O Barra Fashion Mall, no Shopping Barra, em Salvador, foi encerrado na sexta à noite, com um desfile da Paradoxus e show da cantora paulista Anna Gelinskas. Na passarela, Renata Kuerten e outras modelos desfilaram algumas das peças da coleção para o Verão 2011. A proposta é bem colorida e mistura a moda urbana e o glamour da noite, em vestidos fluidos, mas cheios da personalidade típica da mulher Paradoxus, que é refletida através de babados e frufrus. As estampas chegam florais e geométricas. Na cartela de cores tons como coral, amarelo, verde, azul e branco. Vejam algumas cenas do desfile, clicado pela fotógrafa Débora Paes. As imagens e informações sobre a coleção foram gentilmente enviadas ao blog pelo jornalista Jammil Moreira Castro.
A cantora paulista Anna Gelinskas fez um pocket show durante o desfile
Daniela Brugni desfile um clássico tomara que caia em azul, com babados assimétricos
E aqui, uma versão em coralRenata Kuerten em versão pernas e obro de fora. Detalhe: olhem o esmalte amarelo da moça, lembrei agora da colega blogueira do Utilidade Feminina! (#maniacasporesmalte)
E aqui a modelo num glamouroso longo vermelho, com a clássica e sedutora fendaA modelo Indira em tomara que caia que mistura babado e drapeados, na cor coral. Foco também no complemento do look feito pelas joias e pelo esmalte quase no tom do vestidoE aqui, um social: Regina Weckerle e Renata Kuerten no encerramento do desfile
A coluna Curtinhas do Mundo Fashion desta quinta-feira é temática e especial, contrariando a tradição de ser nossa miscelânia semanal de novidades da moda e produtinhos de beleza. Desta vez, o espaço destaca os bastidores do segundo dia de Barra Fashion Mall. Recebemos muito material bacana, com fotos lindas e comentários de *jornalistas especialistas em moda. Confiram o que vem por aí no Verão 2011:
DESFILE DA VIVIRE:
Na noite de quarta-feira, seis marcas, entre elas a baiana Vivire, tomaram os corredores do Shopping Barra, na Av. Centenário, em Salvador, para mostrar suas propostas de moda para o Verão 2011. O desfile teve quatro looks inéditos da coleção Ventos que me levam, lançada no mês passado no Bahia Moda Design. As peças escolhidas usam a estampa “transformando sonhos”, que mistura borboletas em tons de azul, verde e amarelo.
Veja algumas imagens:
Vivire, grife baiana de moda balneário no Barra Fashion MallColeção da Vivire para o Verão 2011 chama-se Ventos que me levam (poético!)
A marca integrou o primeiro desfile coletivo
Vivire aposta em leveza conceitual e metáfora com o vento no Verão 2011
FLASHMOB SAI DA RUA PARA O SHOPPING
Na abertura do segundo dia do BFM, dezenas de pessoas vestidas de branco começaram a dançar nos 2º e 3º pisos do Shopping Barra, numa ação inspirada nas flashmobs urbanas. Bailarinos da Companhia de Dança Kika Tocchetto, da Escola de Dança da UFBA e da Escola de Dança da Fundação Cultural, encerraram a coreografia criada por Kika Tocchetto, na Arena Barra Fashion. Neste segundo dia, teve ainda desfiles da Io, Osklen, Triton e Sacada.
Veja algumas imagens:
Flashmob reúne dançarinos de três escolas
Desfile da Osklen na segunda noite do BFM
GLAMOUR NO DESFILE DA ALPHORRIA
A Alphorria fechou a segunda noite do Barra Fashion Mall, na quarta-feira, com o desfile da linha Collection, mostrando uma mulher chique, glamurosa, que sabe o que quer e não tem medo de ousar, mas sempre muito leve e sofisticada. A modelo e apresentadora Mariana Weickert foi a principal atração da noite.
