Você sabe ler a receita dos seus óculos?

Conversa de Menina abre espaço para divulgar um serviço de utilidade pública. Recebi um texto da assessoria de comunicação do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), ensinando como os leigos podem entender a receita oftalmológica antes de ir até uma ótica comprar seus óculos de grau. No texto, a médica Karla de Almeida Alexim esclarece algumas dúvidas comuns de quem precisa usar óculos para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo. Como saúde é um tema muito importante nas nossas conversas, confiram as orientações do HOB:

Entenda a sua receita oftalmológica antes de fazer as lentes dos óculos

oculosBrasília – Sair do consultório do oftalmologista com um papel cheio de números e meias-luas sem a menor idéia do que está escrito ali é mais comum do que se possa imaginar. A receita oftalmológica não pode, no entanto, ser um código que somente o médico e o profissional que vai aviá-la conhece o significado. O paciente também precisa saber sobre suas dificuldades de visão para poder acompanhar o tratamento ao longo da vida.

“As pessoas não têm hábito de questionar a receita, mas é importante entender a própria dificuldade de visão e não procurar soluções alternativas como usar os óculos de terceiros”, alerta a oftalmologista Karla de Almeida Alexim, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB).

A receita descreve o grau de correção necessário para permitir a melhor visão do paciente, tanto para identificar objetos e imagens de longe, quanto de perto. “A receita oftalmológica apresenta-se em um modelo padrão. Portanto, é possível realizar exames aqui no Brasil e apresentar os dados em outros países”, explica a especialista, que já avaliou pacientes vindos de países como a Grécia com receitas prescritas em idioma local.

Os códigos (números) contidos na receita seguem uma lógica nem tão complicada de decifrar, mas é preciso ter as informações e atenção.

Miopia e astigmatismo são chamadas doenças refrativas, pois são causadas por falhas na refração da luz sobre a retina
Miopia e astigmatismo são chamadas doenças refrativas, pois são causadas por falhas na refração da luz sobre a retina

Nomes e números

Para verificar a situação da visão para perto e para longe são analisados o OD (olho direito) e OE (olho esquerdo). Os sinais de positivo “+” e negativo “-“, indicados na coluna de nome Esférico, por exemplo, são revelados pelo exame e representam o grau da hipermetropia e da miopia, respectivamente. Assim, “+ 1” , quando aparece na receita, por exemplo, significa um grau de hipermetropia, isto é, necessita correção para enxergar perto. Quando estiver indicado “-1”, representa um grau de miopia, e o paciente precisa de ajuste para longe. A coluna chama-se Esférico, porque as lentes que corrigem a hipermetropia e a miopia são esféricas.

Astigmatismo – Para avaliar somente o astigmatismo, alteração da córnea que provoca vários pontos de foco das imagens, existe a coluna chamada Cilíndrico, porque as lentes que o corrigem são cilíndricas. Neste espaço, no caso de haver irregularidade refrativa, o especialista informará em números, com sinal negativo, conforme é convencionado.

A coluna da receita oftalmológica chamada Eixo determina a localização do astigmatismo. “A determinação do local exato do astigmatismo será útil para sua perfeita correção”, observa Karla Alexim.

A coluna identificada com a sigla D.P, que significa “distância pupilar”, representa o espaço entre uma pupila e outra. Esta medida servirá para que as pupilas estejam alinhadas ao centro ótico da lente dos óculos. De acordo com Karla Alexim, a exatidão desta prescrição em relação à confecção dos óculos é fundamental para a boa visão. Ela comenta que “quando não há exatidão, os óculos provocam desconforto e o paciente começa a mexer na armação para encontrar o ponto”.

Presbiopia – Para prescrever os óculos para perto, que é a correção da presbiopia, ou vista cansada, é realizado um cálculo na receita. Na coluna Esférico, é feita uma soma entre o grau de longe e o grau necessário à idade do paciente, conforme uma tabela convencionada. Por exemplo: para pacientes entre 40 e 45 anos de idade, soma-se entre +1 e +1,5 grau, porque é constatado que a partir desta idade, o poder de foco dos olhos para perto diminui, o cristalino vai endurecendo e não consegue focar a imagem que está próxima com a mesma facilidade”, frisa Karla.

Receitas – Os valores descritos na receita é que determinarão a lente adequada para atender a deficiência de visão do paciente. “A fabricação da lente deve atender literalmente as especificações da receita. Se o paciente apresenta alteração de grau para longe e nenhuma deficiência para perto, ele terá toda a lente com grau apenas para longe. Caso exista deficiência para perto também, a lente apresentará grau para longe na parte superior e grau para perto na parte inferior. As lentes devem ser moldadas de acordo com a deficiência apresentada”.

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Serviço: familiares e pacientes de Parkinson e Alzheimer tem atendimento psicológico gratuito

Conversa de Menina abre espaço para divulgar um serviço de utilidade pública…

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A associação Baiana de Parkinson e Alzheimer (ABAPAZ – clique aqui para conhecer o site) oferece serviço de apoio psicológico aos familiares e pacientes do Mal de Parkinson e Mal de Alzheimer. O atendimento é gratuito e acontece mediante agendamento prévio. A responsável é a psicóloga Taya Soledade, especialista em neuropsicologia, psiconeuroimunologia e clinica psicanalítica.

Durante as sessões, acontece avaliação das dificuldades e limitações no processo da doença e as alterações emocionais, ansiedade, depressão e isolamento social tanto do paciente quanto os efeitos da doença na família. O acompanhamento psicológico é feito em parceria com o Serviço de Psicologia da Faculdade Ruy Barbosa.

O tratamento trabalha a aceitação da doença; convívio com as perdas – limitações; enfrentamento da elaboração das perdas, mudanças; assumir novos papéis, inversão de papéis – mudanças; compreender sentimentos e emoções – expressão e elaboração de sentimentos; identificação – sentir-se apoiado e compreendido (preconceito); incentivo ao não isolamento; auxilia na reestruturação: estilo de vida, escala de valores, forma de enfrentamento da  nova vida; incentiva a organização da nova vida – promoção de autonomia; investimento na melhoria dos relacionamentos familiares; e aumento da auto-estima e repertório social.

