Porque na vida você precisa saber vender seu próprio peixe

Este é um assunto bem interessante, a arte de saber vender seu peixe. Há alguns vários anos, estava eu participando de um processo seletivo, já na última fase, de dinâmica em grupo, quando o examinador disparou que cada um deveria naquele momento vender o próprio peixe. Ele pediu que cada um dos concorrentes à vaga fosse à frente dos outros e respondesse uma pergunta simples: por que a empresa deveria te contratar.

Essa recordação me veio à mente hoje e decidi falar sobre isso aqui no blog, porque, no final das contas, nós precisamos o tempo inteiro vender o nosso peixe. Seja nas relações pessoais, profissionais, se você não acredita em seu próprio potencial, se você não consegue defender suas habilidades e capacidades, como será capaz de convencer o outro de que elas existem?

Se você não acredita ser capaz de superar certas dificuldades, como poderá efetivamente superá-las? Isso é engraçado, porque em muitas situações, as suas palavras chegam antes de suas atitudes. Numa entrevista de trabalho, por exemplo, as pessoas te contrataram a partir do que você consegue demonstrar com relação ás suas competências. Só depois, no dia a dia, estas competências serão, de fato, julgadas.

Há circunstâncias em que saber vender o peixe acaba sendo tão fundamental quanto o peixe em si.

Um final de semana alegre e cheio de coisas boas pra vocês! Nos vemos na segunda! :*

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Pílulas do cotidiano: pequenas reflexões sobre a vida

Oi, gente! O post de hoje reúne alguns pensamentos, divagações, o que eu chamo de pílulas do dia a dia… Espero que gostem, que compartilhem, que opinem. Esse espaço é pra vocês divagarem também.

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Há dias em que temos muito a falar. Em outros, palavras nos faltam.
Nem sempre falar é fundamental. O silêncio pode ter um significado muito mais intenso, inclusive. Quando as palavras faltarem, silencie.
No dia em que eles se revelarem, fale.
Silenciar ou falar é questão de bom senso.

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A gente sempre terá motivos para sorrir e motivos para chorar.
Algumas coisas vão bem, outras degringolam… A questão está em mirar os bons motivos
e sorrir por causa deles. O riso no rosto vai levantar o astral
e ajudar a compreender melhor os motivos do choro.
É uma alternativa!

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Não devemos nos sentir obrigados a fazer certas coisas, apenas porque
algumas pessoas acham que deveríamos. É importante superar esta fase,
aprender a agradecer a gentileza do “conselho”,
até pensar sobre ele, avaliar, mas fazer aquilo que você acredita ser o melhor para si.
Não que as pessoas não tenham razão ou estejam erradas.
Apenas porque é preferível decidir o rumo que dará à vida.
Se acertar, mérito seu. Se errar, mérito seu também.
É fundamental assumir a responsabilidade pelas próprias alegrias e tristezas.

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Ninguém é feliz o tempo inteiro. Não precisamos passar essa impressão aos outros.
Somos imperfeitos, temos dias ruins, passamos por situações desagradáveis,
nos decepcionamos. Tudo isso faz parte do viver.
Deve doer demais fingir a felicidade diária. Talvez seja mais produtivo mostrar nossas fragilidades. E mostrar que temos forças para superá-las.
É razão muito melhor para se ter orgulho.

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É preciso ser educado. É algo básico. Não falo aqui da educação formal que é  reproduzida no universo acadêmico, mas da arte de tratar bem as pessoas,
com cordialidade. Todos temos dias difíceis, temos problemas devastadores,
mas não podemos usar isso como desculpa para justificar comportamentos grosseiros. Recebemos de volta o que doamos. Por isso é tão importante doar
sorrisos e gentilezas. O mundo seria bem melhor se pensássemos nisso diariamente ao acordar.

