Um passeio pelo acervo do MAM-BA

O Vendedor de Passarinhos, Candido Portinari - Acervo do MAM-BA / Divulgação

O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), na Avenida Contorno, abriu desde a última sexta, dia 18, uma exposição especial, com parte do seu acervo que conta a história dos últimos 50 anos da arte brasileira. São 80 obras restauradas, em mostra que ocupa todos os espaços do Solar do Unhão, dividida em quatro núcleos: Modernistas, Fotografia, Rubem Valentim e Contemporâneos. Uma Linha do Tempo, construída na Galeria Subsolo, contextualiza a história do acervo e do museu, que funciona em um dos complexos coloniais mais bonitos da capital baiana. Quem quiser conferir a riqueza das obras, além de desfrutar da beleza do Solar do Unhão, tem até 28 de março de 2010. Para vocês terem uma ideia da diversidade de obras e das possibilidades de interação da mostra, segue um roteiro enviado ao blog pela assessoria do MAM-BA, detalhando o que ver em casa núcleo:

Cinco Pinturas Modernistas / Casarão (Primeiro Andar)

O primeiro andar do Casarão abriga obras dos cinco maiores modernistas brasileiros representados na coleção: O Touro (Boi na Floresta), 1928, de Tarsila do Amaral; Retrato de Oswald de Andrade e Julieta Bárbara (1939), de Flávio de Carvalho; Retrato (1941), de Di Cavalcanti; Casas (1957); de Alfredo Volpi; e Vendedor de Passarinhos (s/ data), de Cândido Portinari.

Fotografia / Casarão (Primeiro Andar)

A importante presença da fotografia no acervo do Museu é celebrada pelo núcleo que reúne imagens de nomes clássicos como Pierre Verger e Mario Cravo Neto, além de artistas contemporâneos que usam fotografia como Caetano Dias, Luís Braga, Pedro Motta, Milena Travassos e Danilo Barata.

Rubem Valentim / Capela

A Capela do MAM abriga obras da coleção Rubem Valentim, uma das maiores do Museu. Escultor, pintor e gravador, o artista baiano Valentim (1922-1991) criou uma poética única ao desconstruir e geometrizar elementos ligados aos rituais da religiosidade afro-brasileira, transformando-os em um vocabulário simbólico. Autodidata, ele participou do movimento de renovação das artes plásticas na Bahia com Mario Cravo Júnior, Carlos Bastos e outros. A Capela reunirá pinturas, esculturas e serigrafias do artista.

Contemporâneos / Casarão (Térreo)

A produção contemporânea é o foco do núcleo que ocupa o térreo do Casarão. Com pinturas, vídeos, instalações e esculturas de artistas como Efrain Almeida, Brígida Baltar, Regina Silveira, Iuri Sarmento, Vauluizo Bezerra, Gaio Matos, Tatiana Blass, Bené Fonteles, Tonico Portela, Marepe, Ayrson Heráclito, Pazé, Matheus Rocha Pitta, Leda Catunda, Rubens Mano e outros, a mostra ilumina vertentes importantes da arte contemporânea, como a tendência à pintura expandida, além da forma como os artistas locais lidam com referências nordestinas. A mostra é iluminada por trechos do texto em que a curadora pernambucana Cristiana Tejo analisa o núcleo contemporâneo da coleção do MAM.

Solar do Unhão, sede do MAM-BA / Crédito da imagem: Andreia Santana

Linha do Tempo / Galeria Subsolo

A Linha do Tempo reúne e organiza referências cronológicas, biográficas e visuais às histórias entrelaçadas do museu, de seu acervo, dos artistas representados nele e das transformações da arte ao longo do século 20. Mostra como se deu a ocupação do Solar do Unhão pelo projeto de Museu de Arte Moderna de Lina Bo Bardi, o processo descontínuo de formação do acervo, a expansão das ideias modernistas no Brasil e os encontros e bienais que foram construindo uma nova cena artística na Bahia e no país. Criada para contextualizar as obras da exposição e as grandes movimentações da arte no período, a Linha do Tempo poderá ser explorada pelos visitantes com ou sem o acompanhamento de mediadores, e também servirá como suporte a propostas práticas e reflexivas da curadoria educativa.

Arte em prol da educação

Além dos núcleos, o MAM também manterá uma Curadoria Educativa que realizará diversas atividades para o público que visitar a mostra Coleção MAM-BA – 50 Anos de Arte Brasileira. As atividades vão desde visitas mediadas com percursos temáticos, até um curso de histórias e leituras, previsto para começar em 02 de março próximo.

Aos sábados e domingos, a programação se volta para crianças e jovens, com as atividades Investigação MAM: Eu – Detetive, um percurso narrativo de exploração a partir de palavras e temas-chave e de pistas conduzidas por um mediador (aos domingos, 15h às 16h). Também aos domingos, o Pinte no MAM, projeto que promove a atividade da livre pintura entre não-iniciados, ganha uma ação ampliada, com artistas e arte-educadores convidados. Aos sábados, das 15h às 16h, a oficina Meu Museu propõe a construção de maquetes de um museu imaginário e a seleção de imagens de obras do acervo do MAM-BA para compor uma coleção.

Em feveriro, de 02 a 05, será realizada a Semana do Professor, com orientações sobre como trabalhar acervos de arte na prática pedagógica diária. E para completar, há ainda o projeto Zoom In Zoom Out, que busca estreitar as relações entre o museu e a cidade e estabelecer vínculos com comunidades de Salvador e Região Metropolitana. As comunidades participantes poderão integrar ações como visitas guiadas, conversas e oficinas, contando com transporte gratuito.

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Saiba mais:

Para conhecer detalhes da mostra e ficar por dentro de outras novidades do MAM, a dica é visitar o site do museu ou acompanhar o blog MAMBOX. E aqui no blog da Revista Muito, é possível ler um artigo do artista plástico Sante Scaldaferri e ver vídeo do também artista Mário Cravo, sobre Lina Bo Bardi, a fundadora do MAM.

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Traça de Biblioteca: luto, adultério, contos e outras histórias

A série Traça de Biblioteca desta sexta-feira traz seis dicas de lançamentos da Editora Record, que versam sobre temas diversos como a dor do luto e a superação da perda, o adultério como questão cultural e suas diferenças mundo afora, romance noir britânico sobre serial killers, os contos de Mario Sabino que questionam a fé e a ciência, além de um divertido romance que tem como pano de fundo os homens que trabalham como babás em Nova York. Como diriam os camelôs da Avenida Sete de Setembro, “pode chegar madame, pode se aproximar seu moço,tem pra todo gosto, tem de todo preço”. Escolham um ou mais livros e boa diversão!

CONSOLAÇÃO

O livro de Betty Milan retrata o drama de uma brasileira que perde o marido na França e só encontra o consolo que procura entre os seus conterrâneos, ouvindo os dramas das pessoas de São Paulo, sua cidade natal. Sexto romance da autora, Consolação leva o leitor de Paris a São Paulo, narrando o drama universal do luto e da superação da perda. O livro mostra que não é viver muito o que importa, mas viver bem. Na cidade-luz, a brasileira Laura presencia a agonia do marido francês e luta para que sua vida não seja inutilmente prolongada. De volta a São Paulo, cidade natal da viúva e da amante, ela chora o amado, errando pelo cemitério e pelas ruas. Dialoga com os mortos e escuta os moradores de rua, os que nunca são vistos nem ouvidos. Até perceber que ninguém  deixa de existir porque morre.

