Luto: Morre Zilda Arns, mulher que fez a diferença

Zilda Arns em uma de suas palestras. Crédito das imagens: Agência Brasil

A médica pediatra e sanitarista Zilda Arns, criadora das pastorais da Criança e do idoso, indicada ao prêmio Nobel da Paz em 2006, foi uma das vítimas do forte terremoto que abalou o Haiti e foi sentido em boa parte do pacífico caribenho nesta terça-feira à noite. Zilda Arns viajou ao Haiti para fazer uma palestra sobre combate à desnutrição e voltaria para casa no próximo sábado, dia 16. Infelizmente, quis o destino que ela estivesse no local de uma tragédia de grandes proporções. Foram três terromotos, um deles alcançou 7 graus, o mais alto na escala Richter. Os abalos derrubaram um hospital e diversos edifícios e casas, ferindo moradores e turistas de Porto Príncipe, a capital haitiana. Também atingiu as instalações do exército brasileiro – há tropas do país, inclusive baianos, servindo nas forças de paz da ONU naquela ilha – e até a embaixada brasileira foi afetada. Enquanto os governos do Brasil e EUA tentam mitigar o sofrimento dos haitianos e descobrir informações sobre as vítimas, Conversa de Menina faz uma singela homenagem à Zilda Arns, uma mulher que sem dúvida, ao longo dos seus 76 anos de vida, fez a diferença.

Alguns anos atrás, fui uma das repórteres que entrevistou a médica durante um evento da pastoral da criança, em Salvador. Fiquei impressionada com a força de caráter e a bondade e delicadeza demonstrados por aquela senhora quase da idade da minha mãe, tão ativa e dinâmica, cheia de energia e com tanta vontade de ajudar aos outros. Incansável, ela vivia viajando, militava pela diminuição da mortalidade infantil nos países subdesenvolvidos, militava contra  a fome, era inteligentíssima e profunda conhecedora da natureza humana.

Para quem tem curiosidade em saber mais sobre quem foi Zilda Arns, abaixo uma resumida biografia:

Pediatria social era uma das especialidades da médica, incansável militante no combate a mortalidade infantil e manterna

Zilda Arns nasceu em agosto de 1934, em Santa Catarina. Era irmã do cardeal e arcebispo de São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns.  Estudou medicina em Curitiba e escolheu a pediatria como carreira, tendo trabalhado durante anos em prol da diminuição da mortalidade infantil e materna e pelo fim da violência doméstica contra crianças. Ao longo da carreira, fez dezenas de cursos de especialização: em medicina sanitária, educação física, pediatria social, educação em saúde materno-infantil. No começo dos anos 80, ela coordenou a primeira grande campanha de vacinação contra a poliomielite em Santa Catarina e o método que ela desenvolveu foi posteriormente adotado pelo Ministério da Saúde em todo o país. Em 1983,  criou a Pastoral da Criança e desde então, percorreu diversos países no seu trabalho como médica, sanitarista e divulgando os trabalhos da pastoral. Os caminhos da solidariedade levaram Zilda Arns até a Indonésia, Angola, Estados Unidos e quase toda a Europa. Graças ao trabalho na pastoral da Criança, essa mulher que ainda encontrou tempo para criar cinco filhos sozinha – ficou viúva em 1978 – recebeu da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a missão de criar a Pastoral da Pessoa Idosa, o que ela fez em 2004. Por sua luta em prol da infância, Zilda Arns recebeu diversos prêmios e títulos nacionais e internacionais. Além da indicação ao Nobel, um dos prêmios internacionais de destaque foi o título como “heroína da saúde pública das Américas”, concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

Leia Mais

Encontro de blogueiras em Salvador: um sucesso!!

Foto "roubada" do blog de Liana: Fernanda e Rosa, donas da Garimpo Quatro Estações, Liana Barros e Dani Freitas

Hoje participamos de um evento super especial, o primeiro encontro de blogueiras de Salvador, organizado pela jornalista e autora do Simplesmente Elegante, Márcia Luz. Foi maravilhoso o encontro!!! Eu e Andreia Santana, representamos o Conversa de Menina e o Moda de Menina, e falamos um pouco da experiência de construir um blog, das formas de incremento de acessos e do mercado de blogues em geral. Liana Barros, uma amiga querida de muitos anos, e talentosíssima designer das bolsas Intuitif falou sobre sua experiência como blogueira e a força do blog para a marca. A partir do site, ela criou um blog belíssimo, o Intuitif News. Eu, inclusive, sou leitora assídua. A Gabriela Cruz, contou também suas experiências como blogueira. É ela uma das cabeças que está por trás do Blog Bazar e Cia.

