“Você é o que você come”

A máxima que dá título ao post nunca foi tão certa como nesses tempos de correria desabalada e fast food no prato dia sim, outro também. Comemos mal e isso não é novidade nenhuma. Na ânsia de complementar com pílulas mágicas o que nos falta de saudável no prato, nos entupimos de suplementos vitamínicos que não tem comprovação científica nenhuma e ainda causam mal à saúde, segundo pesquisas renomadas. Muito mais simples, e mais barato, vale ressaltar, é adotar uma dieta rica em frutas e verduras, como atesta a médica endocrinologista e nutróloga, Ellen Simone Paiva, diretora do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen). Na reportagem que reproduzimos abaixo, produzida pela assessoria de comunicação do Citen, a médica detalha os benefícios das frutas e verduras e de hábitos saudáveis de vida na prevenção de doenças cardíacas, câncer e mal de Alzheimer, entre outras. Além disso, ela cita importantes pesquisas de institutos internacionais que desmistificam o uso das pílulas de complexo vitamínico. Quer viver mais e melhor, vá à feira ao invés de ir à farmácia.
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*Entenda o efeito antioxidante das dietas

frutasPrimeiro é preciso entender o que é o efeito antioxidante. Temos falado tanto sobre isso, mas  as explicações são muito complexas e científicas. “O fato é que  nossas células são alvos de sucessivas agressões, capazes de fazê-las envelhecer e adoecer.  Essas agressões são mediadas por moléculas altamente reativas, os chamados radicais livres, que nada mais são do que o próprio oxigênio proveniente da respiração. São moléculas de oxigênio que se tornam altamente reativas e capazes de reagir com vários componentes das células, inclusive com o seu próprio DNA, oxidando-os e lesando-os definitivamente”, explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Por outro lado, também temos substâncias protetoras ou antioxidantes, capazes de inibir a oxidação de nossos sistemas biológicos,  protegendo nossas células  das ações lesivas dos radicais livres. Logo, oxidar excessivamente não é bom, pois pode ultrapassar a capacidade de defesa antioxidante do nosso corpo. “Infelizmente, não podemos impedir a geração dos radicais livres, pois eles se originam do próprio processo de respiração dos animais e do homem. Precisamos melhorar nossas defesas antioxidantes, combatendo de maneira eficiente a formação dos radicais livres e o estresse oxidativo, uma vez que acreditamos ser ele um fator de grande influência no envelhecimento celular e, em várias doenças crônicas, como o diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e catarata”, diz a médica.

Em busca das defesas antioxidantes

verduras13A procura por antioxidantes tem mobilizado pesquisadores em todo o mundo e eles já têm algumas respostas que indicam que muitas dessas substâncias, tão importantes para a nossa saúde, estão ao nosso alcance, presentes nas frutas e vegetais, vinhos, castanhas e cereais, peixes, azeites, óleos vegetais e alguns tipos de chás. “Esses alimentos contêm grande quantidade dessas substâncias antioxidantes na forma de vitaminas C, E e Betacaroteno, minerais como selênio e zinco, gorduras benéficas, fibras dietéticas e várias outras classes de componentes bioativos. Todos esses fitoquímicos interagem e se completam, formando uma rede de proteção contra as doenças, favorecendo a absorção e a ação um do outro, bem como protegendo nossas células das ações lesivas dos radicais livres”, explica a médica, que também é nutróloga.

A ingestão regular e prolongada desses alimentos favorece a estimulação do sistema imunológico, modula a síntese de colesterol, reduz a pressão arterial, além de auxiliar ações antibacterianas e antivirais. Esses efeitos têm sido comprovados principalmente em estudos de laboratório, utilizando células específicas e em estudos epidemiológicos que investigam os padrões dietéticos adotados por vários grupos populacionais e suas doenças associadas.

Vitaminas antioxidantes X doenças

sucosDe uma maneira geral, as dietas ocidentais, nas quais estamos incluídos, são pobres em antioxidantes. “Contêm muito açúcar, gordura saturada e álcool. São particularmente deficientes em nutrientes essenciais como zinco, selênio, vitaminas antioxidantes E, A e C e vitaminas do Complexo B. Dessa forma, podem causar alterações no sistema imunológico, obesidade, aterosclerose, alergias e câncer”, diz Ellen Paiva.

“A Brazos Nutricional, pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da  Universidade de São Paulo (USP),  divulgada em 2007, nos deixou em alerta. Apesar das várias opções de frutas, legumes e verduras que o Brasil planta e exporta todos os anos, não aproveitamos essa riqueza de nutrientes na nossa mesa. O estudo envolveu 150 municípios brasileiros e entrevistou 2.240 pessoas de todas as classes sociais e descobriu que o consumo de vitaminas e sais minerais está abaixo das recomendações em 90% da população”, revela a médica.

“Um fato muito importante para nós é que todos os pacientes com alguma doença grave, seja ela de qualquer natureza, possuem um aumento na formação dos radicais livres e uma diminuição das suas defesas antioxidantes, caracterizadas pela redução dos níveis de quase todos os micronutrientes antioxidantes em seu sangue. Assim, o consumo regular de frutas e vegetais constitui-se numa proteção importante em muitos quadros de doenças crônicas”, explica a médica.

Veja alguns casos:

Vitaminas nas Doenças Cardiovasculares

cereais3As mais importantes vitaminas antioxidantes que atuam na proteção cardiovascular são a vitamina E, C e o Beta caroteno. “As fontes de vitamina E  são os óleos vegetais como milho, soja, girassol e as margarinas e produtos fabricados a partir deles. É encontrada ainda no germe de trigo, amêndoas e avelãs. A vitamina C está amplamente distribuída nas frutas cítricas e folhas vegetais cruas. Os carotenóides como o Beta caroteno e o licopeno são encontrados nas hortaliças coloridas de amarelo, verde, vermelho e alaranjado, como cenoura, tomate,  batata-doce, abóbora, espinafre, brócolis, e na maioria dos vegetais folhosos verde-escuros”, revela a nutróloga. Estudos revelam que pessoas que consomem no mínimo cinco porções de frutas e vegetais por dia têm um  risco de infarto 31% menor do que as que ingerem menos de 3 porções. Certos tipos de vegetais são especialmente protetores, entre eles estão brócolis, couve-flor, folhas verdes escuras e frutas cítricas.