Ficha técnica:
Consolação
Autora: Betty Milan
Editora Record
168 páginas
Preço: 32,90

UM BABÁ EM MINHA VIDA
Este é o divertido romance de estréia da americana Holly Peterson. O livro conta a história de Jamie Whitfield, que tem quase tudo: um apartamento luxuoso, empregados em tempo integral e um marido workaholic. O que ela não tem é uma figura paterna para o filho de 9 anos. Então, Jamie faz o que todas as outras mulheres da vizinhança estão fazendo, contrata um homem para fazer às vezes de pai do garoto, pelo menos no que diz respeito a figura masculina, exemplos e apoio. A chegada do babá à casa de Jamie e o comportamento cada dia mais excêntrico do marido, metido em um possível escândalo político, promete situações hilárias e muitas surpresas na vida da protagonista.

Ficha Técnica:
Um babã em minha vida
Autora: Holly Peterson
Editora Record
400 páginas
Preço: R$ 39,90

A BOCA DA VERDADE
Em seu novo livro, Mario Sabino retorna aos contos, mesclando psicanálise, filosofia, religião e literatura. O livro reúne onze histórias que têm como fio condutor as questões da fé, da moral e da angústia da existência. Um papa que duvida da existência de Deus. Um escritor que tenta entender a evolução, questionando a moral de Deus e da biologia. Um advogado e um pintor que se deparam com a essência do mal e lidam de forma extrema com as suas conseqüências. Com narrativa declaradamente cosmopolita, que une cultura erudita a situações cotidianas, além de pitadas de psicanálise, filosofia e religião, os contos de A Boca da Verdade confirmam a força de Mario Sabino na literatura brasileira contemporânea.

Ficha Técnica:
A Boca da Verdade
Autor: Mario Sabino
Editora Record
144 páginas
Preço: R$ 29,00

NA PONTA DA LÍNGUA
O livro de Pamela Druckerman revela como as pessoas de diferentes culturas lidam com o adultério. A partir de uma pesquisa realizada em 24 cidades de dez países, onde entrevistou psicólogos, sexólogos e adúlteros, a jornalista americana traça um panorama da infidelidade ao redor do mundo. O livro traz dados e relatos curiosos e divertidos que mostram como homens e mulheres de diferentes culturas lidam com suas necessidades sexuais e afetivas relacionadas à traição, apontando para conclusões surpreendentes. A autora constata, por exemplo, que os americanos são os menos adeptos dos casos extraconjugais e os que mais sofrem com suas conseqüências, enquanto os russos não consideram infidelidade um caso de verão na praia. Quando era correspondente na América Latina pelo Wall Street Journal, a jornalista surpreendeu-se com a freqüência com que os homens casados tentavam levá-la para a cama. Intrigada com as regras de infidelidade que pôde perceber em sua permanência em diferentes países, Pamela decidiu embarcar em uma jornada pelo mundo para entender como e por que as pessoas traem.

Ficha Técnica:
Na Ponta da Língua
As linguagens do adultério do Japão aos EUA
Autora: Pamela Druckerman
Tradução: Fátima Marques
Editora Record
304 páginas
Preço: R$ 43,00

O TURISTA ACIDENTAL
O consagrado romance de Anne Tyler chega ao Brasil depois de anos fora de catálogo. O livro, que originou a premiada versão cinematográfica, selou o reconhecimento da escritora como uma das maiores autoras americanas contemporâneas. Adaptado para o cinema em 1988, com William Hurt, Kathleen Turner e Geena Davis no elenco e diversas indicações para o Oscar e o Globo de Ouro, O Turista Acidental é o décimo e mais aclamado romance de Anne Tyler. O livro conta a história de Macon Leary, um metódico escritor de guias de viagem que detesta viajar. O trágico assassinato do filho, seguido do divórcio, resulta numa crise que o leva de volta à casa dos irmãos, onde foi criado. A harmonia da família é interrompida pelo comportamento de seu incontrolável cão Edward. É quando entra em cena Muriel Prichett, com quem ele acabará formando um improvável casal que mudará vidas ao seu redor, quebrando velhos hábitos e dissipando antigas tristezas.

Ficha Técnica:
O Turista Acidental
Autora: Anne Tyler
Tradução: Adriana Lisboa
Editora Record
448 páginas
Preço: R$ 55,00

CARNE E SANGUE
Escrito pelo britânico John Harvey, considerado um dos expoentes da literatura noir contemporânea, Carne e Sangue revela uma trama de mistério e morte. O investigador aposentado Frank Elder leva uma vida aparentemente tranqüila no interior da Inglaterra. Suas noites, porém, são atormentadas por terríveis pesadelos. Frank não consegue se desligar de um caso não resolvido 15 anos antes, quando levou à prisão os suspeitos Shane Mcdonald e Alan McKeirnan, mas nunca descobriu o paradeiro da vítima, Susan Blacklock. Quando Shane recebe a liberdade condicional, Elder se vê impelido a retomar o caso, mas o suspeito foge e mais uma jovem desaparece, mergulhando o investigador novamente no sinistro mundo dos serial killers.

Ficha Técnica:
Carne e Sangue
Autor: John Harvey
Tradução: Fábio Pinto
Editora Record
384 páginas
Preço: R$ 48,00

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Traça de Biblioteca: Dos clássicos ao pop

A série Traça de Biblioteca desta semana indica uma miscelânia de autores, estilos e obras para todas as idades e gostos. A nossa geleia geral literária tem espaço para clássicos como uma reedição do primeiro romance de Graciliano Ramos, Caetés, as novelas “nada exemplares” de Dalton Trevisan e o terceiro livro da saga Ulisses Moore, aventura infanto-juvenil recomendada para crianças dos oito aos oitenta que adoram um bom mistério e muita ação. Além disso, na lista há também O Olhar do Hipopótamo, crônica moderna escrita pelo jornalista Ronny Hein, que viajou por 19 lugares inusitados do mundo. É conferir as sinopses, a ficha técnica e embarcar na leitura!

NOVELAS NADA EXEMPLARES

O livro é considerado marco inicial da trajetória de contista de Dalton Trevisan. Foi publicado pela primeira vez em 1959 e ganhou um prêmio Jabuti, o mais importante da literatura nacional. Novelas Nada Exemplares reúne uma produção de duas décadas de Trevisan. Seja contando um simples fato, uma história curta como uma ida ao bordel, ou tratando da trajetória de vida de um homem, do berço ao túmulo, o autor demonstra a mesma firmeza em eliminar os ângulos mortos da narrativa, deixando somente aquilo que considera essencial. Suicidas silenciosos, prostitutas e impotentes distribuem-se por histórias em que o excesso e a imprecisão dão lugar ao ângulo exato e a narrativa justa. Dedicando-se exclusivamente ao conto, Dalton Trevisan é considerado o maior mestre brasileiro no gênero. Em 1996, recebeu o Prêmio Ministério da Cultura de Literatura pelo conjunto de sua obra. Seus trabalhos já foram traduzidos para diversos idiomas, entre eles: espanhol, inglês, alemão, italiano, polonês e sueco. Novelas Nada Exemplares é um trocadilho com o título da obra Novelas Exemplares, do espanhol Miguel de Cervantes (Dom Quixote).

