se você gostou da opção, há uma série de sites na internet que oferecem este serviço. Daí que basta você baixar um programinha que o site vai disponibilizar, montar as fotos do jeito que preferir, e enviar o arquivo.Em pouco tempo você receberá o álbum em casa. É uma ótimo oportunidade de reviver o relacionamento, reunir o que foi bom num presentinho delicado e lindo!
>> QUEBRA-CABEÇA PERSONALIZADO: outra surpresa bacana é você pegar aquela foto linda de vocês e transformar em um quebra-cabeças de 100, 200, 520 ou até 1800 peças… Que tal? Depois vocês ainda vão curtir o momento de montar o joguinho a dois, na maior diversão. E, depois de montado, pode ainda colar as peças e mandar colocar em um quadro. Depois, pendura na parede e pronto!!! É uma forma de eternizar não apenas o momento da foto, mas da brincadeira toda. Vários sites, como o da Uau brinquedos, fazem o quebra-cabeça pra você, que só precisa enviar a foto e pagar, claro.
>> CESTA PERSONALIZADA: você pode escolher um tema e montar uma cestinha toda especial. Pode ser uma cesta de café da manhã, ou uma cesta com presentinhos diversos, ainda uma cesta com produtos de beleza e, por que não, uma cesta erótica recheada de apetrechos bacanas para dar uma alavancada na vida sexual de vocês. O bom é que você tem duas opções: vasculhar na internet e mandar enviar aquela cesta que você achou o máximo, ou procurar apenas ideias na rede e adaptar ao gosto do seu amor.
>> RELÓGIO-RECADOS: outra coisa bacana que achei navegando pela rede foi esse relógio que serve também como um porta-recados. É que você pode escrever nele com caneta esferográfica (que já vem acompanhando o relógio) e depois apagar, sempre renovando os recadinhos. Além das declarações de amor, você pode também deixar um aviso sobre o horário do médico, do jantar… É só dar uma olhada no site Vitória Presentes. Além deste, tem outras opções também.
>> CAÇA AO TESOURO: essa ideia é trabalhosa, mas é bem legal. Você pode deixar recadinhos espalhados pela casa, sendo que um recadinho vai levá-lo a outro, até que ele ache o presente final. Ah, e com o presente final, uma cartinha linda com um convite irrecusável para te encontrar mais tarde em algum lugar… Que tal?
>> CARICATURA: e o que acha de mandar fazer uma caricatura de uma foto do seu amor? Ou sua, ou de vocês dois… Pode ser também da turma de melhores amigos dele. É um presente diferente e que, com certeza, não vai ter quem não goste da brincadeira. Dá uma olhadinha na sugestão do site Imagenes.
>> URSINHOS PERSONALIZADOS – Você escolhe o bichinho, a roupinha, os acessórios, monta a sua pelúcia e pronto. Para quem gosta de colecionar os bichinhos (e não tem alergia, lógico), esse pode ser um presentão. É só dar uma passadinha no site da Happy Town.
>> ESTOJO MINIATURA DE CACHAÇAS: a ideia não é transformá-lo em um alcoólatra, claro que não. Mas se ele gosta de colecionar garrafas de bebidas, por exemplo, esse presentinho é um mimo. Acompanha um copinho de degustação. Veja lá.
>> IDEIAS DE INTERNAUTAS: nas minhas buscas, acabei achando uma série de comentários de internautas, uns dando dicas a outros. Há umas sugestões bem interessantes. É só entrar na página e ler os comentários. Pode surgir uma surpresinha bem bacana dali.
>> CONVENCIONAIS: quem disse que dar aquele presentinho mais convencional está fora de moda? Nada disso, gente. Um perfume, uma roupinha bonita, uma joia, um livro, CD, DVD… nada disso é de se jogar fora. Afinal de contas você que conhece o gosto do seu amor, e o importante é apenas fazer uma surpresinha bem bonita nesta data.
