Saúde & Fitness: Algumas questões sobre artrite reumatóide

A série Saúde & Fitness foca mais no tema saúde neste domingo, para abordar uma doença que afeta bastante a qualidade vida das mulheres: a artrite reumatóide. O texto abaixo é da jornalista Márcia Wirth, da MW Consultoria de Comunicação, e traz dados de pesquisas recentes, bem como esclarecimentos prestados pelo reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo). Confiram e se conhecerem alguém afetado pela doença, ajudem a disseminar as informações abaixo:

*Três quartos das mulheres que têm artrite reumatóide sofrem dores diárias

Familiares dos pacientes são afetados emocionalmente pelo diagnóstico da doença

Quase três quartos (72%) das mulheres diagnosticadas com artrite reumatóide sofrem com dores diárias, apesar do fato de 75% delas receberem medicamentos para alívio da dor. Os números são de um estudo apresentado por Paul Emery, professor de Reumatologia da Universidade de Leeds, no Reino Unido, durante o Congresso Anual da Liga Européia Contra o Reumatismo. Os dados coletados por Emery abrangem mulheres de sete países: Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, E.U.A. e Canadá.

Segundo a pesquisa, 27.459 mulheres com idades entre 25-65 (média 46 anos) foram recrutadas para o estudo através de um painel de pesquisas on-line, dos quais 1.958 foram elegíveis para análise do preenchimento do questionário, entre 30 de julho e 31 de agosto de 2009. 75% tinham sido diagnosticadas com artrite reumatóide por mais de um ano.

A pesquisa destacou também o impacto emocional, social e físico da artrite reumatóide na vida destas mulheres. As participantes do estudo relataram que sofrem muito com a doença, além das dores físicas, foram relatados sentimentos de distanciamento e isolamento. A doença afeta também as relações íntimas:

– 40% das mulheres solteiras afirmaram que é mais difícil encontrar um parceiro;

– 22% das entrevistadas divorciadas ou separadas afirmaram que de alguma forma, a artrite reumatóide teve um papel na sua decisão de se separar de seu parceiro;

– 68% das mulheres com artrite reumatóide relatou esconder sua dor dos mais próximos;

– 67% disseram que estão constantemente a procurar de novas “ideias” ou “alternativas” para amenizar ou acabar com a dor que sentem.

“Os dados confirmam que a dor física é a questão primordial para as mulheres com artrite reumatóide, mas a doença as atinge mais profundamente, afetando o seu bem-estar físico, social e emocional. O trabalho destaca a complexidade do tratamento destas pacientes. É um processo que vai além do controle dos sintomas ou do alívio da dor”, explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares (Iredo).

Inflamação nas mãos. Doença tem causa ainda desconhecida, mas afeta preferencialmente as mulheres

A adoção de estratégias de tratamento para reduzir a dor, restabelecer a produtividade no trabalho e de gestão do impacto social da artrite reumatóide é de grande importância no manejo clínico desses pacientes. “O estudo aprofundado do impacto negativo da doença e da dor sobre a produtividade laboral das entrevistadas revelou que 71% das entrevistadas se consideravam menos produtivas por causa da artrite reumatóide”, destaca Lanzotti.

O estudo revelou impactos, a longo prazo, da artrite reumatóide sobre a vida profissional:

– 23% das entrevistadas pararam de trabalhar;

– 17%  informaram  uma redução na jornada de trabalho.

Família e amigos sofrem também – Outro estudo apresentado, durante o Eular 2010, destacou o sofrimento psíquico de familiares e amigos de pacientes com artrite reumatóide. A autora da pesquisa é Julie Taylor da Universidade de West England, em Bristol, Reino Unido.

Taylor e sua equipe de pesquisadores entrevistaram familiares de pacientes com artrite reumatóide, visando avaliar seus sentimentos no momento em que seus familiares foram diagnosticados com a doença e a forma como eles conviveram com o diagnóstico, com o passar do tempo. Após a análise dos dados, os pesquisadores relataram que os familiares de pacientes com artrite reumatóide relataram os seguintes problemas:

• Emocionais: de uma maneira geral, os familiares expressaram uma tristeza imensa e uma perda de significado “no conceito de futuro”, tanto em relação a si mesmos, quanto em relação ao familiar doente;

• De adaptação: vários entrevistados disseram esperar uma cura para a doença. Mas, após um tempo maior de diagnóstico da doença, os familiares reconhecem que a pessoa afetada e eles mesmos continuarão a conviver com a artrite, durante toda a vida do paciente;

• De enfrentamento: os familiares relataram sentimentos de rejeição, desamparo e ocultação, tanto da condição de saúde do familiar doente, quanto dos impactos que a doença provocou ao relacionamento familiar;

• De falta de apoio e informação: a maioria dos entrevistados revelou-se relutante em participar de um grupo de apoio específico sobre a doença, apesar de reconhecerem sua importância.

“Os resultados desta outra pesquisa servem de alerta para os profissionais de saúde. Apenas uma equipe multidisciplinar de atendimento é capaz de suprir todas as necessidades do paciente com artrite reumatóide e sua família”, defende o diretor o Iredo.

O diagnóstico das doenças reumáticas pode ter um impacto muito negativo na vida familiar. Muitas associações que lidam com o tema, como a inglesa Arthritis Care e a portuguesa ANDAR realizam estudos com os familiares onde são relatados comumente sentimentos de desesperança e de descrédito no futuro.

A prática regular de atividade física previne o surgimento de artrites e reumatismos, bem como da dor crônica, mas um paciente acometido de uma doença como a artrite reumatóide, que é degenerativa, só pode se exercitar de acordo com orientação médica e a depender do grau da doença

Geralmente, após o diagnóstico da doença, a  família não só têm de aprender novas habilidades para prestar cuidados físicos ao paciente, mas também se vê obrigada a ajustar atitudes, emoções, estilo de vida e  rotina.

“Essas associações e grupos de apoios têm papel relevante no tratamento da artrite reumatóide, pois oferecer apoio e suporte à família do doente crônico é tão importante quanto tratar este paciente. É uma das vertentes do tratamento. Um ambiente familiar mais harmonioso favorece muito o tratamento e o controle da doença crônica”, defende o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti.

