Literatura: novos lançamentos infanto-juvenis

Para os amantes da leitura e para quem está aprendendo a gostar dos livros, Conversa de Menina faz um apanhado dos últimos lançamentos infanto-juvenis. Confiram os resumos  das obras e boa leitura!

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O emaranhado da maçaroca

maçarocaO emaranhado da maçaroca conta a história de dois meninos que se conhecem por acaso e se tornam amigos. Mais do que uma amizade, nasce também desse encontro uma relação de troca e respeito. Desembaraçando suas maçarocas, Pedro e Paulo descobrem juntos um pouco mais do mundo ao redor e de seus próprios mundos.

Autor: Hermes Bernardi Jr.

Ilustrações: Renan Santos

Editora: Larousse do Brasil

Pág: 32

Preço: R$ 21,50

Novo volume da série Vampiratas

Vampiratas 3 - Capit__o de sangueCapitão de sangue é o terceiro livro da série Vampiratas e retoma as aventuras dos gêmeos Connor e Grace Tormenta. Para Connor, é um momento decisivo a bordo do navio Diablo. Ele precisa se preparar para o seu primeiro saque e lidar com um inimigo que precisa também proteger — Luar Wrathe, sobrinho de Molucco. Enquanto isso, Grace viaja com Lorcan para o Santuário, um lugar para onde vão os vampiros que desejam controlar sua sede de sangue, ficando sob os cuidados do guru Mosh Zu Kamal. Ccombatendo perigos por todos os lados, os irmãos percebem que seu destino está intrinsecamente ligado aos Vampiratas.

Autor: Justin Somper

Tradução: Alves Calado

Editora: Galera Record

496 páginas

Preço: R$ 46,00

Livro dos Irmãos

irmãirmaoIrmã pode dividir brinquedos, roupas, broncas ou histórias.  Pode ser mais velha, mais nova ou até do meio. Ela ajuda no dever de casa, pega sapato emprestado, divide uma paixão ou tem uma mesma religião. Irmã de sangue ou de consideração? Não importa, é tudo família. Irmão mais velho pode ser protetor, companheiro, brigão ou ciumento, da mesma forma que irmão mais novo pode ser tudo isso e ainda ser o xodó da família. Tem irmão que é meio-irmão, por só ter o mesmo pai ou a mesma mãe, mas com harmonia, acaba sendo irmão por inteiro. Irmã e Irmão fazem parte da Coleção Família, que traz ainda os volumes: Avó, Mãe, Pai, Filho, Filha, Primo e Sogra.

Autor: Guto Lins

Editora: Globo

40 páginas de miolo

Preço: R$ 22

Para despertar a curiosidade científica

A coleção Mão na Ciência, da Edições SM, tem como objetivo despertar a curiosidade pela ciência e estimular o prazer da descoberta através de experimentos lúdicos e dinâmicos. Escrita pela associação francesa Les Petits Débrouillards, a coleção traz atividades com diferentes níveis de dificuldade, que permitem ao leitor desvendar as relações entre causa e efeito dos fenômenos naturais, e é indicada para leitores iniciantes (a partir de 6 anos) e para leitores em processo (a partir de 8 anos).

coracao da terraEm O coração da Terra, o leitor vai descobrir por que as erupções vulcânicas acontecem, o que há nas profundezas da Terra ou como se descreve uma rocha líquida, além de aprender como funciona a grande máquina em que vivemos. Vai poder experimentar como se formam as estrelas e os planetas, e até fabricar o seu próprio vulcão…

Nolfato e paladaro livro O olfato e o paladar, o leitor vai conhecer um pouco mais sobre esses sentidos, que recebem informações sobre a natureza química do que está à nossa volta e as enviam para o cérebro. E vai também descobrir para que serve a saliva, se o nariz tem mesmo memória e por que não conseguimos sentir o sabor da comida quando estamos gripados.

visaoEm Os mistérios da visão, o leitor vai entender um pouco mais sobre o seu funcionamento, descobrir por que vemos melhor com os dois olhos do que com apenas um e aprender um truque para enxergar na escuridão.

aguaJá em Os segredos da água, vai descobrir por que a água é tão importante para a vida e até inventar um modo de criar um arco-íris num copo. Se olharmos ao redor, vamos perceber que a água faz parte do nosso cotidiano de uma forma que nem sequer nos damos conta. Ela está no ar, na comida, no encanamento das casas, nos rios, no mar… e até nos seres humanos que, em cada 70 quilos, possuem em média 45 litros de água.

Autores: diversos

Editora: Edições SM

80 a 90 páginas

Preço por volume: R$ 21

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Dica de leitura para pais de adolescentes:

jovemWilliam Damon, um dos mais importantes estudiosos do desenvolvimento humano nos Estados Unidos, apresenta pesquisa inédita sobre a juventude. Destacando os fatores-chave que fizeram diferença na vida de grupos bem-sucedidos, o autor ajuda pais e professores a orientar e encorajar os jovens. Utilizando os resultados de uma ampla pesquisa de campo sobre projetos vitais na juventude, o autor investiga um assunto de extrema importância nos dias de hoje: por que tantos jovens não conseguem vencer na vida? Eles moram com os pais por mais tempo que o necessário, penam para passar da adolescência para a vida adulta e não conseguem encontrar um objetivo de vida que os entusiasme. No livro O que o jovem quer da vida? o autor reúne suas primeiras reflexões sobre o tema. A pesquisa de Damon mostra que 1/5 dos jovens que hoje têm sucesso estão engajados em atividades que lhes dão prazer e sabem o que querem. No entanto, 1/4 dos adolescentes encontra-se vagando sem direção e corre o sério risco de nunca aproveitar seu potencial. Outra parte dos jovens está na corda-bamba e precisa de orientações que os ajudem a avançar, enquanto outra parcela é composta por sonhadores que não sabem como concretizar seus planos. Baseado em entrevistas, o autor desvenda a mente dos jovens desmotivados e expõe sua confusão e ansiedade a respeito do que deveriam fazer da vida. Em seguida, mostra o que pensam os adolescentes bem encaminhados e aponta nove fatores-chave que fizeram diferença na vida deles. Além disso, discute o papel que família, escola, mentores e instituições sociais podem ter na construção e no apoio aos projetos dos jovens.

