Soro fisiológico não é xampu para lavar lentes

lentes de contatoFui míope dos 10 aos 22 anos, quando fiz a cirurgia refrativa e dei sorte: dos quase nove graus de miopia que me faziam  usar óculos horrorosos na infância e parte da adolescência, consegui reduzir para 0.25, ou seja, nada de óculos e nem das lentes de contato que mantive por uns três ou quatro anos, no começo da vida adulta. Nem todo mundo consegue se livrar dos óculos após a refrativa, tenho amigas que ficaram com grau residual. O motivo disso, não me perguntem, pois não sou oftalmologista. Imagino que tenha relação com o desenvolvimento da doença em cada pessoa, só um especialista para explicar. Ir trabalhar de óculos era péssimo para a autoestima de uma jovem.  E a maquiagem, como é que usava com os óculos escondendo tudo? A solução paliativa eram as lentes.

No meu tempo, as lentes de contato não eram tão avançadas quanto hoje em dia e tampouco eram tão pirateadas quanto recentemente. Só quem não tem amor à própria saúde e acredita que a visão é um sentido dispensável, não cuida dos próprios olhos e se arrisca com lentes clandestinas, compradas no camelô da esquina. Sem assepsia (limpeza) correta, a lente é uma pequena colônia de bactérias dentro do seu olho. Resultado: infecções, inflamações na córnea e o risco real de ficar cego ou com lesões muito piores que a miopia.

Uma coisa que eu não sabia, porém, é que o hábito corriqueiro de lavar as lentes de contato com soro fisiológico é incorreto. Pelo menos se você usar apenas o soro. Tudo bem que, durante os anos em que usei lentes, sempre só numa parte do dia, revezando com os óculos, nunca deixei de lavá-las com aqueles produtos específicos e antibactericidas que vendem nas farmácias. É, eu sei. Boa parte deles é bem cara. A indústria farmacêutica deita e rola. Mas, acredito que se o objetivo é garantir a integridade da nossa visão, vale pesquisar dentre todas as marcas e laboratórios do mercado e escolher aquela que ofereça produtos de qualidade e por preço justo (entendo por preço justo aquele que posso pagar sem desequilibrar totalmente o orçamento doméstico).

soroMas, voltando ao soro, segundo o oftalmologista Eduardo Rocha, especialista em doenças externas do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), o uso contínuo de soro fisiológico para lavar as lentes pode colocar a saúde da córnea em risco. Os usuários de lentes de contato devem restringir-se a somente enxaguar as lentes com soro e não lavar o objeto apenas com este produto. Eduardo Rocha explica que o soro não serve para higienizar as lentes porque ele não tem ação bactericida, não remove as proteínas, as gorduras e todas as impurezas presentes na lente. Sem contar que o soro é ineficaz contra fungos e amebas.

O especialista do HOB acrescenta que o soro serve para enxaguar as lentes após elas serem lavadas com o produto adequado, especifico para o tipo de lente que você usa, porque isso também varia. Enxaguar com soro evita que os olhos fiquem vermelhos e irritados devido a ação do produto. É como o sabão, que desinfeta, e a água, que enxágua.

Outra dica importante, a embalagem do soro fisiológico, depois de aberta, torna-se um meio de proliferação de microorganismos que podem contaminar a lente. O ideal, ainda de acordo com Eduardo Rocha, é que o paciente compre o soro em recipientes de 250 ml, um dos menores existentes no mercado, produzido para poucas utilizações. O soro sempre deve ser conservado na geladeira, orienta o oftalmologista.

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Cuidados com as lentes de contato:

– Lave as mãos com sabão antes de manusear as lentes;

– Higienize as lentes seguindo método orientado pelo médico;

– Use a lente pelo tempo indicado pelo oftalmologista; se ele diz que só pode passar 8 horas por dia com as lentes, fique só 8h. Use as lentes, por exemplo, para ir trabalhar, e dentro de casa, nos momentos de descanso, coloque seus óculos. Não durma com as lentes.

