Saúde & Fitness: Caminhada no combate às dores

Domingo é dia dos artigos e reportagens da série Saúde & Fitness aqui do blog e para hoje, reservei uma contribuição do ortopedista Fabio Ravaglia sobre os benefícios da caminhada na prevenção e tratamento às dores musculares. Hoje amanheceu um sol frio, céu azul e ventinho fresco aqui em Salvador, clima gostoso para uma boa caminhada. Me inspirei no dia para selecionar o material da série. Que sirva de inspiração a vocês também!

**A caminhada no combate às dores em músculos e ossos

*Dr. Fabio Ravaglia

A atividade física ajuda a combater dores nos músculos e nos ossos? É possível, com exercícios, reduzir dores nas costas, no joelho, na cabeça, nas pernas e outras tantas que nos incomodam no dia a dia?  Para começar, é certo que as atividades físicas são fundamentais para que o corpo não enferruje. Costumo dizer isto para pessoas  de qualquer idade, porque já é passado o tempo em que somente idosos ficavam parados. Hoje, é comum ouvir de jovens e mesmo crianças queixas de dores por causa de má postura ou por movimentos repetitivos, por exemplo. Um segundo ponto importante está em manter bons hábitos durante toda a vida para garantir um sistema musculoesquelético saudável e forte para sustentar o organismo. Se a dor se apresenta porém, e há que enfrentá-la, certamente os exercícios físicos têm sido utilizados com sucesso na reabilitação ou como um componente de controle. Em muitos casos, recomendo a caminhada como exercício físico para meus pacientes. É uma maneira natural de movimentar o corpo, praticando uma atividade física de baixo impacto, que pode ser adotada pela grande maioria das pessoas.

São mais de 300 doenças reconhecidas pela ciência, que afetam ossos e músculos. Dores nas costas, nos joelho, no pescoço, na cabeça, nos braços ou nas pernas; fibromialgia, osteoporose, lombalgia, osteoartrite e outras questões de saúde têm a intensidade da dor reduzida quando o tratamento envolve a prática de exercícios físicos. A diminuição da dor induzida pela atividade física pode ocorrer já nas primeiras sessões, quando os movimentos são criteriosamente receitados por médicos e acompanhados por fisioterapeutas ou por profissionais de educação competentes. A melhora já pode ser percebida apenas por não deixar músculos e ossos parados, mesmo que por pouco tempo. Os exercícios aeróbicos, como é o caso da caminhada, podem ser realizados com intensidade moderada no início da prática, para não causarem impacto no paciente com dor.

A praia, a beira-mar, onde a areia é mais compacta, é espaço ideal para uma boa caminhada em dupla

Ainda não são conhecidos o tempo e a duração ideal de exercícios físicos para a maior parte das condições de dor musculoesquelética. Então, é a prática com cautela e a tolerância do paciente que vão determinar a duração e a intensidade de cada sessão. Uma coisa é certa: há pessoas que se adaptam rapidamente a exercícios e melhoram significativamente após uma curta sessão. Noto isto com os frequentadores do Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança, evento organizado pelo Instituto Ortopedia & Saúde, ONG que presido e é responsável pela promoção de uma caminhada monitorada por médicos, fisioterapeutas e profissionais de educação física. Uma vez por mês, acompanho a caminhada de cerca de 30 minutos e o que ouço dos participantes é que chegam ao Parque Trianon com dor e saem sem dor. A ideia de organizar um evento que promovesse a atividade física surgiu em 2005, justamente ao perceber que as dores osteomusculares, às vezes, são negligenciadas pelos pacientes e mesmo por alguns profissionais, por sua complexidade de entendimento e entraves na investigação. A pessoa pode ter hérnia de disco e a dor mais forte estar nas pernas, o que a leva a pensar que o problema não está na coluna. Então, vai ao cardiovascular e não entende porque ele pede para ir ao ortopedista. E a demora no tratamento tende a agravar o quadro. Problemas de simples correção podem se tornar dores crônicas.

Mas, por que fazer atividade física ajuda a combater a dor musculoesquelética? Movimentos  aumentam os níveis plasmáticos de endorfinas, com isso a percepção da dor diminue. Além disso, alongamento e relaxamento da musculatura aliviam a tensão no local e a dor desaparece. Por outro lado, mexer-se ajuda a fortalecer os músculos para que trabalhem melhor na sustentação dos ossos; os movimentos, por sua vez, costumam melhorar o funcionamento das articulações e chegam a aumentar a lubrificação nas cartilagens, aliviando dores nos ossos.

O aprazível parque Trianon, em São Paulo, serve de cenário para caminhadas promovidas pela Ong presidida por Fabio Ravaglia

Quando alguém diz: “Doutor, mas dói quando eu me mexo”, o médico precisa avaliar, compreender e agir, recomenda a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (Sbed), que durante este ano está se dedicando à divulgação das dores musculoesqueléticas. A iniciativa está alinhada com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que definiu os anos 2000 a 2010 como a Década dos Ossos e das Articulações, com quatro importantes pilares a serem tratados (doenças crônicas das articulações, osteoporose, dor na coluna vertebral e traumas). Em caso de dor, o médico pode recomendar um programa de exercícios supervisionados,  como uma terapia para eliminar o sofrimento. Melhor ainda que praticar atividade física como uma terapia é praticar para ser saudável e manter as funcionalidades do corpo humano e do aparelho locomotor. Infelizmente, não me surpreende a informação de que 13,5% dos brasileiros se queixam de dores na coluna, divulgada recentemente no Suplemento de Saúde da Pnad 2008 (Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios). O mesmo levantamento traz um dado assustador: apenas 10% da população pratica atividade física de lazer, que é a recomendada pela OMS. A própria OMS recomenda que a atividade física deva ser regular, pelo menos trinta minutos, cinco vezes por semana. A pessoa que se exercita fica menos propensa a desenvolver diabetes, hipertensão e doenças tireoidianas, além de todos os problemas musculoesqueléticos.

=======================

*Fabio Ravaglia é médico ortopedista graduado pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp), especialização em coluna vertebral pelo Instituto Arnaldo Vieira de Carvalho (Santa Casa de Misericórdia de São Paulo) e mestre em cirurgia pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. Atuou como cirurgião ortopédico em hospitais ligados à Universidade de Bristol, na Inglaterra e na Alemanha, fez especialização em avançadas técnicas para cirurgias de coluna minimamente invasivas. É também membro do corpo clínico externo dos hospitais Albert Einstein, Oswaldo Cruz e Santa Catarina; diretor-presidente da Arthros Clínica Ortopédica; membro emérito da Academia de Medicina de São Paulo e membro titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – SBOT. Desde 2005, preside o Instituto Ortopedia & Saúde, Ong que tem a missão de difundir informações sobre saúde e prevenção a doenças e que organiza o Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança.

**Artigo encaminhado ao blog pela assessoria do Instituto Ortopedia & Saúde e publicado mediante autorização, desde que devidamente citada autoria e fonte de informações.