Vitaminas e Câncer

“O aparecimento do câncer também pode ser influenciado pela ingestão de frutas e vegetais. Sabe-se que o consumo regular e a longo prazo de grandes quantidades desses alimentos está associado à diminuição do risco de vários tipos de câncer”, conta Ellen Paiva. O último relatório do Fundo Mundial para a Pesquisa em Câncer, publicado em 2009, define o câncer como uma doença com muitas influências comportamentais e nutricionais  passíveis de serem modificadas. Entre os alimentos com efeitos protetores, destacam-se as frutas e vegetais, importantes na proteção contra o câncer de mama, próstata, intestino e pulmões, dentre outros.

Vitaminas e Doenças Neurológicas

Várias outras condições clínicas têm benefícios reais com o uso de vitaminas antioxidantes como as vitaminas C, E e Carotenóides. Dentre elas, destacam-se algumas doenças neurológicas crônicas e degenerativas como a Doença de Parkinson e a Doença de Alzheimer, onde as lesões causadas pelos radicais livres podem exercer um papel importante. “O cérebro possui grande quantidade de lipídeos ou gorduras potencialmente oxidáveis, para os quais a proteção antioxidante parece ser muito importante. O consumo de vitamina E parece reduzir a incidência da Doença de Parkinson, principalmente aquela proveniente de fontes alimentares. Além disso, as dietas ricas em vitaminas C e E vêm reduzindo os riscos de demência e prolongando a sobrevida dos pacientes com Doença de Alzheimer”, diz a médica.

O papel da suplementação vitamínica

vitaminasHoje, tornaram-se corriqueiros a prescrição e o uso rotineiro de suplementos vitamínicos e minerais para uma prevenção abstrata e cientificamente não comprovada de possíveis doenças crônicas, para retardar o envelhecimento ou para o tratamento do cansaço físico. Isso se baseou nos efeitos antioxidantes tão favoráveis encontrados no consumo de frutas e hortaliças. Os mais importantes são: vitamina C, E, carotenóides, flavonóides e selênio. A maior vedete das vitaminas antioxidantes já havia sofrido um grande abalo em 2005, quando um estudo  publicado na revista Annals of Internal Medicine, analisando 136.000 pacientes, revelou que doses iguais ou superiores a 400UI de vitamina E poderiam aumentar a taxa de mortalidade por todas as causas e deveriam ser evitadas. Muito antes disso, o beta caroteno e a vitamina A foram avaliados em dois grandes estudos, o ATBC e o CARRET, e não mostraram benefícios neste sentido, além de causarem aumento da incidência de câncer de pulmão e do risco de mortalidade em indivíduos fumantes ou expostos à fumaça de cigarro. P

ara reforçar o coro contra os suplementos vitamínicos, uma publicação de 2007 revisou o resultado de nada menos do que 385 trabalhos científicos com 232.600 pacientes, avaliando o efeito antioxidante dos suplementos vitamínicos sobre a taxa de mortalidade por doenças em geral. O resultado só veio confirmar os estudos anteriores: o tratamento com beta caroteno, vitamina A e vitamina E pode aumentar a taxa de mortalidade… Não há evidência de que a vitamina C possa aumentar a longevidade… O papel potencial do selênio ainda necessita de futuros estudos.

“Enquanto estes estudos se desenvolvem, o melhor que podemos fazer pela nossa saúde é assegurar o consumo mínimo de cinco porções (ou 400 gramas) de frutas e vegetais por dia. De maneira prática, para alcançar o número de porções recomendadas de frutas, legumes e verduras é necessário que esses alimentos façam parte de todas as refeições e lanches que fizermos ao longo do dia”, recomenda a médica nutróloga Ellen Paiva. A médica lembra ainda que variar na compra e no consumo dos vegetais e frutas garante a descoberta de novos sabores e o alcance de todos os nutrientes necessários ao organismo. A ordem é acrescentar os alimentos saudáveis, mesmo que ainda não tenhamos conseguido abolir os menos saudáveis.

Veja como incorporar frutas e verduras ao seu cardápio no site da Citen

*Fonte: material preparado pelo Centro Integrado de Terapia Nutricional e enviado ao blog via email através da assessoria de comunicação da entidade.

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Novo método de laqueadura tem mais chance de reversão

Um novo método de laqueadura foi lançado no Brasil. A novidade é um clipe de titânio e silicone que comprime as tubas, impedindo a passagem do óvulo e, consequentemente, a fecundação. Como vantagem está a maior possibilidade de reversão no caso de a mulher se arrepender.

Clipe é colocado nas tubas uterinas
Clipe é colocado nas tubas uterinas

Pelo método tradicional, utilizado hoje em dia, a tuba é cortada e amarrada, o que causa uma lesão de até 5 cm. O novo clipe, denominado Filshie Clip, causa um dano de apenas 4 mm no órgão. Os especialistas explicam que, para reverter uma laqueadura, é essencial que a tuba esteja o mais intacta possível. Só para dimensionar, a taxa de reversão deste novo método fica em torno de 90%, segundo estudo publicado no Journal of Obstretrics and Gynaecology, enquanto a técnica tradicional de laqueadura tem uma chance de reversão variável entre 50% e 70%.

Dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) de 2006, do Ministério da Saúde, mostram que 81% das mulheres brasileiras com união estável utilizam métodos contraceptivos. Destas, 29% já passaram por algum processo de esterilização. Entre  os homens, 5% são esterilizados.Ambos os casos são considerados técnicas permanentes. Isso porque embora haja um processo de reversão, ele é complicado e não é cabível em todos os casos. No caso da ligadura de trompas, por exemplo, a possibilidade de sequelas é imensa mesmo que a reversão seja bem-sucedida.

A técnica moderna traz outra promessa: reduzir os efeitos da síndrome pós-laqueadura, como irregularidade menstrual e deficiência na ovulação. Filshie ClipsO problema afeta atualmente cerca de 80% das mulheres submetidas ao procedimento tradicional. A colocação do clipe pode ser feita por microlaparoscopia, laparoscopia comum ou por cirurgia aberta, este último, o mais invasivo dos três. No primeiro caso, o meio é menos invasivo e deixa uma cicratiz menor. É mais simples, ambulatorial, com anestesia local e sedação.  A alta é no mesmo dia e com três dias de descanso já é possível voltar ao trabalho. Na laqueadura convencional, é feita uma cirurgia que se assemelha a uma cesariana.

O novo método foi lançado durante o 1º Congresso Brasileiro de Endometriose e Endoscopia Ginecológica. A aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária aconteceu há cerca de dois meses. Com isso, o Brasil se tornou o primeiro país da América Latina a adotar o Filshie Clip. No mundo, no entanto, a técnica já é utilizada desde 1975 na Europa. Em países como Inglaterra e Canadá, o Filshie já é utilizado em 80% dos procedimentos de laqueadura. Os estudos apontam que até hoje apenas um caso de rejeição foi registrado em todo o mundo. Em números absolutos, mais de 8 milhões de Filshie Clips já foram aplicados mundo afora, com uma taxa de sucesso de 99,76% na contracepção cirúrgica feminina.

Claro que toda novidade tem seu custo. A laqueadura tradicional utiliza um fio que custa em torno de R$ 50, sem contar as despesas com médicos e internação. No novo procedimento, só o kit com o clipe e o aplicador custa entre R$ 1000 e R$ 1600. Agora é só procurar o ginecologista e tirar as dúvidas sobre o procedimento, as indicações, contraindicações e demais questões.

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Soro fisiológico não é xampu para lavar lentes

lentes de contatoFui míope dos 10 aos 22 anos, quando fiz a cirurgia refrativa e dei sorte: dos quase nove graus de miopia que me faziam  usar óculos horrorosos na infância e parte da adolescência, consegui reduzir para 0.25, ou seja, nada de óculos e nem das lentes de contato que mantive por uns três ou quatro anos, no começo da vida adulta. Nem todo mundo consegue se livrar dos óculos após a refrativa, tenho amigas que ficaram com grau residual. O motivo disso, não me perguntem, pois não sou oftalmologista. Imagino que tenha relação com o desenvolvimento da doença em cada pessoa, só um especialista para explicar. Ir trabalhar de óculos era péssimo para a autoestima de uma jovem.  E a maquiagem, como é que usava com os óculos escondendo tudo? A solução paliativa eram as lentes.

No meu tempo, as lentes de contato não eram tão avançadas quanto hoje em dia e tampouco eram tão pirateadas quanto recentemente. Só quem não tem amor à própria saúde e acredita que a visão é um sentido dispensável, não cuida dos próprios olhos e se arrisca com lentes clandestinas, compradas no camelô da esquina. Sem assepsia (limpeza) correta, a lente é uma pequena colônia de bactérias dentro do seu olho. Resultado: infecções, inflamações na córnea e o risco real de ficar cego ou com lesões muito piores que a miopia.

Uma coisa que eu não sabia, porém, é que o hábito corriqueiro de lavar as lentes de contato com soro fisiológico é incorreto. Pelo menos se você usar apenas o soro. Tudo bem que, durante os anos em que usei lentes, sempre só numa parte do dia, revezando com os óculos, nunca deixei de lavá-las com aqueles produtos específicos e antibactericidas que vendem nas farmácias. É, eu sei. Boa parte deles é bem cara. A indústria farmacêutica deita e rola. Mas, acredito que se o objetivo é garantir a integridade da nossa visão, vale pesquisar dentre todas as marcas e laboratórios do mercado e escolher aquela que ofereça produtos de qualidade e por preço justo (entendo por preço justo aquele que posso pagar sem desequilibrar totalmente o orçamento doméstico).

soroMas, voltando ao soro, segundo o oftalmologista Eduardo Rocha, especialista em doenças externas do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), o uso contínuo de soro fisiológico para lavar as lentes pode colocar a saúde da córnea em risco. Os usuários de lentes de contato devem restringir-se a somente enxaguar as lentes com soro e não lavar o objeto apenas com este produto. Eduardo Rocha explica que o soro não serve para higienizar as lentes porque ele não tem ação bactericida, não remove as proteínas, as gorduras e todas as impurezas presentes na lente. Sem contar que o soro é ineficaz contra fungos e amebas.

O especialista do HOB acrescenta que o soro serve para enxaguar as lentes após elas serem lavadas com o produto adequado, especifico para o tipo de lente que você usa, porque isso também varia. Enxaguar com soro evita que os olhos fiquem vermelhos e irritados devido a ação do produto. É como o sabão, que desinfeta, e a água, que enxágua.

Outra dica importante, a embalagem do soro fisiológico, depois de aberta, torna-se um meio de proliferação de microorganismos que podem contaminar a lente. O ideal, ainda de acordo com Eduardo Rocha, é que o paciente compre o soro em recipientes de 250 ml, um dos menores existentes no mercado, produzido para poucas utilizações. O soro sempre deve ser conservado na geladeira, orienta o oftalmologista.

lentes_de_contato

Cuidados com as lentes de contato:

– Lave as mãos com sabão antes de manusear as lentes;

– Higienize as lentes seguindo método orientado pelo médico;

– Use a lente pelo tempo indicado pelo oftalmologista; se ele diz que só pode passar 8 horas por dia com as lentes, fique só 8h. Use as lentes, por exemplo, para ir trabalhar, e dentro de casa, nos momentos de descanso, coloque seus óculos. Não durma com as lentes.

