Para não esquecer José Saramago

O escritor José Saramago, muito amado pelas meninas deste singelo blog, morreu nesta sexta-feira, em sua casa, em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, aos 87 anos de idade. O autor de Ensaio Sobre a Cegueira e de uma infinidade de livros maravilhosos –  os recentes Caim e a A Viagem do Elefante -, prêmio Nobel de literatura em 1998 (venceu com o livro Memorial do Convento, que no momento estou lendo), era um grande filósofo, um humanista, socialista radical, de opiniões fortes, que lhe renderam a fama de ser de difícil trato. Para nós, a memória de Saramago é totalmente afetiva e, quem o chama de intransigente, na verdade, não compreende a profundidade do pensamento do autor. Por meio de seus livros e de suas declarações na mídia, Saramago nos fazia acordar, enfiava o dedo na ferida, nos mostrava nosso lado mais brutal e mesquinho e nosso lado mais terno e nobre, as dicotomias da alma humana. Era um gênio! E aos gênios, permitimos até um pouco de mau-humor. Além disso, nos seus 87 anos de vida, sábio, maduro e calejado, ainda tinha muito a nos dizer, muito o que nos provocar à reflexão. Sua morte, apesar da idade, é prematura, pois ele estava no auge da forma e da lucidez. Aqui, deixamos nossa homenagem, reunindo os links de alguns textos publicados sobre a morte do autor nos sites noticiosos da internet e nos nossos blogues pessoais…

Portal A TARDE On Line:

>>Escritor José Saramago morre aos 87 anos

>>Última mensagem no blog de Saramago lamenta a falta de filosofia

>>Saramago sofria de problemas respiratórios, diz jornal

>>Velório de Saramago será na localidade espanhola de Tías

Portal UOL:

>>Morre o Prêmio Nobel da Literatura José Saramago

>>“Forma Saramago” desafiou o leitor e fez escritor popular

>>Saramago representa triunfo para a língua portuguesa, diz Scliar

>>Conheça a história do autor de “Ensaio sobre a Cegueira” e “Memorial do Convento”

>>Português José Saramago recebe o Nobel de Literatura em 1998

Portal G1:

>> Morre aos 87 o escritor José Saramago

>>Veja fotos históricas do escritor português

>>Artistas prestam homenagens no Twitter

>>Saramago disse em entrevista que não tinha medo de morrer

Público (Portugal):

>>Morreu José Saramago

>>Corpo de Saramago esperado amanhã em Lisboa

>>Presidente diz que Saramago será “sempre uma referência” da cultura nacional

El País (Espanha):

>>Muere Saramago a los 87 años

>>Pensar, pensar, pensar…’, último post del blog de su fundación

>>Su última entrevista a EL PAÍS: “Seremos más pobres si Haidar muere”

>>Su última campaña: Solidaridad con Haití

>>Conmoción en Portugal

>>Saramago: “La muerte es la inventora de Dios”

Mar de Histórias (blog de Andreia Santana):

>>Luto por Saramago

>>“Deus é maneta”

>>Resenhando José Saramago

>>“Saramageando”

>>A lista de Saramago

>>Saramago chora com Chaplin

Pequenas Digressões (blog de Alane Virginia):

>>Ensaio Sobre a Cegueira

>>Ensaio sobre a cegueira no cinema

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Livros resgatam história de Jacinta Passos e Lélia Gonzales

Dois produtos editoriais recentes homenageiam mulheres notáveis. Na próxima terça-feira, dia 08, às 18h, no Espaço Unibanco Glauber Rocha (Praça Castro Alves, Salvador), acontece o lançamento do livro Jacinta Passos – coração militante, que resgata a história da poetisa e jornalista baiana. Escrito pela historiadora Janaína Amado (filha de Jacinta), o  livro reúne a obra completa da poetisa, inclusive textos inéditos, além de uma biografia.

Jacinta Passos foi casada com James Amado, irmão do escritor Jorge Amado, e teve uma única filha. Feminista e comunista, passou anos internada em sanatórios, com o diagnóstico de esquizofrenia paranóide. Mas, apesar das dificuldades, não desistiu da militância política e  nem deixou de escrever poesia. Nascida em Cruz das Almas, em 1914, e falecida em Aracaju, em 1973, Jacinta Passos foi poetisa, escritora, professora e jornalista, tendo lutado por causas e ideais em que acreditava.

O livro sai publicado pela EDUFBA e pela Corrupio, com apoio da FAPESB (Fundação de Amparo a Pesquisa da Bahia).

Direitos da mulher – O segundo livro recente que resgata uma personagem feminina é a biografia de Lélia Gonzales, um dos maiores nomes do movimento negro no Brasil (fundadora do MNU – Movimento Negro Unificado) e referência internacional na defesa dos direitos da mulher e da população negra. O livro sobre Lélia é a primeira biografia já escrita sobre a personagem e integra a coleção Retratos do Brasil Negro, da Selo Negro Edições.

Lélia Gonzalez foi uma das figuras centrais na reformulação teórica e prática do movimento social negro contemporâneo. Militante, professora e escritora, a fundadora do MNU faleceu em 1994. No livro, os pesquisadores Alex Ratts e Flavia Rios revelam a trajetória da intelectual e feminista da infância humilde até a consagração no meio político e cultural, incluindo também um levantamento de sua obra. Segundo os autores, ela foi uma figura extremamente importante para o debate sobre as questões de raça, gênero e classe, dentro e fora do país.

Resultado de extensa pesquisa, incluindo entrevistas com familiares e amigos, o livro conta, em dez capítulos, as ações e ideias de Lélia, contemplando sua vida de dedicação e inteligência antes de se tornar militante negra e feminista, sua atuação como ativista e seu desempenho como docente, política e intelectual.

