Test Drive: gel antisséptico para mãos da Mahogany

*Texto e teste feitos por Andreia Santana

Que eu me lembre, nunca tinha usado nenhum produto da Mahogany. Mas, dia desses, no trabalho, uma amiga me mostrou o gel antisséptico que estava usando e que era dessa marca. Na minha bolsa sempre tem gel antisséptico, geralmente compro aqueles tubinhos portáteis na farmácia. Junto com pacotinhos de gase esterelizada, soro fisiológico e colírio lubrificante, o gel faz parte do meu kit de sobrevivência oftalmológica. Tive um processo alérgico raro há oito anos – provocado por intolerância medicamentosa – e desde então, fiquei com algumas sequelas como ressecamento ocular e obstrução dos canais lacrimais. Meus olhos são muito sensíveis e qualquer coisinha, inflamam. Daí que o gel para mim é item de primeiríssima necessidade, porque nem sempre encontro pia onde higienizar as mãos antes de aplicar soro ou colírio. Além disso, não recomendo a ninguém que passe as mãos sujas nos olhos. Vocês não imaginam o quanto isso é perigoso para a saúde ocular!

Esse é o gel de minha amiga. Peguei emprestado para fotografar e mostrar aqui

Testei o produto da Mahogany e resolvi trazer as impressões aqui para o blog. A fórmula desse gel combina manteira de karité e óleo de amêndoas doces, este último é um poderoso hidrante desde os tempos de vovó. A vantagem do produto para os que eu costumo comprar na farmácia é que une esses ingredientes hidrantes e emoluentes com o poder do gel antisséptico, que atua contra bactérias e micróbios. Muito melhor que o álcool em gel tradicional, que por ser álcool puro, resseca a pele. O cheiro também é agradável. Embora logo no começo da aplicação, dê para sentir aquela fragrância forte de álcool, à medida que vamos espalhando o produto nas palmas das mãos, fica um aroma residual bem gostoso, que lembra mãozinha que acabou de ser lavada em água corrente, com sabão de toucador. Sou uma pessoa nostálgica por natureza, adoro tudo que tem cheiro antigo. Além disso, as mãos também não ficam melequentas. Para quem trabalha diante de um computador, mão melequenta é o fim da picada! Gostei ainda do tamanho da embalagem, 75g, que cabe na bolsa, e do rendimento do produto: uma gota do tamanho de uma moeda de dez centavos e dá para cobrir as duas mãos direitinho, sem desperdício. E o preço é R$ 14,00, ao menos na loja da marca aqui em Salvador. Cabe no bolso, o que é igualmente importante!

*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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Crônica de Menina: Amor não correspondido

*Texto de ficção criado por Andreia Santana

Débora amava Everaldo desde criança. E desde criança ele sempre a tratava como uma irmãzinha mais nova. Estava sempre por perto, ajudava a segurar todas as barras, secava suas lágrimas, a fazia rir, a levava para lá e para cá quando ela estava sem carro, até pagava as dívidas do seu cartão de crédito! Mas não queria ir além daquilo. “Somos amigos, quero ser seu amigo para sempre”. Mas ela queria mais, ela queria abraços que os transformassem em um só, queria beijos de tirar o fôlego, queria cenas de ciúmes, queria cartas de amor, serenata, sexo, carinho, quatro filhos, uma casa amarela, dois cachorros e um gato. Já tinha dito para ele, com todas as letras: ” eu te amo”, tinha se descabelado, tatuado o nome dele na pele, com henna, dançado nua, pixado as paredes do quarto, mudado de cidade cinco vezes para segui-lo nas trocas de emprego, tinha se humilhado, implorado, chorado, gritado, tinha feito tudo o que as mulheres apaixonadas fazem e ido mais além. Ele continuava indiferente, oferecendo as migalhas de uma amizade que a torturava, mas sem a qual não sabia viver. Um dia, Débora desencantou. Ocorreu quando aquele cara novo tinha entrado na sala de aula, sorrindo para ela. Ele perguntou se ali era a turma de Literatura Comparada I. Depois, puxou a cadeira sem cerimônia, sentou ao seu lado, pegou seu caderno de capa lilás e escreveu: “Oi, me chamo Orlando e você tem os olhos verdes mais bonitos que já vi na vida!” O mundo voltou a mover-se, a henna desbotou, uma pintura no quarto apagou o nome de Everaldo, outra pintura riscou por cima o de Orlando, tatuado com agulha, em letras verdes e brilhantes, na pele de Débora. A casa dos dois era amarela, mas o jardim tinha todas as cores. Tiveram dois filhos e duas filhas. Havia dois cachorros, o gato Snack e a coelha Pretinha…Everaldo? Corre atrás dela até hoje. Se descabela, implora, pinta seu nome nas paredes, se humilha, promete o céu, a lua, chora e lamenta o tempo perdido.

