Como adequar o ambiente doméstico ao trabalho?

Modelo de home-office / Crédito da foto: Site do Senado Federal
Modelo de home-office / Crédito da foto: Site do Senado Federal

Trabalhar em casa, perto dos filhos (para quem tem filhos) ou mesmo para quem não tem, mas prefere um ambiente silencioso e menos formal de produção, é uma tendência da contemporaneidade. Tenho lido diversas reportagens sobre o assunto. Há algum tempo, na TV, vi uma matéria com profissionais de RH (Recursos Humanos) que enumeravam as vantagens do trabalho domiciliar para o empregado e o empregador, principalmente no que diz respeito a motivação (sair do ambiente às vezes dispersivo ou opressor do escritório) e economia, seja da empresa com manutenção de salas, ou do funcionário com transporte e alimentação. O alerta é apenas para que a pessoa que tope o desafio de mudar seu escritório para casa, mantenha a disciplina em cumprir prazos e horários. Se na empresa é fácil se distrair na sala do cafezinho mais do que o tempo necessário para recarregar as baterias; em casa tem uma enorme quantidade de coisas acontecendo que podem roubar a concentração do trabalho. O ideal é estabelecer horários e dentro deste espaço de tempo, concentrar-se no que precisa ser feito. Conscientizar outros membros da família de que aquilo que você faz no computador é trabalho e que por algumas horas é preciso sossego para produzir também é fundamental. Psicólogos, porém, costumam alertar para que não se confunda as vidas privada e profissional, ficando mais tempo do que o devido em frente ao computador e sacrificando aqueles momentos de lazer e descanso tão importantes para manter a saúde do corpo e da mente. A jornada no Brasil é de 40 horas semanais, não podemos cair na tentação de esticar esse horário para as 24 horas do nosso dia apenas porque tudo o que precisamos para produzir está ao alcance da mão. Sair com amigos, ensinar o dever das crianças, ler um livro, ver TV, continuam valendo nos seus momentos de folga. Para facilitar a vida de quem pretende se beneficiar da comodidade de trabalhar em casa, diversos escritórios de arquitetura têm investido nos projetos de home office e todos são unânimes em enfatizar a necessidade de reservar um cômodo da casa para montar a sua estação de trabalho. Essa é uma boa forma de evitar confundir sua hora de dormir ou relaxar com as obrigações da empresa. Recebemos um material muito interessante com dicas para organização de home offices, confiram:

*Como adequar o ambiente doméstico ao trabalho?

O melhor dos mundos para os adeptos do home-office é poder exercer suas atividades de bermuda, de preferência, de frente para o mar
O melhor dos mundos para os adeptos do home-office é poder exercer suas atividades de bermuda, de preferência, de frente para o mar

Trabalhar em casa era um sonho acalentado por funcionários de algumas das maiores multinacionais na década passada. Com o surgimento da Internet e de toda uma parafernália tecnológica, parte destes profissionais aderiram ao home office, modalidade que deu às pessoas, pela primeira vez, a alternativa de executar tarefas longe do escritório. Nos Estados Unidos, 10 milhões de empregados passaram a cumprir parte do expediente em casa. No Brasil, foram 4 milhões. “A tendência de trabalhar em casa se tornou uma realidade. Hoje, é cada vez mais comum a casa se transformar num substituto do escritório ou a extensão dele. Com a tecnologia jogando a favor, na tranqüilidade do lar, é possível trabalhar diariamente, pesquisar na Internet ou simplesmente ler e-mails. Seja qual for o propósito da criação do home office, é muito importante organizar um espaço funcional e aconchegante com todo o conforto e livre de improvisos”, defende a   arquiteta Ana Carolina M. Tabach, diretora de projetos da C + A Arquitetura e Interiores.

Antes, bastavam uma mesa, uma cadeira, uma luminária e umas prateleiras. Estava pronto o escritório doméstico, encaixado num canto qualquer do quarto ou da sala. Com a valorização do trabalho em casa nos últimos anos, esse espaço conquistou vida própria. Aos poucos, deixa de ser um luxo reservado apenas a alguns profissionais para se transformar em presença quase obrigatória nos projetos arquitetônicos de casas e apartamentos destinados à classe média. Especialistas da área imobiliária estimam que, em breve, ele será tão essencial quanto o banheiro e os quartos. Muitos prédios já estão saindo da planta com espaço para o escritório.