Serviço:

Para marcar as sessões é preciso agendar uma entrevista inicial através dos telefones (71) 3334 2021 e (71) 3334 5925

A Faculdade Rui Barbosa fica localizada na rua Monte Conselho nº 53, Rio Vermelho – próximo ao antigo Mercado do Peixe, junto à Delegacia de Polícia do Rio Vermelho

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Outra iniciativa da ABAPAZ  é a Oficina de Revitalização da Memória, atividade sócio-educacional, que previne predisposição ou desenvolvimento da depressão. A Oficina, também gratuita, é ministrada pela terapeuta Lourdinha Cardoso e tem como base o método francês Ramain, que através de exercícios, trabalha os aspectos motores, cognitivos e emocionais. O objetivo é exercitar o potencial da mente, da emoção e da estruturação das idéias. Proporciona ao participante melhoria no desempenho cognitivo e social.

As oficinas ocorrem  às segundas-feiras, das 14:00h às 16:00h

Contato ABAPAZ – 71 8894-8814 (Beila)

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Serviço: Feira da Saúde atende gratuitamente

O Conversa de Menina abre espaço para divulgação da Feira Saúde da Mulher, que acontecerá na quinta-feira, dia 28, na Boca no Rio, com oferta de serviços gratuitos à população. Abaixo, material de divulgação encaminhado ao blog pelos promotores do evento.

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estetoscopioA Faculdade Regional da Bahia (UNIRB), em parceria com o Distrito Sanitário da Boca do Rio (DRSB) – da Secretaria Municipal de Saúde, realiza no próximo dia 28, quinta-feira, das 8 às 16h, a Feira- Saúde da Mulher. O evento, aberto à população, será realizado nas quadras de esportes da Boca do Rio, em frente ao MultiShopping.

A iniciativa irá oferecer atendimento gratuito em especial aos cuidados com a saúde e bem-estar feminino. A Feira vai integrar diversos cursos de graduação da UNIRB, entre eles, Enfermagem, Educação Física, Biomedicina, Fisioterapia, Nutrição, Serviço Social, Administração e Direito.

Dentre os serviços oferecidos estão teste de glicemia, aferição da pressão arterial, avaliação postural, eletro-cardiograma e eletro-encefalograma, avaliação do índice de massa corpórea e atividades físicas. Além desses benefícios, a comunidade ainda vai poder contar com atendimento dos profissionais de Serviço Social, assim como atendimento gratuito do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), realizado pelos estudantes da UNIRB sob orientação dos professores/advogados do curso de Direito, em parceria com a Delegacia das Mulheres – Superintendencia Especial de Políticas para as Mulheres.

Uma linha de ônibus sairá do Posto de Saúde da Boca do Rio até o local do evento. A comunidade  será ainda orientada sobre a saúde bucal e cadastramento de cartão SUS, além do posto de vacinação.

Quem quiser também cuidar da aparência, poderá cortar os cabelos, dentre outros serviços.

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Pet Terapia: animais nos ajudam a superar doenças

Cena do filme Marley e eu, baseado em fatos reais
Cena do filme Marley e eu, baseado em fatos reais

Bichos de estimação são ótimos para ajudar no desenvolvimento da afetividade e responsabilidade em crianças  e para fazer companhia aos adultos, diz o senso comum e comprova a ciência.  Há cerca de dez anos, hospitais no Brasil experimentam a Pet Terapia, uso de animais como tratamento alternativo de doenças. Não se trata de fazer experiências com os coitados dos bichos, mas de fazer com que pacientes internados em clínicas e hospitais, principalmente as crianças, durante tratamentos longos, tenham nos bichinhos (cães na maioria dos casos) além de conforto, uma forma de desviar o foco do problema. Brincando com os animais, cuidando deles, o paciente esquece os incômodos do tratamento.

Lembrei desse tema porque recebi a dica de um livro escrito por uma autora infanto-juvenil, Helena Gomes, e lançado no início deste ano, com um título muito sugestivo: Nanquim – Memórias de um Cachorro da Pet Terapia. O personagem da historinha é inspirado num cão-terapeuta real, um labrador chamado Nanquim, que a autora conheceu em 2004, durante uma feira de saúde em Santos – SP.  Fiquei curiosa para ler e para saber mais sobre Pet Terapia.

Nanquim, personagem de Memórias de um cachorro de pet terapia, também é um labrador como o animal de estimação de Marley e eu
Nanquim, personagem de "Memórias de um Cachorro de Pet Terapia", também é um labrador como o animal de estimação do filme Marley e eu

Na obra, Helena Gomes – professora universitária, jornalista e autora de diversas obras infanto-juvenis lançadas pela Rocco, inclusive tem livros dela que foram escolhidos pelo governo federal para fazer parte do programa de distribuição de livros para bibliotecas públicas -, dá voz a um cãozinho muito inteligente e meio metido a besta, mas que adora ajudar todo mundo. O labrador Nanquim relembra seu tempo de pet-terapeuta, quando ” trabalhava” em um hospital infantil. Muito humor  e uma historinha comovente, além de bem didática, aguarda quem se aventurar pelas 48 páginas do livrinho. Para saber mais, veja abaixo as informações da obra e o site da editora Paulinas, responsável pela publicação.

Pesquisando a Pet Terapia, descobri que não é de hoje que os bichos ocupam posição de destaque no coração de seus donos. O estouro de bilheteria do filme Marley e Eu, de 2008, inspirado em fatos reais da vida de um jornalista americano e seu labrador hiperativo, é prova de que tudo o que envolve bichos, ainda mais os cães, comove e enternece. Juntar cães e crianças com certeza bate recordes no medidor de fofura. Foi justamente esse o grande saque dos inventores da Pet Terapia, técnica usada primeiro nos EUA e Austrália, trazida para o Brasil há uma década. Eles perceberam que levar bichos para dentro do hospital – claro que não é qualquer bicho, ninguém quer uma infestação de zoonoses – ajudava muito na recuperação dos doentes.

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Links úteis:

>>Reportagem em vídeo sobre uso de Pet Terapia em hospitais paulistas

>>Benefícios da Pet Terapia na Terceira Idade

>>Artigo sobre Pet Terapia do Instituto de Neurociências de SP

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Economia com remédios

De olho nos benefícios da Pet Terapia para baixar custos em contas hospitalares, uma seguradora australiana descobriu que em uma unidade de saúde de Sidney, os pacientes que recebiam a tarefa de cuidar de um bicho de estimação durante a internação, saiam do hospital dois dias antes e consumiam menos remédios do que aqueles que enfrentavam uma internação convencional.