Para saber mais:

Visite o site www.iredo.com.br

Leia o blog vivendosemdor.wordpress.com

Ou siga no twitter: @sergiolanzotti

Para esclarecer dúvidas: [email protected]

*Texto enviado para o email do blog por MW Consultoria de Comunicação e publicado mediante autorização, desde que citada a fonte e respeitada a integridade do material.

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Acelere nos detalhes do Rallye do Batom

Penélope Charmosa, madrinha das pilotos

Twittei essa semana, mas o assunto merece bem mais que 140 caracteres, por isso, aqui vão os detalhes sobre a 18ª Edição do Rallye do Batom. Se você é de fora da Bahia, é o seguinte: lembram da Penélope Charmosa, do desenho Corrida Maluca? Pois bem, imaginem dezenas de penélopes, todas muito fashions, maquiadas e aventureiras, competindo em uma prova de automobilismo em que só as meninas pilotam e os meninos podem atuar só como navegadores em algumas modalidades. Pois bem, isso é o Rally do Batom.

Mas, como eu ia dizendo (melhor, escrevendo), as inscrições para a 18ª edição da prova mais charmosa do automobilismo baiano estão abertas para as moças que adoram um esporte radical, mas não descem do salto nem se o jipe atolar numa lama braba. A competição (na verdade está mais para uma animada festa de luluzinhas com alguns bolinhas convidados), acontece no dia 25 de setembro, com largada às 9h, na praia de Jardim de Alah, em Salvador e chegada às 14h, no Catussaba Resort Hotel, em Stella Mares, onde será servida a feijoada para recarregar as baterias das competidoras (e dos có-pilotos, coitados).

Não fique aí pensando você que é só pegar a pista reta da orla de Salvador para se deslocar de uma praia à outra. Não minha filha, o negócio é na base da trilha, do GPS, da lama e da adrenalina. As trilhas deste ano percorrerão os municípios de Lauro de Freitas, Simões Filho, Dias D’Ávila e Camaçari (todos na região metropolitana de Salvador). São cerca de 100 quilômetros, em quatro horas de aventura, contato com a natureza e umas pirambeiras no meio do caminho, para dar o gostinho de uma legítima Indiana Jones de saias, mas não vale dar chicotada no navegador!

Atenção, o Rallye do Batom é uma competição de mocinhas elegantes, por isso, nada de agir feito o Dick Vigarista da Corrida Maluca

Segundo a assessoria do rallye, o negócio já está tão animado que nas primeiras 48 horas de inscrição, 40 duplas confirmaram presença no evento. As duplas são formadas por duas mulheres, ou, como dito acima, um homem como navegador e uma mulher na pilotagem. No ano passado, o rallye reuniu 200 duplas!

As inscrições acontecem até o dia 21 de setembro, pelo site www.rallyedobatom.com.br. Para se inscrever nas categorias Batom 4×2 e Batom 4×4 (onde só é permitido duplas femininas) é preciso doar 30 quilos de alimentos não perecíveis (exceto sal, fubá, farinha e milho de pipoca) e pagar R$40,00 (pelo GPS). Para se inscrever nas demais categorias, onde os meninos entram, a dupla deve doar 40 quilos de alimentos e pagar R$40,00.

Após o encerramento do prazo de inscrições, as duplas que competirão em qualquer uma das modalidades terão que desembolsar mais R$ 100,00. Existem apenas 100 vagas para Zequinha (o carona que fica só na peruagem), sendo que no carro podem ir, no máximo, dois zequinhas por veículo e cada um paga uma taxa de R$ 100,00.

As mulheres e seus acompanhantes competirão nas categorias: Graduado (Misto 4X4); Turismo (Misto 4X4, Misto 4X2); Expedition (Misto 4X4); e Convidados. As modalidades Batom 4X4 e Batom 4X2, lembrando, são exclusivas para duplas femininas. E não vale disfarçar o maridão com peruca e scarpin!

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Artigo: “Violência contra a mulher”

O artigo da semana escolhido para esta quarta-feira bate numa tecla que as meninas deste blog vivem tocando em alto e bom som: a militância para acabar com a covardia que é a violência contra as mulheres. O texto é da jornalista Marli Gonçalves e reflete sobre os casos mais recentes de violência aqui no Brasil e no resto do mundo (onde ainda se matam mulheres apedrejadas, como há dois mil anos atrás!!). O texto mostra ainda uma história de superação na vida da própria autora, que já viu e sentiu a violência na pele, mas deu a volta por cima. Vale muito a pena ler. No final, tem os contatos da Marli e os links para acessar suas páginas pessoais.

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**Violência contra a mulher: eu me manifesto. E você? Vai ficar olhando?

*Marli Gonçalves

Mulheres apedrejadas, esquartejadas, violentadas, exploradas, baleadas, surradas, torturadas, mutiladas, coagidas, reguladas, censuradas, perseguidas, abandonadas, humilhadas. Até quando a barbaridade inaceitável vai vigorar?

Eu me manifesto, sim, contra tudo que considero inaceitável. E não é de hoje. Desde pequena meto-me em encrencas por causa disso. Uma vez, tinha acho que uns 12 anos, e brincava na portaria do prédio quando ouvi um homem brigando com uma mulher do outro lado da calçada, ameaçando-a de morte, dando-lhe uns sopapos. Não tive dúvidas. Atravessei, entrei pequenina no meio deles, gritando forte por socorro, o que o assustou e fez com que ele parasse as agressões. Para minha surpresa, ao olhar para os lados, vi que havia muitos adultos assistindo à cena, impassíveis.

Nunca me esqueci disso. Inclusive porque, quando voltei para casa, tomei uma bronca daquelas. Atraída pelos meus gritos, minha mãe tinha ido à janela, e assistiu. “E se ele estivesse armado e te matasse?” – ouvi. Creio que respondi que nunca ficaria quieta vendo aquela cena, onde quer que fosse, e que jamais seria resignada. Dentro de minha própria casa já havia assistido a cenas que teriam ido para esse lado, não tivesse sido minha mãe uma guerreira baixinha e desaforada, ela própria vítima de um pai tão violento que não o aceitava nem em sua carteira de identidade, nem em sobrenome. Minha avó materna teria sido morta por um “acidente”, em que um motorista de ônibus, que por ele teria sido pago, acelerou quando ela descia. Caiu, bateu com a cabeça na sarjeta, morrendo horas depois, de hemorragia, na pequena cidade do interior de Minas.

