Foco sobre a saúde feminina: teste para saber quando a mulher entrará na menopausa

A reportagem abaixo fala de uma pesquisa desenvolvida no Irã que tem como objetivo predizer a idade em que uma mulher entrará na menopausa, ajudando desta forma aquelas que querem primeiro realizar projetos pessoais para só depois dedicarem-se à maternidade. O teste ainda não existe, mas já causa expectativa na área de reprodução humana. Além disso, o material também explica um pouco sobre a menopausa precoce, que atinge mulheres na faixa dos 30 anos e que pode ter causas genéticas ou médicas.

Irã cria teste para medir idade em que mulheres entrarão na menopausa

Estudo no futuro será instrumento útil para mulheres que querem adiar a maternidade

Pesquisadores iranianos desenvolveram um teste capaz de prever quando as mulheres vão entrar na menopausa. Ramezani Tehrani, professor associado da Shahid Beheshti Faculdade de Ciências Médicas de Teerã, autor do estudo, apresentou os resultados preliminares de sua pesquisa durante a 26 ª reunião anual da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, realizada em Roma, em junho passado.

Tehrani explicou que por meio de um exame de sangue é possível prever com antecedência quando as mulheres entrarão na menopausa. Os resultados do estudo podem representar o primeiro passo na criação de um instrumento útil para ajudar as mulheres a decidirem qual o melhor momento para ter um bebê.

A pesquisa, iniciada em 1998, ainda se encontra em andamento. Para chegar às conclusões divulgadas durante o evento, o pesquisador iraniano explicou como os testes foram feitos: os cientistas retiraram amostras de sangue de 266 mulheres, com idade entre 20 e 40 anos, e mediram a quantidade de hormônio AMH (anti-muleriano) – produzido pelas células do ovário da mulher – em seus corpos.

O teste de AMH revela quantos óvulos a mulher ainda tem no ovário. Duas outras amostras de sangue foram retiradas nos seis anos seguintes e exames físicos também foram realizados para comprovar os resultados obtidos por meio do exame de sangue.

Com base no AMH medido, os cientistas usaram um modelo matemático para estimar quando as mulheres entrariam na menopausa. Para as 63 mulheres do estudo que entraram na menopausa, a previsão dos cientistas se mostrou correta dentro de uma margem de quatro meses.

Mesmo diante dos resultados promissores, o próprio Tehrani mostrou-se cauteloso ao afirmar que o AMH é capaz de indicar o status reprodutivo de uma mulher mais acuradamente do que sua idade cronológica, mas considerando o pequeno universo de mulheres que participaram do seu estudo, ele mesmo defende que devem ser feitos estudos mais longos com mulheres na casa dos vinte anos e acompanhá-las durante vários anos. “Aí, sim, somente com a exata concentração sérica de AMH, será possível predizer com absoluta certeza quando a menopausa se dará”, defende o cientista iraniano.

Menopausa precoce – O exame iraniano não prevê quando a mulher perderá a fertilidade – o que tipicamente acontece cerca de uma década antes da menopausa – mas se os médicos souberem quando a menopausa começará poderão calcular uma aproximação da data do fim dos óvulos. “Com o aprofundamento das pesquisas, este exame poderá ser muito útil na identificação de mulheres que podem ter uma menopausa precoce, antes dos 50 anos”, defende o Prof° Joji Ueno, ginecologista, diretor da Clínica GERA.

Segundo o médico, a menopausa precoce é o quadro clínico que se apresenta quando a mulher entra na menopausa antes dos 32 anos, ou seja, período em que ela fica um ano ou mais sem menstruar com sintomas específicos. “A menopausa precoce não é um distúrbio hormonal, é a falência ovariana em uma mulher jovem. A falência ovariana prematura (FOP) é a perda temporária ou definitiva da função gonadal que acontece após a menarca e antes dos 40 anos de idade. Ela é caracterizada pela diminuição do número de folículos ovulatórios e é exatamente essa condição que vai gerar alteração hormonal”, explica Ueno.

Não existe uma causa determinante para o surgimento do problema. A menopausa precoce pode ocorrer por vários fatores, como o histórico familiar, por exemplo. “Há também outros fatores externos que podem antecipar a menopausa, como a remoção dos ovários ou de grande parte deles e os tratamentos contra o câncer. A radioterapia e a quimioterapia têm como objetivo impedir o crescimento celular canceroso. Porém, estes tratamentos não atingem apenas as células malignas, mas as sadias também. Dentre outros efeitos colaterais, os tratamentos contra o câncer podem levar a uma falência prematura dos ovários”, esclarece Joji Ueno, responsável do setor de vídeo-histeroscopia ambulatorial do Hospital Sírio Libanês.

Menopausa precoce e gravidez – A determinação da causa da menopausa prematura é importante para as mulheres que desejam engravidar. O exame físico é útil, seguido por exames complementares, como o de dosagem hormonal e o ultra-som ovariano. “Exames de sangue podem ser realizados para se investigar a presença de anticorpos que acarretam danos às glândulas endócrinas – exemplo de doenças auto-imunes. Para as mulheres com menos de 30 anos de idade, uma análise dos cromossomos é geralmente realizada”, explica Joji Ueno.

Confirmado o diagnóstico, a regra para tratamento é a Terapia de Reposição Hormonal, a TRH. O uso da TRH é imprescindível nos casos de menopausa de origem cirúrgica ou provocada por quimioterapia, em virtude da intensidade destes sintomas. “A menopausa precoce é indicação precisa de Terapia de Reposição Hormonal, pois essas mulheres apresentam um risco quatro vezes maior de desenvolver doenças cardíacas e sete vezes maior de desenvolver osteoporose”, alerta o médico.

A mulher com menopausa precoce apresenta uma chance inferior a 10% de conceber. “Suas chances aumentam em até 50% quando é realizada a implantação de óvulos de outra mulher no seu útero – a ovodoação -, após uma fertilização in vitro”, explica o Prof° Dr. Joji Ueno, ginecologista, diretor da Clínica GERA.

Para saber mais sobre o assunto:
Visite o site: www.clinicagera.com.br
Visite o blog: Medicina Reprodutiva
Siga o Twitter do Dr. Joji Ueno
Tire dúvidas pelo email: [email protected]

*Material elaborado pela jornalista Márcia Wirth, da MW Comunicação

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Confira os outros posts da série:

>>Prevenção à osteoporose

>>Tratamento alternativo para menopausa

>>Foco sobre a saúde feminina no mês de outubro

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Foco sobre a saúde feminina: prevenção à osteoporose

Osteoporose e menopausa estão interligadas, pois a perda de massa óssea característica da doença está intimamente ligada às alterações hormonais da fase do climatério feminino e também da andropausa masculina. Na reportagem abaixo, vocês conferem explicações sobre a doença, formas de prevenção e tratamento. Ah e quem pensa que osteoporose só afeta idosos, engana-se. Jovens que se submetem a dietas radicais perseguindo o corpo da top capa de revista também correm sérios riscos de desenvolver o problema. Confiram!

Dia 20 de outubro: Dia Mundial da Osteoporose
A data é relevante para destacar ações preventivas contra o mal

“Osteoporose é uma doença de velho…”. Durante muito tempo, esta crença impediu que a população tivesse acesso a informações e ao tratamento apropriado da doença. Na verdade, cerca de 85% dos homens e 70% das mulheres que têm osteoporose sofrem com fraturas, mas desconhecem que possuem a doença. A nutrição deficiente em cálcio e vitamina D é uma das grandes responsáveis pelo problema. Esses dados constam do estudo Brazos (Brazilian Osteoporosis Study), uma ampla pesquisa sobre a osteoporose no Brasil. Um trabalho científico sobre o assunto foi apresentado durante o 28º Congresso Brasileiro de Reumatologia, em Porto Alegre.