Retratos do Brasil Negro

A Coleção Retratos do Brasil Negro é coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos, pela Michigan State University (EUA) e pesquisadora dos movimentos sociais e da diáspora africana no Brasil e no mundo. A coletânea tem por objetivo abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra.

Os autores da biografia de Lélia

Alex Ratts doutorou-se em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo em 2001. É professor dos cursos de graduação e mestrado em Geografia do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (Universidade Federal de Goiás), publicou artigos sobre quilombos, relações raciais e grupos étnicos e orienta pesquisas que englobam esses temas. Já Flavia Rios é socióloga. Atualmente faz doutorado na Universidade de São Paulo, onde obteve os títulos de bacharel em Ciências Sociais e mestre em Sociologia. Suas áreas de pesquisa são relações raciais, movimentos sociais e políticas públicas.

Ficha técnica

Lélia Gonzalez – Coleção Retratos do Brasil Negro
Autores: Alex Ratts e Flavia Mateus Rios
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 21,00
176 páginas
Atendimento ao consumidor: (11) 3865-9890 ou no site: www.selonegro.com.br

Livro resgata história esquecida da poetisa e jornalista militante, Jacinta Passos

A historiadora Janaína Amado lança o livro Jacinta Passos, coração militante, no dia 8 de junho (terça-feira), às 18h, na Galeria do Livro, no Espaço Unibanco, Praça Castro Alves. O livro reúne a obra completa de Jacinta Passos, inclusive textos ineditos, como tudo o que se escreveu sobre a autora, além de uma biografia, escrita por sua filha, Janaína Amado.

Jacinta Passos casou-se com James Amado, irmão do escritor Jorge Amado, com quem teve a única filha. Feminista e comunista, Jacinta Passos passou anos internada em sanatórios, com o diagnóstico de esquizofrenia paranóide. Mesmo assim, continuou a militar no PCB e a escrever poesia.

Nascida em Cruz das Almas, em 1914, e falecida em Aracaju, em 1973, Jacinta Passos foi poetisa, escritora, professora e jornalista, tendo lutado, dentro do Partido Comunista, por causas e ideais em que acreditava.
Jacinta Passos, coração militante, foi publicado pela EDUFBA e pela Corrupio, com apoio da FAPESB.

O quê: Lançamento do livro Jacinta Passos, coração militante

Quando: 8 de junho, às 18h

Onde: Galeria do Livro, no Espaço Unibanco (Praça Castro Alves).

Lélia Gonzales

A biografia de Lélia Gonzalez, referência internacional na defesa dos direitos da mulher e da população negra, revela o importante legado da ativista, professora e escritora, fundadora do Movimento Negro Unificado, que se consagrou no meio político e cultural.

Um dos maiores nomes do movimento negro brasileiro, Lélia Gonzalez foi uma das figuras centrais na reformulação teórica e prática do movimento social negro contemporâneo. Militante, professora e escritora, a fundadora do Movimento Negro Unificado, falecida em 1994, tornou-se referência internacional na defesa dos direitos da mulher e da população negra. No livro Lélia Gonzalez (176 p., R$ 21,00), quarta biografia da Coleção Retratos do Brasil Negro, lançamento da Selo Negro Edições, os pesquisadores Alex Ratts e Flavia Rios revelam a trajetória da intelectual e feminista da infância humilde até a consagração no meio político e cultural, incluindo também um levantamento de sua obra. Segundo os autores, ela foi uma figura extremamente importante para o debate sobre as questões de raça, gênero e classe.

Primeira biografia de Lélia, a obra reúne um importante legado deixado por ela em textos e depoimentos que influenciaram novas gerações de pensadores negros. Resultado de extensa pesquisa, incluindo entrevistas com familiares e amigos, o livro conta, em dez capítulos, as ações e ideias da biografada, contemplando sua vida de dedicação e inteligência antes de se tornar militante negra e feminista, sua atuação como ativista e seu desempenho como docente, política e intelectual.

A obra aborda também os significados de sua perda e a importância do seu trabalho para o Brasil e para o mundo. “O objetivo é resgatar a imagem dessa militante e inseri-la no conjunto dos intelectuais negros”, complementam os autores. Para eles, Lélia foi uma das ativistas importantes para a articulação de uma frente de participação política em uma fase de democratização do país.

Os capítulos que compõem a biografia resgatam a história da intelectual e ativista negra a partir da infância em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, destacando uma vida marcada pela busca do conhecimento. Filha de um ferroviário negro e mãe de origem indígena e penúltima de dezoito irmãos, Lélia seguiu na direção do não conformismo e graduou-se em História e Filosofia. Na pós-graduação optou pela Comunicação e Antropologia, além dos cursos livres em Sociologia e Psicanálise. O livro mostra também fatos que marcaram o desenvolvimento do país nos governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Retrata as dificuldades impostas pelo regime militar e ainda o período de democratização do Brasil, com a abertura política.

A biografia contempla ainda o ingresso de Lélia no movimento negro contemporâneo, destacando sua atuação diretamente na formação, consolidação e difusão do movimento, que reapareceu no Brasil no final dos anos 1970, em pleno regime militar. Mostra também que ela analisou e interpretou a luta negra no país, além de descrever sua participação no movimento feminista, uma referência na luta contra a discriminação da mulher, e na política brasileira, com sua atuação no PT e no PDT, representando as demandas dos movimentos sociais dos quais fazia parte.

A participação de Lélia em movimentos sociais e culturais foi decisiva para a formação de sua identidade pessoal e também de seu pensamento. Além de evocada nos círculos da militância negra e feminista, ela é lida e comentada em cursos acadêmicos de graduação e pós-graduação no Brasil e em países de língua inglesa, espanhola e francesa. “Esperamos que o pensamento e o discurso dela continuem explicando o mundo que se quer interpretar e transformar”, concluem os autores.