Ficha técnica
Novelas Nada Exemplares
Dalton Trevisan
Editora Record
224 páginas
Preço: R$ 28,00

A ESTRELA SOBE

A estrela sobe, considerado a obra-prima de Marques Rebelo, completa 70 anos em 2009 e ganha reedição da José Olympio/Grupo Editorial Record. O livro é uma declaração de amor ao Rio de Janeiro dos anos 1930, em plena era de ouro do rádio. No livro mais aclamado do autor, Leniza Máier é uma jovem pobre em busca de sucesso na grande fábrica de sonhos da época: o rádio. Para conseguir seus objetivos, utiliza de todos os meios – a ponto de recusar o amor verdadeiro e aceitar outros, menos sinceros. Este livro deu origem ao célebre filme de Bruno Barreto, de 1974, estrelado por Betty Faria no papel de Leniza.

Ficha técnica:
A Estrela sobe
Marques Rebelo
Editora José Olympio
224 páginas
Preço: R$ 28,00

O OLHAR DO HIPOPÓTAMO

O livro de Ronny Hein conta de maneira divertida e empolgante as histórias de um viajante profissional pelos cinco continentes. São tantas aventuras, que em seu prefácio o navegador Amyr Klink diz: “não consegui evitar a sensação de que bem ou mal, e por mais que o tenha feito com afinco, viajei e me arrisquei pouco”. Ao longo de 19 viagens, Ronny Hein encara o olhar ameaçador de um hipopótamo dentro de um frágil barquinho durante um safári em Botsuana, na África; navega pelo mar Mediterrâneo no maior veleiro do mundo; e descobre que ali perto, na Riviera Francesa, ter uma Mercedes conversível não é nada demais. Mas Ronny vai além. Degusta um Raki ao lado do mais simpático garçom de Istambul, na Turquia, e revela a modernização de uma cidade que está dividida entre a Europa e a Ásia. E como sabe muito bem aproveitar a vida, aproveita a melhor e maior festa da cerveja do mundo, a Oktoberfest, na Alemanha, em grande estilo, com direito a homenagem no carro abre-alas do desfile inaugural. As aventuras são narradas de uma maneira que faz o leitor viajar por todos os cantos do planeta, sentindo as mesmas sensações vividas pelo autor e aventureiro.

Ficha técnica:
O Olhar do Hipopótamo
Ronny Hein
Editora Europa
258 páginas
Preço: R$ 49,90
Site: www.livrariaeuropa.com.br

ENTRE RINHAS DE CACHORRO E PORCOS ABATIDOS

Ana Paula Maia conquistou leitores no mundo virtual ao publicar na Internet uma novela folhetinesca em capítulos semanais, Entre Rinhas de Cachorro e Porcos Abatidos, que agora é publicada em formato impresso, com capítulos inéditos. O livro é dividido em duas novelas que mostram de forma crua e real o cotidiano de homens que trabalham duro, sobrevivem com muito pouco e esperam o mínimo da vida. Os textos, em tom naturalista, retratam a amarga vida de homens que abatem porcos, recolhem o lixo, desentopem o esgoto e quebram o asfalto.

Ficha técnica
Entre rinhas de cachorro e porcos abatidos
Ana Paula Maia
Editoria Record
160 páginas
Preço: R$ 29,00

OS GIRASSÓIS

O romance retrata a vida e obra de um dos mais brilhantes e controversos homens, Vincent Van Gogh, misturando ficção e realidade, criação e desejo, paixão e loucura, arte e amor. Os girassóis, uma história baseada na vida e obra de um dos maiores pintores de todos os tempos, narra os dois últimos anos da vida de Van Gogh, sob o ponto de vista de Rachel, a notória prostituta de Arles, França, a quem o pintor presenteou com sua orelha cortada. O enredo começa quando Rachel está cochilando em um jardim em Arles e, quando desperta, descobre que está sendo desenhada por um homem de cabelos vermelhos com chapéu de palha amarelo. Trata-se do excêntrico pintor Vincent van Gogh. Ele, então, vai ao bordel onde ela trabalha com um buquê de flores e um desejo incomensurável de terminar a pintura. Assim, uma longa, profunda e intensa paixão surge entre Rachel e o artista. O período narrado é de intensa produção de Van Gogh, consequencia de um mergulho profundo nas terríveis paixões da humanidade. É o período em que a melancolia tornou-se insanidade.

Ficha Técnica
Os Girassóis
Sheramy Bundrick
Editora Prumo
472 páginas
Preço: R$ 53,90

CAETÉS

Primeiro romance de Graciliano Ramos, Caetés foi originalmente publicado em 1933. João Valério, o personagem principal e também narrador, é o guarda-livros da casa comercial Teixeira & Irmão na cidade de Palmeira dos Índios. O enredo se desenvolve em dois planos: a paixão de João Valério por Luísa, mulher de Adrião, dono do armazém onde ele trabalha; e a tentativa de Valério escrever um romance histórico sobre os índios caetés. O cotidiano da classe média da pequena cidade nos é apresentado lentamente, em um texto conciso e sintético, marca de Graciliano em toda a sua produção. O autor destaca-se como o principal romancista da segunda fase do Modernismo brasileiro.

Ficha Técnica
Caetés
Graciliano Ramos
Edições BestBolso
210 páginas
Preço: R$14,90

A CASA DOS ESPELHOS

Uma casa espelhada e uma vilã impiedosa são os novos obstáculos para Jason e Julia na terceira parte da saga “Ulysses Moore”. Sem pausa para respirar, o terceiro livro da série Ulysses Moore começa exatamente onde a segunda aventura parou. Em A Casa dos Espelhos, os irmãos Jason e Julia embarcam numa saga cheia de…reflexos! Com a inevitável chegada dos seus pais de Londres, o tempo para Jason e Julia desvendarem os mistérios da Mansão Manor parece estar se esgotando. Uma notícia inesperada, porém, muda os rumos da aventura: a empresa onde os pais da dupla trabalha passa por problemas e eles vão precisar esperar mais um pouco para deixar o casarão cheio de segredos. Com tempo de sobra, os dois se juntam a Rick, que foi atrás de Oblivia Newton, a rival numero um do trio. A busca os leva para a ‘Casa dos espelhos’, uma incrível e mágica obra de engenharia envolvendo painéis solares, bugigangas e, claro, espelhos. Repleta de mistérios, a casa também revela uma obscura armadilha preparada por Oblivia que, frustrada com os inúmeros fracassos em derrotar o trio, resolve tirá-los definitivamente do seu caminho. Para incrementar a história, a turma descobre uma série de enigmas projetados pelo desaparecido inventor da casa.

SOBRE A SÉRIE – Adaptada pelo italiano Pierdomenico Baccalario, a série Ulysses Moore foi traduzida para diversas línguas e destaca-se por possuir uma narrativa leve, prazerosa e envolvente. O autor vai recheando a história com muito suspense, enquanto familiariza os leitores com a trama e as personagens.

Ficha Técnica
Ulysses Moore – A casa dos espelhos
Pierdomenico Baccalario
Ediora Prumo – Selo Prumo Jovem
216 páginas
Preço: R$ 27,90

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Traça de Biblioteca: Lançamentos em Salvador

Nos próximos dias, em Salvador, acontecem os lançamentos de três obras literárias, uma delas infanto-juvenil, outra ambientada no universo da capoeira e a terceira sobre a amizade do cantor e compositor Dorival Caymmi, do artista plástico Caribé e do fotógrafo Pierre Verger. Traça de Biblioteca desta sexta traz os detalhes dos eventos e das obras. Confiram:

CAPOEIRA NO FORTE

O livro Capoeira Angola: Educação Pluriétnica, Corporal e Ambiental, do professor Jorge Conceição,  será lançado nesta sexta, 27, às 18hs, no Forte de Santo Antônio Além do Carmo, o Forte da Capoeira, localizado na Rua Barão do Triunfo, s/n, mais conhecida como Largo de Santo Antônio. A obra é resultado de uma pesquisa sobre a relação da Capoeira Angola com o resgate da identidade africana. O autor é participante do curso de “Educação Ambiental para a Sustentabilidade”, promovido pelo Instituto de Gestão das Águas e Climas (INGA/Secretaria do Meio Ambiente) em parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), onde pesquisa a capoeira angola em sua relação com a afroidentidade. O estudo tem como público interativo 30 jovens do Centro de Reabilitação de Portadores de Deficiência Física das Obras Sociais Irmã Dulce – OSID, meninos e meninas com paralisia cerebral, síndrome de Down e outros distúrbios, e adultos não portadores de neuro patologias.

