Um pequeno jardim e uma horta na varanda de casa

Olá, meninas, hoje vamos mudar um pouquinho o assunto e vou contar pra vocês do pequeno jardim que construímos na varanda aqui de casa, a mais nova distração de meu pai. Ter vida verde em casa renova a energia do ambiente, você sente, é incrível. Minha casa sempre teve muito verde, meus pais sempre gostaram muito e fomos acostumados a conviver com flores e plantas naturais. Depois que minha mãe faleceu, ficamos pensando em uma forma de fazer meu pai ter uma distração em casa. A ideia caiu como luva e já virou realidade.

jardim em casa | foto: conversa de meninaTer um jardim em casa exige cuidados, óbvio. Não adianta plantar e não cuidar. As plantas vão ficar feias, secas e morrer. Se você quer ter plantinhas, precisa ter a rotina de cuidar e precisa, antes de tudo, saber que tipo de cuidados elas precisam. Há plantas que gostam de luz, outras preferem a sombra. Há plantas que exigem mais água, outras não sobrevivem ao excesso de líquido e assim vai. Meu primeiro conselho é: analise o espaço que você tem disponível. Bate sol? É na sombra? Só depois é que você vai poder pensar qual tipo de planta escolher.

jardim em casa | foto: conversa de meninaVocê vai precisar de vasos, terra adubada e as mudas. Também vai precisar organizar como dispor os vasos no lugar escolhido. Aqui em casa, o jardim foi montado na varanda (eu moro no segundo andar). Prendemos parafusos 5/16 nas paredes para sustentar os vasos. Nos vasos, meu pai colocou uma camada de dois dedos de gravilhão (para não deixar acumular água na terra); dois dedos de serragem (para separar a raiz das pedras); adubo orgânico; e por fim a terra adubada.

jardim e horta em casa | foto: conversa de meninaA próxima etapa foi comprar as mudas. Aqui em Salvador, há alguns lugares que vendem as mudas. Queríamos misturar um pouco as plantas, escolhendo flores, folhas verdes e até frutinhas. Compramos mudas de begônia, violeta, pimenta, morango, arruda, rosa. Plantamos ainda cebolinha, alho, hortelã. Ainda estamos em processo de montagem e acrescentaremos manjericão, erva doce, tomate cereja… um monte de coisa ainda. Teremos uma pequena floresta em casa.

jardim e horta em casa | foto: conversa de meninaAgora, meninas, tem de gostar e se dedicar nos cuidados. As vezes faz uma melança na hora de molhar, precisa limpar depois, varrer, enxugar… Não é tão simples assim. Não pode esquecer de molhar, nem molhar em excesso. São uma série de pequenos cuidados que farão toda a diferença ao longo do tempo.

Espero que tenham gostado, meninas! Beijocas.

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Bel Borba assina ecobags da ong Anjos do Mar

O artista plástico Bel Borba assina as ilustrações das ecobags (ou sacolas retornáveis para compras) produzidas e vendidas pela ONG Anjos do Mar. Trata-se de uma forma de captar recursos para os projetos de qualificação profissional de adultos e educação de jovens e crianças mantidos pela entidade. Além das ecobags, a Anjos do Mar também produz e vende panos de prato confeccionados pelas alunas e instrutoras dos cursos de artesanato, customizados com a marca da ONG; e temperos e condimentos especiais, produzidos pela diretora e gourmet Vera Bittencourt.  A Anjos do Mar nasceu voltada para a educação ambiental, de olho na preservação da Baía de Todos os Santos, a maior do país, com cerca de mil quilômetros quadrados, e na atração do turismo consciente.

Cursos gratuitos – Para as crianças e adolescentes com idades entre 10 e 16 anos, a ONG oferece o Projeto Corpo e Mente, com aulas gratuitas de inglês e esportes – natação, remo, karatê e futebol. Cerca de 100 crianças são atendidas pelo projeto, atualmente. Para os adultos, a Anjos do Mar oferece cursos de qualificação de turismo e hotelaria, inglês, massoterapia e depilação. Há também o atendimento psicológico para as mulheres do projeto “Não Provoque”, que passaram por uma separação recente e precisam reconstruir suas vidas do ponto de vista emocional e, muitas vezes, financeiro; e para as crianças do projeto “Corpo e Mente”.