Retratos do Brasil Negro

A Coleção Retratos do Brasil Negro, coordenada por Vera Lúcia Benedito, mestre e doutora em Sociologia/Estudos Urbanos pela Michigan State University (EUA) e pesquisadora dos movimentos sociais e da diáspora africana no Brasil e no mundo, tem por objetivo abordar a vida e a obra de figuras fundamentais da cultura, da política e da militância negra. Nei Lopes • Sueli Carneiro

Os autores

Alex Ratts doutorou-se em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo em 2001. É professor dos cursos de graduação e mestrado em Geografia do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (Universidade Federal de Goiás), publicou artigos sobre quilombos, relações raciais e grupos étnicos e orienta pesquisas que englobam esses temas.

Flavia Rios é socióloga. Atualmente faz doutorado na Universidade de São Paulo, onde obteve os títulos de bacharel em Ciências Sociais e mestre em Sociologia. Suas áreas de pesquisa são relações raciais, movimentos sociais e políticas públicas.

Título: Lélia Gonzalez – Coleção Retratos do Brasil Negro
Autores: Alex Ratts e Flavia Mateus Rios
Coordenadora da coleção: Vera Lúcia Benedito
Editora: Selo Negro Edições
Preço: R$ 21,00
Páginas: 176 (12,5 x 17,5)
ISBN: 978-85-87478-42-9
Atendimento ao consumidor: 11-3865-9890
Site: www.selonegro.com.br

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Dia dos Namorados 3: auto-ajuda para quem busca encontrar uma cara metade

É inegável o apelo para que todos (homens ou mulheres), estejamos devidamente acompanhados toda vez que a data 12 de junho se aproxima. Embora não goste dessa pressão exercida em todos os níveis (dos amigos, da família, dos lojistas e da mídia, só para citar alguns exemplos) para que os solteiros de todo o mundo corram atrás do prejuízo e arrumem um par, não posso ter a pretensão de fazer um blog se não falar para todos os públicos. Daí a insistência, ao longo da semana, em abordar temas ligados ao Dia dos Namorados. Tem quem leia porque é oferecido? Sim. Mas a recíproca é igualmente verdadeira: é oferecido porque tem quem espere esse tipo de informação com mal-disfarçada avidez. Atendendo às necessidades de quem anda realmente em busca da cara metade, publico por aqui uma dica de leitura, melhor dizendo, dica de audiolivro que promete ensinar as mulheres a domar as feras masculinas soltas neste vasto mundo.

Se você faz parte do grupo de “caçadoras” implacáveis que estão decididas a legar seus dias de solteirice ao passado, pode acabar gostando de ler Por que os homens amam as mulheres poderosas?, best seller da norte-americana Sherry Argov, lançamento da Audiolivro Editora. Não li – e nem ouvi – o livro, por isso, não posso opinar se realmente funciona e nem vou fazer resenha crítica, seria leviandade criticar (para o bem ou o mal), algo que não li.

Mas, segundo a editora,  a obra está em primeiro lugar na lista de livros de não-ficção mais vendidos nos EUA. O povo americano adora auto-ajuda. Os brasileiros não ficam atrás. Mesmo não sendo muito a minha praia, respeito quem gosta e acredito que, para determinadas pessoas, funcione.

A autora, ainda segundo a editora Audiolivro, escreveu um tipo de manual para aquelas mulheres boazinhas que fazem de tudo para agradar seu parceiro, mas têm a sensação de que não recebem a mesma dedicação em troca e daí, descambam para as cobranças ou conformam-se na posição de vítima chorona. Usando o humor, o que no mínimo vai garantir boas gargalhadas para quem se dispuser a ler (ou ouvir, neste caso), Sherry Argov afirma que não há nada mais entediante para um homem do que uma mulher que tenta agradá-lo a todo momento. Pessoalmente, concordo que a máxima vale para qualquer tipo de relacionamento. E quem é que gosta, por exemplo, de amigos que vivem “puxando o saco”, mas não fazem críticas construtivas, confrontam opiniões, alertam para as mancadas e dessa forma exercem o papel de verdadeiros amigos?

No “manual de sedução” de Argov, há ainda dicas de como adquirir mais autonomia e não ser submissa no relacionamento.

E para quem ficou interessada, eis aqui o link da obra, para ser comprado direto do site da editora. O audiolivro tem sete horas de duração e também pode ser encontrado nas melhores livraria de todo país. E, aqui, no site da Revista Veja, um trecho da obra.

Para comprar a versão impressa:

Porque os homens amam as mulheres poderosas?

Autora: Sherry Argov

Editora: Sextante

Preço: R$ 15,90 no site da Submarino.com

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Artigo: Leitura é peça fundamental no desenvolvimento infantil

E como o meu tema de reflexão neste fim de semana é a literatura, aproveito para publicar por aqui um artigo assinado pela Raquel Caruso, fonoaudióloga e psicopedagoga, que reflete sobre a importância da leitura ainda na primeira infância. Vale a pena conferir!

*Incentivo à leitura é importante desde os três anos de idade

**Raquel Caruso

Desde a primeira infância é fundamental que os pais leiam histórias, contos de fadas, livros e gibis para seus filhos. Este hábito pode e deve ser incentivado: dê a eles livros de presente.

Normalmente as crianças de aproximadamente três anos já solicitam a leitura para seus pais. Nestes momentos, muitas vezes, os pais não lêem, e sim contam o que está escrito, na tentativa de facilitar a linguagem, tornando esta menos formal e a compreensão mais fácil. Esses momentos podem existir, mas também deverá haver ocasiões em que os responsáveis leiam a história tal qual está escrita, pois desta forma estarão introduzindo a criança à escrita formal.