Em 2000, uma pesquisa feita nos EUA mostrou que 57% dos dois mil entrevistados na ocasião, escolheriam  o seu cachorro, em detrimento de qualquer outro membro da família, caso estivessem num navio prestes a naufragar e só pudessem salvar uma vida. Isso não é prova de que os americanos são malucos, é prova de que animais de estimação ocupam bem mais espaço nas nossas vidas do que um cantinho no quintal ou na área de serviço. Na mesma ocasião, a revista Aids Care, publicação médica norte-americana, revelou que portadores de HIV que tinham bichos de estimação estavam menos propensos a sofrer de depressão do que aqueles que viviam sozinhos. No próprio tratamento da depressão, os animais são grandes aliados de seus donos.

Aqui no Brasil, as experiências com pet-terapeutas são feitas em asilos, creches e unidades de saúde como o Hospital da Criança em SP e o Hospital Geral de Santos, há pelo menos dez anos.

Pesquisa da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, realizada no Hospital Infantil Cândido Fontoura, envolvendo 330 crianças internadas, mostrou a redução do estresse e a melhoria do sono entre aquelas que recebiam visitam frequentes de cães-terapeutas.

Mas, volto a repetir, não é simplesmente levar qualquer cachorro para dentro do hospital que vai resolver o problema. Os cães terapeutas são animais saudáveis, que passam por avaliação física e psicológica; também são vacinados e treinados para a função. Os animais precisam ainda ser calmos, dóceis e disciplinados; além de ter acompanhamento veterinário. Inclusive, um especialista da área acompanha as sessões de pet terapia nos hospitais.

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Para ler:

capa-nanquimMemórias de um Cachorro da Pet Terapia
Autora: Helena Gomes
Ilustrações: Semíramis Paterno
Editora: Paulinas – www.paulinas.org.br
Ano: 2009
Páginas: 48
Preço: R$ 22,80

Mais informações sobre o livro clique aqui.

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Transtorno alimentar

Magreza de Stephanie Naumoska despertou a atenção de profissionais de saúde
Magreza de Stephanie Naumoska despertou a atenção de profissionais de saúde

A discussão sobre os transtornos alimentares voltou a estampar capas de revistas e jornais durante o concurso Miss Universo Austrália, realizado no dia 23 de abril. A aparição de uma das finalistas ao título, a modelo que representa Sydney, Stephanie Naumoska, fez surgir uma série de comentários de nutricionistas e médicos. Isso porque a jovem de 19 anos,  cuja altura é de 1,80m, pesa nada mais que 49kg.  O fato desencadeou reclamações de profissionais de saúde, trazendo uma grande polêmica ao concurso.

Em entrevista a jornais locais, segundo matéria publicada no G1, a nutricionista Melanie McGrice disparou: “Ela poderia ser categorizada como muito abaixo do peso e eu certamente faria uma avaliação em sua dieta para me certificar que ela não tem nenhum distúrbio alimentar. Ela precisa de exames de sangue, análise de dieta e assistência intensa”. Fato é que a notícia nos trouxe de volta a questão sobre os transtornos alimentares. E por esta razão, vamos tratar um pouco deles por aqui, e tentar esclarecer algumas questões básicas.

Para começar, é bom lembrar que o transtorno alimentar é uma perturbação no comportamento alimentar. É possível que os sintomas dos distúrbios permaneçam estáveis por um tempo, até que seja instalada uma crise, que é caracterizada justamente pela exacerbação dos sintomas, associada a problemas psicológicos. Essa crise pode ser desencadeada por fatores diversos, incluindo problemas familiares ou própria consciência da existência do distúrbio. Vamos fazer um breve resumo de três dos principais distúrbios alimentares: anorexia nervosa, bulimia nervosa e comer compulsivo (binge-eating).

Anorexia nervosa – uma particularidade deste problema diz respeito à distorção que o indivíduo produz da própria imagem, a partir do pavor da obesidade e do receio de manter um peso corpóreo mínimo normal. Os fatores sociais são decisivos, porque hoje, principalmente, convivemos com exigências muito específicas do padrão de beleza. Mas precisamos lembrar, meninas, que a questão não é ser magra, mas ser saudável. A ilusão da imagem corporal faz com que a pessoa queira ser cada vez mais magra. Para isso, limitam a ingestão de alimentos e até excedem nos exercícios físicos. É bastante comum a pessoa forçar o vômito, utilizar laxantes ou diuréticos para alcançar o objetivo de se manter magra. Há uma preocupação consciente com a seleção e a ingestão dos alimentos. O diagnóstico é feito com a observação da perda de peso acentuada, aliada aos sintomas psicológicos  (Leia mais sobre a anorexia nervosa).

Bulimia nervosa – é característica dos indivíduos que comem compulsivamente e, em seguida, provocam o vômito para se livrar da culpa. Também adotam dietas rigorosas e excesso de exercícios físicos, na tentativa de “manter a forma”. O bulímico consome rapidamente uma grande quantidade de alimentos, o que é seguido por uma angústia intensa e um sentimento de culpa, o que leva à purgação. Normalmente esta ingestão excessiva de comida é provoca por estresse emocional e o indivíduo, muitas vezes, faz o consumo dos alimentos escondido. Para que seja diagnosticada é preciso que seja uma prática constante a purgação (vômito). É muito comum que a pessoa apresente oscilações constantes no peso corpóreo (Leia mais sobre a bulimia nervosa).

Comer compulsivo – o comer compulsivo é típico das pessoas que possuem obesidade. É o consumo exagerado de alimento com alto teor calórico, sem a indução subsequente ao vômito. Muitos pacientes apresentam quadros de depressão, decorrente, inclusive, das limitações provocadas pelo excesso de peso. Neste caso também não há abuso de laxantes ou diuréticos. (Leia mais sobre o comer compulsivo).

