Mostra Cênica movimenta Salvador em junho

Uma dica de cultura, enviada ao blog pelo querido Beto Mettig, para o fim de semana de feriadão. Quem está em Salvador pode conferir a mostra didática de teatro, dos alunos do Sitorne Estúdio de Artes Cênicas, que engloba 10 espetáculos teatrais interativos, apresentados entre este sábado, dia 05, até o dia 19, no Café Teatro Sitorne (Rio Vermelho) e em praças da cidade.

A abertura da mostra, que tem patrocinio da Petrobras, será com a comédia A Eleição, que conta a história do processo eleitoral de uma pequena cidade do nordeste, com suas promessas e fraudes, para mostrar um bem humorado retrato da corrupção na política brasileira. A peça tem texto de Lourdes Ramalho, autora nordestina, e direção de Marcos Oliveira. Em cena, estão nove atores formados na disciplina “Iniciação a Interpretação do Curso Técnico-Profissionalizante: Formação de ator”, do Sitorne.

A mostra didática terá ainda a apresentação dos espetáculos: Esperando Godot (neste sábado, as 20h), A Cantora Careca (domingo, dia 06, às 20h), Solos da Palhaçaria (também neste domingo, às 10h, no Dique do Tororó; e no dia 09, às 17h, na Praça Pau Brasil), Recital (dia 09, às 20h), Cabaré Total (dia 11, às 20h), Jardim das Cerejeiras (dias 12 e 13, às 20h), O Oráculo (dia 12, às 17h), Defeito de Família (dia 13, às 17h) e Samba dos R$ 3,00 (dia 19, às 17h).

Os espetáculos que não forem apresentados ao ar livre, gratuitamente, estarão em cartaz no Café Teatro Sitorne (Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho), com ingressos a R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia entrada). Funcionários de empresas conveniadas ao projeto Ação-Formação pagam apenas R$ 5,00. Estudantes da Rede Pública podem assistir gratuitamente a todos os espetáculos.

Outras informações sobre o Ação-Formação podem ser conseguidas através do telefone (71) 3347-7089 ou e-mail: secretaria@sitorne.com.br.

Confira a ficha técnica dos espetáculos:

A ELEIÇÃO
Texto: Lourdes Ramalho.
Direção: Marcos Oliveira.
Enredo: A comédia conta a história do processo eleitoral de uma pequena cidade do nordeste brasileiro, com suas promessas e fraudes, para mostrar um bem humorado retrato da corrupção na política brasileira.
Data: Dias 05 e 06 de junho.
Horário: Sábado e Domingo, às 17h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Elenco: Giovana Pinho, Verena Brandão, Laiz Mesquita, Vassil Cavalcante, Mamo Castro, Leonilton Zuanes, Laura Sarpa, Evana Jeyssan e Gabriel Gonçalves.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

ESPERANDO GODOT
Texto: Samuel Beckett
Direção: Roberto Salles
Enredo: Clássico do Teatro do Absurdo escrito por Samuel Beckett, a peça apresenta Estragon e Vladimir, dois amigos que, juntos, esperam um sujeito de nome Godot, que nunca chega. O enredo baseia-se na falta de comunicação entre os personagens e na pausa do silêncio da espera de algo que não se resolve.
Data: Dia 05 de junho.
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71) 3347-7089
Elenco: Alunos da disciplina Interpretação para Teatro Contemporâneo
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

A CANTORA CARECA
Texto: Eugène Ionesco
Direção: Roberto Salles
Enredo: A obra é considerada um marco importante da corrente estética teatral batizada de Teatro do Absurdo. Com ironia e humor, a peça lança mão da palavra enquanto objeto, para falar sobre as relações humanas. “A Cantora Careca” foi criada a partir de um livro-texto para o ensino da língua inglesa, onde mostrava um casal conversando diálogos absurdos.
Data: Dia 06 de junho.
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089
Elenco: Alunos da disciplina Interpretação para Teatro Contemporâneo
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

SOLOS DA PALHAÇARIA
Texto: Cenas criadas a partir da interpretação dos atores
Direção: Alexandre Casali
Enredo: Com cenas criadas a partir da interpretação dos atores, o espetáculo apresenta várias cenas cômicas de clowns (palhaços) interagindo com o público.
Data: Dia 06/06, às 10h, no Dique do Tororó, e dia 09/06, às 17h, na Praça Pau Brasil (em frente ao Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089)
Elenco: Alunos da disciplina Palhaçaria II
Ingresso: Espetáculo gratuito

RECITAL
Direção: Felícia de Castro
Enredo: Apresentação musical inspirada no universo nordestino, onde atores e músicos se revezam para apresentar canções e pequenos poemas juninos. Participação especial do sanfoneiro Celo Costa.
Data: Dia 09 de junho.
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71) 3347-7089.
Elenco: Alunos da disciplina Preparação Vocal.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

CABARÉ  TOTAL
Texto: Cenas criadas a partir da interpretação dos atores
Direção: Vários
Enredo: O “Cabaré Total” é um show de variedades apresentado por um mestre de cerimônia que foi criado para dar espaço a artistas de diversas vertentes interessados em mostrar números de palhaço, malabares, música, boneco e dança cômica, entre muitos outros. Em cena, diversos palhaços interagem entre eles (e com o público) a partir de um repertório de “palhaçaria” para adultos, com temáticas irônicas, picantes e, acima de tudo, divertidas.
Data: Dia 11 de junho
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