Leia Mais

Festival Tudo Sobre Mulheres abre inscrições

Estão abertas  até o dia 30 de setembro, as inscrições para o V Festival de Cinema Tudo Sobre Mulheres, que acontecerá de 24 a 28 de novembro, na Chapada dos Guimarães – Mato Grosso. Podem participar produções brasileiras de até 25 minutos, finalizadas a partir de 2007, e que de alguma forma abordem o universo feminino.

O nome do festival é uma alusão ao filme de Pedro Almodóvar, Todo sobre mi madre (Tudo Sobre Minha Mãe). Almodóvar é um dos cineastas que exploram magistralmente todas as idiossincracias da feminilidade.

O objetivo do evento é estimular a produção audiovisual que aborde a questão feminina, não importando o sexo dos realizadores. O festival também contribui para a descentralização da produção cultural, ao sair do eixo Rio-São Paulo e levar o evento para o interior do Brasil.

Passional, intenso, terno e contraditório, o universo feminino em toda sua intensidade e matizes é tema recorrente da filmografia do espanhol Pedro Almodóvar. Na foto: Cena de Tudo sobre minha mãe. O título do filme serviu de inspiração para o Festival de Cinema Tudo Sobre Mulheres

Além da exibição de obras audiovisuais na Mostra Competitiva, o Tudo Sobre Mulheres também oferece apresentações de companhias de teatro, shows, lançamento de livros, feira de artesanato, dança e exposição de artistas locais. Tudo isso acontecerá em período de lua cheia (a lua é símbolo máximo da feminilidade, os místicos bem o sabem).

Homenagem – Na edição deste ano, o Tudo Sobre Mulheres prestará uma homenagem à Tetê Moraes, jornalista e cineasta que foi presa e exilada durante a ditadura militar por trabalhar no jornal O Sol, marco da imprensa opositora ao regime da época. Ela estreou no cinema na virada dos anos 70, com documentários que retratavam o cotidiano carioca. Entre seus filmes estão Terra para Rose, O Sonho de Rose, Dez Anos Depois e O Sol – Caminhando Contra o Vento.

Serviço:
V Tudo Sobre Mulheres – Festival de Cinema Feminino
De 24 a 28 de novembro de 2010.
Local: Chapada dos Guimarães – Mato Grosso.
Inscrições de filmes até 30 de setembro.
Informações e inscrições pelo site: www.tudosobremulheres.com.br

*Com informações da assessoria de comunicação do Tudo Sobre Mulheres

Leia Mais

Conversa de Menina “na batalha” para virar livro

Moças e rapazes que nos brindam diariamente com visitas e comentários, decidimos inscrever o Conversa de Menina no Concurso Blogbooks 2010, promovido pela editora virtual Universo do Autor. O concurso tem o objetivo de transformar os blogs mais bacanas do país em livro. Nessa primeira fase, passam pela peneira os blogs mais votados pelos internautas. Daí, uma comissão julgadora vai dar a selecionada final e escolher os 12 vencedores em cada uma das categorias em disputa. O Conversa está disputando na categoria Universo Feminino. Dêem uma força e deixem lá seu votinho. Não somos candidatas a cargo público e não prometemos nada além de continuar escrevendo bons textos para entreter e informar vocês e continuar publicando boas matérias, bons artigos de especialistas e um conteúdo selecionado com carinho. Já devem ter reparado no selo do Blogbooks ali no menu, mas eis aqui o link para a votação. E desde já, agradecemos a força. Vamos lá meu povo, transformar o Conversa de Menina em um super livro!

Leia Mais

Artigo: A vitória das ruas

O artigo que selecionei para esta quarta-feira foi escrito pela jornalista Marli Gonçalves e chegou via email direto de São Paulo, para nos brindar com uma reflexão madura, divertida, sensata e ao mesmo tempo lúdica sobre a necessidade da comunicação olho no olho, do contato físico e da interação nas ruas. Apesar da violência urbana crescente nas grandes capitais, Marli defende que precisamos reconquistar a rua como espaço social de convivência. Vale a pena ler tudo! E para efeitos de organização da blogagem, a quarta agora é o dia oficial dos artigos escritos por convidados e demais especialistas que nos enviam conteúdo de primeiríssima qualidade, sempre publicado com a devida autorização e citação da autoria, lógico!!!

**A vitória das ruas

por *Marli Gonçalves

Nas ruas vemos as pessoas completas, corpinhos com perna e tudo o mais, inclusive o rebolado. Nos carros vemos só as cabecinhas. Nos shoppings são todos muito iguais. Na internet todo mundo mente muito. Telefone ainda não tem visor, a não ser por câmeras. E-mails e salas de bate-papo não podem andar zanzando com fotos por aí. Agências de relacionamento são caretas. Às ruas, pois! Às praças, parques, praias! Só assim poderemos nos encontrar.

Conheço quem pega o carro para ir daqui até ali, sem qualquer justificativa ponderável; por exemplo, alguma dificuldade motora, ou uma chuva torrencial. A pessoa só se sente segura dentro das latinhas com roda, aquilo a ajuda a superar as barreiras e fronteiras da vida; às vezes, até a própria timidez e comportamento. Todos os vidros fechados, de preferência escuros, aquela coisa horrível. Se tiverem grana, pior, os carros serão tanques blindados. Nunca mais aquela paquera gostosa do meio do trânsito!

Conheço quem não saiba andar nada na cidade sem se perder, nem pelas áreas centrais, e nunca sai dos limites de seu cotidiano, quase decorados, reprisados dia a dia. (Todos têm GPS). Não imaginam e nem se interessam pelas constantes transformações da cidade onde moram. Nem percebem as mudanças, sejam elas positivas ou negativas. Em geral, já que não reparam, é tudo ruim, estragado, feio, e elas não estão perdendo nada. Se abrissem os olhos…

Ledo engano. Não dá mais para viver sem as ruas. Sem elas, sem seu cheiro, buracos, as suas pessoas, nós ficamos míopes, ou ciclopes de um olho só. Não poderemos perceber um palmo adiante do nariz, nem comparar vivências, nem aprender, muito menos reivindicar. E o pior: quando fui procurar vantagens das ruas, lembrei-me dos malditos shoppings, ex-ilhas de segurança, onde todo mundo parece vestir, pensar, andar, fazer, falar, mostrar igual. Onde as moças andam com aquele jeitinho, de calça jeans skinny, scarpins e bolsas coloridas, cabelos escovados à enésima, e as crianças parecem saídas das revistas.

Vamos para as ruas. Onde mais tanta gente completamente diferente entre si? Onde mais toda a realidade social?

Surtei. Além dos shoppings, a violência entra em hotéis e residências, toma reféns, machuca e causa mortes.

Cena do game The Sims, que simula realidade virtual em uma praça, local por excelência da interação social nas grandes cidades. A proposta da jornalista Marli Gonçalves, porém, é que a convivência não seja meramente virtual e se converta no bom e velho contato físico no mundo aqui fora e nas praças reais

Vamos para as ruas. Todos os bairros, todos os lugares hoje têm lojas, coisas, fico boba de ver tal variedade. Antes não era assim. Nas ruas, se retoma o sentido das vilas, das comunas, da convivência. É isso que traz a segurança. Movimento.