– Faça exames oftalmológicos periodicamente (6 em 6 meses);

-Qualquer sintoma fora do padrão, interrompa o uso das lentes e busque orientação de um especialista;

– Troque os estojos das lentes a cada compra de produto de limpeza;

– Mantenha unhas curtas e higienizadas; além do risco de rasgar as lentes ou machucar o olho na hora de colocá-las, embaixo da unha também se criam colônias de fungos que podem contaminar o objeto e por tabela, o seu olho;

– Nunca lave as lentes na água (corrente ou mineral);

– Não empreste ou pegue emprestadas lentes de contato de outros; cada pessoa tem o seu grau de miopia, a sua curvatura da córnea, as lentes são feitas para atender cada um individualmente;

– Evite piscinas e praias enquanto estiver usando as lentes;

– Use os produtos de higienização específicos para cada tipo de lente.

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*As fontes de informação para este post foram o conteúdo elaborado e enviado ao blog pela assessoria de comunicação do Hospital Oftalmológico de Brasilia (HOB) e a minha experiência pessoal como usuária de lentes de contato numa parte da vida. Caso você tenha outras dúvidas sobre uso de lentes ou sobre miopia e cirurgia refrativa, recomendo que busque aconselhamento com o seu oftalmologista.

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*Cuide da coluna sem pisar em falso

O blog recebeu mais uma boa matéria de saúde enviada pelo Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral. Reproduzimos abaixo a íntegra do texto. Confiram:

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Cuide da coluna sem pisar em falso

s-plate-3A caminhada é considerada uma das atividades mais praticadas. Isso se dá pelo fato de ser simples e benéfica à saúde. Porém, como em todos os exercícios físicos, a orientação de um especialista é fundamental para evitar possíveis problemas futuros como, por exemplo, uma hérnia de disco. E segundo Helder Montenegro, fisioterapeuta osteopata e fundador do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, as dores sentidas pelos atletas após a caminhada, muitas vezes, estão atribuídas às pisadas incorretas.

“Os atletas devem redobrar a atenção em relação a pisada, se prepararem fisicamente para que a caminhada evitando assim riscos à coluna. Mas para quem já sente dor após o exercício, é importante buscar um programa de mobilização das articulações vertebrais, que pode ser feito através da Osteopatia, técnica da Fisioterapia Manual, antes que estes problemas se desenvolvam e se tornem mais graves, como a Hérnia de disco”, explica Helder Montenegro.

As alterações de pisada são caracterizadas, principalmente, em dois tipos: pronadas e supinadas. A pronada é a utilização em excesso da lateral interna do pé e a supinada, a lateral externa. E a pisada errada contínua pode levar a problemas mais sérios em relação à coluna.

“Muitos atletas chegam ao consultório preocupados com o diagnóstico de hérnia de disco, pois não querem passar por uma cirurgia e muito menos parar de praticar esporte. Por isso, sempre ressaltamos a importância de uma boa orientação antes de praticar qualquer exercício”, explica o fundador do ITC Vertebral.

Hérnia de disco – Uma pesquisa recente publicada na Revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos tem deixado muitos atletas mais tranquilos. Segundo os dados publicados, apenas 10% das hérnias de disco necessitam de cirurgia para serem tratadas, ou seja, tratamentos convencionais como a fisioterapia, medicamentos prescritos por um médico e exercícios físicos podem solucionar 90% das hérnias.

“Além de analisarmos e tratarmos a pisada errada por meio de um Baropodômetro, plataforma computadorizada equipada com milhares de sensores que captam e interpretam os pontos de pressão dos pés, também podemos tratar a hérnia de disco por meio da Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral – RMA. A união de todos esses fatores permite que o paciente não tenha mais dor e inicie um trabalho focado no fortalecimento dos músculos posturais”, afirma Helder Montenegro, fisioterapeuta osteopata e fundador do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral.

A técnica RMA, aplicada pelo Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, une o trabalho da fisioterapia manual com a tecnologia das mesas de tração e descompressão e do Stabilizer – equipamento que condiciona o paciente a usar o músculo transverso do abdômen, e exercícios de musculação.

*Texto enviado por e-mail pela assessoria do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral

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ADCOS lança linha Specific, de cuidados especiais

A ADCOS Cosmética de Tratamento está lançando no mercado a linha de produtos Specific, de cuidado intensivo para áreas especiais como olhos, face e pescoço. São locais frágeis e delicados, muito expostos a agentes externos como vento, sol, poeira, ressecamento excessivo e envelhecimento precoce, além de sofrer a influência da genética.