Autor: William Damon

Editora: Summus Editorial

Páginas: 200

Preço: R$ 48,90

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Duas boas dicas de exposições em Salvador

Para quem quer aproveitar as férias de julho, Conversa de Menina indica duas boas exposições que aportam em Salvador este mês. Uma delas é a mostra fotográfica Um Caminho, Seis Olhares – Caminho de Santiago na Galícia, que como o nome já diz, traz imagens feitas por peregrinos, seja em busca de iluminação espiritual ou para fazer turismo, no Caminho de Santiago, região da Galícia – Espanha. A outra mostra se chama Código Negro e exibe treze paineis que contam a história da escravidão a partir de um conjunto de documentos raros chamado Code Noir, onde o cotidiano das escravos nas colônias francesas era minunciosamente registrado. Confiram abaixo os detalhes sobre as exposições e boa diversão!

Caminho de Santiago em fotos de peregrinos

Santiago-250Mais de 300 fotografias que retratam os peregrinos e paisagens ao longo do Caminho de Santiago de Compostela, na Galícia (Espanha), compõem a mostra internacional “Um Caminho, Seis Olhares – Caminho de Santiago na Galícia”. A mostra será aberta à visitação pública a partir desta segunda-feira, dia 6, e poderá ser conferida de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, até o fim do mês, na Câmara Municipal de Salvador – praça Tomé de Souza, Centro. A entrada é franca.

A rota de peregrinos foi retratada sob o olhar de seis fotógrafos galegos: Delmi Álvarez, Fernando Bellas, Tino Martínez, Javier Teniente, Xulio Villarino e Tino Viz.  Salvador é a terceira cidade brasileira, depois de Rio de Janeiro e São Paulo, a sediar a exposição, que também já percorreu cidades como Bergen (Noruega), Copenhagen (Dinamarca), Estocolmo (Suecia), Varsovia (Polônia), Praga (Rep. Checa), Helsinki (Finlandia) e Viena (Áustria).

Serviço:

Um Caminho, Seis Olhares – Caminho de Santiago na Galícia

Quando: de 06 a 31 de julho, de segunda à sexta,  das 8h às 18h

Onde: Câmara Municipal de Salvador, Praça Tomé de Souza – Centro

Quanto: Entrada Franca

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Códigos decifrados da escravidão

code_noir_Sepia_PtitreA exposição Código Negro exibe 13 painéis com uma grande parte da história que não está nos livros escolares, se baseando no “Code Noir”, um conjunto de artigos que regulava a vida dos escravos das colônias francesas. O Código Negro era aplicado em colônias como Antilhas, Guiana e Guadalupe, apoiando a prática massiva da escravidão e legalizando punições corporais. Em particular, merecem destaque sessenta artigos criados em 1685 por Luis XIV, que representavam os estatutos civil e penal.

A exposição foi elaborada pelas Edições Sépia a partir de documentos originais, sendo preservados os textos originais, com algumas anotações pontuais indispensáveis à compreensão das passagens selecionadas. Para melhorar o conforto de leitura, algumas palavras ganharam sua ortografia atual.

Serviço:

Exposição Código Negro

Quando: 16 de julho a 03 de agosto,de segunda à sábado, das 8h30 às 21h; domingos e feriados, das 14h às 21h

Onde: Galeria da Aliança Francesa – Ladeira da Barra

Quanto: Entrada Franca

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Recomeços: um livro sobre vida e superação

Capa do livro Recomeços, de Lina de AlbuquerqueTodos um dia passarão por momentos difíceis, terão de superar perdas ou conviver com realidades doloridas. Acontece que a imagem que temos dos outros é aquela que nos é passada, da qual tomamos conhecimento. Muitas dessas dores e perdas nem chegam ao nosso saber, assim como muitas das nossas dores e perdas não são derramadas no mundo. A superação acaba sendo um processo contínuo, diário, e, na maioria das vezes, interior. Tomamos algumas pauladas da vida e somos obrigados a aprender a conviver com os hematomas, a adaptar a nova circunstância que se impõe.

Daí que um dia nos chegam aos ouvidos os dramas vividos por alguém, aquele alguém que nem imaginávamos ter passado por tanta coisa. Ter contato com estas histórias e com a forma com que estas pessoas deram a volta por cima faz nascer na gente uma força extra. Faz-nos perceber que a felicidade é possível, que o recomeço é possível, que os problemas virão, mas precisamos ter forças para enfrentá-los e vencer. O livro “Recomeços”, da jornalista Lina de Albuquerque, nos faz parar para repensar sobre tudo isso.

A publicação reúne 26 depoimentos de pessoas famosas e anônimos sobre como deram a volta por cima. Cada um deles passou por problemas particulares, por situações difíceis que os obrigaram a aprender uma nova forma de viver. A própria autora do livro se viu diante de uma dessas fatalidades da vida, um acidente de carro que tirou a vida, simultaneamente, dos seus pais e do único irmão. Só de pensar, já dá um aperto no peito. A gente se pergunta, como é possível seguir em frente depois de tamanha tragédia? Mas, sim, é possível.

Ao ler o livro, nos damos conta de que não temos a dimensão do que as pessoas passam na vida. Algumas têm problemas mais graves, outras não tão trágicos. Fato é que não estamos livres das dificuldades, e, basta-nos viver para nos colocarmos à mercê das casualidades da vida. Não, o livro não é uma publicação de auto-ajuda, que tenta ensinar como ser feliz, como vencer, como conquistar seus objetivos. É apenas um livro sobre como algumas pessoas conseguiram superar os obstáculos.

As histórias, apesar de trágicas, são lindas. Alguns podem se perguntar neste instante de que maneira é possível encontrar beleza na tragédia. Mas eu diria que a beleza está justamente em se reencontrar depois de chegar a crer que a vida não fazia mais sentido. Claro que há beleza nisso. Eu acredito, inclusive, que o segredo da felicidade perpassa um pouco por isso, aprender a lidar com as adversidades. No fundo, no fundo, somos todos astros da nossa própria história, os grandes responsáveis pela forma como ela será contada.

As histórias são emocionantes. Os relatos, cheios de sentimentos. Passamos junto por todos aqueles problemas, revivemos as histórias. A cada linha, me perguntava como eles conseguiram. Em algumas passagens, lágrimas escorreram dos meus olhos. Cheguei à conclusão que quanto mais humanos nos tornamos, mais nos dói a dor alheia. Se eu recomendo a leitura do livro? Sim, recomendo. Não para saciar a curiosidade sobre a vida alheia, mas para sensibilizar. Para que as pessoas consigam enxergar que, mesmo quando o mundo parece desabar em nossas costas, ainda assim há esperanças.

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Pedaços de vida
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Não tenho mais a pretensão de entender o que está por trás do mistério da maior perda que sofri. E desconfio um pouco de quem tenta me fornecer uma explicação” – Gerado Silva Júnior: pai de Janus Lucas Leite, uma das 199 vítimas do voo 3054 da TAM.

