Incentivo à leitura no Dia das Crianças

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Sugestões de livros para a criançada:
>> Traça de Biblioteca: Série especial do mês da criança – I
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Eu não tenho filhos – ainda, pelo menos -, mas tenho dois afilhados que são como se filhos fossem. E quando vai chegando o dia das crianças, já me animo toda para escolher presentinhos bem especiais para os meus dois amores, um de 13 anos e outra de seis. Hoje, olhando os e-mails que recebemos diariamente, achei uma sugestão bem bacana, sobre o lançamento da coleção de livros com histórias da família Trolls, personagens já bem conhecidos da meninada nos Estados Unidos.

Dar livros de presente é uma ótima opção, e você ainda vai ajudar no desenvolvimento da criança. Incentivar a leitura desde a tenra idade é uma obrigação nossa. E vale fazer a brincadeira ficar bem mais divertida, com a criação da sessões de leitura. Lá em casa, é assim que faço com a pequena. Nos acomodamos em algum canto, e vou lendo para ela, criando vozes diferentes para os personagens. Agora que ela está começando a ler é mais legal ainda, porque ela já soletra as palavrinhas e a gente vai conversando sobre os significados.

Quem tem interesse em dar livros de presente, vale dar uma conferida na coleção da família Trolls. São bichinhos peludos, barulhentos e bem divertidos, que vivem um monte de aventuras. São quatro livrinho que podem render boas gargalhadas e muito aprendizado.

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Exposição Black Barbie pode ser vista até dia 17

Essa notícia e as fotos que ilustram o post são para matar a minha colecionadora de Barbies preferida de inveja. Até o dia 17 de outubro, o Shopping Barra hospeda a primeira mostra itinerante de Barbies negras, a “Black Barbie”, que está completando 30 anos de lançamento da primera boneca. A mostra pode ser vista na praça central do shopping, que fica na Av. Centenário, em Salvador.

Ao todo, são 83 bonecas raras pertencentes ao acervo do colecionador Carlos Keffer, que possui mais de 700 modelos, formando a mais valiosa coleção do gênero no Brasil (agora a Lady Bobbie – a quem dedico este post – mordeu os cotovelos!).

As Barbies estão separadas em 11 grupos temáticos, que exploram a era Disco, a fantasia das princesas, vestidos de gala, a África negra, entre outros temas. Alguns dos destaques são o exemplar original da primeira Barbie e do primeiro Ken afrodescendentes e a boneca customizada pelo estilista afro-brasileiro Wilson Ranieri especialmente para a mostra, além de exemplares inspirados em celebridades como a cantora Diana Ross e a atriz Halle Berry, caracterizada como personagem de um dos filmes de 007.

Além de conferir a exposição, quem passar pelo Shopping Barra, pode ainda visitar a brinquedoteca, aberta às crianças, de segunda a sábado, das 10h às 21h, e aos domingos, das 14h às 20h, com acesso gratuito. A meninada poderá brincar com bonecas Barbie e carrinhos Hot Wheels.

Serviço:
Exposição Black Barbie
Onde: Shopping Barra (1º piso, praça central)
Quando: até 17 de outubro
Entrada franca

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Artigo: Geração Y

O artigo que selecionei para esta quarta-feira serve como dica aos pais na minha faixa etária, entre os 3o e os 40 anos, e que tem filhos pertencentes à Geração Y, ou seja, as crianças nascidas a partir do final dos anos 90, os chamados filhos da revolução digital. Com uma linguagem acessível, a autora – a psicóloga Roselake Leiros – explica como os pais podem potencializar os pontos fortes dessa turminha, ajundo-os a se tornarem seres humanos que valem a pena e que terão a missão de nos conduzir a um futuro mais digno enquanto civilização. Parece utopia, mas nem por isso é impossível. Pessoalmente, acredito que o que nos mantém esperançosos, independente do caos exterior, é justamente a crença de que apesar de sermos uma espécie animal em termos biológicos, somos dotados de “humanidade”. Espero que apreciam o texto e reflitam sobre ele…

Geração Y: Todos nós estamos aprendendo o tempo todo…
*Roselake Leiros

Pois é, uns mais, outros menos; uns mais rápidos, outros mais devagar, mas todos estamos aprendendo: Pais e Filhos.