Surtei de novo e logo eu, que não gosto de muvucas, muito menos de andar em grupos, pensei que agora deveremos passar a andar em montinhos, todos juntos, uns defendendo os outros, compactos. A garotada já se deu conta disso, e é comum hoje vermos grupos de quinze, vinte jovens, andando juntos, para o bem e para o mal. Aqui no meu pedaço, umas hordas de lombriguinhas engraçadas e quase andróginas, perninhas finas, cabelinho, e forte disposição de ser diferente. Melhor: as apresentações de seus shows particulares acontecem nas ruas. Ou são tatuados, ou usam boné, ou deixam o cofrinho de fora; cada grupo, um código. Não é mais West Side Story. É outra coisa. É a vida mudando; as gerações passando, novos guetos se formando. O aquecimento global, cromossomos XX, XYZ, genomas e genéticas, seus efeitos.

Lembrei com saudades das pracinhas do interior, do footing; das casas com janelas e portas abertas, mesmo que no mesmo nível das calçadas, Na praia ainda tinha um pouco disso, mas faz tanto tempo que não viajo que posso até já estar errada.

Onde mais encontrar o outro? Meninas, ele não bate na porta! Meninos, ela não vai cair do céu. Dá uma olhada como andam os bares na hora do tal happy-hour! Percebe que está mudando? Não tem muito mais gente, pegação, hora da alegria?

Acho também que acabou sendo uma colaboração da Lei antifumo que se espalhou pelo país, pior que bituca acesa na palha. Hoje lota qualquer berimbau, boqueta, pé-sujo, biboca, barraquinha de hot-dog, beira de esquina. Lota. Não que todos fumassem. Mas é que a convivência entre fumantes e não-fumantes é, acredito, de formação, pacífica, e um vai com o outro lá fora fumar, igual mulher quando vai ao banheiro. Tudo bem. Olha só: efeito positivo! Mais gente nas ruas. Inclusive nos passeios e calçadas. Não estou falando?

As ruas são todos os estilos musicais, formas, físicas e mentais, qualquer mistura possível de ver. Onde mais conheceríamos tantas raças de cachorros? Tantas cores de cabelos? Onde mais, homens e mulheres apaixonados andando de mãos dadas, um com um ou com outro e outro, também? Diversidade chama diversidade e criatividade. Onde mais mulheres muçulmanas, monges budistas, judeus ortodoxos, indianos com seus sáris, a neguinha com chapéu? O típico cafetão das ruas nova-iorquinas de cinema e o cabeça-chata, lado a lado, puxando incautos para os shows da noite de néons da Rua Augusta? A exposição de carros-jóias de todas as cores atrás de vitrines de vidro da Avenida Europa? Se você não estiver em Brasília, tem de parar o carro um pouco, vai se acostumando. Andar vai lhe fazer bem. Depois me conta.

Está todo mundo aí, tentando construir networking, a tal rede de relacionamento virtual que talvez até um dia possa render alguma coisa, além de amolação. Todo mundo acabou voltado para dentro, recolhido. Isso não é bom. Nos tornam frágeis, inseguros, solitários, desinformados e manipuláveis.

Porque nos torna invisíveis. Às ruas, portanto! Networking Street. Ao menos poderemos olhar uns para os outros.

*Marli Gonçalves é jornalista. Está esperando só a recuperação total para poder “bater pernas” por aí, mais longe. Sempre adorou passear. Entre outras, nos Anos 70, a moleca aqui ajudou a fazer um programa de rádio que ficava no ar ali na Rua Augusta, transmitindo recados de carro a carro. Com o Roberto Tripoli (Xexéo, para mim), e o Jacques Gregorian (que agora está com programa imperdível no site da Jovem Pan!). Eles não vão negar….

Saiba mais:

Para ler mais Marli Gonçalves: www.brickmann.com.br e marligo.wordpress.com

Para seguir a Marli no Twitter: @MarliGo

Escreva pra Marli em: [email protected] e [email protected]

**Texto encaminhado para Andreia Santana por Marli Gonçalves, via email, e publicado no Conversa de Menina mediante autorização, desde que devidamente citados a autoria e os contatos da escritora.

Leia Mais

Traça de Biblioteca: livros em formato “pocket”

A série Traça de Biblioteca está de volta e agora terá dia fixo, toda terça-feira será reservada para indicar obras dos mais variados gêneros e comentar os lançamentos mais interessantes do mercado editorial, relembrar os clássicos e discutir um pouco de literatura, um dos meus assuntos favoritos. Hoje, trago para vocês informações da BestBolso e da Editora Nobel, ambas com lançamentos no formato “pocket” de obras atuais e de grandes clássicos da literatura nacional e portuguesa (como O Alienista, de Machado de Assis e A Cidade e as Serras, de Eça de Queiroz). O bacana é que livro de bolso geralmente custa bem menos e quando a edição é bem feita, com critérios como a revisão ortográfica cuidadosa e respeitando o texto integral, não fica devendo em nada aos lançamentos convencionais. Confiram a lista e boa leitura!

Títulos da BestBolso

MEU NOME NÃO É JOHNNY
Guilherme Fiuza
308 páginas
R$17,90
Não-Ficção
Sinopse: João Guilherme Estrella era um típico jovem da classe média, que viveu intensamente sua juventude. Inteligente e carismático, adorado pelos pais e popular entre os amigos, João tinha tudo, menos limites. Com espírito aventureiro e boêmio, mergulhou em todas as loucuras permitidas. E também nas não permitidas. No início dos anos 1990, se tornou o rei do tráfico de drogas da zona sul do Rio de Janeiro. Investigado pela Polícia Federal, foi preso e seu nome chegou às páginas dos jornais. Em vez de festas, passou a frequentar o banco dos réus e as celas dominadas por facções criminosas. Ficou dois anos num manicômio judiciário, cercado por detentos de alta periculosidade. Sua história é contada neste livro pelo jornalista Guilherme Fiuza, que revela o mundo alucinante das drogas num ritmo vertiginoso. O resultado é um irresistível thriller sem ficção, que ganhou versão cinematográfica em 2008, com Selton Mello no papel de João…

O VINGADOR
Frederick Forsyth
Tradução de Sylvio Gonçalves
364 páginas
R$17,90
Suspense
Sinopse: O jovem americano Ricky Colenso, voluntário de uma ONG na guerra da Bósnia, é brutalmente assassinado. Seu avô, o milionário canadense Steve Edmond, herói da Segunda Guerra, não se conforma com o trabalho das autoridades em relação à morte do rapaz e acredita que só a vingança levará paz ao seu coração. Steve contrata os serviços do mercenário Cal Dexter, o Vingador, um veterano do Vietnã que vai atrás de Zoran Zilic, gângster que escapou da Sérvia com uma grande fortuna. Mas Zilic está bem protegido em uma fortaleza na selva sul-americana pelos melhores pistoleiros e por um homem-chave do FBI. As investigações levam a descobertas inesperadas, e até mesmo a conexões com terroristas que tramam contra a paz mundial…