Claro que se preocupar com a forma física é legal e a vaidade pode ser positiva. Mas precisamos ter cuidado até onde estamos dispostos a ir para seguir o padrão de beleza vendido pela mídia. Transtorno alimentar é um problema de sáude. Emagrecer pode ser saudável, mas não por meio de vômitos induzidos, uso de laxantes ou de diuréticos. O emagrecimento saudável exige o acompanhamento de um profissional de saúde. Se você se enquadra em um dos casos acima, procure um médico. Se você conhece alguém que apresenta algum dos sintomas destacados, recomende um médico, encaminhe. Vamos cuidar da saúde, gente. Não adianta estar magro e doente. Ao invés de qualidade de vida, você vai ganhar é uma série de outros problemas.

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Mais sobre o assunto:
>> Distúrbios da conduta alimentar: anorexia e bulimia nervosas
>> Escalas de avaliação de transtornos alimentares
>> Outros transtornos, aspectos sociais, alterações cerebrais
>> LIVRO: Transtornos alimentares e obesidade
>> Epidemiologia dos transtornos alimentares: estado atual e desenvolvimentos futuros
>> Transtornos alimentares: classificação e diagnóstico
>> Transtornos alimentares em homens: um desafio diagnóstico
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Gripe suína põe mundo em alerta como nos tempos da “influenza espanhola”

Vírus influenza, causador da gripe
Vírus influenza, causador da gripe

Guardadas as devidas proporções, o surto de gripe suína, iniciado no México em março,  e que já alcançou diversos países, tem sido comparado com a epidemia de gripe espanhola do início do século XX. Apesar de, em 1918, não termos a quantidade de tecnologia e nem o avanço médico científico dos dias de hoje, as formas de disseminação do vírus se assemelham. Naquela época, a I Guerra Mundial ajudou a espalhar a Influenza pelo mundo. Hoje, após a globalização, o mundo encolheu e os voos que ligam todos os continentes podem trazer bem mais que roupas e acessórios na bagagem de seus passageiros. Queira Deus que a gripe suína nem de longe seja parecida com a epidemia de gripe espanhola, porque aquela sim foi uma calamidade de proporções inimagináveis até para os padrões atuais.

Aqui em Salvador e no resto do país, do planeta, a luz vermelha está acesa. Fronteiras são vigiadas e o controle sanitário torna-se rigoroso. Nas ruas do México, vemos na TV que as pessoas andam com máscara cirúrgica na cara. Mas ainda continuamos perdendo batalhas e mais batalhas para seres microscópicos como os vírus, justamente porque, tal qual em 1918, ainda vivemos diferenças gritantes no acesso à saúde, ao saneamento básico, a condições dignas de moradia e alimentação. O mundo globalizado ainda é dividido entre privilegiados e despossuídos. Não é à toa que o surto epidêmico começou no mais pobre dos países norte-americanos. Igual a epidemia de ebola, nos anos 90, que saiu da África para o resto do globo. Ou ainda, como a cólera morbus, que vez por outra eclode em algum lugar insalubre do mundo.

Diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares. Governo Federal decidiu criar o Gabinete Permanente de Emergência, para tratar dos assuntos referentes ao surto mundial de gripe suína / Crédito da Foto: Valter Campanato - Agência Brasil
Diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares. Governo Federal decidiu criar o Gabinete Permanente de Emergência, para tratar dos assuntos referentes ao surto mundial de gripe suína / Crédito da Foto: Valter Campanato - Agência Brasil

Prevenção é a palavra de ordem, tanto nesse caso da gripe suína, quanto em qualquer epidemia, como a de dengue, que já nos dá muito trabalho. Lavar as mãos, evitar contato com doentes, higienizar frutas, verduras, não jogar lixo nas ruas, afinal, somos nós que vivemos nessas mesmas ruas. Tudo isso faz parte da consciência cidadã e ajuda muito a diminuir o poder avassalador de um vírus. Mas, ainda assim,  é preciso uma consciência maior dos governos, dos cidadãos na hora de escolher esses governos, dos mais ricos da sociedade. É preciso mais justiça na hora de dividir o bolo de riqueza do mundo, mais justiça na hora de permitir que os hospitais públicos e os postos de saúde de fato cumpram seu papel perante os mais carentes. É preciso mais compromisso da medicina, tanto nas faculdades, que formam os médicos, quanto na hora de exercer a profissão, de avaliar um paciente e dizer algo mais para ele do que simplesmente “você está com virose”.

Perder vidas por causa da gripe na Idade Média, quando não se sabia nem o que era que causava uma gripe, até se entende, mas perder vidas por causa da gripe em tempos de pesquisas milionárias, em laboratórios milionários, é sinônimo de que precisamos mais do que simplesmente lavar as mãos. Faz-se necessário repensar o que estamos afinal fazendo com este planeta que chamamos de lar, o que estamos fazendo uns com os outros.

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Informações úteis sobre a gripe suína:

Abaixo, alguns links retirados do Portal A TARDE On Line; além da história da gripe espanhola, pandemia ocorrida em 1918 e considerada um dos mais graves surtos de gripe da história.

>>Conheça os sintomas da doença em uma infografia explicativa

>>Salvador tem primeiro caso suspeito de gripe suína

>>Secretário de Saúde da Bahia tranquiliza população

>>Vigilância nos aeroportos

>>Médicos dão orientações sobre o surto de gripe suína

>>Tripulação deve observar passageiros em voos internacionais

>>Site Banco da Saúde reúne guia para esclarecer sobre a gripe.  Confira

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HISTÓRIA DA GRIPE*

O advogado Rodrigues Alves foi o 5º presidente do Brasil, governou entre 1902 e 1906. Disputou e venceu nova eleição presidencial em 1919, venceu, mas não governou, porque morreu na epidemia de gripe espanhola
O advogado Rodrigues Alves foi o 5º presidente do Brasil, governou entre 1902 e 1906. Disputou e venceu nova eleição presidencial em 1919, venceu, mas não governou, porque morreu na epidemia de gripe espanhola

A epidemia de gripe espanhola, em 1918, é considerada a pior da história da humanidade. Atingiu quase todo o globo, deixou 20 milhões de mortos e 600 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo. O único país que escapou foi a Austrália, que só registraria alguns casos isolados em 1919. Independente do isolamento da Austrália, nos confins da Oceania, o governo de lá tomou medidas drásticas para impedir a entrada do virus no país. Embora tenha recebido o nome de Influenza, ou gripe espanhola, até hoje não se sabe ao certo onde a epidemia começou. A certeza é de que ela se espalhou tão depressa e fez tantas vítimas graças a I Guerra Mundial. Literalmente, o vírus viajou nas solas dos coturnos das tropas e nos navios de combate.

