Modelo Plus Size brasileira, Fluvia Lacerda, mostra a beleza das meninas GG em editorial da Vogue italiana

Fluvia Lacerda é carioca e vive há 13 anos em Nova York. A carreira começou por acaso, quando ela foi descoberta em um ônibus de Manhattam, quando trabalhava de babá, na Big Apple

Milito em causa própria sem nenhum pudor. Sou menina tamanho G assumida e adoro divulgar por aqui matérias que ajudem outras mocinhas dos manequins plus size a sentirem-se lindas e poderosas. No mundo da moda tem espaço para todos os estilos, não é? Então, tem também espaço para todos os tipos de corpo, todos os tons de pele, todas as texturas de cabelo, todas as sexualidades… Seja a beleza considerada padrão, ou fora dos padrões normativos, nem por isso deixa de ser atraente, de ter seus encantos ou de merecer admiração. Viva a diversidade! Sem ela o mundo seria um tédio, minha gente.

Mas, depois desse “nariz de cera”, vamos ao que interessa, “a notícia”. Antes, porém, outro adendo: blog é um negócio bom danado de escrever, porque a gente pode botar quantos narizes de cera quiser no texto, vira uma coisa quase poética! Quem não é jornalista, explico: nariz de cera é, em jargão jornalístico, quando você dá aquela enrolada bonita antes de partir para o fato em si. Prefiro encarar assim: a depender do meio, e num blog cabe, é um adereço que a gente coloca para deixar a narração dos frios o quê, quando, onde, como  e porque bem mais divertida…(Se tiver algum estagiário meu, da redação do jornal, lendo isso, não se atrevam a botar nariz de cera nas matéris, heim!)

Essa foto é uma das que mais gostei, do preview que o blog recebeu

A NOTÍCIA – Dois narizes de cera e uma bronca nos coitados dos estagiários depois, eis a notícia que me deixou super feliz nesta manhã de inverno soteropolitano (tá um calor aqui que vocês não imaginam, quem achar um invernozinho perdido, manda aqui para Salvador!). A modelo plus size brasileira, Fluvia Lacerda, eleita pela comissão da Semana de Moda Plus Size de Nova York como a modelo do ano, é o destaque da última edição da Vogue Itália. Sorry, anoréxicas!

Essa aqui também está fantástica. Super sensual e ao mesmo tempo discreta, sutil e chique

Pioneira em abrir portas para as meninas plus size no concorrido mundo da moda internacional, Fluvia quer mesmo é quebrar paradigmas. O que a gente percebe logo de cara, vendo as fotos do editorial (algumas ilustram o post). As fotos de Fluvia, que ilustram uma matéria sobre ela e a beleza das meninas G e GG, foram produzidas pelo fotógrafo alemão Florian Sommet. As imagens mostram que uma modelo plus size pode sim fotografar high fashion, com sensualidade, charme e acima de tudo, bom gosto.

E aqui um look que valoriza os atributos da modelo e pode ser copiado sem traumas por outras meninas plus size

É ou não é motivo para comemorar? E atenção meninas plus size, se inspirem na Fluvia e em todas as modelos GG do Brasil para se olharem no espelho, empinarem o narizinho e dizerem a si mesmas: somos lindas!

E para ler a matéria de Fluvia na Vogue italiana, o link é este. (O texto está em inglês)

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Bel Borba, Maria Filó e trabalho social, isso é fashion!

Gravuras do artista plástico Bel Borba poderão ser vistas nas vitrines da loja Maria Filó do Salvador Shopping, no próximo dia 6 de julho. É que o artista criou estampas exclusivas para bolsas e necessaires confeccionadas por mulheres que participaram da Oficina Rosa, realizada entre os dias 24 e 26 de maio, em parceria com a ONG OrientaVida. A renda adquirida com as vendas será revertida para a campanha “Pense Rosa”, da Fundação José Silveira, em parceria com a ONG e o Instituto EcoDesenvolvimento.

A oficina faz parte das ações de divulgação do 1º Fórum Baiano de Saúde da Mama, que acontece dia 7 de julho, das 8h30 às 18h30, no Bahia Othon Palace Hotel, em Ondina.

Fica aí a dica para quem adora acessórios da Maria Filó e curte trabalhos sociais!

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Núcleo de Oncologia promove oficina de maquiagem

Nesta terça, 31, o Núcleo de Oncologia da Bahia realiza, das 14:30 às 16:30,  uma oficina de maquiagem com suas pacientes. Além de contar a história da maquiagem,  a beauty artist Bárbara Hubert, brasileira radicada em Paris há 34 anos, fará uma sessão de maquiagem com as pacientes oncológicas, ensinando-as a reforçar e valorizar seus traços faciais e corrigir pequenas imperfeições. O encontro vai acontecer no Auditório Anibal Silvany, no terceiro andar do Núcleo de Oncologia da Bahia (Av. Adhemar de Barros, nº 123, Ondina).

O objetivo da oficina é valorizar a autoestima das mulheres em tratamento contra o câncer. Além dessa iniciativa, o Núcleo de Oncologia da Bahia promove às terças-feiras, sempre no turno da tarde, encontros do Grupo Bem Viver, focado em auto-ajuda e aberto a todos os pacientes que se interessarem em dividir e compartilhar suas experiências de vida. Dentro das iniciativas desse grupo é que foi criado o Núcleo de Autoestima – responsável pela oficina de make -, que promove encontros entre pacientes e especialistas com o objetivo de abordar questões relacionadas à estética, nutrição e motivação pessoal entre outros temas.