Sakineh Mohammad Ashtiani, condenada a morte por adultério no Irã

Anos depois, senti em minha própria pele o desespero solitário da agressão, da humilhação, do medo. Em plena juventude e viço, em uma ligação amorosa complicada, de paixão e amor intenso que vi virar violência, agressão, loucura e insegurança, só saí viva porque mal ou bem sou de circo, e protegida pelos meus santos e anjos, daqui e do céu… Tentei não envolver ninguém, resolver, e quase virei primeira página policial. Tive a minha vida quase ceifada, ora por ameaça de facadas; ora por canos e barras de ferro, ora pela perda de todas as referências, ora pela coação verbal. Os poucos e únicos amigos que ainda tentaram ajudar também entraram no rol da violência. E os (ex) amigos que viraram as costas, ou faziam-se de cegos, desses também me lembro bem; inclusive de alguns que conseguiam piorar a situação e pareciam gostar disso, insuflando. Ou se calando. Ou me afastando. Deve ser bonito ver o circo pegar fogo.

Desespero solitário, sim. Não há a quem recorrer. Polícia? Apoiam os homens. Delegacia da Mulher? Na época não existia, mas parece que sua existência só atenuou a dimensão do problema, que pode acontecer em qualquer lar, lugar, classe social. Lei? Veja aí a Lei Maria da Penha. Pensava já naquele tempo, meu Deus, e se eu ainda tivesse filhos para proteger, além de mim? Não poderia ter me livrado – concluo ainda hoje, pasma em ver como a situação anda, em pleno Século XXI. Hoje, acredito que curei minhas feridas, que não foram poucas, especialmente as emocionais.

O que choca no caso Eliza Samudio, tanto quanto a violência em si, é o fato de muitas pessoas julgarem o comportamento da vítima, como se isso justificasse a violência que ela sofreu

Há semanas venho tentando defender, aqui do meu cantinho, a libertação da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, mais uma das mulheres iranianas cobertas da cabeça aos pés pelo xador, a vestimenta preta que é uma das versões mais radicais do véu muçulmano. Mas esse, a roupa, não é o maior problema dela e de outras iranianas. Viúva, dois filhos, em 2005 Sakineh foi presa pelo regime fundamentalista do Irã. Em 2007, julgada. A pena inicial foram 99 chibatadas. O crime, adultério! Sua pena final, a morte por apedrejamento.

Uma história que lembra a fascinante personagem bíblica de Maria Madalena, a moça que aguardava a morte por apedrejamento até ser salva por Jesus Cristo. Cristo provocou com uma frase que ficou célebre, e revelou-se futurista: “Quem não tiver pecado que atire a primeira pedra”. Esses iranianos estão querendo matar Sakineh e outras a pedradas, e com pedras pequenas, para que sofram mais; talvez porque sejam, acreditam, muito puros? A sharia, lei islâmica, devia prever cortar dedos, língua, furar os olhos desses brucutus modernos, hitlers escondidos sob mantos religiosos, protegidos por petróleo e riquezas?

Não bastasse a novela de Eliza Samudio que, morta ou não, faltou ser chutada igual bola, e de tantas jovens, inclusive adolescentes, mortas pelos namoradinhos, a advogada que morreu no fundo da represa. Todo dia tem violência. No noticiário ou na parede do lado da sua, no andar de baixo, no de cima, na casa da frente.

Cartaz da campanha Basta!, organizada por entidades civis e femininas

Nem bem a semana terminou e outro caso internacional estava na capa da revista Time, com o propósito de pedir a permanência das tropas de ocupação no Afeganistão. Na foto, na capa, a imagem chocante da afegã Aisha, 18 anos, que teve o nariz e as orelhas decepados pelo Talibã. Foi a punição à sua tentativa de fugir de casa, de uma família que a maltratava. Agora, Aisha está guardada em lugar sigiloso, com escolta armada, paga pela ONG Mulheres pelas Mulheres Afegãs. Deve ser submetida a uma cirurgia para a reconstrução do rosto. No Irã, ou melhor, globalmente, porque lá nada se cria, se estabeleceu a campanha “Um Milhão de Assinaturas exigindo mudanças de leis discriminatórias”, com protestos e abaixo-assinados, de grupos internacionais de mulheres e ativistas, organizações de direitos humanos, de universidades e centros acadêmicos e iniciativas de justiça social, que manifestam o apoio às mulheres iranianas para reformar as leis e conseguir o mesmo estatuto dentro do Irã legal do sistema.

O que há? O que está havendo? Mulher é menos importante? A realidade: em cerca de 50 pesquisas do mundo inteiro, de 10% a 50% das mulheres relatam ter sido espancadas ou maltratadas fisicamente de alguma forma por seus parceiros íntimos, em algum momento de suas vidas; 60% das mulheres agredidas no ano anterior à pesquisa o foram mais de uma vez; 20% delas sofreram atos muito fortes de violência mais do que seis vezes. No Brasil, a violência doméstica é a principal causa de lesões em mulheres entre 15 e 44 anos; 20% das mulheres do mundo foram vítimas de abuso sexual na infância; 69% das mulheres já foram agredidas ou violadas. No Nordeste, 20% das mulheres agredidas temem a morte caso rompam a relação; no geral, 1/3 das mulheres agredidas continuam a viver com os seus algozes. E continuam sendo agredidas. É pau, é pedra, é o fim do caminho.

Cartaz de campanha contra a violência

Estudos identificam, ainda, uma lista de “provocadores” de violência: não obedecer ao marido, “responder” ao marido, não ter a comida pronta na hora certa, não cuidar dos filhos ou da casa, questionar o marido sobre dinheiro ou possíveis namoradas, ir a qualquer lugar sem sua permissão, recusar-se a ter relações sexuais ou suspeitar da fidelidade, entre eles.