Temos repetido incansavelmente que aquela situação de pais ensinando filhos ou filhos aprendendo com os pais é coisa do passado. Agora, pais e filhos aprendem juntos, uns com os outros.

Para as crianças e jovens de hoje, conhecidos como a geração “Y”, em alguns aspectos as coisas não são muito diferentes do que para as crianças e jovens de gerações passadas. Se prestarmos atenção, sempre foi assim a cada geração, carregando as características próprias do seu tempo. Com 30 anos, os mais velhos estão fazendo a sua revolução silenciosa, diferente das gerações passadas, dos anos 60 e 70. Eles são uma força poderosa de mudança, sabem que muitas coisas do passado não funcionam mais e trazem a sua nova forma de ver e interagir com o mundo novo.

Os pais da geração “Y”, encarregados de acompanhá-los na sua trajetória de vida, têm muito mais informação e capacidade de compreendê-los e ser, assim, aliados e até facilitadores na sua missão de transformar o mundo de hoje.

Fruto dos significados da geração de seus pais, a geração “Y” tem uma condição de vida melhor a partir da liberdade de expressão, o direito de serem eles mesmos e o acesso à informação. Crescem e desenvolvem-se diferentes das crianças da geração passada. Mas cá entre nós, eles já vieram predispostos ou até predestinados a transformar velhos paradigmas, e a prova disso, são as colocações e questionamentos inteligentes e seguros de crianças ainda em tenra idade, que deixam seus pais e educadores, muitas vezes, sem saber como se portarem diante de tal sabedoria.

Fica para nós, os mais velhos, a tarefa de entendermos e aprendermos com essas criaturas maravilhosas, ao invés de criticarmos ou afrontarmos.

Quadro comparativo sobre a geração y. Assim chamada porque são as crianças que nasceram de 1997 para cá, após a revolução digital. Clique para ampliar e visualizar melhor

Rápidos, fazem dez coisas simultaneamente, preocupados consigo e dispostos a construir um mundo melhor.  Mas dependendo do ângulo em que são apreciados, ou da condução das suas vidas, estas características podem parecer possibilitadoras ou muito ruins. A verdade é que eles têm um potencial imenso e dependendo da forma que lidamos com eles, estaremos acionando pontos específicos da sua personalidade e potencializando coisas distintas.

É preciso, antes de tudo, aprender a se relacionar com eles para que seus pontos fortes sejam revelados:

– Assuma o seu lugar de pai/mãe/professor sem rebaixá-los e sim reconhecendo suas qualidades. Nessa atmosfera de respeito e verdade eles sabem respeitar, aprender e também contribuir com o que sabem.

– Seja verdadeiro, autêntico. Diga a sua verdade e quando não souber de algo, fale que não sabe e se interesse em saber. Com a sensibilidade, que é um de seus traços, eles saberão se você está sendo verdadeiro. Lembre-se, verdade é sempre respeitável.

– Respeite suas diferenças, eles têm muita energia, tem foco de atenção múltiplo e geralmente aprendem através do nível de explicação, resistindo à memorização mecânica ou a serem, simplesmente, ouvintes.

– Focados nas coisas de seu interesse, mas muito distraídos quando não interessados, por isso você deve oferecê-los coisas interessantes, estimulantes e desafiantes.

– Como eles têm grandes idéias e se frustram com a falta de recursos para realizá-las, seja nessa hora um apoio, acompanhando-os e ajudando-os a buscar recursos ou mostrando, respeitosamente, outros pontos que por ventura ainda não foram percebidos. Lembre-se que você tem muito a ensinar também, e faça-o com naturalidade, de igual para igual.

– Enfim, seja um companheiro sincero, um colaborador responsável, mas assuma o seu papel de pai/mãe/professor. Eles precisam da sua presença, pois se experimentarem muito cedo a decepção ou falha, podem desenvolver um grande bloqueio e desistir da sua melhor expressão, privando o mundo de sua luz “índigo”.

*Roselake Leiros é psicóloga, master em programação neurolinguística e especialista em desenvolvimento humano.