Quando falamos em osteopenia e osteoporose, o melhor é conhecer os causadores destas doenças para prevenir seu aparecimento, pois o tratamento médico das mesmas é caro e difícil.

A osteoporose é a doença óssea mais comum em homens e mulheres, após a quinta década de vida. Pode surgir antes, mas o seu desenvolvimento é mais comum com o avançar da idade. “Apostar na orientação e na disponibilização de informações sobre a doença é muito importante. É papel do médico esclarecer e alertar seus pacientes sobre a osteoporose. Em minha experiência clínica, constatei que quando os pacientes não são bem orientados sobre a doença, logo, abandonam o tratamento”, diz o reumatologista Sérgio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Ameaça após a menopausa – As quedas de pessoas com mais de 60 anos assumiram dimensão de epidemia no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. No ano passado, o Sistema Único de Saúde contabilizou R$ 57,6 milhões de gastos com internações de idosos. Em 2006, o total foi de R$ 49 milhões. As mulheres representaram a maioria de idosos internados, em 2009, somando 20.778 contra 10.029, em 2006. As mulheres sofrem mais fraturas porque têm uma massa óssea menor e perdem muita massa óssea depois da menopausa. Por volta dos 50 anos, há um declínio muito rápido por causa da perda do estrogênio.

Entenda o que é a osteopenia?

A osteopenia é a redução progressiva do cálcio dos ossos, que ao evoluir para graus maiores de gravidade leva à osteoporose. Ocorre por uma infinidade de causas, sendo as mais freqüentes: o climatério e a progressiva redução do hormônio feminino; o uso, a médio e longo prazos, de medicamentos, entre eles os glicocorticóides, os hormônios tireoideanos e alguns anticonvulsivantes; o alcoolismo; a imobilização prolongada e algumas doenças reumatológicas e endócrinas. Há ainda uma forte incidência familiar.

“Embora mais freqüente na mulher, a osteoporose também acomete o sexo masculino. A osteoporose é absolutamente prevenível e esta prevenção envolve alimentação saudável; exercícios físicos regulares; exposição ao sol; proteção medicamentosa dos ossos durante o uso prolongado de glicocorticóides e anticonvulsivantes; a polêmica terapia de reposição hormonal na menopausa; a correta reposição de hormônios tireodeanos; o consumo de álcool com moderação; a interrupção do fumo e a implementação de exames médicos de rotina e de procedimentos que evitem quedas”, explica o reumatologista.

Com os tratamentos disponíveis, atualmente, estima-se que seja possível elevar a qualidade de vida e prevenir em até 75% as fraturas vertebrais e até 50% as fraturas não vertebrais, incluindo o fêmur, que tem maior taxa de mortalidade (25 a 30%).

“Cada vez mais, a osteoporose tem chamado a atenção de diferentes especialidades médicas e se torna muito importante o diagnóstico correto para abordar a doença. Devemos nos preocupar em preservar a qualidade de vida do paciente, tratando o problema, buscando novos tratamentos e, sobretudo, o diagnóstico precoce”, defende o diretor do Iredo

Simulação comparando a coluna vertebral de mulher saudável e com osteopenia

Pacientes portadores do HIV, em tratamento – Um levantamento realizado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo aponta que 17% dos pacientes em tratamento contra o vírus HIV desenvolve algum tipo de complicação óssea. Diversos fatores podem ser responsáveis pelas alterações osteoarticulares em pacientes soropositivos, como a presença de vírus nos ossos, o uso do coquetel de tratamento, o sedentarismo ou questões genéticas. Dentre os principais problemas ósseos apresentados pelos soropositivos que usam antirretroviral há mais de dez anos estão a osteopenia, a osteoporose e a osteonecrose, principalmente do quadril.

Saiba como prevenir a doença?

A alimentação é uma arma poderosa no combate à osteoporose. Ela garante um aporte adequado de cálcio para a mineralização óssea durante praticamente toda a vida. Após a menopausa, a redução do hormônio feminino causa a perda de cálcio e pode haver necessidade de suplementação do mineral.

Além disso, em ambos os sexos, há uma progressiva redução na absorção de cálcio com o avançar da idade e a suplementação deste mineral pode prevenir a perda óssea e aumentar a densidade mineral óssea. “Entretanto, se já houver osteoporose manifesta, essa medida deve se associar ao uso de medicamentos para evitar a perda progressiva ou até mesmo propiciar o ganho de massa óssea”, explica Sérgio Lanzotti.

De uma maneira geral, a suplementação de cálcio deve ser de 1000 a 1500mg de cálcio elementar/dia, após a menopausa, na mulher, e após os 60 anos, no homem. Na impossibilidade da suplementação de cálcio, os laticínios são as melhores fontes de cálcio da dieta. O iogurte (400mg em 200ml), o leite (300mg em 200ml) e o queijo (400mg em 150g) devem fazer parte do cardápio destas pessoas.

Além dos problemas com a absorção do cálcio, com o avançar da idade há redução dos níveis de vitamina D no sangue, fator que agrava ainda mais a absorção de cálcio pelo organismo. “Por vivermos num país com abundância de sol, usamos protetores solares, roupas que cobrem os braços, chapéus e, muitas vezes, evitamos tomar sol. Todos estes cuidados dificultam a capacidade do organismo de produzir a vitamina D na pele”, explica Lanzotti.

Pessoas com mais de 60 anos, geralmente, se beneficiam com a suplementação da vitamina D, principalmente se cronicamente enfermos ou se vivem em “casas de repouso”. Pesquisas recentes revelam a redução do risco de fraturas com a suplementação de 700 a 800UI de vitamina D, ao dia, entretanto, alimentos ricos em vitamina D, como as gemas dos ovos e o fígado não podem ser consumidos rotineiramente devido ao alto nível de colesterol.

Importância dos exercícios – Os exercícios de carga são efetivos para manter ou aumentar a densidade mineral óssea na coluna lombar e no quadril. “As recomendações médicas incluem também caminhadas, exercícios aeróbicos de pequeno e médio impacto e de resistência, quando tolerados”, diz o reumatologista.

Exercícios regulares também aumentam a massa e a força muscular, melhoram a coordenação e o equilíbrio e têm sido responsáveis pela redução em 25% do risco de quedas em idosos.

Os exercícios que não utilizam a força da gravidade como os realizados na água – hidroginástica e natação – apesar de muito bons para o condicionamento físico e cardiovascular não são benéficos para a prevenção e o tratamento da osteoporose.

Ameaça aos adolescentes que seguem dietas rígidas

As adolescentes que se submetem a rígidas dietas para emagrecer correm o risco de sofrer, a longo prazo, graves problemas ósseos, como a osteoporose, indica um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Bristol. A pesquisa inglesa destaca o importante papel que a gordura desempenha no desenvolvimento dos ossos e, de forma particular, nos das meninas. Para tirar suas conclusões, os especialistas se concentraram em mais de 4 mil adolescentes de 15 anos nos quais usaram técnicas de scanner para calcular a forma e a densidade dos ossos desses jovens, bem como a quantidade de gordura corporal que tinham. Com essa pesquisa, o grupo Children of the 90s Project constatou ossos maiores e mais grossos nos jovens que mostraram um maior nível de gordura.

Anatomia do fêmur

Prevenção de quedas – A prevenção de quedas é importante na redução do risco de fraturas e inclui medidas que interferem em algumas incapacitações como alterações visuais; hipotensão postural e tonturas; fraqueza muscular; e o excesso de medicamentos que podem alterar o estado cognitivo e o equilíbrio. “A adequação dos ambientes com iluminação adequada, a instalação de corrimões em escadas e banheiros e o uso de calçados adequados auxiliam o tratamento preventivo”, defende o médico.