A experiência foi muito gostosa. Sem contar a recepção, com direito a salgados e lembrancinha da Garimpo Quatro Estações, que sediou o evento, e fica lá no Shopping Boulevard 161, no Itaigara. Aproveitem e passem por lá, que a loja é um mimo. Tem tanta coisa linda que a gente entra e nem dá mais vontade de sair de lá. Ficamos super contentes pelo convite de Marcinha e mais ainda por termos conhecido pessoas tão especiais. A Marcia ficou de nos mandar a lista com todos os blogues das participantes do encontro. Assim que ela fizer isso, prometo colocar aqui a listagem, para que vocês possam conhecer melhor o trabalho de algumas das blogueiras soteropolitanas. Para vocês terem uma ideia, estou colocando abaixo umas fotinhas.

Eu, Márcia Luz e minha parceira de blog, Andréia Santana
Eu, Márcia Luz, e minha parceira de blog, Andréia Santana
Blogueiras reunidas

Leia Mais

Mulheres ocupam postos do canteiro de obras ao alto escalão

Recebemos duas informações interessantes, de fontes diferentes, sobre o mercado de trabalho feminino no Brasil. Enquanto uma pesquisa revela que as meninas ocupam 36% dos cargos de liderança em empresas brasileiras, um projeto mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego, voltado para capacitação técnica de profissionais na construção civil, mostra que 85% das turmas em cursos como pedreiro e eletricista são formadas por mulheres. Sem dúvida é o tipo de conhecimento que merece ser difundido, até para acabar com essa ideia ainda vigente de que existem profissões exclusivas para cada gênero. De jeito nenhum! Seja no alto escalão de uma multinacional ou como responsável técnica numa obra, estamos conquistando espaço e arduamente vencendo preconceitos. Profissional bom ou ruim, existe de qualquer sexo. O que vai determinar quem fica com a vaga é o talento, a iniciativa, o nível de conhecimento e a disposição para realizar a tarefa.  Confiram detalhes abaixo:

=====================================

Mulheres ocupam 36% dos cargos de liderança em empresas brasileiras

Estudo exclusivo conduzido pela Great Place to Work, com base na análise da pesquisa Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil, mostra que 43% dos postos de trabalho das 100 empresas que integram a edição 2009 do ranking, são ocupados por mulheres, sendo 36% postos de liderança versus 64% de ocupação masculina. Essas empresas contam juntas com 403.587 profissionais, dos quais 174.902 são mulheres – 19.586 em postos de chefia.

Para se ter uma ideia da ascensão feminina no ambiente corporativo brasileiro, em 1997 apenas 11% dos cargos de liderança eram ocupados por mulheres. Nos Estados Unidos, em 2009, das 100 Melhores Empresas para Trabalhar, apenas quatro têm mulheres na presidência.

No Brasil, o estudo revela que nas empresas presididas por mulheres, o índice de confiança dos funcionários é maior: 83% versus 81% nas empresas lideradas por homens. Em contrapartida, as mulheres demonstram níveis de satisfação menores do que os homens: na média geral, o índice de satisfação é 83% contra 76% das mulheres. A análise mostra que apesar de todo o avanço da participação feminina no mercado de trabalho, ainda existem diferenças importantes – atuando em uma mesma posição profissional, a mulher ganha menos, leva mais tempo para atingir cargos de liderança e dedica mais tempo ao estudo, formação e aprimoramento profissional.

Segundo Ruy Shiozawa, CEO do Great Place to Work, as Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil buscam incorporar no modelo de gestão características femininas como maior capacidade de delegar; facilidade no relacionamento interpessoal; talento para gerir equipes; e poder de negociação. “A valorização dessas características por parte das empresas representa uma importante evolução, pois o cenário era outro quando iniciamos a pesquisa há mais de uma década. No passado, as mulheres selecionadas para cargos de liderança, dadas as enormes dificuldades para ocupar espaço, deixavam de lado as características femininas, pois precisavam apresentar um comportamento idêntico ao dos pares masculinos”, avalia o executivo.