Guia de montagem do home office

1)    Arrumar a casa para liberar espaço para a montagem do escritório doméstico é uma sugestão óbvia — mas muitos pequenos e médios empresários, ocupados demais com o dia-a-dia, acabam não fazendo isso. Jogar fora coisas que não se usa mais costuma liberar de 15% a 20% de espaço. O escritório doméstico deve ser funcional, mas acima de tudo agradável e confortável, com a virtude de ocupar uma área reduzida. O fundamental é que não lembre nem um pouco os escritórios convencionais, aonde o profissional é obrigado a ir todos os dias;

2)    “Antes de iniciar o projeto do home office,  ouvimos as demandas do cliente em relação a sua profissão e ao seu dia-a-dia. É importante saber se o profissional vai realmente trabalhar em casa ou utilizar o escritório apenas esporadicamente. E mais: se mora sozinho, se tem filhos pequenos ou se pretende dividir o espaço com assistentes. É importante também saber  se ele vai receber clientes e fornecedores em casa. São informações como estas que nos dão subsídios para elaborar um projeto de home office adequado ao perfil de cada um”, diz a arquiteta Ana Carolina M. Tabach;

3)    O projeto arquitetônico do home office tem que prever a acomodação de todos os recursos tecnológicos dos quais o profissional  irá fazer uso e ainda prever futuras expansões, a curto prazo. Computador, fax, impressora… “De acordo com as tarefas que o cliente irá executar, determinamos quais acessórios serão imprescindíveis e quais ele poderá vir a adquirir futuramente, para já deixarmos previstos pontos adicionais. Só assim é possível dimensionar o espaço necessário para acomodar tudo com conforto”, explica Ana Carolina;

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Crédito: C+A Arquitetura

4)    Falta de espaço não é desculpa para deixar de organizar o ambiente de trabalho. “Em 3 m² é possível instalar uma bancada confortável (50 cm de profundidade por 90 cm de comprimento), armário, prateleiras ou nichos e um gaveteiro sob a bancada. Mas, se o profissional trabalha em casa muitas horas por dia, o ideal é ter um ambiente com mais privacidade, que pode ser uma edícula ou um quarto isolado”,diz a arquiteta;

5)    Após a definição do melhor local disponível na casa ou no apartamento, é preciso verificar as instalações elétricas, pois serão necessárias tomadas e pontos extras para telefone e conexão de banda larga. “Um mobiliário adequado, atendendo aos princípios de ergonomia, também previne doenças ocupacionais, como a LER – Lesão por Esforços Repetitivos. A altura ideal da bancada varia entre 70 e 75 cm, enquanto mouse e teclado devem estar posicionados de forma que o usuário apoio completamente o antebraço. E é preciso deixar espaço livre para que o profissional sente-se numa posição correta, formando ângulos de 90º entre tronco e antebraços, tronco e pernas, coxas e parte inferior das pernas e entre tornozelos e pés”;

6)    Trabalhar em casa requer uma iluminação apropriada. É possível economizar energia, contando com uma janela ampla, mas deve-se evitar instalar a bancada do computador contra a abertura, pois o reflexo da luz no monitor é prejudicial. “E mesmo com uma boa luminosidade, o ambiente deve contar com uma luz artificial geral e homogênea somada a uma iluminação pontual na mesa. O foco deve ser perpendicular, vindo da direita para quem é canhoto e da esquerda para os destros, para não fazer sombra sobre o papel”, recomenda a arquiteta Ana Paula Naffah Perez, diretora de projetos da C + A Arquitetura e Interiores;

7)   Recomendamos que o cliente tenha à sua disposição apenas o essencial para desempenhar suas tarefas. “Além da própria mesa, telefone e computador, só devem ser inseridos no escritório doméstico objetos realmente necessários. Uma opção é instalar um painel magnético acima da bancada para lembretes e recados importantes. Aliados da organização, eles também podem inserir um toque divertido ao escritório. Em ambientes informais, uma boa pedida é adotar acessórios de plástico ou zinco, que são opções econômicas e resistentes”, conta Perez;

8)    Para dar o acabamento geral, é importante escolher materiais de aparência leve e fáceis de limpar, como laminado melamínico no tampo da bancada. “Cores claras nas paredes e nos móveis dão a sensação de conforto visual e amplitude, sem tornar o ambiente cansativo. Para o piso, sugerimos madeira, laminados e porcelanatos, que facilitam a manutenção”, conta Ana Paula Perez;

9)    Outro cuidado importante é optar pela fiação camuflada. “É possível encomendar uma bancada sob medida com fundo falso ou comprar, em lojas especializadas, uma mesa com canaletas, que escondam a fiação. Outra alternativa é providenciar um painel falso cobrindo parte da parede atrás da estação de trabalho. É interessante também reunir duas ou três tomadas numa só parede para evitar fios por todos os lados”, recomenda a arquiteta;

10)  Hoje, os móveis de escritório ganharam agilidade e bom desenho. “Na hora da compra, recomendamos que o cliente escolha entre as peças próprias para escritório por serem ergonômicas e de fácil manutenção. Mesas com desenho em C ou L evitam deslocamentos na cadeira. Bordas arredondadas não machucam o corpo e tampos com superfícies opacas evitam que a luz se reflita”.