Serviço:

Ong Anjos do Mar

Endereço: Rua Polydoro Bittencourt, 02, transversal da Avenida Luiz Tarquínio, Boa Viagem (no prédio da antiga fábrica da Souza Cruz).

Telefones: (71) 3019-3963 / 3019-3885 / 9618-2919

Email: diretoria@anjosdomar.net

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Unifacs promove Mostra EcoDesign

Os formandos em Design de Interiores da Unifacs promovem, nestas quarta e quinta-feiras (dias 15 e 16/06), a Mostra Ecodesign, com ambientes concebidos em materiais reutilizáveis. A Mostra é aberta ao público e acontece no auditório do Campus Amaralina. Na abertura do evento, nesta quarta, às 19h30, um representante da CAMAPET – Cooperativa de Coleta Seletiva Processamento de Plástico e Proteção Ambiental – fará palestra sobre a produção de bijuterias e móveis em papel e garrafas pet. Para saber mais do tema, visite: ideiasecodesign e ecodecorando.

Conversa de Menina indica: atitudes sustentáveis!

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Especial Dia da Criança: Preservação ambiental

Nesta terça, 12, para os historiadores é o Dia do Descobrimento da América, ao menos, essa é a data em que o navegador Cristovão Colombo desembarcou na atual São Salvador (capital de El Salvador), na América Central, em 1492. Para os católicos, 12 de Outubro é o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. O feriado é por conta da data religiosa. Mas, para a maioria da população (incluindo uma fatia considerável de gente que vive do comércio), é o Dia da Criança. Na verdade, a data ligada aos guris de todo o mundo, oficializada pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), é o 20 de novembro. Nesse dia, em 1959, a ONU estabeleceu a Declaração dos Direitos da Criança. No Brasil, o 12 de outubro foi instituido por decreto, em 1924, pelo presidente Arthur Bernardes.

Dia 12 de Outubro reúne três datas comemorativas. Aqui uma montagem simbolizando as três com imagem de Nossa Senhora Aparecida; reprodução do quadro Pipas, de Cândido Portinari, que mostra crianças brincando; e uma gravura com representação do navegador Cristovão Colombo

Calendário a parte, o blog Conversa de Menina foca no Dia da Criança nestas segunda e terça-feiras, porque independente dos presentes e da correria nos shopping centeres, criança significa perspectiva de futuro. Para nos ajudar na empreitada, selecionamos sete artigos enviados ao blog, todos escritos por especialistas em áreas diversas, que abordam a infância em diversos temas como consumo, meio ambiente, sexualidade, relações familiares, educação e etc. O primeiro da série apresenta um projeto ambiental desenvolvido em São Paulo, mas que pode ser adotado por educadores do resto do país, pois a questão ambiental é universal. Confiram e esperamos que gostem da série:

A formação do caráter da criança e a preservação ambiental

*Mayara Cristiane Ribeiro e Cristiane Claro

A disposição incorreta dos resíduos gerados pela nossa sociedade tem se mostrado um problema grave. E aqui não tratamos da questão dos lixões abarrotados ou da falta de coleta em diversos pontos de nossa cidade. Falamos daqueles que jogam seus resíduos em terrenos abandonados, que largam o sofá velho no meio da calçada ou jogam o papel de bala no chão. É difícil encontrar um ponto da cidade em que as ruas não estejam cheias de lixo, mesmo com as diversas lixeiras espalhadas pelas calçadas.

Uma grande preocupação é o fato de toda criança se espelhar em um adulto para moldar suas ações e seu caráter. Ao crescer num ambiente sujo e poluído e presenciar as ações dos adultos em detrimento desse ambiente, as crianças assumem a situação e o comportamento como padrão, imitando e contribuindo ainda mais para a perpetuação dessa condição.

Pensando na nossa responsabilidade em relação à educação dessas crianças surgiu o projeto “Brincar e Reciclar é Cooperar”. Baseado na ideia de que a reciclagem, a cooperação e o cuidado com o meio ambiente são essenciais para o bom desenvolvimento da formação da criança, o projeto busca, por meio de atividades lúdicas, trazer a questão da reciclagem e a preocupação com a qualidade do meio ambiente para o seu dia-a-dia. Desde seu início, em 2008, o projeto já atendeu a mais de 10 mil crianças, sendo que, somente esse ano, já ultrapassamos os 4 mil participantes.