E se o tempo está apertado e você ja decidiu que vai dar mesmo uma cestinha de café da manhã ou flores, mas não vai ter tempo de escolher pessoalmente, aqui vão algumas dicas de sites com arranjos bacanas e kits interessantes para você não perder tempo, mas conseguir impressionar seu amor:
Na segunda-feira, 25 de maio, é comemorado o Dia Nacional da Adoção. A proximidade da data é uma oportunidade para que nós, sociedade, promovamos uma reflexão sobre a importância do tema. Adotar significa assumir as responsabilidades de pai e mãe. Mais do que isso, adotar significa aumentar o número de membros da família, ter mais alguém a quem dar amor, educação, saúde, respeito e dignidade. Se não é possível ganhar o afeto instantâneo da maternidade, a criança tem a chance, com a adoção, de obter o mesmo sentimento, por meio da maternidade socioafetiva. Os pais adotivos não geram aquela criança no sentido biológico da palavra. Mas já há muito tempo convivemos com a teoria de que pai e mãe são aqueles que criam, que educam.
Imagine o que deve ser viver sem o amor familiar justamente durante a infância? É a fase em que formamos o nosso intelecto, construímos nossa personalidade. Certa vez estava assistindo a uma palestra sobre a maioridade penal, quando uma das palestrantes explicou que o efeito de um ano de apreensão de um adolescente infrator em uma instituição especializada equivalia a cinco anos de prisão de um adulto. Como assim? Simples. A infância e adolescência são fases de formação, de vulnerabilidade. Os efeitos da forma com que as crianças são criadas, do ambiente social e familiar em que vivem terão reflexos lá na frente, quando tornarem-se adultos. A gente às vezes não dá muita importância a essa questão. Costumamos até nem pensar no assunto. Mas e se você começar a se preocupar com isso a partir de agora?
A Constituição Federal de 1988 merece aplausos ao colocar um ponto final na distinção entre filhos biológicos e aqueles adotados. O art. 227, § 6º, determina que “os filhos havidos ou não da relação de casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação”. Ou seja, biológico ou adotado, todos são filhos, com direitos e garantias iguais. Também merece reverência o Estatuto da Criança e do Adolescente, que além de garantir de forma expressa o princípio da proteção integral da criança e do adolescente, reafirmou a igualdade de direitos entre filhos adotados e biológicos, em seu art 20. A norma também regulamentou o processo de adoção.
Em 29 de abril de 2008, o Governo Federal lançou o Cadastro Nacional de Adoção, um sistema de informações alimentado pelo Conselho Nacional de Justiça e demais órgãos autorizados, para atender o anseio social da desburocratização do processo, uniformizando os bancos de dados em todo o Brasil e racionalizando os processos de habilitação de pessoas interessadas em adotar crianças. E, para ajudar a esclarecer as dúvidas destas pessoas que sonham em dar um futuro melhor a uma criança, a Associação dos Magistrados Brasileiros lançou uma campanha há algum tempo, intitulada Mude um Destino. O mais legal é que, como medida da campanha, foi divulgada uma cartilha detalhando os passos necessários para encarar um processo de adoção no Brasil.
Mais importante neste momento não é decidir adotar alguém, mas colaborar para diminuir o preconceito que ainda permeia este ato de amor. O gesto da adoção gera temor, medo e receio em muitas pessoas, preocupadas com a “índole” da criança, com a “genética”. Esquecem estas pessoas que não há qualquer pesquisa científica que sustente tais preconceitos. Mas eles acabam disseminados por pessoas que sequer pesquisaram sobre o assunto, antes de alarmar um outro alguém sobre estes medos. Por que não procurar um especialista e conversar diretamente com ele? Por que não esclarecer as dúvidas antes de alardear aos quatro cantos afirmações que você não tem como comprovar, porque criar uma atmosfera de pavor antes de mesmo de desconstruí-la?
======================== Você sabia… >>> Que apenas 15,5% das pessoas entrevistadas em uma pesquisa feita pela Associação dos Magistrados Brasileiros em 2008 demonstraram interesse em adotar uma criança ou adolescente? Veja a pesquisa completa.