Veja algumas imagens:
Mariana Weickert na passarela...Mariana Weickert em momento glamouroso na passarela da AlphorriaE a modelo e apresentadora nos bastidores do BFM
A FESTA DA IO
A coleção criada por Robério Sampaio se inspirou na atriz espanhola Penélope Cruz. Eleita pela revista Entertainment Weekly a atriz mais bem vestida dos últimos 20 anos do Oscar, a morena espanhola é referência para a criação da mulher urbana, sensual, livre e guerreira que o estilista baiano propõe para a alta estação. Além da feminilidade da atriz, Robério Sampaio aposta nas suas atitudes politicamente corretas que a levaram a ser convidada para ser a editora especial da edição de maio da Vogue Francesa. A feminilidade é a palavra de ordem do Verão da IO, que traz referências da Espanha em suas cores quentes. Os tons de pele e nudes harmonizam com animal prints e musgos de inspiração militar. As estampas gráficas e bicolores pontuam a coleção, que tem como destaque o Cocktail dress (vestidinhos de noite). Os comprimentos são predominantemente curtos, ora em tubinhos bem comportados, ora em tomara que caia com saia tulipa, considerada o grande hit da estação.
Veja algumas imagens:
Desfile da Io. Coleção inspirada na Espanha, feminilidade e Penélope Cruz
Como diriam os "flickeiros": "favoritei" esse cocktail dress. o modelo é totalmente Penélope Cruz! Consigo ver a atriz, que é lindíssima na sua morenice ibérica, usando uma graciosidade desses num filme de Almodóvar
*Agradecimentos especiais da coluna Curtinhas do Mundo Fashion aos jornalistas Ana Carolina, da Ecletique Comunicação; Jammil Moreira Castro, da Como Comunicação Integrada e Mônica Lima pelo material enviado ao blog.
Neste domingo, enquanto a Parada Gay bomba no centro de Salvador reunindo homo e heterossexuais que defendem a cidadania e o direito a livre expressão da diversidade sexual (veja fotos aqui), aproveito para anunciar um evento nacional que a capital baiana vai sediar esta semana, sobre pesquisa, ativismo e políticas LGBT.
A partir da próxima quarta, dia 15, até a sexta, 17, a Saladearte Cinema do Museu, no Corredor da Vitória, vai sedir o Stonewall 40 + o que no Brasil?, promovido pelo Grupo Cultura e Sexualidade, da Universidade Federal da Bahia (CUS/CULT/UFBA). A atividade irá discutir e avaliar o movimento LGBT, os estudos acadêmicos sobre a temática e as políticas públicas e identitárias desenvolvidas no Brasil após o marco histórico que deu origem ao Dia Mundial do Orgulho LGBT, em 28 de junho de 1969. Nessa data, a comunidade homossexual que frequentava o bar nova-iorquino Stonewall se rebelou, pela primeira vez, contra a agressão gratuita e constante dos policiais.
Quem quiser participar do evento pode se inscrever até esta segunda-feira, 13, através do email [email protected]. A programação completa está disponível no site: www.cult.ufba.br/cus.
O Stonewall 40 + o que no Brasil? reunirá pesquisadores e ativistas de diversos estados. Ao longo dos três dias do evento, os especialistas discutirão temas como os estudos e movimentos LGBT no Brasil pós-Stonewall, marcadores sociais da diferença (raça, gênero, classe, idade), direitos sobre o corpo e a saúde e desafios políticos atuais. O evento contará ainda com programação paralela que inclui bate-papo com pesquisadores e performances artísticas.
O Stonewall 40 + o que no Brasil? é patrocinado pelo Fundo de Cultura da Bahia, através do Edital LGBT da Fundação Pedro Calmon (Secult).
Aqui, um resumo da história do Stonewall, passado pela equipe de Leandro:
The Stonewall Inn – Na segunda metade da década de 60, o bar nova-iorquino The Stonewall Inn se consolidou como um espaço de homossociabilidade, sendo freqüentado por gays, lésbicas e travestis. Assim como outros clubes gays da época, o local era foco de constantes batidas policiais sob qualquer pretexto. Mas, na madrugada de 28 de junho de 1969, pela primeira vez, as pessoas presentes no bar se rebelaram contra a repressão do Estado. Foram quatro dias de conflito com a polícia que resultaram não somente em diversos manifestantes agredidos e presos, mas no surgimento de um marco para a luta por direitos LGBT em todo o mundo.
Quem promove o evento?
O Grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade – Ligado ao Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura (CULT/UFBA) e coordenado pelo Prof. Dr. Leandro Colling, iniciou suas atividades em março de 2008. A partir de obras fundamentais do feminismo, da teoria Queer e dos Estudos Gays e Lésbicos, o grupo estuda questões de gênero, identidade e sexualidade. Desde setembro de 2008, tem pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) sobre a representação dos personagens não-heterossexuais nas telenovelas da Rede Globo e no teatro baiano.
Serviço:
O quê: Stonewall 40 + o que no Brasil?