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Um ensaio de retrospectiva para 2009

*Texto e reflexões de Andreia Santana

Se você pretende refrescar a memória, relembrando os fatos mais marcantes de 2009, lamento informar que este ensaio de retrospectiva é um pouco menos global do que deveria e não pretende tratar da morte de Michael Jackson, da eleição de Obama para a presidência dos EUA ou da crise econômica mundial. Embora sejam fatos marcantes,  não é disso que quero falar. Ainda assim, se atraído pelo título do post, você entrou aqui querendo saber como foram os 365 dias do ano que finda hoje, ao menos podemos te mostrar o que aconteceu em Salvador. Para isso, recomendo que leia o texto escrito pela nossa querida Giovanna Castro, e publicado no portal A TARDE On Line.

Este ensaio porém, é uma retrospectiva mais íntima, pessoal, pertencente às meninas deste blog. Em 2009, completamos um ano no ar. Em 2009, também conhecemos, através de comentários emocionantes, pessoas com histórias de vida incríveis. Este ano, batemos pela primeira vez a casa das 100 mil visitas e terminamos o ciclo alcançando quase 200 mil, tudo o que podemos dizer é muito obrigada! Em 2009, minha amizade com Giovanna, que tem mais de uma década, rendeu o fruto de trazê-la para o blog. Minha amizade com Alane, que tem quase meia década, fortaleceu e rendeu muitos sonhos de um futuro promissor, na rede e fora dela. Principalmente o de consolidar este filho virtual que geramos juntas. Somos três pessoas completamente diferentes, com visões de mundo particulares, que viveram altos e baixos em 2009, como boa parte dos nossos leitores, acredito, mas ainda assim, apesar das diferenças, nos completamos. O que falta em uma, sobra na outra e isso enriquece a todas nós.

Quantas pessoas novas vocês conheceram este ano? Quantas pessoas antigas que estavam afastadas, voltaram a se aproximar e o quanto da personalidade delas vocês descobriram e se fascinaram? Muitas vezes, pensamos em relembrar os fatos mais marcantes do ano que finda no mundo, mas esquecemos de olhar para os fatos marcantes da nossa vida que nos fez crescer, que nos fez caminhar para a frente. E esses fatos muitas vezes são simples, coisinhas que mudam de forma tão sutil, que, cegos, à espera das grandes mudanças, nem percebemos que nossa vida está moldando-se pouco a pouco, a partir das pequenas ações. Lembrei de um verso de Cecília Meirelles, “de tanto olhar para longe, não vejo o que passa perto”. E é pertinho da gente, no microcosmo formado pela família, amigos, pelo trajeto de casa até o trabalho, com os colegas da empresa, que as mudanças começam e da junção de todas as mudanças, de todos os microcosmos de todas as pessoas no mundo, aí sim, é que a realidade global é afetada. Acredito nisso, de verdade.

Em um ano cabe muita coisa. Pessoas nascem, outras nos deixam para viver outra realidade ou para fazer uma viagem que algum dia, todos iremos empreender, porque é do ciclo da natureza. Ganhamos dinheiro ou perdemos? Compramos a casa dos sonhos? Ainda moramos de aluguel? Fizemos mais amizades ou menos que o ano passado? Quantos livros você leu este ano? Foi ao cinema alguma vez? Caminhou na praia? Quantas vezes sorriu? É recomendável que sorria ao menos uma vez por dia. Riu das próprias mancadas ou ficou se maldizendo? Eu tentei rir bastante, mas em alguns momentos chorei, em outros ainda, me enfureci. Ainda assim, acredito que o saldo foi positivo. No mínimo, deu empate. Algumas frivolidades, que nem por isso deixam de ser importantes: Chequei aos 35, uau! Coloquei aparelho nos dentes para corrigir um defeito de infância. Engordei mais um pouco porque foi um ano de intensa atividade profissional e acadêmica, mas uma negação no quesito ginástica, me exercitei menos do que deveria, comi mais chocolate do que era necessário e começo o ano novo disposta a retomar a atividade física, não por obsessão de virar manequim, não é meu estilo, mas pelo prazer de movimentar-me, de mover a energia dentro e fora do meu corpo, ao meu redor.

