Catarata: cinco informações importantes

Recebi um e-mail da assessoria de comunicação do Instituto de Moléstias Oculares (IMO), divulgando uma listinha com cinco informações importantes sobre a catarata. Imediatamente virei minha atenção a ele, porque conheço diversas pessoas, cujos pais ou av´so passaram recentemente por esta cirurgia. Inclusive, algumas pessoas próximas a mim também já foram submetidas ao procedimento. A doença resume-se, superficialmente, em uma patologia dos olhos que consiste na opacidade parcial ou total do cristalino ou de sua cápsula. Então, lá vai:

A catarata compromete a visão, mas não fere o olho –“Ao contrário de glaucoma, que danifica progressivamente o olho e precisa ser tratado rapidamente, a catarata não causa ferimentos ao olho, exceto em casos extremamente raros”, informa o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares. A cirurgia de catarata não é urgente.  Mas como a catarata progressivamente interfere na visão, a capacidade de dirigir o próprio carro ou de dar uma volta na vizinhança com segurança pode ser prejudicada.

A cirurgia de catarata  é normalmente realizada em um olho de cada vez – “Mesmo nos casos em que o paciente desenvolve catarata nos dois olhos, geralmente o progresso da doença é diferente em cada um dos olhos. Assim, os oftalmologistas geralmente operam um olho de cada vez”, informa o médico, que também é membro da ALACCSA, Associação Latino-Americana de Cirurgiões de Córnea, Catarata e Cirurgias Refrativas.

Como será a minha visão, após a cirurgia de catarata? – Para a maioria dos pacientes, a visão melhora muito, isto porque durante a cirurgia, o oftalmologista substitui o cristalino opaco por uma nova lente, que permite a entrada de uma maior quantidade de luz no olho.  “Se você ainda vai precisar de óculos ou lentes de contato, após a cirurgia, isto depende do tipo de correção feita e do tipo de lentes que serão implantadas.  Algumas pessoas podem precisar de uma correção adicional, após a cirurgia. Alguns oftalmologistas usam o Lasik ou outras opções terapêuticas,  após a cirurgia de catarata, para ajustar os resultados”, explica Centurion.

A catarata não é reversível, mas em algumas pessoas, a doença para de progredir, depois de um certo ponto – “A catarata não é uma doença reversível, mesmo depois da eliminação de seus fatores de risco, como o uso de medicamentos ou da existência de certas doenças. É muito importante saber que a catarata sem tratamento pode causar cegueira. Na verdade, a catarata é a principal causa de cegueira reversível entre adultos com mais de 55 anos”, informa o diretor do IMO.

Embora a catarata não seja completamente evitável, sua ocorrência pode ser adiada – A idade, o gênero (mulheres apresentam mais riscos que homens), o histórico familiar, a raça, o diabetes e outras doenças (alta miopia, obesidade, doenças autoimunes), a excessiva exposição à luz do sol, o tabagismo e o uso de álcool são os principais fatores de risco para a doença. “Assim, parar de fumar, evitar a exposição excessiva à luz solar e evitar o excesso de álcool são importantes medidas de proteção contra a doença. Não existe nenhuma evidência que o uso de colírios ou pomadas e a realização de exercícios para os olhos possam deter o aparecimento da catarata”, diz Virgílio Centurion.

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Tire suas dúvidas sobre a meningite

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Quando falamos de doenças, a intenção não é assustar nem desesperar nossos leitores. O mais importante em tocar nestes assuntos é justamente esclarecer e mobilizar as pessoas na luta pela prevenção. Meu último post foi sobre doença, a Aids, e este é também para tratar de uma ameaça à saúde pública, a meningite. A Bahia já registrou até agora, só em 2009, 1.195 casos da doença, causadas por agentes diversos, seja vírus, bactérias, fungos ou protozoários. O agente vai fazer variar o grau de lesividade da doença. A mais grave delas é a bacteriana, que já vitimou 44 pessoas em todo o Estado. Destas, 22 mortes foram em Salvador.

A meningite é uma doença caracterizada pela inflamação das finas membranas protetoras do sistema nervoso central, as meninges, que revestem o cérebro e a medula espinhal. A meningite viral é mais amena e apresenta sintomas típicos de uma gripe. O tratamento é mais simples e a possibilidade de deixar sequelas é mínima. A meningite bacteriana, no entanto, é bem mais grave. A meningocócica, que ouvimos falar constantemente, é o tipo mais complicado. Deflagrada pela bactéria Neisseria meningitidis, ela chega a matar 10% dos pacientes. E se a infecção atingir a corrente sanguínea, o índice de óbitos atinge 50%.