Onde: Saladearte Cinema do Museu (Museu Geológico da Bahia, 2105, Tel: 3338-2241)
Âncora do Marujo – Av. Carlos Gomes, 804, Centro. Tel: 3329-1833
La Bouche Creperia – Rua Dias D´Ávila, 25ª, Barra.
Bahia Café Aflitos – Largo dos Aflitos, s/nº – Mirante dos Aflitos Tel: 3329-0944
Quando: 15 a 17/09/2010
Quanto: Entrada gratuita na Saladearte, Bahia Café Aflitos e La Bouche Creperia. Os ingressos no bar Âncora do Marujo custam R$3.
Realização: Grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS)/UFBA
Twittei essa semana, mas o assunto merece bem mais que 140 caracteres, por isso, aqui vão os detalhes sobre a 18ª Edição do Rallye do Batom. Se você é de fora da Bahia, é o seguinte: lembram da Penélope Charmosa, do desenho Corrida Maluca? Pois bem, imaginem dezenas de penélopes, todas muito fashions, maquiadas e aventureiras, competindo em uma prova de automobilismo em que só as meninas pilotam e os meninos podem atuar só como navegadores em algumas modalidades. Pois bem, isso é o Rally do Batom.
Mas, como eu ia dizendo (melhor, escrevendo), as inscrições para a 18ª edição da prova mais charmosa do automobilismo baiano estão abertas para as moças que adoram um esporte radical, mas não descem do salto nem se o jipe atolar numa lama braba. A competição (na verdade está mais para uma animada festa de luluzinhas com alguns bolinhas convidados), acontece no dia 25 de setembro, com largada às 9h, na praia de Jardim de Alah, em Salvador e chegada às 14h, no Catussaba Resort Hotel, em Stella Mares, onde será servida a feijoada para recarregar as baterias das competidoras (e dos có-pilotos, coitados).
Não fique aí pensando você que é só pegar a pista reta da orla de Salvador para se deslocar de uma praia à outra. Não minha filha, o negócio é na base da trilha, do GPS, da lama e da adrenalina. As trilhas deste ano percorrerão os municípios de Lauro de Freitas, Simões Filho, Dias D’Ávila e Camaçari (todos na região metropolitana de Salvador). São cerca de 100 quilômetros, em quatro horas de aventura, contato com a natureza e umas pirambeiras no meio do caminho, para dar o gostinho de uma legítima Indiana Jones de saias, mas não vale dar chicotada no navegador!
Atenção, o Rallye do Batom é uma competição de mocinhas elegantes, por isso, nada de agir feito o Dick Vigarista da Corrida Maluca
Segundo a assessoria do rallye, o negócio já está tão animado que nas primeiras 48 horas de inscrição, 40 duplas confirmaram presença no evento. As duplas são formadas por duas mulheres, ou, como dito acima, um homem como navegador e uma mulher na pilotagem. No ano passado, o rallye reuniu 200 duplas!
As inscrições acontecem até o dia 21 de setembro, pelo site www.rallyedobatom.com.br. Para se inscrever nas categorias Batom 4×2 e Batom 4×4 (onde só é permitido duplas femininas) é preciso doar 30 quilos de alimentos não perecíveis (exceto sal, fubá, farinha e milho de pipoca) e pagar R$40,00 (pelo GPS). Para se inscrever nas demais categorias, onde os meninos entram, a dupla deve doar 40 quilos de alimentos e pagar R$40,00.
Após o encerramento do prazo de inscrições, as duplas que competirão em qualquer uma das modalidades terão que desembolsar mais R$ 100,00. Existem apenas 100 vagas para Zequinha (o carona que fica só na peruagem), sendo que no carro podem ir, no máximo, dois zequinhas por veículo e cada um paga uma taxa de R$ 100,00.
As mulheres e seus acompanhantes competirão nas categorias: Graduado (Misto 4X4); Turismo (Misto 4X4, Misto 4X2); Expedition (Misto 4X4); e Convidados. As modalidades Batom 4X4 e Batom 4X2, lembrando, são exclusivas para duplas femininas. E não vale disfarçar o maridão com peruca e scarpin!