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Teste: Que tipo de mulher você é?

Quando era adolescente lia muito a revista Capricho e fazia todos os testes de personalidade e comportamento que eram publicados. Adorava! Talvez por essa reminiscência do passado, me encantei com essa brincadeira que a Onodera – rede de clínicas de estética facial e corporal – elaborou: um teste para saber o perfil das brasileiras e sua relação com a beleza. Ainda não fiz o teste, mas vou fazer e depois conto o resultado aqui, prometo! Como recebi o material no meu email, não resisti a publicar para quem quiser brincar também. Esse joguinho resultou de uma ampla – e séria (a seriedade pode e deve ser lúdica) – pesquisa realizada pela rede Onodera para comemorar seus 30 anos de existência, sobre as brasileiras e a relação com o corpo e a estética. Até divulguei uma parcial aqui no blog (relembrem o post). Os resultados dessa pesquisa definiram 6 perfis básicos de mulheres, de acordo com suas principais características: COMEDIDA, ATLETA, SONHADORA, VAIDOSA, DESENCANADA e PROFISSIONAL. Lógico que, trata-se de definição por amostragem e isso não impede que uma mulher tenha características de mais de um desses perfis. Abaixo, publico as perguntas, o gabarito e as definições dos perfis, para vocês entrarem na brincadeira. Ah, e as que quiserem, contem aqui no post  qual é seu perfil marcante e se gostaram da pesquisa. Boa brincadeira!

Teste: Que tipo de mulher você é?

Assinale a resposta que mais se identifica com você e descubra em que perfil de mulher você mais se encaixa.

1. No que se refere à beleza você acredita que:
a) Ser bonita é um processo que dá trabalho e é preciso muito esforço para alcançá-la.
b) Gostaria de fazer todos os tratamentos estéticos que existem, mas não tem dinheiro para isso.
c) Cada idade tem a sua beleza e procura extrair o melhor de cada fase.
d) Não considera importante viver sob padrões estéticos e deixa a vaidade em último lugar na lista de prioridades.
e) Faz tudo o que for preciso para se sentir bem e gasta um bom dinheiro com tratamentos de beleza.
f) Considera a beleza importante por causa do trabalho.

2. O que você faz quando está insatisfeita com o seu corpo?
a) Faz o que for preciso para corrigir e ficar com o corpo perfeito.
b) Usa o dinheiro que sobrou no mês para fazer algum tipo de tratamento, mas não gasta mais dinheiro do que pode.
c) Procura bons profissionais e bons produtos, pois o importante é se sentir bem.
d) Malha ainda mais e capricha na alimentação saudável.
e) Faz dietas por conta própria e compra revistas para saber o que as famosas fazem para manter a forma.
f) Não liga para isso, acredita que o mais importante é cuidar da família.

3. Qual é o seu segredo de beleza?
a) Malho bastante, cuido da alimentação e faço todo tipo de esforço para manter o corpo em dia.
b) Estou sempre fazendo as dietas que os famosos fazem.
c) Tento me alimentar bem e faço ginástica quando sobra um tempo livre.
d) Cuido da família e estou satisfeita com a minha profissão.
e) Cuido do corpo e acredito que esta é uma boa forma de fugir do estresse e dos problemas.
f) Faço tudo para estar bonita, já que a beleza é uma necessidade, por causa do meu trabalho.

4. Qual é a sua opinião sobre cirurgia plástica?
a) Acho desnecessária. Boa alimentação e exercícios físicos resolvem qualquer coisa.
b) Só penso em fazer cirurgia se for realmente necessário.
c) Gostaria de fazer várias cirurgias, mas não tenho dinheiro para isso.
d) Faria, se fosse importante para eu continuar bonita.
e) Não faria, nunca tive vontade.
f) Sou totalmente a favor.

5. Como você procura clínicas e tratamentos de beleza?
a) Se eu pudesse, iria a clínicas freqüentadas pelas celebridades. Afinal de contas, elas estão sempre bonitas.
b) Procuro locais indicados pelas amigas e, quando confio, sou fiel ao profissional.
c) Procuro lugares que aliem estética a exercícios físicos, pois busco saúde e bem estar.
d) Estou sempre atrás de novidades e quando gosto de um tratamento, indico para todas as minhas amigas.
e) Ouço a opinião de outras pessoas, mas não deixo de pesquisar as novidades disponíveis no mercado.
f) Não costumo gastar dinheiro com isso, estou sempre me dedicando à família.