Shiozawa acrescenta que em tempos de crise econômica mundial, as características presentes no perfil feminino de gestão são ainda mais valorizadas. “Não por acaso, registramos o aumento da presença das mulheres nas Melhores Empresas para Trabalhar, em 2009, tanto em cargos de chefia, quanto na presidência”, salienta.

Mulheres na presidência das Melhores Empresas para Trabalhar:

–  BRASILATA: Amélia Ramos Heleno

–  BYOFÓRMULA: Yukiko Eto

–  CULTURA INGLESA: Maria Lucia Willemsens

–  ERICSSON: Fatima Maria Queiroga Raimondi

–  INSTITUTO ITAÚ CULTURAL: Milu Vilella

–  LABORATÓRIO SABIN: Janete Ana Ribeiro Vaz e Sandra Santana

–  MAGAZINE LUIZA: Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues

–  PREZUNIC: Andrea Dias da Cunha

–  QUINTILES BRASIL: Marisa Sanvito

–  ZANZINI MÓVEIS: Palmyra Benevenuto Zanzini

Em 2008, das 100 Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil, oito contavam com mulheres na presidência: Byofórmula, Cultura Inglesa, Laboratório Sabin, Magazine Luiza, Okto, Prezunic, Quintiles Brasil e Zanzini Móveis.

A pesquisa Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil é baseada em duas avaliações: uma com os funcionários, que respondem a um questionário composto de 57 itens e duas questões abertas, nas quais destacam os principais pontos fortes da empresa e as suas oportunidades de melhoria. A outra avaliação é realizada com a própria empresa, que detalha as práticas de gestão de pessoas.

Presença feminina também canteiros de obras – Na Associação de Apoio Comunitário à Educação, à Cultura e à Cidadania (ACAFAG), que ministra cursos gratuitos de formação técnica geral em Salvador e duas cidades da região metropolitana (Candeias e São Francisco do Conde), 85% das alunas dos cursos de pedreiro/azulejista, eletricista/encanador e carpinteiro/armador são mulheres. Tanto que a entidade, mantida pelo Programa de Formaçãop Profissional do Ministério do Trabalho e Emprego, abriu este ano uma turma só para as meninas. Em 2010 eles devem repetir a iniciativa. Para as interessadas, o endereço da ACAFAG é Estrada do Coqueiro Grande, 126, Cajazeiras. Telefone: (71) 3305-0935 e e-mail: [email protected]

*Material encaminhado ao blog pela assessoria de comunicação do Great Place to Work-Brasil e assessoria de comunicação da ACAFAG.

Leia Mais

**Artigo: Violência Doméstica Contra a Mulher

Nesta quinta-feira, em que a imprensa baiana mais uma vez divulga crimes praticados contra mulheres, publicamos aqui no Conversa de Menina um artigo assinado pela advogada Gislaine Barbosa de Toledo, analisando os três anos da Lei Maria da Penha e a omissão do Estado em fazer com que este conjunto de normas de proteção às mulheres seja de fato posto em prática. Aqui em Salvador, um homem confessou o estupro e assassinato de uma menina de 13 anos, sendo que o criminoso é reincidente e já havia feito outras vítimas, sido preso, solto e preso novamente (assista aqui reportagem). Além disso, o secretário de Segurança Pública da Bahia divulgou que este ano o número de estupros aumentou 26% na capital baiana (leia aqui). Muito temos batido na tecla contra a violência e nossos leitores nos incentivam a continuar abordando o assunto. Por isso, nos ajudem a divulgar esses crimes hediondos. Denunciar os agressores, sejam estupradores ou quem se julga, errada e absurdamente, no direito de bater na mulher; além de exigir da justiça que cumpra seu papel, é nossa forma de luta. Quanto mais informações fizermos circular, mais gente será conscientizada contra essa barbaridade.

=========================================

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER

*Gislaine Barbosa de Toledo

Maria da Penha, que batiza lei para coibir violência contra mulheres. Crédito da imagem: Antônio Cruz - Agência Brasil

A palavra violência é originária do latim violentia tendo como significado ato de violentar alguém, exercendo constrangimento sobre determinada pessoa obrigando-a a prática de algum ato contra a sua vontade.