*Originalmente publicado em fevereiro de 2010, na série Mulher Sem Retoque, do meu blog pessoal, o Mar de Histórias.

**Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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Caixa lança campanha de ajuda às vítimas da chuva

Santa Rita, em Teresópolis - RJ. As fotos são de Vladimir Platonow, da Agência Brasil, que é a assessoria de comunicação do governo federal. O material da ABr é de uso gratuito, desde que citados os créditos

Recebi, via email, um release da Caixa Econômica Federal sobre uma campanha que o banco iniciou para ajudar as vítimas da chuva no país. Para não gerar mal-entendidos, vou publicar abaixo, a íntegra do documento. Volto a frisar que a campanha é da Caixa e o texto foi redigido pela assessoria nacional do banco, portanto, o blog está apenas divulgando a iniciativa. Estamos fazendo nossa parte como jornalistas, que é ajudar a informação a circular. Quem quiser dar uma força também, pode divulgar o post nas redes sociais que frequenta. Solidariedade, – lembram? – não sai de moda!

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Leia também:

Campanha #SOS Chuva

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CAIXA LANÇA CAMPANHA PARA AJUDAR VÍTIMAS DAS CHUVAS

Conjunto de ações prevê abertura de conta para doação, atendimento diferenciado, pagamento de benefícios sociais para famílias atingidas e linhas de crédito especiais para empresas e trabalhadores

A Caixa Econômica Federal lançou, na sexta-feira (14), o plano Ação Integrada Caixa – Rio Solidário, para atendimento às famílias, ao setor produtivo e ao poder público dos municípios em estado de calamidade ou situação de emergência provocados pelas chuvas das últimas semanas.

As medidas incluem ações de atendimento, como criação de força-tarefa com horário estendido para informações gerais, liberação do escalonamento do calendário do Bolsa-Família, pagamento do Abono Salarial e Rendimentos do PIS, além dos benefícios do INSS e Seguro Desemprego, liberação e pagamento de FGTS, indenizações de sinistros, reforço das equipes das agências; informações diferenciadas no SAC CAIXA (0800 726 0101) específico para regiões atingidas, reforço do quadro de engenheiros e analistas, para agilização dos procedimentos técnicos, ação estruturada com o poder público, para diagnóstico da situação, e proposição de soluções e orientação na elaboração de projetos.

A CAIXA destinará linhas de crédito habitacional e comercial, em condições diferenciadas, para a região atingida. Estão previstas ainda campanhas de arrecadação de donativos nas agências da região. Além disso, também foi aberta uma conta corrente para ajudar as vítimas. As doações aos moradores das regiões em estado de emergência podem ser feitas na conta da Defesa Civil do Rio de Janeiro, número 2011-0, agência 0199, operação 006.

CONDIÇÕES PARA PAGAMENTO DO FGTS

O pagamento do FGTS acontece após o recebimento da Declaração de Área Atingida, a ser emitida pelas Prefeituras das cidades envolvidas. Serão beneficiados os trabalhadores das localidades que se enquadrem nas condições estabelecidas pelo Decreto 5.113/2004:

a) decretação de estado de calamidade pública ou situação de emergência pela Prefeitura Municipal;

b) reconhecimento dessa decretação pelo Ministério da Integração;

c) entrega, pela Prefeitura, de Declaração de Áreas Afetadas à CAIXA;

d) habilitação do trabalhador junto à CAIXA, mediante comprovação de titularidade de conta vinculada e de residência em uma das áreas afetadas, constantes da declaração citada acima;

e) o trabalhador tem 90 dias, após a publicação do ato do Ministério da Integração Nacional, reconhecendo o estado de calamidade/emergência decretado pela municipalidade, para solicitar o saque.