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Na dúvida, não confie apenas no seu instinto. Procure instituições especializadas, converse com pais adotivos, esclareça. Não vamos marginalizar um ato tão generoso por desconhecimento. E, se você mora em Salvador, pode começar a mudar essa concepção já nesta segunda-feira mesmo. Se você já pensou, por um segundo qualquer de sua vida – ou apenas tem curiosidade sobre o assunto – na possibilidade de adotar uma criança, que tal comparecer às 9 horas ao auditório do Isba, em Ondina, para ouvir o depoimento de pessoas que adotaram crianças fora do perfil normalmente desejado pelos pretendentes? A ideia do evento é exatamente desconstruir os preconceitos. E você pode tirar dúvidas antes de ir ao evento, por meio do telefone (71) 3203-9345.
A historiadora baiana Wlamyra Albuquerque, professora da Universidade Federal da Bahia, lançou na última terça, dia 12, o livro O Jogo da Dissimulação – Abolição e Cidadania Negra no Brasil, em que propõe uma ressignificação do 13 de Maio. Ao invés do que dizem os livros didáticos, que a abolição da escravatura foi uma concessão da princesa Isabel e até um gesto de bondade da regente, a pesquisadora propõe uma análise mais crítica do episódio histórico, demonstrando com base em documentos e registros, que a abolição ocorreu devido a pressões sociais e, principalmente, porque os próprios negros sempre lutaram pelo reconhecimento de sua condição enquanto cidadãos livres.
Isabel de Bragança em foto tirada no exílio, na França, onde viveu após a proclamação da república, até sua mort, em 14 de novembro de 1921
Ao longo dos 300 anos de escravidão no Brasil, diversas fugas, rebeliões de escravos, escamaruças em quilombos e campanhas exerceram tal pressão sobre o governo imperial que a assinatura da Lei Áurea era inevitável. O Brasil também recebeu muita pressão externa para eliminar o trabalho servil. Wlamyra vai mais longe na sua pesquisa e revela que quando a lei foi assinada, mais de 80% da população negra já era liberta e essa liberdade foi conquistada mais por meios próprios do que por benevolência dos senhores. Os escravos, aqui na Bahia, por exemplo, uniam-se em irmandes responsáveis por juntar caixas de pecúlio e usar esse dinheiro para comprar a alforria uns dos outros. Negros de ganho, escravos que trabalhavam nas ruas como carregadores e vendedores, também juntavam o quinhão para a compra da liberdade.
Em 2000, fiz uma entrevista com Wlamyra, na época, ela lançava um livro sobre o 2 de Julho – Independência da Bahia – partindo também de estudos que resignificavam a festa maior dos baianos. Na pesquisa, a historiadora ressaltava o caráter popular da guerra da Independência. A Bahia foi o último reduto do comando português no Brasil e foi o estado onde a Independência do Brasil se consolidou, pois um levante popular permitiu que os últimos soldados portugueses fossem expulsos do país.
Quem é quem:
Wlamyra Albuquerque* – Graduada em História pela Universidade Católica do Salvador (1991), mestra em História pela Universidade Federal da Bahia (1997) e doutora em História Social da Cultura pela Universidade Estadual de Campinas (2004). É professora da Universidade Federal da Bahia. Desenvolve pesquisa e orienta trabalhos que versam sobre abolição, racialização, culturas e identidades sócio-raciais no Brasil.
*Informações retiradas do currículo lates da pesquisadora, disponível aqui.
Princesa Isabel – A filha do imperador Pedro II foi a primeira senadora brasileira, cargo a que tinha direito como herdeira do trono, segundo a Constituição do Império, promulgada pelo avô Pedro I, em 1824. Nasceu no Rio de Janeiro, em julho de 1846 e morreu em 1921, na França. Foi regente do império três vezes. A abolição foi assinada no seu último período de regência. Pelo ato, a princesa recebeu o título de “Redentora”. Essa visão é que a historiografia moderna tenta mudar, mostrando que a princesa agiu por pressões políticas e sociais e não por caridade. Com a Proclamação da República, teve de deixar o Brasil com o resto da família real.