– Faça exames oftalmológicos periodicamente (6 em 6 meses);

-Qualquer sintoma fora do padrão, interrompa o uso das lentes e busque orientação de um especialista;

– Troque os estojos das lentes a cada compra de produto de limpeza;

– Mantenha unhas curtas e higienizadas; além do risco de rasgar as lentes ou machucar o olho na hora de colocá-las, embaixo da unha também se criam colônias de fungos que podem contaminar o objeto e por tabela, o seu olho;

– Nunca lave as lentes na água (corrente ou mineral);

– Não empreste ou pegue emprestadas lentes de contato de outros; cada pessoa tem o seu grau de miopia, a sua curvatura da córnea, as lentes são feitas para atender cada um individualmente;

– Evite piscinas e praias enquanto estiver usando as lentes;

– Use os produtos de higienização específicos para cada tipo de lente.

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*As fontes de informação para este post foram o conteúdo elaborado e enviado ao blog pela assessoria de comunicação do Hospital Oftalmológico de Brasilia (HOB) e a minha experiência pessoal como usuária de lentes de contato numa parte da vida. Caso você tenha outras dúvidas sobre uso de lentes ou sobre miopia e cirurgia refrativa, recomendo que busque aconselhamento com o seu oftalmologista.

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Leia também outras contribuições do HOB ao blog:

>>Você sabe ler a receita dos seus óculos?

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*Cuide da coluna sem pisar em falso

O blog recebeu mais uma boa matéria de saúde enviada pelo Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral. Reproduzimos abaixo a íntegra do texto. Confiram:

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Cuide da coluna sem pisar em falso

s-plate-3A caminhada é considerada uma das atividades mais praticadas. Isso se dá pelo fato de ser simples e benéfica à saúde. Porém, como em todos os exercícios físicos, a orientação de um especialista é fundamental para evitar possíveis problemas futuros como, por exemplo, uma hérnia de disco. E segundo Helder Montenegro, fisioterapeuta osteopata e fundador do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, as dores sentidas pelos atletas após a caminhada, muitas vezes, estão atribuídas às pisadas incorretas.

“Os atletas devem redobrar a atenção em relação a pisada, se prepararem fisicamente para que a caminhada evitando assim riscos à coluna. Mas para quem já sente dor após o exercício, é importante buscar um programa de mobilização das articulações vertebrais, que pode ser feito através da Osteopatia, técnica da Fisioterapia Manual, antes que estes problemas se desenvolvam e se tornem mais graves, como a Hérnia de disco”, explica Helder Montenegro.

As alterações de pisada são caracterizadas, principalmente, em dois tipos: pronadas e supinadas. A pronada é a utilização em excesso da lateral interna do pé e a supinada, a lateral externa. E a pisada errada contínua pode levar a problemas mais sérios em relação à coluna.

“Muitos atletas chegam ao consultório preocupados com o diagnóstico de hérnia de disco, pois não querem passar por uma cirurgia e muito menos parar de praticar esporte. Por isso, sempre ressaltamos a importância de uma boa orientação antes de praticar qualquer exercício”, explica o fundador do ITC Vertebral.

Hérnia de disco – Uma pesquisa recente publicada na Revista da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos tem deixado muitos atletas mais tranquilos. Segundo os dados publicados, apenas 10% das hérnias de disco necessitam de cirurgia para serem tratadas, ou seja, tratamentos convencionais como a fisioterapia, medicamentos prescritos por um médico e exercícios físicos podem solucionar 90% das hérnias.

“Além de analisarmos e tratarmos a pisada errada por meio de um Baropodômetro, plataforma computadorizada equipada com milhares de sensores que captam e interpretam os pontos de pressão dos pés, também podemos tratar a hérnia de disco por meio da Reconstrução Músculo-Articular da Coluna Vertebral – RMA. A união de todos esses fatores permite que o paciente não tenha mais dor e inicie um trabalho focado no fortalecimento dos músculos posturais”, afirma Helder Montenegro, fisioterapeuta osteopata e fundador do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral.

A técnica RMA, aplicada pelo Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral, une o trabalho da fisioterapia manual com a tecnologia das mesas de tração e descompressão e do Stabilizer – equipamento que condiciona o paciente a usar o músculo transverso do abdômen, e exercícios de musculação.

*Texto enviado por e-mail pela assessoria do Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral

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>>Artigo: ”Aprenda a escolher um sapato masculino”

>>Corredores devem se cuidar para evitar Hérnia de Disco

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Falofobia: aversão ao pênis é rara e pode ser tratada

Você já imaginou alguém que tenha desenvolvido aversão ao pênis? Pode até parecer uma piada de mau gosto, mas o problema existe. É uma doença rara conhecida como falofobia. Os sintomas são muitos: a pessoa tem taquicardia, fica paralisada, sente tremores, sudorese e pode até desmaiar. Problema sexual São características próprias da síndrome do pânico ou de uma fobia qualquer. Mas neste caso, os sintomas representam um medo irracional do órgão sexual masculino e das situações a ele associadas.

A princípio, é comum imaginarmos que essa é uma doença típica de mulheres vítimas de agressão sexual. Um grande equívoco. A falofobia atinge tanto mulheres quanto homens, ainda que não haja qualquer tipo de episódio traumático relacionado a disfunção sexual. O problema vai além da aversão à relação sexual. Psicólogos e sexólogos explicam que a vítima da falofobia pode desenvolver um medo de olhar para o pênis, esteja ele ereto ou não, chegar perto ou até mesmo imaginar uma relação sexual, a depender do grau da doença.

