Faça sua própria drenagem linfática

Drenagem linfática está na moda. E não é por acaso. Essa massagem corporal, que até ajuda no relaxamento, foi desenvolvida para auxiliar o funcionamento do nosso sistema linfático. Trocando em miúdos,  a massagem proporciona a remoção dos líquidos retidos e favorece a circulação sanguínea. Isso porque o sistema linfático, parte do sistema circulatório, atua recolhendo resíduos de nossos tecidos e células, como bactérias, excesso de líquido e células mortas. drenagem linfáticaEstes resíduos são recolhidos pela linfa (líquido que circula pelos vasos do sistema). Daí que se alguma coisa não estiver funcionando direito, a linfa deixa de recolher os resíduos, que se acumulam, causando inchaço, dor, inflamação… A massagem faz com que o sistema retome seu curso normal, melhorando a condição do organismo.

A drenagem consiste em movimentos circulares e espiralados. A massagem ajuda, inclusive, no fortalecimento da musculatura e hidratação da pele, deixando-a macia e brilhante.  Ela faz o sistema linfático trabalhar mais rápido. A massagem precisa ter um ritmo contínuo e sem exageros, já que a linfa corre na superfície da pele de forma regular e lentamente. As massagens fazem a coleta do líquido preso entre as células, colocando-os na rota certa para que sejam eliminados. Portanto, meninas, é mito essa história de que a drenagem precisa provocar dor. Só haverá dor nos locais mais sensíveis, devido a algum tipo de inflamação ou cicatriz, por exemplo.

Após as breves explicações, vamos ao mais importante. Por e-mail, recebi a divulgação do trabalho da massoterapeuta e esteticista  Adriana Tavares, da clínica Yes, que fica em São Paulo, que criou um método de autodrenagem, pensando na mulherada que não tem tempo de ir a um centro de estética, ou que está sem grana para investir num tratamento como esse. Segundo ela, o importante é “fazer os movimentos certos com intensidade e repetição”. A técnica pode ser feita em casa, usando as próprias mãos. Ela explica que é uma extensão do trabalho desenvolvido pelos especialistas, mas se você não tem como ir ao especialista não tem problema algum. É só manter a rotina de fazer as massagens. Ela recomenda duas sessões por semana, com duração  de 40 minutos. Os movimentos devem ser repetidos por, pelo menos, 20 vezes em cada região.

Acompanhe o passo a passo (e logo abaixo, no final do post, veja as imagens de como fazer a massagem)

Antes de começar a autodrenagem, faça o uso de cremes faciais e corporais. Eles auxiliaram na massagem.

1.      Com as duas mãos, faça movimentos circulares na direção para cima, deslize sobre a pele com pressão, começando pela região do rosto;

2.      Na região dos olhos, mantenha os movimentos circulares levando as mãos às extremidades. Quanto mais movimentos forem feitos em uma mesma região, melhores serão os resultados;

3.      Incline a cabeça para trás e massageie o pescoço. Aconselhável cerrar os dentes para exercitar toda a musculatura da região do pescoço;

4.      Ative os gânglios linfáticos para ajudar na remoção do líquido com os braços para cima. Faça movimentos com pressão do cotovelo para os gânglios (nos dois braços);

5.      Levante o braço e faça o movimento em todo ele. Nas mãos, alongue os dedos e massageie com pressão;

6.      Massageie os ombros (do peito até o ombro);

7.      Massageie os seios com movimentos circulatórios;

8.      No abdômen, massageie com pressão de um lado para outro. Depois do peito até a virilha;

9.      E por fim, pernas e coxas. Faça movimentos trazendo para virilha. Nos pés massagear com muita pressão. Leve toda circulação dos pés até a virilha.

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Artigo: ”Aprenda a escolher um sapato masculino”

pesCom a proximidade do Dia dos Pais pipocam nas caixas de email dos jornalistas material de divulgação com dicas de presentes, para ajudar os mais indecisos a encontrar um mimo que seja a cara do paizão (aqui você encontra algumas dicas). Não é porque o Conversa de Menina é um blog feminino que vamos relegar os pais ao segundo plano. Eles são importantes e nós abraçamos a campanha da paternidade responsável. Até o fim da semana, aguardem post sobre a história do Dia dos Pais e o que se espera de um pai na contemporaneidade. Por enquanto, aproveitando a data e a correria em busca de um presente ideal, reproduzimos o artigo do ortopedista Fabio Ravaglia, especialista em coluna vertebral e mestre em cirurgia pela Unicamp, que traz dicas sobre o que observar na hora de escolher sapatos para homens. Anatomicamente, lógico, somos bem diferentes dos meninos. Mas, existem outros detalhes na pisada, no peso dos ossos, no formato dos pés, que influenciam bastante. E sapato, enquanto para nós é um acessório para compor aquele visual arrasa-quarteirão, para os médicos significa “olhe onde e como pisa” –  principalmente se desenvolvemos lesões por usar os calçados errados. Confiram:

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Aprenda a escolher um sapato masculino

*Dr. Fabio Ravaglia

O Dia dos Pais está próximo e comprar um sapato é sempre uma boa opção de presente. Mas como fazer a escolha certa? O que considerar na hora de comprar calçado masculino? Há pessoas que não presenteiam com calçados por medo de errar ou já avisam: “pode trocar”. É fácil escolher o que está na moda, o número, a cor predileta, que esposas e filhos conhecem tão bem. Outros fatores, contudo, devem ser levados em conta. Como médico, acredito que a saúde está sempre em primeiro lugar e a saúde dos pés depende em grande parte da forma como os usamos e dos cuidados que temos com eles. O pé é uma máquina perfeita de sustentação do corpo, fundamental para promover a sua mobilidade, e o calçado pode afetar, positiva ou negativamente, a sua saúde e performance.

Originalmente, o pé humano se desenvolveu para andar descalço. Mas é claro que há séculos, por segurança e higiene, este hábito foi abandonado. Ocorre que a maneira de pisar e o tipo de calçado que usamos influenciam tanto no funcionamento quanto no formato de nossos pés. Muita gente sente dor na sola do pé ou dor no calcanhar — resultado do uso de um calçado inadequado ou da maneira de andar incorreta. Ao entrar em contato com o solo, os pés agem no controle de postura, equilíbrio, apoio, impulsão, absorção de impactos e distribuição do peso corpóreo. O calçado pode mesmo prejudicar a saúde dos pés. O uso contínuo de um calçado inadequado pode gerar até uma fascite plantar, ou seja, uma inflamação na sola do pé.



Calçados macios em toda sua extensão, principalmente na parte lateral do calcanhar, são indicados para quem tem a pisada supinada. Pessoas com os pés pronados devem contar com reforço na parte interna do calcanhar. As pessoas com  pé chato tendem a desenvolver processos inflamatórios como tendinites — por isso recomendo sapatos fechados e bem firmes nos pés, com saltos mais altos que ajudam a curvatura.