*Material enviado por email pela assessoria da C+A Arquitetura e Interiores, São Paulo – SP

>>Para saber mais sobre a C+A visite o site: www.caarquitetura.com.br.

>>Home office segue mesma legislação trabalhista do colaborador que fica dentro da empresa (matéria do jornal Conversa Pessoal, publicada no site do Senado)

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Safernet lança concurso para estimular internet segura

safernet

A Ong Safernet Brasil, que milita em prol do uso cidadão da internet e contra a pedofolia e outros crimes praticados na web, criou um concurso para estimular os adolescentes ao uso responsável da rede mundial de computadores. Conversa de Menina, que também milita nesta causa, abre espaço para divulgar a iniciativa.

Ao todo, sete países já se inscreveram para participar do concurso internacional de videos: Brasil, Bolívia, Argentina, Costa Rica, México, Paraguai e Venezuela. O nome do concurso é “Tecnologia Sim. Conecte-se com Responsabilidade” e as inscrições vão até 15 de novembro.

Serão premiados adolescentes de 12 a 18 anos, educadores e instituições da qual os participantes façam parte. A ideia é que os inscrito criem vídeos com no mínimo um minuto e no máximo três de duração, em que dêem ideias de como fazer um uso seguro, responsável e cidadão da internet.

Não é preciso usar equipamento profissional. Vale lançar mão de recursos do celular, da câmera fotográfica ou de qualquer outra câmera filmadora. Os adolescentes podem usar personagens, entrevistar pessoas, recorrer a animações, ou o que a imaginação mandar.

Serão premiados três grupos vencedores no Brasil e esses também podem ser vencedores da etapa internacional. O Concurso “Tecnologia Sim. Conecte-se com responsabilidade” é a primeira iniciativa do gênero no Brasil.

Confira dicas para começar a fazer o vídeo, normas do concurso e ficha de inscrição no site: www.tecnologiasim.org.br

*Fonte das informações deste post: assessoria de comunicação da Safernet

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>>Leia mais sobre internet segura aqui no blog

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Artigo: Conhecimento e diversão na era da informação

Pais e Crianças no computador / FotosearchO artigo abaixo foi enviado ao blog pela escritora infantil Lu Martinez. No seu texto, ela fala das novas tecnologias da informação e do quanto elas podem ser aliadas no aprendizado e no incentivo à imaginação da meninada. Desde que haja cuidado dos pais, a internet e outras novidades da era digital podem ser bastante educativas. Leiam a íntegra do texto:

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Conhecimento e diversão na era da informação 

Lu Martinez*
 
Histórias sobre a reação das crianças ao descobrirem as novidades do mundo sempre deram pano para manga. Os pequenos e suas lúdicas relações cognitivas são arcabouço para piadas divertidíssimas entre os adultos.
 
Na era digital, essas histórias ganharam um sabor todo especial. Quem nunca viu uma criança de pouco mais de dois anos ser fotografada e ir para trás da câmera para conferir a imagem?  Quem nunca ouviu a história do pai que apresentou ao filho a máquina de escrever e foi surpreendido com elogios entusiasmados a respeito da máquina “que já imprimi automaticamente o que nela se escreve’?
 
A cada dia somos “cúmplices” das histórias divertidas dessas crianças em busca do conhecimento. Na era da informação, os meios pelos quais os pequenos conhecem o mundo também se modernizaram.
 
O acesso fácil e rápido a informações atualizadas, além do acervo de bibliotecas, museus e jogos educativos, é essencial para potencializar o conhecimento por meio da experiência. Pela Internet, é possível brincar com os famosos jogos de sete erros, ligue-pontos, quebra-cabeças, além de ouvir histórias e assistir animações que contribuam para o desenvolvimento da coordenação motora e da agilidade do raciocínio. Esses instrumentos de educação estão à disposição de todos.
 
Sabemos que os riscos de ações indesejadas pela Internet também são constantes e crescentes. Por isso, o acesso deve ser sempre orientado e monitorado pelos pais e professores. 
 
Pais ensinam dever ao filho / FotosearchAntes mesmo do advento da Internet, ensinar a lidar da forma mais segura com o mundo ao redor sempre foi tarefa dos pais. E não deixou de ser nos tempos de hoje. Claro que a questão ganhou novas formas. Frases comuns no passado, como por exemplo, “Não abra a porta para estranhos”, foram substituídas por algo como “não fale com estranhos no computador”.
 
As possibilidades cognitivas – que, à primeira vista, parecem ilimitadas – proporcionadas pelas novas tecnologias sugerem que esses riscos são os “efeitos colaterais” inerentes.
 