“Além da suplementação de cálcio e vitamina D e das demais medidas preventivas descritas anteriormente, contamos também com vários medicamentos que, na maioria das vezes, tornam possível a melhora da massa óssea e, mais importante do que isso, a redução do risco de fraturas”, explica Sérgio Bontempi Lanzotti. Os medicamentos disponíveis devem ser usados, a longo prazo e, geralmente, apresentam preços elevados.

O controle da doença é feito por meio de exames laboratoriais e da densitometria óssea, que consegue medir exatamente a quantidade de cálcio perdida e a evolução da recuperação óssea. “Apesar da possibilidade do tratamento da osteoporose, a prevenção ainda é o melhor negócio”, conclui o médico, que também é especialista em Densitometria Óssea pelo Colégio Brasileiro de Radiologia.

Para pesquisar mais sobre o assunto:

Visite o site do Iredo: www.iredo.com.br

Acesse o blog: Vivendo Sem Dor

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*Material elaborado pela jornalista Márcia Wirth, da MW Comunicação

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Foco sobre a saúde feminina: tratamento alternativo para os sintomas da menopausa

O texto que publicamos abaixo apresenta uma pesquisa recente com um suplemento alimentar desenvolvido para auxiliar no tratamento dos desconfortos da menopausa. O blog não está dizendo que o produto é realmente eficiente ou condenando a terapia de reposição hormonal, que é o tratamento mais comum dos sintomas desse fenômeno pelo qual todas as mulheres vão passar com a chegada da maturidade. Achamos interessante divulgar porque o material traz outras explicações importantes sobre o climatério e porque existe seriedade na abordagem do assunto e na apresentação desta terapia alternativa, inclusive com a citação de dois centros de pesquisa de universidades importantes do país. Vale porém, o lembrete de sempre: quem prescreve tratamento é o médico e só ele saberá dizer qual é a terapia que mais convém para cada tipo de paciente. Confiram e cuidem-se!

Tratamento alternativo auxilia a nova fase da vida da mulher

Estudos da USP e Unicamp comprovam eficácia de alimento à base de soja

No próximo dia 18 é comemorado o Dia Mundial da Menopausa. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que até 2030 mais de 1 bilhão de mulheres estarão nesse período, um número três vezes maior do que em 1990.

Somente no Brasil são mais de 13,5 milhões que passam pelo período do climatério, e é por isso que há muito tempo a menopausa deixou de ser vista como uma doença, mesmo porque o número de mulheres que chegam e superam bem esse período aumentou consideravelmente comparado às últimas gerações.

No século XVII apenas 28% das mulheres chegavam no período de climatério, sendo que 5% atingiam a faixa dos 75 anos. Atualmente 95% delas chegam a menopausa e 50% atingem os 75 anos. Isso significa que com o aumento da longevidade a perspectiva é de que as mulheres passem pelo menos um terço de sua vida na menopausa.

Não existe idade predeterminada para a mulher que entra nesse ciclo. Geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos, mas é muito comum também em mulheres a partir dos 40 anos sem que isso seja um problema.

Ondas de calor, suores noturnos, insônia, perda da libido, ressecamento vaginal, diminuição da atenção e memória são alguns dos principais sintomas sofridos pelas mulheres neste período. Apesar de a menopausa ser considerada um fenômeno natural, esses efeitos podem interferir muito na maneira de viver. Por isso o tratamento para minimizar esses sintomas aliado ao acompanhamento de um profissional qualificado é ideal. É sempre o ginecologista de confiança que deve decidir, em conjunto com a paciente, o melhor tratamento.

Princípios ativos da soja auxiliam no tratamento dos sintomas da menopausa, diz pesquisa

A terapia de reposição hormonal é o mais comum, porém a busca por opções alternativas tem sido cada vez mais procurada pelas mulheres que já realizaram reposição ou que possuem alguma contra-indicação, principalmente porque apesar de ser o mais indicado, o tratamento que inclui diferentes combinações de hormônios geralmente é interrompido pelas usuárias após um ano, a maior parte por conta de sangramentos irregulares, medo de câncer ou doença tromboembólica e ganho de peso.

Um estudo recente publicado na revista Climateric (2008) com 230 participantes mostrou que 70% das mulheres que optaram por tratamentos alternativos no climatério ao invés da TH (Tratamento Hormonal), o fizeram por medo do desenvolvimento do câncer. O ideal é enfrentar essa condição de forma saudável.

Entre os tratamentos alternativos disponíveis, um se destaca por ter sua eficácia comprovada em dois estudos conduzidos com mulheres na menopausa. Trata-se do alimento Previna®, desenvolvido por uma equipe de especialistas em nutrição e tecnologia de alimentos do Centro de Pesquisa Sanavita, que reúne em uma única porção os benefícios das proteínas e isoflavonas de soja, além do cálcio, nutriente importante para a manutenção da massa óssea.

O alimento foi avaliado inicialmente em um estudo no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP com 78 mulheres na menopausa e mostrou-se eficiente no tratamento dos sintomas, especialmente ondas de calor, na mesma magnitude que o hormônio sintético utilizado para comparação.

Posteriormente, a Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, por intermédio do médico Lucio Carmignani, com orientação da ginecologista Adriana Orcesi Pedro, concluiu um rigoroso estudo com 60 mulheres que comparou os efeitos da ingestão diária do Previna ® com o uso da terapia hormonal de baixa dosagem e placebo.

Os resultados mostraram que a ingestão do produto foi eficaz em aliviar em 65,4% sintomas como ondas de calor e 40% dos problemas musculares e de articulações. Além disso, o grupo que fez o uso do alimento apresentou melhora considerável na secura vaginal e não apresentou nenhuma reação adversa.

Ao final do estudo, os médicos concluíram que o alimento composto à base de soja é uma excelente opção para muitas mulheres que não podem utilizar a famosa TH para o controle dos sintomas relacionados ao climatério. Os profissionais da saúde tem indicado nesses casos o uso combinado do Previna® com uma dieta equilibrada, associada a um estilo de vida saudável que envolve a prática de atividades físicas regulares.

Mais informações sobre o estudo no site: www.estudosojamenopausa.com.br

*Material elaborado pela Máxima Assessoria de Imprensa.

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Foco sobre a saúde feminina no mês de outubro

Outubro Rosa é o nome da campanha mundial – originalmente nascida nos Estados Unidos e de lá adotada em outros países – de conscientização e prevenção sobre o câncer de mama. Mas o mês também é dedicado a outras questões ligadas à saúde feminina. Na segunda-feira, dia 18, é o Dia Mundial da Menopausa e no dia 20, quarta, Dia da Osteoporose.

Independente do calendário já andar lotado de datas comemorativas, algumas inclusive sem o menor sentido (ao menos para mim), estes dois dias são tão importantes quanto o Outubro Rosa, pois falar de saúde é sempre importante, principalmente para nós mulheres.

Não que o câncer de mama não atinja os rapazes, ou que eles também não possam ter a osteoporose. Sei que entram na menopausa, nesse caso, o nome é andropausa. Mas a ideia aqui é focar na saúde das meninas e, com exceção das baixas hormoniais características da menopausa e da andropausa, tanto o câncer de mama quanto a osteoroporose têm maior incidência entre as mulheres. Além disso, a quantidade de mulheres que não se cuidam ainda é muito grande, seja por desconhecimento, falta de acesso aos serviços básicos ou mesmo por machismo. Sim, ainda existem locais no chamado Brasil profundo em que maridos – por desinformação ou ciúmes – não permitem que as mulheres vão ao ginecologista!

