Osklen: E das cinzas de um ateliê nasce uma…coleção

Diz a lenda, que a ave fênix vive centenas de anos e que quando chega a hora de morrer, entra em autocombustão e das cinzas uma nova fênix renasce. Mas, o que faz um estilista se o trabalho de anos a fio arde em um incêndio? Também é verdade o que prega um ditado popular: “se a vida te dá limões, faça deles uma limonada”. Pois eu e Alane (as fotos dela ilustram o post) fomos conhecer a “limonada” de Oskar Metsavaht, na Osklen do Shopping Barra (Av. Centenário), na última quinta-feira à noite, durante o lançamento da Fenix Collection, que apresenta o Outono-Inverno da grife e também o renascimento depois do incêndio que destruiu a sua fábrica, em fevereiro de 2010.

Angela Freitas com um dos vestidos chic-casuais da nova coleção. A estamparia dessa peça reproduz o "caminho do fogo" sobre os aviamentos da fábrica incendiada em fevereiro de 2010

A coleção já havia sido mostrada na última SPFW e comentada na blogosfera, mas ainda não tinha desembarcado em terras baianas. A apresentação oficial por aqui foi feita pela Angela Freitas, franqueada da Osklen em Salvador, 15 anos de experiência no ramo da moda, inclusive como criadora, durante um evento em estilo petit comitê, para blogueiros e jornalistas que escrevem sobre moda e universo feminino (e masculino também, pois a marca é essencialmente para os rapazes). Como sempre acontece nessas ocasiões; além do trabalho de clica aqui, anota ali, é sempre muito bom rever as blogueiras queridas e aproveitar para conhecer aquelas que ainda não tínhamos tido o privilégio de encontrar na cena fashion baiana.

A Fenix Collection, nos conta Angela (elegantérrima vestindo uma das criações de Oskar, como vocês veem na foto ao lado), foi inspirada nos escombros do incêndio e em uma releitura dos últimos dez anos da história da Osklen. A estamparia, por exemplo, reproduz, literalmente, o caminho do fogo. São chamuscados em tecidos, ilhoses, rebites e botões derretidos; além de texturas que imitam o aspecto queimado.

Nas araras masculinas, as cores frias do inverno se misturam aos laranjas, azuis e verdes

O corte das peças traz um leve toque minimalista, principalmente nos vestidos femininos, que nesta coleção estão com as silhuetas mais retas e justas ao corpo, bem ao agrado das baianas, como explica Angela: “A baiana gosta da roupa mais justa e a marca investe numa sensualidade sutil, que denota charme e elegância com naturalidade”, traduz. Ela ainda chama a atenção para a versatilidade das peças, já que a marca faz uma linha casual chic, que tanto serve para usar de dia quanto à noite, a depender do jogo com os acessórios.

Algumas peças femininas da Fenix Collection

O forte da coleção são as peças masculinas, que respondem por 70% da produção da marca. Nessa pegada “rebirth”, os clássicos masculinos da Osklen nos últimos dez anos ganham uma releitura em que, ao mesmo tempo que é reforçado o DNA da grife, busca-se uma linguagem contemporânea e jovem. Os tons em t-shirts, bermudas, calças e camisaria, além de cahsmere em gola V, estão neutros como cinza, nude e camelo. Mas há espaço para laranjas, vermelhos, verdes e azuis abertos, mais para o anil. O trench-coat  em vermelho  (detalhe da gola na foto acima) parece saído de um filme da Nouvelle Vague. #Amamos!

Abotinados, oxfords, sandálias pesadas e scarpins meia-pata para as moças, dividem espaço com modelos masculinos com aspecto de gasto e queimado, numa visão "artística" do incêndio na fábrica da Osklen

Nos itens para o público feminino, além dos vestidos, sapatos que são tendência da temporada, como as unkle boots, oxford, scarpin com meia-pata etc, mas sempre com essa mistura de casual-esportivo com chic-despojado. Na loja há ainda lingerie e bijus, além das bolsas, gente, as bolsas! Nos apaixonamos por várias delas…

Maxis com pinta de mala de viagem dividem espaço com as tiracolos texturadas, também em tamanho grande. Outra inspiração vinda dos caminhos do fogo são as bolsas com aspecto de couro retorcido e meio derretido. Para eles, mochilas funcionais e com designer e tons futuristas

Servicinho:

Osklen Shopping Barra
Av Centenário , 2292  (praça Central, piso 1), Barra Avenida
Tel : (71) 3237-4973 / Visite o site da marca: www.osklen.com

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Outono-Inverno 2010 “na bandeja” by Vivire

A grife especializada em moda balneário, Vivire, foi buscar inspiração nos sentidos humanos (olfato e paladar) para criar sua coleção outono-inverno 2010, batizada sugestivamente de Na Bandeja. As peças não foram pensadas apenas para serem vestidas, mas também sentidas. Por causa disso, foi dada importância ainda maior para a escolha dos tecidos e apuro das modelagens, segundo explica a estilista Virgínia Moraes.