“De outro jeito, como explicar – se é que existe explicação – todos os acidentes que sofri com a parte do corpo de que um pianista mais necessita para exercer a sua arte?” – João Carlos Martins: pianista, regente, considerado um dos maiores intérpretes de Bach do mundo.

Já que não iria voltar a andar, raciocinei assim que deixei de sentir os membros inferiores, como daria para continuar trabalhando e não ser um peso para minha família?” – Georgette Vidor: técnica de ginástica artística que ficou paraplégica, após acidente de ônibus em viagem com a equipe do Flamengo. 

“Antes fazia sinal para o ônibus e nada acontecia; ele continuava em frente. Meu marido me chamava de ogro; hoje é ex-marido… Eis diferenças que 75 quilos a menos fazem na vida de uma muher” –  Joice Alves: vendedora de uma joalheria de São Paulo.

“No dia seguinte da operação, até a maçã tinha um sabor melhor. Na véspera de o meu novo rim completar o segundo aniversário, desejo a ele muitos anos de vida. Muitas felicidades eu já tenho” – Aleksandra Pinheiro, jornalista e fotógrafa, perdeu um rim ainda bebê e precisou de um transplante mais tarde.

“Quem sabe se eu batesse na porta do jornal A Noite, um dos vespertinos cariocas mais poderosos da época, alguém não me ajudaria a realizar um sonho? Eu tinha 10 anos e tudo o que eu queria na vida era estudar” – Josepha Britto, representante dos idosos e aposentados no Congresso.

E mais: Adriana Bombom, Barbara Paz, Chico César, Dorina Nowill, Elza Soares, Evando dos Santos, Giuliana Marsiglia, José Hamilton Ribeiro, Lama Michel, Lily Marinho, Lucinha Araújo, Luislinda Dias de Valois, Santos, Luiz Mott, Mãe Carmem, Maria Rita Pontes, Paulo Borges, Reinado Polito, Rita Cadillac, Soninha Francine, Zé Pedro.

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SERVIÇO
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Recomeços
Lina de Albuquerque
Editora Saraiva
160 p. | R$ 29
www.editorasaraiva.com.br

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Exposição para Santo Antonio

Altar de Santo Antonio / Crédito: Genilson Coutinho
Altar de Santo Antonio / Crédito: Genilson Coutinho

O Conversa de Menina inicia neste sábado uma série de posts sobre as Festas Juninas. Vamos contar um pouquinho da história dos santos de junho. Por que será que Santo Antonio é casamenteiro se não era casado? E porque São Pedro é padroeiro das viúvas? São João tinha mesmo cabelinhos cacheados de anjo? Vamos desvendar juntas esses mistérios? E quem pensa que São João, São Pedro e Santo Antonio não tem nenhuma ligação com meninas, engana-se. Os três são considerados os santos mais populares do vasto panteão do cristianismo, principalmente entre as mulheres, e atire a primeira pedra a moça que nunca fez simpatia para arrumar marido em noite de lua antonina; quem nunca pensou em agarrar um amor saltando as fogueiras do compadre João e quem nunca associou São Pedro aos doces feitos nos tachos de cobre de vovó. Para começar a série, divulgamos uma exposição muito legal sobre Santo Antonio, o primeiro dos padroeiros de junho e das casadoiras:

TREZENA EM EXPOSIÇÃO

Altar de Santo Antonio / Crédito: Genilson Coutinho
Altar de Santo Antonio / Crédito: Genilson Coutinho

Para quem não entende nada de religião, nem de ouvir dizer, trezena é o nome de um conjunto de orações que duram 13 dias, feitos em honra de Santo Antonio. Começa dia 01 de junho e termina dia 13, data dedicada ao padroeiro. Pois o hábito de se rezar a trezena, trazido pelos colonizadores portugueses e adaptado ao jeito colorido dos brasileiros, serviu de inspiração para o fotógrafo Genilson Coutinho. A partir deste domingo, dia 07, as imagens captadas pelas lentes de Genilson podem ser vistas na exposição  Santo Antônio Além do Carmo. Tradição e Fé nas casas e janelas.

As imagens mostram a ornamentação das casas no bairro de Santo Antonio Além do Carmo, centro histórico de Salvador, que todos os anos se enche de devotos para orações que são um verdadeiro deleite em matéria de cultura popular.

A mostra acontece na Livraria Saraiva do Salvador Shopping e vai até o dia 21 de junho. Traz registros de longas caminhadas pelas ruas do Centro Histórico – Pelourinho e Santo Antônio Além do Carmo – no mês de junho do ano passado. O objetivo era descobrir e resgatar a tradição mantida por diversas famílias do bairro há mais de 50 anos.

Além das residências, foi descoberto também que as rezas aconteciam em algumas instituições públicas, como FUNDAC, Pelourinho Cultural, Instituto Mauá e pelo afoxé Filhos de Gandhy.  Isso mesmo, um afoxé reza o Santo Antonio em ritmo de ijexá, não é lindo isso? Estes lugares, assim como as casas das famílias, abrem suas portas para receber visitantes e moradores do centro histórico para rezar a trezena e agradecer os milagres alcançados ao longo do ano.

Conversa de Menina recomenda!

Serviço:

O quê: Santo Antônio Além do Carmo. Tradição e Fé nas casas e janelas

Quando: abertura 7 de junho, às 19 horas, e visitação de 8 a 21 de junho

Onde: Espaço Castro Alves da Livraria Saraiva – Salvador Shopping

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Saiba mais:

>>Acesse o blog do fotógrafo Genilson Coutinho para ver outras fotos

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Vá ao museu!

Indiana Jones, vivido pelo ator Harrison Ford. Ícone que arqueólogo aventureiro e caça tesouros
Indiana Jones, vivido pelo ator Harrison Ford. Ícone que mistura o arqueólogo aventureiro e o caça tesouros das brincadeiras da infância

Tenho uma paixão declarada por casarões antigos e objetos do passado. Alma nostálgica, definiriam alguns. Não nego, sou mesmo saudosista. Mas o que me move é uma curiosidade imensa sobre a origem das coisas. Museus para mim são o que há de mais interessante. Impossibilitada de viver as aventuras de Indiana Jones, ou mesmo de escavar tumbas no Egito (quando era criança queria ser arqueóloga), resta a visita a esses pequenos templos que guardam pedaços da memória da cidade, do país, da trajetória da humanidade. E quando o museu em questão está instalado em um imponente casarão do século XVII, mas reúne obras de diversas gerações de artistas, o passeio se torna ainda mais fascinante.  O Solar do Unhão é um dos casarões coloniais mais belos de Salvador. Construído no sopé de uma montanha, debruçado sobre o mar da baía de Todos os Santos. É neste cenário de filme que funciona o MAM-BA (Museu de Arte Moderna da Bahia) e é lá também que na semana de 17 a 23 de maio, uma programação cultural de tirar o fôlego comemora a Semana Nacional dos  Museus. Se você é de Salvador e compartilha essa mesma paixão por entender o significado das coisas, vá ao MAM e a todos os outros museus da capital sempre que tiver oportunidade. Se não é baiano, frequente os museus da sua cidade. Você vai gostar muito do que vai ver.