Para ajudar a informar as mulheres e aproveitando as datas de conscientização e o clima de Outubro Rosa, o Conversa de Menina selecionou um bom material sobre Menopausa e Osteoporose para publicar entre este domingo e a quarta-feira. Diariamente, um texto informativo elaborado por quem entende de saúde, com dados e orientações, será publicado no blog, juntamente com os demais conteúdos que já apresentamos no dia-a-dia.

Esperamos que aproveitem as informações e ajudem a disseminar a ideia de que temos de cuidar de nós mesmas e também umas das outras. Essa história de que as mulheres não são unidas é papo de machão enciumado.

Solidariedade feminina existe, taí uma boa oportunidade de provarmos!

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Saúde & Fitness: Mais um pouquinho de pilates

Para o post da série Saúde & Fitness deste domingo, selecionei mais material sobre pilates, para ajudar a disseminar essa atividade física que também mexe com o emocional e, consequentemente, o espiritual (numa concepção menos religiosa e mais filosófica e cosmogênica de espírito). Me interesso cada vez mais pela prática, que é uma das preferidas de Gio. Abaixo, vocês conferem uma dica do Estúdio Via Corpo e, na sequência, um artigo da Cristina Abrami, especialista na técnica:

Pilates com bola é uma das modalidades mais comuns. No Estúdio Via Corpo, em Salvador, especialista orienta para o uso de malabares. Saiba mais abaixo:

PILATES COM MALABARES

O Estúdio Via Corpo – Yoga, Pilates e Dança agora tem aulas de Pilates com Malabares, com o professor alemão Jan Fichtner, formado em Ciências do Esporte, na Deutschen Sporthochschule, em Colônia, na Alemanha. Jan Fichtner, que pratica malabares há 15 anos, aponta a utilização da técnica circense como grande aliada no estímulo aos dois hemisférios cerebrais, à concentração, ao desenvolvimento da criatividade e coordenação motora, além de ser uma ótima forma de relaxar, melhorar a postura corporal, treinar a musculatura dos olhos e divertir. O foco das aulas de Pilates com Malabares é o exercício físico, mas os malabares atraem pela ludicidade e pela possibilidade de trabalhar de uma forma diferenciada o corpo e as capacidades cognitivas. Com as aulas, Jan Fichtner pretende também trabalhar o desenvolvimento de crianças, a partir dos dez anos de idade, e chamar a atenção de homens  – para quem o método de Joseph Hubertus Pilates foi originalmente criado – para a possibilidade de ganhar massa muscular, sem esquecer de alongar os músculos e trabalhar a respiração.

Aulas experimentais podem ser agendadas através do telefone (71) 3345-6747.

Serviço:
Via Corpo Estúdio de Pilates Yoga e Dança
Rua Tupinambás 65 Rio Vermelho
Tel  71 3345-6747 /  71 9114-8327

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Método Pilates para equilibrar corpo, mente e espírito

*Cristina Abrami

Desde que a revolução industrial alterou drasticamente a rotina dos trabalhadores, impondo ao corpo a realização de movimentos repetitivos e automáticos, alienando a mente e dissociando corpo e espírito, o ser humano procura o equilíbrio entre o físico e o energético. Foi a partir dessa observação, que o alemão Joseph Pilates desenvolveu um sistema de exercícios que contempla todas as dimensões do homem: física, mental e espiritual. Essa é nossa busca!

Através dos movimentos naturais realizados por meio de repetições apropriadas de cada exercício num determinado ritmo, se adquiri o completo controle sobre o corpo. Todo o método está baseado em seis princípios que pretendem devolver ao homem uma movimentação mais espontânea e consciente: o centro de força (powerhouse), a concentração, o controle, a fluidez de movimento, a precisão e a respiração.

O Centro de Força é o foco principal do método Pilates, que compreende a região abdominal formando um cinturão, com a finalidade de condicionar a musculatura abdominal diminuindo a sobrecarga lombar, além de estabilizar o tronco e a pelve, promovendo a segmentação da coluna, facilitando a dissociação dos membros inferiores e superiores.

O criador da técnica, Joseph Pilates

A concentração permite que se volte a atenção para o corpo todo enquanto se executa movimentos simples ou complexos. O Controle é o domínio sobre os movimentos dos vários segmentos do corpo. A Fluidez é a maneira de executar dos movimentos de modo ritmado, coordenado, harmonioso e com uma dinâmica específica, sem movimentos bruscos, em uma seqüência sem interrupções entre o exercício anterior e o seguinte. A Precisão, aliada ao controle, permite uma exatidão de movimentos sem gastos desnecessários de energia ou movimentos acessórios, mantendo a naturalidade e a espontaneidade.

“Mesmo que você não siga as outras instruções, aprenda a respirar corretamente”, dizia Joseph H. Pilates. O controle respiratório é um ponto de grande importância na prática do método Pilates, pois todos os exercícios são acompanhados por uma inspiração e expiração completas, que aumenta a capacidade respiratória, promove maior oxigenação do sangue, relaxa tensões e promove a integração entre o controle mental e os movimentos do corpo.

O método Pilates pode ser praticado por pessoas de qualquer idade e condição física, mas é importante a orientação de um instrutor certificado e estar disposto a resgatar a consciência e o controle sobre si mesmo, buscando a tão desejada integração e o equilíbrio entre: corpo, mente e espírito.

*Cristina Abrami é fundadora e Diretora Técnica do CGPA Pilates

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Leia mais no blog sobre Pilates:

>>Saúde & Fitness: “Pilates desde criancinha”

>>Prática de Pilates atende necessidades femininas

>>Pilates alivia dores lombares

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Mais um papo sobre a gravidez na adolescência

No post da série Saúde & Fitness deste domingo, abrimos espaço para um material do Instituto Kaplan sobre o Dia Mundial de Prevenção à Gravidez na Adolescência (comemorado ontem), tema que envolve saúde e comportamento. Pois bem, por questão de espaço, senão o post ia ficar gigante, não deu para colocar o artigo da Maria Helena Vilela, que segue publicado agora. Vale a pena ler as suas dicas de como os pais podem abordar a questão da educação sexual com os filhos adolescentes:

Uma conversa com os pais – gravidez na adolescência

*Maria Helena Vilela

O mito do sexo na adolescência
“Na adolescência não se deve fazer sexo, muito menos, as meninas”.  Este é um mito que caiu e, muitos pais ainda não se deram conta.  A pesquisa UNESCO em 2004 já identificava a média da idade da primeira relação sexual dos meninos por volta dos 14 anos e das meninas entre 15 e 16 anos. O sexo é uma função natural do ser humano que desperta na adolescência. Nesta fase, o corpo já consegue reagir aos estímulos sexuais, se excitar e provocar o desejo de ir mais adiante – transar. No momento, a realização do sexo é extremamente prazerosa e gratificante, independente do fato de ter sido realizado com ou sem segurança. Isto só começa a preocupar depois do fato consumado e passada a euforia da excitação. É muito difícil para o ser humano conseguir se negar a fazer sexo quando há estímulo e oportunidade de se seguir ir adiante. Mas, nossos adolescentes não são, apenas, um corpo! O adolescente é uma pessoa que tem uma determinada vivência, valores, crenças, e expectativas. Por outro lado, o sexo não é só prazer: é entrega e responsabilidade com a prevenção de gravidez e DST/Aids. E meus queridos pais, esta oportunidade existe! Mas, num ambiente liberal, numa idade em que os hormônios estão em alta e a curiosidade sexual é grande, esperar que nossos filhos resistam à motivação de fazer sexo é esperar que eles sejam super homens e as meninas super mulheres!