A linha traz ativos exclusivos como o extrato de pétalas de orquídeas da espécie Phalaenopsis amabilis, presente em todos os produtos, com ação antiidade, revitalizante e hidratante. É Composta por produtos profissionais, para tratamentos em clínicas, e outros que podem ser usados em casa, intensificando e prolongando os resultados.

Veja abaixo os produtos da linha e confira também uma explicação sobre os principais efeitos do envelhecimento na pele das regiões frágeis. O material foi elaborado pela Adcos Cosmética de Tratamento.

Produtos:

SÉRUM K ADCOS SPECIFIC – R$88,00

Com tecnologia desenvolvida especialmente para a delicada área do contorno dos olhos, é composto por vitamina K, peptídeos e fitocomponentes. Ação despigmentante e firmante, favorece a micro-circulação para clarear olheiras, além de descongestionar e suavizar inchaços na região dos olhos – “a famosa bolsa que se forma na pálpebra inferior”. Contém vitamina K.

SÉRUM C ADCOS SPECIFIC – R$100,00

Combina ativos ultra-tensores e propriedades antioxidantes e hidratantes, auxiliando na prevenção de rugas. O resultado final é uma pele com viço, sem sinais de cansaço, iluminada e revitalizada. Contém vitamina C.

ULTRA-CONCENTRADO PARA PESCOÇO ADCOS SPECIFIC – R$95,00

É um cuidado diário intensivo, formulado especialmente para o pescoço e a área do colo. De rápida absorção, hidrata profundamente e tem ação antigravidade, deixando a região revitalizada.

Contato:

SAC da Adcos: 0800 7221 123.

Site: www.adcos.com.br

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As agressões à sua pele*

Região orbicular – a área dos olhos é constituída por uma pele fina e frágil, com espessura média de 0,5 mm comparada aos 2,0 mm de espessura média de outras áreas. Relacionada ao movimento muscular dos olhos, é bastante exposta a agentes como sol, luz, vento, poluição e maquiagem, entre outros, além de sofrer com a influência da genética. São esses fatores que podem desencadear na região a formação de bolsas, olheiras e rugas. Para prevenir e tratá-las com sucesso, é fundamental, antes de tudo, determinar a causa primária do seu aparecimento.

Olheiras

Constitucionais: olheiras acastanhadas e fundas, caracterizadas pela anatomia da face. O globo ocular fica alojado em um orifício que, neste caso, é anatomicamente mais profundo e recoberto por uma pele muito fina que permite transparecer a sombra da cavidade. Muito comum nas etnias indiana e árabe. Os tratamentos para clarear e suavizar olheiras desse tipo são geralmente lentos e apresentam resultados pouco perceptíveis.

Hiperpigmentações: olheiras causadas por alteração pigmentar. Podem ser: melânicas, olheiras acastanhadas causadas pelo acúmulo de melanina (pigmento que fornece o tom à pele), que por sua vez é desencadeado pelo excesso de sol ou estímulo hormonal. Os tratamentos que favorecem a micro-circulação apresentam bons resultados no clareamento e suavização desse tipo de olheiras. Sanguíneas, são as olheiras arroxeadas causadas por acúmulo de hemoglobina (pigmento sanguíneo) ou produtos de sua degradação (bilirrubina, biliverdina e ferro). Os tratamentos que favorecem a micro-circulação e agem como quelantes de ferro apresentam bons resultados no clareamento e suavização desse tipo de olheiras. Vasculares, são as olheiras azuladas causadas por excesso de retenção de fluidos. Tendem a agravar-se em situações de stress e cansaço, quando a circulação sanguínea da região torna-se parcialmente comprometida. Os tratamentos que favorecem a micro-circulação apresentam bons resultados no clareamento e suavização desse tipo de olheira.

Bolsas na região dos olhos:

Acúmulo da gordura orbital: geralmente desencadeado por fatores genéticos e flacidez da pele. Os tratamentos para reduzir bolsas desse tipo são geralmente associados à cirurgia plástica.

Flacidez da pele: com o envelhecimento, a pele sofre um relaxamento, podendo promover o surgimento de bolsas na região. Podem ser atenuadas com tratamentos firmantes.

Retenção de líquidos: desencadeados pelo comprometimento da circulação sanguínea e linfática da região, especialmente em situações de stress ou cansaço e período menstrual. Podem ser atenuadas com tratamentos que estimulem a circulação sanguínea e linfática.