Mapa dos músculos dos pés
Mapa dos músculos dos pés

Antes de adquirir um sapato, portanto, é importante saber um pouco mais. A anatomia do pé tem uma estrutura complicada – envolve um conjunto de ossos, juntas, articulações, ligamentos, músculos e tendões, que permite uma enorme série de movimentos. Embora a anatomia seja a mesma, há diferenças de formação. Há pessoas com pés normais, supinados (cavos) ou pronados (chatos) e o mercado dispõe de modelos de sapatos, principalmente de tênis, que são apropriados para cada caso. Tênis ou sapatos não têm a função de corrigir problemas ortopédicos, mas podem adaptar o pé para que o passo fique correto, ou seja, para amenizar as falhas da pisada. Palmilhas também são eficazes em muitos casos. Na pisada supinada, a pessoa confere maior peso no lado externo (pés com muita cava). Na pronada, o peso do corpo está concentrado na parte lateral-interna. Na pisada neutra, característica das pessoas com pés normais, o peso do corpo é distribuído  mais uniformemente nos pés.

Em todos os casos, é importante observar para que o calçado não fique curto demais, comprimindo o pé, ou folgado demais na frente, no peito dos pés, atrás e dos lados, deixando uma folga maior do que a necessária para os dedos ou deixando o pé solto, o que pode causar bolhas ou calos. A folga ideal na frente é de no máximo um centímetro entre o dedão e a ponta (bico) do sapato, permitindo a movimentação dos dedos. Solados de borracha são mais recomendados por evitar escorregões. Saltos largos e estáveis ajudam para que a pisada ocorra com segurança. Os sapatos fechados costumam acomodar melhor os pés. Fivelas e cadarços ajudam a manter o sapato preso aos pés. Nem sempre o elástico é uma boa alternativa, uma vez que pode prejudicar a circulação sanguínea. Hoje, muitos tênis têm amortecedores que impedem que os pés e o corpo absorvam um impacto maior. Eles aliviam a carga que as articulações dos pés e dos joelhos, principalmente, recebem. São responsáveis por evitar problemas, como uma fratura por estresse ou mesmo artroses na região entre a coluna vertebral e a bacia. Flexibilidade da sola, material macio, bico amplo e salto em torno de três centímetros são características básicas de um sapato “saudável”.

Desconforto ou dores articulares ao caminhar, especialmente nos pés e nos joelhos, são sintomas de que algo anda errado. O ideal para tirar a prova dos nove sobre o tipo de pisada é fazer a baropodometria, um exame simples que mapeia a distribuição da carga na sola do pé enquanto a pessoa caminha.

Sapatos inadequados são responsáveis por 90% das doenças dos pés. Ter em mente este fato na hora da compra significa prevenir o incômodo de pisar sentindo dor. Reforço que o calçado certo evita a incidência de dores no joelho, no arco anterior dos pés, joanetes, calos, tendinites, unhas encravadas e danos à coluna. Portanto, não sacrifique os pés em favor da estética. Afinal, ninguém quer dar um presente que cause desconforto, não é mesmo? Feliz Dia dos Pais em 9 de agosto!
 

*Fabio Ravaglia, ortopedista e diretor do Instituto Ortopedia & Saúde

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Leia também:

>>Síndrome de Centopeia – ou as mulheres e seus sapatos

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Cibercondríacos?! O que é isso?

internet-medicoA demanda por informações de saúde é muito grande na internet e também preocupante. Recentemente, na edição de julho da Revista Nova, li uma reportagem sobre as pessoas que buscam consultas virtuais e que ficam obcecadas por informações médicas, a ponto de não prestarem atenção na confiabilidade do site em que estão pesquisando e de se automedicarem, o que é um risco enorme para a saúde. Trata-se dos cibercondríacos, uma junção entre os termos ciberespaço (usado pelos especialistas em comunicação para definir a internet e a realidade virtual) e hipocondríaco, que segundo o dicionário Aurélio é um adjetivo que define as pessoas que tem “preocupação doentia com a própria saúde”. Usando o bom e velho português do cotidiano, é aquele sujeito que tem mania de doença.

As pesquisas por termos de saúde, ainda segundo a reportagem sobre os cibercondríacos, representam quase 80% das buscas na internet feitas no Brasil (dados fornecidos pela empresa Google à reportagem de Nova). Nos Estados Unidos, em 2006, os cibercondríacos representavam 160 milhões de pessoas navegando na rede. Mas calma lá! Para ser diagnósticada como cibercondríaca, é preciso que a pessoa tenha verdadeira obsessão por sites sobre saúde, acredite piamente que sente cada sintoma do que lê e também faça consultas virtuais e até tome remédios indicados por outros internautas, sem prescrição ou acompanhamento médico.

Se você é do tipo que apenas usa a internet para ficar sabendo mais sobre uma determinada doença, tem na rede um apoio ao dignóstico feito por especialista em consulta ao vivo e não se automedica, parabéns, você está apenas se informando. Não há mal nenhum em entrar na internet e pesquisar mais sobre uma doença que o seu médico diagnosticou em você após um exame clínico e laboratorial. Existem bons sites que ao invés de prescrever remédios e tratamentos, apenas dá dicas de bem-estar e orientações gerais sobre higiene e cuidados básicos. O importante é ficar de olho na confiabilidade da informação divulgada pelos sites e blogues. Cheque sempre se o post tem fontes e links para instituições confiáveis. Em se tratando de saúde, confiável quer mesmo dizer oficial: Ministério da Saúde, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Organização Mundial de Saúde, Fundação Osvaldo Cruz, Instituto Butantã, as sociedades e entidades médicas reconhecidas como a Sociedade Brasileira de Oftalmologia ou Cardiologia, entre outras, artigos assinados por médicos registrados e com know how sobre a área tratada no texto. Não adianta, por exemplo, um ortopedista escrever sobre doenças do coração, porque a especialidade dele é outra.

google medicsEis uma situação séria. A internet é como o mundo: enorme, cheia de coisas fascinantes e maravilhosas, mas igualmente perigosa. Em  blogs ou sites não especializados, e muito menos fora deles, quem não é médico não pode prescrever medicamentos e nem fazer diagnóstico. Pelo simples fato de que prescrever remédios, tratamentos, fazer diagnóstico e interferir na saúde de alguém sem ser especialista formado e com registro para tal, configura-se em exercício ilegal da medicina. É crime. Sem contar que é irresponsável e leviano. Remédio errado, como já foi dito em outros posts aqui no Conversa, pois estamos sempre batendo nesta teclinha, pode provocar desde uma simples alergia até levar a morte.