UM FAROL NO PAMPA
Leticia Wierzchowski
476 páginas
R$19,90
Literatura Moderna
Sinopse: Um farol no pampa é um desdobramento do romance A casa das sete mulheres, que inspirou a minissérie da TV Globo. Nesse segundo livro não há a clausura de uma estância sitiada pela guerra, mas o destino do jovem Matias, filho de Mariana. Há também o medo dele diante dos caminhos que pareciam traçados, mas que se desfazem a cada passo na esteira dos assombrosos acontecimentos que levam o Império do Brasil à Guerra do Paraguai. A história de Matias se mescla com a vida dos personagens de A casa das sete mulheres. Mais uma vez, Manuela, a eterna noiva de Giuseppe Garibaldi, dá a sua voz para nos contar o que ocorreu no Rio Grande depois que a Revolução Farroupilha teve seu malfadado final…

O HOMEM DO TERNO MARROM
Agatha Christie
Tradução de A. B. Pinheiro de Lemos
280 páginas
R$14,90
Suspense Policial
Sinopse: Após a morte do pai, a jovem Anne Beddingfeld vai para Londres em busca de emoções. Mas ela não podia imaginar que se envolveria em uma aventura empolgante e perigosa ao assistir a queda fatal de um homem nos trilhos do metrô. No mesmo dia uma mulher é estrangulada em condições misteriosas. Anne percebe que as mortes podem estar conectadas e acaba se envolvendo com uma quadrilha de criminosos dirigida pelo poderoso “Coronel”…

MONSIEUR BERGERET EM PARIS
Anatole France
Tradução de João Guilherme Linke
182 páginas
R$12,90
Clássico
Sinopse: Premiado com o Nobel de Literatura em 1921, Anatole France foi um líder intelectual da França no início do século XX, um escritor que se opunha a todas as formas de opressão e defendia os direitos do homem, o livre exercício da crítica, a liberdade de ser e do ser. Este volume integra a série História Contemporânea, formada por quatro livros voltados para uma temática em que o compromisso do escritor com o leitor não é apenas distraí-lo, mas, antes, alertá-lo para o debate e a análise das realidades sociais, instigando a consciência do público para perceber como funcionam as engrenagens do mundo. Nas obras À sombra do olmo, O manequim de vime, O anel de ametista e Monsieur Bergeret em Paris, o autor recompõe a vida de um grande centro da província francesa e arredores…

OS CAÇADORES DE MAMUTES
Jean M. Auel
Tradução de Maria Célia Castro
840 páginas
R$19,90
Literatura Moderna
Sinopse: Depois de adotada por uma tribo de Neandertais, Ayla parte sozinha pelo mundo e encontra seres semelhantes a ela. Acompanhada de Jondalar, viaja para a terra dos Mamutoi, caçadores dos gigantescos paquidermes peludos. Ao encontrar essa nova tribo, Ayla começa a demonstrar extraordinárias habilidades de caçadora e curandeira. Entre os novos conhecidos está Ranec, escultor que cria belas figuras em marfim. Ayla e Ranec se aproximam e despertam os ciúmes de Jondalar. A heroína fica dividida entre permancer na tribo com Ranec ou seguir Jondalar em aventuras de futuro incerto. Este é o terceiro volume da série pré-histórica Os filhos da Terra, composta por: Ayla, a filha das cavernas, O vale dos cavalos, Os caçadores de mamutes, Planície de passagem e O abrigo de pedra.  Resultado de extensas pesquisas de Jean M. Auel, a saga obteve grande sucesso de público e consagrou a autora no meio literário. Agradou também a comunidade arqueológica internacional por seu fiel retrato da história da humanidade…

CRIANÇA 44
Tom Rob Smith
Tradução de Beatriz Horta
448 páginas
Preço: R$19,90
Suspense
Sinopse: União Soviética, 1953. A mão de ferro de Stalin nunca esteve tão impiedosa. Em seu governo, o líder opressor faz o povo acreditar que o país está livre dos crimes. Mas quando o corpo de um menino é encontrado nos trilhos de uma ferrovia, o agente Liev Demidov se surpreende ao saber que a família da criança está convencida de que houve um assassinato. Demidov recebe ordens para ignorar o caso, mas se vê determinado a ir atrás do criminoso, mesmo sabendo que poderá se tornar um inimigo do Estado…

ANTOLOGIA DE CONTOS EXTRAORDINÁRIOS
Edgar Allan Poe
294 páginas
Preço: R$17,90
Clássico
Sinopse: Coletânea organizada originalmente por Brenno Silveira para a Civilização Brasileira, reúne 13 contos de suspense de Edgar Allan Poe. Um dos pioneiros dos contos de mistério, Poe aplicou em seus textos a técnica da “unidade de efeitos”, mantendo a atenção do leitor desde o início da história. O ambiente fúnebre e aterrorizante é marcante na obra do autor do século XIX.

AS MELHORES HISTÓRIAS DE FERNANDO SABINO
Fernando Sabino
182 páginas
Preço: R$14,90
Literatura Moderna
Sinopse: Seleção primorosa feita pelo autor mineiro com 50 histórias publicadas em jornais e revistas. São relatos curtos de fatos colhidos da vida real, com tratamento de ficção. Episódios, incidentes, reflexões, encontros e desencontros vividos por Fernando Sabino apresentados com rica inventiva. Sob a aparente singeleza transparecem a sensibilidade, o humor, a ironia e, às vezes, o espírito satírico, mas sobretudo a simpatia do autor pela natureza humana. Em cada história, uma pequena maravilha da sua experiência pessoal…

O ALCORÃO: Livro sagrado do Islã
Tradução de Mansour Challita
490 páginas
Preço: R$19,90
Clássico
Sinopse: O Alcorão é a obra sagrada do Islã e considerado um dos grandes livros da humanidade. A simplicidade e também a eloquência das 114 suras, com seu conteúdo fiel e rigorosamente respeitado mostram uma comunhão pacífica e criadora e expõe aos interessados as bases religiosas e filosóficas do Islamismo. O Alcorão é o livro sagrado que contém o código religioso, moral e político dos muçulmanos. O texto original em árabe clássico é considerado pelos fiéis a palavra textual de Deus, revelada ao profeta Maomé por intermédio do arcanjo Gabriel. O Alcorão traduzido do árabe por Mansour Challita é a edição mais recomendada pelos estudiosos brasileiros…

O CORTIÇO
Aluísio Azevedo
280 páginas
Preço: R$14,90
Clássico
Sinopse: O cortiço foi publicado em 1890. É um romance que descreve a sociedade brasileira da época e é considerado um dos marcos do Naturalismo. O proletário e a desigualdade social são presenças marcantes na obra. O ganancioso e avarento comerciante português João Romão, a trabalhadeira Bertoleza, o vizinho rico Miranda, o malandro preguiçoso Jerônimo, a mulata Rita Baiana, todos são tratados como uma extensão do cortiço, personagem principal cujo cotidiano é descrito ao longo da narrativa…