JARDIM DAS CEREJEIRAS
Texto: Anton Tchecov
Direção: Roberto Salles
Enredo: trama de “O Jardim das Cerejeiras” é centrada em uma família de aristocratas vivendo na Rússia do início do século vinte. É ali que eles vivem há várias gerações na mansão construída pelos antepassados. A família está praticamente falida e na eminência de perder sua imensa propriedade, um extraordinário cerejal conhecido em toda a região como “Jardim das Cerejeiras”, que irá a leilão.
Data: Dias 12 e 13 de junho.
Horário: 20h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Elenco: Alunos da disciplina Interpretação para o Teatro Realista.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

O ORÁCULO
Texto: Arthur Azevedo
Direção: Marcos Oliveira
Enredo: Comédia de costume do final d séc. XIX, narra a história de uma família que contrata um vidente charlatão para prever o futuro da filha e, assim, garantir o seu casamento.
Data: Dia 12 de junho.
Horário: 17h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Elenco: Alunos da disciplina Iniciação a Interpretação.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

DEFEITO DE FAMÍLIA
Texto: França Júnior
Direção: Marcos Oliveira
Enredo: Comédia de costume do final d séc. XIX, mostra as confusões causadas pelas fofocas surgidas a partir da visita de um homem misterioso a casa de uma jovem prestes a se casar.
Data: Dia 13 de junho.
Horário: 17h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71)3347-7089.
Elenco: Alunos da disciplina Iniciação a Interpretação.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

SAMBA DOS R$ 3,00
Texto: Adaptação feita pelo diretor Marcos Oliveira para “Ópera dos Três Vinténs”, comédia musical de Bertolt Brecht e Kurt Weill.
Direção: Marcos Oliveira
Enredo: Baseado na “Ópera dos Três Vinténs”, comédia musical de Bertolt Brecht e Kurt Weill, a peça traz para a Bahia contemporânea a história do elegante anti-herói Mac Navalha – cercado de mendigos, ladrões, prostitutas e vigaristas –, um bandido da que se casa com Polly sem que seu pai, Peachum, tenha conhecimento.
Data: Dia 19 de junho
Horário: 17h.
Local: Café Teatro Sitorne – Rua Deputado Cunha Bueno, 55, Rio Vermelho – Tel. (71) 3347-7089
Elenco: Alunos da disciplina Teatro Épico.
Ingresso: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00(meia)

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Artigo: Leitura é peça fundamental no desenvolvimento infantil

E como o meu tema de reflexão neste fim de semana é a literatura, aproveito para publicar por aqui um artigo assinado pela Raquel Caruso, fonoaudióloga e psicopedagoga, que reflete sobre a importância da leitura ainda na primeira infância. Vale a pena conferir!

*Incentivo à leitura é importante desde os três anos de idade

**Raquel Caruso

Desde a primeira infância é fundamental que os pais leiam histórias, contos de fadas, livros e gibis para seus filhos. Este hábito pode e deve ser incentivado: dê a eles livros de presente.

Normalmente as crianças de aproximadamente três anos já solicitam a leitura para seus pais. Nestes momentos, muitas vezes, os pais não lêem, e sim contam o que está escrito, na tentativa de facilitar a linguagem, tornando esta menos formal e a compreensão mais fácil. Esses momentos podem existir, mas também deverá haver ocasiões em que os responsáveis leiam a história tal qual está escrita, pois desta forma estarão introduzindo a criança à escrita formal.

Muitas dúvidas passam na cabeça dos pais em relação a qual gibi ou livro ler. Por exemplo: devo ler para crianças menores, gibis do Cebolinha e Chico Bento? Pelo fato da fala destes personagens não ser adequada, muitos pais se preocupam em incentivar uma prática errada, e optam por ler corretamente para que seus filhos não sejam expostos a tais trocas. Normalmente a melhor orientação, caso os pais não se sintam a vontade com a fala dos personagens, é que escolham outro gibi. Pois desta forma irão descaracterizar o personagem.

Se o seu filho ainda não fala adequadamente, o melhor é estimular outras leituras, como os contos de fada. Depois da aquisição total de todos os sons da fala, a exposição pode ser total. É importante que as crianças entrem em contato com todo tipo de material, desde os mais simples aos mais refinados, não se esquecendo de adequar à idade e interesses da criança.

Quando as crianças crescem, devemos continuar o incentivo a leitura, levando-as a livrarias, que hoje disponibilizam de espaços lúdicos adaptados, sempre estimulando que elas mesmas escolham seus livros. Devemos tomar cuidado para não cair na tentação de comprar três ou quatro livros de uma vez: apenas um livro é suficiente, pois assim quando terminarem poderão comprar outro.

Há também outras formas de estimular a leitura nas crianças, como empréstimos de livros em bibliotecas, compras em sebos (podemos encontrar livros em bom estado com preços convidativos), trocas entre amigos, assinatura de gibis e revista para crianças, que pode representar um estímulo a mais, pois elas recebem em casa algo com seu nome impresso.