Na busca de coibir esta forma de violência entrou em vigência a lei n.º 11.340 de 07 de Agosto de 2006, mais conhecida como lei Maria da Penha, a referida lei criou mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher em conformidade com a Constituição Federal art. 226 § 8.º, alterando também o Código de Processo Penal e o Código Penal e respectiva lei de Execuções Penais.

A pertinente lei também elencou sobre a necessidade de criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a mulher com a finalidade de que os processos pudessem ter mais celeridade.

Ocorre que diversas cidades brasileiras não possuem ainda uma vara especifica para tratar deste assunto, sendo que os juizados especiais criminais estão atendendo a referida demanda.

Três anos já se passaram da implantação da lei Maria da Penha e várias denúncias foram efetuadas, todavia, no âmbito judicial pode ser verificado que apesar da elevação de processos e denúncias, muitas vítimas desistem de prosseguir com os trâmites processuais, os fatores são vários como a elevação de idade, a dependência da renda do marido para sustentar a prole, vínculo afetivo e laços entre o pai e filhos.

Conforme notícia veiculada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, no dia 26/09/09, a Juíza Titular da Vara do 1.º Juizado de Violência Doméstica, Dra. Isabel da Silva, explica que as mulheres que mais denunciam as violências sofridas são as ex-companheiras, seguidas, estatisticamente, pelas companheiras, as ex-casadas e, por último, as casadas. As que mais se retratam e não representam contra os parceiros são as mulheres casadas e as companheiras, “justamente porque pretendem manter o vínculo com o agressor, seja pela dependência econômica, pela dependência emocional ou por ambas”, afirma a magistrada.

Continuando sua entrevista a Magistrada informa que o Tribunal possui um serviço Psicossocial Forense, serviço este que conta com uma equipe de psicólogos e assistentes sociais que orientam, esclarecem e ajudam as famílias, afirma a juíza. “Há notável mudança no comportamento das pessoas atendidas pelos grupos de apoio, após passarem por essa experiência. As mulheres mostram-se mais conscientes da necessidade de denunciar o agressor, como forma de prevenir, repelir e reprimir a violência. Os homens, por outro lado, tomam consciência de que a violência doméstica é crime, e o mais importante, que ela é prejudicial à saúde da família”.

A propagação da violência doméstica, geralmente efetuada pelo homem, está relacionada e associada a diversos fatores como problemas relativos ao alcoolismo e dependência química, falta de estrutura familiar em virtude da erradicação da pobreza, desemprego, aumento elevado de filhos e algumas vezes baixa escolaridade.

Vislumbra-se que a lei Maria da Penha é bastante severa e elencou os direitos da mulher quando esta sofre qualquer tipo de agressão, não podendo apenas sua divulgação ocorrer em data de aniversário de sua criação.

Também vislumbramos que a referida lei elenca no art. 8.º formas de prevenção da referida violência, como campanhas educativas, difusão da lei e inserção nos currículos escolares de todos os níveis de ensino sobre o problema da violência doméstica.

Infelizmente, não é isto que ocorre, pois as campanhas são insuficientes, a referida lei não é distribuída de forma gratuita às classes que não possuem acesso a internet, bem como ainda não ocorreu qualquer alteração nos currículos de ensino.

Coibir a violência doméstica vai além da punição e da denúncia, envolvendo principalmente aspectos educacionais.

Conclui-se que para dirimirmos a violência, a base começa na educação de crianças e jovens se estendendo ao seio familiar, pois a partir desta base sólida teremos a formação da personalidade e do caráter dos seres humanos, onde, através de vivências e aprendizado, os mesmos poderão modificar a triste trajetória que é a violência contra a mulher em nosso país.

Enquanto isto não ocorre compete aos órgãos públicos, conforme determinado na legislação, efetuar pesquisa de dados sobre a respectiva violência e a partir daí efetuar implementações sejam educacionais, sociais ou judiciais nas áreas que demonstrem aumento das mesmas.

Estamos vivendo a era da transparência, que a mesma sirva não só para verificação de direitos, mas, principalmente, para cobrança de deveres.

*Gislaine Barbosa de Toledo é advogada.

**Artigo encaminhado ao blog através da assessoria de comunicação do escritório Fernando Quércia Advogados Associados.

Leia Mais

*Acne na mulher adulta: mal da vida moderna

Para quem pensa que acne só ocorre na adolescência, nas últimas décadas, as mulheres adultas, com idade a partir dos 25 anos, também estão sofrendo com o problema. A doença é causada pelo estresse e pela grande carga emocional sofrida pelas mulheres nos dias atuais.

