Tudo o que você precisa saber sobre HPV

Infecção pelo HPVUma em cada cinco mulheres é portadora do HPV no mundo. O Papilomavirus Humano é uma doença sexualmente transmissível, responsável por cerca de 90% dos casos de câncer no colo do útero, segundo os dados do Ministério da Saúde. Só no Brasil, mais de 130 mil novos casos são registrados a cada ano. No entanto, muitas mulheres ainda desconhecem a doença, que pode ser diagnosticada por um simples exame rotineiro com o ginecologista. Então, meninas, aproveitem para conhecer melhor o vírus, formas de contágio, tratamento…

O Conversa de Menina aproveita para alertá-las da importância das visitas regulares ao ginecologista. É a única possibilidade de se detectar certas doenças, você terá a segurança de estar com a saúde íntima em dia e a garantia de ser diagnosticada com antecedência, no caso de aparecer alguma irregularidade nos órgãos sexuais. E não é só isso, é também importante alertar os parceiros para fazer consultas também frequentes com o urologista. É uma maneira de manter uma vida sexual não apenas ativa, mas também saudável.

Voltando ao HPV, reunimos algumas informações para esclarecer as dúvidas mais comuns. Os dados abaixo foram retirados de sites da Secretaria de Saúde, Ministério de Saúde, além de sites de ginecologistas, ONGs e portais de saúde. Não esqueça que sua ginecologista é a pessoa mais indicada para lhe dar explicações mais precisas sobre a doença e clarear as dúvidas mais pontuais. Exame ginecológico

HPV – É um vírus que provoca alterações na região infectada, causando pequenas lesões decorrentes do crescimento anormal das células. Estas lesões têm formato de pequenas verrugas, que são popularmente conhecidas como “crista de galo”. O vírus afeta as regiões oral (lábios, boca, cordas vocais, etc.), anal, genital e da uretra, tanto em mulheres quanto em homens. Já foram descobertos mais de cem tipos diferentes do vírus, dos quais cerca de 35 infectam a mucosa anogenital. Quinze tipos são oncogênicos, ou seja, podem causar câncer.

Transmissão – A forma mais comum de transmissão é por meio das relações sexuais (inclusive por meio do sexo oral ou anal). O vírus também pode ser transmitido da mãe para o feto ou através de objetos contaminados pelo HPV (como roupas íntimas, toalhas etc)

Diagnóstico – O exame preventino, chamado Papanicolau, pode identificar a presença das verrugas ou de áreas irregulares no colo do útero e levar ao diagnóstico do HPV. A colposcopia, exame feito nos órgãos sexuais com o auxílio de um aparelho, permitindo visualização de lesões mínimas, também é utilizada para o diagóstico. Além destes, outros exames mais sofisticados são capazes de detectar o HPV, como a hibridização in situ, PCR (reação da cadeia de polimerase) e captura híbrida. E se você se descobrir portadora do vírus, avise imediatamente ao seu parceiro, para que ele possa fazer o exame.

Sintomas – Nem todas as pessoas infectadas apresentam sintomas visíveis. Normalmente, aparecem pequenas verrugas na pele e na mucosa.

Tratamento – O tratamento pode ser feito com o uso de medicamentos ou por outros métodos como cauterização química, eletrocauterização, crioterapia, laser… Vai depender de cada caso, do grau da infecção, dos tipos das lesões. No caso de câncer instalado, a opção é pela cirurgia convencional.

Formas de prevenção – O uso da camisinha é fundamental para evitar o contágio sexual não apenas do HPV, mas de todas as outras doenças sexualmente transmissíveis. E, claro, pessoas que mantêm uma vida sexual mais aberta, com parceiros variados e sem cuidado estão sempre mais propensas ao contágio de DSTs. Mas lembre-se que há outras formas de contágio também.

Vacina – Já está disponível no mercado vacinas para prevenir a contaminação pelo HPV. Elas são compostas por partículas semelhantes ao vírus, mas não são infecciosas. A vacina não exclui a necessidade dos exames preventivos e tampouco vai curar as mulheres já infectadas, embora possa evitar a infecção por um tipo diferente do vírus. Mas o uso das vacinas só deve ocorrer por indicação médica.