Por isso mesmo, é que se faz necessária, cada vez mais, a participação ativa dos adultos na trajetória de aprendizado e mesmo na hora da brincadeira. Até em razão de ser essa uma experiência extremamente importante para a criançada, o acesso à Internet não deve ser coibido.
 
O conteúdo cada vez mais focado no aprendizado dos pequenos, os jogos que exercitam a imaginação, o raciocínio, que diverte ensinando, estão à disposição das crianças e, sob a orientação dos adultos, essas ferramentas podem ser usadas de forma a enriquecer ainda mais o conhecimento adquirido pela forma mais “tradicional”.
 
A facilidade proporcionada pela web é um caminho sem volta. Precisamos usá-la ao nosso favor!

*Lu Martinez é escritora infantil

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Leia outros artigos publicados no blog:

>>Crianças hiperestimuladas, crianças felizes?

>>Livro mais barato ajuda a formar leitores

>>“Por que meu filho mente tanto?”

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Acesse nossas outras conversas sobre o tema:

>>Pais e filhos: a importância de brincar e descobrir

>>Internet segura: controle o acesso dos filhos

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Brasil ganha primeira rede social acessível do mundo

Conversa de Menina abre espaço para divulgar o Acesse, primeira rede social acessível do mundo. Leiam o material que chegou até nós e ajudem a espalhar a novidade, vamos incentivar a iniciativa e tornar a web acessível!

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Instituto Superar e ALE lançam a primeira rede social totalmente acessível do mundo

Nesta quinta, 13, o Acesse (www.acesse.org.br), primeiro site de relacionamento do mundo criado para ser totalmente acessível, entra no ar.  Assim como as outras redes sociais já existentes, o Acesse tem como objetivo ajudar seus membros a criar novas amizades e estreitar relacionamentos, promovendo a socialização e a troca de experiência entre os participantes.

O diferencial e pioneirismo do Acesse estão mesmo na acessibilidade, tornando suas ferramentas e páginas disponíveis a um maior número de usuários e beneficiando não só os deficientes como também as pessoas idosas, usuários de tecnologia assistiva (ponteira de cabeça, teclado expandido, impressora em braile etc) e de acesso móvel, através de navegadores alternativos (DOSVOX, Safari, Firefox).

Segundo a ONU, a web hoje ultrapassa a TV e jornais como a mídia mais consumida no mundo. Já as redes sociais contam com 300 milhões de usuários em todo planeta e 90% dos usuários de internet no Brasil estão conectados a um site de relacionamento, segundo o Google Brasil. Com base nessas informações, o Acesse foi desenvolvido para permitir a inclusão de pessoas com necessidades especiais a essas redes sociais, que hoje ditam tendências, comportamentos e são usadas como ferramenta de marketing.
 
ATLETAS PARAOLÍMPICOS

A criação do Acesse favorece deficientes que atuam em diversos setores da sociedade, mas para uma categoria em especial, a dos atletas paraolímpicos, a rede se configura em chances de comunicação com outros atletas mundo afora. “Vai ser muito bom ter um site como o Acesse. Agora será muito mais fácil manter contato com os meus amigos e com o pessoal do mundo esportivo. Estávamos impedidos de usufruir desses sites, dependíamos dos outros e me sentia excluído”, afirma o atleta cego Lucas Prado, corredor da equipe ALE de Atletismo, também patrocinado pela Unimed, Loterias Caixa e Amaggi.

Os deficientes visuais como Lucas navegarão facilmente pelo Acesse por meio de programas de transcrição de conteúdo desenvolvidos para a web. São softwares como o Jaws e o DOSVOX e que são capazes de ler o texto que está na tela.

“A gente tem a preocupação de que o Acesse seja para todo e qualquer usuário de internet, mas, inovadoramente, ele permite e facilita o relacionamento entre pessoas com deficiências sensoriais e físicas. Por isso, ele também é uma comunidade para atletas paraolímpicos e simpatizantes que acreditam no esporte como uma forma de integração social”, conta Marcos Malafaia, presidente do Instituto Superar.

Desde maio deste ano, o Superar conta com o patrocínio institucional da ALE. A companhia se uniu ao Instituto e criou uma equipe de atletismo com os melhores velocistas cegos do mundo. “Além do apoio constante ao Superar, também estamos investindo em várias ações em parceria, como essa nova rede social, que promete ser um marco no Brasil”, comenta Jucelino Sousa, vice-presidente da ALE. 
  
 
Instituto Superar 

O Instituto Superar é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo principal de fomentar o esporte paraolímpico em busca de performance técnica e resultados, além de visibilidade e reconhecimento da sociedade, promovendo o desenvolvimento da pessoa com deficiência por meio do esporte adaptado, da educação, agindo como um provedor de recursos com nítida ação de inclusão social.

