Chuvas castigam cidades e evidenciam inação dos governantes

*Texto da jornalista Giovanna Castro

Em meio a tanta comoção por causa do desabamento de uma gigantesca quantidade de terra do Morro do Bumba, no Rio de Janeiro, esta semana, vi uma foto que me tocou de uma forma diferente da que vinha tocando, diante da “over” cobertura feita pela imprensa brasileira, em todos os canais de TV, sites, jornais impressos, revistas, blogs e outros veículos mais. A foto mostrava sob uma montanha de barro, lixo (o local era um lixão clandestino, há 25 anos) e lama, uma mulher e uma criança aos seus pés, deitada, nitidamente surpreendidas pela avalanche que avançou dentro da escuridão daquele morro em Niterói, levando tudo que encontrava pela frente. Ambos mortos.

Beleza da Cidade Maravilhosa foi ofuscada, nesta semana, pela tragédia provocada pela chuva

Imediatamente pensei sobre o sentimento que teria invadido aquele bombeiro que se inclinava sobre os dois corpos, sem mais qualquer esperança. Uma tragédia. Mas uma tragédia anunciadíssima, como tantas tragédias que poderiam ser evitadas no Brasil.  Vi inúmeros programas de TV meio que colocando a culpa da tragédia na ocupação desordenada, o que é um fato, mas atribuindo à negação dos moradores em sair do local de risco. Mas a análise é tão simplista quanto parece a displicência de seguidos governos que ignoraram a situação e permitiram que casas fossem construídas no local.

Aquelas pessoas estão ali, nitidamente, por falta de opção. Ninguém escolhe morar em cima de um terreno instável, fofo e cheio de lixo em decomposição porque quer. Essas pessoas não possuem conhecimento técnico para avaliar as condições sejam favoráveis ou desfavoráveis de determinado terreno. Na falta de uma política habitacional que contemple todos os brasileiros, na falta de ação do poder público que simplesmente ignora a parcela mais humilde da população, o que resta aos mais pobres? Construir com orgulho e sacrifíco sua morada, sua residência,  seu lar, seu refúgio, no lugar onde dá.

Não consigo admitir órgãos públicos de Defesa Civil emitindo alertas para moradores de áreas de riscos e claramente se eximindo da responsabilidade ao dizer em notas encaminhadas para a imprensa “a Defesa Civil recomenda que ao menor sinal de chuvas e rachaduras nos imóveis, as pessoas se retirem das suas casas”. Lindo! Mas e a alternativa? Para onde essas pessoas vão? Para a casa do vizinho, que está submetida ao mesmo risco, à casas de familiares, provavelmente em outros lugares da cidade que sofrem sem esperança a ação das chuvas? Vão para debaixo das pontes?

Carnaval em Salvador, assim como no Rio, é produto vendido como face mais brilhante do povo que vive nestes lugares

É preciso que os governantes comecem a atentar que os cargos que ocupam não se prestam somente a locupletação. Ao assumir um cargo na prefeitura de uma cidade, qualquer uma, ele assume o compromisso de ser um administrador. Cabe ao administrador fazer as coisas funcionarem, o que, vergonhosamente, não vem acontecendo nem no Rio de Janeiro e muito menos em Salvador, que não tem tanta visibilidade na mídia nacional como tem a cidade maravilhosa.

Pelos lados de cá, o caos é o mesmo em época de chuvas. Todo ano, as tragédias se repetem, moradores de áreas humildes perdem bens acumulados em uma vida inteira de trabalho duro, e vidas são perdidas impunemente. Foram mais de 200 mortos no Rio.

Quantos terão que morrer em Salvador para que alguma providência seja tomada? O mais leigo dos soteropolitanos e o mais distraído em questões climáticas sabe que, ano após ano, entre os meses de março e abril, as chuvas castigam a cidade e o estado. Onde estão as ações preventivas? O que é oferecido para essas pessoas? Ajuda de custo por alguns meses em valores pífios que não dão conta de um aluguel decente? É altamente frustrante perceber que as pessoas se encontram temerosas em relação ao período de chuvas e sentem que a história se repetirá com famílias chorando seus mortos e suas perdas afetivas e materiais.

E não venham afirmar que é falta de dinheiro para ações preventivas. O dinheiro chega através do governo federal como chegou a Salvador no ano passado, quando a cidade ficou em estado de emergência em decorrência dos temporais, e chegou também ao Rio de Janeiro nesta tragédia de agora. Para onde foi o dinheiro? Porque com esta verba, não foram construídos conjuntos habitacionais, com estrutura urbana, presença do poder público e saneamento básico? Agora, como antes, as pessoas sofrerão madrugadas insones esperando por uma ajuda divina que não parece chegar.