“Hoje em dia, a mulher trabalha mais, disputa espaço no mercado de trabalho, tem uma carga horária sobrecarregada e isso causa alterações hormonais. Esse descontrole reflete na pele, pêlos e cabelos (queda) e no ciclo menstrual”, explica a farmacêutica e química especialista em Cosmetologia Karoline Pellacani, coordenadora de pesquisa e desenvolvimento da Adcos.

A acne é uma doença do folículo pilossebáceo, que surge nas áreas que concentram maior número de glândulas sebáceas, como no rosto, pescoço, costas e na região do colo. Na mulher adulta existem dois tipos de acne: a chamada persistente, que se desenvolveu na adolescência e continua com o passar dos anos, e a de instalação tardia, que surge a partir dos 25 anos, sendo desencadeada por problemas hormonais devido à grande carga de estresse.

“Além do descontrole hormonal, o uso de cosméticos e maquiagem de maneira incorreta e a questão de não limpar a pele corretamente também são fatores que podem ajudar no surgimento da acne na mulher adulta”, completa Karoline.

“Existem vários fatores que podem levar ao aparecimento da acne, porém os principais estão relacionados com a hereditariedade e com o desequilíbrio hormonal. Este último ocorre durante a puberdade em cerca de 80% dos adolescentes e em mulheres com a síndrome do ovário policístico. Outros fatores envolvem o uso de certos medicamentos, cosméticos comedogênicos e stress”, acrescenta Karoline.

Processo inflamatório da acne na pele, com a infecção do folículo capilar por bactérias e a obstrução das glândulas sebáceas.

A manutenção de uma pele bem higienizada é indispensável à prevenção e controle da acne, causada principalmente por microorganismos chamados Propioniobacteium acnes. No entanto, é necessária uma avaliação de cada caso a fim de verificar se há a necessidade de intervenção médica e medicamentosa.

É importante verificar alguns fatores na hora de comprar um produto para resolver o problema da pele acneica, como:

– A seriedade da marca, pois os produtos destinados à acne exigem a realização de testes que garantem a eficácia e segurança do tratamento. Devem ser realizados sob a coordenação de dermatologistas.

– Resultados clínicos comprovados.

– Indicação de profissionais.

Passo a passo para prevenir cravos e espinhas:

1 – Aproveite o vapor da hora do banho para dilatar os poros do rosto. Logo, depois, esfregue suavemente a região onde há pontinhos pretos com uma gaze.

2 – Antes de dormir, lave o rosto com sabonete adequado para seu tipo de pele. Em seguida, com um algodão, passe adstringente ou tônico para uma limpeza mais profunda. Depois de enxaguar, aplique um ácido recomendado por um dermatologista para eliminar a acne.

3 – Pela manhã passe hidratante com filtro solar por toda a face, espalhando bem para que o produto penetre facilmente nos poros. Duas vezes por semana, use esfoliante facial para manter o rosto livre dos cravinhos.

*Fonte: Karoline Pellacani, farmacéutica e coordenadora de pesquisa e desenvolvimento da Adcos Cosméticos.

**Material encaminhado ao blog através da EBC – Escritorio Brasileiro de Comunicação

================================================

Leia mais:

>>Linha de produtos anti-acne

>>O que é acne? (site ABC da Saúde)

>>Acne: causas e tratamento (blog da Boa Saúde)

Leia Mais

Caso Uniban: carta de repúdio da UNE

Recebemos uma carta assinada pela diretoria de mulheres da União Nacional dos Estudantes (UNE) repudiando o ato da Universidade Bandeirantes (Uniban) que decidiu, pasmem, expulsar a estudante de turismo hostilizada, humilhada e atacada pelos colegas de curso por ter ido à aula usando uma minissaia. Reproduzimos a íntegra da carta, pois o alerta da UNE nos dá muito no que pensar enquanto sociedade (incluindo o papel da imprensa, que se arvora o título de representante da população), confiram:

=======================================

*UNE repudia expulsão da estudante de Turismo da UNIBAN

Diretoria de Mulheres divulga nova nota sobre o caso de machismo da UNIBAN

Episódio de violência sexista acaba em mais uma demonstração de machismo

No dia 22 de outubro, o Brasil assistiu cenas de selvageria. Uma estudante de turismo da Universidade Bandeirante (São Paulo) foi vítima de um dos crimes mais combatidos na sociedade, a violência sexista, que é aquela cometida contra as mulheres pelo fato de serem tratadas como objetos, sob uma relação de poder desigual na qual estão subordinadas aos homens. Nesse episódio, a estudante foi perseguida e agredida pelos colegas, hipoteticamente pelo tamanho de vestido que usava, e só pôde deixar o campus escoltada pela polícia. Alguns dos alunos que a insultaram gritavam que queriam estuprá-la. Desde quando há justificativa para o estupro ou toleramos esse tipo de violência?

Pasmem, essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo. A Universidade, espaço de diálogo onde deveriam ser construídas relações sociais livres de opressões e preconceitos, termina por reproduzir lamentavelmente as contradições da sociedade, dando sinais de que vive na era das cavernas.

Além de não punir os estudantes envolvidos na violência sexista, responsabiliza a aluna pelo crime cometido contra ela e a expulsa da universidade de forma arbitrária, como se dissessem que, para manter a ordem, as mulheres devem continuar no lugar que estão, secundárias à história e marginalizadas do espaço do conhecimento.

É naturalizado, fruto de uma construção cultural, e não biológica, que os homens não podem controlar seus instintos sexuais e as mulheres devem se resguardar em roupas que não ponham seus corpos à mostra. Os homens podem até andar sem camisa, mas as mulheres devem seguir regras de conduta e comportamento ideais, a partir de um padrão estético que a condiciona a viver sob as rédeas da sociedade, que por sua vez é controlada pelos homens.

Esse desfecho, somado às diversas abordagens destorcidas do fato na mídia, demonstram a situação de opressão que todas nós, mulheres, vivemos em nosso cotidiano. Situação em que mulheres e tudo o que está relacionado a elas são desvalorizados e depreciados. A mulher é vista como uma mercadoria – ora utilizada para vender algum produto, ora tolhida de autonomia e direitos, ora violentada, estigmatizada e depreciada. É essa concepção que acaba por produzir e reproduzir o machismo, violência e sexismo, próprios do patriarcado. Tal concepção permitiu o desrespeito a estudante.

Nós, mulheres estudantes brasileiras, em contraposição a essa situação, estamos constantemente em luta até que todas as mulheres sejam livres do machismo, da violência, do desrespeito e da opressão que nos cerca.

Repudiamos o ato de violência dos alunos contra a estudante de turismo, repudiamos a reação da mídia que insiste em mistificar o fato e não colocar a violência de cunho sexista no centro do debate e denunciamos a atitude da universidade de punir a estudante ao invés daqueles que provocaram tal situação.

Exigimos que a matrícula­ da estudante seja mantida, que a Universidade se retrate publicamente e que todos os agressores sejam julgados e condenados não somente pela instituição, a Uniban, mas também pela Justiça brasileira.

Somos Mulheres e Não Mercadoria!

*Diretoria de Mulheres da UNE -União Nacional dos Estudantes

==================================

Leia também:

>>O que Mary Quant diria sobre os universitários do ABC?

 

Leia Mais

O que Mary Quant diria sobre os universitários do ABC?

quant180x250
Quem diria que Mary Quant, lá nos anos 60, inventaria uma peça de roupa capaz de despertar tanto ódio

*Texto da jornalista Giovanna Castro

Outubro de 2009, século XXI, São Bernardo do Campo, cidade do complexo ABCD, pedaço do Brasil dos mais pujantes dentro do mais pujante estado e que se auto-vangloria de ser cosmopolita e moderno – São Paulo. Setembro de 1968, século XX, Atlantic City, Estados Unidos – então a maior potência mundial, título que ainda ostenta embora ultimamente bastante alquebrado pela crise -, controverso episódio Bra-Burning, ou Queima de Sutiãs, para os íntimos. Apenas quatro anos antes, a estilista Mary Quant havia criado a ousadíssima minissaia.

Uma distância de exatos 41 anos entre os dois períodos destacados não foi suficiente, no entanto, para evitar a execração pública de uma jovem de 20 anos,  estudante de Turismo da Uniban, no “B” do centro industrial paulista, que resolveu ir à aula com um vestido curto, não tão mais curto do que qualquer menina de hoje em dia usa na rua no nosso ensolarado e calorento país.