GABARITO – Confira a sua pontuação:

1. A = 2; B = 3; C = 1; D = 5; E = 4; F = 6;
2. A = 6; B = 1; C = 4; D = 2; E = 3; F = 5;
3. A = 2; B = 3; C = 1; D = 5; E = 4; F = 6;
4. A = 2; B = 1; C = 3; D = 6; E = 5; F = 4;
5. A = 3; B = 1; C = 2; D = 4; E = 6; F = 5;

RESULTADO – Veja qual é o seu perfil:

Se você fez de 6 a 11 pontos , você é uma mulher COMEDIDA, que corresponde a 32% das mulheres brasileiras. Você é uma mulher “multi-tarefa”: trabalha, estuda, é dona de casa, muitas vezes mãe, se cuida, mas sem ter a busca da beleza como prioridade em sua vida. Procura cuidar da alimentação e fazer pequenas mudanças de hábito, como idas à ginástica ou parques para se exercitar, com a finalidade de manter e garantir o cuidado com o corpo. Só procura cirurgias plásticas quando é realmente é necessário.

Se você fez de 12 a 17 pontos, você é uma mulher ATLETA, que corresponde a 25% das mulheres brasileiras. Você é apaixonada por malhação e cuidados com o corpo. Acredita que para atingir a beleza é preciso esforço próprio, um processo que dá trabalho e é
geralmente uma conquista quando atinge esse objetivo. Por isso o esforço é
valorizado e você está sempre mantendo a forma. Geralmente não acredita muito em tratamentos estéticos.

Se você fez de 18 a 23 pontos, você é uma mulher SONHADORA, o que corresponde a 14% das mulheres brasileiras. Faz dietas por conta própria, compra revistas de moda, de TV, de fofoca, sabe tudo sobre os artistas e o que eles fazem para manter a boa forma. Está sempre se comparando com alguma artista, cria modelos ideais de beleza e é altamente influenciada por padrões de beleza estabelecidos na sociedade. Sabe o nome de muitas clínicas, nomes dos tratamentos mais comentados e sonha em poder um dia realizá-los. Quer parecer mais nova do que realmente é e valoriza roupas que rejuvenesçam e deixem o corpo em evidência.

Se você fez de 24 a 29 pontos, você é uma mulher VAIDOSA, que corresponde a 14% das mulheres brasileiras. Faz tudo que for preciso para se cuidar, se dá o direito de gastar boa quantidade de dinheiro consigo mesma, prioriza a si própria, seu bem estar, curte a feminilidade e acredita que tratar do corpo é o mesmo que tratar da alma. Para você, cuidar do corpo é uma forma de fugir do estresse do trabalho, da casa, do caos urbano e de qualquer problema. Ou seja, há sempre uma continuidade de tratamentos estéticos, serviços de beleza em geral e dos consumos por produtos de beleza e estética. Valoriza a beleza física e acredita nos tratamentos estéticos. Para você, não é somente a busca pela beleza que importa, mas, sobretudo, exige sempre um bom atendimento e um tratamento adequado.

Se você fez de 30 a 34 pontos, você é uma mulher DESENCANADA, que corresponde a 13% das mulheres brasileiras. Não considera importante viver sob padrões estéticos. Busca a valorização interior. Prioriza sempre sua família e filhos. Dificilmente terá gastos com beleza e estética e possivelmente se o fizesse, poderia se culpar. Felicidade para você tem a ver com altruísmo, conquistas coletivas, pessoais, ou profissionais. Só procuram lidar com beleza externa quando há eventos que não podem escapar (como casamentos, aniversários, solenidades…).

Se você fez 35 ou 36 pontos, você é uma mulher PROFISSIONAL, que corresponde a 2% das mulheres brasileiras. A beleza é fundamental para você, que faz de tudo para estar bem. É mais que prazer, é uma necessidade em função de trabalho. Acredita que aparência tem influência direta em como os outros (colegas, clientes, chefe) irão tratá-la. Você provavelmente exerce uma função que a faz ter contato direto com muita gente
durante o dia de trabalho.

*Material enviado ao blog pela Inédita Comunicação.

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Beleza selvagem

Ainda não comecei a ler, mas está na fila, o livro Mulheres que correm com os lobos, presente de aniversário de uma amiga querida. Atualmente, me dedico a leitura de Grito de guerra da mãe tigre (também por compromisso de trabalho). Mas, não é dos livros que quero falar agora, prometo resenha dos dois quando concluir a leitura. É só que, não podia deixar de abordar essa conexão: o mercado editorial busca animais selvagens que são símbolo de força e lealdade (o tigre e o lobo) para revalorizar o “puro instinto” da natureza feminina. E não são só autores e livreiros de olho nesse nicho. No mundo da moda, que é um perfeito espelho da sociedade (no que isso tem de bom e de ruim), estilistas se inspiram em wild live, wild feelings: é o animal print – apontado como tendência das tendências.

Me pergunto se esse novo apego à liberdade e a uma certa “agressividade” inerente ao bicho gente, mais especificamente às fêmeas, no sentido de garra para batalhar pelos objetivos e de resistência para sobreviver nesse mundo cão, não teria alguma relação com um tipo de “neo-neofeminismo”, que é diferente daquele clássico dos sutiãs queimados na praça em meados do século e daquele chamado de terceira onda, com a teoria queer e tudo mais. Será que essa nova revolução não estaria ocorrendo também a partir do até então considerado fútil universo da beleza? Humm, não tenho ainda uma ideia muito precisa a respeito, só esboços de ideias, mas quero me dedicar a pesquisar um pouco mais o tema. Talvez a leitura dos dois livros ajude, talvez tenha de ler outras coisinhas e bater papo com quem é mais especializado que eu na psiquê humana. Mas estou aberta a saber o que vocês acham do assunto, sempre! #Ficadica também para quem quiser teorizar. Se por acaso já escreveram, ou andaram lendo, algo parecido com esses meus esboços, compartilhem, por favor.