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Horário extra

O MAM-Ba vai funcionar de 17 a 22 de maio até às 20h e no dia 23, até às 21h. O horário foi esticado para que dê tempo de desfrutar a rica programação elaborada para a Semana dos Museus. Além disso, o MAM vai abrir nesta segunda-feira, 18, dia em que tradicionalmente está fechado.

Palestras, visitas programadas, o circuito de arte eletrônica Zona Mundi, apresentação de Djs, a exposição Caribé – 70 anos de Bahia, a mostra fotografica Lugar de Ausência e a mostra Nuancier – em alusão ao ano da França no Brasil, são algumas das atividades programadas. Confira os detalhes, agende-se e divirta-se:

Novas atrações na mostra Caribé

Iaôs, pintura de Caribé à mostra no MAM
Iaôs, mosaico de Caribé à mostra no MAM

Esculturas, pinturas, desenhos, gravuras, ilustrações e registros de Carybé estão presentes na  exposição em cartaz até o dia 31 de maio. A mostra comemora os 70 anos da chegada de Caribé à Bahia e integra a programação de 50 anos do MAM.  Carybé teve participação ativa, ao lado de Lina Bo Bardi e Mário Cravo, no projeto de implantação do museu, cujo acervo conta com importantes peças suas, a exemplo de pinturas, desenhos, gravuras, painel e serigrafia, além do gradil e portal de entrada do Parque das Esculturas, reunindo mais de 20 obras.

A mostra Carybé ocupa os dois andares do Casarão e a Galeria 1 do MAM.  Além das mais de 200 obras em exposição, os visitantes podem ainda participar da Rota Caribé, um passeio cultural por pontos de Salvador onde existem obras do artista. As saídas ocorrem de terça a domingo, de 19 a 31 de maio, das 14h30min às 17h. São percorridos locais como Praça Castro Alves, Av. Carlos Gomes (Ed. Bradesco), Campo Grande, Iguatemi e Assembléia Legislativa.

Durante a Semana dos Museus, dentro da programação da exposição Caribé – 70 anos de Bahia, ocorrerá ainda o seminário “Encontro com Carybé”, em que amigos e colaboradores do artista reúnem-se para dar depoimentos ao público, abordando questões de interesse específico de estudantes de artes, história, artistas, museólogos, e demais interessados pela Bahia e sua cultura. Participam do seminário: Nancy Bernabó, Solange Bernabó, Ramiro Bernabó, Mario Cravo, Gilberto Sá e José Barrero, entre outros. Há ainda uma programação extensa de filmes dentro do Circuito de Cinema Carybé. Veja aqui no Cineinblog a programação.

Mostra Lugar de Ausência

Imagem da exposição Lugar de Ausência
Imagem da exposição Lugar de Ausência

Exposição individual da fotógrafa baiana Valéria Simões,  até 31 de maio, na Galeria Subsolo e na Galeria 3. Traz o conjunto de 30 fotografias e um audiovisual sobre questões recorrentes da vida contemporânea. As imagens foram colhidas ao longo dos dois últimos anos, em diversas cidades do interior da Bahia e no Centro Histórico de Salvador.

Nuancier

Organizada pelo artista plástico e designer francês Pierre David, a mostra poderá ser visitada até 31 de maio.  O projeto faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil – 2009, organizado pelo Comissariado Geral Brasileiro, Ministério da Cultura e Ministério das Relações Exteriores. Montada na Capela do MAM, Nuancier é a terceira parte de uma trilogia que trata da mesma questão: o que determina a escolha de um modelo? Nesta exposição, o critério de escolha dos modelos baseou-se na cor da pele. No projeto, as peles de quarenta modelos foram fotografadas e reunidas em um clássico catálogo de cores. Um fabricante de tintas determinou industrialmente as fórmulas químicas de cada cor de pele. A exposição também é composta da série Ícones, que traz gravuras de crânios trepanados (trepanação é o processo de realizar furos no crânio com objetivo medicinal); e gravuras de catástrofes de amplitude global, a exemplo do 11 de setembro, da bomba de Hiroshima, do assassinato do presidente Kennedy, dentre outros. A idéia é abordar o tema da morte, reinterpretando imagens do sagrado. Dentro da montagem, o artista desenvolveu também trabalhos usando símbolos religiosos.

Mesa Redonda: A Memória e o Espaço Museal

No dia 19 de maio, a partir da 14h, o Núcleo de Arte e Educação do MAM realiza a mesa redonda: A Memória e o Espaço Museal, com o professor de arquitetura da UFBA, Nivaldo Vieira de Andrade Junior e com a professora de História da UNEB, Suzana Maria de Sousa Santos Severs. Os especialistas vão abordar, como tema central, o museu e sua relação com a memória, seja pelo aspecto arquitetural, seja pela sua própria história de ocupação. A entrada é gratuita.

Parque das Esculturas

O local se constitui como um espaço expositivo a céu aberto, o que propõe uma concepção de apreciação alternativa da obra de arte, sem isolamento, nem formalidades. O Parque conta com obras de grandes artistas plásticos brasileiros como Mario Cravo Júnior, Mestre Didi, Waltércio Caldas, Tunga, Carybé, Sante Scaldaferri, dentre outros, reunindo um total de 23 obras. Na Semana dos Museus, escolas, organizações não governamentais, faculdades e outros grupos interessados podem visitar o espaço através de agendamento prévio. A atividade será realizada na quinta-feira (21),  das 10h às 11h da manhã. O agendamento pode ser feito através do telefone (71) 3117 6141.

Zona Mundi

Nos dias 21 e 22 de maio, o MAM abriga a terceira edição do projeto de arte eletrônica Zona Mundi – Circuito Eletrônico de Som e Imagem. A programação conta com um workshop com o DJ Lúcio K (RJ) que acontece no dia 21, das 9h às 12h e das 13h às 18h. O carioca também participa, ao lado do coletivo RadioMundi (BA), de uma performance musical promovida pelo projeto no dia 22, a partir das 20h, no estacionamento inferior do MAM. As inscrições para os workshops podem ser feitas através do envio de propostas – nome completo, RG, um breve release e currículo – para o email [email protected].