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>> Veja como a bactéria da meningite age no corpo humano
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A meningite bacteriana é altamente contagiosa, podendo levar, inclusive, a uma infecção generalizada. Ela pode ser causada por meningococos, pneumococos ou hemófilos. A mais séria, como já falamos acima, é a causada pelos meningococos. O ser humano é o único hospedeiro natural deste tipo de bactéria. É muito importante a determinação da causa da inflamação, porque é isto que vai determinar o tipo de tratamento adequado, e a possibilidade de evolução da doença. Por isso, não é recomendável que a pessoa inicie qualquer tipo de automedicação, já que o uso de antibióticos por iniciativa própria pode acabar dificultando o diagnóstico.

Sintomas – Os sintomas podem variar um pouco a depender da idade. A suspeita de diagnóstico se torna mais difícil entre os recém-nascidos. Deve-se prestar bastante atenção à irritabilidade, choro em excesso, sonolência. Os pais precisam ficar alerta à moleira, que pode ficar estufada, como se houvesse um galo na cabeça da criança, já que isso pode ser mais um sinal da doença. Acima de um mês de idade, a criança pode apresentar também dificuldades em movimentar a cabeça. Outros sintomas percebidos são febre alta constante, rigidez na nuca (dificuldade de movimentar o pescoço), dor de cabeça, náuseas, manchas avermelhadas na pele e vômitos. Também há casos de confusão mental. Estes últimos atingem a pessoa em qualquer idade.

Diagnóstico – A suspeita da doença pode surgir da avaliação detalhada do estado clínico do paciente. Mas o diagnóstico só será confirmado pelo exame do liquor. Para tanto, é feita uma punção lombar, ou seja, a coleta do líquido da medula espinhal por meio de uma agulha implantada na coluna do indivíduo. Esse líquido é enviado para análise. A partir do momento em que as meninges são atacadas por micro-organismos, o corpo reage com a produção de leucócitos (nossas células de defesa). A reação entre os leucócitos e os micro-organismos gera a inflamação, caracterizada pela alta do número de leucócitos e formação de anticorpos contra os agentes. A análise do liquor, portanto, vai demonstrar o aumento dos leucócitos, o que faz aumentar a concentração de proteínas e diminuir a de glicose (açúcar consumido pelas células).

Contágio – a transmissão acontece pelo contato com as secreções respiratórias do paciente infectado. A saliva é meio transmissor da doença, por isso o contágio ocorre também por meio do beijo e do compartilhamento de talheres, da tosse e do espirro, por exemplo. Como a transmissão é pela via área, os locais fechados, onde há uma concentração maior de pessoas estão mais propícios à disseminação da meningite.Fazem parte do grupo vulnerável todos aqueles que possuem o sistema imunológico comprometido, seja pelo desenvolvimento incompleto, como é o caso das crianças, seja por qualquer outra causa. Como podem causar epidemias, todos os casos de meningite devem ser imediatamente informados à Secretaria de Saúde do local onde foi registrado.

Tratamento – A evolução da meningite meningocócica é muito rápida. Ela pode levar o indíviduo à morte em questão de 48 horas se não for tratada a tempo, no caso de sua forma mais grave. Aqui o correto diagnóstico se mostra super importante, porque o tratamento precisa ser específico para o agente que provocou a doença. No caso da meningite viral, não há um tratamento específico, pela menor gravidade. Normalmente é indicado repouso, e não é comum a necessidade de internação e uso de antibióticos. Na bacteriana, no entanto, é preciso o tratamento com antibiótico específico, com internação indispensável para o acompanhamento da evolução do quadro.

Recomendações do Ministério da Saúde aos pais e responsáveis:
– estejam atentos aos sinais e sintomas, principalmente em crianças menores de 5 anos;
– procurem imediatamente um médico para um diagnóstico seguro e tratamento eficiente;
– se seu filho tiver febre alta, não o mande para a escola. Procure um médico para saber o motivo da febre;
– avise à escola se seu filho estiver com meningite;
– após a alta do paciente não existe mais perigo de contaminação, portanto essas crianças não precisam ser evitadas ou discriminadas, voltando normalmente a frequentar a escola;
– não há necessidade de fechar escolas ou creches quando ocorre um caso de meningite entre os alunos, professores ou funcionários da escola, pois o meningococo não sobrevive no ar ou nos objetos;
– a limpeza e a higiene devem ser as habituais. Não há necessidade de inutilizar ou desinfetar objetos de uso pessoal do doente.