A causa da fobia ainda intriga especialistas. Os profissionais da área tentam compreender a falofobia dentro do contexto das fobias em geral. E um dos principais componentes da fobia é a ansiedade. Mas não há como especificar a razão desencadeadora do problema, representado pelo medo mórbido irracional, desproporcional persistente e repugnante ao pênis. Lendo um artigo de uma especialista no assunto, ela relata que, em dez anos de profissão, apenas assistiu a um caso da doença, para vocês verem o quanto é rara.

Tratamento – De qualquer forma, é muito importante conhecermos a fobia, até porque em muitos casos há uma dificuldade grande em identificar o problema. Além disso, como ainda há uma série de tabus com relação ao sexo, muitos problemas acabam guardados a sete chaves pelos seus portadores, por puro receio de ter de admiti-los a um estranho. Menina Porém, o mais importante é saber que a falofobia tem tratamento, principalmente a questão psicológica. É preciso, no entanto, um esforço pessoal do indíviduo, a vontade de dar andamento ao tratamento. E tudo isso vai começar com o ato de assumir a enfermidade e conversar sobre ela com o especialista, para que sejam identificados e tratados seus sintomas.

>> O que fazer:  procure imediatamente um psicólogo especialista em sexualidade ou um psicanalista na mesma área. Já vai ser um começo.

Nas pesquisas pela rede, consegui achar algumas propostas de tratamento para a falofobia. Uma delas, que já é utilizada no tratamento das fobias em geral, é por meio da terapia cognitiva comportamental. Consiste na identificação do nível de ansiedade do indivíduo para, a partir daí, tratar suas reações e conseguir a superação aos temores de forma gradativa. Conjuntamente, faz-se um trabalho com a história de vida da pessoa, a sexualidade. Isso porque a falofobia pode até ter relação com a questão da educação sexual da criança.

Principal mesmo é que a pessoa que identifique qualquer um dos sintomas relatados acima procure um especialista. A nossa sociedade ainda guarda muita resistência quando o assunto é sexo. E, pior que isso, as pessoas acabam interiorizando estas questões sociais e optam por esconder o problema. A atitude dos pacientes, neste caso, é fundamental para que o médico identifique a doença e comece o tratamento de forma imediata. E se o paciente tem dificuldade de falar, recomendam os especialistas, é essencial que ele trate primeiro esta dificuldade em se abrir, para depois partir para o tratamento da fobia.

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Feira de Saúde e homenagem às mulheres do Axé

Painelque cerca a Praça de Oxum, na Casa Branca, de autoria do artista plástico baiano Bel Borba / Crédito: Secretaria de Cultura da Bahia
Painel que cerca a Praça de Oxum, na Casa Branca, de autoria do artista plástico baiano Bel Borba / Crédito: Secretaria de Cultura da Bahia

Neste sábado, 26, das 9h às 17h, acontece a VII Feira de Saúde da Casa Branca, na praça de Oxum – Terreiro da Casa Branca, Engenho Velho da Federação. Ao longo do dia, diversos serviços serão prestados à comunidade do bairro, como medição da pressão arterial e glicemia. No mesmo dia, às 17h, após a feira, acontece uma homenagem a sete mulheres ligadas ao Candomblé na Bahia: Mãe Tatá, Mãe Stela de Oxóssi, Mãe Raidalva, Makota Valdina, Ekedy Sinha, Ekedy Lurdinha Siqueira e Alaide do Feijão; além do lançamento da Rede de Mulheres de Terreiros da Bahia.

Estandes montados pela Secretaria Municipal de Saúde reunirão informações sobre prevenção e tratamento das doenças sexualmente transmissíveis, a exemplo de DST/Aids, orientações sobre saúde bucal e saúde da mulher. Haverá também vacinação de cães e gatos e programa de prevenção às zoonoses.

Na abertura da feira de saúde, o ogan Arielson da Conceição e a Ekedy Sinha, ambos da Casa Branca, darão as boas-vindas aos participantes. Depois, a professora de enfermagem da UFBA, Luiza Huber, ministrará aula pública sobre exercícios de respiração e alongamento. A partir das 11 horas será realizada uma gincana com as crianças e jovens com o tema “saúde ambiental”. As tarefas estarão relacionadas a atitudes sustentáveis no uso dos recursos naturais.

Para completar, os estudantes de Nutrição da UFBA farão, a partir das 12 horas, uma oficina sobre Alimentação e Nutrição, explicando o valor dos alimentos e como podem ser melhor utilizados. Já ás 14 horas, será realizada uma mesa redonda com o tema: “O diálogo pelas águas, a saúde das mulheres e as políticas para a população negra”. Uma das presenças confirmadas é a de Gersoney Brandão, chefe do escritório de coordenação de ajuda humanitária da Missão da ONU no Sri Lanka, país localizado no Sul da Ásia. 

A Feira será encerrada com as premiações da gincana e apresentações culturais.

Serviço:
 O quê: VII Feira de Saúde da Casa Branca

Quando: sábado, dia 26

Horário: das 9 às 17 horas

Onde: Praça de Oxum da Casa  Branca, na Av. Vasco da Gama, 463

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Terreiro da Casa Branca

Casa brancaO Terreiro da Casa Branca (Ilê Axé Iyá Nassô Oká, em iorubá) é considerado o Candomblé mais antigo do Brasil por alguns historiadores da religão de matriz africana. Outros defendem que é a primeira casa de Candomblé nagô (iorubá) de Salvador. Sua origem remonta ao Candomblé da Barroquinha, fundado há cerca de 300 anos, por três princesas africanas que vieram para a Bahia na condição de escravas, durante o tráfico negreiro colonial. Do Terreiro da Casa Branca, sairam as ialorixás que mais tarde fundariam os Terreiros do Gantois, celebrizado por Dorival Caymmi na canção Oração à Mãe Menininha, e Ilê Axé Opô Afonjá, fundado por mãe Aninha, uma das sacerdotizas do Candomblé que lutou pela liberdade de culto da religão afrobrasileira, chegando a se encontrar com Getúlio Vargas, durante o Estado Novo, para negociar o fim das perseguições policiais aos terreiros. A Casa Branca também é o primeiro monumento negro considerado patrimônio histórico do Brasil, desde 1984. A casa é ainda tombada pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional desde 1986.