Café do MAM: Dj Munch

Integrando a programação especial do MAM para a Semana dos Museus, o Café do MAM recebe o DJ Munch na sexta-feira (22). A apresentação é aberta ao público e ocorrerá das 17h às 22h. Na ocasião, ele convida os Djs Riffis e Mangaio, que comandam sets permeados de afrobeat, dub e brazilian beats.

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Solar do Unhão, foto de Jeanne Darc, 2000, França
Solar do Unhão / Foto: Jeanne Darc, 2000, França

Solar da história – A saga do Solar do Unhão, sede do MAM-Ba, começa com o cronista português Gabriel Soares de Souza. Ele viveu na Bahia entre o final do século XVI e parte do XVII e é autor do livro Tratado Descritivo do Brasil, um dos mais importantes registros da história colonial do país. Gabriel comprou o solar do desembargador Pedro de Unhão Castelo Branco e tentou implantar um engenho de açúcar no local. Após sua morte, a propriedade foi legada aos monges beneditinos. Na capela do solar, nasceu a devoção a Santa Luzia, depois transferida para a igreja do Pilar. Diz a lenda, que a capela foi dessacralizada porque um padre teria sido assassinado no local. No entanto, a história verdadeira é bem menos romântica. No século XIX, o Solar do Unhão foi comprado por um suiço chamado François Meron, que transformou a propriedade em uma fábrica de rapé. Como Meron era protestante, usou a capela do antigo engenho como um dos depósitos de pólvora da fábrica. Os paramentos da igreja e as imagens sacras foram doados pelo suiço para a igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia. O solar também serviu de quartel para os Fuzileiros Navais durante a II Guerra Mundial.

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Leia também:

>>Três anos do Museu da Língua Portuguesa – São Paulo

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Santo Amaro em evidência

Santo Amaro da Purificação é uma das cidades mais místicas do recôncavo baiano.  E não digo isso porque é terra de Caetano Veloso e Maria Bethânia. Aliás, os dois grandes artistas são o que são porque nasceram e se criaram num caldo cultural que mistura a religiosidade afro-brasileira, tradições católicas, cultura popular e história de resistência. Pois a cidade, localizada a 72 quômetros de Salvador,  estará em evidência nos próximos dias. Aqui na capital, de hoje até domingo, o Conjunto Cultural da Caixa (Rua Carlos Gomes – Centro) apresenta o espetáculo teatral Besouro Cordão de Ouro, sobre a vida de um dos capoeiristas mais famosos de Santo Amaro, um homem tão peculiar que se não houvesse testemunhas jurando que ele existiu, passaria facilmente por lenda e das boas, daquelas de ouvir ao pé da fogueira. Além disso, de 13 a 17 de maio, a cidade do recôncavo celebra os 120 anos do Bembé do Mercado, festa criada em 1889 para comemorar a abolição da escravatura. Abaixo, informações sobre o espetáculo e a história do Bembé:

Besouro Cordão de Ouro

Cena do espetáculo Besouro Cordão de Ouro
Cena do espetáculo Besouro Cordão de Ouro

Manoel Henrique Pereira, apelidado Besouro Cordão de Ouro, nasceu em Santo Amaro no final do século XIX. Ficou famoso graças ao talento nas rodas de capoeira tanto na cidade natal quanto no Cais Dourado, em Salvador, onde desembarcava dos saveiros que cruzavam a baía de Todos os Santos, em busca de um bom desafio. Sua fama de valente o transformou em lenda viva. Sendo que o romance Mar Morto, de Jorge Amado, ajudou a consolidar a fama do lutador. Além de capoeirista, Besouro também era poeta, boêmio, tocador de violão dos mais afamados e compositor de chulas e sambas-de-roda.

O espetáculo Besouro Cordão de Ouro, que aporta em Salvador neste fim de semana, é produzido por um grupo carioca, sob direção de João das Neves. O texto, as músicas e letras das canções entoadas na peça  são de autoria de Paulo César Pinheiro. A história de Besouro, também chamado Mangangá nas rodas de capoeira, é contada a partir dos atores que interpretam outros mestres famosos do ínicio do século XX como Bimba, Pastinha, Budião, Dora das Sete Portas e a mítica Rosa Palmeirão, também personagem de Mar Morto e que, diz a lenda, foi criada por Jorge Amado a partir de Maria Doze Homens, uma capoeirista valente do Cais Dourado, que derrubava qualquer um que se interpunha em seu caminho, fosse macho ou fêmea. Maria Doze Homens, por sua vez, é confundida na memória da cultura popular baiana com Maria Felipa de Oliveira, uma mulher que, na Guerra da Independência da Bahia, em 1823, teria liderado outras mulheres na guerrilha contra os portugueses.  Prometo contar a história dela aqui no blog, em outra ocasião.

SERVIÇO:

Espetáculo: Besouro Cordão-de-Ouro

Onde: Espaço Caixa Cultural

Rua Carlos Gomes, 57 – Centro – Tel: 3421-4200

Quando: 8 a 10 de maio, às 20h

Ingresso: Um quilo de alimento não-perecível, trocados pelo ingresso a partir das 14h do dia do espetáculo

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Bembé do Mercado

Caetano deve participar de mesa redonda durante o Bembé
Caetano deve participar de mesa redonda durante o Bembé

A origem do Bembé do Mercado remonta ao dia 13 de maio de 1889, no aniversário de um ano da abolição. Na ocasião, os terreiros de Candomblé de Santo Amaro e região se reuniram para fazer uma festa de três dias e três noites, tocando para os orixás e em memória aos antepassados que pereceram na luta pela liberdade. Durante anos, o Bembé foi erroneamente associado a uma homenagem à princesa Isabel, mas a festa de fato, marcava a resistência dos adeptos do Candomblé às perseguições a sua religião e também era uma forma de mostrar que existia um contingente negro que havia saído das senzalas, mas ainda não havia alcançado lugar de direito na sociedade. Mesmo com as perseguições o Bembé continuou acontecendo. Em alguns anos, limitava-se aos terreiros, em outros, acontecia na praça do mercado municipal da cidade. A partir do final dos anos 90, houve empenho de lideranças negras e religiosos do Candomblé, além de apoio de universidades e políticos, para que o Bembé fosse revitalizado. A palavra Bembé é uma corruptela de Candomblé.