Até quando ficaremos assistindo a esse filme? Chega. Foi como li a conclamação da amiga e uma das mais respeitáveis profissionais de comunicação do país, Lalá Aranha, em seu Facebook: “Não posso entender como em pleno século XXI as mulheres brasileiras são tão molestadas. Precisamos fazer algo neste sentido. Quem me acompanha?”

Adivinhem quem foi a primeira a responder? Eis, assim, aqui, também, minha primeira contribuição.

*Marli Gonçalves é jornalista, blogueira, escritora, radialista, twitteira e um monte de outras coisas legais.

Para falar com a Marli: [email protected] ou [email protected]

Para ler mais Marli: www.brickmann.com.br e marligo.wordpress.com

**Texto enviado por email e publicado neste blog mediante autorização da autora, desde que citada a autoria e respeitada a integridade do texto.

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Traça de Biblioteca em homenagem à Independência

Terça é dia de Traça de Biblioteca aqui no blog (se você está nos acessando pela primeira vez, esse é o nome da nossa coluna semanal de dicas de leitura). Mas esta terça, em especial, é o feriado da Independência do Brasil. Em homenagem a data, selecionei três dicas de livros que tratam sobre História Geral e História do Brasil, tanto a oficial quanto aquela contada nos bastidores e, na maioria das vezes, que flerta de maneira hilária com a ficção ou então descreve realidades tão absurdas que de fato parecem saídas de um conto da carochinha. Confiram:

CASTELOS E PALÁCIOS

A obra conta a história de 40 castelos e palácios que, há mais de mil anos, retratam a ambição e os sonhos do homem. Segredos, sonhos, lendas, romance e uma boa pitada de crueldade. O livro, publicado em formato luxuoso pela Editora Europa, reúne textos, fotos, localização, posicionamento histórico e desenhos 3D dos mais belos e/ou importantes castelos e palácios do mundo. Ao longo de 236 páginas, o leitor encontra construções que vão de Portugal até o Japão, passando por Espanha, França, Inglaterra, República Checa, Romênia, Rússia, China e etc, num passeio por mil anos de história e evolução de escolas arquitetônicas. Entre as curiosidades retratadas, o fato de alguns castelos e palácios terem abrigado não apenas reis, príncipes, imperadores e a nobreza em geral, mas também personalidades importantes do mundo das artes, da literatura e da filosofia. Leonardo da Vinci, por exemplo, participou do projeto de muitos castelos do Vale do Loire, na França, tanto que está enterrado no castelo de Amboise. Já Franz Kafka viveu alguns meses em uma pequena casinha no Castelo de Praga, enquanto Martinho Lutero fundamentou parte das famosas teses que deram origem à Reforma Protestante no Castelo de Wartburg, na Alemanha.

Editora Europa (www.livrariaeuropa.com.br)

236 páginas

Preço sugerido: R$ 99,90

A OUTRA HISTÓRIA DO BRASIL

Por que Tiradentes tinha uma barba parecida com a de Jesus Cristo se era militar, e militar não tem barba? Por que D. Pedro I, que era português, libertou o Brasil de Portugal? Por que o Brasil foi excluído das grandes guerras? Essas e outras tantas perguntas são respondidas com muito humor no livro A outra história do Brasil – A versão desavergonhada e sem cortes que explica tudo. A obra mostra o lado cômico da história do país sob o ponto de vista de Jovane Nunes, ator e redator de programas de TV e da Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo. É um convite para entender como tudo começou sem parar de rir, como na versão do escritor para a carta que “Pero Vaz de Caninha” escreveu, comunicando a descoberta das terras brasileiras: “Pero Vaz de Caninha, barman da frota de Cabral, mesmo embriagado, redigiu esta carta ao rei D. Manuel I para lhe comunicar as peripécias do cruzeiro marítimo que acabou no descobrimento de novas terras. Datada de 1º de maio de 1500, em Porto Seguro, este é o primeiro documento etílico escrito da nossa história”. A partir daí, a história segue em mais 12 capítulos (são 13 no total), com divertidas ilustrações criadas pelo ator e designer Welder Rodrigues. A outra história do Brasil é também um absurdo estudo antropológico e sociológico do nosso país. No capítulo sobre as capitanias hereditárias, o autor filosofa sobre a política do país: Com o Brasil já descoberto, o que dava a Portugal um enorme pedaço da América, o rei de Portugal, D. João III, deparou com a mesma dúvida que Lula teve ao assumir o governo: “o que fazer com isso?”. Apesar de usar datas, fatos e personagens reais, os autores brincam com a história e dão a sua versão debochada para os acontecimentos. A Traça de Biblioteca recomenda que seja lido como diversão e não como recurso didático.

Editora Planeta (www.editoraplaneta.com.br)

Atendimento ao Consumidor: (11) 3087-8888

192 páginas

Preço sugerido: R$ 29,90

ELES FORMARAM O BRASIL

Já essa outra dica aqui vale a pena ter à mão para consultas escolares. Durante anos, a História do Brasil colonial foi narrada a partir dos ciclos econômicos e dos feitos heroicos de grandes personagens. Em muitos casos associados às batalhas, ao sacrifício, à entrega, ao grito de independência. Focando no humano, os historiadores Fábio Pestana Ramos e Marcus Vinícius de Morais selecionaram 12 personagens da história colonial e descrevem suas trajetórias neste livro. As personalidades escolhidas representam e simbolizam momentos significativos do mundo colonial. Alguns nomes são conhecidos do grande público e outros nem tanto. Caramuru tornou-se exemplo conhecido dos primeiros tempos do descobrimento. Dizendo-se náufrago, mas na verdade degredado, representa as dificuldades do momento inaugural da colônia. Bartira simboliza ao mesmo tempo o elemento indígena, na imagem de uma mulher, e o contato com o universo português. Manuel da Nóbrega e os jesuítas; Raposo Tavares e as bandeiras são duas figuras marcantes. Quem foi Branca Dias e Fernão Cabral Taíde? A Inquisição se fez presente a partir desses dois nomes. Ela representa os cristãos-novos, as perseguições, o preconceito contra os judeus. E a história dele mostra como a violência e o abuso de poder dos senhores de engenho era usual na época. Ambos foram processados pelo Tribunal do Santo Ofício. Já o insurgente Manuel Beckman nos traz outra face dos poderosos latifundiários. A presença holandesa aparece na figura de Maurício de Nassau – nos gastos e luxos de sua corte holandesa em Pernambuco e, também, nos artistas que fizeram as primeiras imagens do Brasil colonial. O barroco e o período da mineração ganham as páginas com o poeta satírico Gregório de Matos e com Felipe dos Santos, líder de uma revolta em Minas. O mundo da escravidão, o espaço concedido às mulheres e a grande circulação de diferentes culturas, que foi a região das Minas, estão ainda contemplados no capítulo dedicado a Chica da Silva. O último biografado é o Marquês do Lavradio, que nos apresenta a crise do Antigo Regime, o reformismo ilustrado, a era do Marquês de Pombal e o reinado de D. José I.