ENTRE BICHOS E CRIANÇAS

Entre bichos e crianças, florestas e fantasias, eis que surpresas e sentimentos se resumem a uma só onomatopéia: MéméCorocócóPiupiu. Com esse nome, será lançado na próxima terça-feira, dia 1º, às 19h, na livraria Tom do Saber, o primeiro livro de contos e fábulas de Índia Torreão Herrera.  A nova escritora baiana faz sua estreia com uma coletânea de nove histórias de aventuras e poesias voltadas para o público infantil. O termo ‘MéméCorocócóPiupiu’ surge de um conto homônimo, a partir da união dos ‘cantos’ de um bode, uma galinha e um pintinho que, na história, surpreendem as personagens por conseguirem superar as diferenças e cantarem juntos músicas diferentes. No decorrer do livro, a expressão ganha significados próprios, tornando-se palavra mágica e parte de todos os eventos importantes. A obra conta com ilustrações do artista plástico Chico Liberato e nela destacam-se o espírito aventureiro das personagens – crianças, em sua maioria – e, principalmente, a paixão pelos animais e florestas, que encontra nas forças da natureza o poder para transformar vidas e o mundo. Outro aspecto que chama a atenção é a preferência da autora por corajosas protagonistas femininas.

Serviço:

O quê: Lançamento do livro infantil MéméCorocócóPiupiu

Autora: Índia Torreão Herrera

Quando: 01/12, terça-feira, às 19h

Onde: Livraria Tom do Saber (Rua João Gomes, 249, Pirâmide do Rio Vermelho)

Entrada franca

Informações: (71) 3311-3300

Preço do livro: R$25,00

AMIZADE À BEIRA-MAR

Carybé, Verger & Caymmi – Mar da Bahia trata da amizade dos três artistas e suas relações com o mar, cantado e pintado por Caymmi, fotografado por Verger e desenhado e pintado por Carybé. O evento de lançamento acontece no próximo dia 02 de dezembro, às 19h, no Palacete das Artes (bairro da Graça). O livro celebra a arte e, sobretudo, a grande amizade entre esses personagens e criadores do século XX que escolheram a Bahia e o jeito de viver de sua gente como motivo e cenário para suas obras.

Em Carybé, Verger & Caymmi – Mar da Bahia, o leitor percebe a riqueza das fotos em preto e branco da velha rolleiflex do gênio Verger, bem como a singularidade dos traços de Carybé, que retratam o cotidiano da época em que as velas dos saveiros enfeitavam o azul das águas da Baía de Todos os Santos e ainda se presenciava a pesca do xaréu nas praias do litoral norte da histórica Salvador. Tudo isso embalado pelas canções praieiras de Caymmi.

O texto, de autoria do jornalista José de Jesus Barreto, se fundamenta em pesquisas do acervo da Fundação Pierre Verger, da família Carybé, entrevistas e depoimentos. O diálogo das imagens captadas pela rolleiflex de Verger e pelos traços de Carybé, produzidos entre os anos 40 e 60 do século passado, está cerzido pelos poemas de Caymmi. O pescador cantado por Caymmi é ‘o mesmo’ fotografado por Verger, desenhado por Carybé. Os saveiros que chegam e saem do cais e rasgam as águas da baía, as festas para Iemanjá, o Bom Jesus dos Navegantes e Nossa Senhora da Conceição da Praia servem de inspiração para as canções-poemas, as pinturas e as fotos dos artistas.

Serviço:

O quê: Lançamento do livro Carybé, Verger & Caymmi – Mar da Bahia

Quando: 02 de dezembro, às 19h

Onde: Palacete das Artes Rodin Bahia – Graça

Valor: No lançamento, R$ 70, e nas livrarias, R$ 90

Editora: Solisluna

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Traça de Biblioteca: para ler pela internet

A série Traça de Biblioteca desta semana, excepcionalmente, é publicada no sábado ao invés da sexta-feira já tradicional. As dicas de leitura também fogem um pouco do padrão. Não são livros em papel, mas em versões digitalizadas e bilingues, disponíveis na internet. Confiram as opções, depois é clicar e começar a viagem literária:

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CLÁSSICOS DIGITAIS

Grandes clássicos da literatura e obras infantis educativas acabam de ganhar versões digitais em inglês e português, com acesso gratuito na internet. A iniciativa é do LivroClip, uma nova mídia para o livro, que transforma obras em animações multimídia. Os primeiros LivroClips com tradução para o inglês são os clássicos: “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes, “Crime e Castigo”, de Fiódor Dostoievski, e “A Metamorfose”, de Franz Kafka. O site LivroClip estreia também uma coleção de trailers de livros infantis educativos, nos dois idiomas, baseados nas obras: “Pigmeus”, de Rogério Andrade Barbosa, “Um Teto de Céu”, de Ninfa Parreiras, “Vamos Abraçar o Mundinho”, de Ingrid B. Bellinghausen, e “O Guarda-chuva do Vovô”, de Carolina Moreyra.

O LivroClip possui um acervo com mais de 200 animações. Todo LivroClip vem acompanhado de um hot site com mais informações sobre o livro, o autor e o “Espaço do Professor”, com dicas de como usar a obra em sala de aula.

Serviço:

>>LivroClip (www.livroclip.com.br)

>>Acesse os links de algumas das animações do LivroClip:

A Metamorfose

Crime e Castigo

Dom Quixote

Pigmeus

Vamos Abraçar o Mundinho

Um Teto de Céu

O Guarda-chuva do Vovô

ACORDO ORTOGRÁFICO EM VERSÃO LIVROCLIP

Quem ainda não conseguiu se adaptar às mudanças do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, em vigor desde o início de 2009, pode consultar o LivroClip “Novo (e Divertido) Acordo Ortográfico”. Baseada na obra homônima de Andrey do Amaral, publicado pela Editora Ciência Moderna, o trailer mostra alguns exemplos do que muda no dia a dia com o as novas regras. Linguiça sem trema? Ideia sem acento? Mudanças na utilização do hífen? Essas e outras mudanças são expostas pelo autor com explicações e exemplos do cotidiano. A praticidade e a linguagem acessível do livro são fundamentais para estudantes, professores e para interessados na língua portuguesa. Baixe gratuitamente a animação aqui.

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Traça de Biblioteca: Drummond e outras letras

Para os amantes da poesia, a série Traça de Biblioteca nesta sexta-feira traz o lançamento de uma nova coletânea dos poemas de Carlos Drummond de Andrade. Para o público infanto-juvenil, indicamos o segundo volume da saga de Ulysses Moore. Já o relato, baseado em fatos reais, O Infiltrado, sobre a mafia e o FBI,  é para aqueles que gostam de investigar o submundo, numa mistura de filme policial noir e realidade. Para terminar, a série também destaca o romance da escritora portuguesa Margarida Rebelo Pinto, Pessoas Como Nós. Boa leitura!