O símbolo universal da reciclagem

As atividades se iniciam com uma peça teatral interativa que aborda diversas questões sobre a temática da preservação ambiental, como: destinação correta do lixo, reciclagem, coleta seletiva, consumo consciente, higiene, entre outras práticas sociorresponsáveis. Em seguida, são oferecidas oficinas variadas. Entre elas, podemos citar a oficina de construção de brinquedos a partir de materiais recicláveis e a oficina de construção de terrário. A primeira trata diretamente da questão da geração e disposição dos resíduos. Utilizando materiais como embalagens, retalhos de papel, varal, entre outros, as crianças dão vida a brinquedos que podem ir desde uma boneca a um jogo matemático. Já a segunda oficina trata da importância da preservação do nosso ambiente e da manutenção dos ciclos naturais para o funcionamento do nosso planeta.

Um aspecto importante abordado nas oficinas é o consumo consciente. Muitas vezes, o consumo é ligado apenas ao ato da compra, mas essa é apenas uma etapa da ação. Antes dela, temos que decidir o que consumir, por que consumir, como consumir e de quem consumir. O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a sustentabilidade do planeta. Ele também reflete a respeito de seus atos de consumo e como eles irão repercutir não só sobre si mesmo, mas também sobre as relações sociais, a economia e a natureza.

Imagem de historinha da Turma da Mônica sobre coleta seletiva

Por meio das oficinas, trazemos a questão do consumo consciente para a realidade das crianças. Tratamos da importância dos atos delas para a sustentabilidade, uma vez que, desde cedo, consumimos diversos bens e serviços. Além disso, apresentamos a reciclagem como uma alternativa sustentável ao consumo desenfreado, colaborando com a redução do uso de recursos do nosso planeta.

E é dessa forma, com diversão, educação e bons exemplos, que pretendemos comemorar o Dia das Crianças. Durante o mês de outubro, levaremos o projeto para diversos municípios, atendendo a cooperativas, escolas e à comunidade. É nosso objetivo mostrar que brincando e reciclando as crianças podem cooperar com a melhoria da qualidade do nosso ambiente.

Sabemos que uma iniciativa local não é capaz de impactar o mundo inteiro. Mas acreditamos que, se cada um se preocupar em preservar e manter o pouco que temos à nossa volta, é possível, a partir de iniciativas individuais, alcançar um resultado global.

*Mayara Cristiane Ribeiro é analista de projetos e Cristiane Claro é coordenadora do Núcleo de Educação em Cooperativismo, Saúde e Meio Ambiente do Sescoop-SP

**Material encaminhado ao blog pela Ex-Libris Comunicação Integrada e publicado mediante citação da autoria e respeito a integridade do texto.

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Em homenagem ao Dia Internacional do Meio Ambiente

Em maio de 2000, viajei para Rio de Contas, na Chapada Diamantina (BA), atrás de remanescentes de antigos quilombos. Encontrei o que buscava e encontrei-me com a exuberância da natureza...
Não lembro o nome desse rio, faz tanto tempo... Mas para todo canto que se olha é água. Bom de ir em Rio de Contas é no inverno, quando os rios estão todos cheios e a vegetação em matizes diversos de verde
Pena que foto não registra som, porque o barulho dessa cachoeira supera em muito meus desajeitados cliques de amadora
"Na natureza selvagem". Flagrada em momento de puro deleite

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Moda sustentável no Shopping Barra

Neste sábado comemora-se o Dia Internacional do Meio Ambiente. Os fashionistas conscientes, pois a palavra de ordem na moda é sustentabilidade, ainda podem conferir, até este dia 05, a exposição que acontece no piso L 2 do Shopping Barra (Av. Centenário, Salvador). A mostra é formada por oito looks construídos a partir de material reciclável, como sacos plásticos, latas e pneus. A iniciativa pretende tanto chamar atenção para o consumo consciente quanto alertar contra a poluição marinha, pois boa parte desses materiais são descartados no oceano. Durante quase cinco anos trabalhei como repórter para algumas ongs ambientalistas e vi de perto os estragos que o ser humano pode provocar na natureza com o seu descarte irresponsável do lixo. Animais como tartarugas marinhas e golfinhos, por exemplo, morrem sufocados ao ingerir sacos plásticos, que na água são confundidos com lulas e águas vivas (o alimento natural de algumas espécies). Nessa mostra, as roupas são conceituais (ou seja, não fazem parte do vestuário do dia-a-dia) como o modelo da foto abaixo. Vale a pena dar uma passada por lá!