**Texto enviado ao blog pela Agência Contatto e publicado mediante autorização desde que respeitada a integridade do conteúdo e autoria.

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Traça de Biblioteca: dicas de livros de receita

Inspirada pela coluna Receita da Semana, selecionei para a Traça de Biblioteca desta terça algumas dicas de livros de receitas para atender todos os gostos. Dos lights aos amantes da culinária japonesa, passando pelos adeptos dos alimentos cultivados de forma orgânica e sem esquecer ainda um livro sobre vinhos e outro guia especialmente preparado para os petits treinarem e virarem mini mestres-cuca. Podem saborear sem moderação:

500 PETISCOS E ENTRADAS

Entre as 500 receitas de entradas e petiscos você vai encontrar também antepastos, patês e molhos, pratos orientais e de outras partes do mundo, além de saladas fantásticas.  As receitas contam também com orientações sobre equipamentos e ingredientes necessários,variações com diferentes ingredientes para agradar a diversos paladares e fotos ilustrativas de dar água na boca.

Autor: Lauren Floodgate

Editora: Marco Zero

144 páginas

Preço: R$ 44,90

TOFU – RECEITAS DO CHEF

As receitas, deliciosamente criativas e acessíveis do livro vão mostrar como adicionar o tofu a sua dieta sem perder nada no sabor dos alimentos. Experimente os deliciosos pratos vegetarianos, como Pizza de Batata, o Quiche de Cogumelos, Alho –poró e Tofu ou Folhado com Molho dip de Tahine e Salsa. Delicie-se igualmente com o Camarão com Molho de Estragão, Tofu e Mostarda, o Frango e Tofu com Masala, a Carne de Porco, Tofu e Molho de Feijão-preto ou o imperdível Bife com Molho de Roquefort e Tofu. Com fotografias e instruções fáceis de seguir em cada receita, o livro é um guia para o aproveitamento deste rico alimento.

Autora: Wendy Sweetser

Editora: Marco Zero

144  páginas

Preço:R$ 39,00

UM MUNDO DE RECEITAS

O livro ensina as crianças a preparar pratos de todos os continentes de maneira prática e divertida. Por meio de receitas saudáveis e fáceis de fazer, os pequenos chefs vão conhecer as comidas típicas de diversos povos e desenvolver o paladar para a culinária dos quatro cantos do mundo. Seguindo as mais de 50 receitas do livro, é possível fazer o succotash, um prato indígena muito apreciado nas Américas; os scones, famosos bolinhos ingleses; o bobotie, uma torta originária da África do Sul; o tabule, salada típica do Oriente Médio, além do conhecido e tradicional macarrão tailandês. Com instruções fáceis de seguir e belas imagens coloridas, o livro traz técnicas de corte de carnes, legumes e frutas que facilitam o preparo dos pratos, além de mapas e dados sobre a cultura das diferentes nações, proporcionando uma deliciosa viagem gastronômica pelos mais variados países.

Autora: Abigail Johnson Dodge

Editora: Publifolha (O800-140090 ou pelo site www.publifolha.com.br)

128 páginas

R$ 47,00

VINHO – COMO COMPRAR, ESCOLHER E DEGUSTAR

O livro é um guia prático para todos que gostam de vinho, mas entram em pânico quando se vêem diante de muitas garrafas. O australiano Matt Skinner é um sommelier diferente. Com seu estilo descontraído, o autor que também é skatista  e surfista, entrou para o ramo de vinhos por acaso. A paixão pela bebida começou quando era balconista de uma loja especializada em vinhos. O dono o estimulou a estudar, ele ouviu, e logo se mudou para Inglaterra onde acabou sommelier do restaurante Fifteen de Jamie Oliver. No livro, Skinner conduz o leitor na compra com mais acerto, seja andando nos corredores de um supermercado ou dissecando uma lista de vinhos. Explica como entender os rótulos, escolher taças, como degustar, servir, escolher o saca-rolha ideal, acertar na temperatura, distinguir o cheiro e o gosto, ensina as regras de harmonização, como, onde e por quanto tempo armazenar a bebida e ainda dá dicas de investimento e bem-estar.