Os atos mencionados nas alíneas “a” e “b” já foram editados pelas autoridades competentes.

PARA O SAQUE DO FGTS

Os trabalhadores deverão apresentar os seguintes documentos:

– Identidade, carteira de habilitação ou passaporte;

– Comprovante de residência ou Declaração da Prefeitura;

– Carteira de Trabalho;

– Cartão do Cidadão (opcional).

BOLSA FAMÍLIA

– Cartão social e senha ou Documento de identificação;

Nos casos em que o beneficiário tenha perdido o cartão e documentos de identificação, poderá sacar o benefício mediante apresentação de Declaração da Prefeitura.

*O Cartão Social (Cartão do Cidadão) facilita o recebimento do FGTS, Bolsa Família, Seguro Desemprego, e outros benefícios, permitindo o saque nas Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui ou autoatendimento no limite de até R$ 1.000,00.

SERVIÇO

CONTA PARA DOAÇÃO

Conta da Defesa Civil – RJ
Banco: Caixa Econômica Federal -104
Agência: 0199
Operação: 006
Conta: 2011-0
CNPJ: 42.498.717/0001-55

Outras informações: SAC Caixa (0800 726 0101)

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Campanha #SOS Chuva

A iniciativa é da Paula, autora do blog Mulherzinha. Pelo Twitter, nesta sexta-feira, fez a convocação para unir a blogosfera – e a twittosfera, lógico – em uma campanha para ajudar as vítimas das enchentes no Rio de Janeiro, Minas e São Paulo.

A situação no Rio é uma das mais críticas e, infelizmente, é tragédia anunciada, como analisou o jornalista Paixão Barbosa, autor do Política & Cidadania.

Atendimento às vítimas da chuva no Rio de Janeiro. Em Teresópolis, médicos e enfermeiros trabalham em posto improvisado na igreja de Santa Luzia. A foto é de Valter Campanato - Agência Brasil

Mas, independente de apontar culpados ou reclamar dos governos da maioria das cidades e estados brasileiros que sofrem com chuvas demais ou de menos todos os anos, o objetivo aqui é atender ao chamado e ajudar na campanha.

Segundo o post de Paula, os itens mais urgentes são esses:

  • Água potável
  • Alimentos não perecíveis: Achocolatado em Pó, Açúcar, Arroz, Biscoito Doce,  Biscoito Salgado, Extrato de Tomate, Farinha de Trigo, Feijão, Fuba, Leite em Pó, Macarrão, entre outros;
  • Roupas
  • Cobertores
  • Colchonetes
  • Itens de higiene pessoal: sabonete, pasta de dente, escova de dente e fralda descartável, entre outros.
Na comunidade de Vieira, em Teresópolis, moradores limpavam a lama e os escombros dos desabamentos nesta sexta-feira, dia 14. A foto é de Valter Campanato - Agência Brasil

Para saber onde doar, tem endereços aqui no site do Jornal Hoje. E há também o site da Cruz Vermelha, que vocês acessam neste link.

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Atendendo a pedidos: Reflexão de São Thiago sobre o silêncio

Uma leitora que gostou do meu último artigo aqui no blog, sobre a amizade, ficou curiosa em ler a reflexão (ou oração para quem preferir) de São Thiago Apóstolo, que cito na abertura do texto. Atendendo ao pedido de Lory, segue abaixo, na íntegra. É um texto pequenininho, mas que abre margem para muita análise.

Coincidência é que hoje vi algumas amigas conversando no Twitter, revoltadas com toda razão, sobre o péssimo hábito de certos twitteiros de usar o microblog para ficar destilando veneno e preconceitos contra outras pessoas. As meninas não citavam nomes, não caiam na armadilha da maledicência, claro! Apenas debatiam o quanto de mesquinharia povoa este mundo.

De fato, o “silêncio” precisa ser refletido…

MEDITAÇÃO

“O homem perfeito é aquele que não peca por palavras.

Realmente, quanta gente não mata a sua alma somente porque não soube refrear a língua. N. Senhor dizia que não é pecado o que entra pela boca, mas o que sai do coração. A reputação alheia precisa ser tão cara quanto a vida do próximo. Assim, não se deve divulgar o que os outros não têm o direito de saber ou aquilo que é de dever ficar em segredo. Quantas vezes a falta de silêncio em torno de certos assuntos não é também uma falta de caridade!