Vacinas, tipos e diferenças -Achei uma explicação bem interessante sobre os tipos de vacinas disponíveis no mercado e qual a indicação de cada uma delas. O texto que segue abaixo (entre aspas) foi retirado na íntegra do site da Clínica de Vacinação Vaccini. Para quem quiser ler o texto na fonte original, é só clicar aqui. É possível encontrar uma série de outros esclarecimentos sobre vacinação no mesmo endereço. Portanto, se persistirem dúvidas, cliquem no link acima e leiam mais sobre o assunto. Vale ressaltar que em muitos locais, como a Bahia, a vacina contra o tipo mais grave da meningite só está disponível nas redes particulares de vacinação. Aqui, ela custa em torno de R$ 100. Recentemente, por causa do índice de disseminação da doença, o Governo baiano anunciou que a partir de 2010 a criançada será imunizada pela rede pública.

“Hoje existem algumas vacinas disponíveis, mas com diferenças importantes entre elas.

A vacina conjugada contra o Haemophilus influenzae do tipo b faz parte do calendário básico de vacinação, estando disponível em postos de saúde, na vacina TETRA que é aplicada a partir dos dois meses de idade, com grande proteção (tornou-se uma doença rara atualmente, graças à vacinação em massa). Na rede privada, essa vacina encontra-se em combinação nas vacinas HEXA, PENTA e TETRA acelulares. Crianças com mais de cinco anos de idade em geral não necessitam tomar esta vacina. No entanto, adultos e crianças mais velhas com problemas de saúde especiais devem ser vacinados.

Contra a doença meningocócica, existem três tipos de vacina, muito diferentes entre si.

As vacinas meningocócicas polissacarídicas Combinada A+C e Combinada B+C conferem proteção por tempo limitado (cerca de três anos), não induzem memória imunológica, e não são eficazes em crianças abaixo de 2 anos (faixa etária onde a incidência da doença é maior). Além disso, o uso repetido dessa vacina acarreta uma tolerância imunológica, isto é, a cada dose aplicada, diminui ainda mais eficácia da vacina.

Mais recentemente, foi desenvolvida uma vacina conjugada contra a meningite meningocócica C, com elevada eficácia (inclusive em menores de um ano), que confere proteção prolongada (possivelmente por toda a vida). Alguns países desenvolvidos, como a Inglaterra, já adotaram esta vacina de forma rotineira no calendário vacinal infantil.

Contra a doença pneumocócica, existe a vacina conjugada pneumocócica 7-valente, que é recomendada para todas as crianças a partir dos dois meses de idade, sendo altamente indicada para aquelas sob alto risco para desenvolver doença grave ou com outras situações de risco associadas. Pode ser aplicada até os 9 anos de idade.

Outra vacina disponível contra a doença pneumocócica é a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente que, da mesma forma que a vacina polissacarídica contra o meningococo, não pode ser aplicada antes dos dois anos de idade (época de maior risco para doença invasiva), não tem proteção prolongada e induz à tolerância imunológica. Tem indicações mais específicas, para indivíduos de alto risco e somente pode ser usada a partir dos dois anos de idade. Crianças sob alto risco devem receber a vacina 7-valente e também a vacina 23-valente. Esta vacina é também recomendada para todas as pessoas idosas.”

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>> Mais sobre a meningite no site do Ministério da Saúde
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*Verão: saiba proteger os olhos adequadamente

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Doenças de pele e oculares aumentam durante o Verão devido a maior incidência dos raios solares sobre o planeta