Rugas na área dos olhos:

Costumam aparecer mais precocemente do que em outras regiões, devido à natureza e fragilidade da pele. As rugas dessa região são causadas pelos movimentos mímicos e pelo envelhecimento cronológico da pele. As primeiras marcas que surgem na região dos olhos são conhecidas como linhas de expressão, rugas dinâmicas que se estabelecem com o movimento. Com o tempo, as linhas de expressão imprimem na pele marcas mais profundas, chamadas sulcos ou rugas propriamente ditas.

Fonte: Adcos Cosmética de Tratamento

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Artigo: ”Aprenda a escolher um sapato masculino”

pesCom a proximidade do Dia dos Pais pipocam nas caixas de email dos jornalistas material de divulgação com dicas de presentes, para ajudar os mais indecisos a encontrar um mimo que seja a cara do paizão (aqui você encontra algumas dicas). Não é porque o Conversa de Menina é um blog feminino que vamos relegar os pais ao segundo plano. Eles são importantes e nós abraçamos a campanha da paternidade responsável. Até o fim da semana, aguardem post sobre a história do Dia dos Pais e o que se espera de um pai na contemporaneidade. Por enquanto, aproveitando a data e a correria em busca de um presente ideal, reproduzimos o artigo do ortopedista Fabio Ravaglia, especialista em coluna vertebral e mestre em cirurgia pela Unicamp, que traz dicas sobre o que observar na hora de escolher sapatos para homens. Anatomicamente, lógico, somos bem diferentes dos meninos. Mas, existem outros detalhes na pisada, no peso dos ossos, no formato dos pés, que influenciam bastante. E sapato, enquanto para nós é um acessório para compor aquele visual arrasa-quarteirão, para os médicos significa “olhe onde e como pisa” –  principalmente se desenvolvemos lesões por usar os calçados errados. Confiram:

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Aprenda a escolher um sapato masculino

*Dr. Fabio Ravaglia

O Dia dos Pais está próximo e comprar um sapato é sempre uma boa opção de presente. Mas como fazer a escolha certa? O que considerar na hora de comprar calçado masculino? Há pessoas que não presenteiam com calçados por medo de errar ou já avisam: “pode trocar”. É fácil escolher o que está na moda, o número, a cor predileta, que esposas e filhos conhecem tão bem. Outros fatores, contudo, devem ser levados em conta. Como médico, acredito que a saúde está sempre em primeiro lugar e a saúde dos pés depende em grande parte da forma como os usamos e dos cuidados que temos com eles. O pé é uma máquina perfeita de sustentação do corpo, fundamental para promover a sua mobilidade, e o calçado pode afetar, positiva ou negativamente, a sua saúde e performance.

Originalmente, o pé humano se desenvolveu para andar descalço. Mas é claro que há séculos, por segurança e higiene, este hábito foi abandonado. Ocorre que a maneira de pisar e o tipo de calçado que usamos influenciam tanto no funcionamento quanto no formato de nossos pés. Muita gente sente dor na sola do pé ou dor no calcanhar — resultado do uso de um calçado inadequado ou da maneira de andar incorreta. Ao entrar em contato com o solo, os pés agem no controle de postura, equilíbrio, apoio, impulsão, absorção de impactos e distribuição do peso corpóreo. O calçado pode mesmo prejudicar a saúde dos pés. O uso contínuo de um calçado inadequado pode gerar até uma fascite plantar, ou seja, uma inflamação na sola do pé.



Calçados macios em toda sua extensão, principalmente na parte lateral do calcanhar, são indicados para quem tem a pisada supinada. Pessoas com os pés pronados devem contar com reforço na parte interna do calcanhar. As pessoas com  pé chato tendem a desenvolver processos inflamatórios como tendinites — por isso recomendo sapatos fechados e bem firmes nos pés, com saltos mais altos que ajudam a curvatura.