Como as crianças têm em seus pais modelos a serem seguidos, é importante que elas os vejam lendo, sejam jornais, revistas ou livros. O texto lido deve ser de referência pessoal, familiar, escolar e sócio-cultural. É importante que os livros estejam na altura adequada para que a criança possa manusear e pegar o livro no momento em que sentir vontade, não somente em locais que necessitem o auxílio de adultos.

A leitura estimula a imaginação, criatividade, seqüência lógico temporal, entre outros aspectos, o que irá ajudar na produção da escrita. Uma opção para os adolescentes é formarem grupos de leitura, onde irão escolher um título e discutir em grupo.

……..

*O artigo foi encaminhado ao blog pela CGC Comunicação em Educação

**Raquel Caruso é fonoaudióloga, psicopedagoga e psicomotricista, coordenadora da Clínica EDAC e professora da Associação Brasileira de Dislexia.

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Escritoras baianas na Bienal do Livro em Minas

As escritoras baianas Miriam de Sales e Ivone Alves Sol participam da Bienal do Livro de Minas 2010, nestes sábado e domingo. As duas integram a programação da Arena Jovem.  Neste  sábado, Miriam de Sales fará  a leitura de seus contos e falará sobre seu processo criativo e inspirações.  Aos 67 anos, Miriam é uma ativista em defesa do livro e da literatura baiana. É autora dos livros Contos e Causos, Maktub e Bahia de Outrora, além de centenas de crônicas publicadas na internet, em três blogs que mantém com atualizações diárias.  Internauta ávida, a escritora possui ainda perfil no Orkut, Facebook e Twitter, onde dialoga com leitores de vários países.

Confira os links para os blogs de Miriam:

www.contosecausos24x7.blogspot.com

www.mirokcaconversafiada.blogspot.com

www.wwwfiatluxblogspotcom.blogspot.com

Já Ivone Alves Sol declamará poesias de sua autoria, além de debater sobre a linguagem poética, no domingo. A autora apresentará ainda a coletânea Alma BRASILEIRA – Especial Dia das Mães, que reúne oito poesias próprias, além de versos de poetas baianos. O projeto é coordenado por Sandra Stabile. Ivone Alves Sol já integrou outras duas coletâneas literárias e é assesssora do PABRAA (Projeto Alma Brasileira). SOLvendo Sentidos é o título do primeiro livro individual da poeta, com previsão de lançamento em agosto deste ano.

Para ler alguns dos mais de 800 textos de Ivone Alves Sol, clique aqui.

Parceria – A participação baiana no evento literário mineiro é fruto de uma parceria entre a Câmara Bahiana do Livro (CBaL) e o Governo do Estado, através das secretarias de Cultura (Secult) e da Indústria, Comércio e Mineração (SICM). O stand próprio da Bahia possui mais de três mil livros, entre cordéis, poesia, quadrinhos, contos, romances, livros de arte, patrimônio, religião, entre outros temas. São obras de autores consagrados e de nomes contemporâneos. Além de Miriam de Sales, Ivone Alves Sol e Ruy Espinheira, a literatura da Bahia está representada na Bienal pelos escritores Clara Maciel, Hugo Homem e Nilson Schommer.

*Com informações da Assessoria da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

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Evento de moda no Shopping Paralela

De 19 a 27  de março acontece o I Paralela Moda e Arte, na praça de eventos do shopping homônimo, em Salvador. O evento integra a programação do Imagem Fashion, iniciativa que une cinema, moda e cultura em vasta programação que contempla ainda as salas de arte da UFBA e Cine Vivo.

Durante o Paralela Moda e Arte acontecerão desfiles de lançamento das coleções Outono-Inverno de lojas como Elementais, Riachuelo, Petit moda infantil, Jeans Soul e da grife catarinense, Angel.  O público verá ainda exposição de figurinos, oficina de maquiagem de caracterização, bate-papo com profissional de moda e ainda mostra de filmes brasileiros com figurinos assinados por Cao Albuquerque.

Saiba mais sobre o Imagem Fashion:

Serviço: Curso e trainee na área de moda

Cinema e moda (blog Revista Muito)

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Mulheres e Compras: Por que as mulheres, brasileiras ou francesas, leem mais que os homens?

O penúltimo artigo da série Mulheres e Compras, nesta sexta-feira, é de autoria de Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Editorial. No texto, a autora traz dados recentes sobre o consumo de cultura praticado por homens e mulheres, no Brasil e no exterior. Escolhi este artigo para fechar a sequência iniciada na última terça-feira, porque dia desses, batendo papinho no intervalo do trabalho com Alane, ela disse uma coisa que rende reflexão: “somos intelectuais, mulheres, temos de manter a beleza por dentro, das ideias, mas também precisamos nos cuidar por fora”. Ou seja, beleza é consumo, cultura é consumo e o equilíbrio entre corpo, mente e espírito continua sendo a máxima que rege a vida de todas nós, independente de quanto tenhamos disponíveis para gastar.  Como sempre, foi um imenso prazer dividir tanto material rico com vocês, queridas (os) leitoras (res). Aos assessores e articulistas que nos permitem divulgar suas ideias no blog, nossos agradecimentos eternos. E não esqueçam que neste sábado temos o último capítulo da série Especial Semana da Mulher!