Para se aprofundar:
>> Prevenção do HPV: uma proposta de educação em saúde
>> Papilomavírus Humano (HPV) – Diagnóstico e Tratamento
>> Site: Vírus HPV.com.br

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De olho na saúde no salão de beleza

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Ao começar a série sobre os micos que as mulheres pagam em nome da vaidade, percebi que, embora todo mundo saiba, nunca é demais repetir que salão de beleza não serve apenas para dar uma melhorada na imagem que o espelho mostra todas as manhãs, também é lugar para ficar de olho na saúde. Para reunir os micos femininos, conto com a ajuda de amigas como Rosana B., que não se acanham em transformar em crônica o seu cotidiano de meninas bem resolvidas, trabalhadoras, mães de família, namoradas carinhosas… Mas, que também não abrem mão de uma frescurinha de vez em quando. Para alertar contra os riscos de fazer as unhas com alicates não esterilizados ou advertir sobre o perigo de alergia aos produtos químicos que alisam o cabelo, apelei para os dermatologistas e claro, os cabeleireiros e manicures que são sérios e sabem o que fazem. A intenção não é fazer propaganda de nenhum centro de estética ou profissional, por isso, nomes não serão citados. Os conselhos, porém, não perdem valor. Atenção meninas, antes da sessão beleza pura, prestem atenção:

– Vigilância constante: Se o salão é novo e você ainda não conhece, encarne o agente da vigilância sanitária e fiscalize tudo, sem culpa e sem vergonha. Não precisa ser mal-educada, mas com jeitinho, bote o radar do “Dr. Bactéria” para funcionar e faça um reconhecimento completo da área. Repare, por exemplo, se o forno de esterilizar alicates e tesouras está visível e certifique-se de que ele alcança os 150 graus centígrados. Fornos com menos temperatura que isso não matam todas as bactérias que você quer ver longe das suas unhas e do resto da pele também. Aqueles que parecem o forninho de torrar pão da sua cozinha também são inócuos. Na dúvida, leve seu alicate, a pinça e a tesourinha na bolsa.

grace-kelly_blog– Pergunte pra doutora: A Sociedade Brasileira de Dermatologia adverte que não é apenas micose que se pega em salão, mas Hepatite C e até HIV. Além disso, dê uma boa olhada na higiene do local, se o chão está limpo ou cheio de cabelos dos cortes anteriores; se o balcão é limpo; se os banheiros estão impecáveis; qual é o estado das bacias e tigelinhas de colocar os pés e as mãos; se a cabeleireira e as manicures estão com unhas e cabelos limpos e bem tratados. Diz uma cabeleireira que eu conheço, que se a dona do salão é desmazelada, corra longe minha filha, porque se ela não cuida nem de si mesma, não vai cuidar bem de você.

cera – Depilação: Assunto sério, aliás tem uma amiga devendo a sua crônica sobre essa verdadeira tortura chinesa ao qual nos submetemos para ficar com pele de bebê. Pois bem, na hora de marcar a depilação, escolha a cera quente ou então, prefira as folhas descartáveis e veja bem se após usar o material em você a profissional vai jogar no lixo. Cera fria reaproveitada tem restos de pele. Isso mesmo, restos de pele e, nos restos de pele, bactérias!

– Alergias: Nem todas podem fazer chapinha ou usar todo tipo de produto colocado à venda como o último milagre do mercado. Existem casos de alergias severas, que provocam queimaduras na pele, no couro cabeludo e até podem evoluir para infecções. Por isso, antes de fazer a mesma escova que a sua amiga fez ou trocar a tinta do cabelo, consulte um médico e confira se você tem predisposição à reações alérgicas. Uma vez liberada, fique atenta aos produtos usados em você. Formol é condenado pela FDA (Foods and Drugs Association) uma espécie de vigilância sanitária americana que serve de parâmetro para a indústria farmacêutica e cosmética no mundo todo.

– Menores de 15: Nem precisa lembrar que crianças não devem fazer chapinha, pois não existem produtos fraquinhos para crianças. Se algum cabeleireiro já te disse isso, é conversa fiada e irresponsabilidade. Se sua filha quer ter os cabelos da Hanna Montana, explique que ela vai ter de chegar, no mínimo, aos 15 anos para fazer o procedimento com menos riscos. Está duvidando? Consulte um pediatra. Se a menina tiver alergia respiratória, terá de ter cuidado em dobro e em alguns casos, os médicos não recomendam. O dermatologista e o alergologista são os profissionais que você precisa ter na agenda.

– A chapinha deu xabu: O alisamento com chapinha também não é indicado para cabelos descoloridos, crespos demais, com mechas claras, permanentes ou relaxados. No mínimo tem de esperar seis meses após o relaxamento para fazer a chapinha. O risco companheira é ficar careca, para dizer o mínimo.

– Fios de aço: Antes de colocar os produtos químicos no seu cabelo, a cabeleireira terá de fazer um teste alérgico em você e também precisará testar a resistência dos fios. E guarde esse nome: trietanoliamina. A maioria dos produtos de alisamento usados hoje em dia é à base dessa substância. É importante saber exatamente o que estão usando em você, porque em caso de reação adversa, o médico vai precisar saber o que provocou a alergia, para buscar um antídoto.