Alegria do povo e belezas naturais desviam a atenção das agruras enfrentadas pelos soteropolitanos no dia a dia

Quem morrer neste ano de 2010, por causa da chuvarada, quem perder seus bens, vai ouvir o quê do poder público? Até quando essa história vai se repetir? Até quando os governantes vão se dedicar às áreas mais nobres das cidades,
construindo belas praças para a classe média, com banquinhos e brinquedos de balanço, tapando rios, indo numa total contramão das iniciativas tomadas em outros lugares do mundo, e relegando a nenhum plano, os mais pobres, os bairros suburbanos, as pessoas que usam o ineficiente e insuficiente sistema de transporte coletivo e tem que esperar a condução embaixo de abrigos que não abrigam nada, que molham quando chove e queimam quando faz sol.

Parece lugar comum, mas é a mais pura realidade: e se os políticos morassem em áreas de risco no subúrbio, precisassem tomar ônibus para se locomover na cidade e  “fizessem uso” da cidade no seu cotidiano, coisas como essas aconteceriam? Essa postura precisa mudar, o governante precisa estar conectado com as necessidades do povo que está sob sua responsabilidade. E aqui, vem mais um lugar comum, o voto precisa ser usado com consciência. Não basta esbravejar que não há opções, que as alternativas postas na urna eletrônica são igualmente ruins. Há que se agir, exercer seu direito até que os governantes incompetentes sejam banidos das administrações públicas. Leva tempo, muito tempo, mas a mudança ainda está em nossas mãos.

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Uma ajudinha para declarar o Imposto de Renda?

Um P.S. ao contrário:

Se você entrou neste blog pela primeira vez e tem por objetivo único tirar suas dúvidas sobre o IRPF, recomendo que desça a barra de rolagem e vá direto para o final do post. Os links que te interessam estão lá. Caso já seja nosso leitor assíduo e queira um pouco de filosofia pura e simples antes de meter a mão na massa, dá uma lida no meu “nariz de cera” aí abaixo e na sequência, você chegará aos links da Receita Federal. De uma forma ou de outra, divirta-se, que a vida não vale a pena sem isso!

*Narigão de cera

Alimentei meu leãozinho logo no primeiro dia da declaração do IRPF 2010. Não deu tempo do bicho crescer e me morder!

Sou meio paranóica com a declaração anual de imposto de renda. Aliás, tudo que cheira a burocracia, documentos, papelada, me deixa não apenas pela metade, mas completamente paranóica. Não é que eu não goste de ter responsabilidades, mas a bem da verdade, existem coisas muito mais interessantes para fazer na vida do que preencher fichas e documentos não é? Como ninguém que vive na sociedade contemporânea pode se dar ao luxo de chutar o pau da barraca completamente, resta-nos aceitar a dose de responsabilidade diária, de preferência homeopática, que é para dar tempo de incluir entre uma responsabilidade e outra, aqueles intervalos de “coisas mais interessantes para fazer” que garantem a nossa sanidade mental e o bom-humor no fim do dia. Uma pausa minha gente, todos precisamos dela de vez em quando. Digo isso não que seja uma grande novidade, mas porque percebo que a papelada tende a crescer e a diversão diminuir nas nossas vidas com o passar do tempo. Mas, acreditem, temos o poder de controlar isso. Pois sim, deixando a filosofia de lado e falando de forma prática sobre o Imposto de Renda, já que é obrigatório declarar e já que faz parte do pacote das responsabilidades que eu não posso adiar, o negócio é arrancar o esparadrapo logo de uma vez:  já declarei, logo no primeiro dia do prazo. Provavelmente a restituição não vai ficar no banco rendendo meses, mas em compensação, recebo logo no primeiro lote e pronto, gasto o dinheiro com o que estiver precisando ou guardo na poupança para uma emergência e até março do ano que vem, nem lembro que a receita federal existe, com todo respeito aos profissionais deste órgão.

Procrastinar é o nome bisonho do verbo que traduz o estado de quem adia para a última hora a solução de um problema ou uma responsabilidade. Quando estava na oitava série, no século passado, lembro de ter lido um conto, se não me falha a memória, de Luis Fernando Veríssimo (ou foi uma crônica dessas domingueiras de jornal, memória RAM com mais de 30 anos de uso, desculpem) – eu era esse tipo de adolescente, que lia jornal -.  O texto falava justamente da nossa mania de procrastinar, adiar as coisas. Já virou até emblema dos brasileiros, temos fama de adiar tudo para a última hora e de só fazer seja lá o que for que tenhamos de fazer aos 45 minutos do segundo tempo e rezando para o juíz dar uma prorrogação. Mas, como sou do tipo que precisa muito de tempo para as coisas divertidas da vida (incluindo dormir oito boas horas de sono, que faz um bem danado para a pele), desde mais nova aprendi a não adiar nada. Se é para resolver, vamos acabar com isso, arrancar esse esparadrapo logo de uma vez!