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Domingo é o Dia Mundial do Animal e tem “Cãominhada”

Lessie, a cadela de raça collie fez muito sucesso na TV e simboliza o cão fiel e "eterno amigo do homem"
Lessie, a cadela de raça collie, fez muito sucesso na TV e simboliza o cão fiel e "eterno amigo do homem"

Neste domingo, dia 04, comemora-se O Dia Mundial do Animal. Mas, independente do Brasil ser uma terra pródiga em datas comemorativas, algumas até esdrúxulas, é louvável a existência de um dia dedicado aos cuidados com bichos de estimação, sem contar com a tentativa das Ongs em garantir a sobrevivência das espécies selvagens ameaçadas de extinção. Eu tenho a teoria de que quem não consegue se comover com um bicho indefeso é incapaz de sentir afeto por crianças, idosos, doentes ou por qualquer outra criatura mais frágil. Lógico que toda regra tem exceção, muita gente não gosta de bichos porque tem nojo, enjoa do cheiro, tem alergia, mas são excelentes pessoas. Sou contra radicalismos, então, nada de generalizar com as teorias!

Ao lembrar dos animais (como se nós, humanos, também não fossemos animais), também não podemos esquecer que Outubro é o mês das crianças, sendo que a infância no Brasil carece de muitas coisas, desde limite de família (educação) até boa escolaridade, alimentação, direito ao lazer, direito a vida e a dignidade (nossas crianças não serem violentadas ou espancadas, por exemplo). Falaremos mais detalhadamente sobre isso em outros posts.

Neste domingo, porém, o dia é destinado à conscientização sobre os direitos dos animais, proclamados pela Unesco em 1978. Em Salvador vai ter uma “Cãominhada”, entre o Morro do Cristo e o Farol da Barra (Orla da capital). Quem quiser participar pode se inscrever na Planeta Animal da Barra (Av. Oceânica, 623) ou no Salvador Shopping, mediante a doação de um pacote de ração para cães ou gatos, ou ainda uma lata de leite em pó. Os produtos recolhidos serão doados ao Nacci – Núcleo de Apoio à Criança com Câncer, à Creche André Luis, mantida pela Casa de Oração Bezerra de Menezes (Cobem) e à Ong Terra Viva e Associação Protetora de Animais (Abrigo São Francisco de Assis).

"Quem não tem cão, caça com gato". Vale levar o gatinho para o evento na Barra neste domingo e improvisar ala dos "gatominhantes"
"Quem não tem cão, caça com gato". Vale levar o gatinho para o evento na Barra neste domingo e improvisar ala dos "gatominhantes"

Entre as atividades programadas para a “Cãominhada” – mas quem tem gato também pode participar – estão benção de animais, desfile de fantasias, concurso de adestramento, aulas de ginástica e alongamento, gincana, pula-pula, mini trio elétrico (afinal estamos na Bahia!), sorteios de brindes, serviços diversos e um posto de adoção de filhotes. Haverá até uma unidade móvel de primeiros socorros para os bichinhos que precisarem.

Sobre a data: O Dia Mundial do Animal foi criado em 1929, a partir de um congresso de Proteção Animal, em Viena, na Áustria.  A data foi escolhida porque lembra a morte de São Francisco de Assis, amante e padroeiro dos animais. Os objetivos desse dia são: lembrar as pessoas de proteger as espécies mais vulneráveis à extinção, educar  as crianças para os direitos dos animais e pensar em meios para os quais esses direitos possam ser colocados em prática.