Maria Santíssima vivia no silêncio, e no entanto, se quisesse, teria tanto do que falar! O silêncio ensina tantas coisas! Seguir a escola de Maria, recolher-se à majestade da meditação e da oração não falando senão quando for absolutamente necessário e fugindo totalmente a comentar os defeitos, as fraquezas ou mesmo do próximo é a verdadeira sabedoria.”

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Amizades “solares” e amizades “pé no chão”

*Texto e reflexões de Andreia Santana

Acordei com vontade de refletir sobre a amizade, um tema que já foi abordado aqui no blog algumas vezes, mas que é daqueles recorrentes. Fiquei pensando nos diversos grupinhos por onde transitamos e também no que certos amigos podem significar para nós. Lembrei das amizades “solares” e daquelas “pé no chão”, todos conhecemos amigos assim. O que me motivou foi um trecho de uma oração que li ontem à noite. Quem costuma acompanhar o que escrevo, aqui ou nos outros blogs que mantenho, sabe que não tenho religião definida e nem gosto que tentem me convencer a abraçar uma. Mas tenho um sentimento, digamos, de religiosidade filosófica, que transcende os credos. Talvez essa “conexão mística reflexiva” venha do interesse enorme pelas mitologias: a oriental e a ocidental.

Mas, qual a relação da religiosidade com amizade? Já explico. Na oração que estava lendo, um dos trechos da novena para Santa Edwiges, de quem minha mãe é devota, há uma meditação de São Thiago – o apóstolo – sobre o silêncio, mais precisamente o não pecar por palavras. Basicamente, o trecho fala da necessidade de saber calar, de não “se divulgar o que os outros não tem o direito de saber”. Mais adiante, em outra frase, o santo reflete o seguinte: “Quantas vezes a falta de silêncio em torno de certos assuntos não é também uma falta de caridade!”

E aí é que faço a conexão entre essa oração lida e minha inquietação com a amizade. Em outras ocasiões já defendi que gosto sempre de saber a verdade, mesmo que ela doa. Mas, refletindo um pouco mais a questão, tem momentos na vida em que é melhor não saber por exemplo, o que dizem pelas nossas costas. Isso porque, de nada vai servir saber que alguém não gosta de nós a ponto de destilar veneno sempre que possível ou mesmo de criticar uma decisão ou trabalho nosso, sem sequer ter se dado ao trabalho de investigar melhor o tema ou as nossas motivações para agir de uma forma e não de outra.

Pessoalmente, prefiro saber  daqueles que gostam de mim, relegando à mais fria indiferença os que não gostam. Também tenho verdadeira repulsa por frases do tipo: “só estou te contando isso para abrir seus olhos”. É aqui que entraria o que São Thiago chama de falta de caridade e que eu, no meu modo “pagão”, chamo é de falta de respeito, de carinho e de solidariedade. E sim, amigos, mesmo que sem intenção declarada, são capazes de cometer tanto falta de respeito, quanto de carinho ou solidariedade. E nós também. Basta fazer um exame de consciência profundo, que em algum momento iremos encontrar uma frase, uma resposta, uma palavra desferida na direção de um amigo com a precisão de uma flecha no peito. Por menos que gostemos de admitir, há momentos em que somos cruéis ou então, vítimas da crueldade, até mesmo dos mais íntimos.

Voltando aos dois tipos de amizade que estou analisando aqui neste post, nossos amigos “pé no chão” são aqueles que vira e mexe nos puxam para a realidade dura da vida, geralmente quando estamos “viajando demais na maionese”. Eles são mais que necessários para contrabalançar as forças, principalmente se temos uma tendência a devanear em excesso e alguma dificuldade de retomar o foco depois. Mas, esses mesmos amigos “pé no chão”, em alguns momentos, perdem a medida. Há ocasiões, bem sabemos, em que a verdade não precisa ser jogada na nossa cara com tanta veemência, ou que temos até o direito de quebrar a cara para ver como é a sensação. Não é necessário mentir ou adoçar a pílula como diz o ditado, mas basta fazer silêncio. Não tocar naquele assunto que abre feridas, não azedar o dia com as fofocas de bastidor que infelizmente, tornam-se cada vez mais norma neste mundo. Não exercer a crueldade infantil da pirraça, provocando discussões bobas.  Não fazer uma crítica só pela crítica, sem de fato contribuir para o crescimento do outro. E aqui, vale um adendo: em alguns casos, essa necessidade tão grande de nos “puxar para a realidade” nada mais é do que uma estratégia que nosso amigo “pé no chão” tem de estar sempre certo, de apontar o dedo e dizer: “eu não te disse!”