Para dar um exemplo, fiquei viajando nesses conceitos (que ainda não são bem conceitos, mas sementes), depois que vi as fotos do ensaio para a coleção Outono-Inverno 2011 da Di Sampaio, marca da estilista baiana Thiana Di Sampaio, que se chama justamente Animal Urbano. Muita “coincidência ” tanta vida selvagem ter caído no meu colo de uma vez, entre livros e fotos, em um intervalo de tempo de um mês! A beleza selvagem me chama, com toda certeza. Ainda mais que o aniversário da grife é um dia antes do meu, como fiquei sabendo há pouco tempo. Já que não acredito em coincidências, mas em misteriosas conexões profundas entre pessoas que não necessarimente precisam se conhecer (pessoalmente não conheço Thiana), ao invés de fazer o clássico post sobre a coleção, comecei a “filosofar” nas motivações das peças e dessa mulher fera que a criadora traduz.

A coleção da estilista, como vocês devem ter notado pelo nome, tem essa pegada animal print e as fotos (algumas ilustram o post), com esse cenário escolhido, a fluidez dos tecidos (algodão, seda, tule, renda, chiffon e etc), as estampas e o toque despojado, meio hippie, me deram a visão nítida do que acredito ser uma neo-neofeminista. Algo na linha: uma mulher bonita, mas de dentro para fora e sem neuras com idade, peso, altura e cia; romântica, mas destemida; gosta de sofisticação, mas sem abrir mão da liberdade e da beleza das coisas simples; tem atitude, mas sem aquela arrogância vazia, dos ignorantes; quer respeito e igualdade, mas não abre mão de delicadeza nas relações (homens que puxam a cadeira e abrem a porta do carro são bem-vindos, por que não?); tem um toque de exuberância primitiva, mas também é conectada; enfática, porém sutil… É nesse tipo de mulher que eu penso quando vejo as peças criadas por Thiana e associo com as coisas que leio e vejo em certos comportamentos femininos da atualidade.

Além disso, as pesquisas para a coleção aconteceram na Espanha e Itália. Não posso deixar de comentar outra “misteriosa conexão”, justamente com a Espanha, país pelo qual tenho um amor profundo e uma “ciganidade” latente na alma.

Para vocês verem como, infelizmente, algo considerado tão fútil para os de mente fechada, como a moda, pode nos trazer tantas reminiscências de uma só vez.

Serviço: E para quem quer conhecer a coleção ao vivo (algumas fotos ilustram o post), a Di Sampaio fica na rua Almirante Carlos Paraguassu de Sá, nº 02, 1º andar (próximo à Avenida Paulo VI, no bairro da Pituba).

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Pesquisa: o que as brasileiras pensam de corpo e beleza

Recebi dados de uma pesquisa encomendada pela Onodera, rede de clínicas de estética que completou 30 anos no Brasil. Em Salvador, a empresa tem filial no bairro da Pituba. A pesquisa, batizada de “A Beleza da Mulher Brasileira”, foi realizada com cerca de 3.500 voluntárias das classes A, B e C, entre 18 e 60 anos, pela Sophia Mind, empresa de estudos sobre o universo feminino. Após ouvir as entrevistadas, a entidade tabulou as preferências, diferenças regionais e de classe econômica, os itens mais importantes sobre consumo e a influência da satisfação com a beleza nas relações com parceiros, família e trabalho. O objetivo da empresa que encomendou o estudo é conhecer melhor seu mercado consumidor e assim bolar estratégias que alcancem esse mercado. De minha parte, o material chegou via email e o divulgo porque considero bem interessante, afinal o blog trata de universo feminino e todo dado sobre o tema é bem-vindo. Ganhamos alguma coisa com isso? Sim, claro! O privilégio de manter nossas leitoras bem informadas. Divirtam-se!

*A Beleza da Mulher Brasileira – Dados Parciais

1- A satisfação com o corpo

• 92% das mulheres acreditam que outras pessoas reparam em seus defeitos físicos.
• Apenas 8% das mulheres estão totalmente satisfeitas com seu corpo.
• As duas partes do corpo que mais incomodam as mulheres são: a barriga (69%), os seios (46%) e, em terceiro lugar, os glúteos (26%).
• 53% das mulheres consideram que estão acima do peso ideal.
• 29%  delas gostariam de fazer algo diferente nos cabelos.
• Entre os maiores temores da mulher em relação à beleza estão: medo de engordar, em primeiro lugar (36%), sinais do tempo (17%) e flacidez (13%).
• Os momentos em que os “defeitos” mais atrapalham envolvem o relacionamento com os homens: relacionamento com parceiro, sexo ou conquista.
• Comparando as classes sociais, as mulheres da classe AB gostam mais de seus cabelos, enquanto as da classe C têm preferência pela boca, seios e bumbum.
• Os defeitos e insatisfações com o corpo atrapalham mais a classe AB do que a classe C.