Sao FranciscoSobre o padroeiro: O Dia Mundial do Animal é comemorado na data provável da morte de São Francisco de Assis. Ele nasceu com o nome de Giovanni Bernardone, em uma rica família de comerciantes da cidade italiana de Assis, entre 1181 e 1182 (a data exata não é consenso entre os biógrafos do santo) e morreu em 1226, entre os dias 3 e 4 de outubro, essa data também não é consenso. Vale lembrar que muitos santos medievais nasceram em uma época em que não existiam certidões de nascimento, carteira de identidade ou atestado de óbito, daí ser complicado afirmar exatamente dia, mês e ano de nascimento e morte. Até o começo do século XIX, os registros de nascimento eram feitos via certidão de batismo e uma criança tanto podia ser batizada logo que nascia quanto alguns meses ou até anos depois, daí as diferenças de data do período. Era preciso confiar na memória dos pais, que tinham pencas de filhos. Giovanni, um jovem que tinha tudo, largou a riqueza do berço paterno para se tornar frade, fundando a ordem dos frades menores, com outros 11 religiosos. Os franciscanos faziam voto de pobreza e viviam de doações que sempre dividiam com outros mais necessitados que eles. Fernando de Bulhões (Santo Antonio de Pádua) foi um dos seguidores dos ensinamentos de Francisco de Assis. A capacidade de São Francisco de se comover com a pobreza e com os destinos dos mais fracos o torna um santo muito popular entre os fiéis católicos. Pode-se dizer também que no seu tempo, era um ecologista militante, pois defendia os direitos dos animais, daí ser considerado patrono do meio ambiente.

*Fontes das informações sobre o Dia Mundial do Animal:

Provet – Medicina Veterinária Diagnóstica (www.provet.com.br)
Planeta Animal (www.planetaanimalnet.com.br)

*Fonte das informações sobre São Francisco:

O livro dos Santos, Ariadne C. Guimarães e Ana Lúcia Prôa, Ed. Ediouro

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Leia também:

>>Pet terapia – animais nos ajudam a superar doenças

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Onde descartar pilhas e baterias?

Reciclagem de pilhasGente, este post foi uma sugestão de uma pessoa muito querida. Enquanto conversávamos sobre o assunto, depois de encontrarmos várias pilhas velhas espalhadas pela casa, ela sugeriu que o Conversa de Menina publicasse um post com os locais onde é possível descartar em Salvador estes materiais tão nocivos ao meio ambiente, os chamados lixos tecnológicos. Normalmente, o que as pessoas fazem é simplesmente jogá-los no lixo comum, junto a papéis, plásticos e material orgânico. Primeiro que, inicialmente, por que não começar a reciclar o próprio lixo caseiro? Parece uma tarefa complexa, mas nem é. Você pode apenas indicar sacos específicos para cada tipo de material (vidros, plásticos, papel, orgânico), ou comprar cestos bonitos para fazer o mesmo. Uma tarefa tão simples que vai ajudar tanto ao meio ambiente.

Mas a ideia aqui é falar da reciclagem das pilhas gastas e baterias de, por exemplo, aparelhos celulares. O descarte inadequado destes materiais geram impactos bastante negativos ao meio ambiente e à saúde humana. Por causa disso, o Conselho Nacional do Meio Ambiente, o Conama, decidiu editar a Resolução 401/08, revogando a resolução anterior, a 257/99, e estabelecendo critérios e padrões para o gerenciamento ambientalmente adequado destes materiais. Mas apesar da lei, ainda é muito deficiente esta coleta em todo o Estado da Bahia. Em Salvador, por exemplo, pouco se ouve a respeito de locais que façam esse tipo de coleta especializada. E, portanto, se você conhece algum local para o qual possamos levar pilhas e baterias inutilizadas, por favor deixe um comentário, para que possamos divulgar estas informações.