Adiar nunca dá certo, porque na última hora sempre há correria. Pessoalmente, detesto correria, tenho um ritmo próprio de fazer as coisas e só lido com a pressão necessária, não admito nenhum graminha acima da pressão necessária. Como o tema é o Imposto de Renda e hoje já é 6 de abril, ou seja, faltam 24 dias para o fim do prazo, ainda dá tempo, para quem não declarou, de acertar as contas com o Leão e acabar descobrindo que o bicho não passa de um filhote. Na véspera, com certeza o site da Receita estará mais do que congestionado e sinceramente, não acho que o felino valha o estresse, mesmo com conexão banda larga. Particularmente, gosto de ser paranóica com prazos, porque sempre sobra tempo para relaxar e fazer as tais coisinhas mais interessantes…

E para quem ainda não atinou com os prazos ou está quebrando a cabeça atrás de respostas. Antes de xingar a blogueira por ter escrito um “tratado” sobre a arte de não adiar a solução dos problemas, abaixo, alguns links que vão interessar:

SOS Imposto de Renda

1 – Para quem precisa de uma forcinha na hora de declarar o IRPF, o portal Universia reuniu uma série de dicas. Vale lembrar que só declara este ano quem teve renda no ano passado superior a R$ 17.215,08. O conteúdo do site indica os rendimentos e despesas que podem ser declarados, além de responder às perguntas mais comuns referentes à declaração, como quem deve declarar o IR, quais são os documentos necessários, quem pode ser declarado como dependente, além de explicar o que é malha fina, entre outras questões. Clique neste link para conferir o manual salvador.

2 – A Receita Federal criou um hotsite onde além de esclarecer dúvidas, é possível baixar os programas da declaração. Acesse aqui.

3 – O blog Cidadão Repórter, do Grupo A TARDE, mantém uma sessão de perguntas e respostas. Confira os links abaixo:

>>Tira dúvidas IRPF 2010

>>Tira dúvidas sobre IRPF 2010

>>Tira dúvidas sobre o IRPF 2010 – 2

>>Tira dúvidas sobre IRPF 2010- 3

>>Dúvidas respondidas sobre o IRPF 2010

>>Dúvidas sobre IRPF 2010

>>Perguntas e respostas sobre IRPF 2010

>>A TARDE tira as dúvidas sobre IPRF 2010

*Nariz de cera é um jargão jornalístico que significa dar uma esticada na conversa, fazer uma digressão básica, antes de entrar direto no assunto que interessa.

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Novas cores de esmaltes da Lumi

Quem vai negar que estamos vivendo a era dos esmaltes exóticos? Cada dia que passa tomamos conhecimento de mais e mais lançamentos de cores diferenciadas para dar um toque especial às nossas unhas. Desta vez foi a Lumi Cosméticos que criou uma nova linha de cores cremosas: Aspen, Atenas, Turim, Florença, Luanda e Petra.

De acordo com o material de divulgação, os esmaltes têm secagem rápida e longa duração, além de proporcionar brilho intenso. Os preços são bem acessíveis, R$ 2,60 cada. E se for da preferência do cliente, eles também dão a opção de comprar um kit com quatro cores, ao custo de R$ 10,40 (e ainda vem em uma sacolinha).

A linha completa de cuidados com as unhas da Lumi também tem, além das mais de 40 opções de cores, a base cetim (R$ 2,60), fortalecedor (R$ 4,50), óleo secante (R$ 4,50), máximo brilho (R$ 2,60), base amarga (R$ 4,50), removedor de esmaltes (R$ 6,00) e amolecedor de cutícula (R$7,00).

| SERVIÇO |
SAC: 3246-4664
Onde encontrar: site oficial da marca www.lumicosmeticos.com.br

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Desmentindo boatos sobre a vacina contra a Influenza A

Uma série de boatos começaram a circular pela internet sobre a vacina contra a gripe A, que ficou popularmente conhecida como a gripe suína. Para tentar barrar a série de informações equivocadas, a Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde divulgou uma nota com diversas perguntas e respostas, para esclarecer a população sobre os principais pontos que estão sendo citados nos falsos e-mails disparados por aí. Sei que o post é grande, mas é uma questão de saúde nacional, meninos e meninas. Portanto, meu conselho é que vocês leiam. Não apenas leiam, mas disseminem o conteúdo da mensagem a todos os seus conhecidos. Nós precisamos de informação. Somente a informação para ajudar no combate à doença. Leiam abaixo o comunicado do Ministério da Saúde, que também pode ser acessado por meio deste link. E para quem quer informações mais detalhadas sobre a Influenza A, o próprio Ministério da Saúde criou um hotsite que contém todas as informações sobre o assunto, inclusive calendário de vacinação. Passem lá.

MINISTÉRIO DA SAÚDE – SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Assunto: Esclarecimentos sobre a vacina contra Influenza H1N1

Em decorrência de boatos sobre a vacina contra Influenza H1N1 que circulam na internet, a Secretaria de Vigilância em Saúde preparou o questionário abaixo para esclarecer as dúvidas sobre a vacina e a estratégia nacional de enfrentamento da pandemia. Repasse o conteúdo ou o link deste documento sempre que você receber o material falacioso.