Este ano, cerca de 30 terreiros irão se unir para realizar a festa dos 120 anos do Bembé, de 13 a 17 de maio, na praça do mercado. Além dos rituais religiosos, ocorrerão também apresentações de maculelê, capoeira, samba de roda e a encenação do Nego Fugido, folguedo que tem origem no distrito santoamarense de Acupe e representa a fuga de escravos das fazendas de açúcar da região e a implacável caçada empreendida pelos capitães do mato e feitores na tentativa de recapturá-los.

A festa de 2009 renderá homenagens ao escultor e museólogo Emanoel Araújo e a sambista santoamarense Edith do Prato, morta no início do ano. A programação prevê também uma mesa redonda, que deve ocorrer na quarta-feira, 13, na abertura do evento, sobre cultura popular, reunindo o Ministro da Cultura Juca Ferreira, o cantor Caetano Veloso e a folclorista Maria Mutti; além de um show de J. Velloso e Ulisses Castro.

SERVIÇO:

O quê: Bembé do Mercado

Local: Mercado de Santo Amaro da Purificação – BA

Data: 13 a 17 de maio

Horário: quarta-feira (04h alvorada, 18h abertura), quinta-feira e sexta-feira (18h), sábado (10h)

Como chegar: Saindo de Salvador, pegar a BR-324.  São 59 quilômetros até o entroncamento da BA-026, em direção a Santo Amaro, e mais 13 quilômetros até a sede do município.

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Exposição celebra chegada de Carybé à Bahia

Carybé em seu estúdio / Crédito: Acervo da família
Carybé em seu estúdio / Crédito: Acervo da família

A magia contida nas linhas de Jubiabá, um dos romances mais famosos de Jorge Amado, foi suficiente para trazer à Bahia o argentino, nascido em Buenos Aires, Hector Julio Paride Bernabó, lá pelos idos de 1938. Você não sabe quem é Hector Bernabó? E se eu chamá-lo pelo apelido que recebeu ainda na infância, quando era escoteiro, Carybé? Mesmo que não conheça a fundo a vida desse artista plástico, escultor, gravador, cenografista, jornalista, diretor de arte, multitalentoso baiano de coração – ele naturalizou-se brasileiro em 1957 e foi agraciado na mesma época com o título de cidadão da Bahia -, com certeza, já viu espalhadas pelas ruas de Salvador, obras que levam sua assinatura. Se for soteropolitano do dendê (carioca é que é da gema), conhece os gradis que cercam o Museu de Arte da Bahia (MAM-BA) ou o Campo Grande (praça 2 de Julho); ou já viu a escultura de uma mulher com o filho enganchado nos quadris, na entrada do shopping Iguatemi; ou ainda, os paineis no Teatro Castro Alves. Se for baiano e seguidor do Candomblé, mais especificamente frequêntador do terreiro do Ilê Axé Opô Afonjá, em São Gonçalo do Retiro, já viu obras do artista e referências a ele no lugar de honra reservado aos obás (ministros) de Xangô da casa. Mesmo que seja turista, ao desembarcar no Aeroporto Internacional da capital baiana, no seu roteiro até a saída, há um painel do artista.

Caribé mostra que é bom também no pandeiro / Crédito: Acervo da família
Caribé mostra que é bom também no pandeiro / Crédito: Acervo da família

Com tanto de Carybé impregnado na cidade, era de se esperar uma homenagem. E vai haver mesmo uma série delas. A partir do dia 24 de abril até 31 de maio, quem é da terra ou de outros cantos do mundo, está convidado para dar uma passadinha no MAM, ali na Ladeira da Av. Contorno, para conferir a exposição Carybé – 70 anos de Bahia. Organizada pelo Instituto Carybé, com patrocínio da iniciativa privada e apoio do governo estadual, a mostra reunirá 200 obras que retratam a pluralidade de temas e técnicas utilizadas pelo artista ao longo da sua trajetória.  Serão pinturas, esculturas, gravuras, paineis, murais, ilustrações de livros (Carybé era um dos principais ilustradores das obras do amigo Jorge Amado), objetos pessoais, os figurinos que criou para cinema, teatro e balé; a exibição de dois filmes (O Cangaceiro, em que assina a direção de arte) e o documentário O capeta Carybé, sobre sua vida. Para completar, seus cadernos de viagem, com esboços e diários de bordo retratando as andanças pela Europa, Oriente e Brasil serão exibidas pela primeira vez.

A garrafa verde - A hora do cão / Crédito: Sérgio Benutti (divulgação)
A garrafa verde - A hora do cão / Crédito: Sérgio Benutti (divulgação)

Também conteúdo inédito da exposição são as pinturas de países da América e o Gabinete de Humor Erótico, essa parte reservada apenas aos maiores de 18 anos, com desenhos e pinturas mais calientes do argentino-baiano. Ficou sem fôlego? Pois nem fique, porque os organizadores do megaevento ainda montaram um passeio cultural chamado Rota Carybé, que consiste em percorrer 19 pontos de Salvador onde existem interferências do artista na área urbana. Alguns desses pontos foram citados ali no começo do post, mas creiam que tem muito mais Carybé na atmosfera da soterópolis.

E as homenagens não se limitam à exposição. Carybé, morto em outubro de 1997, vai virar selo comemorativo dos Correios e Telegráfos. Reconhecendo o valor da obra do artista para a cultura baiana e nacional, o painel do aeroporto será totalmente restaurado através da iniciativa de uma empresa privada. A exemplo do que ocorre no Chile, com as casas onde Pablo Neruda viveu, o Instituto Carybé pretende ainda restaurar a sua antiga residência, no bairro da Boa Vista de Brotas, e transformá-la em um memorial e centro cultural aberto ao público.

Bahia, 1971 / Crédito: Sérgio Benutti (divulgação
Bahia, 1971 / Crédito: Sérgio Benutti (divulgação)

 Reserve espaço na agenda, porque vale a pena:

O quê: Exposição Carybé – 70 anos de Bahia

Onde:  Museu de Arte da Bahia – Ladeira da Av. Contorno, centro de Salvador

Quando: de terça a domingo, das 13h às 19h; sábados, das 13h às 21h

Período: de 24 de abril até 31 de maio

Entrada: gratuita

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Músicas que falam do universo feminino

Na Idade Média e durante o período renascentista, as canções falavam de belas damas, senhoras dos corações dos cavaleiros. Era uma visão romântica e idealizada da mulher. Lembrei das antigas canções medievais porque vi um vídeo na internet, sobre um grupo de músicos brasileiros que, em pleno século XXI, resgatam a tradição do cancioneiro medieval nas suas letras e na sonoridade. Me fez lembrar também da cantora irlandesa Loreenna Mckennit, de quem sou fã.