A matéria que publicamos abaixo foi encaminhada ao blog pela equipe do Instituto de Moléstias Oculares (IMO) e preparado sob a orientação de oftalmologistas. Trata-se de uma série de dicas de como se proteger, principalmente aos olhos, durante o Verão, para evitar tanto lesões na córnea, que podem provocar cegueira, quanto para evitar longas horas de exposição da pele aos raios UVA e UVB, que causam desde envelhecimento precoce até câncer de pele. Todo ano, quando chega o Verão, multiplicam-se matérias desta natureza em estações de rádio e TV, sites e veículos impressos. Não é falta de criatividade da imprensa, é necessidade de alertar a população para doenças que poderiam ser facilmente evitadas com um pouco de precaução, mas que tornam-se problema de saúde pública. É um lembrete anual de Verão, dada a natureza humana de sempre achar que as coisas acontecem com o vizinho e não consigo. Vejo algumas cenas nas praias de Salvador, por exemplo, que são de uma irresponsabilidade enorme: mães que deixam os filhos pequenos torrando no sol a pino do meio-dia, mulheres que pela vaidade de exibir o bronzeado mais bonito da estação, abrem mão do protetor solar e ainda abusam e lambuzam-se de bronzeadores, que potencializam os efeitos do sol. Nas ruas da cidade, Salvador é uma das capitais que tem altissima incidência de raios ultra-violeta devido às suas coordenadas geográficas, quem abusa das camisetas nos dias de calor, por exemplo, esquece de proteger as partes descobertas da pele. Por isso,  meninas e meninos, atenção aos alertas do IMO:

Verão: saiba proteger os olhos adequadamente

Pterígio é uma das doenças provocadas pelo excesso de exposição ao Sol. Saiba mais vendo vídeo no final do post
Pterígio é uma das doenças causadas pelo excesso de exposição ao Sol. Veja vídeo sobre a doença, no final do post

Do envelhecimento precoce ao câncer de pele, o sol pode deixar de ser um aliado da saúde para transformar-se em vilão. Este é o alerta conjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Sociedade Brasileira de Dermatologia e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, pois os profissionais de saúde sabem muito bem que o brasileiro cultiva o hábito de bronzear-se, e, quase sempre, expõe-se exageradamente ao sol, sem as devidas precauções, ou utilizando alternativas que trazem ainda mais danos à saúde, como o bronzeamento artificial.

“Apesar da radiação ultravioleta, UV, ter efeitos benéficos, em excesso, ela pode levar a uma variedade de problemas de saúde, incluindo câncer de pele e catarata. Ao atinigir a pele desprotegida, a radiação solar pode desencadear reações como queimaduras solares e fotoalergias. Os raios UV – devido ao efeito cumulativo da radiação durante a vida – são os responsáveis também pelo envelhecimento cutâneo e pelas alterações celulares que predispõem ao câncer da pele”, explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Quando o assunto é exclusivamente a saúde ocular, a exposição, sem proteção, a quantidades excessivas de radiação UV por um curto período de tempo, pode causar ceratite, uma espécie de “queimadura da córnea” que causa dor, vermelhidão, lacrimejamento, fotofobia e sensação de areia nos olhos. “O maior risco para os olhos se encontra na exposição prolongada ao sol, que por sua vez, pode ser mais perigosa. A incidência direta dos raios ultravioleta no olho humano, ocasiona lesões oculares, que gradual e cumulativamente, podem resultar na perda total da visão. As lesões oculares mais comuns causadas pelo excesso de sol são a queda da percepção de detalhes pela mácula  e a formação da catarata, problema ocular grave, de maior incidência no mundo”, destaca Centurion.

Como proteger os olhos?

Óculos de sol na piscina, na praia ou no dia-a-dia

Especialistas recomendam óculos de sol de lentes marrons, verdes ou pretas, que filtram melhor a luz e os raios UVA e UVB
Especialistas recomendam óculos de sol de lentes marrons, verdes ou pretas, que filtram melhor a luz e os raios UVA e UVB

Os efeitos da radiação UV são cumulativos. Quanto mais os olhos são expostos aos raios UV, maiores serão os riscos do desenvolvimento de uma moléstia, com o passar dos anos. “É aconselhável, portanto, o uso de óculos escuros de boa qualidade e que ofereçam proteção adequada aos olhos, não apenas durante o verão, e sim durante todo o ano”, defende a oftalmologista Fernanda Takay, que também integra o corpo clínico do IMO.

Segundo a oftalmologista, a decisão de compra dos óculos de sol deve levar em consideração, primordialmente, o nível de proteção contra a radiação ultravioleta (UVA e UVB) que as lentes oferecem. “Esta informação deve estar disponível, no momento da compra, seja no adesivo afixado aos óculos ou em livretos contendo informações técnicas sobre o produto. O comprador deve exigir esta informação”, diz a médica.