Autores: Fábio Pestana Ramos e Marcus Vinícius de Morais

Editora Contexto

272 páginas

Preço sugerido: R$ 43,00

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Receita da Semana: Bolo de farinha de rosca e banana

Quem pensa que farinha de rosca (aquela feita com farelo de pão) só serve para fazer milanesa, está desperdiçando o potencial do ingrediente. Eu mesma, até provar o bolo de Irá (anjo da guarda aqui de casa), não tinha a menor ideia de que farinha de rosca servia para fazer guloseimas. Mas serve e só comprova minha crença de que culinária é coisa de alquimista, com direito a cadinho e caldeirão…Farinha de rosca, por exemplo, vende na padaria, é super comum, o padeiro vai juntando as sobras das assadeiras de fornada de pão, ensaca e a gente compra. Aqui em casa minha mãe mantém fabricação própria (boa parte das mães que conheço também) e armazena as sobras das fornadas da torradinha crocante que costuma fazer, para deleite das filhas e do neto. De onde vem a alquimia? Ora, da capacidade de transformar um ingrediente comum feito a farinha de rosca, nessa delícia que a Receita da Semana traz nesta segunda-feira: o bolo de farinha de rosca com banana da terra. Experimentem em casa e me contem depois o que acharam…

Bolo de farinha de rosca e banana

Ingredientes:
3 xícaras de farinha de rosca
2 xícaras de açúcar
1 xícara de óleo
3 ovos
3 bananas da terra cozidas
2 colheres de sopa de canela
2 colheres de chá de fermento para bolo

Modo de fazer:
Em um recipiente, coloque a farinha de rosca, o fermento e a canela, reserve. No liquidificador, bata os ovos bem batidos e depois acrescente o óleo, o açúcar e a banana da terra amassada. Bata bastante. Em seguida, despeje essa mistura naquela que ficou reservada. Mexa bem com uma colher de pau até ficar homogênea. Se quiser, pode colocar alguns pedaços de banana da terra cozida na massa. Unte uma forma com óleo e farinha de rosca. Despeje a massa e leve ao forno médio, pré-aquecido em 180º. Vá aumentando a temperatura do forno aos poucos, até chegar em 230º. Após 40 minutos, se estiver assado e douradinho, tire do forno, espere esfriar e desenforme. Esse também é excelente para servir com café ou no chá entre amigas.

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Saúde & Fitness: Foco no sorriso

Quem é que não quer ter o sorriso de comercial de pasta de dentes da atriz Scarlett Johnson?

A série Saúde & Fitness deste domingo foca no sorriso. Que rir é um santo remédio, sabemos muito bem, mas há certos cuidados com a saúde da boca que também ajudam bastante a prevenir tanto problemas médicos quanto estéticos. De nada adiante ser lindas de morrer, super maquiadas e cheirosas, se os dentes estão em estado de lástima. Essa semana vi na tv uma reportagem dizendo que o índice de dentes cariados entre as crianças brasileiras caiu de dez para um, na faixa etária dos oito anos de idade. Ou seja, as campanhas de prevenção estão dando certo com a turminha. Adulto, porém, é sempre mais difícil de convencer e é por isso que escolhi para hoje algumas dicas do dentista Flávio Luposeli que desmistificam alguns hábitos e receitinhas caseiras. Confiram:

*Verdade x Mentira: 15 fatos de cair o queixo
Quem nunca cometeu o pecado de fazer certas “receitinhas” para ficar com o sorriso bonito? Elas podem até funcionar na hora, mas será que não prejudicam a saúde? Flávio Luposeli, cirurgião dentista, esclarece mitos e verdades:

MENTIRA – Creme dental clareador funciona
Ele faz apenas uma limpeza da superfície, o que dá a falsa impressão de dentes mais claros. No entanto, é preciso ter cuidado com esse tipo de pasta: ela pode ser utilizada como um complemento às técnicas de clareamento para manter o resultado conquistado por seu dentista. Mas podem trazer prejuízos a estrutura do esmalte dos dentes, devido a sua abrasividade.

VERDADE – Palitar os dentes machuca a gengiva
Normalmente, quem tem esse costume não sabe manejar direito o palito e acaba ferindo a gengiva. O acessório só deve ser usado em situações de emergência para remover (sem tocar na gengiva) os resíduos de alimento entre os dentes. Mas as pessoas sempre acabam cutucando muito, inserem a ponta de madeira cada vez mais nos vãos e se machucam. A melhor maneira para a higienização ainda é por meio do fio dental.

MENTIRA – Maçã substitui a escovação
Definitivamente, não! Por ser um alimento fibroso, ela promove certa limpeza, mas não elimina a velha e boa escova de dentes. Além disso, a fruta contém açúcar e é bastante ácida, após seu consumo deve-se promover a higienização normal dos dentes com o uso de fio dental e escova dental.

VERDADE – Dente-de-leite em adulto é problema
Por ser pequeno, ele pode não estar em perfeita articulação com os demais e isto pode ocasionar problemas sérios na mastigação. A solução? Arrancar o mesmo e colocar uma prótese no local.

MENTIRA – Mascar chiclete acaba com o mau hálito
Quem já tentou essa artimanha sabe que o sucesso é temporário. Na hora você pode até sentir um alívio pelo aroma que a goma de mascar oferece, mas quando a real causa não é devidamente tratada, o odor desagradável volta logo depois.