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Onde descartar pilhas e baterias?

Reciclagem de pilhasGente, este post foi uma sugestão de uma pessoa muito querida. Enquanto conversávamos sobre o assunto, depois de encontrarmos várias pilhas velhas espalhadas pela casa, ela sugeriu que o Conversa de Menina publicasse um post com os locais onde é possível descartar em Salvador estes materiais tão nocivos ao meio ambiente, os chamados lixos tecnológicos. Normalmente, o que as pessoas fazem é simplesmente jogá-los no lixo comum, junto a papéis, plásticos e material orgânico. Primeiro que, inicialmente, por que não começar a reciclar o próprio lixo caseiro? Parece uma tarefa complexa, mas nem é. Você pode apenas indicar sacos específicos para cada tipo de material (vidros, plásticos, papel, orgânico), ou comprar cestos bonitos para fazer o mesmo. Uma tarefa tão simples que vai ajudar tanto ao meio ambiente.

Mas a ideia aqui é falar da reciclagem das pilhas gastas e baterias de, por exemplo, aparelhos celulares. O descarte inadequado destes materiais geram impactos bastante negativos ao meio ambiente e à saúde humana. Por causa disso, o Conselho Nacional do Meio Ambiente, o Conama, decidiu editar a Resolução 401/08, revogando a resolução anterior, a 257/99, e estabelecendo critérios e padrões para o gerenciamento ambientalmente adequado destes materiais. Mas apesar da lei, ainda é muito deficiente esta coleta em todo o Estado da Bahia. Em Salvador, por exemplo, pouco se ouve a respeito de locais que façam esse tipo de coleta especializada. E, portanto, se você conhece algum local para o qual possamos levar pilhas e baterias inutilizadas, por favor deixe um comentário, para que possamos divulgar estas informações.

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>> Vídeo: veja como descartar corretamente pilhas e baterias (A TARDE On Line)
>> Análise do Inmetro de pilhas alcalinas e zinco-manganês
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Programa Papa PilhaEnquanto isso, o que podemos fazer é levar as pilhas e baterias a uma das agências do Banco Real, que deu início ao Projeto Papa Pilhas. É um programa de reciclagem de material tecnológico que contém substâncias prejudiciais, como cádmio, mercúrio, níquel, chumbo, presentes em pilhas, baterias de celulares, relógios, câmeras, controles remotos etc. Estes produtos químicos contaminam solos, rios e lençóis freáticos, impossibilitando a sua utilização, além de causar danos a fígado, rins e pulmões, por exemplo. Só para dimensionarmos a importância do programa, só em 2008 foram tratadas 127 toneladas desse material (três vezes mais que em 2007). Em todo o Brasil, são quase dois mil postos de coleta espalhados. Então, é bem possível que haja um posto bem pertinho de sua casa, ou no caminho do trabalho. (Encontre a agência do Banco Real mais próxima de você –  você pode dar uma ligadinha antes para saber se a agência já instituiu o projeto, antes de ir até lá).

A reciclagem é feita pela empresa Suzaquim Indústrias Quimicas Ltda, localizada em Suzano (São Paulo). Todas as pilhas e baterias recolhidas pelo projeto Papa Pilhas são enviadas para lá. O processo de reaproveitamento começa pelo desencapamento dos materiais, e seus metais são levados a forno industriais, com temperaturas bastante altas. Estes fornos são especiais, porque precisam de filtros para impedir a emissão de gases poluentes ao meio ambiente. Os sais e óxidos metálicos obtidos nestes processos são utilizados no processo de produção de refratários, vidros, tintas, cerâmicas e química em geral, sem qualquer tipo de risco.

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Danos
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Reciclagem Uma pilha jogada aleatoriamente na natureza pode levar séculos para se decompor. Os metais pesados, por sua vez, não se degradam. Os materiais tóxicos podem vazar, em contato com a umidade ou calor, por exemplo, e sair contaminando tudo. Imaginem o estrago? Penetram no solo, com a ajuda das chuvas, atingindo córregos e riachos por meio da água subterrânea. Com a água contaminada, o problema chega aos animais e às plantações, via consumo direto e irrigação agrícola. Quanto aos metais pesados, eles se acumulam no corpo humano e a grande diferença entre eles e outros agentes tóxicos é exatamente que eles não são sintetizados nem destruídos pelo homem, o que significa que o organismo vivo é incapaz de metabolizar ou eliminar estas substâncias, que só fazem mal à saúde.