O mercúrio presente na vacina causa autismo em crianças?
Não. A concentração de mercúrio é de 25 microgramas por dose de 0,5ml e é usada para evitar crescimento de fungos ou bactérias, no caso de a vacina ser contaminada acidentalmente na hora da punção repetida no frasco multi-dose. Esse mesmo conservante é utilizado rotineiramente em outras vacinas, como na Tetravalente indicada contra Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite e na Tríplice Viral, vacina contra Caxumba, Rubéola e Sarampo.

O timerosal, conservante antiséptico presente na vacina, pode causar autismo em crianças com disfunção mitocondrial e em adultos com disfunção hematoencefálica.
Estudos realizados em todo o mundo demonstram que o timerosal, desde 1930, tem sido amplamente utilizado como conservante em uma série de produtos biológicos, incluindo muitas vacinas. O uso nas vacinas tem por finalidade evitar o crescimento de bactérias ou fungos (micróbios), quando esta é contaminada acidentalmente, como no caso de punção repetida no frasco multidose. A concentração do timerosal na qualidade de conservante é de 0.01%, contendo, aproximadamente, 25 microgramas de mercúrio por dose de 0,5 ml, condição que tem mostrado ser capaz de impedir o crescimento de micróbios. Vacinas com estes tipos de  conservantes já são utilizadas desde 1930. Algumas delas são: DPT, Tetravalente, Febre Amarela, Dupla Viral, Triviral, etc. Em 2004, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos convocou um comitê de Revisão de Segurança em Imunização OIMs examinou a hipótese de que as vacinas, contendo timerosal estariam causalmente associadas ao autismo e comprovou que as provas disponíveis rejeitam a existência de nexo de causalidade entre vacinas contendo timerosal e autismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu o conservante timerosal para o uso nas vacinas, baseando-se em estudos que concluíram não existir evidências de contaminação em crianças ou adultos expostos ao timerosal, e que as vacinas que contém essa substância não aumentam a quantidade de mercúrio no organismo, pois este é expelido rapidamente, não se acumulando em função de repetidas injeções. Em face ao exposto, a CGPNI/DEVEP/SVS/MS reforça a conduta orientada por diferentes instituições de reconhecida credibilidade, as quais preconizam que, até o surgimento de novas evidências, a quantidade de timerosal contida nas vacinas não causa autismo ou qualquer outro problema para as pessoas vacinadas, não acarretando, portanto, efeitos danosos.

A vacina contém esqualeno, substância que afeta o sistema imunológico do indivíduo.
Os adjuvantes são substâncias que estimulam a resposta imunitária, permitindo reduzir a quantidade de material viral utilizado em cada dose e conferir proteção de longa duração. São produtos entre os quais se incluem certos sais de alumínio e emulsões  (esqualeno e seus derivados) que são utilizados na composição de vacinas. E não causam danos ao ser humano.

A vacina contém células cancerígenas de animais que podem causar câncer em humanos.
Não. Isso é boato irresponsável.

Indústrias farmacêuticas receberam imunidade judicial quanto a ações ocasionadas por efeitos da vacina, como morte e invalidez.
Não temos essa informação. Vale registrar que o Ministério da Saúde, Agência Nac. de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os laboratórios produtores detentores do registro são responsáveis por registrar, acompanhar e avaliar os casos de eventos adversos associados à vacinação. O sistema de vigilância de eventos adversos pós-vacinal do Ministério da Saúde possibilita a identificação precoce de problemas relacionados com as vacinas distribuídos ou  pós-comercialização, com o objetivo de prevenir e minimizar os danos à saúde dos usuários.

Não há comprovação de que somente uma dose da vacina seja efetiva.
Errado. Estudos comprovam que a vacina é efetiva com uma dose única. As crianças entre 6 meses e menores de 2  anos devem tomar duas meias doses da vacina contra a Influenza H1N1, sendo que a segunda meia dose da vacina é aplicada 30 dias depois da primeira meia dose, para estarem protegidas do vírus da Influenza H1N1.

A gripe pandêmica foi uma criação da indústria financeira, uma vez que surgiu em plena crise  mundial. Ela foi criada só para favorecer os laboratórios farmacêuticos, que vão ganhar mais dinheiro com a fabricação e venda de remédio e vacinas.
A situação epidemiológica da gripe no mundo e no país é monitorada de forma sistemática e real. O Brasil utiliza de Sistema de Vigilância Sentinela de Influenza desde 2000. Atualmente com 62 unidades de saúde responsáveis pela coleta de amostras e organização de dados epidemiológicos agregados por semana epidemiológica (proporção de
casos suspeitos de síndrome gripal (SG) em relação ao total de atendimentos – % SG). Este sistema possibilita também a identificação dos vírus respiratórios que circulam no país, das novas cepas, o que contribuiu incisivamente a identificação da situação epidemiológica da gripe sazonal e pandêmica, assim como a adequação da vacina contra influenza utilizada anualmente e neste momento da operacionalização da vacinação contra a influenza pandêmica H1N1. O monitoramento por este sistema identificou em 2009, que desde o surgimento da pandemia, aproximadamente 70% dos vírus respiratórios que causavam síndrome gripal era o vírus influenza pandêmica (H1N1)
2009. Em alguns países este percentual chegou até 100%. O simples surgimento de casos de gripe em varios países causado por um novo vírus, já caracteriza a pandemia. Recomenda-se o seguinte endereço www.saude.gov.br eletrônico para acesso aos dados epidemiológicos referente à influenza no país.