2- Hábitos e Consumo

• Entre os produtos de beleza mais consumidos, foram apontados os seguintes (por ordem de importância): Produtos para cabelo, Perfume, Hidratante, Batom, Produtos antidade e Maquiagem.
• Dentre as mulheres que já fizeram tratamentos estéticos, os mais populares são drenagem e massagens (corporais) e limpeza de pele (facial). A esfoliação foi feita por 36% das mulheres tanto no corpo, quanto no rosto.
• Os tratamentos já realizados pelas mulheres por ordem de importância são: Drenagem (60%); Massagem (60%), esfoliação corporal (36%), Manta térmica (16%) e tratamentos com ultrassom (15%).
• As clínicas de estética são os estabelecimentos mais utilizados para esses tipos de tratamentos (34%). Salões de beleza (26%) e consultórios médicos (17%) também são freqüentados.

3- Conceitos de Beleza

I. Beleza e características pessoais
• Apesar de percebermos, nas questões anteriores, que a maioria das mulheres está insatisfeita com a aparência, 87% das mulheres se acham bonitas.
• Beleza é mais do que aparência física. Para 88% das mulheres, beleza envolve também características pessoais.
• As características mais mencionadas pelas entrevistadas como importantes para influenciar na beleza são: auto-estima (32%), se sentir bem consigo mesmas (30%) e saúde (14%).
• As características pessoais são mais importantes do que as físicas para 55% das mulheres. Para outras 44% , características pessoais e físicas possuem o mesmo peso.

II. Beleza e sua influência nas relações
A beleza influencia nas relações do dia a dia das mulheres, seja com o marido ou parceiro, colegas do ambiente de trabalho ou relações profissionais, amizades e com os filhos:

• 98% das mulheres acreditam que sua relação com seu parceiro sofre interferências relacionadas com a beleza e o bem estar. Para este tipo de relação, as maiores preocupações são: Emagrecer (25%), estar bem disposta (24%) e eliminar gordura localizada (16%).
• 97% das mulheres acreditam que sua relação profissional sofre algum tipo de interferência quando algum aspecto de beleza ou bem estar não está bem. Nesse caso, as maiores preocupações são: Estar bem disposta (28%), estar bem vestida (18%) e Emagrecer (13%).
• 88% das mulheres acreditam que suas relações de amizade sofrem interferências relacionadas com a beleza e o bem estar: 18% querem estar bem dispostas; 17% querem parecer simpáticas; 14% desejam emagrecer (para serem melhor aceitas no grupo).

*Esses dados não são do blog Conversa de Menina, são de uma pesquisa encomendada pela Onodera e realizada pelo Sophia Mind. Nós apenas reproduzimos de forma gratuita e com as devidas citações dos créditos. Quem tiver interesse em conhecer a pesquisa completa, pode entrar em contato com a  INÉDITA COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA PARA REDES DE FRANQUIAS, nos telefones: (11) 5581-5658 / 2276-7112.

P.S.: Toda pesquisa é feita por amostragem e nesse caso, o universo pesquisado abrangeu apenas 3.500 mulheres de três classes econômicas. Óbvio que, ninguém que não se sinta contemplado pelo universo pesquisado precisa se encaixar nesses dados à força, porque exceções sempre existem. É das exceções que o mundo tira seu charme!

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Mulheres representam 45% dos empreendedores individuais

A reportagem que publico abaixo é da Agência Sebrae. Achei bacana o tema e creio que pode servir de incentivo para muitas meninas que pensam em dar um passo rumo ao empreendedorismo. Não é fácil, mas tampouco é impossível. Vamos todas nos inspirar!

Mulheres representam 45% dos empreendedores individuais
Levantamento mostra que 450 mil mulheres buscaram a formalização de seus negócios

Brasília – Historicamente uma das mais empreendedoras do mundo, as mulheres brasileiras também ocupam espaço importante entre os trabalhadores por conta própria formalizados. De cada 100 empreendedores individuais, 45 são mulheres, segundo um levantamento feito pelo Sebrae com dados do Serviço Federal de Processamento de dados (Serpro). No total, somam 450 mil formalizados.

E a tendência é que esse número aumente, uma vez que as brasileiras são mais empreendedoras que os homens – dos empreendedores no mercado nacional – incluindo micro e pequenos empresários -, 53% são mulheres, segundo a Pesquisa Empreendedorismo no Brasil 2009, dado mais recente do levantamento anual feito pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM).

No Piauí a participação das mulheres se igualou à dos homens. Algumas pela necessidade, mas também há muitas que enxergam uma oportunidade no empreendedorismo, caso da cabeleireira Maria da Guia do Carmo Santos, de 35 anos. Após cinco anos trabalhando como funcionária de salões de beleza de Teresina, ela pediu demissão para trabalhar por conta própria em 2008. No ano passado, Maria da Guia se formalizou como Empreendedora Individual. Agora se prepara para atender seus clientes em um espaço próprio, e não mais em sua casa, e contratar um funcionário.

A cabeleireira atende, em média, 30 pessoas por semana. Desde que passou a trabalhar por conta própria, sua renda mensal saltou de um salário mínimo para R$ 3 mil. A renda maior lhe permite não só se capacitar, já que vem fazendo cursos, como melhorar a qualidade do serviço oferecido. “Mas o mais importante é que estou conseguindo realizar meu grande sonho, que é comprar minha casa própria. Já dei a entrada e em breve finalmente vou sair do aluguel”, comemora.