Surtos de gripe são relatados desde a antiguidade, como o ocorrido em 400 a.C, em Creta. Na Idade Média, alguns historiadores acreditam que a temida peste ocorrida na época da Guerra dos Cem Anos foi uma epidemia de influenza. Nos séculos XVII, XVIII e XIX, a Europa sofreu diversos surtos graves de gripe. Entre 1889 e 1890, Ásia e América também teriam sido afetadas, mas a historiografia moderna é unânime em classificar a pandemia de 1918 como a pior até os dias de hoje.

A influenza chegou por mar ao Brasil e desembarcou nas cidades portuárias mais importantes do país, em setembro de 1918: Santos, Rio de Janeiro, aqui em Salvador e Recife. Desses locais, rapidamente ganhou o resto do território. Em finais de outubro daquele ano, o virus fez estragos comparáveis aos da epidemia de cólera morbus, no recôncavo baiano, em 1859, e já havia se espalhado por todos os estados, alcançando até a Amazônia, onde dizimou tribos indígenas inteiras. O próprio prefeito de São Paulo, Washington Luis foi vítima da doença. A capital industrial do Brasil – já naquela ocasião São Paulo respondia por 40% da produção industrial nacional -, sofreu baixas terriveis na sua população. Oficialmente, foram 66 dias de epidemia e 350 mil pessoas infectadas, o que correspondia a 65% da população da cidade no período.

Destacamento de soldados brasileiros enviado à I Guerra. Acredita-se que os soldados disseminaram o vírus da gripe espanhola, pois foram contaminados nos campos de batalha
Destacamento de soldados brasileiros enviado à I Guerra. Acredita-se que os soldados disseminaram o vírus da gripe espanhola, pois foram contaminados nos campos de batalha

“A epidemia que tão impiedosamente se declarou no Rio, paralysando a vida da cidade, cobrindo-a de luto e de tristeza, e, até, ameaçando-a de fome, parece ter passado como um vendaval malfasejo, carregando vidas e alegrias no seu bojo monstruoso e deixando na sua esteira de sombra a lembrança tragica de um cortejo de dores e de maguas. “

(Trecho de reportagem publicada em 2 de novembro de 1918, na revista Fon Fon – RJ)

Os serviços de vigilância epidemiológica daquele período mostraram-se insuficientes para conter o avanço do vírus tanto em São Paulo, quanto nas demais cidades brasileiras. Os médicos, que não sabiam como tratar a doença, teciam todo tipo de teoria e tentavam combinações das mais esdrúxulas para tratar os pacientes. Em São Paulo chegou-se a catalogar a combinação de 178 substâncias diferentes em um único medicamento! Remédios para malária eram usados indiscriminadamente. Surgiam curandeiros prometendo maravilhas, mas que na maioria das vezes, só ajudavam a debilitar os pacientes ainda mais. Aglomerações públicas eram proibidas. Atletas do Corinthians que sairam para treinar, em outubro de 1918, foram punidos. Jogos e campeonatos eram suspensos. Cabarés e teatros fechados. Também não funcionavam escolas ou repartições públicas. Até a Câmara Municipal paulista fechou, porque os vereadores fugiram de medo da influenza. O índice de homicídios aumentou, porque o medo do contágio, o isolamento obrigatório e o excesso de medicamentos ingeridos, além da própria febre alta e da debilidade dos pacientes, favoreciam as alucinações. Muitos também atribuiam o surto ao castigo divino devido aos pecados da humanidade.

O surto de gripe espanhola em 1918 fez mais mortos do que os fronts da I Guerra
O surto de gripe espanhola em 1918 fez mais mortos do que os fronts da I Guerra

Nas memórias do jornalista e escritor Pedro Nava, a epidemia no Rio de Janeiro ganhou contornos de filme de terror do expressionismo alemão. Bondes e carroças eram usados para transportar centenas de caixões. Era proibido aos familiares acompanharem os mortos até o cemitério. As famílias, isoladas dentro de casa, não sabiam onde os parentes eram enterrados. Igrejas e escolas foram convertidas em hospitais. A população assustada e debilitada, promovia saques aos armazéns em busca de alimentos e remédios. Ainda assim, diante da ineficácia das políticas públicas, foi a união da sociedade civil que manteve o mínimo de ordem em meio ao caos que reinava nas principais metrópoles do país.

Com o fim da I Guerra, a epidemia de gripe foi regridindo no mundo todo. Em finais de novembro, aqui no Brasil, os casos já eram mais isolados e as cidades retomaram suas rotinas. Depois da pandemia, as pesquisas, que já ocorriam desde o século XIX – em 1891 Richard Pfeiffer isolou o bacilo haemophilus influenzae -, foram intensificadas e em 1933, cientistas britânicos anunciaram a descoberta do vírus da gripe. A partir daí, outros virus foram descobertos, todos do grupo myxo-vírus, e vacinas começaram a ser testadas. Na história recente, ocorreram epidemias de influenza em 1946, 57 e 68; além dos surtos de gripe asiática e da gripe do frango, já nos anos 2000. No entanto, nenhuma dessas chegou perto da calamidade registrada em 1918.

*Fonte: A Gripe Espanhola em São Paulo; artigo do professor Cláudio Bertolli Filho (Faculdade de Ciências Humanas da Fundação Valeparaibana de Ensino); in Revista Ciência Hoje, Volume 10, número 58, outubro de 1989. Coleção pessoal da autora deste post.