A gripe é uma paranóia difundida pela mídia e financiada pelos laboratórios.
Respondido no item anterior

A gripe Influenza H1N1 foi criada em laboratório como o objetivo de gerar um genocídio.
Em 24 de abril de 2009, sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) notificou aos países membros a ocorrência de casos humanos de influenza para um novo subtipo, à época denominado de A(H1N1) que vinham ocorrendo, a partir de 15 de março, no México e nos Estados Unidos da América (EUA). No dia 29 de abril de 2009, após a realização da terceira reunião do Comitê de Emergência da OMS, conforme estabelecido no RSI 2005, a Diretora Geral da OMS, Dra. Margaret Chan, elevou o nível de alerta da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional
(ESPII) da fase 4 para fase 5. De acordo com a OMS, a fase 5 significa a ocorrência de disseminação do vírus entre humanos com infecção no nível comunitário em pelo menos dois países de uma mesma região da OMS (neste caso as Américas). Desde 11 de junho, segundo a OMS, a pandemia passou à fase 6, ou seja, já havia disseminação da infecção entre humanos, no nível comunitário, ocorrendo em diferentes regiões do mundo. Esta situação cumpria o critério para definição de pandemia estabelecida no Regulamento Sanitário Internacional. A origem deste vírus já vinha sendo detectada em casos isolados nos Estados Unidos, sem provocar epidemias até então, portanto não se trata de uma criação em laboratórios. Todos os fatos que ocorrem no Brasil e no mundo são minuciosamente acompanhados por este Ministério, que vem se preparando para o enfrentamento de uma segunda onda pandêmica desde 2009.

Anafilaxia, reação alérgica potencialmente fatal, é uma reação adversa pós-vacinação.
Anafilaxia é um evento raro que pode ocorrer com o uso de várias substâncias ingeridas ou introduzidas por via parenteral (muscular ou endovenosa) no corpo humano, incluindo alimentos, remedios, vacinas, entre outros. Se caracteriza por uma reação alérgica sistémica, severa e rápida a uma determinada substância, se apresentando com diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação sanguínea, acompanhada ou não de edema de glote. Pessoas que são altamente alérgicas a gema de ovo não podem tomar vacinas que são produzidas a partir de gemas de ovos embrionários, como a vacina contra a Febre amarela, gripe comum e influenza H1N1. Os profissionais de saúde são capacitados para identificar essas pessoas altamente alérgicas no momento em
que procuram um posto de vacinação.

Há evidências da síndrome de Guillain-Barré em muitas pessoas que tomaram a vacina nos outros países do mundo.
Não existe esta evidência nos países que já realizaram ou estão vacinando contra a influenza pandêmica. A síndrome de Guillain Barré é um quadro neurológico que tem etiologias diversas. Alguns países tem notificado a ocorrência de casos dessa Sindrome à OMS após a vacinação, entretanto, até o momento não foram relatados casos em que tenha sido estabelecida uma associação de causa e efeito entre o uso da vacina e a sua ocorrência.

Centenas de casos de paralisia dos nervos estão sendo associadas a essa vacina. Até médicos já disseram que não vão tomar.
Ver resposta acima

A vacina contém traços de neomicina.
Sim, a vacina produzida pelo Laboratório Sanofi Pasteur. A neomicina é um antibiótico indicado para infecção bacteriana provocada por estafilococos ou outros microorganismos  usceptíveis a este princípio ativo.

A vacina que venderam para o Brasil é vacina encalhada.
Todas vacinas adquiridas pelo Brasil foram compradas diretamente dos laboratórios produtores e por meio do Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde – Opas/OMS. Em nenhum momento, o país comprou ou recebeu doação de outro país. As negociações de aquisição de imunobiológicos contra H1N1 foram realizadas em novembro de 2009, quando não havia ainda aumento da oferta da vacina por baixa utilização especialmente nos países da Europa e Asia.

Há evidências de má formação fetal em gestantes que tomaram a vacina.
A vacina contra o vírus influenza pandêmico (H1N1) 2009 é segura e indicada para a gestante em qualquer idade  gestacional. Na vacinação realizada no hemisfério norte não houve nenhum registro de má formação fetal relacionada a vacina. Esta indicação foi ratificada pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo. Até o momento, não há relato de ocorrência de nenhum prejuízo sequer para a mãe e/ou para o feto.