VERDADE – Usar enxaguante bucal diariamente é essencial
Os produtos que têm um teor alcoólico alto podem ser prejudiciais à mucosa da boca, pois acabam desidratando e deixando-a seca. Além disso, podem afetar as papilas gustativas e alterar o paladar. Existem alternativas melhores como enxaguantes sem álcool, mas o correto é consultar um dentista para que seja prescrito o produto certo com a freqüência correta para cada caso.

MENTIRA – Siso não serve para nada
Se o popular “dente do juízo’ nascer em perfeita ordem, não representa nenhum risco para a saúde bucal e funciona como qualquer outro de seus companheiros. Hoje em dia é muito comum os jovens fazerem tratamento ortodôntico para arrumar a arcada dentária para que o nascimento do siso não atrapalhe a harmonia do sorriso. Em alguns casos, recomenda-se extraí-lo, mas não é regra.

VERDADE – Chupar limão desgasta o dente
A acidez do limão pode corroer o esmalte. Quem tem esse costume – e  coloca em prática em média de três a quatro vezes ao dia – pode vir a apresentar desgaste com o passar do tempo. Se você é fã somente da limonada, pode ficar tranquila. Ainda que tome o suco diariamente, dificilmente irá estragar o esmalte. Lembrando que após o consumo, a boca deverá ser higienizada.

MENTIRA – Escova dura limpa melhor
Você já deve até estar com o discurso pronto: quando higieniza os dentes com outro tipo de escova não sente limpar. Além de machucar a gengiva por causa do atrito, as cerdas nada macias – junto à força empregada – representam riscos ao esmalte e aumentam a sensibilidade dos dentes.

VERDADE – Morder caroço faz mal
O risco maior é o de uma fratura do dente.

MENTIRA – Antibiótico deixa o sorriso amarelado
Quando os dentes já estão formados, não há como a ingestão deste medicamento provocar manchas. A origem deste mito tem fundamento: antigamente, era comum os médicos receitarem tetraciclina para crianças com as amídalas inflamadas, o que alterava a coloração dos dentinhos em formação.

VERDADE – Mastigar a ponta da caneta prejudica a mordida
Além de desgastar o esmalte dos dentes, o ato repetitivo pode alterar a posição dos mesmos, causando modificações na mordida. Além disso, esse hábito pode trazer sérias complicações aos músculos da mastigação.

MENTIRA – Bicarbonato deixa tudo branquinho
Você pode até ter a sensação de que seus dentes estão mais claros. Mas na verdade, esse produto só faz uma limpeza superficial. Como retira a sujeita de cima, a pessoa tem a falsa impressão de que o sorriso está mais branco, porém não houve clareamento real, somente um clareamento superficial.

VERDADE – Tomar refrigerante escurece a dentição
Qualquer alimento que tem corante pode manchar os dentes. Algumas dessas bebidas são ácidas e isso pode fazer com que os dentes fiquem porosos, além disso, a maioria desses líquidos tem muito açúcar na composição, o que acaba gerando cáries.

Serviço: Para saber mais visite o blogdosorrisoperfeito.blogspot.com

*Flávio Luposeli é cirurgião dentista, especialista em Estética do Sorriso, pós graduado em Ortodontia pela SPO, pós graduado em Disfunções Têmporomandibulares e Dor Orofacial pela UNIFESP, Escola Paulista de Medicina e mestre em Disfunções Têmporomandibulares e Dor Orofacial pela UNIFESP, Escola Paulista de Medicina, entre outros títulos.

**Material encaminhado ao blog pela assessoria de comunicação de Flávio Luposeli

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Artigo: Mentir no currículo pode virar crime

O artigo selecionado para esta quarta-feira fala sobre um projeto de lei que pretende criminalizar as mentiras contadas para “enfeitar” o currículo profissional. O problema da mentira no currículo, diz o autor do texto, o especialista Renato Grinberg, é que facilmente pode ser desmascarada quando a pessoa começa a trabalhar e demonstra inaptidão nas áreas em que afirmou ser especialista. O projeto em tramitação prevê cadeia se a mentira prejudicar alguém. Imaginem por exemplo, uma pessoa dizer que é médica, sem ser! Pode acabar matando ou deixar sequelas graves num paciente. Muito sério isso e como atualmente, por preguiça e  também cara de pau, algumas pessoas já começam a carreira comprando TCCs, dissertões e teses ou fraudando o diploma, que dirá no mercado? Na minha opinião, a batalha por uma vaga e a competitividade acirrada e, muitas vezes, selvagem do mercado, não justificam a falta de caráter de quem plagia o conteúdo alheio, compra trabalhos prontos ou mente para conseguir um emprego. Vale ler com atenção!

**Mentir no currículo pode virar crime
*Renato Grinberg

Quem nunca aumentou alguma informação no currículo profissional só para parecer mais atraente ao mercado de trabalho? Como a possibilidade é real, recrutadores estão cada vez mais preparados para tirar todas as informações do candidato, inclusive, se ele está falando a verdade ou não. Até o momento, o máximo que podia acontecer com o candidato era ser desmascarado e passar vergonha perante a empresa e os demais concorrente, mas agora pode virar crime!

Um novo projeto de lei está em aprovação na Câmara dos Deputados e caracteriza mentiras no currículo como ação criminal, com detenção de dois meses a dois anos para os infratores. Segundo o autor do texto, o deputado Carlos Bezerra (PMDB/MT), caso seja aprovada, a punição será dada aos que falsificarem o documento integralmente ou em parte, uma vez que essa situação cause danos a terceiros ou permita que o infrator obtenha algum tipo de benefício.

Se a "síndrome de Pinóquio" já é um vexame em situações corriqueiras, imaginem numa situação delicada como uma qualificação profissional?

Isso mesmo, uma pequena mentira pode virar um grande problema. Então encare aquilo que falta no seu currículo como uma necessidade, e vá em busca de suprir essa deficiência. Afinal, agir dessa maneira é um meio de investir em você e na sua carreira. Abaixo listo algumas dicas de como montar o currículo ideal e por onde começar para que consiga obter destaque perante os demais – falando apenas a verdade!