UMA DICA DE LEITURA:
salao-de-beleza-de-cabulO Salão de Beleza de Cabul
Autora: Deborah Rodriguez
Editora: Campus / Elsevier
Sinopse: A cabeleireira Deborah Rodriguez conta a história de uma escola de beleza que fundou em Cabul, capital do Afeganistão, e relembra as mulheres com quem dividiu histórias de vida, amizade e superação. Não é um livro que traz dicas sobre cuidados com o corpo ou truques de maquiagem. É alimento para a alma, pois todas precisamos ser belas por fora e, principalmente, por dentro.

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Verão é sinônimo de…

SolSol quente, praia, pele bronzeada (e uma cervejinha bem gelada, claro!). Eu concordo. A temperatura elevada é um convite irrecusável a um bom banho de mar. Mas é preciso acrescentar à listinha de coisas imprescindíveis ao verão o nosso amigo protetor solar. 

A exposição ao sol contínua e desprotegida pode causar lesões à sua pele, até danos irreparáveis. Com o tempo, começam a aparecer as consequências dessa ação devastadora: aspereza, manchas, rugas e os vários tipos de câncer de pele. Portanto, quanto mais cedo começar a se cuidar, melhor.

Então, para que você não use aquela desculpa esfarrapada de que não conhecia muito bem como funcionavam os protetores solares, tampouco sabia escolher entre as tantas marcas disponíveis no mercado, decidimos trazer aqui um guia para que você compreenda a importância do protetor e saiba fazer a escolha correta para o seu tipo de pele. O texto é longo, mas é para o seu bem!


Qual o seu tipo de pele?

Tipo I: peles extremamente brancas e muito sensíveis, com baixa quantidade de melanina. Nunca se bronzeiam e queimam com facilidade. Comuns em pessoas de olhos azuis, cabelos ruivos e com sardas.
 
Tipo II: peles brancas e sensíveis ao sol, que se queimam com facilidade. Adquirem um leve bronzeado. Frequentes em pessoas de olhos claros e cabelos loiros.
 
Tipo III: peles claras e sensíveis ao sol, comuns em pessoas brancas. Se protegidas, ficam bronzeadas gradualmente. Caso contrário, se queimam.
 
Tipo IV: peles levemente morenas e pouco sensíveis ao sol, que se bronzeiam com facilidade. São mais comuns em pessoas com cabelos castanho-escuros e olhos escuros.
 
Tipo V: peles naturalmente morenas e bem pouco sensíveis ao sol e às queimaduras. Ficam bem bronzeadas. Comuns em pessoas de cabelos e olhos escuros.
 
Tipo VI: peles negras, que raramente se queimam, mas conseguem ter sua cor acentuada pelo bronzeado.

 

Protetor solar

Como escolher o fator de proteção?

Quanto mais escura a pele, maior produção de melanina e proteção natural ao sol. Mesmo para as peles tipo VI, o FPS nunca deve ser menor do que 15! Peles tipo I e II devem preferir bloqueadores solares. As peles tipo III a V reagem bem aos protetores fator 50 e 30. Depois de alguns dias de exposição ao sol, o FPS pode diminuir para garantir o bronzeado.
 
No seu livro Beleza Levada a Sério, a dermatologista Denise Steiner explica que o FPS determina o tempo de tolerância da pessoa ao sol. “Imagine que uma pessoa vá à praia sem filtro solar e fique vermelha após 10 minutos. O fator de proteção solar 15 significa que após passá-lo, a pessoa poderá ficar um tempo 15 vezes maior antes de ficar vermelha”, ensina. O protetor ainda precisa ter fator UVA e UVB, para os ultravioletas dos tipos A e B.


Bronzeador, protetor ou bloqueador?

Bloqueadores – é o único que reflete a luz do sol e a impede de penetrar na pele. Composto por óxido de zinco, é popularmente conhecido como pasta d’água. Seu maior inconveniente é o estético pois, como não é absorvido pela derme, deixa um visual branco sobre o local aplicado.

Normalmente, o bloqueador também é encontrado na composição de protetores solares, cuja combinação é feita a partir de um agente químico que absorve a luz ultravioleta e outro que a reflete.

Protetores – A tarefa principal é impedir a ação do UVA e do UVB. Ele absorve os raios solares e impede a penetração mais intensa na pele. O sol age sobre nossa pele em qualquer horário do dia, mas de diferentes maneiras. Assim, o ideal é optar por protetores solares que combatam os dois tipos de raios, sejam resistentes à água e possuam em sua formulação bloqueadores solares. Quanto mais clara a pele, maior deve ser o Fator de Proteção Solar (FPS). Acima do FPS 15, os protetores também são chamados de bloqueadores.