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Livros infantis para mudar o mundo

A leitura transforma os seres humanos. Como diz Guiomar de Grammont, no seu ensaio Ler devia ser proibido, a literatura abre portas para a imaginação, nos torna “perigosamente humanos”, nos dá visão crítica, capacidade de julgar, avaliar, escolher e, principalmente, opinar. E é com uma sociedade opinativa, crítica e imaginativa que podemos mudar o mundo, melhorá-lo e torná-lo mais justo. Por acreditar nessas premissas e para incentivar que o gosto pela leitura comece na infância, é que o Conversa de Menina apresenta para vocês a coleção Jeitos de mudar o mundo, da editora Escala Educacional. Idealizada pelo ilustrador Fernando Vilela e pela escritora Stela Barbieri, a coleção é formada por livros que se baseiam nas oito metas do milênio estabelecidas pelas Organização das Nações Unidas no ano 2000. Abaixo, uma pequena sinopse de cada livrinho da coleção e a meta do milênio ao qual ele está ligado…

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Leia também:
>>Livros que todo adulto precisa ler
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Na sombra do Baobá (mortalidade infantil)

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A ponte (trabalho comunitário/ voluntariado)

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O casal recebe um pedaço de terra de presente dos pais de Guadalupe. Com a ajuda dos homens e das mulheres da comunidade, erguem uma casa e depois preparam a terra para plantar o milho. O grande problema de todos os que moram no povoado é transportar os alimentos que produzem, por meio de canoas, até o outro lado do rio onde fica a cidade. O sonho deles é construir uma ponte…

O amigo dos animais (respeito ao meio ambiente)

amigos-dos-animaisCauã vive numa aldeia no meio da floresta dos tucanos. Todos em sua aldeia vivem felizes e só matam os animais para seu próprio sustento. Mas, os caçadores aparecem para matar milhares de animais com armas de fogo e Cauã não entende o porquê, pois aquela matança poderia alimentar seu povo por um ano; além disso, a cada dia a quantidade de animais diminui. Incomodado, Cauã pergunta ao pajé porque os caçadores matam tantos bichos e o Pajé explica que o homem branco não queria a caça, mas a riqueza que a caça trazia com a venda de sua pele. Indignado com essa situação, Cauã pensa numa forma de ajudar a floresta…

Gênio do poço encantado (combate às doenças endêmicas)

genioA Vila do Poço Encantado tem um reservatório de água limpa cuidado por um gênio generoso. Na vila, vivem os irmãos Kiri e Arun, filhos da lavadeira Sovann. Tudo vai bem na aldeia, as crianças adoram cantar e seu canto atrai reis e rainhas, até que um dia algumas pessoas da cidade começam a ficar doentes. A doença se espalha e cada dia mais e mais homens, mulheres e crianças adoecem. As ervas e os remédios disponíveis não conseguem curá-los. Arun, o filho da lavadeira Sovann também fica doente. Até que o gênio descobre que o povo está enterrando lixo perto do poço…

A menina do feijão suculento (fome e combate à miséria)

menina-e-feijaoMahura mora na roça, numa casa de barro vermelho. Seu divertimento predileto é andar pela estrada de terra e visitar os sítios vizinhos para brincar com as outras crianças.
Um dia para de chover, as plantações morrem, os animais começam a definhar e os rios a secar. As pessoas que vivem ali começam a passar fome e todos ficam desanimados, com exceção da menina. Ela encontra alguns grãos de feijão em um pote. Junto com sua mãe, resolve plantá-los. O rio é longe, mas todos os dias elas trazem um pouco de água para regar as sementes. Quando os feijões são colhidos não são suficientes para alimentar todas as pessoas, então Mahura tem uma ideia…

Radija e seus tapetes mágicos (igualdade de gênero)

radijaA narrativa mostra como Radija, estimulada pelas histórias contadas pelos mercadores de tapetes, desperta o desejo de ser livre em uma sociedade que valoriza os homens em detrimento das mulheres. Ela quer partir com as caravanas e viajar pelo mundo, mas seu pai não deixa porque ela é uma menina, até que Radija consegue mostrar o valor das mulheres na sociedade…

O reino dos mamulengos (educação)

mamulengosEssa é a história de Severino, um rapaz que resolveu sair pelo mundo em busca de sua sorte. Sua especialidade é fazer e manipular mamulengos. Ele aprendeu com o pai, que por sua vez aprendeu com o avô, que aprendeu com o bisavô, que aprendeu com o tataravô. Desse modo, faz parte de uma linhagem de bonequeiros, que criam mamulengos e interpretam histórias cheias de encanto e humor. Severino não sabe ler, o que o impede até de se defender de algumas ciladas. Mas, no Reino das Terras Altas, ele muda o seu destino…

Satiko e o vulcão (atenção à saúde da gestante)

satiko“Satiko e o vulcão” narra à história de Satiko que está grávida de sete meses e vive em uma aldeia às margens do lago de águas claras, aos pés do grande vulcão em uma pequena casa com o pai, senhor Sho, a mãe e o marido. Um dia, o pai de Satiko diz que o vulcão vai entrar em erupção e por isso todos precisam se mudar da aldeia. Mas, ninguém acredita nele. Então, o senhor Sho prepara embarcações de madeira para que todos possam fugir quando o vulcão entrar em erupção e depois da fuga, todos partem numa grande jornada em busca de outro lugar para morar…

Serviço:
Coleção Jeitos de mudar o mundo
Autora: Stela Barbieri
Ilustrador: Fernando Vilela
Editora: Escala Educacional
Preço sugerido: R$ 24,50 por livro

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Asma, saiba o que é e como tratar

asmaSalvador é uma cidade litorânea e como tal, tem clima aprazível, certo? Mais ou menos. Durante o verão sim, mas no inverno, por aqui fica bem abafado. A capital baiana, devido a poluição (lixo, canais de esgoto sem tratamento, CO2 lançado pelos canos de escapamento da frota de mais de 600 mil veículos) e também por conta do processo de verticalização descontrolada graças a especulação imobiliária, vive dias de inversão térmica desde o ínicio da semana. O ar não circula, a atmosfera é sufocante. Se para as pessoas comuns, a sensação é de que não tem oxigênio suficiente para respirar, penso nos asmáticos, como eu, e em como é dificil absorver a nossa porção de ar de cada dia. Os cientistas que pesquisam o aquecimento global, inclusive, investigam a relação do agravamento do clima no planeta com o aumento da incidência de asma (veja mapa abaixo, mostrando os países afetados pela doença).  

Adultos e crianças alérgicos costumam ter muitas crises durante o período de outono/inverno. É nessa época do ano que as clínicas, hospitais e postos de saúde ficam lotados de pacientes em busca da nebulização salvadora.