1) Não possui essa qualificação? Busque-a! – Imagine que as vagas para as quais você concorre requeiram inglês fluente, mas você só sabe o básico. O que faz então? Colocar no currículo que possui conhecimento avançado não é uma boa idéia, pois será desmascarado facilmente pelo entrevistador quando ele aplicar um teste. Você não poderá colocar essa falsa informação a vida inteira, então encare isso como uma oportunidade que bate à sua porta. Faça o curso e dedique-se, porque ele não é um gasto a mais no seu planejamento, é o seu maior investimento!

2) Ressalte os pontos mais relevantes – Nada de soltar “spam” de currículo ou fazer dele um e-mail marketing. Isso quer dizer que não deve mandar o mesmo documento para todas as oportunidades, mas adaptá-lo a cada vaga. Caso o emprego seja para Vendas, por exemplo, e sua maior qualidade é relacionamento interpessoal ou habilidade de persuasão, essa é a primeira coisa que deve destacar no resumo profissional, abaixo dos dados pessoais. Mesmo que não tenha experiência, deixe claro que tem força de vontade e capacidade para tal. Em outras palavras, por que não tentar obter seu destaque desta forma?

3) Deixe o currículo bonito e fácil de ler – Isso não quer dizer que você deve “enfeitar” o documento, mas deixá-lo legível. É mais atraente ler algo bem estruturado do que uma bagunça na qual não é possível absorver nada. Então, separe os quadros de informações, não há uma ordem certa para elas aparecerem. Por exemplo: se acha que a sua pós-graduação é mais relevante para o cargo do que sua experiência em outra área, isso deve vir primeiro, após destacar no currículo o quadro “Formação profissional”. E não esqueça de padronizar os dados, sempre com o mesmo bullet ou sublinhado.

Para não cometer esse erro, saiba quais são as 12 inverdades mais comuns:

1- Formação acadêmica

2 – Fluência em idioma estrangeiro

3 – Falsa experiência na área em que deseja atuar

4 – Acréscimo de atribuições no cargo anterior

5 – Últimos cargos supervalorizados

6 – Salário anterior

7 – Maior tempo de permanência na antiga empresa

8 – Curso de informática

9 – Participação inexistente em trabalhos voluntários

10 – Garantia de mobilidade e flexibilidade

11 – Estado civil

12 – Idade

Fonte: Trabalhando.com

*Renato Grinberg é o diretor geral da rede Trabalhando.com.br e é especialista em mercado de trabalho.

**Texto encaminhado ao blog pela assessoria da Trabalhando.com.br

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Traça de Biblioteca: futurismo, juvenis e outras histórias

A Série Traça de Biblioteca destaca nesta terça-feira quatro lançamentos de 2009, da Editora Record, que ainda não tinham sido indicados aqui no blog, mas que valem a leitura. O bom dos livros é que eles (na maioria das vezes) não tem prazo de validade e podem ser apreciados em qualquer tempo, desde que o leitor tenha em mente o contexto em que as histórias foram escritas. Confiram as sinopses, escolham o preferido, corram até a biblioteca ou livraria mais próxima (sim, minha gente, eu sei que existe I-Pad, mas nada se compara ao prazer e ao fetiche de um livro nas mãos) e divirtam-se!

DELACROIX ESCAPA DAS CHAMAS

O escritor Edson Aran nos transporta para o ano de 2068, em São Paulo, onde os habitantes das cidades-cubo vivem protegidos em shopping cities, onde moram, consomem e trabalham. Fora dali, os sem-crédito disputam o território com narcotraficantes, monarquistas (separatistas liderados por Dom Pedrinho de Orleans e Bragança, o dom Pedro III) e outros fanáticos. Neste futuro inóspito, grupos guerrilheiros como os Marxistas Teocráticos jogaram o Brasil numa guerra civil e a França virou um califado islâmico que queima museus inteiros, mas não consegue impedir que um Eugene Delacroix escape das chamas e venha parar em São Paulo, onde vive o crítico de arte Wagner Krupa. A ideia de transformar um shopping center no grande útero onde as pessoas nascem, crescem, trabalham, se divertem e morrem, sem conexão com o inferno exterior, também já foi explorada por José Saramago, no genial A Caverna. Aldous Huxley (Admirável Mundo Novo e A Ilha), por sua, foi um dos pioneiros em imaginar um futuro ultra-tecnológico e de grande controle social imposto pela elite dominante. O diferencial em Delacroix é que o autor ambienta essa nova babel high tech no Brasil e mistura elementos de um grande thriller de ação, com humor e ironia para contar sua história.

Edson Aran
Editora Record
176 páginas
Preço: R$ 29,00

SR. GUM E O BISCOITO BILIONÁRIO

Vencedor do Blue Peter Book Award, da BBC, do Roald Dahl Funny Prize e do Red House Children’s Book, o único prêmio infanto-juvenil da Inglaterra decidido com votos de crianças,  a série de Andy Stanton protagonizada pelo mal-encarado Sr. Gum é sucesso editorial com direitos vendidos para 25 países. Com mais de 500 mil livros vendidos na Inglaterra, a série também é sucesso de crítica. Surreal, hilário, esquisito e irresistível, Sr. Gum transformou Andy Stanton em revelação da literatura infantil, comparado a Roald Dahl, de A fantástica fábrica de chocolate. Neste segundo volume da série, Sr. Gum e o biscoito bilionário, Andy Stanton  coloca o protagonista às voltas com a tentativa de roubar a fortuna de um sujeitinho bem exótico: um homem feito de pão de mel e com passas no lugar dos olhos, músculos elétricos e faíscas pulando ao seu redor.

Andy Stanton
Galera Record
192 páginas
Preço: R$ 25,00

CRUÉIS, VIS E ORDINÁRIOS

Romance de estréia de Al Gomes, em que o autor constrói uma sórdida e envolvente narrativa policial ambientada no Rio de Janeiro. Com um conteúdo impiedoso (lembra João Ubaldo Ribeiro e seu amoral personagem de O Diário do Farol), o livro traz ainda uma boa dose de ironia e sarcasmo no enredo, que se desenvolve a partir do assassinato de Monique Rimel, uma modelo aspirante a atriz. O principal suspeito é o cineasta Marcelo Braga, mas tudo se torna duvidoso: desde a abordagem da imprensa ao caso, até o descaso da polícia e as relações que a jovem mantinha com importantes políticos e empresários. Tem algumas semelhanças também com Twin Peaks e com Os últimos dias de Laura Palmer, respectivamente série de tv e um longa inspirado na série, ambos dirigidos pelo cineasta David Lynch.