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Mercado paralelo
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Se produzidas com as especificações do Conama, já representam riscos á saúde humana e ao meio ambiente, o que falar dos produtos do mercado paralelo, despejados irregularmente no comércio e consumidos comumente pela população, que desconhece os riscos. Estas pilhas são altamente tóxicas e não podemos imaginar que a fiscalização oficial vai dar conta de barrar este tipo de comercialização. Como consumidores, precisamos ficar atentos a estes detalhes e exigir clareza nas informações sobre a origem do produto. Isso porque estas pilhas possuem até sete vezes mais a quantidade de metal pesado permitida. E elas representam, de acordo com estimativas da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), 40% de todas as pilhas vendidas no País.

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Dicas sobre o uso correto de pilhas e baterias*
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-Colocar pilhas na geladeira não aumenta a carga, ao contrário, quando expostas ao frio ou calor o desempenho pode piorar.
-Na hora de trocá-las em um equipamento, substitua todas ao mesmo tempo.
-Retire-as se o aparelho for ficar um longo tempo sem uso, pois podem vazar.
-Não misture pilhas diferentes (alcalinas e comuns; novas e usadas). Isso prejudica o desempenho e a durabilidade.
-Prefira as pilhas e baterias recarregáveis ou alcalinas. Apesar de custarem um pouco mais, têm maior durabilidade.
-Guarde as pilhas em local seco e em temperatura ambiente.
-Nunca guarde pilhas e baterias junto com brinquedos, alimentos ou remédios.
-Não exponha pilhas e baterias ao calor excessivo ou à umidade. Elas podem vazar ou explodir.
-Pelas mesmas razões, não as incinere e, em hipótese alguma, tente abri-las.
-Nunca descarte pilhas e baterias no meio ambiente e não deixe que elas se transformem em brinquedo de crianças.
-Evite comprar aparelhos portáteis com baterias embutidas não removíveis.
-Compre sempre produtos originais. Não use pilhas e baterias piratas.

*Fonte: site do projeto Papa Pilhas.

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Literatura de qualidade na rede

 

Quem, nos seus devaneios de infância, nunca sonhou em encontrar um manuscrito raro dentro de uma garrafa que veio dar na praia? A ideia de um acervo virtual que disponibiliza toda a rara e antiga produção da humanidade é bem parecida com esse sonho infantil
Quem, nos seus devaneios de infância, nunca sonhou em encontrar um manuscrito raro dentro de uma garrafa que veio dar na praia? A ideia de um acervo virtual que disponibiliza toda a rara e antiga produção da humanidade é bem parecida com esse sonho infantil

 

Boas novidades para amantes da literatura e pesquisadores em geral. Na última terça-feira, dia 21, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) lançou, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial (World Digital Library – WDL). O objetivo é disponibilizar acervo raro como livros, manuscritos, filmes, ilustrações e fotos para estudiosos e curiosos. Até agora, já digitalizaram 1,4 mil documentos  de 32 bibliotecas em 19 países.

Segundo nota divulgada no Portal da Imprensa, o internauta poderá acessar os links com informações completas, fazer download e até converter as peças em PDF. A intenção é fazer com que o grande público tenha acesso às obras raras. O site está em sete idiomas, incluindo o português.

Para saber mais sobre o WDL, leia reportagem publicada na Folha On line.

Outra boa pedida é pesquisar no site Estante Virtual, que reúne sebos de diversos estados. A página, além de trazer dicas de livros que nem sempre são possíveis de encontrar em livrarias comuns, tem ainda uma boa sessão para que os internautas comentem as obras disponiveis que eles já leram. Assim, antes de comprar, você tem acesso a opinião de quem já leu. Muitas vezes, confiamos mais na opinião de pessoas que tem uma realidade mais parecida com a nossa e tem necessidades semelhantes, do que na opinião da crítica especializada. Embora o trabalho dos críticos mereça todo respeito.

Para terminar as dicas, uma reflexão de Eric Schmidt, da Google, enviada para mim por uma amiga, também jornalista e blogueira:

Ainda acredito que sentar e ler um livro é a melhor forma de aprender alguma coisa. Eu temo que estejamos perdendo isso. Se você pegar qualquer platéia de pessoas em educação, é importante que comecemos pela leitura”.

E é isso mesmo meninas e meninos, nada substitui um bom livro, nem toda tecnologia do mundo. No máximo, google, WDL, Estante Virtual e tantos outros sites vão facilitar a busca por documentos raros e informações, vão ampliar o nosso acesso a acervos que ficam muitas vezes trancados e ao alcance apenas de estudiosos, mas sempre, sempre mesmo que vocês tiverem a chance, leiam a obra impressa e visitem a biblioteca mais próxima da sua casa, lá tem coisas surpreendentes, aposto!

Vejam a entrevista completa de Eric Schmidt aqui neste link.