NOVA REUNIÃO DE DRUMMOND
A coleção resgata poemas que Carlos Drummond de Andrade publicou originalmente pela José Olympio em 1969. A obra foi posteriormente ampliada pelo autor e reeditada com 19 livros (1983). Agora, são 23 livros de poesia compilados em 3 volumes.

Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) nasceu em Itabira, Minas Gerais. Em 1921, vivendo em Belo Horizonte com a família, teve seus primeiros trabalhos publicados no Diário de Minas. Em 1924, conheceu Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral e nessa mesma época deu início a uma longa correspondência com Mário de Andrade, de quem recebeu orientação literária. Em 1927, fixou-se em Belo Horizonte trabalhando como redator e depois redator-chefe do jornal Diário de Minas. Ao completar 80 anos, o escritor recebeu o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e foi homenageado com exposições comemorativas na Biblioteca Nacional e na Fundação Casa de Rui Barbosa. Em 1984, decidiu encerrar a carreira de cronista regular, após 64 anos dedicados ao jornalismo. O poeta faleceu em 1987 deixando cinco obras inéditas: O avesso das coisas, Moça deitada na grama, Poesia errante, O amor natural e Farewell, além de crônicas e correspondências. Há livros de Drummond traduzidos para o alemão, búlgaro, chinês, dinamarquês, espanhol, francês, holandês, inglês, italiano, latim, norueguês, sueco e tcheco.

>>Visite o site oficial do autor

Drummond 1VOLUME 1, Oito livros de poesia:  Alguma poesia – Brejo das almas – Sentimento do mundo – José – A rosa do povo – Novos poemas – Claro enigma – Fazendeiro do ar

Edições BestBolso – Grupo Editorial Record
420 páginas
Preço: R$14,90

Drummond 2VOLUME 2, Seis livros de poesia: A vida passada a limpo – Lição de coisas – A falta que ama – As impurezas do branco – A paixão medida – Boitempo I

Edições BestBolso
392 páginas
Preço: R$14,90

Drummond 3VOLUME 3, Nove livros de poesia: Boitempo II – Boitempo III e SELEÇÃO DOS LIVROS: Viola de bolso – Versiprosa – Discurso de primavera e algumas sombras – Corpo – Amar se aprende amando – O amor natural – Farewell

Edições BestBolso
574 páginas
Preço: R$14,90

NAS AREIAS DO TEMPO

image002Neste segundo volume da série Ulysses Moore, Jason, Julia e Rick se aventuram nas dunas do Egito antigo.  Para quem não acompanha a série, na aventura anterior os leitores conheceram os gêmeos Jason e Julia que, com a ajuda de um espevitado garoto, Rick, desbravaram a mansão de Vila Argo, lugar de muitos segredos. Neste segundo episódio – Ulysses Moore — A loja dos mapas esquecidos -, os três amigos vão se deparar novamente com situações-limite que prenderão a atenção do começo ao fim. A aventura continua exatamente após o término do primeiro livro: depois de desvendarem vários segredos, os três descobrem um antigo navio, o Métis, escondido em uma gruta subterrânea. Ao explorarem o interior da embarcação, os jovens vão parar no antigo Egito, palco das novas aventuras. Adaptada pelo italiano Pierdomenico Baccalario, a série Ulysses Moore foi traduzida para diversas línguas e destaca-se por possuir uma narrativa leve, prazerosa e envolvente. O autor vai recheando a história com muito suspense, enquanto que familiariza os leitores com a trama e as personagens.

Ulysses Moore – A loja dos mapas esquecidos

Adaptação: Pierdomenico Baccalario

Selo: Prumo Jovem

232 páginas

Preço: R$ 29,90

O FBI E A MÁFIA

INFILTRADOA família Gambino é uma das cinco famílias da “Cosa Nostra”, em Nova York e é reconhecida como a família mais poderosa do crime nos Estados Unidos. A lista dos delitos é longa, mas em terras norte-americanas em vez da prática de extorsão, a máfia italiana dedica-se principalmente ao tráfico de drogas, aliado a crimes como homicídio, tentativa de homicídio e de violação, conspiração, roubo. Em 2008, os Gambino voltaram às manchetes com a prisão de 54 beneficiários, entre eles estava o novo chefão do clã, Frank Cali.  A ação foi resultado de uma investigação chamada “Old Bridge”, que monitorava famílias mafiosas de Palermo envolvidas com o tráfico de drogas entre a Itália e os Estados Unidos. Infiltrado – O FBI e a Máfia é uma história verídica sobre a investigação à família Gambino, conduzida por um agente secreto do FBI, que resultou em uma série de prisões. Joaquim “Jack” Garcia era um dos agentes mais improváveis do FBI. Cubano, naturalizado americano, um metro e noventa de altura e cento e cinquenta quilos, não era o típico G-man (Government man). Mas ele tornou-se um dos poucos agentes dedicados exclusivamente ao trabalho sob disfarce. A diferença entre Jack e a maioria dos agentes é que ele trabalha em vários casos importantes simultaneamente, infiltrado, às vezes fazendo malabarismos com cinco ou seis identidades e desempenhando os papéis correspondentes. Fez isso durante 24 dos seus 26 anos de serviço, com 45 investigações secretas de longa duração, além de incontáveis operações secretas de curta duração. Infiltrado – o FBI e a Máfia é um relato empolgante da luta entre a lei e o crime organizado, à altura de histórias clássicas, como Donnie Brasco: uma viagem ao submundo dos Estados Unidos, por meio das lembranças de um condecorado veterano do FBI. Em 2010, o livro ganha uma versão cinematográfica produzida pelo diretor de Che Steven Soderbergh com roteiro de Peter Buchman, também de Che. O título provisório da película é Making Jack Falcone.

Autor: Joaquim Garcia

Tradução: Vera Martins

Editora: Larousse do Brasil

320 páginas

Preço: R$ 49,90

PESSOAS COMO NÓS

pessoas como nosSucesso absoluto em Portugal e na Europa, Margarida Rebelo Pinto foi uma das responsáveis por levar a nova geração de autores lusitanos para o topo das listas de mais vendidos. Depois de conquistar o público brasileiro com os romances Não há coincidências, Sei lá e Alma de Pássaro, a autora regressa com Pessoas como Nós, um retrato implacável de uma geração de homens e mulheres entre 30 e 40 anos na atual sociedade urbana portuguesa. O que pode separar duas irmãs? Como se perde uma grande amizade? E o amor de uma vida? Três mulheres revelam seus temores, angústias e segredos surpreendentes, às voltas com sua própria solidão

Margarida Rebelo Pinto

Editora Record

272 páginas

Preço: R$ 39,00

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O que Mary Quant diria sobre os universitários do ABC?

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Quem diria que Mary Quant, lá nos anos 60, inventaria uma peça de roupa capaz de despertar tanto ódio

*Texto da jornalista Giovanna Castro

Outubro de 2009, século XXI, São Bernardo do Campo, cidade do complexo ABCD, pedaço do Brasil dos mais pujantes dentro do mais pujante estado e que se auto-vangloria de ser cosmopolita e moderno – São Paulo. Setembro de 1968, século XX, Atlantic City, Estados Unidos – então a maior potência mundial, título que ainda ostenta embora ultimamente bastante alquebrado pela crise -, controverso episódio Bra-Burning, ou Queima de Sutiãs, para os íntimos. Apenas quatro anos antes, a estilista Mary Quant havia criado a ousadíssima minissaia.