Barbie? Sim, ela já existia. Mas nos idos da década de 80, quando eu era menina, quem fazia a cabeça das garotas brasileiras era outra fashionista do mundo das dolls, a Susie. Tive uma coleção inteirinha delas quando era criança (incluindo Susies loiras, morenas cravo e canela e a líndíssima Susie negra, que nunca mais reeditaram, mas que era um escândalo de tão bonita). Guardada a sete chaves no armário de uma das minhas tias – e cobiçada pela minha irmã caçula, que até hoje – “balzaca” – coleciona a concorrente, ou seja Barbies, resta a última sobrevivente da minha saudosa coleção.
Mas, quem quiser conhecer a trajetória da Susie (as meninas de hoje) e, principalmente, matar as saudades da boneca (as meninas de outrora), tem a chance de conferir a exposição “Susi na moda”, no Shopping Paralela, em Salvador. Instalada no piso L1, desde o dia 29 de agosto, a mostra – embora já possa ser visitada – terá abertura oficial nesta quarta, dia 01, e segue em cartaz, gratuitamente, até o dia 15 de setembro.
É de babar no lenço meninas, porque a iniciativa reúne 63 bonecas vestidas por estilistas e marcas brasileiras. Além de expor a história da boneca fabricada desde 1966, a exposição contempla ainda painéis com depoimentos de experts em moda que relatam um pouco da sua relação com a Susi. Entre os estilistas que criaram as roupas estão nomes consagrados como Ronaldo Esper, que produziu os vestidos de noiva, André Lima e Clô Orozco, da Huis Clos. Há ainda bonecas que vestem peças criadas com exclusividade pelos estilistas das marcas Le Lis Blanc, Cori, Viva Vida, Paula Marques, Bicho da Seda e Argentum.
SERVIÇO:
O quê: Lançamento Exposição Susi na Moda
Onde: Shopping Paralela (Praça de Eventos, piso L1)
Quando: 01 de setembro, 19h; até o dia 15, no horário de funcionamento do shopping
Quanto: entrada franca
Veja fotos que a assessoria do evento me enviou e babe no lenço sem culpa:
Na minha antiga coleção havia uma dessas Susies clássicas, com o rotinho redondo, boca de coração, olhão azul, os cílios longos e cachos de babyliss loiríssimos
Boneca Susie produzida com modelo de noiva primaveril, by Ronaldo Esper. Que sonho, gente!
Quando acordei hoje de manhã e comecei a me preparar para ir para o Dique do Tororó, onde acompanharia a implosão do estádio da Fonte Nova, não imaginei que viveria a experiência insólita de vibrar juntamente com a torcida do Bahia. Imagina só, eu que sou rubro-negra desde criancinha! Mas era por uma boa causa. A Fonte Nova veio abaixo em cerca de 12 segundos unindo corações de torcedores das mais diferentes agremiações, mas especialmente das dezenas de torcedores do Bahia que equivocadamente ou não, tomaram a Fonte como sua ao longo dos anos, e que foram dar adeus ao que consideravam sua propriedade devidamente uniformizados. Enfim, coisa de torcedor apaixonado. Mas também vi por lá, caminhando no trecho do Dique liberado para o público, leões uniformizados e igualmente tomados pela expectativa de testemunhar o último espetáculo da velha Fonte Nova.
Torcedores que têm história pessoal com a Fonte, especialmente os tricolores, se posicionaram à beira do Dique do Tororó para acompanhar a queda do velho estádio
A expectativa crescia à medida em que o tempo ia passando e chegando mais perto da hora marcada para a implosão, 10h. Cheguei cedo, por volta das 9h e comecei a me sentir tomada por uma nostalgia e ao mesmo tempo me sentindo uma pessoa muito importante porque no futuro vou poder contar para meus filhos ou netos, se os tiver, que vi a implosão da velha Fonte. Um momento histórico do qual participei antes (já já explico o porquê deste antes), durante e, se tudo der certo, depois. Foi um espetáculo lindíssimo e emocionante. O estopim vermelho prenunciou a queda da fonte que rapidamente virou pó. Me emocionei muito a ponto de deixar de lado o foco da câmera digital que levei para gravar o episódio e preferir ver a olho nu o que se passava na minha frente. “Muito bom, muito bom, muito bom!”, repeti, impressionada.