Muitas dúvidas passam na cabeça dos pais em relação a qual gibi ou livro ler. Por exemplo: devo ler para crianças menores, gibis do Cebolinha e Chico Bento? Pelo fato da fala destes personagens não ser adequada, muitos pais se preocupam em incentivar uma prática errada, e optam por ler corretamente para que seus filhos não sejam expostos a tais trocas. Normalmente a melhor orientação, caso os pais não se sintam a vontade com a fala dos personagens, é que escolham outro gibi. Pois desta forma irão descaracterizar o personagem.

Se o seu filho ainda não fala adequadamente, o melhor é estimular outras leituras, como os contos de fada. Depois da aquisição total de todos os sons da fala, a exposição pode ser total. É importante que as crianças entrem em contato com todo tipo de material, desde os mais simples aos mais refinados, não se esquecendo de adequar à idade e interesses da criança.

Quando as crianças crescem, devemos continuar o incentivo a leitura, levando-as a livrarias, que hoje disponibilizam de espaços lúdicos adaptados, sempre estimulando que elas mesmas escolham seus livros. Devemos tomar cuidado para não cair na tentação de comprar três ou quatro livros de uma vez: apenas um livro é suficiente, pois assim quando terminarem poderão comprar outro.

Há também outras formas de estimular a leitura nas crianças, como empréstimos de livros em bibliotecas, compras em sebos (podemos encontrar livros em bom estado com preços convidativos), trocas entre amigos, assinatura de gibis e revista para crianças, que pode representar um estímulo a mais, pois elas recebem em casa algo com seu nome impresso.

Como as crianças têm em seus pais modelos a serem seguidos, é importante que elas os vejam lendo, sejam jornais, revistas ou livros. O texto lido deve ser de referência pessoal, familiar, escolar e sócio-cultural. É importante que os livros estejam na altura adequada para que a criança possa manusear e pegar o livro no momento em que sentir vontade, não somente em locais que necessitem o auxílio de adultos.

A leitura estimula a imaginação, criatividade, seqüência lógico temporal, entre outros aspectos, o que irá ajudar na produção da escrita. Uma opção para os adolescentes é formarem grupos de leitura, onde irão escolher um título e discutir em grupo.

……..

*O artigo foi encaminhado ao blog pela CGC Comunicação em Educação

**Raquel Caruso é fonoaudióloga, psicopedagoga e psicomotricista, coordenadora da Clínica EDAC e professora da Associação Brasileira de Dislexia.

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Coluna infantil no blog da Cia das Letras

O blog da Companhia das Letras, através do selo Companhia das Letrinhas (dedicado à literatura infanto-juvenil) estreia uma coluna assinada por Júlia Moritz Schwarcz, com dicas de leitura para os petits. Quinzenalmente, ela vai escrever sobre diversos temas do univero ficcional infantil, sempre dando dicas de livros e fazendo análises.

Na coluna de estreia, o assunto é a nova disposição social, marcada por agrupamentos familiares bastante inusitados até pouco tempo atrás. Olívia tem dois papais, livro de Márcia Leite, é citado como obra que aborda o tema de maneira sensível e responsável.

Conversa de Menina indica: www.blogdacompanhia.com.br

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Escritoras baianas na Bienal do Livro em Minas

As escritoras baianas Miriam de Sales e Ivone Alves Sol participam da Bienal do Livro de Minas 2010, nestes sábado e domingo. As duas integram a programação da Arena Jovem.  Neste  sábado, Miriam de Sales fará  a leitura de seus contos e falará sobre seu processo criativo e inspirações.  Aos 67 anos, Miriam é uma ativista em defesa do livro e da literatura baiana. É autora dos livros Contos e Causos, Maktub e Bahia de Outrora, além de centenas de crônicas publicadas na internet, em três blogs que mantém com atualizações diárias.  Internauta ávida, a escritora possui ainda perfil no Orkut, Facebook e Twitter, onde dialoga com leitores de vários países.

Confira os links para os blogs de Miriam:

www.contosecausos24x7.blogspot.com

www.mirokcaconversafiada.blogspot.com

www.wwwfiatluxblogspotcom.blogspot.com

Já Ivone Alves Sol declamará poesias de sua autoria, além de debater sobre a linguagem poética, no domingo. A autora apresentará ainda a coletânea Alma BRASILEIRA – Especial Dia das Mães, que reúne oito poesias próprias, além de versos de poetas baianos. O projeto é coordenado por Sandra Stabile. Ivone Alves Sol já integrou outras duas coletâneas literárias e é assesssora do PABRAA (Projeto Alma Brasileira). SOLvendo Sentidos é o título do primeiro livro individual da poeta, com previsão de lançamento em agosto deste ano.

Para ler alguns dos mais de 800 textos de Ivone Alves Sol, clique aqui.

Parceria – A participação baiana no evento literário mineiro é fruto de uma parceria entre a Câmara Bahiana do Livro (CBaL) e o Governo do Estado, através das secretarias de Cultura (Secult) e da Indústria, Comércio e Mineração (SICM). O stand próprio da Bahia possui mais de três mil livros, entre cordéis, poesia, quadrinhos, contos, romances, livros de arte, patrimônio, religião, entre outros temas. São obras de autores consagrados e de nomes contemporâneos. Além de Miriam de Sales, Ivone Alves Sol e Ruy Espinheira, a literatura da Bahia está representada na Bienal pelos escritores Clara Maciel, Hugo Homem e Nilson Schommer.

*Com informações da Assessoria da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

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Mania de Alice

Tim Burton pega emprestados os personagens e o mundo idealizado por Lewis Carrol para contar uma versão toda sua da história: o que aconteceria se Alice tivesse voltado ao País das Maravilhas depois de adulta? É ver no cinema.