A CIDADE E AS SERRAS
Eça de Queirós
238 páginas
Preço: R$14,90
Clássico
Sinopse: Marcado por intensa ironia, A cidade e as serras conta a história de Jacinto, herdeiro afortunado da antiga aristocracia rural portuguesa, cuja vida confortável e abastada em Paris é obrigado a deixar para tratar de assuntos familiares na ficcional Tormes, pequeno lugarejo serrano em Portugal.  Entediado e infeliz na cidade grande, Jacinto  entra em contato com uma paisagem rústica e natural até então desconhecida, descobrindo um novo modo de vida que decide experimentar. Último livro de Eça de Queirós, publicado um ano após sua morte, A cidade e as serras é um dos marcos da fase final da produção do autor, na qual este parece reavaliar o conceito de “civilização” tão em moda no século XIX…

Título da Editora Nobel

O ALIENISTA
Machado de Assis
96  páginas
R$19,90
Sinopse: O alienista apresenta-se como o conto mais extenso de Machado de Assis. Publicado no mesmo período do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, significa a virada do autor em prol da estética realista e de seus princípios básicos. Embora o questionamento dos limites da razão e da loucura esteja exposto em primeiro plano, outros temas emergem da leitura, como a crítica à importação indiscriminada de teorias deterministas e positivistas em nosso país e à retórica banal que, mesmo produzindo expressões esvaziadas de significado, influencia o comportamento das pessoas, inspirando-lhes atitudes impensadas…

Leia Mais

Concurso Menina Fantástica faz seletiva em Salvador

Atenção moças que desejam tentar a carreira de modelo, essa notícia é para vocês: o concurso Menina Fantástica 2010, promovido pela agência Mega Model e exibido no programa Fantástico, da Rede Globo, fará uma seletiva em Salvador, no próximo dia 11 de setembro, a partir das 13h, no Hotel Pestana (Rio Vermelho). A entrega das senhas para participar será encerrada às 16h, portanto aspirantes a top, agendem-se e corram lá!

Até o final desta fase, a equipe do Menina Fantástica vai visitar 200 cidades do país, em três meses de seletiva. Podem participar do concurso candidatas de 16 até 25 anos.  As inscrições serão feitas nos ônibus do Concurso, pelo correio ou diretamente nos locais das seletivas.

Na Bahia, os ônibus vão passar pelas regiões de Esplanada (06/09), Entre Rios (06/09), Alagoinhas (07/09), Conceição do Jacuípe (08/09), Candeias (09/09), Simões Filho (10/09), Lauro de Freitas (10/09) e Salvador (do dia 07 a 10/11), onde acontecerá a seletiva do dia 11, reunindo as candidatas de todas as cidades listadas acima.

>>No site www.meninafantastica.com.br as interessadas encontram mais informações sobre as inscrições. O endereço eletrônico traz também o roteiro completo da caravana Menina Fantástica, as datas de todas as etapas e o regulamento do concurso. Não tentem se inscrever pelo blog, pois nós estamos apenas divulgando gratuitamente a iniciativa. Não trabalhamos para a Mega Model e muito menos para a organização do concurso ou para o programa Fantástico.

As fases – Dividido em etapa regional, semifinal e final, o Menina Fantástica vai passar por dez capitais brasileiras, duas localidades a mais do que a última edição. Até o momento, o concurso já chegou às regiões de Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Recife. Salvador é a sétima capital a receber o projeto que vai visitar ainda a região de Belém e encerra essa primeira fase no dia 25 de setembro, em São Paulo.

Nos dias 02 e 09 de outubro, as semifinais serão realizadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, respectivamente. Serão escolhidas 12 finalistas das 50 classificadas nas etapas regionais. A fase final acontecerá nas cinco semanas seguintes. As finalistas ficarão em uma casa, em São Paulo, participando de várias atividades como workshops de nutrição, maquiagem, cabelo, etiqueta, moda e postura. A cada semana, acontecerá uma prova eliminatória, com um júri distinto. Serão realizados testes de interpretação, produção e fotografia para ajudar o júri e o público na definição dos votos.

Quem assiste ao Fantástico sabe que o concurso é exibido semanalmente no programa, como um grande reality show do mundo fashion. A cada domingo, no decorrer do programa, o público ajuda a escolher – por telefone ou internet – a “Menina Fantástica 2010”. Todas as finalistas serão contratadas pela Mega Model, e a vencedora assinará um contrato com a agência no valor de R$ 500 mil.

*Com informações da Pense Comunicação

Leia Mais

Receita da Semana: Mousse de Chocolate

Mousse de chocolate é a sobremesa favorita da minha irmã e modéstia à parte, ela gosta da guloseima do jeitinho que eu faço. Minha mousse, de uma forma meio inesperada, acabou ficando famosa nas rodas de amigos e até internacionalmente, quando uma conhecida resolveu fazer a receita para um grupo de italianos que visitava a ong onde ela é voluntária. Pedindo perdão ao papa Bento XVI pelo pecado da gula, os ragazzos se esbaldaram.

No filme Chocolate, Juliete Binoche é herdeira de receitas milenares da sua mãe e abre uma chocolateria numa cidadezinha conservadora, revolucionando a vida das pessoas do lugar. Amo a metáfora desse filme e a forma de tratar a culinária como alquimia. O efeito de uma comidinha gostosa no humor é mesmo mágico!

Começou assim a trajetória da mousse: Um belo dia, lá pelos meus 19 anos, uma amiga da minha mãe me mandou uma receita de sobremesa rápida.  Estava de férias das aulas, queria alguma coisa gostosa para o lanche e essa amiga enviou uma receitinha daquelas que levam trinta minutos para ficar pronta. Com o passar do tempo, depois de aprender a fazer a mousse pelo jeito básico, comecei a colocar um toque pessoal na mistura. Em casa, nos aniversários, ou em festinhas de amigas, quando cada uma de nós leva um prato especial, sempre sobra para mim a sobremesa: a mousse de chocolate, claro!

Sou chocólatra assumida e não tenho a menor vontade de me tratar do vício. Perdi a conta das vezes em que assisti Chocolate (Lasse Hallström, 2000) e Como água para chocolate (Alfonso Arau, 1992) dois deleites culinários e cinematográficos que me dão água na boca e ao mesmo tempo, alimentam a alma.

Em Como Água para Chocolate, outro deleite gastronômico em película, Alfonso Arau explora a relação da comida com a sensualidade e a poesia

Com tantas referências “chocolatícias”, escolhi justamente a famosa mousse para abrir a nova série do blog, Receita da Semana, que vai trazer uma coisinha gostosa toda segunda-feira para vocês (prometo coisinhas lights também, mas hoje resolvi começar logo com uma dose generosa de seratonina). Não sou especialista em culinária, sou é curiosa, gosto de experimentar. Nunca fiz curso, workshop, nada isso. Leio uma coisinha aqui e outra ali, meto a mão na massa, futuco a internet, fico rondando as minhas tias (a mulherada da minha família adora uma cozinha). Faço um caderno desde a adolescência, onde coleciono desde truques e dicas aprendidos com amigas, familiares e nos programas da tv, até os rótulos de produtos que trazem receitinhas no verso (adoro testar as sobremesas ensinadas nos rótulos de leite condensado, hummm, delícia!). Ou seja, nada especializado, mas sempre com o espírito de celebração que a gastronomia proporciona. E para quem já está com água na boca, segue a receita, consumam sem moderação!