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Tecnologia, IBM e previsões para o futuro

A velocidade em que a tecnologia avança me intimida. Não me considero uma pessoa analógica, me adapto bem às frequentes mudanças e aprendo rápido a manusear qualquer aparelho moderninho. A questão não é essa. O que me deixa apreensiva é que em um piscar de olhos as exigências são outras, os equipamentos ficam menores, as regras do jogo mudam. TecnologiaSem falar nas consequências sociais, que nem vamos tratar aqui. Um dia, muito do que utilizamos hoje rotineiramente era desenhado em filmes futurísticos de ficção científica. Com a TV de plasma, por exemplo, foi assim. Saiu da telona para a vida real.

A razão de eu estar escrevendo este post, na verdade, é um texto que li em uma revista sobre o IBM Next Five in Five, a lista das cinco inovações com potencial para mudar a vida das pessoas nos próximos cinco anos. O autor da última relação divulgada no final do ano passado é um brasileiro, que responde pelo nome de Fábio Gandour e ocupa o cargo de cientista-chefe da empresa. Para quem está se perguntando que diabos é a IBM, posso resumir que é uma empresa que trabalha com criação e desenvolvimento de tecnologias da informação, softwares, sistema de computadores, sistemas de rede, dispositivos de armazenamento e afins.

Entre as mais recentes invenções da empresa estão um sistema sem fio que detecta a presença de um bebê em cadeiras infantis para automóveis, evitando que pais atarefados esqueçam seus filhos no banco traseiro dos veículos, e um método de localização para cegos que utiliza frequências de rádio. Tecnologia 2Pois é, minha gente, a cabecinha dos cientistas da IBM não para. Em 2008, a empresa bateu o recorde de registro de patentes e entrou na história como a primeira empresa que conseguiu bater a marca de quatro mil em um único ano, deixando para trás as gigantes Microsoft e Intel. O próximo projeto mirabolante do grupo é o desenvolvimento de circuitos eletrônicos que funcionam de maneira similar ao cérebro humano.

Pois bem, voltando às previsões, vou enumerá-las aqui e deixar a cargo de cada um de vocês imaginar como será o mundo em mais alguns anos, décadas. E, depois de se familiarizarem com as idéias da IBM, aproveitem a seção de comentários para dizer o que acharam das projeções e sugerirem as suas próprias invenções que mudarão o mundo.

 

Tecnologia solar1. As tecnologias de energia solar serão utilizadas para produzir asfalto, tintas e até janelas – Imagine o dia em que a tecnologia solar estará disponível a todos nós. Já pensou na quantidade de energia que poderia ser criada se a tecnologia solar estivesse presente nos passeios, nas estradas, nas tintas, nos telhados ou nas janelas? Nos próximos cinco anos, a tecnologia solar estará disponível a todos.

 

Bola de cristal2. Você terá uma bola de cristal para saber o seu estado de saúde – como seria se você tivesse o poder de prever seu estado de saúde e utilizar estas informações para modificar o seu estilo de vida? Seu médico será capaz de construir todo um mapa genético sobre os possíveis riscos que enfrentará e com base nele montar uma forma de preveni-los ao longo da vida.

 
Internet3. Você vai conversar com a internet e a internet vai te responder – Já pensou você não precisar das mãos para utilizar a internet? Enquanto interage na rede poderá desenvolver outras atividades, como por exempo, cozinhar! Tudo será controlado pela voz, que tomará o lugar dos textos. Assim, você será capaz de enviar e-mails sem ter de escrever.

 
Shopping4. Você terá seu próprio assistente digital de compras – As assistentes de vendas das lojas serão dispensadas, e um aparelhinho eletrônico será instalado em todos os provadores. Bastará você digitar o que precisa e a peça chegará às suas mãos. Você poderá ainda fotografar a combinação e mandar via SMS ou e-mail para um amigo opinar, que tal?

 
Memória5. Aparelho ajudará a armazenar a sua memória – Todas as informações que você precisa acessar no seu dia-a-dia serão gravadas, guardadas e colocadas à sua disposisão no momento exato em que necessite delas. Tudo isso graças a algumas aplicações inteligentes e portáteis. Isso significa que a palavra esquecer será eliminada do seu vocabulário nos próximos anos.

 

 

ASSISTA AO VÍDEO DA IBM (em inglês)

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Internet segura: controle o acesso dos filhos

O Dia Mundial da Internet Segura é celebrado nesta terça-feira, 10. A data é uma iniciativa da Insafe, que tem o objetivo de “promover o uso ético e seguro da Internet e outras tecnologias, por meio da difusão de informações, recursos e guias de boas práticas”. Este ano, 65 países estão envolvidos no projeto. E é em homenagem à data que o Conversa de Menina decidiu explorar o tema do controle do acesso das crianças à informação na internet.