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Por que as mulheres, brasileiras ou francesas, leem mais que os homens?

*Lourdes Magalhães

“Mulher, você vai gostar, tô levando uns amigos pra conversar…” No centenário do Dia Internacional da Mulher, provavelmente a personagem de Chico Buarque, na divertida “Feijoada completa”, nem estaria em casa para recepcionar a trupe de amigos do marido. Ela estaria ocupada, desenvolvendo mil projetos no trabalho ou consumindo cultura. Brincadeiras à parte, dados estatísticos mostram os avanços e a inclusão feminina nos ambientes culturais e corporativos. As mulheres leem mais no Brasil, como demonstra a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro. Os dados revelam que 55% dos leitores brasileiros são mulheres – elas consomem, em média, 5,3 livros por ano contra os 4,7 livros anuais lidos pelos homens. Um outro estudo, conduzido pelo Instituto QualiBest, revelou que as mulheres internautas também leem mais: 55% leem pelo menos um livro por mês contra 42% dos homens. Nessa pesquisa, 65% afirmaram que leem por prazer, sendo ficção e romance os gêneros preferidos.

Mas, como não posso pecar pelo ufanismo, adianto que esse não é um fenômeno brasileiro. Pesquisas internacionais comprovam que as mulheres consomem mais cultura, ou seja, leem mais literatura de qualidade; assistem mais peças teatrais e filmes; visitam museus e exposições; e são maioria nas plateias de espetáculos de dança. Como se não bastasse, elas ocupam a maioria das cadeiras nos cursos de humanidades. Na Europa e Estados Unidos, por exemplo, superam os homens na leitura de ficção.

Em viagem recente a Paris para participar de encontros com autores, tive acesso – pela leitura de jornais e conversas informais com escritores franceses – a relatórios do governo francês que analisam dados de pesquisas realizadas entre 1973 e 2003 sobre a relação feminina com a cultura. Em 1973, por exemplo, 72% dos homens franceses leram um livro em 12 meses; em 2003 esse índice caiu para 63%. Entre as mulheres, o índice subiu de 68% (1973) para 74% (2003). Essa constância no crescimento do consumo cultural feminino ultrapassou o status de tendência para consolidar a permanência.

Um dado interessante que consta nesse compêndio de pesquisas sob o título “A fábrica sexual do gosto cultural” é que a participação feminina no consumo de cultura é mais significativo na faixa dos 40 anos – idade, na Europa, de jovens mães – que dão ênfase à educação cultural das meninas. Não à toa, uma pesquisa com três mil famílias mostrou que meninas entre seis anos e 14 anos leem mais que os meninos da mesma idade; sendo que 38% têm no cotidiano atividades culturais e artísticas como cursos de balé, teatro e pintura, contra 20% dos garotos.

No Brasil, a queda no analfabetismo indica que temos um longo caminho pela frente, mas que avançamos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que entre 1991 e 2001 a taxa de analfabetismo caiu de 20,1% para 13,6% da população. No tocante à escolaridade assistimos à ascensão feminina contínua, um processo de inclusão educacional muito relevante porque tem reflexos na participação feminina nos melhores postos de trabalho do País. Em 2007, entre os brasileiros com mais de 12 anos de estudo – inseridos, portanto, no nível superior de ensino – 57% são mulheres. A projeção do IBGE é que a cada 100 pessoas com 12 anos ou mais de estudo, 56,7% são mulheres e 43,3% homens. Em 2009, de acordo com a empresa internacional Great Place to Work, 43% dos postos de trabalho das 100 “Melhores Empresas para Trabalhar – Brasil” são ocupados por mulheres; elas estão em 36% dos postos de liderança, inclusive na presidência de empresas.

Voltando ao título que motiva este artigo – “Por que as mulheres, brasileiras ou francesas, leem mais que os homens? – antes que alguém evoque a maior sensibilidade feminina para as artes, o hipotético “tempo de sobra” ou argumentos similares, recorro novamente ao estudo francês. Quando questionados no estudo sobre o que estão fazendo nos momentos de lazer, homens e os meninos revelam: dedicam mais tempo à televisão – especialmente programas de esportes –, acessam a internet e convidam os amigos para jogar videogame.

*Lourdes Magalhães é presidente da Primavera Editorial. Executiva graduada em matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com mestrado em Administração (MBA) pela Universidade de São Paulo (USP) e especialização em Desenvolvimento Organizacional pela Wharton School (Universidade da Pennsylvania, EUA)

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Leia os outros posts da série:

>>Mulheres e Compras: O segredo dos quatro “Ps” do consumo feminino

>>Mulheres e Compras: O que as marcas e a propaganda precisam saber sobre a mulher contemporânea?

>>Mulheres e Compras:”Mulheres ou homens: quem gasta mais?”