O que pode ter acontecido, fico me perguntando, ao mesmo tempo em que relembro as cenas de uma faculdade em fúria, alunos agitados, de celulares em punho gravando o acontecimento e prestes a pular em cima da moça? Centenas de homens e mulheres engrossavam os gritos de “puta! puta! puta!”, enquanto ela saía da sala de aula em que havia se refugiado – na tentativa frustrada de aguardar que os ânimos se acalmassem – visivelmente constrangida e escoltada por cinco policiais. “Eles estavam possuídos. Fiquei com muito medo”, disse a jovem, depois do ocorrido.

No que pensavam as moças e rapazes que se concentraram de forma ameaçadora expressando sua opinião intolerante em relação a uma minissaia? Que nem era tão mini assim conforme se vê no vídeos postados no Youtube pelos universitários… Penso na palavra “moral”, na expressão “bons costumes”, mas nada disso faz sentido quando se trata da massa revoltada.

São os mesmos que nas baladas se orgulham de ter beijado não sei quantos ou não sei quantas numa única noite, os mesmos que têm cada vez mais liberdade para dormir com seus namorados (as) na casa dos pais, que se reúnem em grupos identificados justamente pela roupa que vestem, que alardeiam a prática do sexo e curam suas consequências com a pílula do dia seguinte. Que contradição é essa? Hipocrisia?

E, mais do que isso, trata-se de jovens estudantes que, na academia, deveriam estar assimilando conteúdo, aprendendo a eliminar o preconceito, a respeitar os outros e usar da criatividade em prol da sociedade. Mas não, eles se aglomeraram para “protestar” contra a minissaia da colega. Me impressiona mais ainda o desprezo expressado no diálogo entre duas mulheres cujas vozes soam ao fundo da gravação: “Ela tá chorando gente”, uma delas se solidariza. Enquanto a outra cospe: “Dane-se!”.

minissaia180x250
Pernas femininas continuam virando a cabeça deles e delas

Injustificável a postura masculina diante do episódio, já que vivemos num mundo machista, apesar de quererem nos convencer de que as coisas estão mudando, porém imperdoável para as mulheres. Porque não a solidariedade? Porque não a proteção? Porque não a identificação? Por acaso aquelas meninas se sentiram ameaçadas no seu território? A jovem de vestido curto é uma ameaça para seus namorados, amantes, maridos, ficantes? Questão complexa, essa, até porque as escolas têm se transformado em verdadeiros desfiles de moda. Atualmente, meninas, adolescentes e jovens se arrumam para a escola como se estivessem indo pra uma festa, visando alcançar objetivos nada acadêmicos.

Este episódio reflete, a meu ver, uma crise de valores pela qual passa a sociedade contemporânea. Não já disseram que o direito de um termina onde começa o direito do outro? O que a jovem do ABC fez de tão ofensivo à alma e à conduta dos demais estudantes da Uniban? O que os estudantes da Uniban queriam fazer com essa moça, ao tentar invadir em massa a sala de aula em que ela se refugiara?

A contemporaneidade exige comportamentos e posturas diferentes, as coisas andam muito mais flexíveis, ainda que muito à beira do precipício do exagero. Só que não é possível voltarmos ao tempo da barbárie, do tacape e dos puxões de cabelo. Porque um vestido curto foi associado à prostituição? O que há de diferente nessa moça das top modelos das passarelas que mostram seus corpos, das atrizes que fazem cenas de sexo na novela das 19h e das meninas que saem à noite vestidas para matar o primeiro incauto que aparecer?

Chocante a atitude dos alunos, homens e mulheres, surpreendente a posição do segurança da faculdade: “Mas também que roupa curta, hein?”, disse irônico e desrespeitoso após ser chamado para proteger a aluna da turba desenbestada. Enfim, todo esse episódio me cheira àqueles comentários absurdos e neanderthais que, não raro, alguns fazem ao saber de notícias de estupro. “Ah, mas ela deu lugar, né? Com aquele vestido provocante, queria o quê? Nenhum homem aguenta…”. Mary Quant não poderia imaginar que sua invenção fosse alvo de tamanho ódio e rejeição tanto tempo depois.

Leia Mais