Logo em seguida, uma nuvem de fumaça enterrou as minhas lembranças de jogos que fui ver com amigos e ex-namorado. Sabe como é, quando a gente gosta até assiste jogo do Bahia achando tudo lindo! E foi assim comigo. Vi jogo do Palmeiras nos anos 90, na era Parmalat, quando o palestra ganhava tudo e mais um pouco, vi jogos do Vitória, vi jogos do Bahia e também jogos sem muita repercussão nas tabelas dos campeonatos e em campeonatos inexpressivos. A sensação era sempre a mesma, a emoção de ver os torcedores gritando palavras de ordem a uma só voz, bandeiras, lenços e braços agitados, rolos e mais rolos de papel higiênico, fogos de artifício, fumaça, muito fumaça. E era como se pudesse tocar a energia que era passada para cada um dos jogadores lá dentro do campo.
Imprensa compareceu em peso para registrar momento histórico da primeira implosão de estádio da América Latina. Disputada pelos jornalistas, a elegância sutil de Bobô, ídolo tricolor
Quando vi a Fonte cair, me lembrei dos muitos degraus que subi até chegar a uma melhor posição. Nunca sentava atrás dos gols, sempre numa posição central que, na minha opinião, proporcionava melhor visão da partida. Lembro que sempre me fazia falta o replay da jogada, mas também me lembro muito claramente da sujeira dos corredores, do fedor de mijo nas arestas de concreto, da impossibilidade de ir ao banheiro, do concreto imundo das arquibancadas em qualquer local do estádio, mesmo nos chamados camarotes, nome pomposo demais para o que eram na prática.
Nada disso, acostumados que estávamos a tamanho descaso, atrapalhava o envolvimento com as trocas de passe e não calava cada grito de gol, nem a gostosa sensação de ver o time sair vencedor. E também a gozação de ver o Bahia perder para algum time de menor representatividade. Afinal, lá se vão dez anos de segundona.
Mas, voltando ao dia de hoje, sabe aquela sensação de que algo muito importante vai acontecer na cidade e que você precisa estar presente? Foi exatamente isso que eu senti. Devo confessar que fiquei um tantinho nervosa, tamanha a expectativa em torno da queda da mega estrutura. Ontem mesmo dava boas risadas com minha mãe que estava lá dentro da Fonte quando foi inaugurado o anel superior, em 1971. Eu nasceria no final do ano seguinte. Minha mãe conta que foi ao local com meu pai acompanhar a inauguração e lembra que naquela semana havia surgido um boato na cidade de que a estrutura desabaria.
Minha última foto da Fonte, tirada minutos antes do início da implosão
Na época, algumas construções edificadas por um funcionário que trabalhava na prefeitura, conta minha mãe, caíram, criando o temor de que o mesmo aconteceria com a Fonte, ainda que uma coisa não tivesse nada a ver com a outra. Coisas do imaginário coletivo. Minha mãe fala entre séria e risonha que perdeu o sapato na confusão e que foi segura pelo meu pai enquanto ficaram esperando a confusão passar. No meio do tumulto, ela não recorda exatamente, mas parece que alguém soltou uma bomba no meio do estádio e o estrondo despertou o pânico entre as pessoas que já estavam ressabiadas com a história do empreiteiro, digamos, picareta.
Foi o fim de pelo menos cinco décadas de grandes espetáculos do futebol
Ela me contou também que, alguns anos depois, voltou à Fonte comigo e meu irmão mais velho ainda pequenos para ver o Papai Noel descer de helicóptero no meio do gramado. Outra confusão, mais aterrorizante ainda para ela porque estava sozinha com duas crianças totalmente indefesas. Restou a ela encostar-se num paredão e aguardar a turba passar espremidinha com a cria. “Desde aquela época, não quero saber mais de aglomeração. Não quero conta”, diz, meio traumatizada, porque minha mãe não é de se consumir com as coisas, não. No segundo seguinte, ela está dando risada lembrando do sapato perdido e do boato sobre a queda da Fonte que rondou a inauguração do novo anel. Coisas de uma época em que as pessoas não eram tão acostumadas com a tecnologia e o fato de uma construção não estar exatamente “assentada no chão” causava medo.
Espetáculo da engenharia foi concluído em cerca de 12 segundos e a nuvem de poeira se dissipou rapidamente
Enquanto aguardava a enorme cortina de fumaça assentar, observava os gritos de empolgação das pessoas, que me remetiam aos momentos de gol comemorados nas arquibancadas da Fonte. É engraçado, mas a queda da Fonte também trouxe alegria para o público que pode ver de perto o acontecimento. Era como uma catarse que servisse para guardar para sempre na memória os momentos bons e apagar de vez da mente momentos trágicos. O grito das pessoas, em sua maioria torcedores e soteropolitanos que tinham o equipamento como parte da cidade e de suas vidas, foi uma forma de cumprimentar o estádio pelos serviços prestados e dar as boas vindas para a Nova Fonte.