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*Pesquisa: 74% dos cidadãos globais não acreditam que “lugar de mulher é em casa”

Típica dona-de-casa clássica, dos anos 50, perde espaço no imaginário coletivo global

Uma notícia boa para comemorarmos nesta Semana da Mulher. Uma pesquisa recente da Reuters, conduzida pela Ipsos, mostra que em 23 países, que juntos representam 75% do PIB mundial, 74% dos adultos (entre homens e mulheres) não concordam com a velha máxima machista de que “lugar de mulher é em casa”. Infelizmente, ainda existem 26% de pessoas, em um total de 24 mil entrevistados, que acreditam que as mulheres não devem ocupar tanto espaço na sociedade!

Entre os países onde o machismo ainda impera estão Índia, Turquia, Japão, China, Rússia, Hungria e Coreia do Sul. Historicamente tem explicação, embora não se justifique mais nos dias de hoje, mas estes países possuem culturas mais fechadas, muito antigas, calcadas no patriarcalismo e um forte apego a tradições milenares que colocam a mulher em posições sociais inferiores em relação aos homens e portanto, subordinadas a eles. No entanto é bacana perceber que os chineses estão mais avançados nesse quesito do que os japoneses (comparando as duas culturas milenares). Conforme os dados da Reuters/Ipsos, enquanto 66% dos chineses já discordam desse tipo de postura, os japoneses somam apenas 52% contra a máxima machista, com 48% a favor.

Já entre os países onde acredita-se que essa herança patriarcal já devia ter sido superada há muito tempo estão Argentina, França, México, Suécia e Brasil. No entanto, nota-se uma inclinação maior no discurso do que em atitudes práticas no dia a dia. No Brasil, por exemplo, 10% dos entrevistados ainda acham que as mulheres merecem da vida apenas panelas e fraldas. Felizmente, outros 90% não concordam.

Confiram a lista dos países onde boa parte da população acredita que: “lugar de mulher é em casa”

Índia                     54% concordam /46% discordam

Turquia                52% concordam /48% discordam

Japão                   48% concordam /52% discordam

China                 34% concordam /66% discordam

Rússia                 34% concordam /66% discordam

Hungria               34% concordam /66% discordam

Coreia do Sul     33% concordam /67% discordam

Agora vejam a lista dos que discordam da pérola do machismo

Rep.Tcheca        28% concordam /72% discordam

Austrália             25% concordam /75% discordam

EUA                     25% concordam /75% discordam

Grã-Bretanha     22% concordam /78% discordam

Holanda              20% concordam /80% discordam

Canadá               20% concordam /80% discordam

Itália                     19% concordam /81% discordam

Polônia                18% concordam /82% discordam

Bélgica                16% concordam /84% discordam

Alemanha          14% concordam /86% discordam

Espanha             12% concordam /88% discordam

Brasil                  10% concordam /90% discordam

Suécia                 10% concordam /90% discordam

México                 9% concordam /91% discordam

França                 9% concordam /91% discordam

Argentina            9% concordam /91% discordam

>>Clique aqui e confira a integra da pesquisa da Reuters/Ipsos (em inglês)

*Os dados da pesquisa foram encaminhados ao blog pela assessoria da Ipsos, referência mundial em pesquisa de mercado e interpretação de dados. Criada em 1975 na França, presente no Brasil desde 1997, consolidou-se como uma das maiores empresas de pesquisa do mundo.

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Curso gratuito de maquiagem artística

Elenco da peça baiana "Josefina, a cantora dos ratos", cuja produção de maquiagem é da artista Marie Thauront

Uma notícia para quem pretende buscar uma carreira nos bastidores das artes cênicas. A maquiadora francesa, radicada na Bahia, Marie Thauront, formada pela Ecole Chauveau, de Paris, abriu inscrições para o Curso Gratuito de Maquiagem Artística, com material também gratuito, fornecido pelo curso. As aulas vão acontecer pela manhã e à tarde, na Escola de Belas Artes da UFBA, no Canela, e no Centro Social Monsenhor Amílcar Marques, na igrejinha de Santana, no Largo de Santana, no Rio Vermelho.

O curso começa em 22 de março e termina em julho. A carga total de duração são 120 horas (30 aulas de quatro horas cada, duas vezes por semana). Ao longo do período, os alunos aprenderão sobre maquiagem básica e maquiagem de festa, maquiagem de época – desde os anos 20 até os anos 90 – , maquiagens étnica, tribal, kabuki, face painting infantil e adulto, palhaço, drag queen, body painting, postiços e carecas, mudança de gênero, envelhecimento e criação de personagem, entre outros.

Não é preciso ter experiência anterior com maquiagem para participar. Haverá certificado para quem tiver presença de pelo menos 75% do total das aulas. Estão sendo oferecidas 15 vagas para cada turma.

Serviço:

Curso de maquiagem artística com Marie Thauront

De 22 de março até o mês de julho (120 horas)

Aulas das 8h às 12h, segundas e quartas, na Escola de Belas Artes da UFBA (Canela)

Aulas das 13h30 às 17h30, terças e quintas, no Centro Social Monsenhor Amílcar Marques (Rio Vermelho)

Inscrições: Os interessados precisam preencher uma ficha de inscrição e enviar para o e-mail mariethauront@yahoo.com.br

Informações: (71) 3331 – 4252 / 8166-5264

Aulas e material didático gratuito

Programa do curso:

Aula1: apresentação-materiais-ferramentas

Aula 2: A profissão do maquiador no set e no palco. Maquiagem básica

Aula 3: correções- luz e sombra- luz colorida

Aula 4:  maquiagem puxada- festa- cilios

Aula 5: belle epoque- anos 20- preto e branco

Aula 6: anos 30

Aula 7: anos 40

Aula 8: anos 50

Aula 9: anos 60

Aula 10: anos70

Aula 11: anos 80

Aula 12: anos 90

Aula 13 tendencias- atualidade- analise imagens

Aula 14 tribos, etnias.