Pessoalmente, costumo navegar na internet em busca de informações confiáveis cada vez que meu médico me diz que tenho algum problema. Como sou asmática e alérgica a vários tipos de medicamentos, também costumo ler a bula de cada remédio prescrito para mim. Se precisar ir para uma emergência, sei dizer na ponta da língua as substâncias que não posso tomar. No entanto, por não ser médica, tudo o que eu pesquiso, levo para dentro do consultório, para discutir com o profissional de saúde que me atende. É uma forma de não ficar perdida na fala do especialista e de me informar, mas daí a querer passar por médica e decidir sobre meu próprio tratamento, vai uma diferença enorme.

O importante seja na internet ou fora dela, é usar o conhecimento adquirido em prol do nosso bem-estar e também do bem-estar coletivo, social. Não devemos transformar tudo o que lemos em sites, revistas, livros, e muito menos tudo o que ouvimos por aí, em leis máximas ou verdades absolutas. Muito menos, podemos sair por aí replicando coisas sobre as quais não temos conhecimento aprofundado. Visão crítica é importante em tudo na vida, deste os atos e exercícios diários como cidadãos (votar, fiscalizar partidos e candidatos, exigir nossos direitos e etc) até saber selecionar com critério que tipo de informação entra nas nossas vidas e o que vamos fazer dessas informações para garantir nossa segurança e das pessoas ao nosso redor.

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Neste sábado é o Dia Mundial da Amamentação

Créditos: Sil Falqueto/Flickr
Créditos: Sil Falqueto/Flickr

Neste sábado, dia 01 de agosto, comemora-se o Dia Mundial da Amamentação. Como uma mãe que amamentou o filho por dois anos e três meses (A Organização Mundial de Saúde – OMS recomenda que os bebês mamem até os 24 meses, sendo que nos seis primeiros meses de vida devem apenas mamar, sem necessidade de outros alimentos), recomendo a prática. É uma prova de amor com o bebê e consigo mesma. Amamentar ajuda no desenvolvimento físico e mental da criança – é cientificamente comprovado que bebês que mamam no peito têm menos chances de contrair doenças e também tem um grande desenvolvimento intelectual – e é benéfico para a mãe, pois ajuda a diminuir o inchaço pós-gravidez, previne câncer de mama e, apesar de nunca ter lido nada sobre isso em nenhum lugar, acredito, por experiência própria, que ajuda a tornar a mulher muito mais bonita. Eu achava a minha pele radiante quando estava amamentando e nos olhos havia um brilho especial. Me sentia incrivelmente bem, sedutora, capaz de conquistar o mundo e atribuo isso a autoestima elevada proporcionada por um gesto de afeto e cumplicidade tão perfeita com o meu bebê. Detalhe: o bebê agora é um rapazinho de 11 anos que está quase da minha altura, sendo que não sou pequena, tenho um 1m70! Com amigas comprovei a mesma teoria. As que engordaram bastante, perderam peso mais depressa enquanto amamentavam. Sem contar na beleza da pele, luminosa, macia como um pêssego…

Para ajudar na conscientização da importância de amamentar, Conversa de Menina publica um artigo de autoria do pediatra Moises Chencinski, que ressalta a importância da amamentação para o recém-nascido. Confiram:

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*Amamentar – muito além de nutrir

 

Amamentação, Pablo Picasso
Amamentação, Pablo Picasso

Quando eu me formei em 1979, a orientação alimentar que era dada em consultas de puericultura incluía a introdução do suco com um mês de vida, a papa de frutas aos dois meses, o almoço aos três e o jantar aos quatro meses.

Após 30 anos, por uma série incontável de razões, a sociedade deve buscar dar condições para o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida e prolongado até os 2 anos como forma de promoção à saúde, propiciando o crescimento e desenvolvimento saudáveis de nossas crianças. Fatores relacionados à criança, à mãe, à família, à sociedade, à economia, entre outros, justificam essa transformação.

Mesmo cientes de todas as vantagens, no Brasil, de uma forma geral, ainda estamos muito aquém desse padrão. A média estimada atual do aleitamento materno exclusivo é de cerca de 3 meses e no total, até cerca de 6 meses. Esses números não são nada animadores.

Por outro lado, essa estatística nos mostra que podemos ainda trabalhar muito e temos muito a fazer para transformar essa realidade.

Informação: esse é apenas o começo desse caminho.

Não podemos assumir que todos saibam o óbvio. Precisamos informar. E essa é uma missão não apenas de médicos e profissionais de saúde. Todos somos responsáveis.

A família, a escola, os profissionais de saúde, a mídia, os órgãos governamentais são parte integrante dessa rede pró-aleitamento. Cada um tem seu papel a cumprir: informar, fiscalizar, propiciar condições econômicas, sociais, emocionais para que o bebê possa usufruir do leite materno, permitindo que ele cresça e se desenvolva dentro da totalidade de seu potencial.

Algumas informações básicas, fundamentais, óbvias:

– O leite materno é o alimento completo para o bebê até o sexto mês de vida, sem necessidade de introdução de água, chás, sucos, frutas, papinhas salgadas, fornecendo à criança todos os nutrientes necessários, em quantidades suficientes, na proporção e biodisponibilidade adequadas. Nem a mais e nem a menos.

– Nos primeiros dias de vida, o leite materno (colostro) pode aparecer em menor quantidade, é mais concentrado e é importantíssimo e fundamental na proteção do recém nascido.

– É muito importante que o bebê mame até esvaziar a mama, porque o leite do fim da mamada tem mais gordura, mata mais a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso. Após terminar o primeiro seio, ofereça o segundo seio para que ele mame o quanto for necessário até se saciar.

– Não há leite forte ou leite fraco. Existe muito leite ou pouco leite. E o pouco leite pode e deve ser estimulado, aumentando a freqüência das mamadas, oferecendo á mãe uma alimentação adequada, hidratação e condições de vida saudáveis que favoreçam a continuidade do aleitamento.

– O leite materno oferece proteção contra doenças diarréicas e respiratórias (anticorpos), contra alergia alimentar (cada vez mais comum, sendo o principal responsável, no Brasil, o leite de vaca), contra doenças de adultos cada vez mais comuns na infância (obesidade, problemas de triglicérides e colesterol).

– Evitar mamadeiras e chupetas que podem interferir na amamentação e não são apropriados para favorecer o desenvolvimento facial adequado das crianças, dificultando, assim, muitas vezes, o desenvolvimento sadio da respiração e da fala.

– A mamãe também se beneficia nesse processo, pois amamentar favorece a volta mais rápida do útero ao seu tamanho normal, diminuindo o sangramento pós-parto, prevenindo quadros de anemia (isso sem contar a perda mais rápida do peso acumulado durante a gestação). Além disso, o vínculo mamãe-bebê-papai se fortalece.