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Novidades Le Lis Petit e Le Lis Blanc

Meninas queridas,  confiram um pequeno preview da coleção outono-inverno 2010 da Le Lis Petit, linha infanto-juvenil da Le Lis Blanc, que está uma fofura. Aliás, o inverno promete uma mistura de tendências que vai do romântico à atitude rocker. Pensada para as mocinhas graciosas, a coleção é  dividida em três temas: Florais, Pink Heart e Safári, todas com modelos amplos e descolados. Entre as opções estão T-shirts estampadas, camisas, batas, calças, saias, casacos, vestidos, shorts e bermudas. Mas o hit da coleção são mesmo os vestidos floridos, para combinar com casaquinhos e botas (lembram do visual Garota Passeia em Londres? Pois sim, tendência deste inverno, adoro!).

Na coleção Le Lis Petit há ainda o casaco de tricô dupla face com estampa de coração e o casaco modelo canguru com estampa em animal print. Todas as peças são confeccionadas em tecidos leves como plush, soft, viscose, tricoline e malha, ótimas combinações com o jeans.  Já as cores, variam dos tons fortes de azul-jeans, marinho e rosa, aos suaves do off-white, mescla e bege. As peças vestem meninas dos 4 aos 12.

Inspiração romântica na camisa listrada, com cintura e mangas marcadas e ajuste estruturado nos ombos
Olha o charme dessa bermuda em viscose! O modelo lembra roupinha de boneca, mas há o toque da modernidade aliado ao romantismo, sem esquecer que criança precisa de conforto na roupa, para poder brincar em paz
Casaco quentinho na cor Pink. Que menina não gosta de rosa?

Serviço:

Onde comprar Le Lis Petit em Salvador?

Lojas da Le Lis Blanc:

Shopping Iguatemi – 3º piso – (71) 3450-6542

Shopping Salvador – 2º piso – (71) 3878-2036

E por falar em Le Lis Blanc, a marca lançou novos produtos da sua linha decoração, em parceria com comunidades de artesãos. Desde 2009, a Le Lis Blanc firma parceria com comunidades artesãs que criam produtos ecologicamente corretos para as lojas da marca, tendo parte das vendas dos produtos revertida às famílias engajadas no projeto. Até agora há seis comunidades envolvidas. O jogo americano da foto abaixo, por exemplo, é trabalho da Associação Santa Maria, no Maranhão, que desenvolve peças artesanais em fibra de buriti. A arte de trançar fibras vegetais é um legado deixado pelos índios e envolve a retirada, manejo consciente do linho, tingimento natural, secagem e liçagem dos fios no tear. Uma boa prova de que é possível ser fashion e cidadão consciente ao mesmo tempo e é esta uma das tendências do mundo da moda que promete incorporar-se a todas as estações e coleções.

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Botas em estilo docksides

Os docksides, febre entre os anos 80 e 90, vira e mexe voltam à moda. Sinônimo de conforto e visual esportivo e contemporâneo, vivem sendo reinventados tanto nas cores, quando na textura e materias, sem falar nos modelos. Pois não é que a Sebago, a marca criadora dos indefectíveis calçados, lançou uma versão de bota masculina estilo dockside?! O modelo, aliás, é apontado como tendência para o inverno e fez muito sucesso na baixa estação europeia. De cano médio, confeccionada em couro macio, com solado antiderrapante, a bota, batizada de Lighthouse, possui costura manual e o cadarço do mesmo material do sapato. No Brasil, está sendo vendida em São Paulo e Rio de Janeiro (lojas presenciais), mas também há a opção de comprar via internet, pelo site da marca.

Serviço:

Onde encontrar a bota Lighthouse?

Orbis Shoes
Av. Alberto Rodrigues Alves, 370 – Franca (SP)
Tel: (16) 3711-9800
Ou pelo site: www.orbisshoes.com.br

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Divas da moderna MPB em clipe da Arezzo

Alguns dias atrás, publiquei aqui no blog um making off do ensaio fotográfico de quatro das modernas divas da MPB para a marca feminina de calçados e acessórios Arezzo. Agora, para os fãs das cantoras e para as meninas que não aguentam ver um salto alto (altíssimo!!!), coloco o vídeo (na verdade é um slideshow) de Maria Gadú, Mariana Aydar, Roberta Sá e Ana Cañas, com a gravação da música Totalmente Demais, feita especialmente para a nova campanha da marca. O vídeo foi dirigido pelo Giovanni Bianco. As artistas estão lindíssimas, figurino, cabelo e maquiagem impecáveis. E claro, os saltos agulha. Divirtam-se:

Relembre o post do making off dos ensaios fotográficos neste link.

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Impressões de uma visita: Museu Rodin da Bahia

*Texto da jornalista Giovanna Castro

Definitivamente não sou uma especialista em arte, logo não posso fazer nenhuma análise crítica em relação ao assunto, porque certamente incorreria em erros grotescos e incorreções históricas. Mas não sou do tipo que fala “isso, até meu filho de 2 anos faria”. Admiro arte e gosto de frequentar exposições de fotografias, quadros, esculturas, instalações, e que tais. Por causa disso, reservei um dia das minhas férias para fazer a visita que vinha adiando há tempos, ao Palacete das Artes,  o Museu Rodin da Bahia.