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>>Leia sobre as mães de Santo da Bahia, em texto da jornalista e doutora em História Agnes Mariano.

>>Saiba mais sobre a feira na Casa Branca, Candomblé e outras importantes questões sobre afrodescendência e afrobrasilidade no blog da jornalista Cleidiana Ramos.

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Uma conversa sobre Hepatite B

Meninas e meninos, recebemos o alerta abaixo do Grupo Otimismo, que reúne pacientes e familiares dos portadores de Hepatite B. Trata-se de um assunto muito importante e de uma tentativa de acabar com o preconceito e os tabus em torno da doença, que não ajudam em nada no tratamento dos portadores, além de uma tentativa da sociedade civil organizada em cobrar do poder público que cumpra seu papel no desenvolvimento de políticas de saúde inclusivas e justas. Confiram:

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Hepatite B – Um problema de políticas públicas de saúde

Vírus da Hepatite B
Vírus da Hepatite B

Falar da hepatite B sem colocar números assustadores é tarefa impossível. Um terço da população mundial, dois bilhões de pessoas, já teve contato com o vírus B, sendo que 350 milhões estão doentes, infectados cronicamente com uma doença traiçoeira por ser silenciosa e que lentamente leva a cirrose ou ao câncer do fígado.  Estima a Organização Mundial da saúde que mais de 1 milhão de pessoas morrem a cada ano por causas diretamente relacionadas à hepatite B.

No Brasil a situação também é dramática.  O Ministério da Saúde estima que aproximadamente dois milhões de brasileiros estejam infectados cronicamente, o que representa um número três vezes maior que os infectados com HIV/AIDS, duas doenças muito parecidas já que ambas são de fácil transmissão sexual e os tratamentos não conseguem a cura, somente o controle da sua progressão, evitando ainda a transmissão a outros indivíduos.

Mas, diferentemente da AIDS, na hepatite B existem dois graves problemas.  Noventa e cinco por cento dos doentes ainda não foram diagnosticados, os quais perambulam no Brasil evoluindo para a perda total da sua saúde, transmitindo a doença e, pior ainda, se diagnosticados enfrentam o problema de poucos locais especializados no tratamento e de medicamentos caros ainda não disponibilizados no sistema único de saúde.

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Existem várias opções de tratamento aprovadas pela ANVISA para comercialização no Brasil, mas a Portaria que regulamenta o tratamento pelo SUS foi emitida no ano de 2002, não incluindo os quatro autorizados nos últimos sete anos.  Quem pode pagar R$. 800,00 por mês por tempo indeterminado é tratado corretamente. Quem depende do SUS não pode dispor de medicamentos realmente efetivos no controle da doença.  Temos assim cidadãos de primeira e de segunda classe em dissonância com a Constituição Federal.

Segundo Carlos Varaldo, presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite, é grande a pressão da sociedade civil e das sociedades médicas nos últimos três anos para a publicação de uma portaria atualizada, recebendo inúmeras promessas nunca cumpridas. O ministro da saúde José Gomes Temporão afirmou que a mesma será publicada agora em setembro.

Varaldo não perde a esperança, mas espera não se sentir desiludido com mais uma promessa, afirmando que não é possível continuar perdendo tempo, já que durante a leitura desta matéria pelo menos duas pessoas infectadas com hepatite B acabam de falecer no mundo, inclusive no Brasil.

Contato:

Carlos Varaldo
Presidente do Grupo Otimismo
Rio de Janeiro (21) 4063.4567 – São Paulo (11) 3522.3154
[email protected]
Visite o site do grupo: www.hepato.com

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>>Saiba mais sobre a Hepatite B

>>Mais informações sobre Hepatite B no blog de Drauzio Varella

>>Orientações sobre Hepatite no site da Anvisa

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*Yoga é coisa de homem também

O material abaixo foi encaminhado ao Conversa de Menina pela assessoria do professor de yoga Leonardo Jales, de São Paulo. Reproduzimos aqui porque toda informação que contribua para melhorar a qualidade de vida e promover o equilíbrio entre corpo, mente e espírito, merece ser divulgada. Confiram:

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*Yoga é coisa de homem também

ioga-1Cada vez mais é comum encontrar homens em centros de Yoga. Além dos benefícios físicos, muitos homens buscam o Yoga para aprimorar suas capacidades de reflexão, afastar o estresse e desenvolver a concentração.

“A busca do equilíbrio físico e mental é o principal benefício para os praticantes de Yoga” explica o Prof. Leonardo Jales, que ensina Yoga há 5 anos e complementa: “Equilíbrio para o homem significa poder conciliar atividades físicas de alto impacto como corrida e musculação com o alinhamento do corpo e alongamento; e ainda, poder aliviar as pressões do trabalho através de uma técnica que estimula a introspecção.”

Dentre as várias modalidades de Yoga, o Iyengar possui claras vantagens para praticantes do sexo masculino. “Tipicamente, o homem possui menor alongamento da musculatura, o que pode causar algum tipo de frustração inicial” diz Leonardo, e complementa: “Por se utilizar de materiais de apoio como cordas, blocos e almofadas, o Iyengar permite ao iniciante atingir as posturas de Yoga (assanas) mais facilmente e sem risco de lesões, para então evoluir gradualmente em direção à flexibilidade.”