Até a lua, mantém sempre uma face oculta

Amigos, por mais íntimos, não estão insentos do sentimento de superioridade e tampouco de sentir inveja. Antes de ser o confidente de todas as horas, ele é humano e como tal, está apto a querer a vida do outro se essa parecer mais interessante que a sua própria. A questão não é sentir, mas saber o que fazer com os sentimentos. A sabedoria não é apregoar aos quatro cantos a perfeição muitas vezes inexistente, mas admitir a imperfeição e buscar mudar de postura. No mínimo, avaliar se aquela crítica ou “puxada para realidade” tem a real motivação de ajudar ou é só uma forma de “punir” o outro por ele ser ou ter aquilo que nos falta.

Já os amigos “solares” tem uma vantagem em momentos de necessidade de silêncio ou naqueles de dor. Eles podem não servir para analisar a questão com você sobre todos os ângulos possíveis e nem vão te jogar verdades na cara que o farão amadurecer, tampouco são os melhores trabalhadores por uma causa e nem pense que vão segurar sua barra, dividir a responsabilidade por um projeto, doar-se sem esperar recompensa. Mas certamente, saberão elevar o seu astral. Com sorrisos, conversas frívolas, distrações, os amigos solares irão desviar o seu foco da ferida e fazer com que você relaxe. E, de maneira indireta, essa também é uma valiosa contribuição, porque quando nos afastamos de nós mesmos, quando estamos tranquilos para pensar melhor no assunto, geralmente a solução para aquela crise surge como num passe de mágica.

Amigos “pé no chão” tendem a bancar nossos pais, mesmo de forma inconsciente, porque estão eternamente preocupados com o nosso bem-estar e perguntam tantas vezes como estamos nos sentindo, que acabam nos fazendo passar mal. Interpretam qualquer sinal de cansaço, desânimo e melancolia – somos humanos e propensos a qualquer desses momentos na vida -como sinais de fraqueza ou instabilidade. Isso porque geralmente, os amigos “pé no chão” são ou buscam ser pessoas muito centradas. No entanto, é bom que eles lembrem que a instabilidade faz parte da essência humana tanto quanto a certeza. Ninguém é uma coisa só, nem a Lua, que sempre mantém uma de suas faces na sombra. Mas, temos de reconhecer, sem um bom “amigo pé no chão”, corremos o risco sério de cair na autopiedade ou de nos perdermos em ilusões que podem nos ferir mais profundamente. Além disso, ao contrário dos “solares”, esse tipo de amigo carrega o piano com você.

Ferris Bueller (na foto, à frente), o típico amigo "solar"

Os amigos que chamo de “solares” são aqueles que tem a capacidade de tornarem-se um bálsamo naquelas horas em que não queremos analisar ou decidir nada, mas apenas viver um dia de cada vez. Eles que costumam incentivar todas as nossas loucurinhas, inclusive escolhem a jaca mais madura para que a gente enfie o pé. Podem não ser úteis para apontar nossos defeitos, nos fazer crescer e assumir responsabilidades, mas nos divertem e a vida sem diversão é impraticável. Uma vez que ele leva a vida despreocupadamente, pode perder o limite tênue que separa a independência do egoísmo, ou confundir autoestima elevada com egocêntria. Ou ainda, não perceber que a hora do recreio acabou. Mas para isso, para lembrar que toda diversão tem um fim, é que existem os “amigos pé no chão”, com sua sisudez e um pouco de peso que mantém o equilíbrio do nosso senso de gravidade.

Não pretendo aqui eleger qual tipo de amizade é mais valiosa, se a “pé no chão” ou a “solar”. Tampouco estou afirmando que não existam pessoas que tenham um pouco de cada, mas essas são criaturas raras. Quero apenas mostrar – acredito nisso – que há momentos na vida em que nos inclinamos mais para um tipo do que para outro.