Gosto sempre de usar tigelas de vidro para misturar a mousse em todas as etapas do preparo da receita, porque não deixam cheiro e nem alteram o sabor final da guloseima. Mousse de chocolate com cheiro de outra coisa que não seja chocolate perde todo o encanto

A minha mousse eu faço assim:

2 latas de leite condensado

2 latas de creme de leite sem o soro

seis claras em neve batidas em ponto de suspiro (sem o açúcar!)

seis colheres de sopa de chocolate em pó

Uma barra de 170 gramas de chocolate meio amargo (em raspas)

Leve o leite condensado e as seis colheres de chocolate em pó ao fogo e mexa como se estivesse fazendo um brigadeiro (sempre acrescento uma colher de sopa rasa de margarina, para não grudar na panela). Retire do fogo quando começar a soltar da panela, não deixe chegar no ponto exato do brigadeiro e nem deixe empelotar, o segredo é ficar mexendo sempre. Reserve e deixe esfriar em uma tigela de vidro. Em outra tigela de vidro bata as claras em neve até a mistura ficar bem durinha (é o ponto de suspiro). Misture o creme de leite com as claras e mexa bem, até ficar homogêneo.  Junte o seu brigadeiro meio mole com essa mistura de creme de leite com clara batida, vá misturando bem, até ficar homogêneo, quanto mais você mexer, mais macia ficará a mousse. Dê o toque final espalhando em toda a superfície as raspas do chocolate meio amargo. Leve à geladeira e pronto, na hora que suas visitinhas chegarem é só servir e esperar o revirar de olhinhos…

Leia Mais

Saúde & Fitness: “Pilates desde criancinha”

Retomo a série Saúde & Fitness aqui do blog com o texto da Suely Tambalo, instrutora de Pilates no CGPA,centro de formação profissional, em que ela nos revela um pouco da biografia de Joseph Pilates, uma criança frágil que buscou na natureza e no equilíbrio entre mente, corpo e espírito, uma nova forma de viver e relacionar-se consigo mesmo, com os outros e com o meio ambiente. Vamos aprender juntos!

**PILATES DESDE CRIANCINHA
*Suely Tambalo

Nosso corpo é um maravilhoso e complexo sistema, que dispõe de todos os mecanismos para funcionar em perfeito equilíbrio. Cabe a nós, conhecermos e atendermos à todas essas necessidades para que vivamos plenamente e com saúde, o mais longamente possível. Simples assim. E nada mais difícil do que as coisas mais simples…

Nosso “manual de instruções” já teve várias de suas páginas desvendadas desde a antiguidade, mas muito ainda há para descobrir e o pior, não pára por aí.
Mesmo quando dispomos a nos tratar bem, profundas verdades que acreditávamos irrevogáveis, de uma hora para outra, são questionadas e postas à prova pelas mais recentes pesquisas.

Nesse cenário, muitas vezes ficamos inseguros quanto ao que fazer para nos exercitarmos de maneira prazerosa e – ao mesmo tempo – também preservarmos e melhorarmos nossa saúde.

Por isso, vamos contar a história de Joseph Hubetus Pilates, que foi uma criança frágil e com a saúde debilitada por várias enfermidades. Em sua busca pessoal pela saúde, acreditou que a força da vida e do equilíbrio estava dentro dele. E, de maneira intuitiva, persistente e autodidata, estudou anatomia, observou os animais, a natureza, buscou as respostas exatamente onde elas estavam disponíveis e em suas fontes mais confiáveis.

Dedicou sua vida à melhora de sua condição física, estudando fisiologia, anatomia, medicina chinesa, praticando yoga, artes marciais até boxe, mergulho e artes circenses, reunindo assim, o melhor das práticas ocidentais e orientais numa única proposta.

Exemplo vivo dos resultados impressionantes que o seu método pode proporcionar aos que se dispõe a praticá-lo, Pilates não só criou um sistema completo de exercícios, como também desenvolveu vários equipamentos para auxiliar e desafiar nossos limites.
Não acreditava em movimentos antinaturais, que desrespeitavam os limites articulares, criavam sobrecargas exageradas e provocavam lesão. Partindo de sua própria experiência pessoal, criou um método de treinamento que transforma o corpo e a relação consigo mesmo. Tornar-se consciente e presente em cada gesto, buscando a perfeição e a qualidade e não a quantidade, sem nunca chegar à exaustão.

Por isso, ele pode atender tão bem tanto a reabilitação de lesões – como fez primeiramente com os enfermos, feridos e mutilados durante o período que ficou recluso no campo de concentração durante a I Guerra na Inglaterra; quanto ao treinamento de famosos artistas, atletas e bailarinos em Nova York, quando emigrou para os EUA.

Como ele mesmo afirmava e pôde ser comprovado na atualidade pelo sucesso do método Pilates em todo o mundo. Ele estava pelo menos 50 anos à frente de seu tempo. Embora reconhecida sua eficiência, sofreu a resistência da comunidade médica da época, pois seu método questionava tudo que se julgava sabido sobre treinamento físico até então.
Enfim, ele viabilizou em forma de exercícios o que todos nós sabemos e buscamos, mas depois de tanto tempo, ainda não atingimos: para ter um corpo realmente saudável não é possível dissociá-lo de um estilo de vida e de pensamentos saudáveis. Não é possível privilegiar nem o corpo, nem a mente: ambos devem estar em perfeito equilíbrio.

Praticou seu método até o final da vida, diariamente, mantendo a saúde e um corpo admirável até os 87 anos, quando faleceu. Ele nos deixou mais um caminho, dentre os inúmeros que temos disponíveis. Ele conquistou a própria saúde e ajudou inúmeras pessoas a atingir esse equilíbrio e continua ajudando outras tantas, através de seus seguidores.

Muito além do modismo em que o Pilates (assim chamada a técnica, após a morte de seu criador) se transformou – sendo muitas vezes símbolo de status depois de divulgado por artistas internacionalmente – é preciso salientar que Joseph Pilates nunca pretendeu elitizar seu método, pelo contrário, seu maior sonho era que fosse praticado precocemente nas escolas, por todas as crianças, para que desde cedo adquirissem o conhecimento do próprio corpo para crescerem fortes, flexíveis,  livres de dores e desequilíbrios desnecessários.

Crianças mais felizes, equilibradas e prontas para explorar todo seu potencial, tornando-se adultos mais preparados, saudáveis e felizes.

Eu, como milhares de praticantes apaixonados, que experimentaram e comprovaram a eficiência do método Pilates em todo o mundo, não posso deixar de comunicar aos também amantes da corrida que esse casamento é mais do que saudável e tem tudo pra dar certo. É experimentar para crer.