A solidão dos filhos
A maioria dos nossos filhos está só no quesito sexo. Todas as pesquisas sobre comportamento sexual dos jovens que tenho acesso mostram os pais como uma das últimas opções na busca de informações sobre sexo, e em contra partida, os sites eróticos e os que abordam a sexualidade, são cada vez mais procurados pelos jovens. A falta de diálogo com os pais é um ponto forte na vulnerabilidade dos adolescentes à gravidez na adolescência! Os estudos mostram que as meninas que conversam com seus pais sobre sexo, engravidam menos na adolescência do que aquelas que não têm esta mesma oportunidade. Muitas meninas desejam ir ao ginecologista, mas tem medo de pedir aos pais para fazer esta consulta. Assim, resolvem sem conversar com familiares ou consultar um médico, a contracepção ou a “não” contracepção que lhe convier, segundo a sua própria avaliação – alguém que está no início de sua estrada de vida e que pouco pode enxergar das consequências de se ter um filho na adolescência.

Vamos criar o “chega-te” com os filhos
Na minha terra, em Alagoas, a gente usa uma expressão abreviada de “saia para lá” (afastar alguém) que é “sai-te”. Outro dia, conversando com um cantor local muito perspicaz, perguntei se ele tinha um site, e ele, com o seu humor, em trocadilhos, me respondeu: não, estou construindo um “chega-te”.  E é este o convite que quero fazer a todos os pais, que cheguem mais perto de seus filhos. A adolescência apronta armadilhas difíceis de serem vencidas pelos jovens. Vários fatores contribuem para isto, mas, principalmente, em relação à gravidez, é muito importante que os adultos de sua confiança encarem a realidade atual da sexualidade na adolescência e promovam o diálogo como alguém que sabe ouvi-lo de verdade e respeite seus valores e atitudes. Seguem algumas dicas para os pais que queiram experimentar criar o movimento do “chega-te”:
·      Comente ou leia uma matéria sobre gravidez na adolescência com seu filho ou sua filha e pergunte se isto acontece entre os amigos deles;
·      OUÇA a opinião deles;
·      Conte para eles o que significava na sua época de adolescente, uma garota ficar grávida e o que acontecia com o casal adolescente;
·      FALE a sua opinião, justificando o seu ponto de vista e ao mesmo tempo preenchendo lacunas do pensamento deles;
·      Leve sua filha ao ginecologista e apóie o uso do método contraceptivo indicado;
·      Estimule seu filho a usar a camisinha, pois, esta é a única forma dele ter o controle sobre sua paternidade;
·      Fale dos seus sonhos profissionais em relação a eles, mostrando sua expectativa. Mas também ouça e respeite o sonho deles, ajudando-os a enxergar as vantagens e desvantagens que ainda não consigam ver.
·      Descubra e realize alguma coisa que você e seu filho(a) gostam de fazer juntos;
·      Conheça os amigos, ficantes e namorados e, os deixe lhe conhecer também.
·      Promova as informações sobre sexualidade e contracepção que os jovens precisam saber. Se não souber como conversar, indique a leitura de artigos. “Chega-te” e Boa sorte!

*Maria Helena Vilela é sexóloga e diretora do Instituto Kaplan – www.kaplan.org.br

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Saúde & Fitness: Dia de prevenir a gravidez precoce

A série Saúde e Fitness, deste domingo, destaca um assunto que tem relação com o corpo, mas não no sentido de atividade física. Embora a gravidez altere bastante o corpo feminino, é na alma que as transformações acontecem com mais impacto. Na adolescência, quando tanto corpo quanto alma estão em formação, a gravidez precoce e não planejada pode causar impactos para a vida toda. Hoje é o Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência e o blog recebeu uma contribuição fantástica do Instituto Kaplan, especializado em educação sexual. Confiram e ajudem a disseminar:

Educação sexual e atuação dos pais podem
reduzir os índices de gravidez na adolescência

O Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência, 26 de setembro, é de extrema importância como reflexão sobre a educação sexual para a redução do índice de jovens “grávidos”. Sexo responsável é o maior enfoque da proposta de trabalho educativo que o Instituto Kaplan desenvolve na capacitação de professores e técnicos que trabalham nas questões de métodos contraceptivos, os riscos das doenças sexualmente transmissíveis, além do impacto de uma gravidez nesta faixa etária.

Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan (Centro de Estudos da Sexualidade Humana), comemora este dia com dados expressivos conquistados através do Projeto Vale Sonhar, uma ação de política pública de conscientização na prevenção de gravidez na adolescência. “Conseguimos obter, entre 2008 e 2009, uma diminuição de 50% do número de gravidez nas escolas das cidades de Serra e Cariacica (ES). Em Alagoas este índice foi de 35%, o que é significativo para um estado nordestino. O Vale Sonhar também foi implantado nas escolas públicas do ensino médio do estado de São Paulo, na disciplina de Biologia, e alcançamos uma redução de gravidez em torno de 20%, o que equivale a 60.000 jovens que deixaram de engravidar na adolescência. É como ter um estádio do Morumbi lotado. No Brasil, este índice caiu em 8 pontos percentuais”.

A conscientização do impacto de uma gravidez indesejada é fundamental para que os jovens entendam a necessidade de prevenção: “É natural que havendo estímulo sexual, os jovens se desejem e, portanto, precisam ser bem preparados para esta liberdade em relação à questão sexual que a própria sociedade criou. Daí a importância do trabalho de educação nas escolas, com informação de credibilidade via internet, nos postos de saúde, enfim, onde os jovens estiverem”, ressalta Maria Helena Vilela.

A educadora e diretora do Kaplan acredita que, no Dia Mundial de Prevenção de Gravidez na Adolescência, a mensagem não é para os jovens, mas para os pais: “precisamos começar a refletir sobre a vida sexual como algo positivo, na qual nós devemos de fato estimular os nossos filhos a buscar consultas médicas e usar corretamente os métodos contraceptivos. A ajuda da família e de toda a comunidade é fundamental para que percebamos que hoje em dia, não dá mais para as meninas largarem a escola por causa de uma gravidez fora de hora”.

Veja vídeo com uma mensagem de Maria Helena Vilela:

Prevenção de Gravidez na Adolescência:

A gravidez na adolescência regrediu 34% na década passada, segundo dados do Ministério da Saúde, mas ainda é preocupante. O Instituto Kaplan, por exemplo, tira dúvidas sobre sexualidade de qualquer pessoa, por MSN (veja aqui no site deles como se conectar). Abaixo, perguntas e respostas de Maria Helena Vilela sobre o trabalho da ong:

A gravidez na adolescência tem diminuído no Brasil?
O trabalho com os adolescentes está tendo uma resposta positiva. Em 2004, quando nós começamos o trabalho do Projeto Vale Sonhar, o índice de gravidez na adolescência no Brasil era em torno de 28%. Hoje, a última referência que nós temos do DATASUS é de 2007, e estes dados nos mostram que houve uma diminuição de quase 8 pontos percentuais. Então atualmente, esse índice está em torno de 20% de gravidez na adolescência no Brasil.  Isso mostra que todo o trabalho com a educação sexual, de prevenção que vem sendo feito, pode ter tido sim, um impacto positivo na vida desses jovens e contribuído para a redução desses números de gravidez na adolescência.