É como disse o jogador da elegância sutil, Bobô: “A gente vai começar a construir uma nova história. Momento que não vou esquecer nunca é após a saída dos portões do estádio, com a torcida nos esperando lá fora. Este talvez tenha sido o momento mais marcante. Famílias inteiras, crianças que esperavam o ídolo com um presentinho. Até hoje me lembro com muita frequência. Cada um que construiu seu legado aí, não vai esquecer. Fico muito feliz de estar participando de dois ciclos, da velha Fonte Nova, que vivi com muita intensidade, com orgulho muito grande, e de estar trabalhando na nova Fonte Nova que é uma outra história a ser construída por uma geração nova de atletas”, disse o ídolo do campeonato brasileiro conquistado pelo Bahia em 1988.
Fonte Nova agora são escombros e o espaço dará lugar à nova arena, que deve começar a funcionar em janeiro de 2013, com expectativa de 80 eventos anuais com média de preço do ingresso de R$39
Jogador que, nos anos 70, foi ídolo das torcidas do Vitória e do Bahia, Osni demonstrou emoção: “Sinto hoje mais alegria que tristeza. Eu joguei nessa Fonte Nova, na outra não vou jogar, estarei lá somente como torcedor. Aquilo que eu vivi, que Bobô viveu e todos os jogadores da Bahia e do Brasil que fizeram história na Fonte Nova, que fizeram gols bonitos, já está marcado. O que é importante não é pensar em tristeza, vemos uma antiga era terminando e vamos ver uma nova era começando. A Fonte Nova de 2013 é a Fonte Nova que o torcedor merece”.
Para mim, a sensação foi um misto de alegria e tristeza. De não ter mais a velha Fonte e da expectativa de comprar os ingressos, possivelmente pela internet, para ver os jogos da Copa do Mundo de 2014 na nova Fonte. Faço questão de voltar à Fonte, que não vai ser mais a mesma, é óbvio, mas que vai certamente incorporar toda a mística do nosso maior templo esportivo. Amanhã, volto a fazer meu trajeto rumo ao trabalho, de manhã cedinho, e vai ser o primeiro dia em toda a minha existência em que não verei no horizonte o anel superior do estádio Otávio Mangabeira. A gente se acostuma com tudo nessa vida, mas vai ser uma espera difícil. Mas, pensando bem, três anos não demoram tanto assim…
Confira a implosão da Fonte Nova, neste domingo, 29 de agosto:
Gente, peço mil desculpas por não ter postado mais cedo, mas hoje foi o dia em que a tecnologia não me favoreceu. Levei máquina digital para filmar a implosão e filmei, além de ter gravado no celular entrevistas com o ministro dos esportes, Orlando Silva, com os jogadores do Bahia Osni e Bobô, além do titular da Secopa, secretaria que cuida dos assuntos da Copa de 2014 em Salvador, Ney Campelo, mas não consegui editar o vídeo e não consegui baixar do celular os áudios. Tudo que planejei foi por água abaixo. Fico devendo as minhas imagens e os meus áudios, mas ficam algumas das minhas fotos e o registro da emoção no dia em que a Fonte Nova virou pó e entrou inapelavelmente para a história do futebol nacional e para o imaginário dos torcedores que lá tiveram grandes e inesquecíveis momentos de divertimento.
Atenção moças que desejam tentar a carreira de modelo, essa notícia é para vocês: o concurso Menina Fantástica 2010, promovido pela agência Mega Model e exibido no programa Fantástico, da Rede Globo, fará uma seletiva em Salvador, no próximo dia 11 de setembro, a partir das 13h, no Hotel Pestana (Rio Vermelho). A entrega das senhas para participar será encerrada às 16h, portanto aspirantes a top, agendem-se e corram lá!
Até o final desta fase, a equipe do Menina Fantástica vai visitar 200 cidades do país, em três meses de seletiva. Podem participar do concurso candidatas de 16 até 25 anos. As inscrições serão feitas nos ônibus do Concurso, pelo correio ou diretamente nos locais das seletivas.
Na Bahia, os ônibus vão passar pelas regiões de Esplanada (06/09), Entre Rios (06/09), Alagoinhas (07/09), Conceição do Jacuípe (08/09), Candeias (09/09), Simões Filho (10/09), Lauro de Freitas (10/09) e Salvador (do dia 07 a 10/11), onde acontecerá a seletiva do dia 11, reunindo as candidatas de todas as cidades listadas acima.