BronzeadoBronzeadores – Como o objetivo é bronzear, esse tipo de produto não apresenta em sua composição filtros de raios UVA e UVB. O bronzeador contém substâncias que estimulam a pigmentação, mesmo que a pessoa não se exponha ao sol. O simples reflexo da radiação na areia da praia, conhecido como mormaço, já é o suficiente para produzir o efeito esperado. Por oferecer baixa proteção, o uso indevido pode causar sérias queimaduras na pele.

Autobronzeadores – Com eles o bronzeado é garantido do dia para a noite. A formulação é composta por substâncias que oxidam as células da camada mais superficial da derme e produzem um efeito semelhante ao da melanina – pigmento que escurece a pele para protegê-la do sol. A vantagem é que não causa danos à saúde.

Paciência é o principal segredo para obter uma cor uniforme. Se não for aplicado corretamente, pode haver acúmulo do produto e causar manchas no “bronzeado”. Por isso, dê preferência às versões em loção, gel ou spray.

A maioria dos autobronzeadores não possui filtros solares, funcionam como uma maquiagem. Por isso, não é aconselhado a exposição ao sol após sua aplicação sem a proteção adequada.

 

Exposição ao sol


Como e quando aplicar?

O protetor solar deve ser aplicado meia hora antes da exposição, em todo o corpo, sem esquecer orelhas, nuca, pescoço e até os pés. Para garantir eficácia, ele deve ser reaplicado a cada mergulho ou a cada duas horas – isso garante que o suor não leve o protetor embora.

Mas não é só quando houver exposição direta ao sol que você deve utilizar o protetor. Ele deve ser usado diariamente, mesmo nos dias nublados, com FPS 15, no mínimo, nas regiões que ficam mais expostas ao sol (rosto, pescoço, colo, braços e mãos).

Para estimular o hábito, deixe o produto em local visível ou próximo de seus itens pessoais. Isso irá ajudá-la a começar a ter disciplina. Seu uso contínuo retarda o envelhecimento da pele, prevenindo manchas e rugas.


Já me queimei demais, e agora?

Evite o sol até que as queimaduras deapareçam. Ingerir bastante líquido também é importante para hidratar a pele. Além disso, utilize um hidratante corporal suave, de camomilo ou aloe vera, por exemplo.

Compressas frias podem aliviar o incômodo. Se a queimadura estiver causando muitas dores, ou se há a formação de bolhas, procure um médico. Ele dará a melhor orientação para o seu caso.


Dicas importantes

*Preferência para horários em que seja menor a intensidade dos raios solares para se expor ao sol. Não é recomendável a exposição ao sol entre 10 e 16 horas;

*Não é aconselhável permanecer por longos períodos na mesma posição, como dormir por exemplo. O ideal é mudar de posição freqüentemente;

*Tomar sol moderadamente para que o efeito das radiações solares seja benéfico;

*Áreas sensíveis como rosto, lábios e cabeça, principalmente os calvos, necessitam de um cuidado maior e, portanto, de um protetor solar de FPS mais elevado;

Exposição ao sol*Durante a exposição solar, não é aconselhável a utilização de produtos como perfumes ou outros produtos não específicos, como receitas para descoloração dos pêlos. Eles devem ser evitados pois, em geral, promovem queimaduras e podem aumentar os casos de alergia, além de não protegerem contra os efeitos das radiações solares;

*Alguns produtos de uso diário, como batom e maquilagens, fornecem proteção natural pois, geralmente, contêm, em sua composição, agentes refletores de radiação solar;

*O consumidor também deve tomar cuidado com a utilização de certos medicamentos, como o ácido acetil-salicílico (aspirina), por exemplo, que em combinação com o protetor solar e o sol podem provocar reações alérgicas;

*Produtos importados devem trazer informações claras e em português quanto ao seu nível de proteção, tipo de pele indicado, modo de uso e demais informações que permitam sua utilização correta;

*Optar por guarda-sóis de algodão e de cor clara. A cor escura absorve radiação e calor. Tecidos de nylon produzem sombra, mas não protegem da radiação solar;

*Verificar qual é o fator de proteção mais adequado para o seu tipo de pele. Em caso de dúvida ou, se possível, sempre, devem ser utilizados os produtos com FPS mais elevados;

*O mormaço também ocasiona queimaduras. A brisa, por oferecer uma sensação refrescante, pode levar a pessoa a esquecer os efeitos nocivos do sol;

*A eficiência de um protetor solar está relacionada diretamente a sua utilização correta, ou seja, o usuário deve estar atento às instruções da embalagem quanto ao tempo de reaplicação do produto, levando em consideração fatores como a transpiração e o contato direto da pele com qualquer superfície que propicie a remoção do produto.

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