É essencial que haja educação sexual nas escolas?
Sem dúvida. A gravidez na adolescência tem muitos fatores, mas sem dúvida nenhuma, a educação sexual é um dos principais que interferem na decisão ou na condição de uma jovem de engravidar na adolescência. É fundamental que os adolescentes não apenas saibam, mas de fato tenham consciência do porque este corpo se reproduz, o impacto que uma gravidez pode trazer na vida deles, e como evitar em um momento que eles não estão prontos para isso. Portanto, o trabalho com educação sexual é imprescindível na vida desses jovens. Vale ressaltar a informalidade com que a questão sexual é tratada hoje em dia e muitos jovens não estão preparados para viver neste ambiente liberal criado pela própria sociedade. A facilidade que veio com o avanço da ciência, como exames de DNA e pílulas anticoncepcionais permite que o sexo não mais seja visto apenas com o objetivo de reprodução. Se sexo faz parte da vida do homem, portanto é natural que, se houver estimulo sexual, estes meninos reajam a estes estímulos e se desejem. Portanto, eles precisam ser bem preparados para esta realidade em que eles vivem hoje, daí a importância do trabalho de educação nas escolas, via internet, nos postos de saúde, enfim, onde os jovens estiverem. O que eles precisam é de um espaço para que eles tenham consciência de que adolescência não é o melhor momento para eles terem um filho.

Essa liberdade de informação da internet não atrapalha os jovens a dividir o que é o joio do trigo? Como o Instituto Kaplan está usando essas novas ferramentas de informação para também balizar o jovem?
A internet abre o espaço para que os jovens tenham acesso a todo o tipo de informação e obviamente, separar o joio do trigo para o jovem é muito difícil. Então o papel do Instituto Kaplan como uma instituição educadora nesta área de sexualidade é já dar o joio separado do trigo. E é isso que nós procuramos fazer no nosso trabalho, buscar a atenção do jovem para aquilo que ele de fato precisa saber: usar a sua sexualidade em seu benefício e não contra ele mesmo. Por isso, não negamos a nenhum jovem qualquer tipo de informação que eles queiram saber e sempre nos baseamos em critérios científicos e de investigações que nós ou outros profissionais de outras instituições tenham feito que embasam o nosso trabalho e as nossas observações a fazer para eles.

O Instituto Kaplan tem um trabalho pioneiro, que é o Projeto Vale Sonhar. Em alguns estados como Alagoas, São Paulo e Espírito Santo já há uma política pública que é o ensino da educação sexual com base no futuro, com os sonhos do futuro, dentro da disciplina de biologia. Quais têm sido os resultados efetivos dessa ação?
Os resultados são bem animadores! Nós conseguimos obter por meio de um trabalho de multiplicador (em que instruímos o coordenador pedagógico para que ele prepare os seus professores para realizar as oficinas do Vale Sonhar), uma diminuição de 50% do número de gravidez nas escolas das cidades Serra e Cariacica (ES) em 2008 e 2009. A partir dessa experiência, esse trabalho foi expandido para todo o estado do Espírito Santo. No estado de Alagoas que foi um trabalho desenvolvido em 2008 e 2009, também por este meio de multiplicador, conseguimos obter um resultado em torno de 35% de diminuição no número de gravidez na adolescência. Este trabalho, que foi o primeiro realizado na Secretaria de Educação do Estado de Alagoas, foi implantado em todas as escolas estaduais do estado, onde todos os municípios puderam desenvolver um trabalho monitorado pelo Instituto Kaplan em todos os momentos. São Paulo, que já é uma rede infinitivamente maior, (enquanto em Alagoas nós temos 187 escolas no estado inteiro de Ensino Médio, em São Paulo nós temos uma rede de 3.668 escolas), é um universo fantástico e o Instituo Kaplan fica muito feliz que esta secretaria tenha implementado a metodologia do Vale Sonhar dentro da matéria de biologia. E com isso, a gente conseguiu nesta primeira avaliação de 2008 e 2009, uma diminuição em torno de 20% do número de jovens que deixaram de ficar “grávidos” após as oficinas do Vale Sonhar. Isso é um dado muito significativo, já que na rede de São Paulo, são 600.000 alunos e podemos inferir que aproximadamente 60.000 jovens deixaram de engravidar nesse ano de 2009. É um resultado muito gratificante não só para o Instituto Kaplan como para todos nós que queremos que os nossos jovens e nossa população tenham uma melhor qualidade de vida.

Qual a reflexão que o Instituto Kaplan deixa nesse Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na adolescência?
A reflexão é para os pais e não para os jovens. Embora os adolescentes tenham vida própria, eles são frutos de uma educação, isto é, boa parte do que fazem e acreditam ainda está no núcleo familiar. O que eu gostaria de dizer para os pais é que sexo faz parte da vida da gente, é uma necessidade como outra qualquer e não é por si só ruim, pelo contrário sexo é uma coisa boa. Agora se ele não for bem trabalhado, se a pessoa não souber como lidar com a questão sexual, isto pode trazer conseqüências negativas para a vida delas. Ou nós começamos a refletir sobre a vida sexual como algo positivo, na qual nós precisamos de fato olhar para ela com carinho e estimular os nossos filhos a buscarem consultas médicas, e usarem os métodos contraceptivos ou o que nós vamos ter aí é uma dificuldade que vai além das possibilidades do Instituto Kaplan. Nós vamos até um ponto, mas agora, nós precisamos da ajuda das famílias, de toda a comunidade, para que a gente perceba que hoje em dia não dá mais para as meninas largarem a escola por causa de uma gravidez na adolescência.

Saiba mais:
INSTITUTO KAPLAN – www.kaplan.org.br

*Material elaborado e encaminhado ao blog pela jornalista Vera Moreira, usando como fonte Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan. A publicação no blog é mediante autorização, desde que respeitados a citação dos créditos e a integridade do texto.

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Leia mais textos de Maria Helena Vilela no blog:
>>Artigo: *É possível evitar gravidez na adolescência (publicado em 26/09/2009)
>>Um papo sobre sexualidade, menarca e dúvidas na “gineco” (publicado em 02/02/2010)
>>Artigo: Verdades e mitos sobre a homossexualidade (publicado em 06/06/2010)

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Saúde & Fitness: Por que é tão difícil mudar o estilo de vida dos pacientes hipertensos?

Essa semana, um colega de trabalho, na casa dos vinte e poucos anos, teve uma crise hipertensiva e precisou voltar mais cedo para casa. Quando ele me contou que sofria de “pressão alta”, e nem tem 25 anos ainda, não acreditei! A verdade é que a doença ataca cada vez mais cedo e requer cuidados. Pensando nesse conhecido, que tão jovem já precisará adotar um novo estilo de vida, selecionei para a coluna Saúde & Fitness deste domingo, uma reportagem sobre a hipertensão. Confiram:

*Por que é tão difícil mudar o estilo de vida dos pacientes hipertensos?

“Mas eu nunca tive pressão alta…”,  afirmam muitos pacientes, como se nascessemos hipertensos… E não o contrário, como se não nos tornássemos hipertensos, ao longo de nossas vidas.

“Saber-se hipertenso pode trazer consigo uma sensação de fragilidade e desamparo diante de uma condição incurável, onde teremos que tomar medicamentos para o resto de nossas vidas”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional, em São Paulo.

É compreensível que o ser humano se sinta extremante inconformado com as limitações impostas pelas doenças crônicas. Isso ocorre com o diabetes, com a obesidade e também com a hipertensão arterial.

“Há um estágio inicial, após o diagnóstico, em que as pessoas até tentam seguir as orientações médicas. Mas, com o passar do tempo, o ânimo inicial cede lugar para o cansaço, a dieta restrita em sal, tão importante para o tratamento eficaz, já não é seguida à risca, o uso comedido do álcool sucumbe ao abuso. A prática de atividade física e a suspensão do tabagismo parecem muito difíceis de serem implementadas. “Há uma rebeldia ou uma total negligência aos detalhes já bem reconhecidos como protetores ou facilitadores do tratamento”, diz a endocrinologista.