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>> Vídeo: veja como descartar corretamente pilhas e baterias (A TARDE On Line)
>> Análise do Inmetro de pilhas alcalinas e zinco-manganês
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Programa Papa PilhaEnquanto isso, o que podemos fazer é levar as pilhas e baterias a uma das agências do Banco Real, que deu início ao Projeto Papa Pilhas. É um programa de reciclagem de material tecnológico que contém substâncias prejudiciais, como cádmio, mercúrio, níquel, chumbo, presentes em pilhas, baterias de celulares, relógios, câmeras, controles remotos etc. Estes produtos químicos contaminam solos, rios e lençóis freáticos, impossibilitando a sua utilização, além de causar danos a fígado, rins e pulmões, por exemplo. Só para dimensionarmos a importância do programa, só em 2008 foram tratadas 127 toneladas desse material (três vezes mais que em 2007). Em todo o Brasil, são quase dois mil postos de coleta espalhados. Então, é bem possível que haja um posto bem pertinho de sua casa, ou no caminho do trabalho. (Encontre a agência do Banco Real mais próxima de você –  você pode dar uma ligadinha antes para saber se a agência já instituiu o projeto, antes de ir até lá).

A reciclagem é feita pela empresa Suzaquim Indústrias Quimicas Ltda, localizada em Suzano (São Paulo). Todas as pilhas e baterias recolhidas pelo projeto Papa Pilhas são enviadas para lá. O processo de reaproveitamento começa pelo desencapamento dos materiais, e seus metais são levados a forno industriais, com temperaturas bastante altas. Estes fornos são especiais, porque precisam de filtros para impedir a emissão de gases poluentes ao meio ambiente. Os sais e óxidos metálicos obtidos nestes processos são utilizados no processo de produção de refratários, vidros, tintas, cerâmicas e química em geral, sem qualquer tipo de risco.

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Danos
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ReciclagemUma pilha jogada aleatoriamente na natureza pode levar séculos para se decompor. Os metais pesados, por sua vez, não se degradam. Os materiais tóxicos podem vazar, em contato com a umidade ou calor, por exemplo, e sair contaminando tudo. Imaginem o estrago? Penetram no solo, com a ajuda das chuvas, atingindo córregos e riachos por meio da água subterrânea. Com a água contaminada, o problema chega aos animais e às plantações, via consumo direto e irrigação agrícola. Quanto aos metais pesados, eles se acumulam no corpo humano e a grande diferença entre eles e outros agentes tóxicos é exatamente que eles não são sintetizados nem destruídos pelo homem, o que significa que o organismo vivo é incapaz de metabolizar ou eliminar estas substâncias, que só fazem mal à saúde.

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Mercado paralelo
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Se produzidas com as especificações do Conama, já representam riscos á saúde humana e ao meio ambiente, o que falar dos produtos do mercado paralelo, despejados irregularmente no comércio e consumidos comumente pela população, que desconhece os riscos. Estas pilhas são altamente tóxicas e não podemos imaginar que a fiscalização oficial vai dar conta de barrar este tipo de comercialização. Como consumidores, precisamos ficar atentos a estes detalhes e exigir clareza nas informações sobre a origem do produto. Isso porque estas pilhas possuem até sete vezes mais a quantidade de metal pesado permitida. E elas representam, de acordo com estimativas da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), 40% de todas as pilhas vendidas no País.

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Dicas sobre o uso correto de pilhas e baterias*
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-Colocar pilhas na geladeira não aumenta a carga, ao contrário, quando expostas ao frio ou calor o desempenho pode piorar.
-Na hora de trocá-las em um equipamento, substitua todas ao mesmo tempo.
-Retire-as se o aparelho for ficar um longo tempo sem uso, pois podem vazar.
-Não misture pilhas diferentes (alcalinas e comuns; novas e usadas). Isso prejudica o desempenho e a durabilidade.
-Prefira as pilhas e baterias recarregáveis ou alcalinas. Apesar de custarem um pouco mais, têm maior durabilidade.
-Guarde as pilhas em local seco e em temperatura ambiente.
-Nunca guarde pilhas e baterias junto com brinquedos, alimentos ou remédios.
-Não exponha pilhas e baterias ao calor excessivo ou à umidade. Elas podem vazar ou explodir.
-Pelas mesmas razões, não as incinere e, em hipótese alguma, tente abri-las.
-Nunca descarte pilhas e baterias no meio ambiente e não deixe que elas se transformem em brinquedo de crianças.
-Evite comprar aparelhos portáteis com baterias embutidas não removíveis.
-Compre sempre produtos originais. Não use pilhas e baterias piratas.

*Fonte: site do projeto Papa Pilhas.

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