Muito mais pode e deve ser dito sobre o aleitamento materno. Mas, para concluir, quero aproveitar a informação da campanha do Ministério da Saúde, referente à Semana Mundial de Amamentação: Amamentar é muito mais do que alimentar a criança e, em situações de emergência, torna-se ainda mais importante, pois o bebê fica vulnerável a infecções intestinais e respiratórias. Dar o peito é muito mais que oferecer o melhor alimento que existe. É dar saúde, carinho e proteção, tão importantes em momentos difíceis como nas situações de emergência.

*Moises Chencinski é pediatra.

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Lembrete:

A Semana Mundial da Amamentação é de 1 a 7 de agosto. Se você acaba de ter um bebê, não deixe de amamentá-lo. Se você tem leite demais e seu bebê não dá conta, procure um banco de leite aí na sua cidade e doe leite para aqueles bebês que estão em hospitais.

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>>Amamente seu filho (e doe o que sobrar!)

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Corredores devem se cuidar para evitar Hérnia de Disco

CorredoresA reportagem que reproduzimos abaixo foi enviada ao blog pela equipe do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral. Como o fim de semana está chegando e diversas pessoas usam esse tempo de folga para praticar exercícios, às vezes, sem o devido acompanhamento especializado, fica o alerta para evitar problemas futuros. Nos links, vocês encontram uma reportagem sobre clubes de corrida e acesso para a página do ITC Vertebral, onde é possível encontrar informações de médicos e fisioterapeutas sobre tratamento e prevenção aos problemas de coluna e a dor crônica.

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>>Prepare-se para correr

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Cuidados com a coluna podem evitar Hérnia de Disco em Corredores

corredores 2A corrida é um dos esportes mais procurados por quem quer ficar com o corpo em forma e melhorar o condicionamento físico. Praticada por atletas experientes e principalmente por amadores, o exercício precisa ser bem orientado para não causar prejuízos à saúde, como uma possível hérnia de disco.

Vários fatores podem levar o atleta a sentir dor na coluna vertebral, são eles: fraqueza e   encurtamento muscular, lesões antigas dos membros inferiores, tênis inadequado, treinos em superfícies irregulares e rígidas (a grama é melhor que o asfalto e este melhor que a calçada) e, principalmente, a falta de supervisão de um professor de educação física.

“Uma dica importante: a corrida passa a ser um risco maior para os novos corredores que  não estão fisicamente preparados para o esporte. Por isso, é preciso ter uma boa estrutura muscular e saber usar bem o músculo transverso do abdômen e os demais músculos posturais. Esses músculos  darão suporte para que a coluna não sofra nenhum tipo de lesão, evitando assim uma hérnia de disco no futuro. Outra orientação importante seria um programa de mobilização das articulações vertebrais, que pode ser feito através da Osteopatia, técnica da Fisioterapia Manual”, explica Helder Montenegro, fisioterapeuta  osteopata e fundador do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral.

Mesmo com esse cuidado, algumas pessoas acabam passando por algum episódio de dor na coluna devido a uma predisposição genética. Segundo Montenegro, junto com o medo de ter que parar de praticar o esporte, vem a cirurgia. “Muitos atletas chegam ao consultório preocupados com o resultado de hérnia de disco, pois não querem passar por uma cirurgia e muito menos parar de correr.”

Porém, uma pesquisa recente da Revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos mostrou que apenas 10% das hérnias de disco necessitam de cirurgia para serem tratadas. Ou seja, tratamentos convencionais como a fisioterapia, medicamentos prescritos por um médico e exercícios físicos podem solucionar 90% das hérnias.

Tratamento convencional combinado com exercícios

A Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral – RMA Vertebral, une o trabalho da fisioterapia manual com a tecnologia das mesas de tração e descompressão e do Stabilizer – equipamento que condiciona o paciente a usar o músculo transverso do abdômen, e exercícios de musculação. A união de todos esses fatores permite que o paciente não tenha mais dor e inicie um trabalho focado no fortalecimento dos músculos posturais.

“Com a técnica RMA Vertebral, temos conseguido resultados equivalente a 87% dos casos resolvidos. Claro que isso só é possível se houver o comprometimento do paciente na manutenção do tratamento, ou seja, fazer exercícios como musculação e Pilates. Assim, se bem utilizado o músculo do transverso do abdômen, muitos corredores poderão voltar para as pistas”, explica Helder Montenegro.

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Vinte anos da descoberta do vírus da Hepatite C

Representação do vírus da Hepatite C
Representação do vírus da Hepatite C

A Hepatite C atinge cerca de três milhões de pessoas no país e infecta cinco vezes mais que a AIDS. Este ano, completam-se vinte anos da descoberta do VHC, vírus causador da Hepatite C, ocorrida em 1989. Recebemos um bom material, que esclarece algumas dúvidas sobre a chamada doença silenciosa, pois o vírus leva anos encubado, antes dos problemas de saúde se manifestarem. Abaixo, transcrevo o material recebido através da assessoria de comunicação do HC – FMUSP (Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo). No final do post, os interessados em saber mais sobre a doença encontram o link para o Portal da Hepatite, uma página na internet com informações completas sobre a doença e suas manifestações. No portal, há também os contatos dos grupos de apoio aos portadores em Salvador – BA e demais capitais.

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“A epidemia silenciosa faz 20 anos”

Na década de 70 e 80, a epidemia de Hepatice C se disseminou pelo mundo, atingindo de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 170 e 200 milhões de pessoas, equivalente a 3% da população mundial. Vinte anos mais tarde, os métodos de diagnóstico e tratamento avançaram muito, mas o cenário continua alarmante. A hepatite C é a maior causa de cirrose e câncer de fígado no mundo e se tornou o principal motivo de morte dos portadores de HIV.

A doença contamina cinco vezes mais brasileiros do que a AIDS. No País, existem 600 mil portadores do vírus da AIDS contra cerca de três milhões de pessoas infectadas com o vírus da hepatite C, segundo estimativas do Ministério da Saúde. De acordo com o infectologista Evaldo Stanislau Affonso de Araújo, Coordenador do Comitê de Hepatites Virais da Sociedade Brasileira de Infectologia e Médico Assistente-Doutor da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do HC-FMUSP, a coinfecção HIV-Hepatite C, entre os usuários de drogas infectados pela AIDS, chega a quase 100%. “Morre-se pelas complicações do fígado e não pelas infecções associadas ao HIV”, explica. A proporção diminui se a pessoa adquiriu o HIV por via sexual. “Nesse caso, teremos ao redor de 15% de coinfecção HIV-Hepatite C”, completa.