Esses músicos cantam o universo feminino, enquanto nós, as autoras deste blog, tentamos revelar um pouco desse complexo mundo. Prometo contar para vocês a história da origem dessas canções de outrora em um outro post. Por enquanto, fiquem com o link do vídeo.

A música e a poesia são dois portais para alcançar a alma feminina, tão delicada, tão forte e tão multipla.

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Cirque du Soleil em Salvador

Ato: German Wheel (Quidam)“Quidam: um passante anônimo, uma figura solitária
na esquina de uma rua, alguém que passa com pressa.
Isso poderia acontecer a qualquer um.
Alguém que vem, alguém que vai, que vive na sociedade anônima.
Alguém na multidão, um dos membros da maioria silenciosa.
Aquele que, dentro de todos nós, grita, canta e sonha.
É este o “quidam” que o Cirque du Soleil celebra.
Uma jovem enfurece-se; ela já viu tudo o que há para ver
e seu mundo perdeu todo o significado.
A sua raiva despedaça o seu pequeno mundo
e ela encontra-se no universo de Quidam.
A ela juntam-se um companheiro alegre
e outro personagem mais misterioso,
que vai tentar seduzi-la
com o maravilhoso, o inquietante, e o aterrador”
(Cirque du Soleil)

Veja uma prévia do espetáculo

Quidam é o nome do espetáculo que o Cirque du Soleil vai apresentar em Salvador a partir do dia 13 de agosto, no Parque de Exposições. Faltam cinco meses para o grupo circense aportar na capital baiana, mas quem está a fim de garantir uma vaga na arquibancada precisa ficar atento. As vendas já começaram, só que, por enquanto (até o dia 14 de abril), são exclusivas para clientes Bradesco Prime e Private e para associados American Express Membership Cards. De 15/04 até 21/04, a exclusividade será estendida aos demais clientes do Bradesco.  Somente a partir do dia 22 de abril, a venda será aberta ao público, no Shopping Iguatemi.

É verdade que os preços não são dos mais atraentes, mas aí vale pesar seu interesse pelo espetáculo e a exclusividade da presença do Soleil em Salvador. A depender da localização, as entradas podem custar R$ 420, R$ 350 ou R$ 230. Lembrando que os estudantes pagam meia-entrada, desde que apresentem documento comprobatório. E outra, não estamos falando de qualquer apresentação circense, mas do Cirque de Soleil, cujos shows são verdadeiros espetáculos, que valorizam a estética, aliando os movimentos acrobáticos e as cores à beleza plástica da arte do circo.

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Pausa para conhecer a história do circo

Ato: Aerial Hoops (Quidam)Tudo começou lá em 1984, com um grupo de artistas de rua no Quebec, Canadá. Eles queriam mostrar ao mundo a paixão que nutriam pela arte do circo. E sob a direção de Guy Laliberté, nasceu o Cirque du Soleil. Inicialmente, eles andavam sobre perna de pau, cospiam fogo, faziam malabarismo. Com o tempo foram criando novas formas de expressão e aperfeiçoando as técnicas.

Em números, seus espetáculos já foram vistos por mais de 80 milhões de pessoas em todo o mundo, e os ganhos da companhia estão estimados em mais de US$ 1 bilhão. Quanto às bilheterias, a arrecadação já ultrapassou a marca de US$ 450 milhões por ano.

O corpo de artistas do circo é um detalhe à parte. Além de duas seleções anuais, há olheiros espalhados por todo o mundo e a companhia também recebe vídeos com as performances dos interessados. Depois de escolhidos, eles precisam fazer treinamentos especiais na sede do Soleil, durante uns seis meses. Ato: Aerial Contortion in Silk (Quidam)A base de dados da companhia possui mais de 20 mil fichas de artistas que enviaram gravações de seus trabalhos, realizando os mais diversos números acrobáticos, tudo numa tentativa de fazer parte da trupe.

Lá no início, eram 73 empregados. Hoje, o Cirque tem nove espetáculos, com 2.700 empregados pertencentes a 40 países e que falam 25 línguas diferentes. A proposta é investir na parte estética e inovar nas coreografias. Tanto que para conseguir realizar os shows, uma série de aparelhos específicos foram desenvolvidos pela companhia. A dedicação é tanta que desde 1989 o grupo recebe pelo menos uma premiação anual.

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Voltando à apresentação em Salvador…

Esta é a primeira vez que o grupo realiza shows no Nordeste brasileiro. A turnê vai durar um ano e o grupo passará por oito cidades brasileiras. No Parque de Exposições, onde acontecerá a apresentação em Salvador, a capacidade é de 2.600 pessoas. É possível inclusive que haja uma extensão da permanência do grupo na capital baiana, a depender da demanda pelos ingressos. Portanto, vamos cruzar os dedinhos e correr para as bilheterias, para que haja a possibilidade de um maior número de pessoas assistir à apresentação.

Ato: Hand Balancing (Quidam)Para comprar o ingresso aqui em Salvador, basta se dirigir à bilheteria do espetáculo, no terceiro piso do Shopping Iguatemi (bem perto do Playland), das 12h às 20h. Quem já passou por lá alerta que as filas são grandes e que é preciso ter um pouco de paciência para sair com as entradas em mãos. Também há outras duas opções de garantir as entradas, mas nestes dois casos os compradores terão de arcar com uma taxa de 20% sobre o valor do ingresso, o que vai encarecer a compra. A primeira opção, pela internet. Ou então, pelo telefone 40043100.

Só para ter uma noção da dimensão do espetáculo que será apresentado no Brasil, desde a estreia no Canadá, em 1996, Quidam já foi visto por mais de nove milhões de pessoas em 20 países distintos. No palco estão 51 artistas, de 15 nacionalidades. São acrobatas, ginastas, palhaços, músicos, atores, dançarinos, dentre tantos outros. Na montagem são utilizados mais de 250 figurinos, 200 pares de sapatos e 500 objetos de cena. 

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SERVIÇO COMPLETO DO ESPETÁCULO
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Data de abertura das vendas
Pré-venda1: 25/Março/2009
Pré-venda2: 15/Abril/2009
Venda: 22/Abril/2009

Classificação Etária
Menores de 13 anos acompanhados dos pais ou responsáveis legais.