Maiores Benefícios de Yoga para homens:

ioga-2>>Trabalha o alongamento de músculos e alivia a rigidez causada pela prática de corrida e musculação

>>Ativa todos os músculos, articulações e órgãos do corpo.

>>Treina a concentração e consciência corporal. Alcançar um assana de Yoga exige introspecção e uma grande atenção aos detalhes

>>Purifica o corpo de toxinas. A prática de Yoga aquece o corpo e estimula a transpiração
        
Quem é? – Leonardo Jales ensina Iyengar Yoga há 5 anos em São Paulo. Desde 2003 vem dedicando-se integralmente ao estudo e ao ensino do método. Certificado pela Associação Brasileira de Iyengar Yoga, atualmente estudando sob a supervisão do professor Faeq Biria, um dos discípulos mais próximos do professor Iyengar, Leonardo está encarregado de regularizar e difundir os princípios do método no Brasil.

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Leia também:

>>Conheça três tipos de yoga

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Campanha esclarece sobre Alzheimer em Salvador

AlzheimerNa segunda-feira, 21 de setembro, uma ação da Campanha Nacional de Alzheimer acontece no 1º piso do Shopping Barra. Além da distribuição de panfletos sobre a doença e da apresentação de vídeos, uma equipe de médicos estará no local para tirar as dúvidas da população. Vamos aproveitar para dar uma passadinha por lá e tentar entender o desenvolvimento da enfermidade, que atualmente é considerada a maior causa de demência em idosos. A iniciativa é da Academia Brasileira de Neurologia.

O que é o Mal de Alzheimer?

É a mais frequente doença neurodegenerativa na espécie humana. Trata-se de uma doença que acarreta alterações do funcionamento cognitivo (memória, linguagem, planejamento, habilidades visuais-espaciais) e muitas vezes também do comportamento (apatia, agitação, agressividade, delírios, entre outros), que limitam progressivamente a pessoa nas suas atividades da vida diária, sejam profissionais, sociais, de lazer ou mesmo domésticas e de auto-cuidado. O quadro clínico descrito caracteriza o que em Medicina é denominado “demência”.

A doença de Alzheimer não é: uma consequência do envelhecimento; endurecimento das artérias e das veias do cérebro; falta de oxigênio no cérebro; causada por estresse, por trauma psicológico ou por depressão; retardo mental; preguiça mental. Ela manifesta-se através de uma demência progressiva, isto é, que aumenta sua gravidade com o tempo. Os sintomas iniciam lentamente e se intensificam ao longo dos meses e anos subsequentes. Muitos sintomas não ocorrem no início, mas surgem ao longo da evolução da doença.

Quais os Sintomas da doença?

Na grande maioria dos casos o primeiro sintoma é a perda de memória para fatos recentes. É importante salientar que esta perda de memória deve representar um declínio em relação ao funcionamento anterior e que também deve ser de intensidade suficiente para interferir no desempenho do indivíduo em suas atividades diárias. Ou seja, uma perda de memória leve e ocasional não deve ser valorizada da mesma forma.
*Perda progressiva da memória, principalmente para eventos recentes;
*Dificuldade de linguagem, tanto para compreender quanto para expressar-se (ex: dificuldade para encontrar palavras);
*Dificuldade para realizar tarefas habituais;
*Dificuldade de planejamento;
*Desorientação no tempo e no espaço;
*Dificuldade de raciocínio, juízo e crítica;
*Em fases mais avançadas, dificuldade para lembrar-se de familiares e de amigos e para reconhecê-los;
*Depressão;
*Apatia;
*Ansiedade;
*Agitação, inquietação, às vezes, agressividade; muitas vezes com piora no final do dia;
*Problemas de sono: troca o dia pela noite;
*Delírios (pensamentos anormais, ideias de ciúme, perseguição, roubo, etc);
*Alucinações (alterações do pensamento e dos sentidos, como ver coisas que não existem);
*Problemas motores, nas fases avançadas: dificuldade de locomoção, etc;
*Perda do controle das necessidades fisiológicas, nas fases avançadas.
*Dificuldade para deglutição, nas fases avançadas.

Como se prevenir contra o Alzheimer?

Há medidas gerais que ajudam a preservar a saúde mental e que diminuem o risco de a pessoa ter doença de Alzheimer.
*Atividade mental regular e diversificada;
*Atividade física regular;
*Boa alimentação;
*Bom sono;
*Lazer;
*Evitar maus hábitos: não fumar, beber com moderação;
*Cuidados com a saúde física geral: tomar os medicamentos corretamente, ir ao médico regularmente.

Quando devo procurar o médico, ou levar meu familiar?

Os 10 sinais de alerta para doença de Alzheimer são:
*Problema de memória que chega a afetar as atividades e o trabalho;
*Dificuldade para realizar tarefas habituais;
*Dificuldade para comunicar-se;
*Desorientação no tempo e no espaço;
*Diminuição da capacidade de juízo e de crítica;
*Dificuldade de raciocínio;
*Colocar coisas no lugar errado, muito frequentemente;
*Alterações frequentes do humor e do comportamento;
*Mudanças na personalidade;
*Perda da iniciativa para fazer as coisas.

Diagnóstico da doença de Alzheimer

Não há, até o momento, nenhum método que isoladamente permita o diagnóstico de doença de Alzheimer com absoluta precisão. Avanços substanciais têm ocorrido nesta área, com alguns exames mais específicos e promissores em fase de pesquisa. No entanto, o diagnóstico ainda é feito pela identificação de quadro clínico característico e pela exclusão de outras causas de demência, por meio dos exames complementares (laboratoriais e de imagem).

Quando é seguido roteiro diagnóstico apropriado, baseado em recomendações e consensos internacionais e também nacionais, a identificação da doença fica em torno de 85% nas fases iniciais, aumentando de forma expressiva com o acompanhamento do paciente. Alguns casos, no entanto, podem apresentar manifestações clínicas atípicas ou, em fases muito iniciais, oferecer maiores dificuldades para sua correta identificação, necessitando de avaliação mais especializada.