Mapa de distribuição da Hepatite C no mundo. Fonte: Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)
Mapa de distribuição da Hepatite C no mundo. Fonte: Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)

Segundo o especialista, desde a descoberta do vírus, os avanços foram muito expressivos, mas ainda há muito que melhorar. “Não temos só noticias ruins, a terapia para a hepatite C evoluiu muito. No início, com o uso apenas do interferon alfa, tínhamos ao redor de 6% de sucesso no tratamento”, explica o especialista. “Hoje saltamos para uma média de sucesso de 50% – dependendo do caso pode ser maior – e, em breve, com o advento de novas modalidades terapêuticas, devemos atingir ao redor de 75% de sucesso. Ainda não é 100%, mesmo por que não contamos com uma vacina preventiva”, completa.

O mais preocupante é que a maioria dos portadores, principalmente os mais idosos – em que a prevalência da doença chega a ser o dobro da população em geral – desconhece a sua condição. Isso ocorre, pois a hepatite C é uma doença que evolui silenciosamente sem apresentar nenhum sintoma. “Nesse cenário, tornou-se corriqueiro nos deparar com o diagnóstico tardio, quando as pessoas já apresentam o câncer de fígado ou uma doença hepática avançada” ressalta Dr. Evaldo Stanislau.

Diagnóstico e Tratamento da Hepatite C

A hepatite C crônica é uma doença de evolução lenta e que não causa sintomas por um longo tempo, mas nos estágios mais avançados o quadro sintomático pode ser bastante grave. A doença teve os primeiros casos diagnosticados em 1990, especialmente, em pacientes que receberam transfusão sanguínea antes de 1992. Transmitida, principalmente, pelo contato com o sangue, a hepatite C pode ser contraída por uso de material cortante não esterilizado adequadamente (manicure), compartilhamento de agulhas, hemodiálise, realização de tatuagem sem técnicas de esterilização adequadas ou de acupuntura sem agulhas descartáveis e ainda pelo uso endovenoso de drogas ilícitas. A evolução da doença crônica pode causar cirrose hepática em cerca de 20% dos pacientes em 10 anos, podendo desenvolver também câncer de fígado. Por esse motivo, o diagnóstico precoce é fundamental para a detecção rápida da doença e o estabelecimento de um tratamento adequado, que pode em muitos casos garantir a cura, evitando as complicações de longo prazo.   

Atualmente, os pacientes tratados com remédios de última geração para hepatite C, podem atingir altas taxas de resposta virológica sustentada (RVS), ou seja, a ausência do vírus após o tratamento, considerada como a cura para a Hepatite C. No entanto, especialistas alertam para o diagnóstico precoce e o início da terapia individualizada como o alvo principal para atingir as melhores taxas de resposta.

Locais de Tratamento

O Sistema Único de Saúde oferece tratamento para os pacientes com doenças hepáticas. Há também outros centros especializados, além deínicas privadas e dos postos do SUS no Brasil.

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>>Visite o Portal da Hepatite  e veja onde buscar apoio

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Aulas de Yoga em praça pública

Um dos objetivos do Conversa de Menina é divulgar serviços que ajudem na melhoria da saúde e qualidade de vida. O blog, que criou um email de contato com seus leitores (saiba mais aqui), tem recebido muito material interessante. Na medida do possível, iremos divulgar esse conteúdo, desde que seja uma proposta séria, de qualidade e de preferência gratuita, para ampliar o acesso da população e incentivar a inclusão. Recebemos do Estúdio Via Corpo de Yoga, Pilates e Dança e do Espaço Samadhi Yoga, o material abaixo, de grande utilidade para quem busca o equilíbrio entre corpo e mente. Confiram:

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O Estúdio Via Corpo de Yoga, Pilates e Dança e o Espaço Samadhi de Yoga irão realizar, um sábado por mês, durante todo o segundo semestre de 2009, aulas abertas em praças de Salvador, de três tipos do yoga:  ashtanga yoga, hatha yoga e power yoga. O objetivo é mostrar aos moradores da capital como esta prática milenar pode auxiliar na melhoria da qualidade de vida e na saúde de pessoas de todas as idades.

A primeira aula aberta acontecerá neste sábado, dia 11, na Praça Pau Brasil, ao lado do Colégio Manoel Devoto, no Rio Vermelho. As aulas serão ministradas pelos professores Laura Campos, Virgínia Yamasaki, Fábio Cantalice e João José. Veja programação:

16h – Aula para iniciantes e pessoas da terceira idade
17h – Aula para praticantes de yoga ou que tenham bom condicionamento físico

Atenção: As pessoas têm de levar tapete de yoga, esteira ou tolha de banho

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Conheça três tipos de yoga:

yoga 1ASHTANGA VINYASA YOGA é o método criado por Sri K. Pattabhi Jois, em Mysore, no Sul Da India. Se diferencia do Yoga clássico na sua dinâmica, pois prioriza o fluxo de movimento coordenado de forma estreita com a respiração. É composto de séries que produzem um intenso calor interno, provocando suor abundante e purificador que desintoxica músculos e órgãos. É uma prática vigorosa,  que além de ser uma meditação em movimento, propicia um excelente condicionamento físico.

hatha yogaO HATHA YOGA é prática psicofísica milenar. Uma filosofia em que tudo deve ser sentido antes de ser acreditado. Propõe a utilização de posturas (asanas) junto com o uso da respiração para se chegar a uma maior consciência da interrelação que existe entre o corpo, a mente e a emoção. Produzindo um estado de presença onde mente e corpo estão mais coordenados e equilibrados. Existem atualmente algumas linhas de Hatha Yoga que tem em comum a sua filosofia, mas que se diferenciam na abordagem pratica das posturas (asanas).

Hatha Yoga Clássica: Yoga significa união, neste caso, do corpo e da mente através de exercícios respiratórios, de flexibilidade, de postura, de força, resistência e auto-conhecimento. É um processo que envolve confrontar seus limites e transcendê-los.

powe iogaPOWER YOGA é o dinamismo das posturas e o desafio sempre presente. Ele vem da junção do Ashtanga Vinyasa Yoga e Iyengar Yoga, tendo na mesma aula as posturas que aumentam o fluxo de energia e a preocupação com o alinhamento dos asanas.