*Suely Tambalo é professora do CGPA Pilates, centro pioneiro de atendimento pelo Método Pilates e formador de profissionais. Visite o site: www.cgpapilates.com.br

**Texto enviado ao blog por Vera Moreira Comunicação e publicado no blog com autorização da autora, desde que devidamente citada a fonte e respeitando-se a integridade do material.

Leia Mais

Especialista discute alienação parental em Salvador

O presidente nacional da ONG APASE – Associação de Pais e Mães Separados, Analdino Rodrigues Paulino Neto vai ministrar palestra sobre a alienação parental, em Salvador, nesta sexta-feira, dia 13, durante o III Congresso Nordestino de Direito da Família. O evento jurídico acontece até o sábado, dia 14, no Bahia Othon Palace Hotel, em Ondina.

Analdino Rodrigues Paulino Neto é mediador familiar e consultor jurídico na área da Igualdade Parental. A ONG que ele preside foi a que conseguiu aprovar a Lei da Guarda Compartilhada.

Alienação parental – O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) passará a prever punição dos responsáveis pelas crianças – como a mãe, o pai ou os avós – que atuarem para desqualificar ou dificultar o contato do menor com um dos responsáveis (ou seja, praticar alienação parental). Os que forem condenados estarão sujeitos ao pagamento de multas, perda da guarda e à detenção de seis meses a dois anos. É o que prevê o projeto de lei do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP) aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), que trata do conceito de alienação parental.Como a aprovação no Senado ocorreu em caráter terminativo, o que dispensa a votação no plenário, a lei entrará em vigor logo que for sancionada pelo Presidente Lula.

A Síndrome de Alienação Parental (SAP), também conhecida pela sigla em inglês PAS, é o termo proposto por Richard Gardner em 1985 para a situação em que a mãe ou o pai de uma criança a treina para romper os laços afetivos com o outro genitor, criando fortes sentimentos de ansiedade e temor em relação ao outro genitor. Os casos mais freqüentes da Síndrome da Alienação Parental estão associados a situações onde a ruptura da vida conjugal gera, em um dos genitores, uma tendência vingativa muito grande. Quando este não consegue elaborar adequadamente o luto da separação, desencadeia um processo de destruição, vingança, desmoralização e descrédito do ex-cônjuge. Neste processo vingativo, o filho é utilizado como instrumento da agressividade direcionada ao parceiro.

Leia mais sobre a alienação parental aqui no blog, nos posts abaixo:

>>Sobre divórcio e “o luto” da separação

>>Alienação parental, uma pesquisa sobre o tema

>>Sobre divórcio, guarda dos filhos e alienação parental

Leia Mais

Artigo: A comunicação convergente e os mitos da nova tecnologia

Hoje me aconteceu uma coisa engraçada no trabalho. Um colega, que sabe que sou editora de internet e blogueira, me mandou um scrap pelo nosso “msn corporativo”, me pedindo para ajudá-lo a entrar em uma comunidade virtual. Expliquei como funcionava e para que servia a comunidade em questão e ele ficou bastante animado com a possibilidade de trocar informações com pessoas desconhecidas e de fora de Salvador sobre a sua área de cobertura jornalística. Coincidentemente, ao chegar em casa, encontrei no meu email o texto abaixo, escrito pelo também jornalista Gustavo Schor. Coincidências não existem, diriam os místicos, e por isso, trago o artigo de Schor aqui para o blog, para ajudar a esclarecer quem, assim como o meu colega, está entrando no universo das comunidades on line pela primeira vez. As reflexões – lógico! – servem também para quem já é “rato de internet”. Ao menos para mim, é sempre bom refletir sobre a nossa cultura pós-contemporânea e em permanente conexão. Aproveitem as lições!

========================

**A comunicação convergente e os mitos da nova tecnologia

*Gustavo Schor

Redes sociais não existem. Ou, melhor, existem desde sempre. Pelo menos desde que os primeiros australopitecos estabeleceram relações afetivas e conseguiram demonstrar isso de maneira objetiva, segundo códigos que puderam ser apreendidos pelo grupo e reproduzidos sistematicamente. Talvez mesmo antes, o “elo perdido”  já pudesse interagir – racionalmente – com os de sua espécie e com outras entidades do mundo físico.

O que não há é o advento da “rede social” enquanto decorrência do avanço tecnológico, das plataformas de troca de dados por meio dos sistemas digitais online. Esta definição, que internacionalmente consagrou o fenômeno dos espaços virtuais agregadores de pessoas (ou perfis) e que proporcionam a interação remota entre elas, é nada mais do que o exercício da capacidade humana do relacionamento, só que agora em um novo terreno midiático.

Claro que o Twitter, o Facebook, o Orkut e similares só foram possíveis por conta do amadurecimento tecnológico dos meios de comunicação. Mas o fato é que este avanço configurado no aumento do espectro de possibilidades gerado pela internet não é um acontecimento social – no sentido de exprimir o significado sociológico de relacionamento – mas simplesmente um amplificador de uma característica inerente aos seres humanos: comunicar e estabelecer relações de reciprocidade entre si e com as coisas do mundo.

Chamar estas plataformas de comunicação de “redes sociais” é, portanto, um pouco de exagero. Sem dúvida elas se prestam ao que trazem na nomenclatura, proporcionar o relacionamento entre pessoas. Mas não são, definitivamente, redes sociais: são, sim, espaços virtuais para o interação daqueles que utilizam tais meios como forma de encontrar outros membros do mesmo serviço. Ou seja, são mais um ambiente para colocar em prática o desenrolar, a evolução e constante modificação dos embates psicossociais dos integrantes destas redes – que não são tecnológicas, mas humanas.

E esta interação acontece nestes espaços, assim como acontece na rua, em supermercados, nas escolas, no trabalho. A internet criou apenas mais um palco para que pessoas encontrem outras. Certamente este novo campo tem suas especificidades e regras que permitem a ordenação semântica das mensagens trocadas e do relacionamento ali travado. Mas o mesmo acontece com todos os outros espaços da prática social.

No trânsito, por exemplo, precisamos interpretar um farol vermelho como o comando para parar; na internet, em algumas destas plataformas mencionadas, se eu não clicar em “adicionar contato”, não será possível dizer “oi” para a pessoa com quem quero me comunicar. Se não parar ao sinal vermelho, posso causar um acidente ou então receber uma multa; se enviar uma mensagem a um membro do Orkut sem adicioná-lo como contato e sem ter a certeza de que “tenho este direito”, posso ser ignorado ou até bloqueado por aquele a quem endereço a mensagem.

Existem milhares de possibilidades em um e outro sistema. O ponto é que cada um deles tem seus mecanismos de interação predeterminados. E todos que compartilham daqueles modelos devem seguir as respectivas estruturas de significação a fim de que seja possível a interação entre os membros.

O nome do meio, todavia, pouco importa. Chamar o Twitter de “rede social” não interfere na finalidade ou nas conseqüências de seu uso. Este exercício retórico, no entanto, se presta a uma análise mais cautelosa dos mitos que permeiam o estabelecimento das plataformas de comunicação e seu estudo.