Com a versão de Tim Burton para o clássico de Lewis Carrol, Alice no País das Maravilhas, uma verdadeira alicemania, ou mania de alice
(como queiram) toma conta do mundo nos últimos tempos. Em se tratando de uma história com cerca de 150 anos, que não perde o ineditismo e nem a capacidade de suscitar debate, nada mais natural que Alice agora sirva de inspiração para todo tipo de ação, iniciativa e forma de expressão neste nosso mundo contemporâneo, já apelidado por quem teoriza a respeito de “canibalismo cultural”. Não gosto deste termo, porque um canibal, a meu ver, devora a presa, digere e pronto, transforma em excremento. Prefiro um termo menos radical como por exemplo, “reciclagem cultural”, porque nem tudo o que é resultado da transformação de um clássico pode ser enquadrado como excremento. Pensar assim é coisa de purista e preconceituoso, tento não ser nem uma coisa e nem outra. Adoro as referências, a mitologia moderna que bebe na fonte da antiga, com respeito, lógico, à propriedade intelectual e às devidas citações. Fora isso, nada mais é inédito no mundo (“tudo já foi inventado”), porque para criar, é preciso referências, a cultura se alimenta de si mesma, mas sempre, claro, com o devido respeito e créditos a quem de direito, senão, aí sim, vira canibalismo. Mas, não é bem disso que quero falar. O negócio e não deixa mesmo de ser um negócio, é que Alice está na moda, é up, na crista da onda e isso é muito bom (independente dos puristas se torcerem todos, coitados), pois as transformações modernas são também uma forma de conhecimento humano e claro, ao atualizar um clássico, desperta-se a curiosidade dos jovens leitores para a fonte “original” das ideias. Pois sim, deixando a filosofia de lado, que hoje eu estou impossível, confiram abaixo algumas reatualizações de Alice:

Alice no País das Maravilhas inspira Izabelle Nossa

Um exemplo na moda: Izabelle Nossa, proprietária de uma marca de bolsas super requisitada, recebe clientes na loja do Shopping Paseo Itaigara, nesta quinta, entre às 15h e às 21h, para apresentar uma nova coleção todinha inspirada no longa de Tim Burton. Durante o encontro, haverá ainda sorteio de camisetas customizadas e também inspiradas na Alice do diretor americano. É passar lá e conferir!

Alice no País da Poesia

Pois não é que depois de perambular pelo País das Maravilhas, atravessar o espelho, dar um giro pelo país da gramática de Monteiro Lobato, a menina Alice, inquieta como ela só, resolveu dar um passadinha no País da Poesia? Neste livro de Elias José, a personagem Alice é “flagrada” no momento em que descobre o mundo das palavras, enquanto vivia no “país das maravilhas”. Esse é o ponto de partida do autor na obra “Alice no país da poesia”, lançamento da Editora Peirópolis, já nas livrarias. São 33 poemas repletos de lirismo e encantamento, em imagens que remetem a grandes textos da literatura universal. O leitor segue em companhia de Sherazade, Peter Pan e Dom Quixote, além de um séquito de fadas e feiticeiras, duendes e sereias, reis e rainhas, príncipes e princesas, pássaros e cavalos mágicos. Um excelente exemplo do que eu estava falando lá no topo do post – a mitologia moderna que bebe na fonte da mitologia clássica.

Ficha Técnica
Alice no país da poesia

Autor:  Elias José

Ilustrações: Taisa Borges

Editora: Peirópolis

56 páginas

Preço: R$ 34,00

O mundo aliciano em debate

Ainda dentro da minha pequena seleção de “manias de alice”, uma dica de um encontro que deve acontecer em maio, aqui em Salvador, promovido pelo Clube do Livro Saraiva, em parceria com a Galeria do Livro, que fica no Espaço Unibanco/Glauber Rocha. Trata-se de uma reunião de amantes da literatura, para discutir alguns textos propostos: a edição pocket de Alice no País das Maravilhas; o livro Eu sou Alice, de Melanie Benjamim e o livro 1 da série Lost Girls, de Allan Moore e Melinda Gebbie (estes dois últimos, ainda não li e por isso não posso opinar). Sobre Alice, recomendo tanto a edição pocket da L&PM, quanto a comentada (maravilhosa!) da Jorge Zahar.

Alicemania também em audiolivro

Quem assistiu o filme O Leitor, com Ralf Fiennes e Kate Winslet, sabe que em determinado momento da história, o personagem de Fiennes começa a gravar sua leitura em voz alta de diversos clássicos da literatura mundial e enviar de presente para a personagem de Winslet, que cumpre pena numa penitenciária. Pois bem, a ideia do audiolivro é mais ou menos esta. Um livro gravado, para ouvir no carro, enquanto se dirige, para ouvir enquanto se faz alguma tarefa em casa, para ouvir no leito do hospital, ou antes de dormir, e mais ainda, para fazer com que pessoas cegas tenham uma opção de contato com a leitura além dos caracteres em braille, muito mais caros de imprimir do que o alfabeto de não cegos. Pois o site www.audiolivro.net.br está oferecendo a versão acústica de Alice no País das Maravilhas, por R$ 24,90.  Além do texto, toda a sonoplastia foi cuidadosamente elaborada para transportar o leitor até o mundo criado por Lewis Carrol. Em breve, a editora Audiolivro, responsável pelo site, também vai colocar a obra no mercado em versão CD.

