Em homenagem ao Dia da Criança e para ajudar quem ainda não escolheu o presente dos filhos e sobrinhos, a série Traça de biblioteca traz mais algumas dicas de livros infanto-juvenis que enchem as prateleiras das livrarias de cores e a cabecinha da meninada de imaginação. Confiram:
O MENINO QUE QUERIA ABRAÇAR AS BALEIAS
Com linguagem simples, este livro fala de amor e respeito aos animais, de sonhos e perseverança. O enredo traz um menino que, nascido em uma cidade bem distante do mar, tinha um sonho inusitado: queria abraçar uma baleia. A história passa a importância da preservação da natureza. Em uma passagem, o garoto se incomoda ao vê-la em um parque aquático, fora de seu hábitat natural. Totalmente ilustrado, o livro, que tem rico conteúdo pedagógico, trabalha a interdisciplinaridade e a transversalidade por meio dos temas família, meio ambiente e cidadania.
O menino que queria abraçar as baleias
Autor: Fernando A. Pires
Editora: Brasiliense
32 páginas
Preço: R$32,00
SERÁ QUE FICARAM DOIDOS?
Há três meses que estão acontecendo coisas esquisitas e todos agindo fora do normal naquela casa. Os pais têm atitudes que costumeiramente não tinham e seu filho não consegue entender o porquê. O que terá ocorrido? As mudanças e o estranhamento do novo são aqui tratados do ponto de vista de um menino em um momento de descobertas.
Autora: Elena O’Callaghan
Tradução: Irami B. Silva
Ilustrações: Àfrica Fanlo
40 páginas
Preço:R$ 21.90
A MAIS BELA NOITE DE NATAL
Amanhã é Natal em um lugar no Norte do planeta, onde faz muito frio. Miguel faz uma longa viagem para encontrar seu avô, que lhe quer fazer uma grande surpresa, como nunca se viu! Um passeio de canoa pelos lagos daquela região se transforma em uma aventura surpreendente para Miguel. Que maravilha será essa? Miguel fica quebrando a cabeça… A mais bela noite de Natal apresenta para os pequenos uma história que acontece distante, mas que tem muito em comum conosco quando o assunto é família.
Autora: Sophie Beaude
Tradução: Irami B. Silva
Ilustrações: Jérôme Ruillier
Preço: R$ 21,90
MÃE É MÃE…
João quer trocar de mãe! Ele acha que a dele está muito chata e só lhe dá bronca. Quer uma que o deixe dormir com ela em sua cama, que permita bagunça no quarto… Então, João e seu papai saem em busca de uma substituta… Será que João ficará satisfeito? Mãe é mãe… é um livro divertido que traz um assunto comum às crianças, inclusive em seu desfecho.
Autora: Teresa Duran
Ilustrações: Quelot
Tradução: Irami B. Silva
32 páginas
Preço: R$ 21,90
OS PATINS DE SEBASTIÃO
Sebastião falava bem pouquinho, quase nada. O mínimo possível, embora tivesse muitas coisas para dizer. Era um menino tímido. Muito tímido. Até que num dia comum, voltando da aula, ele achou um par de patins sem dono. A aventura e superação de andar sobre patins lhe fizeram perceber que, quando nos misturamos com o mundo, podemos aprender muitas coisas.
Autor: Joan de Déu Prats
Ilustrações: Francesc Rovira
Tradução: Irami B. Silva
40 páginas
Preço:R$ 23,50
DUAS IRMÃS E MUITAS HISTÓRIAS
Os gêmeos Luís e Laís adoram passar as férias na fazenda dos avós. Lá, eles se deliciam com os pratos e as histórias que as irmãs Chica e Xandica inventam. As duas senhoras discordam de quase tudo, principalmente se o assunto é gato e cachorro. Imagine o que pode acontecer com a chegada do cão Otto e da gatinha Frida à propriedade.
Autora: Cristina Porto
Ilustrações: Sofia Calabria
96 páginas
Preço R$ 22,50
MENINOS X MENINAS
Na classe de Beta e Boca, meninos e meninas não se entendem. Um grupo vive criticando o pensamento e as atitudes do outro. Sem falar nas provocações e brincadeiras de mau gosto. No blog da garota e nas anotações de Fê, amigo do Boca, está tudo registrado e comentado. Imagine, então, o que pode acontecer quando a nova coordenadora obriga a turma toda a trabalhar junta!
Autora: Ana Paula Corradini
64 páginas
Preço: R$ 19,90
AMOR OU AMIZADE?