Em outros oito estados, a igualdade entre homens e mulheres no universo de empreendedores também está próxima. Segundo o levantamento, no Acre, Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Roraima e Sergipe a participação feminina está acima de 48% do total de empreendedores por conta própria. A menor participação de mulheres no mercado total está na Bahia, Goiás, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná e Tocantins, que possuem um percentual de mulheres inferior à média nacional – oscila entre 43% e 44%.

*Fonte: Agência Sebrae

**A foto é do blog Jackie M´s Make Up

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Utilidade Pública: Mutirão contra cânceres de mama e útero

Abro espaço aqui no blog para divulgar uma nota de utilidade pública que recebi hoje da Secretaria Municipal de Saúde. Peço que quem puder twittar ou passar a informação adiante, faça isso, porque poderá ajudar muitas mulheres que não têm acesso a um acompanhamento rotineiro na ginecologista ou mastologista.

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Outros blogs que militam na causa:

A publicitária Paula Dutra, do blog Mulherzinha, também fez poste com um serviço muito bom para pacientes que estão em tratamento de câncer. Vale conferir aqui nesse link!

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Mutirão de preventivos do câncer de mama e útero acontece na sexta

Profissionais de Saúde da Unidade de Saúde da Família Alto do Peru, Distrito Sanitário São Caetano/Valéria, promovem nesta sexta-feira (08), um mutirão de exames preventivos do câncer de mama e útero, os dois tipos mais comuns entre as mulheres. O objetivo é estimular o diagnóstico precoce, aumentando as chances de cura das pacientes.

Câncer do colo do útero – Com aproximadamente 500 mil casos novos por ano no mundo, o câncer do colo do útero é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres, sendo responsável pela morte de 230 mil mulheres por ano. O surgimento do câncer do colo do útero está associado à infecção por um dos 15 tipos oncogênicos do HPV. Outros fatores de risco são: tabagismo, baixa ingestão de vitaminas, multiplicidade de parceiros sexuais, iniciação sexual precoce e o uso de contraceptivos orais.

Câncer de mama – O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais freqüente no mundo e o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos nesse grupo. Embora seja considerado um câncer de bom prognóstico, trata-se da maior causa de morte entre as mulheres brasileiras, principalmente na faixa entre 40 e 69 anos, com mais de 11 mil mortes/ano (dados de 2007). Isso porque na maioria dos casos a doença é diagnosticada em estádios avançados.

Serviço:

O quê: Mutirão de diagnóstico de câncer de mama e colo do útero

Quando: sexta-feira, dia 08, durante todo o dia

Onde: Unidade de Saúde da Família do Alto do Peru (2º Travessa do Oriente, s/n, Alto do Peru, distrito sanitário São Caetano/Valéria)

Mais detalhes sobre ações da Secretaria Municipal de Saúde visite o site oficial, neste link.

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Artigo: De volta ao começo do ciclo

Recebi um artigo muito interessante, nesta quinta, via email, e que de certa forma tem relação com o último “texto filosófico” que escrevi aqui para o blog, sobre como a TPM é tratada de maneira rasa por um programa de TV. No artigo, a coach Melissa Setubal relata uma experiência pessoal. Ao divulgar o texto, não estou dizendo que todas as mulheres devem ou precisam seguir o mesmo caminho que ela escolheu. Mas creio que o depoimento sincero rende uma reflexão. As questões que Melissa levanta são sobre os benefícios e os malefícios da pílula. Ela, porém, não deixa de ressaltar que, ao abrir mão da pílula, precisou buscar outro método contraceptivo. Vale lembrar ainda para quem estiver lendo, que além de evitar gravidez indesejada, os contraceptivos como a camisinha, por exemplo, protegem das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e do vírus da Aids. Boa leitura!

De volta ao começo do ciclo

*Melissa Setubal

Acabo de ter um dos melhores resultados que eu aguardava da minha caminhada na alimentação e estilo de vida saudáveis: meu primeiro ciclo menstrual natural em 16 anos!

Foi há cerca de um ano que comecei meu desafio de retomar as rédeas do meu sistema reprodutivo. Iniciei um tratamento que usa apenas comida e suplementos naturais para limpar o organismo feminino de problemas típicos de nossa era.

Não vou dizer que é moleza, mas para mim, que já estava mudando muita coisa no meu estilo de vida, foi quase natural. Comecei aprendendo a como comer para dar suporte ao meu sistema endócrino, depois comecei a tomar algumas ervas e suplementos vitamínico-minerais para dar aquele apoio extra, e finalmente conversamos muito sobre energia feminina.

Foi então que tomei uma decisão que jamais imaginei que iria acontecer nessa vida: parar de tomar a pílula anticoncepcional depois de usá-la initerruptamente desde os 15 anos. Para quem tem Ovário Polimicrocístico, isso é quase como uma condenação, pois logo cedo aprendi que, para controlar suas manifestações temidas (acne, pelos, excesso de peso, menstruação irregular, resistência à insulina, etc), a única saída é a pílula, e não há cura.

Ainda mais porque eu passei a tomá-la sem parar para menstruar por cerca de 7 anos, na tentativa de controlar uma TPM forte e enxaquecas excruciantes, sem muito sucesso.