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Mais Alice no blog:

Artigo: Mil faces de Alice no país da diversidade (publicado em agosto de 2009)

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Nutrição para mulheres é tema de livro

Reeeducação alimentar, nossa blogueira Giovanna que o diga, é um assunto mais do que sério. Por isso mesmo, o mercado editorial dá sua contribuição ao debate, através do livro Nutrição da Mulher  – Uma abordagem nutricional da saúde à doença,  organizado pela nutricionista Simone Morelo Dal Bosco, lançamento da Editora Metha. A publicação promete, ao longo de 416 páginas, abordar temas como TPM (Tensão Pré-Menstrual, atividade física, dieta durante a gestação e lactação, obesidade, transtornos alimentares, diabetes, hipertensão e câncer de mama sob a ótima da terapia nutricional. A linguagem, embora acessível, é embasada por estudos científicos e pela experiência prática dos colaboradores que escreveram os capítulos da obra. Voltado para estudantes de Nutrição, o livro serve ainda de guia para quem deseja uma vida mais saudável e como material de apoio a profissionais de área de saúde.

Ficha técnica:

Nutrição da Mulher – Uma abordagem nutricional da saúde à doença
Autora: Simone Morelo Dal Bosco (organizadora)
Editora: Metha
Páginas: 416
Preço: R$ 98,00

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Acompanhe o processo de reeducação alimentar de Giovanna:

Alimentos integrais são base de reeducação alimentar

Alimentação ruim gera processos inflamatórios no organismo

Não acreditava, mas boa alimentação faz milagres mesmo

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Biografia de Salvador para a meninada

Aproveitando que nesta segunda-feira comemora-se os 461 anos de fundação de Salvador, primeira capital brasileira, divulgo o lançamento de uma obra que desvenda a origem da capital baiana para o público infanto-juvenil. Os sons de Salvador, de Luís Bras (Callis Editora) conta a história de Carol e Cris, duas  irmãs soteropolitanas que têm o sono interrompido por barulhos vindos da casa da vizinha. É assim que a dupla descobre e conhece o músico Caê, um pesquisador da sonoridade baiana. Enquanto o grupo se diverte explorando os sons dos instrumentos, e aqui não ficam de fora os tambores, uma marca da cultura da cidade, Caê conta para as meninas a história de Salvador, mostrando curiosidades e personagens. Repleto de diálogos, o livro tenta transmitir sua mensagem de forma leve e divertida, por meio de uma linguagem simples e dinâmica.

Ficha técnica:

Os sons de Salvador
Autor: Luís Bras
Ilustração: Camila Mesquita
Callis Editora
32 páginas
Preço sugerido: R$ 21,90

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Nos links abaixo, a história da Fundação de Salvador

>>Aniversário de Salvador: 460 anos (post publicado em 27/03/2009)

>>Aniversário de Salvador: Thomé de Souza (post publicado em 28/03/2009)

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Traça de Biblioteca: Biografias, romances e afins

A série Traça de Biblioteca desta semana traz algumas dicas de biografias, livros de não-ficção sobre psicologia e alguns romances à disposição no mercado editorial brasileiro desde o final do ano passado. O livro que abre as dicas da semana é A Vida Breve de Oscar Wao, que está na minha lista de leitura para os próximos dias. Prometo comentar com vocês minhas impressões de leitura depois. Além disso, há ainda a biografia do casal Bonnie & Clyde, que inspirou o filme Uma rajada de balas. Sim, meninas e meninos, ando completamente fascinada pelos anos 30. Sem esquecer de citar na lista ainda O anel que tu me deste, em que a psicanalista Lidia Aratangy faz uma radiografia precisa do casamento nos dias atuais. Confiram as sugestões abaixo e caso alguém já tenha lido algum dos livros indicados, fique à vontade para opinar na caixa de comentários do post. Caso queiram também colaborar enviando resenhas literárias e/ou dicas para a Traça de Biblioteca, nosso email é o [email protected]. Boa leitura!

A FANTÁSTICA VIDA BREVE DE OSCAR WAO

O romance apresenta à tumultuada vida de Oscar, um nerd doce e obeso, que mora com a irmã e a mãe em Nova Jersey. Sua vida está destinada ao fracasso e é marcada pela fukú, uma antiga maldição dominicana que assola sua família há gerações. Sonhando em se tornar o J.R.R. Tolkien dominicano e encontrar um grande amor, ele passa horas na companhia de livros e filmes de ficção científica. De Nova Jersey, Díaz nos remete também à história recente da República Dominicana, contando com ironia e dramaticidade a saga da família de Oscar sob os absurdos da ditadura Trujillo. Confesso que me interessei muito pela história da República Dominicana devido às minhas aulas na faculdade. Estudando uma disciplina sobre música e história, o merengue, ritmo que ajudou a promover o pequeno país, foi muitas vezes abordado como exemplo do uso da indústria do entretenimento para promover governos. A discussão parece acadêmica, mas tem aplicações em diversos episódios da história em que ditadores usaram o cinema, a televisão e outras formas de comunicação e/ou artes como máquina de propaganda.
Autor: Junot Diaz
Tradução: Flávia Anderson
Grupo Editorial Record/Editora Record
336 páginas
Preço: R$ 45,00

O ANEL QUE TU ME DESTE

A obra da psicanalista e terapeuta Lidia Rosenberg Aratangy é de 2007, mas foi relançada recentemente pela Primavera Editorial. O que acontece depois do “felizes para sempre”? As complexas relações humanas, as origens históricas e situações ricas que mostram os mitos, medos, contradições, armadilhas e desgastes – evitáveis e inevitáveis – do casamento são a base da obra. Em “O anel que tu me deste – o casamento no divã”, a autora analisa o casamento e seus protagonistas com a experiência de uma profissional que bebe na fonte da psicanálise e que atua com terapia de casais há mais de 30 anos. A obra reflete o olhar, os sentimentos e pensamentos de uma mulher casada há quase 50 anos; uma profissional que lança uma análise criteriosa e propõe uma reflexão profunda e bem-humorada sobre o casamento.
Autor: Lidia Rosenberg Aratangy
Genero: Psicologia e comportamento
192 páginas
Preço sugerido: R$ 29