“Bons óculos escuros devem bloquear entre 99-100% as radiações UV-A e UV-B; não devem distorcer imagens ou mudar as cores. Devem ter lentes cinzas, verdes ou marrons, capazes de filtrar entre 75-90% da luz visível. Os óculos de grau também devem ter proteção UV. Bonés, viseiras e chapéus oferecem proteção adicional, quando precisamos passar muitas horas sob a luz solar”, recomenda Fernanda Takay.

Mesmo os que decidem curtir o verão na sombra não estão livres de sofrer com a radiação solar que se reflete na água, na areia e no asfalto. Portanto, o uso de filtros solares embaixo do guarda-sol também é recomendável.

Bronzeamento artificial é uma prática de risco

Câmaras de bronzeamento artificial são condenadas pelos médicos
Câmara de bronzeamento artificial é condenada pelos médicos

Muito em moda, nos dias de hoje, o bronzeamento artificial, é feito, principalmente, em clínicas de estética. “É importante esclarecer que o bronzeamento com luz artificial traz danos à pele e aos olhos desprotegidos, da mesma forma que a exposição à luz solar. O FDA (Food and Drug Administration), órgão americano que regulamenta medicamentos e alimentos, desaconselha o uso das lâmpadas de UVA com o objetivo de bronzeamento. A Sociedade Brasileira de Dermatologia também desaconselha esta prática, no Brasil”, diz a oftalmologista Fernanda Takay.

Para alcançar o mesmo efeito da luz solar, as camas ou cabines de bronzeamento têm que estimular a produção de melanina. Lâmpadas especiais, instaladas no interior dessas câmaras, emitem raios iguais aos do sol. Predominantes nos aparatos de bronzeamento artificial, os raios UVA têm um comprimento de onda mais longo (320 a 400 nm). Por isso, atingem mais profundamente a pele, penetrando na derme. Nesta camada, incidem sobre o colágeno. Assim, o usuário estará acelerando o desgaste das suas células. Resultado: envelhecimento precoce. Quanto aos raios UVB, por seu comprimento de onda (280 a 320 nm), estes não penetram tão profundamente. Mesmo assim, são os principais agentes causadores de câncer de pele e manchas.

“Os olhos também ficam expostos aos raios ultravioletas nas câmaras de bronzeamento artificial. Quando estamos sob lâmpadas de bronzeamento artificial, precisamos bloquear os raios UV. Neste caso, os óculos de sol não resolvem. Devemos, sempre, utilizar óculos especiais de proteção para o bronzeamento”, orienta a oftalmologista Fernanda Takay.

Saiba mais:

>>Veja no site do IMO um filme sobre o pterígeo, doença ocular provocada pelo excesso de exposição solar. Clique aqui para acessar o vídeo.

*Material preparado pela equipe de Oftalmologia do IMO e enviado ao blog pela MW Consultoria de Comunicação.

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Desmistificando a hanseníase

HanseníaseJá ouvimos falar tantas vezes da hanseníase, mas nem todos sabem ao certo o que é essa doença. Estes post é para explicar a enfermidade, quais são seus principais sintomas e formas de tratamento. Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que a hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, que tem uma evolução crônica, ou seja, muito longa. Ela é causada pelo Mycobacterium leprae, que atinge principalmente a pele e nervos das extremidades do corpo, podendo afetar também o fígado, olhos e testículos, por exemplo. Ela é popularmente conhecida como lepra.

A princípio, então, é bom deixar claro que não se trata de uma doença hereditária. Além disso, a doença é de fácil diagnóstico, pode ser tratada e tem cura. O grande problema é a descoberta tardia do problema.  Como as lesões causadas pela doença podem incapacitar fisicamente seu portador, o tratamento tardio pode trazer graves consequências. Por isso, é muito importante a divulgação das informações relativas ao assunto. Quanto mais pessoas tiverem informações, mais fácil será identificar com antecedência o problema.