Mapa dos músculos dos pés
Mapa dos músculos dos pés

Antes de adquirir um sapato, portanto, é importante saber um pouco mais. A anatomia do pé tem uma estrutura complicada – envolve um conjunto de ossos, juntas, articulações, ligamentos, músculos e tendões, que permite uma enorme série de movimentos. Embora a anatomia seja a mesma, há diferenças de formação. Há pessoas com pés normais, supinados (cavos) ou pronados (chatos) e o mercado dispõe de modelos de sapatos, principalmente de tênis, que são apropriados para cada caso. Tênis ou sapatos não têm a função de corrigir problemas ortopédicos, mas podem adaptar o pé para que o passo fique correto, ou seja, para amenizar as falhas da pisada. Palmilhas também são eficazes em muitos casos. Na pisada supinada, a pessoa confere maior peso no lado externo (pés com muita cava). Na pronada, o peso do corpo está concentrado na parte lateral-interna. Na pisada neutra, característica das pessoas com pés normais, o peso do corpo é distribuído  mais uniformemente nos pés.

Em todos os casos, é importante observar para que o calçado não fique curto demais, comprimindo o pé, ou folgado demais na frente, no peito dos pés, atrás e dos lados, deixando uma folga maior do que a necessária para os dedos ou deixando o pé solto, o que pode causar bolhas ou calos. A folga ideal na frente é de no máximo um centímetro entre o dedão e a ponta (bico) do sapato, permitindo a movimentação dos dedos. Solados de borracha são mais recomendados por evitar escorregões. Saltos largos e estáveis ajudam para que a pisada ocorra com segurança. Os sapatos fechados costumam acomodar melhor os pés. Fivelas e cadarços ajudam a manter o sapato preso aos pés. Nem sempre o elástico é uma boa alternativa, uma vez que pode prejudicar a circulação sanguínea. Hoje, muitos tênis têm amortecedores que impedem que os pés e o corpo absorvam um impacto maior. Eles aliviam a carga que as articulações dos pés e dos joelhos, principalmente, recebem. São responsáveis por evitar problemas, como uma fratura por estresse ou mesmo artroses na região entre a coluna vertebral e a bacia. Flexibilidade da sola, material macio, bico amplo e salto em torno de três centímetros são características básicas de um sapato “saudável”.

Desconforto ou dores articulares ao caminhar, especialmente nos pés e nos joelhos, são sintomas de que algo anda errado. O ideal para tirar a prova dos nove sobre o tipo de pisada é fazer a baropodometria, um exame simples que mapeia a distribuição da carga na sola do pé enquanto a pessoa caminha.

Sapatos inadequados são responsáveis por 90% das doenças dos pés. Ter em mente este fato na hora da compra significa prevenir o incômodo de pisar sentindo dor. Reforço que o calçado certo evita a incidência de dores no joelho, no arco anterior dos pés, joanetes, calos, tendinites, unhas encravadas e danos à coluna. Portanto, não sacrifique os pés em favor da estética. Afinal, ninguém quer dar um presente que cause desconforto, não é mesmo? Feliz Dia dos Pais em 9 de agosto!
 

*Fabio Ravaglia, ortopedista e diretor do Instituto Ortopedia & Saúde

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>>Síndrome de Centopeia – ou as mulheres e seus sapatos

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De olho na saúde no salão de beleza

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Ao começar a série sobre os micos que as mulheres pagam em nome da vaidade, percebi que, embora todo mundo saiba, nunca é demais repetir que salão de beleza não serve apenas para dar uma melhorada na imagem que o espelho mostra todas as manhãs, também é lugar para ficar de olho na saúde. Para reunir os micos femininos, conto com a ajuda de amigas como Rosana B., que não se acanham em transformar em crônica o seu cotidiano de meninas bem resolvidas, trabalhadoras, mães de família, namoradas carinhosas… Mas, que também não abrem mão de uma frescurinha de vez em quando. Para alertar contra os riscos de fazer as unhas com alicates não esterilizados ou advertir sobre o perigo de alergia aos produtos químicos que alisam o cabelo, apelei para os dermatologistas e claro, os cabeleireiros e manicures que são sérios e sabem o que fazem. A intenção não é fazer propaganda de nenhum centro de estética ou profissional, por isso, nomes não serão citados. Os conselhos, porém, não perdem valor. Atenção meninas, antes da sessão beleza pura, prestem atenção:

– Vigilância constante: Se o salão é novo e você ainda não conhece, encarne o agente da vigilância sanitária e fiscalize tudo, sem culpa e sem vergonha. Não precisa ser mal-educada, mas com jeitinho, bote o radar do “Dr. Bactéria” para funcionar e faça um reconhecimento completo da área. Repare, por exemplo, se o forno de esterilizar alicates e tesouras está visível e certifique-se de que ele alcança os 150 graus centígrados. Fornos com menos temperatura que isso não matam todas as bactérias que você quer ver longe das suas unhas e do resto da pele também. Aqueles que parecem o forninho de torrar pão da sua cozinha também são inócuos. Na dúvida, leve seu alicate, a pinça e a tesourinha na bolsa.

grace-kelly_blog– Pergunte pra doutora: A Sociedade Brasileira de Dermatologia adverte que não é apenas micose que se pega em salão, mas Hepatite C e até HIV. Além disso, dê uma boa olhada na higiene do local, se o chão está limpo ou cheio de cabelos dos cortes anteriores; se o balcão é limpo; se os banheiros estão impecáveis; qual é o estado das bacias e tigelinhas de colocar os pés e as mãos; se a cabeleireira e as manicures estão com unhas e cabelos limpos e bem tratados. Diz uma cabeleireira que eu conheço, que se a dona do salão é desmazelada, corra longe minha filha, porque se ela não cuida nem de si mesma, não vai cuidar bem de você.

cera – Depilação: Assunto sério, aliás tem uma amiga devendo a sua crônica sobre essa verdadeira tortura chinesa ao qual nos submetemos para ficar com pele de bebê. Pois bem, na hora de marcar a depilação, escolha a cera quente ou então, prefira as folhas descartáveis e veja bem se após usar o material em você a profissional vai jogar no lixo. Cera fria reaproveitada tem restos de pele. Isso mesmo, restos de pele e, nos restos de pele, bactérias!

– Alergias: Nem todas podem fazer chapinha ou usar todo tipo de produto colocado à venda como o último milagre do mercado. Existem casos de alergias severas, que provocam queimaduras na pele, no couro cabeludo e até podem evoluir para infecções. Por isso, antes de fazer a mesma escova que a sua amiga fez ou trocar a tinta do cabelo, consulte um médico e confira se você tem predisposição à reações alérgicas. Uma vez liberada, fique atenta aos produtos usados em você. Formol é condenado pela FDA (Foods and Drugs Association) uma espécie de vigilância sanitária americana que serve de parâmetro para a indústria farmacêutica e cosmética no mundo todo.

– Menores de 15: Nem precisa lembrar que crianças não devem fazer chapinha, pois não existem produtos fraquinhos para crianças. Se algum cabeleireiro já te disse isso, é conversa fiada e irresponsabilidade. Se sua filha quer ter os cabelos da Hanna Montana, explique que ela vai ter de chegar, no mínimo, aos 15 anos para fazer o procedimento com menos riscos. Está duvidando? Consulte um pediatra. Se a menina tiver alergia respiratória, terá de ter cuidado em dobro e em alguns casos, os médicos não recomendam. O dermatologista e o alergologista são os profissionais que você precisa ter na agenda.

– A chapinha deu xabu: O alisamento com chapinha também não é indicado para cabelos descoloridos, crespos demais, com mechas claras, permanentes ou relaxados. No mínimo tem de esperar seis meses após o relaxamento para fazer a chapinha. O risco companheira é ficar careca, para dizer o mínimo.

– Fios de aço: Antes de colocar os produtos químicos no seu cabelo, a cabeleireira terá de fazer um teste alérgico em você e também precisará testar a resistência dos fios. E guarde esse nome: trietanoliamina. A maioria dos produtos de alisamento usados hoje em dia é à base dessa substância. É importante saber exatamente o que estão usando em você, porque em caso de reação adversa, o médico vai precisar saber o que provocou a alergia, para buscar um antídoto.

UMA DICA DE LEITURA:
salao-de-beleza-de-cabulO Salão de Beleza de Cabul
Autora: Deborah Rodriguez
Editora: Campus / Elsevier
Sinopse: A cabeleireira Deborah Rodriguez conta a história de uma escola de beleza que fundou em Cabul, capital do Afeganistão, e relembra as mulheres com quem dividiu histórias de vida, amizade e superação. Não é um livro que traz dicas sobre cuidados com o corpo ou truques de maquiagem. É alimento para a alma, pois todas precisamos ser belas por fora e, principalmente, por dentro.

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