O ÓRFÃO DE HITLER

Conta a história de Peter, filho de judeus mortos durante a Segunda Guerra. Com o assassinato dos pais, ele é levado a um orfanato em Varsóvia, onde é qualificado pelos soldados alemães como um exemplo da raça ariana: Peter é loiro, de olhos azuis, muito parecido com o garoto-propaganda da Juventude Hitlerista. Por isso, logo é adotado por uma família muito importante. Mas a essa altura, o menino já tem seus próprios ideais e não quer se tornar um nazista. A Alemanha preconceituosa de 1942 é o cenário desta história comovente, na qual acompanhamos a coragem de Peter pelos caminhos que o levarão à liberdade – ou à morte. Testemunha dos horrores dos campos de concentração e ao mesmo tempo reconduzido à vida por meio de uma família nazista, Peter se debate em questões morais: deveria ou não lutar pela humanidade? De qual lado deveria estar? O livro é considerado um dos melhores lançamentos do mercado editorial em 2009, sendo citado em comunidades de leitores como a skoob.com
Autor: Paul Downswell
Editora: Planeta
272 páginas
Preço: 39,90

QUERIDO E DEVOTADO DEXTER

Querido e devotado Dexter é o segundo volume da coleção que deu origem à série de tv. Dexter Morgan trabalha na perícia do departamento de polícia de Miami, mas, nas horas vagas, é um assassino em série. Seus alvos, porém, são apenas serial-killers que escaparam impunes da justiça convencional.  Neste segundo volume, uma figura sombria chega a Miami e começa a perseguir ex-colegas do tempo de exército com um método de tortura assustador. Apelidado de Dr. Danco, este psicopata dopa suas vítimas por dias e começa a mutilá-las, deixando-as completamente desfiguradas, mas sempre de forma que possam viver para ver o resultado. Enquanto isso, Dexter está levando uma vida de cidadão comum, devotando seu tempo à namorada Rita e aos filhos dela. Ficar longe de sua atividade de caçador de serial killers foi a única saída que encontrou para manter seu disfarce à salvo. Até que se depara com o misterioso caso do Dr. Danco e descobre que o namorado de sua irmã é uma das vítimas em potencial do psicopata…
Autor: Jeff Lindsay
Editora: Planeta
272 páginas
Preço: 44,90

O MUNDO

Nascido a partir de uma reflexão, em O Mundo, Juan José Millás fala sobre a mudança de sua família de Valência para Madri quando tinha apenas seis anos. Mudança essa que significou abandonar o calor do Mediterrâneo para se instalar em uma zona suburbana da capital, o que acabou marcando sua vida. Vencedor do Prêmio Planeta 2007, o segundo maior da categoria, atrás apenas do Nobel, o livro oscila entre os limites da memória e da ficção, resultando em um relato autobiográfico sobre seu universo particular e como suas impressões de menino permaneceram na vida adulta. Millásé referência no jornalismo literário espanhol e na medida em que o autor começou sua jornada pelos caminhos da memória, a reportagem acabou confundindo-se com os limites da ficção.
Autor: Juan José Millás
Editora: Planeta
216 páginas
Preço: 44,90

SATANÁS

Esta é uma novela sobre a obscura presença do maligno na vida cotidiana. Conhecido por seus romances de suspense, Mario Mendoza ancora este novo livro em torno de três personagens: uma mulher formosa e ingênua que rouba com destreza os altos executivos, um pintor habitado por forças misteriosas e um sacerdote que se enfrenta num caso de posse demoníaca. A Colômbia de hoje e sua capital, Bogotá, são o pano de fundo da trama, na qual os personagens vivenciam cenas à procura de amor, redenção e de uma segunda chance em um mundo regido por medo, tentações, paixões e dor. Amplamente reconhecido em sua terra natal, este é o primeiro livro do autor publicado no Brasil.
Autor: Mario Mendoza
Editora: Planeta
280 páginas
R$ 49,90

SÓ O AMOR NÃO BASTA

Após quase quatro anos sem lançar um livro inédito, César Romão nos leva a avaliar nosso comportamento a dois, para saber se estamos deixando o amor morrer com a convivência ou fortalecendo-o a cada dia. Por muito tempo, fomos induzidos a achar que o amor era a grande força de união de duas pessoas. Mas a convivência começa, os compromissos amorosos surgem, as exigências de um se impõem sobre as do outro, o dia-a-dia tira um pouco do romantismo e, embora duas pessoas se amem, acabam vivendo de maneira sofrida e forçada, quando não se separam. O amor, sozinho, não consegue manter vivos os sentimentos de atração, interesse e afeição.  Nesse livro, o autor mostra como lidar com as influências externas que podem ser positivas ou negativas ao amor, dependendo de como reagimos a elas. Entre os temas abordados, estão a importância de preservar a individualidade, como neutralizar a pressão familiar, como continuar fazendo as coisas de que gostamos ou, ainda, não deixar que a vida profissional interfira demais na nossa vida pessoal.
Autor: César Romão
Editora: Academia de Inteligência
136 páginas
Preço: 19,90