Uma distância de exatos 41 anos entre os dois períodos destacados não foi suficiente, no entanto, para evitar a execração pública de uma jovem de 20 anos,  estudante de Turismo da Uniban, no “B” do centro industrial paulista, que resolveu ir à aula com um vestido curto, não tão mais curto do que qualquer menina de hoje em dia usa na rua no nosso ensolarado e calorento país.

O que pode ter acontecido, fico me perguntando, ao mesmo tempo em que relembro as cenas de uma faculdade em fúria, alunos agitados, de celulares em punho gravando o acontecimento e prestes a pular em cima da moça? Centenas de homens e mulheres engrossavam os gritos de “puta! puta! puta!”, enquanto ela saía da sala de aula em que havia se refugiado – na tentativa frustrada de aguardar que os ânimos se acalmassem – visivelmente constrangida e escoltada por cinco policiais. “Eles estavam possuídos. Fiquei com muito medo”, disse a jovem, depois do ocorrido.

No que pensavam as moças e rapazes que se concentraram de forma ameaçadora expressando sua opinião intolerante em relação a uma minissaia? Que nem era tão mini assim conforme se vê no vídeos postados no Youtube pelos universitários… Penso na palavra “moral”, na expressão “bons costumes”, mas nada disso faz sentido quando se trata da massa revoltada.

São os mesmos que nas baladas se orgulham de ter beijado não sei quantos ou não sei quantas numa única noite, os mesmos que têm cada vez mais liberdade para dormir com seus namorados (as) na casa dos pais, que se reúnem em grupos identificados justamente pela roupa que vestem, que alardeiam a prática do sexo e curam suas consequências com a pílula do dia seguinte. Que contradição é essa? Hipocrisia?

E, mais do que isso, trata-se de jovens estudantes que, na academia, deveriam estar assimilando conteúdo, aprendendo a eliminar o preconceito, a respeitar os outros e usar da criatividade em prol da sociedade. Mas não, eles se aglomeraram para “protestar” contra a minissaia da colega. Me impressiona mais ainda o desprezo expressado no diálogo entre duas mulheres cujas vozes soam ao fundo da gravação: “Ela tá chorando gente”, uma delas se solidariza. Enquanto a outra cospe: “Dane-se!”.

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Pernas femininas continuam virando a cabeça deles e delas

Injustificável a postura masculina diante do episódio, já que vivemos num mundo machista, apesar de quererem nos convencer de que as coisas estão mudando, porém imperdoável para as mulheres. Porque não a solidariedade? Porque não a proteção? Porque não a identificação? Por acaso aquelas meninas se sentiram ameaçadas no seu território? A jovem de vestido curto é uma ameaça para seus namorados, amantes, maridos, ficantes? Questão complexa, essa, até porque as escolas têm se transformado em verdadeiros desfiles de moda. Atualmente, meninas, adolescentes e jovens se arrumam para a escola como se estivessem indo pra uma festa, visando alcançar objetivos nada acadêmicos.

Este episódio reflete, a meu ver, uma crise de valores pela qual passa a sociedade contemporânea. Não já disseram que o direito de um termina onde começa o direito do outro? O que a jovem do ABC fez de tão ofensivo à alma e à conduta dos demais estudantes da Uniban? O que os estudantes da Uniban queriam fazer com essa moça, ao tentar invadir em massa a sala de aula em que ela se refugiara?

A contemporaneidade exige comportamentos e posturas diferentes, as coisas andam muito mais flexíveis, ainda que muito à beira do precipício do exagero. Só que não é possível voltarmos ao tempo da barbárie, do tacape e dos puxões de cabelo. Porque um vestido curto foi associado à prostituição? O que há de diferente nessa moça das top modelos das passarelas que mostram seus corpos, das atrizes que fazem cenas de sexo na novela das 19h e das meninas que saem à noite vestidas para matar o primeiro incauto que aparecer?

Chocante a atitude dos alunos, homens e mulheres, surpreendente a posição do segurança da faculdade: “Mas também que roupa curta, hein?”, disse irônico e desrespeitoso após ser chamado para proteger a aluna da turba desenbestada. Enfim, todo esse episódio me cheira àqueles comentários absurdos e neanderthais que, não raro, alguns fazem ao saber de notícias de estupro. “Ah, mas ela deu lugar, né? Com aquele vestido provocante, queria o quê? Nenhum homem aguenta…”. Mary Quant não poderia imaginar que sua invenção fosse alvo de tamanho ódio e rejeição tanto tempo depois.

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Traça de Biblioteca: Retratos do Brasil Negro

A série Traça de Biblioteca desta sexta-feira destaca quatro livros lançados pelas coleções Consciência em Debate e Retratos do Brasil Negro, ambas da Selo Negro Edições. Os livros tratam de importantes questões como a desigualdade racial existente no Brasil e traz também perfis de intectuais, homens e mulheres, que militam em prol dos direitos da população afrobrasileira. Quando diversos segmentos da sociedade civil organizada, sobretudo do movimento negro, se voltam para organizar as comemorações do Dia da Consciência Negra (em 20 de novembro próximo), vale a pena aprender os valores destes relatos. Recentemente, lendo uma revista que falava sobre o 20 de Novembro, li uma frase de Nelson Mandela (Nobel da Paz, militante pelo fim do apartheid na África do Sul) que cabe reflexão: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da pele, o ódio é ensinado. E se o ódio pode ser ensinado, o amor também pode”.  Confiram as sinopses e serviço para adquirir os títulos:

retratosRelações raciais e desigualdade no Brasil
O livro apresenta o ponto de visto histórico das relações raciais e das desigualdades no Brasil. Para a autora, a historiadora Gevanilda Santos, a educação antirracista é uma das soluções para promover a igualdade, a consciência política e o respeito às diferenças. A ideia do brasileiro cordial supõe uma vocação nacional para a convivência harmônica diante da desigualdade racial existente no país. Esse estereótipo, contudo, apenas esconde o modo de ser preconceituoso do brasileiro. O livro integra a coleção Consciência em Debate, lançamento da Selo Negro Edições. Em Relações raciais e desigualdade no Brasil, Gevanilda Santos decifra o mito da democracia racial e denuncia o racismo que sempre permeou a sociedade brasileira. Com base na análise das bases sociais, econômicas, culturais e políticas do país, ela mostra como está estruturada essa desigualdade. O livro apresenta o ponto de vista histórico das relações raciais e das desigualdades. Da República Velha ao movimento negro contemporâneo, a autora esmiúça conceitos como “raça”, racismo e preconceito, desconstruindo ideias preestabelecidas. Ao longo da obra, destaca as diferenças existentes entre as desigualdades sociais e raciais e reafirma a necessidade de políticas públicas específicas para os negros.
Autora: Gevanilda Santos
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 19,90
Páginas: 96

AbdiasAbdias Nascimento – Retratos do Brasil Negro
Abdias Nascimento é um dos maiores pensadores negros do mundo. Sua luta pela igualdade racial e sua vida marcada por desafios são fielmente registradas nesta biografia: da infância humilde à criação do Teatro Experimental do Negro, passando por sua atuação como deputado federal. Abdias pertence ao grupo dos grandes intelectuais engajados nas lutas libertárias dos negros em âmbito mundial – e também na difusão do pan-africanismo. No livro, a jornalista Sandra Almada recupera a vida e a obra desse dramaturgo, ator, acadêmico, político, artista plástico, poeta e militante reconhecido internacionalmente, resgatando as origens de sua combatividade.  Admiradora do professor Abdias, a jornalista acompanha sua militância há quase vinte anos, período em que foi acumulando algumas histórias desse defensor do combate ao racismo. Para complementar a biografia, ela realizou novas entrevistas, durante quatro meses, na casa do intelectual, no Rio de Janeiro. Espirituoso e bem-humorado, ele reconstituiu sua trajetória, revelando fatos significativos de uma vida exemplar de superação e crença.
Autora: Sandra de Souza Almada
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 19,90
Páginas: 168