O Dia das Mães, no próximo domingo, é considerado uma das datas mais importantes do comércio. Essa é também a terceira época mais importante do ano para venda de produtos da toillete feminina, as outras são Dia dos Namorados e Natal. Com tanto apelo comercial, propagandas, outdoors, não tem como um blog feminino fugir do Dia das Mães, até porque blogueiras, leitoras e leitores, óbvio, têm mãe. De alguma forma, a gente sempre tenta homenageá-las, nem que seja com uma rosa, nem que seja dizendo “eu te amo”. Claro que, a intenção é estender a homenagem ao ano todo. Ninguém deixa de ser ou ter mãe após o segundo domingo de maio. Mesmo para as mães que já se foram, fica a lembrança, que é eterna.
Essa época do ano, para os jornalistas é um tormento. As caixas de email pipocam com releases-anúncio. As assessorias de imprensa se esmeram para convencer você a fazer todo tipo de matéria de comportamento. Algumas realmente são muito boas e valem a pena, outras levam à reflexões que podem perdurar para além da data festiva; existem ainda as que são bobagens completas e o destino é o filtro anti-spam ou a lixeira mesmo.
O papel do jornalista é o de porteiro, selecionar o que vale a pena daquilo que não vale, quem entra e quem não entra. O grande saque da coisa é fazer isso sem preconceitos, pensando em todo tipo de leitor: “a quem isso pode interessar, mesmo que não me interesse?” Escrevemos para os outros e não para nós mesmos.
O Dia das Mães é um bom pretexto para abordar certos assuntos, principalmente os que tem relação com a vaidade feminina. Algumas matérias são divertidas de fazer e de ler. Gosto dos textos de comportamento, principalmente aqueles que tem consistência, que vão além do achismo.
Os emails que chegam às redações superam em criatividade e alguns entram no meu rol de curiosidades favoritas. Como a lista abaixo, enviada pela assessoria de uma importadora de perfumes. Não tenho intenção de divulgar a importadora, porque essas marcas da lista são vendidas em qualquer loja especializada de shopping. Sou fascinada por perfumes e prometo um post sobre a história da perfumaria e outras curiosidades do gênero.
A lista em questão me chamou atenção porque na tentativa de convencer o leitor a investir, e caro, em marcas famosas da perfumaria mundial, essas fragrâncias foram associadas a países e estados de espirito das mães globalizadas. Precisava dividir a listinha. Mas se você não tem dinheiro para dar nenhum desses perfumes para a sua mãe, não fique triste, eu também não tenho. Uma coisa que a experiência me ensinou é que o que faz diferença para a mãe da gente é o carinho, que pode ser demonstrado com gestos simples, como fazer um almoço para ela ou dar um telefonema só para lembrá-la o quanto ela é especial. O resto, não passa da tentativa de fazer a economia girar com o consumo e curiosidades divertidas para matar o tempo.
SAIBA QUE TIPO DE PERFUME COMBINA COM A MÃE DE CADA PAÍS:
Brasil – Mãe alegre
Perfume: Euphoria Blossom by Calvin Klein
África do Sul – Mãe sorridente
Perfume: Davidoff Cool Water Woman
Alemanha – Mãe realizadora
Perfume: Boss Femme
Austrália – Mãe conectada com o mundo
Perfume: Femme de Montblanc
Bélgica – Mãe sensual
Perfume: Jennifer Lopez Deseo
Canadá – Mãe inteligente
Perfume: Gucci by Gucci EDT
Argentina – Mãe idealizadora
Perfume: Jennifer Lopez Live Platinum
Espanha – Mãe coruja
Perfume: Eternity by Calvin Klein
Portugal – Mãe protetora
Perfume: Davidoff Echo Woman
Inglaterra – Mãe sorridente
Perfume: Marc Jacobs Woman
Líbano – Mãe perseverante
Perfume: Narciso Rodriguez For Her Eau de Parfum
Noruega – Mãe sensível
Perfume: Escada Sentiment
Suécia – Mãe charmosa
Perfume: Lacoste Dream of Pink
Japão – Mãe persistente
Perfume: A Drop of Cloud de Issey Miyake
Neste começo de semana, duas notícias importantes para nós mulheres.