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Os benefícios da yoga:

– Equilíbrio, concentração e determinação no cotidiano;

– Corrige problemas físicos e psicológicos;

– Flexibilidade e força para outras atividades;

– Realça a aparência , postura , pele , tônus muscular;

– Vitalidade;

– Equilibra o sistema nervoso, endócrino e circular;

– Pode dar a vida sensação de bem estar e elegância;

– Ótima atividade preparatória para esportes competitivos;

– Eleva o corpo e a mente em níveis mais profundos da consciência;

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Pilates alivia dores lombares

dor lombarA vida sedentária que levamos atualmente é responsável por uma série de problemas de saúde. E eu não falo apenas do aumento das taxas de colesterol e glicemia, epidemia global de obesidade e cada vez mais gente, mais jovem, morrendo de ataque cardíaco ou tendo AVC (acidente vascular cerebral). Na nossa rotina diária, de profissionais que passam horas ao volante ou mais horas ainda em frente ao terminal de um computador, a dor parece ser a companhia de todos os momentos. Dor crônica, tal qual  a obesidade, também é considerada epidemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E quando se trata especificamente de dor nas costas, o órgão afirma categórico que todo ser humano sentirá dor lombar ou na região da cervical (pescoço e nuca) ao menos uma vez na vida. As dores na coluna, ainda citando a OMS, são responsáveis por 35% das ocorrências de dores de cabeça no mundo.

Geralmente, a dor tem relação com alguns problemas de desvio da coluna, tendo como principal tratamento exercícios físicos que ajudam a fortalecer os músculos abdominais, que por sua vez, irão sustentar o tronco e manter as curvaturas fisiológicas da coluna. E uma das boas opções para quem anda precisando se exercitar mas não gosta de atividades de alto impacto como aeróbica é o Pilates. O método criado pelo alemão Joseph Pilates, permite alivio e, principalmente, prevenção para as dores de coluna. Joseph Pilates acreditava que o desenvolvimento da estabilidade corporal é a chave para uma vida mais longa e saudável e por isso, criou uma técnica que corrige a postura, realinha a coluna e fortalece a musculatura abdominal e das costas.

Pilates 5Me interesso por Pilates, pois sou uma dessas pessoas que não gostam de exercícios de alto impacto. Levantar barras de ferro na academia também não é a minha praia. Acho o pilates um exercício mais harmônico, mais lúdico, que além de fazer bem para o corpo de uma forma progressiva, é bom para a cabeça. As bolas, elásticos, e outros instrumentos que ajudam nos exercícios tornam a prática muito mais prazerosa. O pilates também é recomendado para todas as idades e até gestantes podem fazer. O importante é procurar um médico e fazer uma avaliação clínica, porque ninguém deve começar atividade física, por mais leve que seja, antes de um bom check up, principalmente quem já passou dos 30, quando o risco cardiovascular aumenta.

Pilates 6Antes de iniciar a prática de pilates, também é importante buscar um centro habilitado, com profissionais que realmente entendam o método e saibam como utilizar os instrumentos e aplicar os exercícios. Do contrário, se o método for usado por gente sem treino, ao invés de ajudar, pode piorar o problema e até causar uma lesão grave na coluna.

Existem porém, alguns exercícios simples, que podem ser feitos em casa, desde que você tenha condições clínicas adequadas. Abaixo, quatro atividades sugeridas por uma especialista em Pilates. Mas voltamos a recomendar: não faça exercícios sozinho antes de visitar seu médico. Para quem quer entender mais sobre o Pilates e seus benefícios, abaixo também disponibilizamos alguns links, vale checar principalmente o da ABP (Associação Brasileira de Pilates).

Pilates 7

Exercícios com thera-band – faixa elástica*

1.      Alongamento da musculatura posterior da coxa e da perna

Pilates 1Deitado, posicione a theraband (uma faixa elástica ou que pode ser feita com uma toalha dobrada no sentido do comprimento) no pé direito e a utilize para alongar toda a musculatura posterior da perna direita. Procure manter a perna de base bem estendida no colchonete ou chão, a cabeça bem apoiada e os ombros relaxados. Mantenha a posição por aproximadamente 1 minuto e troque de perna. Respiração livremente.

Pilates 22.      The Hundred

Deitado, coloque a theraband estendida na região das canelas. Segure na theraband próximo às pernas e eleve o tronco. Execute um movimento semelhante ao de bombeamento com os braços. Inspire em 5 tempos e expire em 5 tempos. Repita este ciclo respiratório 10 vezes. Procure manter os abdominais bem acionados, mantendo o umbigo “colado” à coluna.

3.      Roll down

Pilates 4Sentado com a coluna bem ereta, passe a theraband na sola dos pés e una bem os membros inferiores. Segure na theraband próximo aos tornozelos. Expire e comece a deitar lentamente, executando este movimento segmentando todas as vértebras da coluna. Expire novamente e volte à posição sentada cuidadosamente, também segmentando a coluna. Volte a sentar com a coluna ereta e repita o movimento de 4 a 5 vezes.

4.      Squat

Pilates 3Mantenha-se em pé, em cima da theraband, com os pés um pouco afastados e a segure nas pontas. Ao mesmo tempo, desça o quadril em direção ao chão – inclinando um pouco o tronco à frente – e eleve os braços até a altura dos ombros, aumentando a tensão na theraband. Execute este movimento expirando e retorne à posição inicial inspirando. Procure manter os abdominais acionados e a coluna ereta. Repita de 5 a 8 vezes.

*Fonte:  Professora Cristina Abrami, da CGPA Pilates (Centro de Ginástica Postural Angélica)
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Para saber mais:
>>O que é Pilates?
>>Assista vídeos com exercicios de Pilates
>>Site da Associação Brasileira de Pilates
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Leia também:
>>Prepare-se para correr

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Evite acidentes domésticos com crianças

Acidente domésticoMais de 140 mil crianças são internadas em unidades médicas anualmente, vítimas de acidentes domésticos, segundo dados da ONG Criança Segura. Além disso, as lesões não-intencionais representam a principal causa de morte de criançasS de 1 a 14 anos no Brasil, com cerca de 6 mil ocorrências anuais. E mais, há estimativas no sentido de que a cada morte outras quatro crianças ficam com seqüelas permanentes. O gasto do governo com este tipo de ocorrência, através do Sistema Único de Saúde chega a R$ 63 milhões.

Acidente domésticoQual o remédio para mudar esta realidade? A prevenção. Por isso, precisamos ficar atentos ao ambiente em que há crianças, idosos ou portadores de deficiência. Isso porque, também segundo os dados da ONG, 90% das lesões nas crianças, por exemplo, poderiam ser evitadas simplesmente com políticas caseiras de prevenção. Dentre os registros mais frequentes envolvendo acidentes domésticos com os pequeninos estão as quedas, choques elétricos, queimaduras e ingestão de substâncias químicas.

O problema é que as crianças não possuem noção do perigo, nem discernimento sobre o que é certo ou errado. Elas se desenvolvem aos poucos e, neste processo, passam inclusive pela fase em que começam a enxergar pelos dedos. Por isso teimam em colocar a mãozinha em tudo o que veem pela frente, tocar os objetos que encontram, pegar, sentir. A obrigação de evitar deixar ao alcance dos pequenos objetos que lhes ofereçam riscos é nossa. E não podemos nos eximir desta responsabilidade, ao contrário, precisamos estar alertas para tentar evitar qualquer tipo de acidente.