Sueli CarneiroSueli Carneiro – Retratos do Brasil Negro
Sueli Carneiro é ativista antirracismo do movimento social negro brasileiro. Feminista e intelectual, fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, Sueli é uma das personalidades políticas mais instigantes da atualidade. Entender sua história de vida, suas influências e as mudanças concretas geradas por sua militância é compreender parte do cenário espacial, político e geográfico do movimento social negro contemporâneo. No livro, a jornalista Rosane da Silva Borges conta a história dessa que é uma das personalidades políticas mais instigantes da atualidade. A obra recupera experiências pessoais como eixo importante de vivências políticas. O primeiro contato da autora com Sueli foi em 2002, já com o intuito de compor a biografia dessa incansável ativista. Em 2009, o projeto foi retomado. Foram seis meses de trabalho e várias entrevistas em São Paulo. Os capítulos que compõem a biografia de Sueli Carneiro incluem fatos relevantes na vida da filha de uma ex-costureira e de um ferroviário, que herdou a tradição familiar e a certeza de que precisava investir na própria educação e lutar por condições melhores para a população negra. Em seu relato, a autora descreve o panorama brasileiro do período que envolve o nascimento e a infância da biografada, destacando uma época efervescente, com a volta de Getulio Vargas ao poder.
Autora: Rosane da Silva Borges
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 19,90
Páginas: 104

Nei LopesNei Lopes – Retratos do Brasil Negro
Nei Lopes é um brasileiro comprometido com sua terra e com a cultura de seu povo. Sempre criativo, ele vem enriquecendo o panorama da cultura nacional com a singular capacidade de elaborar e interpretar a dimensão mais densa e profunda da africanidade no país. Poeta, compositor, sambista, pesquisador e escritor, Nei Lopes é uma referência da cultura e da arte no Brasil. Sua vasta obra intelectual e musical constitui um rico acervo de informações e ideias sobre a cultura afro-brasileira, além de refletir de maneira magistral a luta antirracista no país. A vida e obra de Nei Lopes é contada pelo jornalista Oswaldo Faustino, que aborda com maestria todas as facetas da vida do artista.  Admirador de Nei Lopes, Faustino aceitou com entusiasmo o convite para escrever a biografia do intelectual. Foram quatro meses de trabalho, incluindo contatos por telefone, troca de e-mails e dois encontros, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo, para reunir as histórias que mostram os diversos talentos do homem que é hoje a grande referência no estudo da cultura afro-brasileira e na luta contra o racismo. O autor fala sobre o envolvimento de Nei Lopes com as artes plásticas e a aprovação, em primeiro lugar, no disputadíssimo concurso da Escola Técnica Visconde de Mauá. Fala sobre sua dedicação à poesia, ao desenho e ao teatro, bem como sobre sua formação como advogado na Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil (atual UFRJ), em 1962, que fez dele o primeiro universitário da família.
Autor: Oswaldo Faustino
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 19,90
Páginas: 120

Serviço:

Para adquirir os livros os contatos são o Serviço de Atendimento ao Consumidor da Selo Negro Edições, em São Paulo, pelo telefone: (11) 3865-9890.

Visite também o site da editora: www.selonegro.com.br

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Traça de biblioteca: Olhares sobre o feminino

As seis indicações de leitura da série Traça de biblioteca nesta sexta-feira têm em comum o fato de representarem olhares de diferentes autores sobre o feminino. A importância social das mulheres, os amores, adolescência, maturidade, as decepções, a autoestima, tudo serve de pano de fundo para romances sensíveis, com senso de humor agridoce, ou para ensaios esclarecedores sobre o nosso estar no mundo. Confiram:

A MENINA SEM QUALIDADES

menina qualidadesA menina sem qualidades (Editora Record) é o primeiro romance da alemã Juli Zeh publicado no Brasil. A autora retrata a atmosfera niilista de uma geração européia criada sob o impacto de imagens violentas da guerra dos Bálcãs, dos atentados terroristas de Madri e do 11 de setembro, além da Guerra do Iraque. O cenário é o microcosmo de uma escola de filhos rebeldes da classe alta, onde dois adolescentes entregam-se a um jogo perverso e sádico. A jovem Ada considera-se o ícone de sua geração – sem identidade e sem qualidades – e instintivamente questiona se valores morais e éticos ainda cabem no mundo atual.

A menina sem qualidades
Juli Zeh
Tradução de Marcelo Backes
Grupo Editorial Record/Editora Record
546 páginas
Preço: R$  62,00
Sinopse: Numa escola para filhos desajustados da elite alemã, o jogo perverso dos alunos termina em banho de sangue. A advogada responsável pelo caso sente-se incapaz de julgar o ato cínico e brutal e decide escrever a história de seus três protagonistas. No ginásio Ernst Bloch, em Bonn, dois adolescentes transgridem todas as amarras morais e o sentido de compaixão. Ada, com apenas 14 anos e dona de uma inteligência incomum, se proclama filha do niilismo e se considera ícone de sua geração: sem qualidades e sem identidade. O manipulador Alev, com 18 anos, usa as pessoas de acordo com leis matemáticas. Forçando-as a desempenhar o seu destino, orientado para a única opção que lhes dá. Se Ada caracteriza o panorama de toda uma época, unida a Alev compõe uma geração que pensa saber tudo e professa não crer em nada. Ambos nasceram durante a Guerra do Golfo e as imagens do conflito no Iraque, assim como as do ataque terrorista ao metrô de Madri, povoaram sua adolescência. Juntos, idealizam uma brincadeira, misto de sadismo e perversão sexual, com um de seus professores: Smutek, um ex-refugiado polonês que parece vir de outro universo, onde noções de bem e mal, respeito ao outro e pecado ainda estão vigentes…

MULHER DE UM HOMEM SÓ

Mulher de um Homem Só - capaO romance de Alex Castro, lançado em 2002 em versão para download gratuito, agora ganha versão impressa. Finalizado em 2001, Mulher de Um Homem Só é um romance curto e intenso sobre os desafios e atribulações do começo da idade adulta e, também, sobre amizade entre homem e mulher: Murilo e Júlia são melhores amigos de infância. Quando Murilo ainda está na faculdade, ele se casa com Carla, a narradora da história. A partir daí, o romance trata das aventuras e desventuras dos primeiros anos de casamento de Carla e Murilo, com ambos tentando ser maduros, buscando independência financeira e procurando, ao mesmo tempo, encontrar um lugar para aquela melhor amiga dentro do relacionamento. Para Carla, Júlia é uma presença intimidadora: uma mulher que ama seu marido e a quem ele ama, ainda que apenas como amigos, e que o conhece há mais tempo e, sob certos aspectos, melhor. A narrativa na primeira pessoa, naturalmente, é parcial, e as entrelinhas podem, ou não, revelar isso…

Mulher de um Homem Só

Alex Castro

Editora: Os Vira Lata

Preço: R$ 28,00 + taxas (frete de R$ 4,40 + taxa administrativa de R$ 2,00)

Para comprar: www.tinyurl.com/MulherComprar

ELA SÓ PENSA EM DINHEIRO

ela so pensa em dinheiroMaya sempre foi a boa menina, e Camden, o garoto popular e bonito com nada além de diversão na cabeça. Ela nunca imaginou que um dia eles tivessem algo em comum. Mas quando comete o primeiro e grande deslize de sua vida, Maya descobre que Camden pode sim ter mais alguma coisa na cabeça: um plano elaborado, diabólico e genial que fará Maya mentir, enganar, trapacear e… ir às compras. Divertido e empolgante, Ela só pensa em dinheiro é o livro de estreia de Chery Cheva, roteirista da animação Uma família da pesada.