Autor: Matt Skinner

Tradução: Lizandra Magon de Almeida

176 páginas

Editora: Larousse do Brasil

Preço: R$ 59,90

RECEITAS COM OVOS

O ovo é um alimento de grande valor nutritivo. Contém proteínas de excelente qualidade, vitaminas, lipídios, minerais como o ferro, zinco e colina, uma substância essencial para a saúde do cérebro.  Considerado de forma equivocada um vilão das dietas, o ovo é pobre em sódio e tem apenas 78 calorias. Michel Roux – um dos chefs mais aclamados do mundo – apresenta mais de 130 receitas que farão o leitor se deliciar com pratos clássicos como o Molho Holandês, Ovos Benedict, Suflê de Limão e Omeletes fantásticos como o Enrolado ao estilo tailandês com truta defumada e o de Mexilhões e cebolinha.  Roux proporciona ao leitor também, novas combinações de sabor de forma mais light e dá dicas práticas, essenciais e modernas para quem quer explorar todas as delícias feitas com ovos. O livro está dividido em 15 capítulos entre eles Omeletes, Crepes e massas leves, Massas doces e macarrão, Ovos ao forno, Sorvetes, Molhos e temperos, Ovos fritos e Ovos cozidos e mollet; neste último, Roux revela que ovos cozidos moles são uma deliciosa entrada e costuma adicioná-los a uma salada de rúcula. O chef ainda dá dicas de como cozinhar devidamente o ovo e apresenta deliciosas receitas como ovos cozidos moles com um pot-pourri de sabores, ovos cozidos moles com baunilha, caramelo e brioche e o ovos mollet em ninhos de tomate com pepino crocante.

Autor: Michel Roux

Tradução: Maria Suzette Casellato

Editora: Larousse do Brasil

304 páginas

Preço: R$ 59,90

CULINÁRIA JAPONESA

O livro apresenta receitas da cozinha do Japão para fazer em casa, com explicações sobre os ingredientes, as técnicas de preparo mais utilizadas e as principais receitas de base, como arroz para sushi, missoshiru e omelete japonesa. Traz  ainda uma introdução sobre o mundo da gastronomia oriental, com informações úteis sobre os utensílios e o modo de fazer receitas de aperitivos, sopas, carnes, peixes, cozidos e grelhados. Ricamente ilustrado com belas imagens dos pratos, ensina a fazer temakis, niguiris, hossomakis, guiozas, sukiyaki e pratos como o lamen frito com frutos do mar e o pato ao vapor, além de diversas sobremesas. Acompanhado de um CD com músicas típicas do país, para o leitor se inspirar e entrar no clima, conta com mais de 70 receitas ilustradas e 12 sugestões de cardápios que combinam pratos para ocasiões especiais.

Autora: Emi Kazuko

Editora: Publifolha

216 páginas

R$ 49,90

SABOR DAS ESTAÇÕES

A publicação foi elaborada pela Fundação Mokiti Okada – FMO e traz 30 receitas indicadas para cada estação do ano para promover saúde física e vantagens para o bolso do consumidor. Sob o princípio “o homem e a terra são inseparáveis”, Mokiti Okada, o autor, diz que o homem deve se alimentar dos produtos colhidos na época, em cada região. O livro também acompanha tabelas de sazonalidade de frutas, legumes e verduras, bem como nutricional, pirâmide alimentar, dicas para se obter e manter a verdadeira saúde e informações sobre a importância de atividades e exercícios físicos.. O livro está disponível na loja virtual: www.fmo.org.br.

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Saúde & Fitness: “Pilates desde criancinha”

Retomo a série Saúde & Fitness aqui do blog com o texto da Suely Tambalo, instrutora de Pilates no CGPA,centro de formação profissional, em que ela nos revela um pouco da biografia de Joseph Pilates, uma criança frágil que buscou na natureza e no equilíbrio entre mente, corpo e espírito, uma nova forma de viver e relacionar-se consigo mesmo, com os outros e com o meio ambiente. Vamos aprender juntos!