Como problema alérgico, a asma exige acompanhamento frequente e não apenas nos períodos de crise. Praticar esportes que melhorem a capacidade pulmonar, como a natação, é uma forma de prevenir recaídas severas. Além disso, há que se manter um rígido controle ambiental dentro de casa, retirando de perto do asmático tudo o que pode desencadear as crises. Poeira, mofo e ácaro são nossos inimigos de morte. Por isso, tapetes, cortinas, pelos de animais, tudo isso precisa ser mantido bem longe. Arejar a casa é preciso, mantê-la sempre limpa indispensável.

Veja o mapa que mostra a incidência da asma no mundo
Veja o mapa que mostra a incidência da asma no mundo

Saber o que provoca as crises de falta de ar é um passo importante na prevenção da doença. O asmático é um paciente crônico. Significa que ele não vai se livrar da asma, mas pode aprender a controlá-la, para garantir assim uma qualidade de vida melhor e evitar que a doença evolua para seus quadros mais graves. A asma é uma doença que requer tratamento e acompanhamento. Pode levar à morte se não for tratada da maneira adequada.

A intenção deste post não é prescrever tratamentos, primeiro porque não sou médica. Segundo, porque aconselho que o asmático tenha disciplina consigo mesmo e busque a ajuda do seu médico para o acompanhamento. Mesmo quando não estiver em crise, é preciso fazer a manutenção do tratamento. Se você é adepto da medicina natural, ainda melhor, busque seu homeopata ou naturopata para que ele cuide de você enquanto é verão. Não espere o inverno e as crises chegarem para correr ao posto de saúde.

asma-2Se você confia mais na alopatia, então o pneumologista vai saber indicar que medicamentos usar para prevenção. Não se automedique nunca! O pior risco para um asmático é ingerir medicamentos que podem piorar o seu quadro clínico. Remédios sem receita ou passados para outra pessoa, nem pensar! Cada asmático tem uma forma de desenvolver a doença no próprio organismo, a dosagem de remédios é personalizada e atende as necessicidades de cada paciente. Boa parte do tratamento alopático é feito com corticóides e esse tipo de substância precisa de controle para ser administrada, pois provoca efeitos colaterais.

Existe um histórico da sua doença com o seu médico, se trocar de médico, leve seu histórico com você, principalmente se as suas crises começaram desde bebê. É no histórico que está dito tudo o que você já usou em termos de tratamento, qual é o grau da sua asma, se leve, média ou grave, se você apresentou alergia a alguma substância. Até mesmo se a sua manifestação da doença permite que faça natação, pois há casos e casos.

Para ajudar outros asmáticos a entender a doença, reuni alguns links de bons sites que explicam o que é a asma e como é possível tratá-la. Confiram:

>>Asma – o que é
>>Asma: ABC da Saúde
>>ABRA – Associação Brasileira de Asmáticos

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INVERSÃO TÉRMICA EM SALVADOR; o que saiu na imprensa:

>>Inversão térmica pode ter provocado mau cheiro em Salvador
>>Pesquisador critica falta de monitoramento do ar
>>Órgãos de meio ambiente não cumprem lei anti-poluição
>>Inversão térmica será dispersada pela chuva
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CURIOSIDADES:

>>Conheça alguns asmáticos famosos:

O lider revolucionário Ernesto Che Guevara

Os ex-presidentes americanos Theodore Roosevelt e John F. Kennedy

O czar da Rússia Pedro, O Grande

Os compositores Vivaldi e  Beethoven

Os diretores de cinema Martin Scorcese, Charles Chaplin e Orson Welles

As atrises Liza Minelli, Sharon Stone e Elizabeth Taylor

Os músicos Alice Cooper e Kenny G.

Os escritores Charles Dickens e Marcel Proust

O astrônomo Galileu Galilei

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Como combater a dengue

Você tem uma tarefa importantíssima a cumprir a partir de hoje: impedir o acúmulo de água parada. O que isso tem a ver com a dengue? Absolutamente tudo. A reprodução do mosquito aedes aegypti, agente transmissor da doença, acontece nos recipiente de armazenamento de água, tanto nas áreas Campanha contra a denguesombrias, quanto nos locais ensolarados. Se a água é da chuva, da torneira ou do botijão reciclável, não importa. Basta que o líquido esteja acumulado em qualquer lugar para que tenhamos o habitat ideal para os mosquitos se multiplicarem. O que isso significa? Que é muito, muito difícil conseguir conter a proliferação do mosquito, e que precisamos nos unir nesta batalha.

Alguns posts atrás eu falava da questão da educação cidadã, a história da contribuição de cada um com o objetivo de construir uma sociedade melhor para todos. Pois é. Chegou mais um momento de vestirmos a camisa da luta de combate ao mosquisto da dengue. Só para dimensionar os estragos que ele tem feito por aí, das cerca de 50 a 100 milhões de pessoas que são infectadas por ano em mais de 100 países, aproximadamente 550 mil vão parar em um hospital. O dado mais alarmante vem a seguir: segundo levantamento da Organização Mundial de Saúde, 20 mil infectados morrem em consequência da dengue.  Pois é, meninas e meninos. Não estamos falando de pouca gente não.

E o pior é que cada um só vai começar a se preocupar mesmo depois que alguma tragédia acontece na família ou na vizinhança. Até lá permanecemos passivos, assistindo às notícias na tevê. Nós não precisamos deixar acontecer o pior. Nem precisamos sentar de braços cruzados a esperar alguém fazer alguma coisa. Podemos, aliás devemos, nós mesmos, começar a agir neste exato momento, para tentar conter esta epidemia que está instalada em nosso País. Nossa querida Bahia já presenciou 15 mortes nos últimos dias. Precisamos dar um basta nisso, arregaçar as mangas e abraçar esta causa. Não dá para sentar e aguardar. Neste caso, como a reprodução do mosquito é facilitada, uma ação isolada é insuficiente para produzir o efeito desejado.

Mosquito da dengue================
>> O que é a dengue?
>> Como acontece a transmissão?
>> Reconheça os sintomas da dengue
>> Como é o tratamento?
>> Como se prevenir?
>> Saiba como evitar as picadas do mosquito
>> Medidas para eliminar os locais de reprodução do mosquito
>> Veja as perguntas mais frequentes sobre a dengue
>> Conheça o programa nacional de controle da dengue
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Depois de ler todas as informações necessárias para enfrentar este grave problema de saúde pública, é só colocar em prática. Lembremos, no entanto, que praticar apenas não é suficiente. O trabalho de combate à proliferação do mosquito da dengue é um trabalho que exige também uma nova postura, de conscientizar as pessoas que estão ao nosso redor, para que cada uma também dissemine esta ideia. Juntos, ninguém nos vence. A sociedade unida é imbatível. E não será um mosquito tão pequenino que vai nos derrotar. E então? A fim de entrar nessa luta também? E de se fazer a promessa de multiplicar estas informações, mobilizando sua comunidade ? Vamos lá, então!