“Nesse momento, é muito importante que esse paciente possa contar com um médico que possa ser acolhedor o bastante e esclarecedor o suficiente para dar a esse paciente a chance de optar pelo tratamento de maneira bem amadurecida”, alerta Ellen Paiva.

Mudanças que não assustam – Realmente, devemos ser realistas. A vida não poderá mais ser como antes… Mas ela pode ser muito melhor do que antes, se formos maduros e estivermos engajados no nosso próprio tratamento. “Além disso, quando um paciente, na faixa dos  45 – 55 anos fica hipertenso, já não seria em boa hora para ele começar a cuidar melhor do seu peso e da sua ingestão de sal? Já não está na hora de parar de fumar, beber menos, se exercitar mais e finalmente adotar um estilo de vida mais adequado à sua idade?”, questiona a médica.

Os medicamentos para o tratamento da hipertensão arterial estão numa fase de avanço tecnológico que dificilmente não conseguimos normalizar a pressão de um paciente. “Entretanto, mesmo com uma pressão arterial normal, com o uso de vários medicamentos hipotensores, um paciente obeso, sem atividade física, que beba muita bebida alcoólica e/ou fume, poderá não se livrar das complicações crônicas da hipertensão, como o infarto e o derrame. Assim, essas mudanças de hábitos do paciente hipertenso são tão importantes para o tratamento da doença como os medicamentos hipotensores disponíveis no mercado”, destaca a diretora do Citen.

Hoje, para enfrentar qualquer doença crônica que exija mudanças de hábitos, ninguém vai encontrar facilidades. “Mas, o que esses pacientes, muitas vezes, não sabem é que o tratamento eficaz das condições clínicas associadas a estas doenças crônicas é o que garante a normalidade da vida, a coexistência pacífica com a doença”, destaca a endocrinologista.

Saiba mais:

No site – www.citen.com.br

Via Twitter – @Citensp

Por email – [email protected]

*Texto de Márcia Wirth, enviado ao blog pela MW- Consultoria de Comunicação

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Saúde & Fitness: Algumas questões sobre artrite reumatóide

A série Saúde & Fitness foca mais no tema saúde neste domingo, para abordar uma doença que afeta bastante a qualidade vida das mulheres: a artrite reumatóide. O texto abaixo é da jornalista Márcia Wirth, da MW Consultoria de Comunicação, e traz dados de pesquisas recentes, bem como esclarecimentos prestados pelo reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo). Confiram e se conhecerem alguém afetado pela doença, ajudem a disseminar as informações abaixo:

*Três quartos das mulheres que têm artrite reumatóide sofrem dores diárias

Familiares dos pacientes são afetados emocionalmente pelo diagnóstico da doença

Quase três quartos (72%) das mulheres diagnosticadas com artrite reumatóide sofrem com dores diárias, apesar do fato de 75% delas receberem medicamentos para alívio da dor. Os números são de um estudo apresentado por Paul Emery, professor de Reumatologia da Universidade de Leeds, no Reino Unido, durante o Congresso Anual da Liga Européia Contra o Reumatismo. Os dados coletados por Emery abrangem mulheres de sete países: Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, E.U.A. e Canadá.

Segundo a pesquisa, 27.459 mulheres com idades entre 25-65 (média 46 anos) foram recrutadas para o estudo através de um painel de pesquisas on-line, dos quais 1.958 foram elegíveis para análise do preenchimento do questionário, entre 30 de julho e 31 de agosto de 2009. 75% tinham sido diagnosticadas com artrite reumatóide por mais de um ano.

A pesquisa destacou também o impacto emocional, social e físico da artrite reumatóide na vida destas mulheres. As participantes do estudo relataram que sofrem muito com a doença, além das dores físicas, foram relatados sentimentos de distanciamento e isolamento. A doença afeta também as relações íntimas:

– 40% das mulheres solteiras afirmaram que é mais difícil encontrar um parceiro;

– 22% das entrevistadas divorciadas ou separadas afirmaram que de alguma forma, a artrite reumatóide teve um papel na sua decisão de se separar de seu parceiro;

– 68% das mulheres com artrite reumatóide relatou esconder sua dor dos mais próximos;

– 67% disseram que estão constantemente a procurar de novas “ideias” ou “alternativas” para amenizar ou acabar com a dor que sentem.

“Os dados confirmam que a dor física é a questão primordial para as mulheres com artrite reumatóide, mas a doença as atinge mais profundamente, afetando o seu bem-estar físico, social e emocional. O trabalho destaca a complexidade do tratamento destas pacientes. É um processo que vai além do controle dos sintomas ou do alívio da dor”, explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Inflamação nas mãos. Doença tem causa ainda desconhecida, mas afeta preferencialmente as mulheres

A adoção de estratégias de tratamento para reduzir a dor, restabelecer a produtividade no trabalho e de gestão do impacto social da artrite reumatóide é de grande importância no manejo clínico desses pacientes. “O estudo aprofundado do impacto negativo da doença e da dor sobre a produtividade laboral das entrevistadas revelou que 71% das entrevistadas se consideravam menos produtivas por causa da artrite reumatóide”, destaca Lanzotti.

O estudo revelou impactos, a longo prazo, da artrite reumatóide sobre a vida profissional:

– 23% das entrevistadas pararam de trabalhar;

– 17%  informaram  uma redução na jornada de trabalho.

Família e amigos sofrem também – Outro estudo apresentado, durante o Eular 2010, destacou o sofrimento psíquico de familiares e amigos de pacientes com artrite reumatóide. A autora da pesquisa é Julie Taylor da Universidade de West England, em Bristol, Reino Unido.

Taylor e sua equipe de pesquisadores entrevistaram familiares de pacientes com artrite reumatóide, visando avaliar seus sentimentos no momento em que seus familiares foram diagnosticados com a doença e a forma como eles conviveram com o diagnóstico, com o passar do tempo. Após a análise dos dados, os pesquisadores relataram que os familiares de pacientes com artrite reumatóide relataram os seguintes problemas:

• Emocionais: de uma maneira geral, os familiares expressaram uma tristeza imensa e uma perda de significado “no conceito de futuro”, tanto em relação a si mesmos, quanto em relação ao familiar doente;

• De adaptação: vários entrevistados disseram esperar uma cura para a doença. Mas, após um tempo maior de diagnóstico da doença, os familiares reconhecem que a pessoa afetada e eles mesmos continuarão a conviver com a artrite, durante toda a vida do paciente;

• De enfrentamento: os familiares relataram sentimentos de rejeição, desamparo e ocultação, tanto da condição de saúde do familiar doente, quanto dos impactos que a doença provocou ao relacionamento familiar;

• De falta de apoio e informação: a maioria dos entrevistados revelou-se relutante em participar de um grupo de apoio específico sobre a doença, apesar de reconhecerem sua importância.

“Os resultados desta outra pesquisa servem de alerta para os profissionais de saúde. Apenas uma equipe multidisciplinar de atendimento é capaz de suprir todas as necessidades do paciente com artrite reumatóide e sua família”, defende o diretor o Iredo.

O diagnóstico das doenças reumáticas pode ter um impacto muito negativo na vida familiar. Muitas associações que lidam com o tema, como a inglesa Arthritis Care e a portuguesa ANDAR realizam estudos com os familiares onde são relatados comumente sentimentos de desesperança e de descrédito no futuro.

A prática regular de atividade física previne o surgimento de artrites e reumatismos, bem como da dor crônica, mas um paciente acometido de uma doença como a artrite reumatóide, que é degenerativa, só pode se exercitar de acordo com orientação médica e a depender do grau da doença

Geralmente, após o diagnóstico da doença, a  família não só têm de aprender novas habilidades para prestar cuidados físicos ao paciente, mas também se vê obrigada a ajustar atitudes, emoções, estilo de vida e  rotina.