A primeira conclusão a que se pode chegar é que as tais redes sociais não são em si um índice de evolução tecnológica (embora dependam dela, assim como dependeram todas os outros artefatos que suportam a comunicação, como o telégrafo e o telefone). São, em verdade, um item importante que denota a evolução dos mecanismos de comunicação.

O avanço da tecnologia proporciona a criação de novos braços, de novos tentáculos para a interação humana e amplificam imensamente a capacidade de profusão e absorção de informação. E seu o impacto não é sobre a tecnologia, mas sobre as estruturas de comunicação.

Em seu livro Cultura da Convergência, Henry Jenkins descreve de maneira muito didática e instigante este fenômeno. Seu argumento principal se baseia no rompimento de uma dos mais importantes lendas que circundam o progresso tecnológico, que é o das novas plataformas de comunicação suplantando as antigas. Jenkins tem uma visão absolutamente pluralista e propõe que, diferente das profecias da extinção dos meios, o que deve acontecer é a convergência multimidiática dos mecanismos. Daí, conforme seu raciocínio, o estabelecimento de novos paradigmas de comunicação e a reinvenção dos suportes de mídia de maneira complementar e proporcionando novas significações técnicas e socioculturais.

Ou seja, ele entende que a televisão não vai acabar por conta da internet, assim como a internet não vai inventar um novo modelo de comunicação em vídeo: o acoplamento das duas propostas vai criar uma terceira via, com a possibilidade de novas ferramentas e de mecanismos de interatividade. E isso, por sua vez, deve reconfigurar a maneira pela qual as pessoas se apropriam da comunicação em vídeo, vai determinar um novo modelo de raciocínio comunicacional e que, por fim, vai gerar impactos na economia, na arte, nos modos de consumo e no relacionamento entre pessoas e o mundo como um todo.

Como explica Jenkins, “a convergência das mídias é mais do que apenas uma mudança tecnológica. A convergência altera a relação entre tecnologias existentes, indústrias, mercados, gêneros e públicos. A convergência altera a lógica pela qual a indústria midiática opera e pela qual os consumidores processam a notícia e o entretenimento.”

Na apresentação do mesmo livro, o produtor Mark Warshaw nos traz outra reflexão sobre a mudança de paradigma no consumo de informação e entretenimento. E ironiza o discurso apocalíptico dos entusiastas das tecnologias midiáticas (aqueles que entendem o avanço da mídia enquanto tecnologia, não como fenômeno determinante das relações sociais): “O comercial de 30 segundos morreu. A indústria fonográfica morreu. As crianças não assistem mais à televisão. As velhas mídias estão na UTI. Mas a verdade é que continuam produzindo música, continuam veiculando o comercial de 30 segundos, um novo lote de programas de TV está prestes a estrear, no momento em que escrevo estas linhas – muitos direcionados a adolescentes. As velhas mídias não morreram. Nossa relação com elas é que morreu. Estamos numa época de grandes transformações, e todos nós temos três opções: temê-las, ignorá-las ou aceitá-las.”

O interessante da observação de Jenkins é a paulatina reinvenção dos meios. Ele fundamenta seu raciocínio na relação entre três conceitos basais da comunicação contemporânea, que pautam toda a avaliação sobre os casos práticos apresentados em sua obra: a convergência dos meios, a cultura participativa e a inteligência coletiva.

Por convergência das mídias, Jenkins toma a expressão da informação em múltiplos suportes. Ele dá um exemplo bastante pitoresco: a associação de Osama Bin Laden com um personagem de Vila Sésamo, decorrente da brincadeira de um jovem norte-americano. A montagem feita pelo adolescente percorreu o mundo em diversos formatos e com diferentes finalidades. Foi descoberta na internet por um militante islâmico que, sem conhecer o verdadeiro sentido da brincadeira e mesmo o tal personagem da TV, estampou a imagem criada pelo americano em faixas de protesto. Tais cartazes foram filmados pela CNN e voltaram ao ocidente em forma de matéria jornalística transmitida pela televisão. Os criadores da série Vila Sésamo execraram a ligação indevida do personagem com o terrorista e ameaçaram entrar na justiça (sabe-se lá contra quem).

Cultura participativa, conforme o professor Jenkins, é a interação dos atores sociais envolvidos no processo de comunicação, como emissores e receptores das mensagens e atuando em papeis distintos, em diferentes situações – e variando esta atuação indefinidamente tanto quanto assumem diferentes papeis sociais. É o caso de um executivo de uma empresa, que em determinado momento é telespectador, noutro, formador de opinião, num terceiro, pai de família e que interage com a professora de seus filhos numa reunião escolar. Esta professora também é mãe, tem seus filhos na mesma escola (e são colegas dos filhos do executivo), e consumidora crítica, quando, em dado momento, posta na internet comentários sobre um produto que, por acaso, é a marca líder da empresa na qual o pai de seu aluno é diretor de marketing.

Finalmente, se apropria do termo “inteligência coletiva”, cunhado pelo teórico francês Pierre Levy, para definir a malha amorfa de informação e conhecimento que é resultado da confluência do pensamento e da participação de muitas pessoas, em ambientes diversos e com propósitos não necessariamente relacionados. É o grande “banco de dados” coletivo que possibilita o armazenamento e a troca de informação infinita sobre qualquer tema em qualquer lugar. Ele explica que isso acontece porque ninguém pode saber tudo: cada um de nós sabe alguma coisa. Juntando-se estas peças temos a inteligência coletiva. A internet é o advento da comunicação capaz de elevar este sentido a sua milésima potência.

Unindo-se o tripé proposto por Jenkins, temos as bases da comunicação de hoje, num mundo guiado pela renovação infinita dos meios e dos conceitos. E aqui volto ao assunto das redes sociais. Não seriam elas muito mais mecanismos convergentes de interação do que propriamente redes? As ditas redes sociais, na verdade, são alguns dos alicerces que sustentam este novo modelo de comunicação.

Os Twitters, Facebooks e Orkuts, são, sim, as expressões mais nítidas e propositoras da realidade mais atual da convergência midiática. É aí que está a beleza e a riquíssima contribuição destas plataformas: ser o ambiente que proporciona o relacionamento humano em perspectiva multimídia, com a possibilidade de criação e reconfiguração dos discursos e da própria cultura num plano mediado em constante transformação. É o espaço da revisita, da releitura, da paráfrase de si e dos outros e o resultado da ação de muitas mãos.

===================

*Gustavo Schor é gerente de Comunicação do escritório Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados, é jornalista formado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, especialista em Jornalismo Econômico pelo Departamento de Ciência Política da Universidade de Brasília e pós-graduando em Gestão Integrada da Comunicação Digital pelo Núcleo Digicorp da ECA/USP. Trabalha com meios online desde a primeira grande bolha da internet, no final da década de 90, com atuações em Agência Estado, Terra, UOL, Reuters e outros veículos da imprensa digital.

**Texto encaminhado ao blog para publicação pela Cia da Informação.

Leia Mais