>>No site www.meninafantastica.com.br as interessadas encontram mais informações sobre as inscrições. O endereço eletrônico traz também o roteiro completo da caravana Menina Fantástica, as datas de todas as etapas e o regulamento do concurso. Não tentem se inscrever pelo blog, pois nós estamos apenas divulgando gratuitamente a iniciativa. Não trabalhamos para a Mega Model e muito menos para a organização do concurso ou para o programa Fantástico.
As fases – Dividido em etapa regional, semifinal e final, o Menina Fantástica vai passar por dez capitais brasileiras, duas localidades a mais do que a última edição. Até o momento, o concurso já chegou às regiões de Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Recife. Salvador é a sétima capital a receber o projeto que vai visitar ainda a região de Belém e encerra essa primeira fase no dia 25 de setembro, em São Paulo.
Nos dias 02 e 09 de outubro, as semifinais serão realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, respectivamente. Serão escolhidas 12 finalistas das 50 classificadas nas etapas regionais. A fase final acontecerá nas cinco semanas seguintes. As finalistas ficarão em uma casa, em São Paulo, participando de várias atividades como workshops de nutrição, maquiagem, cabelo, etiqueta, moda e postura. A cada semana, acontecerá uma prova eliminatória, com um júri distinto. Serão realizados testes de interpretação, produção e fotografia para ajudar o júri e o público na definição dos votos.
Quem assiste ao Fantástico sabe que o concurso é exibido semanalmente no programa, como um grande reality show do mundo fashion. A cada domingo, no decorrer do programa, o público ajuda a escolher – por telefone ou internet – a “Menina Fantástica 2010”. Todas as finalistas serão contratadas pela Mega Model, e a vencedora assinará um contrato com a agência no valor de R$ 500 mil.
O presidente nacional da ONG APASE – Associação de Pais e Mães Separados, Analdino Rodrigues Paulino Neto vai ministrar palestra sobre a alienação parental, em Salvador, nesta sexta-feira, dia 13, durante o III Congresso Nordestino de Direito da Família. O evento jurídico acontece até o sábado, dia 14, no Bahia Othon Palace Hotel, em Ondina.
Analdino Rodrigues Paulino Neto é mediador familiar e consultor jurídico na área da Igualdade Parental. A ONG que ele preside foi a que conseguiu aprovar a Lei da Guarda Compartilhada.
Alienação parental –O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) passará a prever punição dos responsáveis pelas crianças – como a mãe, o pai ou os avós – que atuarem para desqualificar ou dificultar o contato do menor com um dos responsáveis (ou seja, praticar alienação parental). Os que forem condenados estarão sujeitos ao pagamento de multas, perda da guarda e à detenção de seis meses a dois anos. É o que prevê o projeto de lei do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP) aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), que trata do conceito de alienação parental.Como a aprovação no Senado ocorreu em caráter terminativo, o que dispensa a votação no plenário, a lei entrará em vigor logo que for sancionada pelo Presidente Lula.
A Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner em 1985 para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor. Os casos mais freqüentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera, em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande. Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro.
Leia mais sobre a alienação parental aqui no blog, nos posts abaixo:
A Bienal do Livro de São Paulo começará nesta quinta-feira, dia 12, reunindo cerca de 350 expositores. A Bahia estará representada através de um stand organizado pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA), através da Fundação Pedro Calmon e da Câmara Bahiana do Livro. No espaço, além de 500 títulos de autores do Estado, representados por romances, cordéis, contos e poesia, haverá ainda lançamento de livros.
Entre as obras lançadas no stand, está Obaràyí (Barabô Design Gráfico e Editora), da jornalista Agnes Mariano, uma amiga querida com quem além de dividir a mesma data de aniversário, também dividi os créditos do meu primeiro prêmio de jornalismo.
O lançamento será dia 15 de agosto, às 18h, com performance artística e leitura de mitos e contos da mitologia africana. No livro, Agnes revela a história do líder religioso Balbino Daniel de Paula, do Terreiro Ilê Axé Opô Aganju, em Lauro de Freitas.
No dia 21 de agosto, às 16h, o stand sediará um sarau com Nelson Maca, do Coletivo Blacktude – Bahia, Sergio Vaz, da Cooperifa – SP e o rapper Gog, de Brasília – DF. Os três mostrarão as ações que realizam em seus estados para a difusão da leitura e estímulo à produção literária entre jovens da periferia.