De qualquer modo, a única maneira que conheço de fazer com que tanto um tipo de amigo quanto o outro respeitem os seus momentos de luz ou de sombra é falar para eles, sinalizar que naquele momento, você quer mais leveza ou mais responsabilidades na relação.

Tendemos a achar que nossos amigos nos conhecem com perfeição e que por isso não precisaríamos ficar sinalizando nada. Ledo engano. Se nem nós mesmos nos conhecemos com profundidade, como um amigo, mesmo aqueles trazidos desde a infância, vão conhecer? Geralmente, eles usam  a si mesmos como parâmetro para se comportar e relacionar conosco. Todos nós fazemos isso, levamos para uma relação aquilo que temos. E o que temos de fato é a nós mesmos, nossas convicções, os aprendizados, a educação que recebemos, nosso modo de apreender o mundo, que não é – e nem deve ser – igual a dos outros, independente de ser uma amizade antiga.

Bem sei que jogar com todas as cartas na mesa às vezes é utopia, porque se para algumas pessoas a transparência é importante, para outras suscita mal-entendidos, mágoas e interpretações equivocadas. Mas na medida do possível, é preciso dizer ao outro como nos sentimos em relação às suas atitudes. Independepente do tipo de amigo que você cultive, uma coisa é certa, ele não vêm com bola de cristal.

*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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Test Drive: Máscara Even da Mary Kay

Essa é a máscara que Mari me emprestou para testar aqui para o blog

*Texto e testes por Andreia Santana

A série Test Drive está de volta em 2011 e começo o ano contando a experiência que fiz com a Máscara Even Complexion TimeWise, da Mary Kay. Descobri a marca há exatamente um ano, em janeiro de 2010, com Mari Mendes, amiga e consultora. Essa máscara que usei foi emprestada por ela, justamente para testes aqui no blog.

A máscara Even é potencializada se usada com a sua dupla, a Loção Even Complexion. Mas testei só a máscara, até porque já uso outros produtos das demais linhas da MK e até fiz test drive por aqui, ano passado, do Kit Milagroso.

A promessa na revista The Look – publicação que traz os lançamentos, dicas de beleza e também o guia de compras da MK – é de que a máscara Even promove uma hidratação que prolonga a sensação de maciez e dá à pele opaca, aquele aspecto luminoso e radiante, além de uma aparência descansada e nutrida. Vale ressaltar ainda que em 2010, esse produto obteve o Prêmio Nova de Beleza (da revista Nova), de Melhor Máscara Facial.

Usei três semanas seguidas, duas vezes em  cada semana, ou seja, um total de seis aplicações. Na minha pele, que é oleosa e com tendência à acne, o resultado de que mais gostei é que o rosto ficou hidratado e luminoso, como o folheto prometia, mas sem brilhar. O efeito matte – ao menos em mim ajudou a diminuir a oleosidade – foi o melhor dessa máscara. Também gostei da sensação de maciez e do toque avelulado que ela deixou na minha pele. Ao contrário do que muita gente pensa, opacidade não atinge só peles secas, as peles oleosas também costumam perder o viço, porque ficam com aparência grudenta. Em mim, a máscara eliminou o “grude” da zona T e iluminou a região das maçãs do rosto, que é mais seca. Acredito que se tivesse usado junto com a loção  Even – que promete restaurar o tom natural da pele, dando aparência uniforme – o resultado seria muito melhor. Mas no geral, gostei do efeito e já penso em adquirir uma, junto com a loção, para continuar o tratamento. Conto para vocês, quando experimentar a dupla.

Serviço:

A máscara Even Complexion custa em média R$ 60,00 e a Loção Even, R$ 87,00. A Mary Kay trabalha com um sistema de venda direta, via Consultoras Independentes de Beleza. Minha consultora é a Mari Mendes:  (71) 9109-8493 ou [email protected]. Aqui em Salvador, indico também a Sarah Lemes (que já é diretora da marca) – (71) 9114-1507. Mas, para quem está fora da Bahia, acesse aqui, basta botar o CEP da sua cidade que a MK te dá a lista de contatos das consultoras pelo país. E para saber mais sobre os produtos, acesse o site oficial da MK.

**Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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Artigo: Feliz Ano Novo!