“Essas associações e grupos de apoios têm papel relevante no tratamento da artrite reumatóide, pois oferecer apoio e suporte à família do doente crônico é tão importante quanto tratar este paciente. É uma das vertentes do tratamento. Um ambiente familiar mais harmonioso favorece muito o tratamento e o controle da doença crônica”, defende o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti.

Para saber mais:

Visite o site www.iredo.com.br

Leia o blog vivendosemdor.wordpress.com

Ou siga no twitter: @sergiolanzotti

Para esclarecer dúvidas: [email protected]

*Texto enviado para o email do blog por MW Consultoria de Comunicação e publicado mediante autorização, desde que citada a fonte e respeitada a integridade do material.

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Saúde & Fitness: Caminhada no combate às dores

Domingo é dia dos artigos e reportagens da série Saúde & Fitness aqui do blog e para hoje, reservei uma contribuição do ortopedista Fabio Ravaglia sobre os benefícios da caminhada na prevenção e tratamento às dores musculares. Hoje amanheceu um sol frio, céu azul e ventinho fresco aqui em Salvador, clima gostoso para uma boa caminhada. Me inspirei no dia para selecionar o material da série. Que sirva de inspiração a vocês também!

**A caminhada no combate às dores em músculos e ossos

*Dr. Fabio Ravaglia

A atividade física ajuda a combater dores nos músculos e nos ossos? É possível, com exercícios, reduzir dores nas costas, no joelho, na cabeça, nas pernas e outras tantas que nos incomodam no dia a dia?  Para começar, é certo que as atividades físicas são fundamentais para que o corpo não enferruje. Costumo dizer isto para pessoas  de qualquer idade, porque já é passado o tempo em que somente idosos ficavam parados. Hoje, é comum ouvir de jovens e mesmo crianças queixas de dores por causa de má postura ou por movimentos repetitivos, por exemplo. Um segundo ponto importante está em manter bons hábitos durante toda a vida para garantir um sistema musculoesquelético saudável e forte para sustentar o organismo. Se a dor se apresenta porém, e há que enfrentá-la, certamente os exercícios físicos têm sido utilizados com sucesso na reabilitação ou como um componente de controle. Em muitos casos, recomendo a caminhada como exercício físico para meus pacientes. É uma maneira natural de movimentar o corpo, praticando uma atividade física de baixo impacto, que pode ser adotada pela grande maioria das pessoas.

São mais de 300 doenças reconhecidas pela ciência, que afetam ossos e músculos. Dores nas costas, nos joelho, no pescoço, na cabeça, nos braços ou nas pernas; fibromialgia, osteoporose, lombalgia, osteoartrite e outras questões de saúde têm a intensidade da dor reduzida quando o tratamento envolve a prática de exercícios físicos. A diminuição da dor induzida pela atividade física pode ocorrer já nas primeiras sessões, quando os movimentos são criteriosamente receitados por médicos e acompanhados por fisioterapeutas ou por profissionais de educação competentes. A melhora já pode ser percebida apenas por não deixar músculos e ossos parados, mesmo que por pouco tempo. Os exercícios aeróbicos, como é o caso da caminhada, podem ser realizados com intensidade moderada no início da prática, para não causarem impacto no paciente com dor.

A praia, a beira-mar, onde a areia é mais compacta, é espaço ideal para uma boa caminhada em dupla

Ainda não são conhecidos o tempo e a duração ideal de exercícios físicos para a maior parte das condições de dor musculoesquelética. Então, é a prática com cautela e a tolerância do paciente que vão determinar a duração e a intensidade de cada sessão. Uma coisa é certa: há pessoas que se adaptam rapidamente a exercícios e melhoram significativamente após uma curta sessão. Noto isto com os frequentadores do Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança, evento organizado pelo Instituto Ortopedia & Saúde, ONG que presido e é responsável pela promoção de uma caminhada monitorada por médicos, fisioterapeutas e profissionais de educação física. Uma vez por mês, acompanho a caminhada de cerca de 30 minutos e o que ouço dos participantes é que chegam ao Parque Trianon com dor e saem sem dor. A ideia de organizar um evento que promovesse a atividade física surgiu em 2005, justamente ao perceber que as dores osteomusculares, às vezes, são negligenciadas pelos pacientes e mesmo por alguns profissionais, por sua complexidade de entendimento e entraves na investigação. A pessoa pode ter hérnia de disco e a dor mais forte estar nas pernas, o que a leva a pensar que o problema não está na coluna. Então, vai ao cardiovascular e não entende porque ele pede para ir ao ortopedista. E a demora no tratamento tende a agravar o quadro. Problemas de simples correção podem se tornar dores crônicas.

Mas, por que fazer atividade física ajuda a combater a dor musculoesquelética? Movimentos  aumentam os níveis plasmáticos de endorfinas, com isso a percepção da dor diminue. Além disso, alongamento e relaxamento da musculatura aliviam a tensão no local e a dor desaparece. Por outro lado, mexer-se ajuda a fortalecer os músculos para que trabalhem melhor na sustentação dos ossos; os movimentos, por sua vez, costumam melhorar o funcionamento das articulações e chegam a aumentar a lubrificação nas cartilagens, aliviando dores nos ossos.

O aprazível parque Trianon, em São Paulo, serve de cenário para caminhadas promovidas pela Ong presidida por Fabio Ravaglia

Quando alguém diz: “Doutor, mas dói quando eu me mexo”, o médico precisa avaliar, compreender e agir, recomenda a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (Sbed), que durante este ano está se dedicando à divulgação das dores musculoesqueléticas. A iniciativa está alinhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que definiu os anos 2000 a 2010 como a Década dos Ossos e das Articulações, com quatro importantes pilares a serem tratados (doenças crônicas das articulações, osteoporose, dor na coluna vertebral e traumas). Em caso de dor, o médico pode recomendar um programa de exercícios supervisionados,  como uma terapia para eliminar o sofrimento. Melhor ainda que praticar atividade física como uma terapia é praticar para ser saudável e manter as funcionalidades do corpo humano e do aparelho locomotor. Infelizmente, não me surpreende a informação de que 13,5% dos brasileiros se queixam de dores na coluna, divulgada recentemente no Suplemento de Saúde da Pnad 2008 (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios). O mesmo levantamento traz um dado assustador: apenas 10% da população pratica atividade física de lazer, que é a recomendada pela OMS. A própria OMS recomenda que a atividade física deva ser regular, pelo menos trinta minutos, cinco vezes por semana. A pessoa que se exercita fica menos propensa a desenvolver diabetes, hipertensão e doenças tireoidianas, além de todos os problemas musculoesqueléticos.

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*Fabio Ravaglia é médico ortopedista graduado pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp), especialização em coluna vertebral pelo Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho (Santa Casa de Misericórdia de São Paulo) e mestre em cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Atuou como cirurgião ortopédico em hospitais ligados à Universidade de Bristol, na Inglaterra e na Alemanha, fez especialização em avançadas técnicas para cirurgias de coluna minimamente invasivas. É também membro do corpo clínico externo dos hospitais Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Santa Catarina; diretor-presidente da Arthros Clínica Ortopédica; membro emérito da Academia de Medicina de São Paulo e membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT. Desde 2005, preside o Instituto Ortopedia & Saúde, Ong que tem a missão de difundir informações sobre saúde e prevenção a doenças e que organiza o Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança.

**Artigo encaminhado ao blog pela assessoria do Instituto Ortopedia & Saúde e publicado mediante autorização, desde que devidamente citada autoria e fonte de informações.

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