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Legalização do aborto: a favor ou contra?

GrávidaA legalização do aborto é um tema que rende debates intermináveis. Os argumentos favoráveis e os contrários se multiplicam, mas não sinto que estejamos perto de chegar a um consenso sobre o assunto. A proposta aqui não é defender uma corrente, mas promover mais ferramentas ao debate, discutindo os freqüentes argumentos que são defendidos por aqueles que levantam a bandeira e por aqueles que repudiam a prática.

Há quem se posicione do lado da legalização alegando que a saúde da mulher será preservada caso ela tenha meios legais de impedir a gravidez. Hoje, sem o apoio da sociedade, os abortos são realizados de forma clandestina, colocando em risco a vida de milhares de mulheres. Mas será que a legalização vai interromper as práticas clandestinas em uma sociedade em que a balança que divide o moral do legal pode sempre pender para um lado em detrimento do outro?

Dignidade da pessoa humana
Para impedir a legalização, nasceu a justificativa do atentado à dignidade da pessoa humana. Aqui precisamos rememorar toda a discussão legal sobre o momento em que há vida. Juridicamente, a Constituição Federal do Brasil determina que o direito à vida é inviolável. O texto do Código Civil assegura os direitos do nascituro desde a concepção. E no artigo 4º do Pacto de São José está dito que a vida do ser humano deve ser preservada desde o zigoto. Assim, seria imoral tirar a vida do feto.

Início da vida 
Mas, aí eu pergunto, a partir de que momento há vida? Com base em que crenças devemos nos apoiar para definir este tempo exato? Se eu seguir os dogmas religiosos, a resposta seria que há vida desde o encontro entre o espermatozóide e o óvulo. Posso eu, no entanto, questionar este prazo com o argumento de que a fertilização é um processo que leva horas e que é difícil compreender em que momento é atribuída alma ao feto. Quem tem razão? E qual seria mesmo o conceito de razão que estamos adotando para encontrar a resposta certa? E há resposta certa?

Dona do próprio corpo 
O próximo argumento que vou levantar é um dos mais comuns. Nós mulheres somos favoráveis ao aborto, porque somos donas do nosso próprio corpo, porque precisamos ter o direito de decidir se queremos e quando queremos ter filhos. Mas aqui deixamos de lado qualquer discussão moral. Simplesmente ignoramos toda e qualquer discussão a respeito para nos limitarmos à nossa vontade, ao nosso querer. E se adotamos esta teoria estaríamos, então, nos mostrando favoráveis ao aborto no último mês de gravidez, por exemplo. E aí?

Questão social 
Como disse, as defesas e ataques são variados e não paramos por aí. Precisamos mencionar a questão social. Se não for legalizado, as pessoas que não possuem condição financeira continuarão se submetendo a condições precárias para interromper uma gestação. Mas, sejamos bem honestos, quem é que está ligando para este lado da questão? Será que estão mesmo preocupados com as mulheres de baixa renda? Honestamente, não consigo visualizar esta preocupação. Não mesmo.

Vítimas de abuso 
Podemos, ainda, conceder este direito a apenas algumas mulheres, àquelas vítimas de abuso sexual. Se o ato criminoso gerasse uma criança, teria então a mulher o direito de interromper a gestação. Afinal, seria a criança fruto de um ato violento, o que poderia provocar uma verdadeira repulsa por parte da mãe, dentre tantos outros problemas que a psicologia e a psiquiatria devem explicar. Porém, se defendemos que há alma e que a vida é um direito indisponível, não seria este um crime, também? Um homicídio?

FetoSe eu seguir com as linhas de argumentação, com certeza não vou parar por aqui. Creio que este já seja um conteúdo substancial para nos fazer analisar a questão. O que podemos perceber é que são muitas variáveis em jogo. Podemos até seguir um pensamento, mas não podemos ignorar outras formas de pensar o mesmo assunto. Tampouco podemos nos achar donos da razão, palavra tão relativa. O aborto é um assunto delicado, assim como também é delicada a discussão sobre a manutenção de uma gravidez indesejada.

O que eu acho importante sobre a discussão em torno da legalização do aborto é que essa discussão seja imposta com o propósito de esclarecer, de munir a sociedade de informações relevantes, para que a decisão sobre a descriminalização seja consciente. Os embates entre os argumentos religiosos, feministas, moralistas ou legalistas, por exemplo, não podem, a meu ver, ignorar fatores mais concretos, como os relacionados à saúde da mulher e à educação.

Alguém aí tem ouvido falar se abortos contínuos podem fazer mal à mulher? Os debates mais frequentes têm mencionado os riscos que uma mulher pode correr ao se submeter a um procedimento como esse? E as políticas públicas direcionadas ao esclarecimento, por onde andam? Eu não ouvi muito sobre isso. O que tenho visto são defesas de opiniões, muitas parciais, baseadas em crenças específicas. E o que venho defender aqui não é a legalização ou a não legalização da prática.

Este texto aqui é apenas para defender o acesso à informação, para que a construção de nossas opiniões seja baseada em fundamentos e não no que pensamos ser o melhor. É isso, meninas, a melhor forma de nos proteger é adquirindo conhecimento.

Mais sobre o assunto:
Livros:

1. Nos Limites da Vida – Aborto, Clonagem Humana e Eutanásia Sob a Perspectiva dos Direitos (Daniel Sarmento)
2. Aborto: um direito ou um crime? (Maria Tereza Verardo)
3. Sim ou não ao aborto? (Jose Gea Escolano)

Artigos na web:
1. Aborto: a quem interessa?
2. Argumentos sobre o aborto
3. Aspectos éticos das práticas abortivas clandestinas
4. Aborto: discursos filosóficos
5. A Questão do Aborto na América Latina – Os Números da Clandestinidade
6. O aborto em outros países

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