A partir de junho, o Governo Federal irá promover encontros de mulheres em sete cidades brasileiras com o objetivo de ouvi-las sobre segurança pública. A intenção é retirar as mulheres da condição apenas de vítimas da violência, direta ou indiretamente, e colocá-las no centro da discussão, aproveitando o olhar feminino sobre a sociedade para repensar o papel das policiais e as ações de combate a criminalidade e a violência.
Participarão das discussões grupos de 30 mulheres das mais variadas classes sociais e profissões, desde profissionais liberais como médicas, até prostitutas, operárias, donas de casa, comerciárias, trabalhadoras domésticas e ex-presidiárias. Os encontros acontecerão em Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Belém (PA) e Porto Alegre (RS). Os resultados das discussões serão levados para o I Encontro Nacional de Segurança Pública, em agosto, em Brasília.
E por falar em trabalhadoras domésticas – Nesta segunda, 27, é o Dia Nacional das Trabalhadoras Domésticas. Elas aproveitam a data para reinvindicar mudanças na Constituição de 1988. Segundo a carta magna, as domésticas não tem direito ao FGTS e por isso também não recebem a multa de 40% sobre o fundo de garantia, em caso de demissão sem justa causa. Não recebem também o salário família, hora extra, adicional noturno ou seguro desemprego. A Constituição reflete a ideia herdada da escravidão, de que trabalhador doméstico não é um prestador de serviço como os outros. Essa é a mesma lógica que faz com que as donas de casa sejam vistas como pessoas que não fazem nada de importante, que não tem profissão. No entanto, as domésticas prestam um serviço essencial, seja arrumando e limpando a casa, cozinhando ou ainda cuidando dos nossos filhos, gerenciando a nossa casa enquanto nós trabalhamos fora. É uma troca, um serviço, um vínculo de trabalho igualzinho aquele que temos nos nossos empregos e que deve ser estabelecido com o mesmo grau de compromisso e respeito, tanto pela doméstica quanto por seu empregador.
A Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas quer mudar o artigo da Constituição Federal que versa sobre os seus direitos, justamente para que o trabalho delas seja enquadrado na mesma legislação que garante os benefícios dos outros trabalhadores. É justo que a lei mude, porque já não vivemos numa sociedade escravista. Se já era um equivoco e uma arbitrariedade naqueles tempos da colonização, pois nada justifica a exploração da mão-de-obra de outro ser humano, imaginem agora, em pleno século XXI, deixar de reconhecer que as trabalhadoras domésticas são parte integrante da economia! Os direitos da categoria vem sendo conquistados em doses homeopáticas e numa velocidade muito menor do que os direitos de outras categorias, mas está na hora da legislação trabalhista evoluir e contemplar não só essa profissão quanto todas as outras que surgiram nos últimos anos devido aos processos de transformação social.
Leia reportagem sobre a reinvindicação das trabalhadoras domésticas aqui.
Não importa se você é cristão, judeu ou agnóstico. Se na sua casa hoje é dia de banquete regado a muito bacalhau, dendê (para os baianos) ou estão todos em jejum completo, purificando a alma. Se você jejua por fé, por solidariedade ao martírio de Cristo (revivido na carne dos despossuidos da nossa sociedade) ou porque está de olho naqueles ovos de chocolate do domingo. A Páscoa, assim como o Natal, ou o São João para nós, nordestinos, independente do apelo religioso ou comercial, é um pretexto, e dos mais gostosos, para reunir-se com amigos, parentes, conhecidos. Ao redor da mesa, provando um pouquinho de cada prato, existe o sentimento de pessoas que querem estar juntas, querem compartilhar, rir, fazer brincadeiras umas com as outras, esquecer os problemas e a crise econômica mundial ao menos por um dia. Nós todos merecemos gotas de paz nas nossas vidas aceleradas. Por acreditarmos que felicidade é um sentimento que quanto mais você divide, mais cresce, desejamos a todos vocês, meninas e meninos, uma deliciosa Páscoa!
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