Juca e Cris eram os melhores amigos do mundo até que ele começou a namorar a Sílvia, a nova aluna do colégio. Com isso, ele modificou sua maneira de agir. Agora, ele se divide entre as duas – a amiga e a namorada -, mas, mesmo assim, as meninas vivem criticando suas atitudes. Para piorar, uma não gosta da outra. Parece que Juca vai ter de escolher entre o amor e a amizade.
Autora: Carmen Lucia Campos
62 páginas
Preço:R$ 22,50
O PROTETOR DA NATUREZA
Um livro para ser lido e encenado, O protetor da natureza conta a história de Rosinha e Gabê, dois jovens que zelam pelo meio ambiente e lutam contra um estranho ser que destrói tudo à sua volta. Nesse texto teatral, o leitor vai descobrir os detalhes que envolvem a encenação e a produção de uma peça, desde a composição das personagens e do cenário à compreensão das rubricas.
Autor: Rogério Andrade Barbosa
Ilustração: Jô Oliveira
40 páginas
Preço: R$ 21,90
OS TRÊS TESOUROS
Um garoto chinês sai à procura de ganhar dinheiro para ajudar sua mãe. Ainda no caminho para a cidade, ele encontra uma pequena cobra, que parecia debilitada. Com pena do animal, o pequeno chinês dá-lhe comida e água e a carrega consigo. A pequena cobra se transforma num belo e forte dragão que, em gratidão aos cuidados prestados pelo menino, dá-lhe presentes. Mas o ingênuo garoto é enganado e perde seus tesouros de grande utilidade e valor. Conseguirá o menino recuperar seus tesouros? E seu amigo dragão poderá ajudar?
Autora: Kety Chen
Ilustração: Fê
24 páginas
Preço: R$ 24,90
NICO
Nico é um garoto esquisito. Tem pescoço comprido, orelhas de abano, olhos separados e cabeça grande. Por isso, todo mundo zoava dele. Só Zuzu, sua melhor amiga, é que o conhecia bem e
se preocupava. Incomodada com a situação de implicância dos amigos, ela passou o dia todo tentando descobrir porque o Nico era daquele jeito. Quando nenhuma resposta lhe servia, percebeu o que realmente importava em Nico – algo diferente e especial, que Zuzu nem imaginava.
Autora: Rosa Amanda Strausz
Ilustração: Suppa
32 páginas
Preço: R$ 21,50
BRUNO SEM SONO
Um relâmpago iluminou o céu e fez escurecer o quarto de Bruno. O clarão levou também o sono do garoto, que tentou diferentes formas para dormir, mas nenhuma dava resultado… O jeito então foi pegar sua velha lanterna de acampamento e relembrar uma antiga brincadeira: o circo
de sombras. Depois de muito brincar, já prestes a dormir, Bruno percebeu que uma das pequenas sombras mexia-se sozinha. Para a surpresa dele, era um pequeno mágico, cheio de poderes e capaz de criar uma aventura mágica e divertida. Será que Bruno estava mesmo acordado?!
Autora e ilustradora: May Shuravel
32 páginas
Preço: R$ 21,50
A PEQUENA CERVA E O CAÇADOR
A história, originalmente escrita por Horacio Quiroga, nos conta as aventuras de uma jovem cerva e suas descobertas pela floresta. Ela descobre as ameaças da natureza e a importância da amizade e do companheirismo, com o respeito pelas diferenças. A curiosidade da pequena cerva e sua atração pelo sabor do mel, aproximaram-na dos perigos das colmeias: as picadas das vespas. O veneno desses insetos cegou a pobre cerva, que somente conseguiria a cura pelas mãos de um caçador que vivia na floresta. Como ela chegaria até o caçador? E ele aceitaria ajudá-la?
Autor: Horacio Quiroga
Tradução e adaptação: Andrea Ponte
Ilustração: Tati Móes
32 páginas
Preço: R$ 22,50
PÉ DE TUDO E MAIS UM POUCO
Pé de algo, pede isso, pede aquilo, pé de tudo e mais um pouco… Movida pelos pés, que podem levar a qualquer lugar, Ana Raquel traça uma viagem de descoberta da imaginação. Pé de tudo e mais um pouco brinca com as palavras e cria uma aventura lúdica, rodeada de cores e magia, que percorre o universo infantil. Assim, hora pé ante pé, hora com pé de chumbo, caminhamos por um mundo onde tudo sempre dá pé!