FRANKSTEIN – AS MUITAS FACES DE UM MONSTRO

Há quase 200 anos, a escritora britânica Mary Shelley criou um dos maiores romances de terror de todos os tempos – Frankenstein ou O moderno Prometeu. Perdi as contas das vezes em que li e reli este livro, tanto no original, quanto em suas versões adaptadas. Considerado o primeiro mito dos tempos modernos, o monstro criado por Mary Shelley surgiu num momento decisivo da história ocidental, numa época em que os avanços no conhecimento científico prometiam o domínio humano sobre o que, por séculos, fora só de Deus.  Neste mais recente lançamento da editora Larousse do Brasil, Frankenstein – as muitas faces de um monstro, a autora Susan Tyler Hitchcock analisa a história do monstro e a evolução do seu significado, desde o sonho de Mary Shelley até os dias atuais. Frankenstein nasceu de um desafio feito em 1816, numa época em que poesia e ciência, horror gótico e reanimação dominavam o ar de Genebra.  Lord Byron, escritor e amigo de Shelley, desafiou-a e a seu futuro marido Percy Shelley, além do também John Pollidori a criar, cada um, uma história de fantasmas.  Byron escreveu um conto que usaria mais tarde na conclusão de seu poema Mazzepa. Pollidori  escreveu  o romance O Vampiro, que seria a primeira história ocidental contendo o vampiro como conhecemos hoje, e que décadas depois inspiraria Bram Stoker no seu Drácula.  Mary Shelley imaginou uma história sobre a presunção humana e suas conseqüências; ela teve uma visão sobre um estudante dando vida a uma criatura. Já Percy Shelley parece não ter composto sequer um fragmento em resposta ao desafio. Neste livro, Susan Tyler Hitchcock narra a evolução desse ícone cultural.  Ela recorre ao cinema, à literatura, história, ciência e até mesmo a música punk para entender o significado desse personagem, que nos fala sobre nossas aspirações humanas e os nossos mais profundos temores. Este, com certeza, vai entrar na minha lista de leituras imperdíveis.
Autora: Susan Tyler Hitchcock
Tradução: Henrique Amat Rêgo Monteiro
Editora: Larousse do Brasil
352 páginas
Preço: 49,90

BONNIE & CLYDE – A VIDA POR TRÁS DA LENDA

No dia 23 de maio de 1934, o casal de criminosos mais famoso dos Estados Unidos foi morto num tiroteio com a polícia, em Louisiana.  Em 1967 o diretor Arthur Penn mudou a forma como Hollywood mostrava sexo e violência nos filmes, contando a história da dupla, interpretadas por Warren Beatty e Faye Dunaway,  Bonnie e Clyde – uma Rajada de balas. O filme  quebrou diversos tabus e foi campeão de bilheteria e crítica.
Neste mais recente lançamento, Bonnie & Clyde – a vida por trás da lenda, o autor Paul Schneider conta a história pela voz dos amantes, com verossimilhança e drama a serem comparados com o livro A sangue frio, de Truman Capote. Baseado em uma ampla pesquisa em arquivos, documentos do FBI e entrevistas, Schneider esmiúça a vida dos amantes e descreve a gélida época da Depressão que colaborou para fazer o público aceitar um casal frio e cruel em figuras românticas. Clyde pertencia a uma família simples, que se mudou diversas vezes na tentativa de melhorar de vida.  Era um menino insensível, teimoso, durão e, pior, tinha vergonha de ser pobre. Sua carreira de criminoso começou com furto de galos de briga no interior do Texas ainda na adolescência. A família de Bonnie era mais privilegiada. Ela era uma menina doce, muito ligada à mãe. Adorava assistir filmes, ouvir música country e escrever.  Apaixonou-se pela primeira vez muito cedo, casou-se aos 15 anos e teve uma grande decepção amorosa que deixou marcas. Conheceu Clyde na casa de uma amiga, mas foi em sua casa, ao presenciar a prisão dele, que Bonnie descobriu que seu amor era um fora da lei.  A carreira criminosa dos dois, o talento para fugir da polícia e o romance do casal fascinavam o mundo.  A gangue criada por eles fazia tremer o comércio –  era sinônimo de brutalidade, impiedade, mas também vista como um sinal de revolta contra a miséria em tempos de crise. Segundo o autor, o relacionamento de Bonnie e Clyde era, no fundo, uma combinação tóxica de paixão cega misturada com um instinto de ir longe demais. Eles levaram as autoridades à loucura. Apesar do grande esforço da lei, a dupla perpetrou façanha após façanha, escapando da justiça inúmeras vezes. Sem exaltar os assassinos ou difamar os policiais, Bonnie & Clyde – a vida por trás da lenda apresenta um relato verídico e eletrizante do casal criminoso mais célebre dos Estados Unidos e da cultura que o criou.  A vida do casal ganha nova versão para o cinema em 2010, desta vez com Hillary Duff e Kevin Zeger (Transamerica).
Autor: Paul Schneider
Tradução: Lizandra Magon de Almeida
Editora: Larousse do Brasil
432 páginas
Preço: R$ 69,90

O MARIDO PERFEITO MORA AO LADO

A incomunicabilidade entre os casais, a dificuldade em entender o outro, as armadilhas do amor. Tudo isso embrulhado em um enredo lúdico e bem articulado, que resgata o prazer da leitura. Definindo como uma história de amor, Felipe Pena enreda o leitor com as diferentes narrativas sobre aspectos diversos da alma e do cotidiano. No livro, somos apresentados a uma mulher angustiada que busca a ajuda de uma terapeuta para salvar o casamento. Mas logo percebemos que a angústia é compartilhada por outros personagens, até mesmo pelos bem casados (ou principalmente por estes, como diz um deles). Então ocorre um crime. E os terapeutas farão o papel de investigadores. Quem é o culpado pela incomunicabilidade entre homens e mulheres? Uma questão que nem Freud foi capaz de resolver, embora passemos a vida atrás da resposta.
Autor: Felipe Pena
Editora: Grupo Editorial Record/Editora Record
304 páginas
Preço: R$ 34,90

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