Vivemos a era da tecnologia. A sensação é que temos o mundo em nossas mãos. O conceito de distância ficou tão relativo, assim como também o controle da informação. Aliás, o controle do acesso a ela. E o que fazer quando o problema é controlar o tipo de informação que chega ao conhecimento dos filhos? Com a internet ao alcance de todos, é mesmo difícil monitorar tudo aquilo a que uma criança tem acesso.

Nos resta, então, usar dos mecanismos que esta mesma tecnologia nos coloca às mãos para, pelo menos, acompanhar o que nossos filhos estão fazendo quando entram em conexão com o tal mundo virtual. Filhos na internetClaro que navegar é muito importante para a gurizada, mas cabe aos adultos direcionar os caminhos a percorrer na rede. É uma forma de preservar a infância e a imaginação inerente a esta fase da vida. E não é mesmo fácil.

Você pode tomar algumas precauções mais simples, como evitar colocar o computador no quarto da criança. Em lugar de maior circulação, será mais fácil ficar de olho no que eles estão acessando. Também é essencial delimitar horários de uso, para que a internet seja apenas uma atividade de lazer e educação e não a única. Outra coisa é mostrar sites bacanas, fazer pesquisas e atividades em conjunto também.

Se você é usuário do Windows Vista, você pode criar uma conta específica e habilitar a ferramenta “Controle dos Pais”, o que vai possibilitar que você determine os sites a que o seu filho terá acesso, os jogos, e limite o tempo de uso do computador. No final você terá inclusive relatórios dos sites visitados. O ruim é que esta opção só é válida para quem utiliza o Internet Explorer. Em outros navegadores, como o Mozilla, não é possível fazer isso.  

No msn, habilite a gravação dos históricos das conversas. Depois é só dar uma vasculhada nos papos do filhote. Ou você pode ser mais cuidadoso ainda e optar por gerenciar os contatos que o filho adiciona no windows live messenger, spaces e hotmail pelo Windows Live OneCare —Proteção para a Família. Nesta segunda opção, ao invés de rastrear as conversas, você vai ajudar a criança a definir quem ele/ela pode ou não adicionar no msn.

 

Dicas de programas que os pais podem utilizar

Chat Controller – Limita o uso dos comunicadores instantâneos. Possibilita o bloqueio a programas e a determinação de horários de uso do computador.

Crawler Parental – Permite filtrar o conteúdo acessado pelo computador, o acesso a determinados programas e pastas, limitar o tempo, proibir instalação de malwares e impedir a navegação por sites falsos. É gratuito.

CyberPatrol – Usado para delimitar o tempo de uso e bloquear o acesso a certos sites para diferentes usuários. É possível bloquear o download de games, músicas, vídeos e imagens. Custa U$ 39,95.

CyberSitter – Ajuda a definir horários de acesso, sites proibidos e bloquear comunicadores instantâneos e downloads. Envia um código especial para o site acessado informando que o usuário tem restrições de acesso a conteúdos (tecnologia V-Token). Pode restringir apenas algumas funções de sites (ex: impedir a criação de perfis em sites de relacionamento, e permitir a navegação por páginas de outras pessoas). Monitora o que é digitado em e-mails. Custa U$ 39,95.

Desktop Mágico – Bloqueia sites e monitora atividades no PC. Possui um navegador desenvolvido para as crianças, onde os pais informam quais os sites permitidos para navegar. Tem um anti-spam que permite o envio e recebimento de e-mails apenas por contatos aprovados anteriormente. Traz ainda jogos educativos e infantis. Custa R$ 6,90 por mês.

Free Parental Control – Controla, remove e deleta material impróprio ou adulto do computador. Remove cookies, cache e históricos de URLs. É gratuito.

Msn Manager – Estabelece regras de utilização, monitora o uso, permiti ou bloqueia contatos, envio e recebimento de arquivos e imagens e nomes de exibição. Gera relatórios e libera conversas por horários.

NetFilter – Veta o acesso a páginas relacionadas à pornografia, pedofilia, drogas, violência etc. Registra sites visitados, bloqueia envio e recepção de e-mails e portas de comunicação. Possui controle de permissão de acesso por dia da semana e horário. Custa R$ 45,00.

Ti Monitor – Permite o acesso às conversas que usuários do computador mantiveram pelo MSN e chats, aos downloads e sites visitados. Grava teclas digitadas e copia a tela do computador em tempo real. Gera relatórios de conteúdos de sites, programas e pastas acessados. Custa R$ 40,00.

Web Blocker – Permite bloquear o acesso a mensageiros instantâneos, impede o download de conteúdos e sites, do acesso a sites de chat, pornografia ou comunidades virtuais. Restringe o uso por horário, palavras-chave, modo e conteúdo do download. Custa R$ 40,00.

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Saiba mais:
>> Dia Mundial da Internet Segura é celebrado nesta terça-feira (matéria do A TARDE On Line)
>> Site da ONG Safernet
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