**PILATES DESDE CRIANCINHA
*Suely Tambalo

Nosso corpo é um maravilhoso e complexo sistema, que dispõe de todos os mecanismos para funcionar em perfeito equilíbrio. Cabe a nós, conhecermos e atendermos à todas essas necessidades para que vivamos plenamente e com saúde, o mais longamente possível. Simples assim. E nada mais difícil do que as coisas mais simples…

Nosso “manual de instruções” já teve várias de suas páginas desvendadas desde a antiguidade, mas muito ainda há para descobrir e o pior, não pára por aí.
Mesmo quando dispomos a nos tratar bem, profundas verdades que acreditávamos irrevogáveis, de uma hora para outra, são questionadas e postas à prova pelas mais recentes pesquisas.

Nesse cenário, muitas vezes ficamos inseguros quanto ao que fazer para nos exercitarmos de maneira prazerosa e – ao mesmo tempo – também preservarmos e melhorarmos nossa saúde.

Por isso, vamos contar a história de Joseph Hubetus Pilates, que foi uma criança frágil e com a saúde debilitada por várias enfermidades. Em sua busca pessoal pela saúde, acreditou que a força da vida e do equilíbrio estava dentro dele. E, de maneira intuitiva, persistente e autodidata, estudou anatomia, observou os animais, a natureza, buscou as respostas exatamente onde elas estavam disponíveis e em suas fontes mais confiáveis.

Dedicou sua vida à melhora de sua condição física, estudando fisiologia, anatomia, medicina chinesa, praticando yoga, artes marciais até boxe, mergulho e artes circenses, reunindo assim, o melhor das práticas ocidentais e orientais numa única proposta.

Exemplo vivo dos resultados impressionantes que o seu método pode proporcionar aos que se dispõe a praticá-lo, Pilates não só criou um sistema completo de exercícios, como também desenvolveu vários equipamentos para auxiliar e desafiar nossos limites.
Não acreditava em movimentos antinaturais, que desrespeitavam os limites articulares, criavam sobrecargas exageradas e provocavam lesão. Partindo de sua própria experiência pessoal, criou um método de treinamento que transforma o corpo e a relação consigo mesmo. Tornar-se consciente e presente em cada gesto, buscando a perfeição e a qualidade e não a quantidade, sem nunca chegar à exaustão.

Por isso, ele pode atender tão bem tanto a reabilitação de lesões – como fez primeiramente com os enfermos, feridos e mutilados durante o período que ficou recluso no campo de concentração durante a I Guerra na Inglaterra; quanto ao treinamento de famosos artistas, atletas e bailarinos em Nova York, quando emigrou para os EUA.

Como ele mesmo afirmava e pôde ser comprovado na atualidade pelo sucesso do método Pilates em todo o mundo. Ele estava pelo menos 50 anos à frente de seu tempo. Embora reconhecida sua eficiência, sofreu a resistência da comunidade médica da época, pois seu método questionava tudo que se julgava sabido sobre treinamento físico até então.
Enfim, ele viabilizou em forma de exercícios o que todos nós sabemos e buscamos, mas depois de tanto tempo, ainda não atingimos: para ter um corpo realmente saudável não é possível dissociá-lo de um estilo de vida e de pensamentos saudáveis. Não é possível privilegiar nem o corpo, nem a mente: ambos devem estar em perfeito equilíbrio.

Praticou seu método até o final da vida, diariamente, mantendo a saúde e um corpo admirável até os 87 anos, quando faleceu. Ele nos deixou mais um caminho, dentre os inúmeros que temos disponíveis. Ele conquistou a própria saúde e ajudou inúmeras pessoas a atingir esse equilíbrio e continua ajudando outras tantas, através de seus seguidores.

Muito além do modismo em que o Pilates (assim chamada a técnica, após a morte de seu criador) se transformou – sendo muitas vezes símbolo de status depois de divulgado por artistas internacionalmente – é preciso salientar que Joseph Pilates nunca pretendeu elitizar seu método, pelo contrário, seu maior sonho era que fosse praticado precocemente nas escolas, por todas as crianças, para que desde cedo adquirissem o conhecimento do próprio corpo para crescerem fortes, flexíveis,  livres de dores e desequilíbrios desnecessários.

Crianças mais felizes, equilibradas e prontas para explorar todo seu potencial, tornando-se adultos mais preparados, saudáveis e felizes.