Aprendi que a pílula causa coisas ainda piores, como predisposição a trombose, doenças cardíacas, derrame, entoxicação do fígado, e muitas outras coisas assustadoras. Eu que já vinha com bronca da indústria farmacêutica convencional, fiquei mais revoltada ainda por nunca ter sido devidamente orientada sobre tudo isso.

Mas e o medo de largar essa muleta que me “sustentava” há tanto tempo? Como será que meus ovários iriam se comportar? Minha cara ia voltar a ficar cheia de espinhas? Eu iria continuar tendo os sintomas terríveis antes e durante a menstruação das quais eu tentava fugir? Como eu iria evitar a gravidez?

Sabia que exigiria da minha paciência, que me desafiaria a cada instante, e que volta e meia eu teria vontade de desistir e usar alguma “pílula mágica” para fazer parar qualquer sofrimento que eu estivesse sentindo no momento. E assim foi: passei 7 meses sem menstruar, com episódios de depressão, irritação, rosto e corpo cobertos por acne, cabelo caindo, dentre outras coisas “divertidas”. Minha impressão era, naquele momento, que minha vida era melhor com a pílula. Mas volta e meia alguma coisa acontecia para me lembrar o porque escolhi esse caminho.

Uma das mais incríveis foi a melhora em 90% da minha enxaqueca, algo que jamais imaginei que me livraria. Isso vinha atrapalhando minha vida tão profundamente, que há algum tempo atrás eu tinha crises fortíssimas de não conseguir sair do quarto pelo menos uma vez por semana. Agora, fiquei sem nenhuma manifestação por mais de 3 meses, e quando ela veio no dia antes da menstruação, não passava de um pequeno desconforto e uma leve dor de cabeça, que não me impediu de continuar minha atividades normais.

Hoje, tenho apenas poucas e pequenas espinhas, meu cabelo está nascendo novamente, minha energia e humor estão mais estáveis, meu fígado funciona melhor do que nunca, a glicose no meu sangue estável, e um sorriso no rosto ao ver que a menstruação está descendo.

Essa para mim é a maior vitória de todas: me sentir confortável no meu corpo de mulher, celebrar cada etapa do meu ciclo e usá-lo ao meu favor no meu dia-a-dia, e abraçar o feminino em mim que esteve reprimido por tantos anos, aprendendo a usar seu grande poder de transformação no mundo.

*Melissa Setubal é coach de Saúde Integrativa especialista em saúde da mulher

**Texto enviado ao blog pela SBPNL e publicado mediante citação da autoria e respeito à integridade do conteúdo.

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Artigo: Hormônios, chatices e chateações

Adoro os textos da jornalista Marli Gonçalves e fico bem feliz quando recebo email com um dos artigos dela. Me divirto demais lendo e paro para pensar em um monte de coisas legais que ela nos diz, de um jeito nada metido, super gostoso e informal. Claro que tinha de compartilhar com vocês 🙂 Esse de hoje tem bem cara de blog feminino, mas não significa que os meninos não devam ler. Recomendo que vocês leiam, viu moços, porque são tão movidos a hormônios quanto nós…

Hormônios, chatices e chateações

*Por Marli Gonçalves

Tem uns assuntos que são bem chatinhos, e a gente evita a todo custo até lembrar-se deles, quanto mais comentar ou tocar neles. Entre alguns, o de pensar e avaliar nossas próprias limitações, o que acontece no nosso organismo, ou admitir dores, fraquezas, cansaços e idiossincrasias, inclusive sexuais. Cobrar amigos também é um porre, igual aguentá-los quando eles estão de porre. A lista é enorme. E dependem de nossas descargas hormonais do dia. Descobri o culpado pelos males do mundo: os hormônios.

Prato do dia: hormônios efervescentes à Provençal. Oferta do dia: hormônios equilibrados, com baixas calorias e irritações. Na sobremesa, altas taxas de compreensão e, de quebra, um livrinho iogue qualquer, com exercícios para manter a cabeça no lugar quando o que se quer mesmo é arrancá-la do tronco, se não for a sua própria, especialmente aquela cabeçorra de quem está aborrecendo você.

Nos meus retiros espirituais, como diria Gilberto Gil, descubro certas coisas tão normais. Só que eu não tenho tempo para retiro algum, e ando vendo as coisas normais absolutamente anormais. Por exemplo, você faz uma compra pela internet justamente por causa da urgência que tem. Os caras não só não te entregam logo, como ainda cozinham seu galo em banho-maria. Só resolvem quando você ameaça, e mais, você precisa brigar e lutar via todos os canais competentes, com a boca no trombone e a mão na catapulta. Não seria mais fácil resolverem sem isso? Levei um mês para conseguir receber uma lavadora. Uma saga.

Hormônios? Isso é coisa da sua cabeça!

Nada mais se faz – me parece – de forma simples. Outro dia resolvi me libertar, em minha casa, do jugo da Telefonica. Gastava e pagava sem usar. Quando usava pagava mais do que gastei. Enfim, resolvi. Vocês já tentaram se livrar de uma operadora? Foram quase duas horas de puro desgaste, espere um momentinho, departamento x, para departamento y, perguntas, respostas, mesmas perguntas e, claro, as mesmas respostas. Parecia aula de jornalismo. Por que, quando, onde.