Aula 15: materiais inusitados

Aula 16: universo estetico

Aula 17: criação maquiagem editorial ou desfile

Aula 18: aquacolor: face painting infantil

Aula 19 : face painting adulto: felinos, animais, bonecos,

Aula 20: diabo, bruxa, morte, alegorias

Aula 21 kabuki , ópera pekim, katakali

Aula 22 palhaço

Aula 23 drag queen

Aula 24: body painting

Aula 25: Construção e evolução do personagem. postiços e carecas

Aula 26: transformação etnica, mudança de genero

Aula 27: envelhecimento luz e sombra – latex

Aula 28: cera dermica – efeitos (feridas, sujeira, doenças)

Aula 29: criação personagem (mudança morfológica, expressão sentimentos)

Aula 30: encerramento

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Artes plásticas: Acervo de Hansen Bahia é restaurado

Até o dia 03 de abril, na galeria do ICBA (Instituto Cultural Brasil-Alemanha), no Corredor da Vitória, em Salvador, é possível conferir as xilogravuras e matrizes do acervo de Hansen Bahia, artística plástico alemão radicado no estado, que se estivesse vivo, faria 95 em 19 de abril. As peças em exposição pertencem ao acervo da Fundação Hansen Bahia, situada em São Félix, cidade do recôncavo baiano. Conversa de Menina abre espaço para a história deste artista, que teve recentemente o seu acervo restaurado por iniciativa do governo alemão, e da sua história de amor com a cultura baiana. O texto foi encaminhado pela Frente & Verso Comunicação.

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Exposição celebra os 95 anos de Hansen Bahia

Acervo do artista radicado no recôncavo é restaurado pelo governo alemão

As matrizes apresentadas na Exposição Hansen Bahia 95 anos estavam integradas às paredes da casa localizada na Fazenda Santa Bárbara, São Félix, e faziam parte da intimidade do artista e de sua esposa Ilse Hansen. Todas foram restauradas por meio de um investimento do governo alemão da ordem de R$ 85 mil, conta a curadora da exposição, Lêda Deborah.

“Hansen é um artista impressionante e importante, um presença alemã forte na Bahia e a obra dele tem que ser preservada”, afirma o atual cônsul da Alemanha na Bahia, Hans Jürgen.

Segundo o diretor executivo do Goethe-Institut (ICBA) em Salvador, Ulrich Gmünder, o artista alemão que, ao radicar-se na Bahia, introduziu a xilogravura no estado, merece este apoio. “Para nós, é uma grande honra poder conservar a obra de Hansen. Esperamos que o público aproveite para conhecer melhor as obras dele”, declara Ulrich.

Para o artista conselheiro da Fundação Hansen Bahia, Justino Marinho, “a iniciativa do governo alemão foi bem vinda, porque a obra de Hansen tem um valor muito grande e marca um período importante das artes baianas. Vale destacar que além dos trabalhos de Hansen, foram restauradas obras de outros artistas importantes como Carybé, Mario Cravo, Genaro e outros, que fazem parte do acervo deixado pelo gravador”, declara.

De acordo com o restaurador das matrizes, José Dirson Argolo, o estado de conservação das 22 peças estava muito comprometido. “Nem sempre o artista se preocupa com a manutenção de sua arte. Hansen, por exemplo, utilizou materiais como compensado, que não resiste ao ataque de cupins e infiltrações. Por isso, o processo de preservação é necessário e, neste caso, demandou um trabalho árduo que realizamos em 10 meses”.

O restaurador João Magalhães foi o responsável pelo “conserto” de 56 xilogravuras, sendo 27 da coleção “Navio Negreiro” e 15 da “Via Crucis do Pelourinho”. Entre as demais gravuras restauradas estão: “O diálogo das héteras”, “Portas e janelas”, “Cangaceiro a cavalo”, “Vaqueiro laçador”, “Grande Candomblé”, “Forte de São Marcelo”, “Flor de São Miguel”, “Amigas em vermelho”, “Boi caído” e “Amigas no banho”.  Outras obras de Hansen restauradas foram: “Limão”, “Noé e as pessoas que oravam na popa da arca”, “Batalha das Amazonas”, “São Miguel”, “O cavaleiro, a morte e o diabo” e “Aniversário de Ilse”.

Fundação Hansen Bahia – Instituição cultural e educativa sem fins lucrativos, destinada a colaborar no fomento da produção cultural do recôncavo baiano, o Museu Hansen Bahia foi inaugurado no dia 19 de abril de 1978, dois anos após Hansen Bahia doar seu acervo e criar a Fundação. Segundo o coordenador executivo da entidade, Raimundo Vidal, a fundação assegura a preservação da obra de Hansen Bahia e desenvolve exposições com visitas monitoradas, tanto no Museu em Cachoeira – que em breve terá sua sede própria – quanto na Casa dos Hansen, onde está o Memorial Póstumo, em São Félix, além de realizar exposições temporárias em outras cidades.