Autora e ilustradora: Ana Raquel
24 páginas
Preço: R$ 25,50

Mais recente título da coleção Vamos Cirandar. O livro leva o pequeno leitor ao Mato Grosso e mostra a magia de um dos rituais mais importantes dos nossos indígenas. O Quarup é uma festa que homenageia os mortos. É uma comemoração regada de muita dança, música, lutas e peixes saborosos. Ela se realiza sempre na estação da seca (agosto ou setembro), porque nesta época nunca chove e há fartura de alimentos. O personagem mais importante é um parente próximo do morto que será homenageado. Ele é o responsável pela alimentação de todos os convidados. Várias pessoas ajudam na organização da festa, já que o festeiro sozinho não conseguiria preparar, armazenar e distribuir a comida. Há ainda os mensageiros, que se encarregam de ir até as aldeias amigas e convidar sua gente para o Quarup. Em Quarup uma festa no Xingu, o personagem central – Dani – narra sua experiência no parque indígena do Xingu durante um feriado prolongado. Ele tem seu primeiro contato com a floresta, com inúmeros peixes, bichos e também com os índios da região.
O Livro fala da importância dos sonhos e de como a amizade é primordial na realização deles. Conta a história do caramujo que queria muito conhecer o mar. Pelo caminho, conheceu um gigante, que tinha uma enorme sombra, e quando andava seus pés faziam o maior barulho. Preocupado com isso, o gigante sentou-se num gramado, tirou de sua mochila um novelo de lã e agulhas de tricotar. Curioso, o caramujo perguntou: “O que você está fazendo?” “Estou tricotando um par de meias bem grossas e macias, para não atrapalhar as pessoas com o barulho do meu caminhar!”
O livro conta a história de um “animal estranho” com pelo de cachorro e cabeça de porco. Um personagem criado a partir de bordados, que não se enquadra em nenhuma espécie. Para os outros personagens da trama, ele tem aspecto de diversos animais, e nem ele próprio sabe exatamente o que é. Por isso, vaga pela história como um bicho solitário, sem companhia, sem poder se relacionar com nenhum dos outros animais. Até que depois de tantos desencontros, uma pulga se apaixona pelo estranho animal.
Cora Coralina nasceu Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, em 20 de agosto de 1889, as margens do Rio Vermelho, na cidade de Goiás, em uma casa antiga, de construção datada do século XVIII; e morreu em 10 de abril de 1985, em Goiânia. Passou a vida entre o interior de Goiás e o interior de São Paulo, para onde se mudou após casar-se e onde morou por 45 anos.
Além de escrever poemas, Cora Coralina também era contista e cordelista. Seu primeiro conto, escrito aos 14 anos, foi publicado em um jornal da sua cidade natal. A prosa e os versos da autora são ricos em simplicidade e em cenas do cotidiano do Brasil do interior. A vida doméstica e as cenas da infância e juventude de Cora servem de inspiração para compor pequenos libelos a vida. Muito difícil alguém que tenha nascido em cidade pequena, não se identificar com a autora.
O PORTÃO DE PTOLOMEU
O ARCANO NOVE
REUNIÃO
CRIANÇA PENSA
MUSICARIUM
Nos anos 30 Pierre Verger tem os primeiros contatos com a fotografia e descobre um outro modo de viver e ver o mundo, bem diferente da vida que levava junto à sua família, em Paris, onde nasceu em 1902. Esse contato se dá através de amigos engajados no meio cultural efervescente da época e de sua própria curiosidade.
Na Aliança Francesa, onde também acontece uma outra etapa da mostra, são exibidas fotografias feitas em Paris por ocasião da Exposição Universal de 1937. Ainda na Aliança, No dia 24 de setembro, às 19:30h, os curadores da exposição conversarão com o público sobre Pierre Verger e os anos 30.
Os Irmãos Grimm se dedicaram a registrar os contos da forma mais pura possível, recém-saída da boca do povo, em uma linguagem que se assemelha ao vocabulário das crianças. Os editores do livro Kinder – und HausMärchen[1] destacam que os autores:
Com o avanço do racionalismo cientificista e tecnológico, os contos de fadas e as narrativas maravilhosas passam a ser vistos como ‘histórias para crianças’. Há um novo maravilhoso a atrair os homens: aquele que eles descobrem não só no próprio real (transformado pela máquina), mas também em si mesmos, ou melhor, no poder da inteligência humana. (COELHO, 2000, p. 119)
Uma certa racionalidade nos fez envergonhar deste apetite, atirando as histórias para o domínio da infantilidade. Essa estigmatização da pequena história está presente também na literatura: veja-se a forma como se secundariza o conto em relação ao romance. O advento e a hegemonia da escrita são também responsáveis por essa marginalização da oralidade. (p. 6)

O escritor Caio Fernando Abreu, citado no post abaixo sobre o
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