Eu, como milhares de praticantes apaixonados, que experimentaram e comprovaram a eficiência do método Pilates em todo o mundo, não posso deixar de comunicar aos também amantes da corrida que esse casamento é mais do que saudável e tem tudo pra dar certo. É experimentar para crer.

*Suely Tambalo é professora do CGPA Pilates, centro pioneiro de atendimento pelo Método Pilates e formador de profissionais. Visite o site: www.cgpapilates.com.br

**Texto enviado ao blog por Vera Moreira Comunicação e publicado no blog com autorização da autora, desde que devidamente citada a fonte e respeitando-se a integridade do material.

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Abaixo as crianças de apartamento e supermercado

*Texto da jornalista Giovanna Castro

Conversando com uma amiga esses dias, me lembrei de alguns momentos de infância e voltei a comentar sobre o jeito de viver dessa criançada de hoje em dia. Nessa nossa contemporaneidade pós-moderna, para ser mesmo redundante, criança usa cada vez menos a imaginação. Tudo em torno da criança é comprado nas lojas e muitas delas nem sequer viram um morango, apesar de tomar todos os dias o iogurte com esse sabor. São crianças de apartamento e supermercado.

Uma gurizada altamente super protegida que não pode sequer andar alguns metros do carro até a porta da escola porque os pais insistem em praticamente deixá-las dentro da sala de aula, de carro. E haja fila dupla. Entendo perfeitamente os argumentos sobre a violência que assola Salvador, mas convenhamos, é um exagero de classe média que atrapalha muitas vias nos horários de entrada e saída dos estabelecimentos. Vamos ser cuidadosos, mas neurose faz mal até mesmo para a própria criança que cresce poupada da realidade em seu entorno. Que acha que qualquer guri que não pareça com ela é pivete e vai ameaçá-la de morte tentando levar seu tênis ou celular da moda.

Papéis coloridos, varinhas de bambu, cola e linha. Matéria prima para belas arraias que voam no céu e fascinam qualquer criança

Para muito além dos benefícios que alguns alardeiam sobre os jogos eletrônicos, essa criança dos dias de hoje anda muito automatizada. Guardadas as sempre honrosas exceções, não sabe fazer trabalhos manuais, não mexe mais com papel de seda, papel cartão, cola, linha, pedaços de sucata e madeira. Eu me lembro muito bem que em épocas festivas como São João e Copas do Mundo, meu pai me chamava para ajudar a fazer bandeirolas do tipo pé de banco ou mesmo correntes feitas com tiras de papel de seda colorido.

Mesmo que uma atividade inicialmente divertida, terminasse virando cansativa, afinal, poucas crianças pequenas conseguem se concentrar por muito tempo numa mesma tarefa, aquilo era marcante para mim, pois eu tinha criado alguma coisa. A sensação de ver o papel colorido em folhas enormes, ser recortado, transformado em figuras geométricas e depois estendido com capricho no alto perto do teto de casa, era indescritível.

Eu até hoje sei fazer arraia, como a gente chama aqui em Salvador, ou pipa, em outros lugares, sei fazer balões, sei fazer chapéu de soldado com folhas de jornal, aviõezinhos de papel e lembro que isso me distraía por bastante tempo. Volta e meia me pego fazendo dobraduras relaxantes. Mas o que é que acontece hoje, em tempos de São João? Pais e mães vão às lojas, compram tudo pronto e só têm o trabalho – isso se não mandarem a assistente do lar ou a diarista fazer – de pendurar o material.

Balões coloridos ornamentam uma das festas mais apreciadas no Nordeste brasileiro, o São João

Em tempo de Copa é a mesma coisa. Poucos são os que estimulam a garotada a fazer pinturas de camisa com as cores da bandeira nacional, inventar sua própria decoração e brincar de imaginar mesmo. Será que é porque dá trabalho? Despende-se muita energia nesse serviço? Porque com certeza sai mais caro e bem menos divertido fazer as coisas com as próprias mãos. Se um dia eu tiver um filho ou uma filha, ele ou ela com certeza vai aprender a fazer trabalhos manuais porque isso trabalha a imaginação, trabalha a paciência, ensina regras e ainda melhora a coordenação motora. Praticidade demais, às vezes, só atrapalha.

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