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>> Guia para o controle da hanseníase – informativo do Ministério da Saúde com informações completas sobre a doença, além de reações adversas dos medicamentos, cuidados que devem ter os portadores da doença, dentre outras informações detalhadas.
>> Manual de prevenção de incapacidades – publicação do Ministério da Saúde que traz informações sobre como identificar problemas e dificuldades nas atividades diárias; e sobre como acontecem as deformidades e incapacidades
>> Cartilha: Hanseníase – procurar para curar e eliminar – uma cartilha informativa sobre a doença, com textos explicativos, curtos e imagens que ajudam o indivíduo a diagnosticar a doença.
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Entre os anos de 1985 e 2000, os casos de hanseníase diminuíram significativamente no Brasil, de 19 para 4,68 doentes em cada 10.000 habitantes. Ainda assim, é um problema considerado de saúde pública, que precisa da vigilância constante de todos nós. A manifestação ocorre através de sinais e sintomas dermatoneurológicos, podendo ser identificadas lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés. Ela compromete nervos periféricos, podendo causar incapacidades físicas e deformidades, levando à redução da capacidade para o trabalho, limitação da vida social e a até problemas psicológicos.

Hanseníase

O bacilo de Hansen se instala no organismo da pessoa infectada e tem a capacidade de se multiplicar. Este período de multiplição leva em torno de 11 a 16 dias, normalmente. Ele infecta muitas pessoas, mas  poucas adoecem de fato. Por isso, dizem que o micro-organismo tem alta infectividade e baixa patogenicidade. A transmissão acontece por gotículas da saliva, secreções nasais ou vias respiratórias, durante o ato de, por exemplo, falar, espirrar ou tossir. Assim, a doença é transmitida pelas vias aéreas do portador do bacilo. O período de incubação é longo, o que significa que mesmo portando o bacilo, a doença pode se manifestar entre 2 a 7 anos.

Hanseníase
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Pessoas de todas as idades e de ambos os sexos podem ser acometidas pela doença. No entanto, há pouquíssimos casos de infecção em crianças. Diversos fatores interferem na disseminação da doença. Entre eles o nível da endemia, as próprias condições individuais da pessoa, o elevado número de indivíduos convivendo em um mesmo ambiente e as condições precárias de vida e saúde.  Assim que é dado início ao tratamento, o doente deixa de ser transmissor da hanseníase. Isso porque as doses iniciais da medicação matam os bacilos, impedindo a infecção de outras pessoas.

Sinais e sintomas*

As lesões que surgem na pele podem se apresentar com diminuição ou redução de sensibilidade. Podem aparecer em qualquer lugar do corpo, inclusive na mucosa nasal e cavidade oral. Mais frequentemente aparecem na face, orelha nádegas, braços, pernas e costas. É bom ressaltar que uma das diferenças da hanseníase para outras doenças dermatológicas é exatamente a falta de sensibilidade daquela área afetada. As lesões mais comuns são:

Tipos de lesões na hanseníase
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• Manchas pigmentares ou discrômicas: resultam da ausência, diminuição ou aumento de melanina ou depósito de outros pigmentos ou substâncias na pele.
• Placa: é lesão que se estende em superfície por vários centímetros. Pode ser individual ou constituir aglomerado de placas.
• Infiltração: aumento da espessura e consistência da pele, com menor evidência dos sulcos, limites imprecisos, acompanhando-se, às vezes, de eritema discreto. Pela vitropressão, surge fundo de cor café com leite. Resulta da presença na derme de infiltrado celular, às vezes com edema e vasodilatação.
• Tubérculo: designação em desuso, significava pápula ou nódulo que evolui deixando cicatriz.
• Nódulo: lesão sólida, circunscrita, elevada ou não, de 1 a 3 cm de tamanho. É processo patológico que localiza-se na epiderme, derme e/ou hipoderme. Pode ser lesão mais palpável que visível.

Tratamento

A hanseníase tem cura. E o tratamento deve começar o mais cedo possível, para garantir que não haja qualquer tipo de sequela. É importantíssimo achar a fonte da infecção, e assim interromper o processo de transmissão. O tratamento é, portanto, uma forma de controle da doença. Compreende tratamento quimioterápico específico (a poliquimioterapia – PQT), com acompanhamento periódico, a fim de diagnostificar possíveis complicações e prevenir e tratar as incapacidades físicas. A avaliação do paciente é imprenscindível, já que vai detectar a evolução das lesões e o comprometimento neurológico.

A PQT mata o bacilo. Assim, a doença para de evoluir, e evita as complicações físicas e deformidades, se ainda não apareceram. Com o micro-organismo morto, há uma quebra da cadeia de infecção. Descobrindo e tratando logo cedo a doença, mais difícil é a possibilidade de outras pessoas acabarem contaminadas.

*Fonte: Guia de Hanseníase do Ministério da Saúde

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