Ela só pensa em dinheiro
Cherry Cheva
Tradução de Natalie Gerhardt
Editora: Galera Record
288 páginas
Preço: R$ 27,00
Sinopse:  O que pode acontecer quando juntamos…uma garota acima da média, um cara incrivelmente gato, uma multa altíssima e um plano que envolve alguma desonestidade e… muito dinheiro? Maya, a boa menina que trabalhava duro por horas no restaurante tailandês dos pais e ainda assim gabaritava todas as provas, e Camden King, aquele garoto bonito e popular com quem ela cruzava nos corredores — com um ego provavelmente muito maior do que o tamanho do seu cérebro, se juntam para resolver um grande problema, que pode colocar a família de Maya a beira de perder o restaurante. O problema é que eles não usam meios muito lícitos para conseguir juntar o dinheiro e pagar a dívida da família…

MULHER DE PAPEL

mulher de papelNeste livro, a jornalista Dulcília Buitoni analisa a representação da mulher na imprensa feminina brasileira, mostrando qual ideologia foi transmitida em mais de um século e em que medida a imprensa, como fator cultural, difundiu conteúdos que influíram na formação da consciência da mulher brasileira. Existe mulher de verdade nas revistas femininas? Como a mídia impressa vem mostrando a adolescente, a adulta e a mulher madura? Quais modelos são mais frequentes? Uma extensa pesquisa revela que a imagem da mulher na imprensa feminina brasileira é refletida segundo as conveniências da sociedade.

Mulher de papel – A representação da mulher pela imprensa feminina brasileira

Dulcília Schroeder Buitoni

Editora: Summus Editorial

240 páginas

Preço: R$ 57,60

Sinopse: A segunda edição – revista, atualizada e ampliada – chega quase trinta anos depois da publicação do primeiro livro, com mais dois capítulos redigidos para completar a linha do tempo da imprensa feminina brasileira. A obra aborda desde a mocinha casadoira e pouco alfabetizada de 1880 até a celebridade siliconada de 2001, mostrando como meninas, jovens e adultas estiveram e estão sob a influência poderosa da mídia impressa especializada. Fruto de uma tese de doutorado desenvolvida em 1980, o livro traz um levantamento histórico, incluindo informações e imagens a respeito dos diversos periódicos para mulheres na imprensa brasileira. Em que medida jornais e revistas difundiram conteúdos modeladores da consciência da mulher brasileira? Baseando-se no contexto sociocultural de cada época – de meados do século XIX até o começo do século XXI –, a autora mostra que a mulher ainda tem muito que fazer para deixar de ser representação e virar realidade. A reprodução de páginas e capas de algumas revistas permite visualizar as transformações na construção dos modelos de mulher…

SEXO INVISÍVEL

sexo-invisivel-202x300Neste livro, os autores apresentam uma nova visão sobre a pré-história, ao argumentar que foram as mulheres as responsáveis pela criação de meios essenciais para a sobrevivência, incluindo as roupas para climas mais frios, a agricultura, as cordas usadas em viagens muitos longas pela água e as redes usadas em caças coletivas. A mulher também desempenhou papel fundamental no desenvolvimento da linguagem e das habilidades sociais.

Sexo Invisível

J.M. Adovasio, Olga Soffer e Jake Page

Tradução de Hermano de Freitas

Grupo Editorial Record/Editora Record

312 páginas

Preço: R$ 49,90

Sinopse: No processo evolutivo, as fêmeas da espécie desenvolveram papéis mais complexos do que meras reprodutoras. No inovador Sexo Invisível, os autores — J.M. Adovasio, Olga Soffer e Jake Page — apresentam uma nova visão sobre a pré-história, ao argumentar que foram as mulheres as responsáveis pela criação de meios essenciais para a sobrevivência. Pela primeira vez, o lado feminino da evolução humana e da pré-história é analisado. Adovasio, Soffer e Page constatam que foram as mulheres as grandes organizadoras nos primeiros passos rumo às noções de civilização. Cabia a elas a confecção de roupas para climas mais frios, a agricultura, as cordas usadas em viagens muitos longas pela água e as redes usadas em caças coletivas. As mulheres também desempenharam papel fundamental no desenvolvimento da linguagem e das habilidades sociais. O livro retoma um passado povoado por um conjunto abundante de indivíduos. Pessoas que viveram e amaram, caçaram, coletaram, aprenderam a falar, cozinharam, costuraram, construíram, deslumbraram crianças com fabulosas lendas sobre seres míticos, brincaram, riram, adoeceram, se machucaram, choraram seus mortos, inventaram a religião. Os autores corrigem o relato histórico conhecido, que estabelece que as mulheres não participaram de forma relevante do nosso passado. Aqui, uma nova idéia de mulher pré-histórica é desenhada e implicações provocativas sobre questões contemporâneas de gênero são levantadas…

OS AMANTES DE MINHA MÃE

amantes de mamaeNo aclamado romance Os amantes de minha mãe, Christopher Hope apresenta uma reflexão sobre a história da África do Sul no século XX através da relação conturbada entre uma mulher pioneira e seu filho. Kathleen Healey dá a partida no monomotor; o aparelho corre pela pista improvisada na savana. A aeronave a levará à aldeia onde ela dá aulas de tricô, sem deixar de fazer oferendas à líder da tribo, a Rainha da Chuva. Uma mulher muito à frente de seu tempo, Kathleen, sul-africana descendente de ingleses, risca incessantemente os céus da África desde a década de 20 até os anos 70. Luta boxe com Hemingway e caça búfalos. Quarenta anos depois, ao receber a notícia de sua morte, Alexander, seu filho único, decide retornar ao país natal, a fim de realizar seus últimos desejos.

Os amantes de minha mãe

Christopher Hope

Tradução de Léa Viveiros de Castro

Grupo Editorial Record/Editora Record

480 páginas

Preço: R$ 59,00

Sinopse: Em um romance comovente e lírico, o premiado escritor sul-africano Christopher Hope – finalista do Man Booker Prize e ganhador do Whitbread Award – traça um panorama da história da África do Sul no século XX, pelos olhos de uma autêntica e corajosa personagem feminina e de seu filho único. Mulher de hábitos peculiares, Kathleen Healey imaginava que a África era deserta e que pertencia a ela. Africana, descendente de ingleses e irlandeses, Kathleen era amante de tricô, caçava búfalos, pilotava aviões e certa vez lutou três rounds de boxe com Ernest Hemingway em um ginásio em Mombasa. Pousava seu avião onde e quando quisesse e transportava para o exílio militantes do CNA, o Congresso Nacional Africano, que fazia oposição ao regime de apartheid. Distribuía favores livremente e tinha amantes de diversos locais do mundo. Os homens que amou representam a história da África do Sul, desde a Guerra dos Bôeres, passando pelas guerras mundiais, até o fim do apartheid…

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