Me tornei uma mãe um pouco mais orgulhosa em 2009 também, porque meu filho, aos 12 anos, é um garoto cheio de opiniões, que cresce para se tornar um rapazinho encantador. Tira boas notas, tem uma cabeça boa, como costumamos dizer, e tem um senso de humor que faz o sol brilhar na minha alma, principalmente nos dias que ameaçam chuva. Voltei a estudar em 2009, o que foi fantástico. Dez anos depois da graduação, cá estou eu às voltas com novos desafios.  Sempre fui meio CDF e isso é um dos pontos em comum com as parceiras do Conversa. Somos três traças de biblioteca, com muito orgulho por sinal. Rolaram algumas discussões familiares, claro, mas também ocorreram reconciliações daquelas que fazem  a relação fortalecer. Rolaram algumas discussões com amigos e as amizades que eram legítimas, sobreviveram às tempestades. No trabalho, houve momentos de realização plena e outros de quase frustração, o que também é normal. Com o passar do tempo aprendi, na verdade ainda estou aprendendo, que as frustrações não são causadas pelos outros, mas pelo nosso excesso de expectativa e idealização. Quando aprendemos a lidar com a realidade, não que para isso deixemos de sonhar ou projetar, mas quando aprendemos a jogar com os dados que a vida nos oferece (como sabiamente me diz minha mãe), nos tornamos mais protegidos contra a frustração.

Algumas vezes, damos dois passos para a frente e recuamos um, para logo mais à frente, avançarmos cinco passos de uma vez. Cest la vie, “é a vida”, como dizem os franceses. E quem disse que gostariamos mais dela se fosse fácil? Não é fácil, mas é bem menos difícil do que acreditamos. O bom de terminar um ano e começar outro é que temos a chance de seguir em frente, ou de recomeçar. E não há idade padrão para recomeçar, sempre podemos refazer um caminho ou trocar de estrada, se aquela que tomamos não estiver boa. Não é loucura, é busca. Todos nascemos com essa tarefinha inconsciente, buscar a felicidade. Muitas vezes, durante o trajeto, encontramos diversos momentos de alegria saudável, desses que fazem a busca valer a pena. Mesmo que essa FELICIDADE graúda, plena, seja só utopia, as pequenas felicidades, entremeadas de algumas tristezas, contribuem para equilibrar a balança.

E antes que eu comece a chorar, porque desde criança pertenço ao grupo das “manteigas derretidas”, me despeço de 2009 e de vocês todos, muito feliz por ter compartilhado tanto e por ter recebido tanto de volta, em frases de elogio, crítica, incentivo, em carinho anônimo, mas nem por isso menos importante. Que 2010,  o ano do tigre, que vem a ser o meu signo no horóscopo chinês, traga muita sorte, vida longa ao  Conversa de Menina e muitas oportunidades e surpresas agradáveis para vocês aqui no blog e nas suas vidas. Desejo-lhes muita paz, muito amor, saúde e um pouco mais de dinheiro no bolso, que não faz mal a ninguém. Mas principalmente, desejo que cada um que lê essas divagações, que Alane chama tão bem de “digressões”, tire daqui uma lição para viver plenamente e com sabedoria, seja nas pequenas coisas do dia-a-dia ou nas grandes conquistas que mudam a história do mundo.  Mesmo sem conhecer a todos que visitam esta página, amo vocês, por serem humanos, por serem lutadores, por serem belos ao seu modo e principalmente, por fazerem parte desse grande acorde universal e dessa canção criada por um Deus ou por diversos deuses,  que chamamos VIDA. Que venha 2010!

beijos no coração e na ponta do nariz!

*Andreia Santana, 37 anos, jornalista, natural de Salvador e aspirante a escritora. Fundou o blog Conversa de Menina em dezembro de 2008, junto com Alane Virgínia, e deixou o projeto em 20/09/2011, para dedicar-se aos projetos pessoais em literatura.

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