“A Fundação possui aproximadamente 12 mil peças do artista alemão, mil de Ilse Hansen, além de muitas outras assinadas por outros artistas. No total, são mais de 13 mil obras de arte. Somando-as aos objetos (mobiliário,instrumentos e acessórios, dentre outros), o acervo total do museu está estimado em 18 mil peças”.

Quem é Hansen Bahia?

Karl Heinz Hansen nasceu em 19 de abril de 1915, em Hamburgo. Foi marinheiro, escultor, poeta, escritor, cineasta, pintor e xilógrafo. Seus primeiros trabalhos artísticos surgiram no início dos anos 40. O homem foi o seu grande tema e a xilogravura – arte tradicional no seu país – a técnica mais utilizada.

O período de iniciação artística coincidiu com o desenvolvimento da gravura alemã e com o começo de vários movimentos artísticos importantes na Europa, a exemplo do expressionismo, ao qual foi fiel em toda sua produção. Autodidata na técnica que lhe garantiu sucesso internacional, Hansen talhava a madeira com precisão e perfeição partilhada por poucos.

Em 1950, deixou a Alemanha e veio conhecer o Brasil. Em São Paulo, trabalhou como artista gráfico na editora Melhoramentos. Cinco anos mais tarde, mudou-se para a Bahia, onde viveu e produziu intensamente. A paixão pelo estado fez com que o primoroso gravador, depois de conquistar reconhecimento internacional, incorporasse o nome da terra e assumisse a assinatura Hansen Bahia.

“Antes de vir para a Bahia era só marinheiro. Quando aqui cheguei, nasci pela segunda vez e tornei-me artista”

Amante da nova terra, Hansen Bahia não se contentou apenas em naturalizar-se brasileiro. Doou à Bahia, especificamente à cidade de Cachoeira, as obras relevantes do seu acervo e criou a Fundação Hansen Bahia, através de testamento, em abril de 1976. Apenas dois meses depois de inaugurar a primeira sede da fundação, o artista faleceu, no dia 14 de junho de 1978, deixando seu legado mais valioso: um enorme acervo de obras de arte e trinta livros publicados.

Serviço:

O quê: Exposição Hansen Bahia

Onde: Galeria do ICBA – Corredor da Vitória

Quando: até 03 de abril; de segunda a sexta-feira das 9h às 18h30 e aos sábados até às 13h.

Entrada franca

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Cultura: Exposição de imagens sobre festa do Bonfim

Baiana com jarra de flores. Ao fundo, as fitinhas do Bonfim que os fieis amarram no gradil da igreja com pedidos. Crédito: Ricardo Prado / Exposição Megumi

Nesta quinta-feira, dia 14, acontece a tradicional Lavagem do Bonfim, uma das festas populares mais antigas e importantes do calendário de Salvador. Mistura de rituais católicos e do candomblé com crenças populares, a lavagem acontece há quase 200 anos e é precedida de um cortejo de oito quilômetros, a pé ou em carroças, entre a igreja da Conceição da Praia (no bairro do Comércio) até a Colina Sagrada, onde fica a igreja do Bonfim. O fascínio pelas cenas que acontecem durante o cortejo e no ato da lavagem, quando as baianas despejam água de cheiro nas escadarias da igreja, é o tema da exposição de fotos do mineiro radicado na Bahia, Ricardo Prado.  Intitulada “Megumi”, expressão japonesa que significa “benção”, a exposição reúne sete olhares com registros peculiares da Festa do Bonfim e estará aberta ao público a partir desta quinta-feira. Entre as imagens que compõem a exposição, está o olhar sobre o Pagador de Promessas, que partiu do bairro de Brotas até a Colina Sagrada, seguindo à risca a máxima popular que diz que “quem tem fé vai a pé”. A mostra fotográfica fica em cartaz durante o mês de janeiro na Yorumaki – Temaki Bar.

S E R V I Ç O:
O quê: Exposição “Megumi”
Quando: Aberta ao público a partir de  quinta-feira, 14 de janeiro
Onde: Av. Octávio Mangabeira, Nº 1.709 – B,  Pituba, em frente ao antigo Clube Português
Horários: Dom – Quart, das 17h30 à 0h, Quint – Sáb, das 17h30 às 5h

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Um passeio pelo acervo do MAM-BA

O Vendedor de Passarinhos, Candido Portinari - Acervo do MAM-BA / Divulgação

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), na Avenida Contorno, abriu desde a última sexta, dia 18, uma exposição especial, com parte do seu acervo que conta a história dos últimos 50 anos da arte brasileira. São 80 obras restauradas, em mostra que ocupa todos os espaços do Solar do Unhão, dividida em quatro núcleos: Modernistas, Fotografia, Rubem Valentim e Contemporâneos. Uma Linha do Tempo, construída na Galeria Subsolo, contextualiza a história do acervo e do museu, que funciona em um dos complexos coloniais mais bonitos da capital baiana. Quem quiser conferir a riqueza das obras, além de desfrutar da beleza do Solar do Unhão, tem até 28 de março de 2010. Para vocês terem uma ideia da diversidade de obras e das possibilidades de interação da mostra, segue um roteiro enviado ao blog pela assessoria do MAM-BA, detalhando o que ver em casa núcleo:

Cinco Pinturas Modernistas / Casarão (Primeiro Andar)

O primeiro andar do Casarão abriga obras dos cinco maiores modernistas brasileiros representados na coleção: O Touro (Boi na Floresta), 1928, de Tarsila do Amaral; Retrato de Oswald de Andrade e Julieta Bárbara (1939), de Flávio de Carvalho; Retrato (1941), de Di Cavalcanti; Casas (1957); de Alfredo Volpi; e Vendedor de Passarinhos (s/ data), de Cândido Portinari.

Fotografia / Casarão (Primeiro Andar)

A importante presença da fotografia no acervo do Museu é celebrada pelo núcleo que reúne imagens de nomes clássicos como Pierre Verger e Mario Cravo Neto, além de artistas contemporâneos que usam fotografia como Caetano Dias, Luís Braga, Pedro Motta, Milena Travassos e Danilo Barata.

Rubem Valentim / Capela

A Capela do MAM abriga obras da coleção Rubem Valentim, uma das maiores do Museu. Escultor, pintor e gravador, o artista baiano Valentim (1922-1991) criou uma poética única ao desconstruir e geometrizar elementos ligados aos rituais da religiosidade afro-brasileira, transformando-os em um vocabulário simbólico. Autodidata, ele participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros. A Capela reunirá pinturas, esculturas e serigrafias do artista.

Contemporâneos / Casarão (Térreo)

A produção contemporânea é o foco do núcleo que ocupa o térreo do Casarão. Com pinturas, vídeos, instalações e esculturas de artistas como Efrain Almeida, Brígida Baltar, Regina Silveira, Iuri Sarmento, Vauluizo Bezerra, Gaio Matos, Tatiana Blass, Bené Fonteles, Tonico Portela, Marepe, Ayrson Heráclito, Pazé, Matheus Rocha Pitta, Leda Catunda, Rubens Mano e outros, a mostra ilumina vertentes importantes da arte contemporânea, como a tendência à pintura expandida, além da forma como os artistas locais lidam com referências nordestinas. A mostra é iluminada por trechos do texto em que a curadora pernambucana Cristiana Tejo analisa o núcleo contemporâneo da coleção do MAM.

Solar do Unhão, sede do MAM-BA / Crédito da imagem: Andreia Santana

Linha do Tempo / Galeria Subsolo

A Linha do Tempo reúne e organiza referências cronológicas, biográficas e visuais às histórias entrelaçadas do museu, de seu acervo, dos artistas representados nele e das transformações da arte ao longo do século 20. Mostra como se deu a ocupação do Solar do Unhão pelo projeto de Museu de Arte Moderna de Lina Bo Bardi, o processo descontínuo de formação do acervo, a expansão das ideias modernistas no Brasil e os encontros e bienais que foram construindo uma nova cena artística na Bahia e no país. Criada para contextualizar as obras da exposição e as grandes movimentações da arte no período, a Linha do Tempo poderá ser explorada pelos visitantes com ou sem o acompanhamento de mediadores, e também servirá como suporte a propostas práticas e reflexivas da curadoria educativa.

Arte em prol da educação

Além dos núcleos, o MAM também manterá uma Curadoria Educativa que realizará diversas atividades para o público que visitar a mostra Coleção MAM-BA – 50 Anos de Arte Brasileira. As atividades vão desde visitas mediadas com percursos temáticos, até um curso de histórias e leituras, previsto para começar em 02 de março próximo.

Aos sábados e domingos, a programação se volta para crianças e jovens, com as atividades Investigação MAM: Eu – Detetive, um percurso narrativo de exploração a partir de palavras e temas-chave e de pistas conduzidas por um mediador (aos domingos, 15h às 16h). Também aos domingos, o Pinte no MAM, projeto que promove a atividade da livre pintura entre não-iniciados, ganha uma ação ampliada, com artistas e arte-educadores convidados. Aos sábados, das 15h às 16h, a oficina Meu Museu propõe a construção de maquetes de um museu imaginário e a seleção de imagens de obras do acervo do MAM-BA para compor uma coleção.

Em feveriro, de 02 a 05, será realizada a Semana do Professor, com orientações sobre como trabalhar acervos de arte na prática pedagógica diária. E para completar, há ainda o projeto Zoom In Zoom Out, que busca estreitar as relações entre o museu e a cidade e estabelecer vínculos com comunidades de Salvador e Região Metropolitana. As comunidades participantes poderão integrar ações como visitas guiadas, conversas e oficinas, contando com transporte gratuito.

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Saiba mais:

Para conhecer detalhes da mostra e ficar por dentro de outras novidades do MAM, a dica é visitar o site do museu ou acompanhar o blog MAMBOX. E aqui no blog da Revista Muito, é possível ler um artigo do artista plástico Sante Scaldaferri e ver vídeo do também artista Mário Cravo, sobre Lina Bo Bardi, a fundadora do MAM.

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