Acidente domésticoClaro que somos humanos, falhamos, incorremos em erros aqui ou ali. O que não podemos é nos esconder atrás destas desculpas para justificar nossos vacilos.Mais uma vez precisamos estar cientes de que as crianças não possuem consciência para avaliar riscos. Tudo o que estiver ao alcance delas torna-se brinquedo em potencial. A ideia deste post é justamente chamar a atenção para alguns cuidados básicos e orientações que devem ser levados em conta se você tem uma criança em casa. Cabe a nós, adultos, protegê-las e manter um ambiente saudável ao seu redor, com o menor índice de riscos possíveis.

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CriançasRecomendações*
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Qualquer objeto inofensivo pode tornar-se uma arma poderosa na mão de uma criança. Justamente porque elas não conseguem dimensionar seus usos, acabam fazendo com ele o que lhes dar na telha. Assim, botões, tamAcidente domésticopas e rolhas de garrafas, moedas, e até brinquedos que tenham peças muito pequenas podem parar na boca de uma criança. Até os três anos, elas costumam levar tudo à boca. Imagine o problema se o pequenino ingerir um desses objetos? Podem acabar engasgando e até sufocando.

Dentre as principais causas de acidentes com crianças podem ser citados, além dos pequenos objetos deixados ao alcance dos pequenos, as quedas, os cortes, intoxicações e queimaduras. Se você já tem esta informação, já fica mais fácil identificar o que pode se tornar um risco se estiver ao alcance da criança. E não basta apenas reclamar, levantar a voz, gritar. Você deve orientar, ensinar, alertar. Precisa esclarecer, numa linguagem inteligível a ela, os riscos que pode correr se tomar aquela atitude. Acidente domésticoÉ uma forma de aprimorar a noção sobre o perigo. Ainda que o seu filho seja pequenino, use da paciência e do bom senso para as explicações, que são sempre fundamentais.

E, se ele não pode, você também não pode. O exemplo é o maior ensinamento para a criança. Não faça na frente dela aquilo que você não quer que ela faça. Se for fundamental que você tome determinada atitude na frente dele, esclareça porque você pode fazê-lo e ele não. Utilize os argumentos de idade, capacidade, segurança, responsabilidade. Aos poucos, ele vai aprendendo a importância de se agir com segurança.

Medicamentos também são grandes vilões. Devem ser deixados longe do alcance das crianças. Longe quer dizer longe mesmo. Nada de achar que ali ele não mexe. É preciso que ele não consiga mexer ainda que tente. Escolha locais altos, caixas fechadas, locais que possam  ser isolados do alcance do olhar do pequeno. O risco não é apenas de ele pegar o remédio e ingerir escondido de você. Outro risco, e dos grandes, é você dar medicamentos a ele sem prescrição médica. Essa também é uma atitude descuidada e perigosa. Como o exemplo, é a base do negócio, procure evitar tomar a medicação na frente dele, para que não queira imitá-lo, reação normal das crianças.

Escadas:
– devem ter um corrimão de apoio e o piso não deve ser liso (escorregadio);
– se há crianças pequenas, na fase de gatinhar ou começar a andar, coloque proteções e barreiras (portões) em todos os acessos da casa às escadas;
– não se esqueça de fechar as proteções e barreiras dos acessos às escadas depois de passar;

Janelas e varandas:
– coloque grades ou redes de proteção em todas as janelas e varandas;
– uma porta ou uma janela aberta representam um grande perigo;

Piscinas, lagos, lagoas e até na praia:
– nunca deixe a criança sozinha perto de uma piscina, mesmo que esta seja própria para ela;
– nunca deixe uma criança sozinha na piscina, em qualquer circunstância. Muitos afogamentos de crianças até aos 4 anos ocorrem porque os adultos se ausentam por “um minuto”, para atender o telefone, ir buscar o lanche etc;
– esteja atento às brincadeiras das crianças na água;
– coloque braçadeiras ou coletes nas crianças que não sabem nadar, mesmo quando estão apenas em volta da piscina. Se escorregarem e caírem na água estarão mais protegidas;
– se tem piscina em casa, coloque uma vedação ou tela de proteção à volta, de forma a impedir que a criança tenha acesso à água;

Cozinha, sala e área de serviço:
– não deixe crianças sozinhas na cozinha;
– guarde facas e objetos cortantes em locais inacessíveis a elas;
– não deixe panelas no fogo sem ninguém na cozinha e tenha especial cuidado com líquidos quentes, já que queimaduras com líquidos quentes são frequentes em crianças;
– não deixe as bocas do fogão ligadas quando acaba de cozinhar;
– vire os cabos das panelas para o interior do fogão, para evitar que as crianças tentem pegá-los;
– pode remover os botões do fogão quando este não estiver em uso;
– esconda os fósforos, pois as crianças não têm medo do fogo;
– torradeiras, bules, garrafas térmicas e outros equipamentos devem ser mantidos fora do alcance das crianças;
– cuidado ao utilizar panelas de pressão. Cumpra sempre as indicações do fabricante;
– tenha cuidado na utilização do gás no fogão. Acenda o fósforo antes de abrir o gás. Se o seu fogão tiver acendedor eléctrico, acenda primeiro o gás, no mínimo, e só então acione o acendedor;
– quando acender o forno, coloque-se de lado e não em frente do fogão;
– use apenas toalhas, aventais e panos de tecidos naturais. Evite usar roupa de tecidos sintéticos e aventais de plástico quando estiver cozinhando;
– na utilização do micro-ondas não cubra alimentos com papéis metalizados nem coloque, no seu interior, louças com decoração prateada ou dourados (causam faíscas);
– cuidado com produtos de limpeza e outros produtos tóxicos. Seja na cozinha, dispensa ou em qualquer outra divisão da casa ou no jardim, guarde estes produtos em locais inacessíveis a crianças e a animais;
– utilize fechos e protetores (inclusive cadeados) que impeçam a abertura de armários e gavetas da cozinha ou de outros locais;
– nunca coloque detergentes, lixívia, inseticidas ou pesticidas em garrafas de água plásticas já usadas, porque as crianças podem ingerir o produto pensando ser água, resultando num acidente com grande gravidade;
– cuidado com eletricidade e tomadas. Se possível, todas as tomadas devem ter ligação terra;
– instale protetores adequados em todas as tomadas da casa, para evitar choques eléctricos;

Objetos pontiagudos ou cortantes:
– facas, tesouras, chaves-de-fenda e outros objetos perfuradores nunca devem ser dados às crianças para elas brincarem. Mantenha esses objectos em locais fechados e a que a criança não tenha acesso;