Essa sou euzinha de cabelos encaracolados, no começo da carreira, pensando ao lado do Pensador, de Rodin

Fui com a expectativa de quem, alguns anos atrás, viu peças originais de Rodin em bronze mesmo, quando algumas delas vieram a Salvador e ficaram expostas no Museu de Arte da Bahia (MAB). Ou seja, esperava sentir o mesmo impacto que senti ao ver “O pensador”, imponente e desafiador à imaginação de alguém que, quando vê uma obra de arte antiga, se põe a pensar em como aquilo foi feito há tantos anos com tão poucos recursos além do brilhantismo e da genialidade do artista e o que se passava na cabeça do escultor, neste caso Auguste Rodin.

Portão do Inferno foi criado sob encomenda a partir dos temas da Divina Comédia, de Dante

Quando vi Rodin pela primeira vez, há cerca de 10 anos, senti uma grande emoção por estar no mesmo ambiente de obras tão representativas da história da arte mundial, afinal de contas Rodin foi o escultor que introduziu o movimento nas esculturas pois, até então, pelo que entendi das informações disponibillizadas nos espaços do Palacete, estes objetos não representavam mais do que imagens e situações estáticas.

Aqui em Salvador, segundo dados da Secretaria de Cultura do Estado, a exposição que chegou ao MAB em 2001, atraiu cerca de 52 mil visitantes de diferentes faixas etárias e classes sociais. Este número, ainda conforme dados da Secult, não foi superado por qualquer outra exposição. Já a mostra atual, com obras originais em gesso de Rodin, recebeu somente no primeiro mês, entre outubro e novembro do ano passado, cerca de 14 mil visitantes.

Foi, mais uma vez, uma boa experiência sair do barulho da cidade, me recolher em um ambiente quase solene (adoro museus porque me transportam quase que magicamente a outros tempos, contextos e culturas) e mergulhar na obra de Rodin, inclusive apreciando uma réplica do seu ateliê todo cheio de gesso espalhado pelo chão e obras inacabadas, conceito este que Rodin também contribuiu para revolucionar.

Isto porque em muitas das suas obras faltam propositalmente braços, pernas, partes do corpo que são completadas pela imaginação e pelo sentimento do observador. No entanto, devo confessar que saí de lá um tanto frustrada. Explico o porquê. Ao todo, são 62 peças originais de gesso que deram origem às famosas peças em gesso que foram criadas para fazer parte do Portão do Inferno, peça encomendada ao artista com a determinação de usar temas tirados da Divina Comédia, de Dante. O fato de serem moldes de gesso, ainda que tenham sido manipulados diretamente pelo artista, tira bastante do impacto que as obras em bronze proporcionam.

"A Bailarina de 14 anos", obra-prima do francês Edgar Degas

Eu já vi exposições de arte em alguns importantes museus fora da Bahia e posso afirmar que o esforço do Palacete em proporcionar uma experiência única ao observador é interessante. Os totens circulares feitos em acrílico permitem, com algumas exceções, a visão da peça por todos os ângulos, coisa que faço sempre, ainda que algumas pessoas me olhem um estranho por eu estar levando tanto tempo encarando, contornando e me inclinando para ver uma escultura.

No entanto, as placas de identificação de determinadas peças seguem uma ordem pouco lógica pois há placas com informações de uma peça que se encontra do outro lado da sala de exposição. Isso me incomodou bastante a ponto de questionar um dos monitores presentes no local. A resposta que obtive foi que aquela ordenação segue o “estilo francês de montar exposição”, uma vez que foi a equipe do Museu de Rodin, na França, que fez todo o trabalho aqui, conforme consta no contrato estabelecido que também prevê a permanência do material por três anos em terras soteropolitanas.

Não me conformei com a explicação porque não faz sentido, acredito que a obra deve vir devidamente identificada com nome, data de criação e autor, além de outras informações, em um local que permita a contemplação juntamente com a absorção de informações. Outra coisa que me incomodou bastante foi o fato de aquele ambiente magnificamente suntuoso estar ocupado com apenas uma exposição. O espaço está lindíssimo, belamente conservado, mas abriga apenas as obras de Rodin.

Compreendo o fato de o museu ter sido criado unicamente para receber as obras do francês, mas acredito que outros espaços na mesma área, que existem mas estão vazios, poderiam expor trabalhos de outros escultores nacionais e locais, com linguagens contemporâneas ou de inspiração anterior.

A visita não dura mais do que uma hora, o que me deixou uma sensação de desperdício quando a questão é levar para o museu uma população que não frequenta tais espaços habitualmente (o acesso é gratuito) e precisa ser irremediavelmente conquistada para sempre. Falo de formação de platéia, e público se forma com forte sedução, coisa que não senti no Palacete das Artes – Museu Rodin da Bahia.