Quase baiana –Outro lançamento que ocorrerá nesta Bienal é do livro Notas Mínimas, da jornalista Katherine Funke, autora de um blog do mesmo nome (acesse aqui). Katherine, embora tenha nascido em Santa Catarina, é quase de casa – se define como “uma jornalista catarinense na Bahia”, pois mora no Estado e já trabalhou nas redações de dois jornais baianos: Correio da Bahia (atual Correio*) e A TARDE. Sendo que nas duas ocasiões, tive o privilégio de ser colega da moça.
O lançamento de Notas Mínimas (Solisluna Editora), ocorre no dia 13, segundo dia da Bienal. O livro reúne os melhores microcontos publicados pela autora em seu blog, entre 2007 e 2008.
A Bienal – Ocupando um espaço de 60 mil metros quadrados no Pavilhão de Exposições do Anhembi, a Bienal de São Paulo, segundo organizadores, deverá receber um público estimado em 700 mil pessoas. O evento é realizado pela CBL (Câmara Brasileira do Livro) e organizada pela Reed Exhibitions Alcântara Machado. Serviço:
O Quê: XXI Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Quando: entre 12 e 22 de agosto
Onde: Pavilhão de Exposições do Anhembi – SP
*Com informações da Assessoria de Comunicação da Secult-BA
Uma informação interessante para quem quer aperfeiçoar o talento literário, ou mesmo descobrir o próprio dom. Neste sábado, dia 24, acontece uma aula aberta, gratuita, do curso de Formação de Escritores, na Livraria Saraiva do Salvador Shopping (no piso L2). A aula é uma homenagem ao Dia do Escritor, comemorado no domingo, e está marcada para começar às 17h, ministrada pelo escritor Gilberto Martins, que também idealizou o projeto.
Promovida pela Câmara Bahiana do Livro e Cultura Editorial, a iniciativa integra o projeto Palavra é Arte. Durante a aula aberta, o público terá a chance de desenvolver métodos para produção literária e obter mais informações sobre a capacitação nessa área. Os interessados em potencializar o talento com a orientação de profissionais, podem ainda se inscrever nas aulas regulares, que ocorrerão a partir do mês de agosto até dezembro de 2010, em local ainda a ser definido (veja serviço no final do post). As turmas regulares terão no máximo 15 alunos e o curso irá fomentar a publicação, ao final das atividades, de cerca de 100 trabalhos produzidos pelos alunos em uma coletânea chamada Palavra é Arte, patrocinada pela Cultura Editorial.
SOBRE O CURSO DE FORMAÇÃO DE ESCRITORES
Realizado pela primeira vez em Salvador, o Curso de Formação de Escritores promete, nos cinco meses de aulas, apresentar conteúdos relacionados a todas as etapas da produção textual: Gênero e Tipologia, Linguagem Literária, Construção do Texto Literário (Crônica, Conto, Novela e Romance), Web Writing (Textos para o Universo Virtual), além de diversos aspectos do texto narrativo como Estrutura da Narração, Sequência, Foco Narrativo, Enredo e Personagens.
Para participar da Aula Aberta do Curso de Formação de Escritores é necessário confirmar inscrição através do e-mail [email protected], informando nome completo e telefones para contato. Já os interessados em efetuar inscrição nas turmas regulares do Curso de Formação de Escritores terão de investir o valor mensal de R$200,00.
Quem é?
Gilberto Martins é escritor, autor e organizador de dezenas de títulos, professor de língua Portuguesa, Literatura e produção textual, formado em letras pela PUC de Salvador e pós-graduado na mesma área pela Universidade Salgado de Oliveira, Rio de Janeiro. Atua em pesquisas sobre a capacidade de leitura, para produção de material didático destinado aos alunos da escola pública brasileira – projeto pautado na temática da História e Geografia de mais de 200 municípios de diversas regiões estudadas no país, como São Paulo, Bahia, Goiás, Paraná e Minas Gerais. Além disso, tem se dedicado ao ensino da produção de hipertextos e formação de escritores.
SERVIÇOS:
É grátis!
O quê: Aula Aberta do Curso de Formação de Escritores
Quando: Sábado, dia 24 de julho. Das 17h às 21h
Onde: Livraria Saraiva, 2º piso do Salvador Shopping
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