Em busca de um texto bacana para levar vocês à reflexão neste começo de 2011, encontrei no e-mail do blog o artigo abaixo, do escritor Célio Pezza. Espero que gostem da escolha…

Feliz Ano Novo!
*Célio Pezza

Entre os povos do nosso mundo é costume no final de ano desejar um Feliz Ano Novo, mas o que isto realmente significa? Falamos a mesma frase desde há muito tempo, mas o mundo não parece estar mais feliz a cada ano que passa. Basta seguirmos a notícias do dia a dia pelo mundo e constataremos esta triste verdade. Continuamos a ter milhões de pessoas morrendo de fome ou doentes pela falta de uma nutrição mínima adequada, milhares sem teto perambulando pelas ruas, drogados em todos os cantos do planeta, pilhas de mortos e mutilados pelas guerras, famílias desesperadas pelo fantasma do desemprego e falta de futuro digno, desastres ambientais criminosos ou naturais de todas as espécies e assim por diante. Alguns dirão: Foi sempre assim! E não estão errados, pois foi sempre assim e de acordo com minha opinião e de muitos outros observadores, está piorando a cada ano que passa.

O que está errado? Todos desejam Feliz Ano Novo, mandam cartões, trocam presentes e o novo ano piora um pouco mais no aspecto global.  Evidente, para muitos o ano melhora e tudo de bom acontece. O meu questionamento é em relação ao planeta como um todo, olhando para todas as regiões onde exista um ser humano profundamente necessitado.

O que está errado? Será que desejamos um Feliz Ano Novo, mas não fazemos nada para que ele se transforme e simplesmente ficamos assistindo o mundo desmoronar? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos a bater na mulher, filhos, e ser o mesmo “machão” estúpido de sempre? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos roubando e fazendo acertos “por baixo dos panos” e prejudicando alguém como sempre? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos comercializando drogas para um batalhão de viciados? Desejamos um Feliz Ano Novo e continuamos a ser o mesmo preconceituoso e intolerante de sempre? O que está errado?

Será que infelizmente este “Feliz Ano Novo” é somente uma frase pronta que repetimos da boca para fora, pois é de bom tom fazê-lo no final do ano? Faz parte da nossa cultura e tradição, ficar repetindo como papagaios e mandando cartões e mensagens das mais variadas formas? Será que é isto? Somos papagaios que repetem frases e na verdade nem sabemos seu significado? Para ser de verdade um ano novo feliz, precisamos uma coisa fundamental: mudarmos nós mesmos. Não nos preocuparmos em repetir frases prontas ou mandar e-mails bonitos e cheios de estrelinhas piscando ao redor de taças de champanhe e pacotes de presentes.

O Ano Novo ou Réveillon é a celebração do término de um ano e o início de outro. A palavra réveillon vem do francês réveiller que significa acordar, despertar. Vamos neste final de ano, despertar para esta triste realidade e mudar. Deixar de lado os preconceitos, as mesquinharias, o ódio, a ignorância, a maldade, a brutalidade, o desamor, o conceito de “levar vantagem” e a intolerância. Desta forma, quem sabe teremos um Feliz Ano Novo de verdade.

Feliz Despertar a todos!

*Célio Pezza é escritor (www.celiopezza.com), mas tem sua formação acadêmica em Química e Administração de Empresas. Nascido em Araraquara, interior de São Paulo, mora atualmente em Veranópolis, no Rio Grande do Sul. É autor de obras em português e inglês. Para saber mais, visite também o blog do autor.

**Material enviado ao blog pela Ralcoh, assessoria do autor, e publicado mediante autorização e respeitando a autoria e citação da fonte.

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Resultado da promoção de Aniversário IV – valendo o Kit Sebastian by Barber Beauty

Dessa vez a promoção superou todas as expectativas! Mesmo entrando no ar na semana entre o Natal e o Reveillon, ao todo recebemos 74 inscritos para disputar o Kit Sebastian/Wella cedido pela rede de salões Barber Beauty para o ciclo de promoções de aniversário do blog. Ao todo, agora em dezembro, fizemos quatro sorteios.

Antes de divulgar o nome da pessoa vencedora, revelado pelo programinha on line que usamos, o Daydreaming, gostaríamos de agradecer a todos os 74 participantes por terem entrado na brincadeira e contribuído inclusive para sua divulgação. Beijos especiais às meninas blogueiras que deram link para o sorteio nas suas páginas pessoais.