Obra de Vik Muniz, feita em chocolate, reproduzindo um momento de criação do artista americano Jackson Pollock

É lógico que isso é apenas uma opinião minha, mas é a sensação de alguém que já viu de perto coisas lindas impactantes como as exposições do gravurista, pintor e escultor, também francês, Edgar Degas e Vik Muniz. Até hoje me lembro de “Quatro bailarinas em cena” e “Mulher enxugando o braço esquerdo (após o banho)”, além da belíssima “Bailarina de 14 anos”, rica e expressiva escultura em bronze e tecido. Assim como as belas fotografias manipuladas pelo fotógrafo brasileiro reconhecidíssimo mundialmente Vik Muniz, com chocolate, macarrão com molho, geléia, doce de leite, sucata, brinquedos de criança e diamantes. Experiências sensorias que ficaram para sempre impressas na minha memória.

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Intuitif lança nova coleção de bolsas

A marca baiana de bolsas Intuitif lançou sua nova coleção. Queria muito estar presente ao evento, mas por motivos de força maior não pude prestigiar Liana. Mas nós, as meninas do Conversa, desejamos tudo de bom à nossa estilista de bolsas, e muito sucesso com a coleção Blog-à-porter, criada a partir do estilo de 24 blogueiras. Vejam as novidades e corram para comprar na loja física ou na loja virtual.

Onde encontrar?
Site Intuitif
Loja física: Rua Humberto de Campos, 282. Ed. Graça Empresarial, térreo, Graça, Salvador, Bahia.
Tel: +55 71 3245 8380
Horário de funcionamento: Seg. a Sex. das 09h00 às 19h00 – Sábados das 09h00 às 17h00.

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Homem de Palavra: “Onde a dor não tem razão”

Onde a dor não tem razão

*Carlos A. Santana

De há algum tempo atrás tenho vivido uma experiência em parte dolorosa, em parte surpreendentemente, digamos, educativa, sob o ponto de vista espiritual (sem querer ou pretender ser melodramático). Tudo começou em abril do ano passado quando o meu mundinho corriqueiro se diluiu em fluidos sanguíneos e o meu mais profundo desprezo por excertos da categoria médica aflorou com violência a partir do diagnóstico de leucemia no meu filho mais novo (Gabriel, 15 anos à época). A partir daí, calvários à parte já que cada um tem o seu mais íntimo, comecei a frequentar assiduamente, ambulatórios, laboratórios, quartos hospitalares… enfim, a liturgia do cargo de ser pai. No entanto, e aí é que vem tudo de bom dessa experiência que continua dolorosa, comecei a olhar, com um olhar mais sensível – característica humana muito mais presente na mulher, a sensibilidade, a sintonia fina com o mundo em seu todo – tudo o que me cercava.

Nas minhas idas à clínica, me vi, subitamente cercado de não-dores, de não-doentes absurdamente doentes. Alguns, com pouco tempo de viver esse mundo daqui. Outros, lutando para tentar ver o amanhecer seguinte. Dramático? Não. Apenas o que via ou sentia. Via e sentia a dor das mães (onipresentes) e a perplexidade dos pais (como eu, minoria absoluta). Mas, deixei de ter uma identidade única para ser “pai”. Apenas “pai” se tornou o meu nome como o de todos os poucos outros que lá vão com os olhos marejados, vermelhos, mas secos (homem não chora!). Me tornei muitos.

Mas não se trata bem disso, o que quero falar. Afora a minha tristeza, a dor do meu filho (que também se tornou a meus olhos, muitos – todos aqueles que passam à minha frente na sala de espera, na enfermaria ou que me olham curiosos enquanto não consigo cochilar ao lado de Gabriel, como eles, meio sedados e com uma agulha levando uma mixórdia de química para suas veias – acabei surpreendido com a forte presença e, ao mesmo tempo a ausência da dor naquele ambiente onde a parca caminha com naturalidade.

Crianças cheias de dor física, brincam pintam e bordam indiferentes à própria dor e só a acusam quando se torna insuportavelmente adulta. No entanto, adultos sucumbem diante da dor infantil e perdem as forças enquanto os pequenos se superam. Nos olhos de todas as matizes, há sim, sofrimento, mas bem lá no fundo. Uma sombra fugidia. Cada novo paciente é um novo amigo, mais um parceiro para uma brincadeira que pode não mais acontecer na manhã seguinte. Fazem do agora, uma festa. Da dor, algo que simplesmente está ali. Não a ignoram. Sentem-na. Sofrem-na. Impávidos colossos, ensinam-nos a viver… enquanto, às vezes, estão à morte.

*Carlos Santana é jornalista e radialista.

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>>A série Homem de Palavra é um espaço dedicado à opinião masculina sobre o universo feminino, comportamento ou qualquer tema de interesse tanto de homens quanto de mulheres. As opiniões expressas nos artigos nem sempre coincidem com a das três autoras do blog, mas a ideia é abrir espaço para o debate e a diversidade. Acompanhe semanalmente a série Homem de Palavra. E, querendo participar, envie seu texto para [email protected].

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