Al Gomes
Editora Record
256 páginas
Preço: R$ 36,00

O QUE TE FAÇA FELIZ

Três amigas de longa data se encontram todos os meses com um único objetivo: queixar-se dos filhos: Matt, Paul e Daniel, que estão na casa dos 30 anos, mas não querem saber de casamento ou paternidade. Após mais um Dia das Mães sem telefonemas, as três decidem visitá-los para descobrir o que os impedem de se tornar adultos. O resultado é uma hilariante trama que emocionará tanto as mães, que às vezes são atenciosas demais, quanto os filhos, que acham que sempre podem se virar sozinhos…

William Sutcliff
Editora Record
336 páginas
Preço: R$ 46,00

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Receita da Semana: Bolo de milho ultra-rápido

Descobri com uma tia que o milho em lata é muito mais que aquela conserva de colocar em saladas. Um dia, na busca por lanches rápidos (quem tem criança em casa vai entender), minha mãe trocava figurinha com titia via telefone. As duas mantém há anos, o saudável  costume de jogar conversa fora todo santo dia (e haja assunto!). Papo vai, papo vem, tocaram no tema do lanchinho da tarde para o neto. Minha tia então, com um breve “anote aí”, passou para mamãe a receitinha abaixo, que separei para série deste semana. É ainda mais fácil de fazer que a dica da mousse de chocolate que abriu a Receita da Semana, na segunda-feira passada. Testem e depois me digam se gostaram, porque meu filho, ao menos, é louco por esse bolo…

BOLO DE MILHO ULTRA-RÁPIDO DE TITIA:

Milho em lata você pode usar o de sua preferência, mas se quiser encarnar o espírito 100% natural, use o milho debulhado da espiga, depois de pré-cozido (só não deixe ficar muito molenga no cozimento)

5 ovos inteiros
1 pitada de sal à gosto
1 lata de leite condensado
100 gramas de coco ralado (pode ser o coco seco natural ou aquele pacotinho que vende no supermercado. Com o coco natural fica mais gostoso, mas o coco de pacote resolve e é beeeem mais prático)
1 lata de milho-verde escorrida (ou seja, sem aquele caldinho da conserva. Você também pode usar milho legítimo, cozido e debulhado. Mais uma vez, o milhinho de lata é prático e o bolo fica gostoso do mesmo jeito)
1 colher de chá (rasinha) de fermento para bolos

Se escolher forma de bolo daquelas com um buraco no meio, opte pelas mais baixinhas

Coloque todos os ingredientes acima, menos o fermento, no liquidificador, e bata bastante, até ficar homogêneo. Depois, despeje a mistura numa vasilha e acrescente o fermento, aos poucos, mexendo bem, até dissolver todo. Cuidado para o fermento não empelotar e fazer aqueles gominhos. Unte uma forma de bolo (daquelas com buraco no meio ou aquelas assadeiras redondas e baixinhas), com margarina, e polvilhe com farinha de trigo. Por fim, despeje a mistura na forma e leve ao forno pré aquecido (em 180 graus) até assar. Demora mais ou menos uns 4o minutos assando, mas você pode deixar ficar douradinho na parte de cima antes de retirar do forno. Espere esfriar, desenforme e voilá, eis o lanchinho.

Pessoalmente, adoro colocar o bolo na geladeira, numa das prateleiras de baixo, que só resfriam, antes de comer. Acho geladinho ainda mais gostoso. É ótimo para acompanhar um café ou chá da tarde. Para a meninada, vale o bom e velho copo de nescau gelado ou chocolatinho quente como acompanhamento.

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Exposição lembra Susie, a boneca da minha infância

Barbie? Sim, ela já existia. Mas nos idos da década de 80, quando eu era menina, quem fazia a cabeça das garotas brasileiras era outra fashionista do mundo das dolls, a Susie. Tive uma coleção inteirinha delas quando era criança (incluindo Susies loiras, morenas cravo e canela e a líndíssima Susie negra, que nunca mais reeditaram, mas que era um escândalo de tão bonita). Guardada a sete chaves no armário de uma das minhas tias – e cobiçada pela minha irmã caçula, que até hoje – “balzaca” – coleciona a concorrente, ou seja Barbies, resta a última sobrevivente da minha saudosa coleção.

Mas, quem quiser conhecer a trajetória da Susie (as meninas de hoje) e, principalmente, matar as saudades da boneca (as meninas de outrora), tem a chance de conferir a exposição “Susi na moda”, no Shopping Paralela, em Salvador. Instalada no piso L1,  desde o dia 29 de agosto, a mostra – embora já possa ser visitada – terá abertura oficial nesta quarta, dia 01, e segue em cartaz, gratuitamente, até o dia 15 de setembro.

É de babar no lenço meninas, porque a iniciativa reúne 63 bonecas vestidas por estilistas e marcas brasileiras. Além de expor a história da boneca fabricada desde 1966, a exposição contempla ainda painéis com depoimentos de experts em moda que relatam um pouco da sua relação com a Susi. Entre os estilistas que criaram as roupas estão nomes consagrados como Ronaldo Esper, que produziu os vestidos de noiva, André Lima e Clô Orozco, da Huis Clos. Há ainda bonecas que vestem peças criadas com exclusividade pelos estilistas das marcas Le Lis Blanc, Cori, Viva Vida, Paula Marques, Bicho da Seda e Argentum.

SERVIÇO:
O quê: Lançamento Exposição Susi na Moda
Onde: Shopping Paralela (Praça de Eventos, piso L1)
Quando: 01 de setembro, 19h;  até o dia 15, no horário de funcionamento do shopping
Quanto: entrada franca

Veja fotos que a assessoria do evento me enviou e babe no lenço sem culpa:

Na minha antiga coleção havia uma dessas Susies clássicas, com o rotinho redondo, boca de coração, olhão azul, os cílios longos e cachos de babyliss loiríssimos

Boneca Susie produzida com modelo de noiva primaveril, by Ronaldo Esper. Que sonho, gente!

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