Queremos ainda enfatizar que em nenhuma das promoções feitas no blog, exigimos que os participantes sejam ou tornem-se seguidores aqui ou nas redes que usamos. No máximo, pedimos para postar uma frase, escolher um número, dar um RT, ou até, responder um quiz… Acreditamos que quem entra no Conversa já sabe que fazemos tudo com capricho, carinho e grande responsabilidade. Logo, independente de ganhar ou não um prêmio, quem gostar do espaço vai nos frequentar e quem não gostar, não volta nem sendo sorteado.

Esse aqui é o brinde da pessoa sorteada. Formado por 1 Shampoo, 1 Condicionador, 1 mini finalizador e 1 folder da marca Sebastian/Wella, tudo arrumado na sacolinha Barber Beauty, rede de salões que trabalha com exclusividade com essa linha aqui em Salvador

Mas, deixando de papo furado, vamos ao que interessa. Como vocês veem nas telas abaixo, colocamos os 74 nomes participantes, um embaixo do outro, no Daydreaming. Desta vez, porém, como havia leitoras com nomes parecidos e algumas usaram sobrenome e outras não, seguimos o seguinte: arrumamos os nomes no programa na ordem em que os comentários apareceram no post da promoção, ou seja, da primeira pessoa que comentou até a última. Para cada uma dessas pessoas atribuimos um número em ordem crescente. A primeira pessoa que comentou é a 01 e a última é a 74.

Depois, clicamos no botãozinho sortear e o sistema fez seu sorteio aleatório, escolhendo um dos nomes. E como vocês vão ver na tela abaixo, a grande vencedora dessa vez foi a Vanessa dos Santos. Parabéns, Vanessa!!

A regrinha para Vanessa resgatar o prêmio dela é a seguinte: Até o dia 05/01/2011, ela terá de responder ao e-mail que enviamos, informando o endereço de postagem do seu brinde via Correios. Quem leu as regras da promoção já sabe que só vale endereço de recebimento no Brasil. Se até o dia 05/01 a Vanessa não se manifestar, no dia 06/01/2011 iremos refazer o sorteio entre os 73 participantes restantes e ela perderá o direito ao brinde e também não poderá participar do novo sorteio.

Aproveitando que estamos no último dia de 2010, desejamos um Feliz Ano Novo a todos os leitores do blog e fazemos votos de que 2011 seja um ano super positivo, de realizações e bençãos. Que vocês comecem com o pé direito e muito ânimo.

Grande abraço a todos e até o ano que vem!

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Citação: “As meninas se cansam de usar o mesmo vestido esfarrapado…”

O vestidinho vintage é um dos modelos do blog Vestido Nosso de Cada Dia. E a citação, um trecho de que particularmente gostei no novo livro da Meg Cabot… Divirtam-se!

“- Como é que você ficou assim tão esperta? – pergunto, chorosa.

– Sou formada em psicologia, lembra?

Concordo. O novo emprego dela é fazer aconselhamento a mulheres em um programa sem fins lucrativos que ajuda vítimas de maus-tratos domésticos a encontrar moradia alternativa, conseguir mandados de proteção e assegurar benefícios públicos como vale-alimentação e auxílio financeiro para os filhos. Do ponto de vista salarial, não é lá grande coisa. Mas o que Sharie não recebe financeiramente, compensa por saber que está salvando vidas e ajudando as pessoas (principalmente mulheres) a conseguir uma vida melhor para si e para os filhos.

Mas, se você for pensar bem, nós que trabalhamos no ramo da moda fazemos a mesma coisa. Não salvamos vidas, necessariamente. Mas ajudamos a vida a ser melhor, do nosso jeitinho. É como diz a canção… as meninas se cansam de usar o mesmo vestido esfarrapado todos os dias.*

Nossa função é arrumar uma roupa nova para elas (ou pelo menos uma velha reformada), para que possam se sentir um pouco melhor com elas mesmas.”

*Da música Try a little tenderness, de Irving King e Harry M. Woods.

(in CABOT, Meg. A rainha da fofoca em Nova York, p. 48. Ed. Galera – Record, Rio de Janeiro, 2010.)

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