Formas de pagamento
Durante o período de pré-venda 1:
– Somente clientes dos cartões American Express Membership Cards e Bradesco Prime/Private

Durante o período de pré-venda 2:
– Somente clientes dos cartões American Express Membership Cards e Bradesco

Após os períodos de pré-venda:
– Serão aceitos os Cartões de crédito: Visa, Mastercard, American Express, Diners Club; Débito: Maestro, Visa Eletron e Redeshop e Dinheiro.

Informações sobre a pré-venda
Durante três semanas, haverá pré-venda exclusiva para clientes Bradesco Prime e Private, além dos associados American Express® Membership Cards. Na quarta semana, a pré-venda será estendida a todos os clientes Bradesco. A partir do início da quinta semana, as vendas serão abertas ao público em geral

Durante o período de pré-vendas, associados American Express® Membership Cards poderão adquirir os seus ingressos em 10 vezes sem juros e os portadores de cartão de crédito Bradesco poderão adquirir os seus ingressos em até 5 vezes sem juros.

Após a abertura de vendas para o público, associados American Express® Membership Cards poderão adquirir os seus ingressos em 6 vezes sem juros e os portadores dos demais cartões de crédito poderão adquirir os seus ingressos em até 3 vezes sem juros.

Data de estreia
A estreia será no dia 13 de agosto de 2009.

Local das apresentações
Parque de Exposições de Salvador – Av. Luiz Vianna Filho S/N – Itapuã

Apresentações
Quintas e Sextas 21h, Sábados 17h e 21h e Domingos 16h e 20h

½ entrada
Obrigatória a apresentação de documento que comprove o benefício no ato da compra nas bilheterias e pontos de venda e na entrada do evento para as compras efetuadas através do telefone e internet.

Canais de venda Bilheteria oficial
Horário de funcionamento: Todos os dias, das 12:00 às 20:00hs.
Localizada no Shopping Iguatemi – Av. Tancredo Neves, 148 – Caminho das Árvores

Telefone
4004-3100 (Canal sujeito a taxa de conveniência e entrega)
Horário de funcionamento: De segunda a Sábado, das 09:00 às 21:00hs.

Internet:
www.ticketmaster.com.br/quidam (Canal sujeito a taxa de conveniência e entrega)

Informações sobre a Entrega e Retirada
Entrega de ingressos:
O envio dos ingressos poderá ser feito por Sedex, em até 10 dias úteis, a partir da data do recebimento da confirmação da compra. Para entregas nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro também haverá a entrega por courier, em até 7 dias úteis.
A retirada dos ingressos poderá ser efetuada a partir do dia 23 de Abril, na bilheteria local.
Lembramos que, para retirar seus ingressos na bilheteria é indispensável apresentar o documento de identidade, o número de referência, o cartão de crédito utilizado na compra e no caso de meias-entradas, todos os documentos que comprovem o benefício.

(Obs.: O documento para a meia-entrada deverá ser apresentado também na entrada do espetáculo.)

Informações sobre a taxa de conveniência
A taxa de conveniência constitui a fonte pela qual a Ticketmaster oferece aos nossos consumidores uma distribuição simultânea de ingressos assim como a atualização constante da tecnologia de ponta que suporta este serviço.

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Turnê brasileira: informações sobre apresentações em outras cidades:
>> Belo Horizonte
>> Brasília
>> Fortaleza
>> Olinda (Recife)
>> Pinhais (Curitiba)
>> Porto Alegre
>> Rio de Janeiro
>> São Paulo
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Os três anos do Museu da Língua Portuguesa

Entrada do Museu
Entrada do Museu

O Museu da Língua Portuguesa está fazendo aniversário hoje. São três anos de informação e muita cultura para a população da capital paulista e seus visitantes. Localizado no edifício histórico da Estação da Luz, na Praça da Luz, o local aposta no diferencial, utilizando tecnologia de ponta e recursos interativos para expor palavras.

O que temos são telas, teclas, sons, imagens, cores… um show de material interativo. Onde está a lógica disso tudo? A própria justificativa da idealização do museu explica: a língua portuguesa, o acervo do museu, é um patrimônio imaterial. Não poderia, portanto, estar aprisionado em redomas de vidro.

O preço para a visita é módico (hoje custa R$ 4) e é possível programar visitações em grupo, bastando fazer uma inscrição prévia por meio do telefone ou e-mail que estão logo no final deste texto. Estudantes com carteirinha ou comprovante de matrícula pagam meia-entrada. Professores da rede pública com holerite e RG, crianças até 10 anos e adultos a partir de 60 anos não pagam ingresso. Vale lembrar que aos sábados a visitação é gratuita.  

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>> Assista à reportagem sobre o museu


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Ao entrar nas instalações do museu, a sensação é que estamos em um espaço vivo. A história da língua portuguesa se  espalha pelas salas, há apresentações em vídeos, monitores interativos e todos podem interagir com as telas, conhecendo um pouco mais da nossa cultura verbal, oral e escrita.

O objetivo é valorizar a língua portuguesa, a diversidade cultural brasileira, apontando a língua como elemento fundamental e fundador da nossa cultura. Paralelamente, há uma série de atividades, como cursos, palestras seminários, apresentações gratuitas, dentre outras.

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>> Veja a apresentação multimídia do Museu da Língua Portuguesa
>> Site oficial, com agenda, dicas e informações úteis
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É um passeio que vale muito à pena para aqueles que estão de passagem pela capital paulista. A gente sai de lá muito mais apaixonado pela língua portuguesa e com uma compreensão infinitamente maior da construção do nosso idioma e de sua importância como elemento firmador de uma cultura e da identidade de um povo.

Projeção de filme sobre a língua
Projeção de filme sobre a língua

São três andares de muita arte. No primeiro, as exposições temporárias. No segundo piso, a grande galeria exibe projeções simultâneas de filmes que valorizam o uso cotidiano da língua, e os totens se dedicam a mostrar as influências e os povos que contribuíram para a formação do nosso português. É lá também que painéis explicam a história da Estação da Luz e jogos eletrônicos possibilitam os visitantes brincarem com a formação das palavras. E no terceiro andar, um auditório onde um filme de dez minutos é exibido sobre as origens da língua portuguesa falada no Brasil.

Se tem um passeio do qual não há como se arrepender, aqui está ele. Vamos valorizar nossa cultura!!!

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Serviço:
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>> Agende suas visitas:
(11) 3326-0775 ou [email protected]
>> Bilheteria:
Terça a domingo, das 10h às 17h.
>> Museu:
Terça a domingo, das 10h às 18h (não abre às segundas-feiras)
Endereço: Praça da Luz, s/nº, Centro – São Paulo – SP
>> Mais informações:
 (11) 3326-0775 ou [email protected]

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