Tábua e ferro de engomar:
– nunca deixe o ferro ligado com o fio desenrolado e ao alcance das crianças. Além da alta temperatura, é perigoso pelo seu peso e pela ligação à electricidade;
– evite o uso de tábuas de passar roupa que possam ser puxadas para baixo;

Armas:
– não tenha armas em casa. Se tiver, arrume-as ou guarde-as longe do alcance das crianças;
–  nunca tenha as armas carregadas em casa;
– nunca deixe as munições junto à arma. Guarde-as em local seguro e inacessível às crianças;

Fique atento:
– nunca deixe bebidas alcoólicas ao alcance de crianças;
– procure ajuda médica, se o seu filho engolir uma substância não alimentar;
– anote os números dos telefones do seu pediatra, do hospital, dos centros de envenenamento e de outros centros de ajuda em local bem visível (por exemplo, ao pé do telefone);
– leia atentamente os rótulos das embalagens antes de usar qualquer produto;
– ensine as crianças a não aceitarem bebidas, comida, doces que lhes sejam oferecidos por adultos que não conhecem;
– não deixe que crianças com idade inferior a 10 anos andem sozinhas de elevador;

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No caso dos bebês*
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Cuidados com potenciais quedas:
– nunca deixe o bebê ou a criança sozinha em cima de uma cama, bancada ou móvel onde muda as fraldas e a roupa;
– tenha as fraldas, as toalhinhas de limpeza e os cremes necessários sempre à mão;
– prepare as roupas que vai usar para vesti-lo com antecedência e tenha-as à mão na altura em que vai vestir a criança;

Cuidados com camas de grades:
– use cama de grades, pois evitam que o bebê ou a criança caia da cama;
– assegure-se de que os espaços entre as barras do berço são adequados. Normalmente as grades são adaptáveis em altura, para facilitar o colocar e tirar a criança da cama;
– não esqueça de verificar se a grade está bem colocada depois de pôr a criança na cama;
– tome cuidado quando a criança começar a mostrar movimentos de sentar, engatinhar ou ficar de pé; está na hora de adequar a grade, se for o caso, às suas novas capacidades;
– verifique se o estrado está bem seguro e se o colchão é adequado;
– Não deixe brinquedos dentro do berço ou da cama do bebé;

Cuidados com o banho:
– nunca deixe o seu filho sozinho na banheira, seja qual for a circunstância. Mesmo com água rasa é perigoso. Uns segundos bastam para que se afogue;
– verifique a temperatura da água com um termômetro ou com o seu cotovelo, para evitar queimar a criança se a água estiver demasiado quente;
– use tapetes ou formas antiderrapantes na banheira;

Cuidados com brinquedos:
– os brinquedos devem ser suficientemente grandes para não poderem ser engolidos e suficientemente resistentes para não lascarem ou partirem;
– verifique os rótulos e etiquetas dos brinquedos para saber quais os materiais de que são feitos, evitando, por exemplo, o risco de alergias;
– os brinquedos não devem ter arestas ou ser pontiagudos;
– compre brinquedos adequados à idade da criança e verifique se os oferecidos também são apropriados.

Outras dicas:
– sacos plásticos, fios de telefone soltos, almofadas e travesseiros altos e fofos podem asfixiar ou estrangular;
– não permita que a criança mastigue pastilhas elásticas ou coma rebuçados;
– não ponha cordões à volta do pescoço da criança para segurar as chupetas;
– não permita que a criança brinque com objetos pequenos que possa engolir;
– não beba líquidos quentes com o seu filho no colo. Mantenha os líquidos quentes (café, chá etc.) fora do alcance dele;
– proteja os cantos das mesas e de outros móveis que possam significar perigo para o bebé.

*Fonte: Portal da Saúde.

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21 de Junho – Dia nacional de combate a asma

asmaNeste domingo, 21, é o Dia Nacional de Combate a asma. A doença é responsável por cerca de 35o mil internações por ano no país, sendo considerada a quarta maior causa de hospitalização pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, no Brasil, de acordo com o Estudo Internacional de Asma e Alergia na Infância (ISAAC), entre 20% e 30% das crianças e adolescentes de grandes cidades brasileiras apresentam sintomas indicativos da asma. A Organização Mundial de Saúde, por sua vez, estima que há 150 milhões de asmáticos em todo o planeta. Além disso, os altos índices de mortalidade provocados pela doença são uma preocupação global.  Nos países em desenvolvimento, corresponde de 5% a 10% das mortes por doenças respiratórias.

Inflamação crônica das vias áereas, que acomete principalmente os brônquios e os bronquíolos, a asma se manifesta por crises de tosse, principalmente à noite e pela manhã ao despertar, chiado, falta de ar e aperto no peito. Para o diagnóstico, deve-se analisar a história do paciente e o exame clínico, bem como avaliar a alergia e a prova de função pulmonar, também conhecida como espirometria, que mede a capacidade pulmonar.  Além de evitar o contato com os fatores desencadeantes da asma, como mofo, poeira, ácaro, produtos de limpeza de cheiro forte e etc; é essencial fazer corretamente o tratamento de manutenção nos intervalos das crises.

O Conversa de Menina já abordou o tema asma anteriormente, mas lembrando a proximidade da data de combate a doença e o aumento do número de crises devido ao período de outono-inverno, voltamos ao assunto. E se você quer saber mais sobre a doença, clique aqui para ler um guia de prevenção a asma, com dicas de sites e algumas atitudes que o paciente precisa tomar se quiser ter qualidade de vida.

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Tratamento em  Salvador

Em Salvador, a Secretaria Estadual de Saúde é responsável pela articulação do ProAr, um projeto de ensino, pesquisa e assistência que integra o SUS, universidades públicas e organizações não governamentais, com o objetivo de coordenar as ações de prevenção da asma brônquica e da rinite alérgica no estado, assegurando atendimento e fornecimento de medicações gratuitas, além de implementar ações educativas para os pacientes e seus familiares, resultando na melhoria da qualidade de vida, redução dos atendimentos de emergência,  internações e mortalidade pela doença.

Implantado há seis anos, o programa também visa oferecer treinamento para profissionais da rede pública para o atendimento aos pacientes. Na rede estadual de saúde, o Hospital Especializado Octávio Mangabeira (HEOM), localizado no bairro do Pau Miudo, abriga o ProAr, que também possui ambulatórios de referência no Centro de Atenção Especializada (CAE) da rua Carlos Gomes – Centro de Salvador; no Hospital Santa Isabel (no bairro de Nazaré) e no Hospital Universitário Professor Edgar Santos (HUPES), no bairro do Canela.

O programa, desenvolvido pela Sesab em parceria com a UFBa, em 2007 foi contemplado com o Prêmio Saúde da Editora Abril, concorrendo com 637 trabalhos inscritos de todo o país.

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