A cartela de cores para esse inverno é refrescante, ideal para o inverno baiano e também sinestésica, como toda a coleção. A proposta é acompanhar a pirâmide olfativa, que organiza aromas tanto para alimentos quanto para perfumes. Assim, a coleção tem sua fase inspirada nas notas de saída ou cabeça, que representam a primeira explosão de um cheiro, com toques cítricos. Nessa fase, entram os tons de verde limão e laranja.  Em seguida, vêm as notas de coração, as mais marcantes do perfume, geralmente associadas ao frutado e floral. Para essa fase, a equipe de estilo escolheu os tons de oliva, rosa e azul, especialmente as variações de pêssego e lavanda, quando entram nas araras peças confeccionadas com um tipo especial de linho, que tem aparência de jeans. E, por fim, na conclusão da coleção, coincidindo com as notas de fundo ou amadeiradas, entram em cartaz as peças em tons terrosos.

As novidades para as roupas são muitas, todas inspiradas nos uniformes e aventais dos chefs de cozinha. Na prática, essas impressões se traduzem em linhas simples, formas amplas e confortáveis, cortes funcionais com bolsos, presilhas e botões em toda parte. Assim, a marca continua seu projeto de estar cada vez mais presente no cotidiano das mulheres. A coleção traz ainda mais fortes as calças de modelagem ampla e macacões, falsas sobreposições para evitar o calor e modelos mais casuais de bodies.


A aposta dos tecidos é em malhas de alta maleabilidade e fibras naturais. Entre elas estão o algodão orgânico, produzido em esquema de agricultura familiar, sem o uso de agrotóxicos, e o tencel, cujo processo produtivo reduz sensivelmente o consumo de água. Esses dois materiais chegam às lojas com tingimento natural feito com pigmentos de pau-brasil, urucum, açafrão, erva-mate e outras plantas brasileiras.

O linho e a seda mista estão ainda mais presentes, e nessa estação ganham a companhia do jeans, até então inédito nas araras Vivire. Nessa primeira incursão pelo mundo do índigo, a marca aposta em vestidos estilo salopete, bermudas e calças.

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Inverno colorido na Di Sampaio

A estilista Thaiana Sampaio pensou no inverno baiano como uma mistura de cores intensas e lúdicas, por isso, batizou sua nova coleção – lançada este mês – com o sugestivo nome/conceito de No fim do arco-íris e concebeu peças em que as cores predominantes não são neutras, ou sóbrias, muito menos investe no preto como tendência. Inspirada em Gaudi, o intenso arquiteto espanhol, a estilista também mantém-se fiel às suas misturas românticas (muito fofas diga-se de passagem) e dá o toque  mágico do “feito com amor” ao adotar o patchwork.  Para completar, as peças, geralmente acinturadas e com destaque para os ombros, têm toques dos anos 80, como o fluor e as cinturas altas. Thaiana mistura ainda estampas, paetês e malharia com combinações de cores como pink e verde-cana.

A nova coleção já enfeita as araras exclusivas da Di Sampaio, mistura de loja com maison (antigas casas de costura que montavam os vestidos na presença da cliente, para ajustá-lo ao corpo), localizada na Pituba (veja endereço abaixo).  Na Di Sampaio, toda semana há uma novidade na charmosa lojinha, que prima pelo caráter exclusivo de suas peças. De acordo com o conceito desenvolvido pela marca, em hipótese alguma são produzidas mais de três unidades de cada vestido, blusa ou saia.


Perfil – A baiana Thaiana Sampaio, 25 anos, desde a infância brincava com a máquina da costura da avó, guardava retalhos de tecidos e criava modelitos de papel marchê para suas bonecas. É formada em Psicologia e possui curso de desenho e produção de moda na faculdade Felicidad Dulce (Barcelona – Espanha). Ela acredita que as roupas funcionam como comunicadoras das emoções e sentimentos. “O modo de vestir exerce subjetividade para o mundo; e este é um grande facilitador do meu trabalho, pois posso captar o que muitas vezes não é expresso em palavras”. A estilista também faz peças exclusivas sob encomenda.

Serviço:

Di Sampaio

Endereço: Rua Almirante Carlos Paraguassu de Sá, nº 02, 1º andar (próximo à Avenida Paulo VI)

Telefones: 3012-3858 e 9138-5553

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