O melhor foi uma enorme e variada quantidade de coisas que me ofereceram tentando me demover da ideia, só faltou (uma pena) oferecerem um cruzeiro no Caribe. Se podiam me dar tudo isso, porque não deram antes? Juro: foi difícil demais da conta. As atendentes só faltaram me contar histórias de como elas seriam açoitadas caso me deixassem partir. Agiram como amantes abandonadas à própria sorte, grávidas, no meio do Congresso Nacional assistindo a discurso do Suplicy.

Eu, de minha parte, senti-me uma carrasca, com a no final, como está tanto na moda, a fria, a insensível por abandonar uma empresa tão “legal” depois de dezenas de anos de convivência. Deve ser mais fácil separar-se do marido do que desvencilhar-se das operadoras. Eu consegui, mas ando atormentada se algumas dessas atendentes não foram demitidas por minha causa. As pessoas do caso da máquina de lavar, ao contrário, não me comoveram. Por mim, desejei que todas elas e eles comprassem no mesmo lugar e tivessem o mesmo problema para ver como é bom para a tosse, e enfiassem aquelas respostas cretinas que me davam em um lugar bem legal.

A mim parece que o mundo todo está no limite, ou sendo levado até ele. O tempo. A política. A natureza. O bom senso. As relações humanas. Será que estamos recebendo descargas atômicas junto com todas essas chuvas? Será a nossa alimentação? Não há teses falando dos hormônios das carnes dos animais que comemos, e dos efeitos dos agrotóxicos, que nem barato dão? Será o ar que respiramos? Será culpa do governo? Do Obama?

Aí, saquei o que acontece. Os hormônios – verdade! – parece que têm, sim, boas partes de culpa no cartório. Eles estão na corrente sanguínea ou em outros fluídos corporais. Esses casos nervosos acabam envolvendo todos, os masculinos, os femininos, os vegetais (é, são fundamentais), os dos adolescentes. Sou a favor de penas mais leves, por exemplo, para mulheres que cometeram crimes durante o período de TPM.

Fui fazer uma pesquisa sobre isso, tentando entender o meu próprio organismo. Estou num tal de climatério, palavra bonita, mas que acaba irritando mais porque lembra calor e cemitério. Dizem por aí que o citado dá ondas de calor, suores noturnos, insônia, menor desejo sexual, irritabilidade, depressão, ressecamento vaginal, dor durante o ato sexual, diminuição da atenção e memória. Ufa! Não cheguei a tudo isso, mas pensei que se tem quem passa por metade, imagine pisar sem querer no calo dessa mulher.

É tudo culpa dos hormônios, sim! Só pode ser a falta ou excesso de estradiol, progesterona, testosterona, esterona, cortisol, melatonina, um bando a quatro, os culpados pelos males do mundo. Descobri até um que chama premarim, estrogênio artificial receitado com frequência, porque protegia pessoas com problemas cardíacos, mas também já contribuía para o aumento do câncer de mama e do endométrio (parte interna do útero). Os médicos tentaram melhorar a coisa, aliando-o ao provera (progesterona sintética), mas o risco de doenças cardíacas aumentou de novo. O pior vem agora: segundo consta, o premarim é feito com urina de éguas prenhas que são aprisionadas, tratadas estupidamente e sacrificadas para este fim. Socorro!. O que uma veggie, vegan, vegeta diria?

Não sei se estou certa ou não, mas fico mais tranquila em saber que não sou só eu que passa por tantos perrengues. Que esses hormônios atacam todo mundo, desde que nascemos até nossa morte. Nos adolescentes que quase piram, tantas transformações. Nas mulheres, por outro tanto. Nos homens, nos ossos, nos órgãos, nos acúmulos de gordura aqui e ali.

Por via das dúvidas já fui ao médico, fiz todos os exames e as coisas – por dentro – estão normais. O que me faz crer que, então, as chatices e chateações são da natureza.
São do dia-a-dia que temos que viver. Calma. Take it easy

São Paulo, o que ajuda na irritação, 2011

*Marli Gonçalves é jornalista e consultora de comunicação. Ela adora trocar uma ideia com novos amigos e é generosa para compartilhar seus textos, desde que a fonte original seja devidamente citada e a integridade do material respeitada. Grita quando pisam no seu calo. Ia esquecendo de contar que descobriu que existe um tal de hormônio estradiol, que os pesquisadores dizem que eleva a autoestima e faz com que as mulheres traiam porque acabam se sentindo menos satisfeitas com seus parceiros e menos comprometidas com eles, em um comportamento que chamaram de “monogamia oportunista em série”. Segundo os cientistas, isso se deve a um instinto de buscar parceiros com mais qualidades. Bonitinho esse desequilíbrio, não?

>>Para seguir a Marli no Twitter: www.twitter.com/MarliGo; para acessar esse e outros artigos dela na fonte original: www.brickmann.com.br ou no blog pessoal: marligo.wordpress.com. E ela também recebe emails em: marli@brickmann.com.br e marligo@uol.com.br.

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Outros textos de Marli Gonçalves aqui no blog:

>>Artigo: A vitória das ruas

>>Artigo: “Violência contra a mulher”

>>Artigo: Impaciências

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