É muito importante o diagnóstico ser feito o mais cedo possível, porque, nas fases iniciais da doença, o médico tem melhores condições de intervir em benefício da pessoa com doença de Alzheimer.

Tratamento

O tratamento da doença de Alzheimer inclui intervenções farmacológicas (medicamentosas) e não farmacológicas. Dentre as primeiras, há dois grupos de medicamentos: o primeiro representado por compostos que atuam aumentando os níveis do neurotransmissor acetilcolina no cérebro; e o segundo, por uma outra medicação que age sobre o neurotransmissor glutamato. Do primeiro grupo fazem parte a donepezila, a galantamina e a rivastigmina, todas indicadas para o tratamento das fases inicial e intermediária (correspondendo à sintomatologia leve a moderada) da doença. O segundo grupo é representado pela memantina, aprovada para o tratamento das fases intermediária e avançada da doença (correspondendo à sintomatologia moderada a grave).

É importante ressaltar que estas medicações têm efeito sintomático e eficácia modesta, embora beneficiando uma parcela significativa dos pacientes. Como podem ter efeitos colaterais, o tratamento deve ser iniciado sempre com doses baixas que serão aumentadas gradativamente, procedimento este que deve ser acompanhado por um médico.

O tratamento não medicamentoso da doença de Alzheimer é dirigido não apenas ao paciente, como também aos seus familiares e cuidadores. Orientações sobre a natureza e a evolução da doença, sobre como lidar com eventuais comportamentos inadequados ou mesmo agressivos, além de adaptações e modificações necessárias no ambiente, e programas de atividades específicas para os pacientes, são exemplos de tais medidas. A participação de outros profissionais de saúde, particularmente aqueles que trabalham no campo da reabilitação, como fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, além de profissionais de enfermagem, é de grande importância,

Os objetivos do tratamento são:
*Melhorar a memória e as outras funções mentais;
*Controlar os transtornos de comportamento;
*Retardar a progressão da doença;
*Melhorar a qualidade de vida da pessoa doente;
*Melhorar a qualidade de vida dos familiares e dos cuidadores;

OBS: A pesquisa sobre a doença, sintomas e tratamento nos foi enviada pela Trixe Comunicação Empresarial, responsável pela divulgação da campanha aqui em Salvador.

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Acupuntura sem mistérios

AcupunturaVerdade é que muitos de nós nos submetemos a vários tratamentos por modismo. Hoje em dia, então, que a medicina chinesa está em voga, quantos não acabam parando em consultórios porque acham “bacana”, ou até “exótico”? É importante conhecer os métodos, ler sobre eles, até para que você possa criar a sua concepção própria, para que saiba o que está fazendo e por quê. Eu tenho passado por sessões de acupuntura há algum tempo e sinto os resultados positivos. Não preciso mentir para vocês. No início estava bastante cética quanto aos efeitos do tratamento, até começar a perceber os primeiros resultados. Foi depois do início do tratamento que nasceu a curiosidade de compreender melhor o assunto. Aqui, divido os resultados da minha pesquisa sobre a acupuntura.

Historicamente, os primeiros escritos sobre a utilização da acupuntura como tratamento terapêutico são datados de 90 a.C. A sistematização, no entanto, foi trazida pelo “Nei Ching”, que falava de pontos específicos como locais de estímulo, dos canais, e das associações entre os canais e órgãos do corpo humano. O livro, no entanto, recebe algumas críticas por apresentar contradições e conceitos antagônicos. Os estudiosos acreditam que a publicação tenha sido resultado de um trabalho de vários autores de épocas diversas. Com o “Nan Ching”, regras e procedimentos são definidos, os mesmos utilizados até hoje. No Ocidente, desde 1255 já se falava Acupunturana “forma exótica de medicina praticada pelos chineses”. De lá para cá, houve a popularização da técnica, culminando com sua utilização corriqueira em clínicas e consultórios especializados. Hoje, inclusive, já tem até plano de saúde que cobre o tratamento médico pela acupuntura.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a acupuntura como tratamento complementar. É a aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo, com objetivos terapêuticos. A técnica consiste no estímulo de pontos e meridianos que percorrem o corpo, e pode ser adotada simultaneamente a qualquer outro tipo de tratamento médico, homeopático, alopático, fitoterápico etc.  No Brasil, a acupuntura começou a ser utilizada em meados do século XX, trazida por imigrantes orientais. No início da década de 50, passou a ter uso geral. Através da acupuntura é possível restaurar o bom funcionamento do organismo, por meio da manipulação da energia do corpo, sem uso de medicamentos. É uma forma de equilibrar, harmonizar a energia do corpo, para tratar a doença. O estímulo é feito com as agulhas porque os pontos são bastante específicos e para alcançar os objetivos é imprescindível que este estímulo seja preciso.

Ideograma do Qi
Ideograma do Qi

O Qi, conceito fundamental da cultura tradicional chinesa, é a energia que circula por nosso corpo. Essa energia comanda todo o funcionamento do nosso corpo. As doenças são desequilíbrios dessa energia. Então, para que possamos melhorar, precisamos reaver este equilíbrio. É o que a acupuntura faz. Os pontos da acupuntura estão dispostos sobre meridianos, que são os caminhos por onde percorre a energia Qi. Cada órgão possui seu próprio meridiano, e cada meridiano tem pontos cutâneos diversos, cada um com uma função específica. Inserir uma agulha em um destes pontos significa estimular a energia ali contida, provocando reações bioquímicas no organismo.

Normalmente os acupunturistas localizam estes pontos manualmente, através do toque. A tecnologia, no entanto, já avançou a ponto de hoje termos um aparelho eletrônico que identifica estes pontos. Ao ser encostado na região da pele correspondente a um ponto da acupuntura, o aparelho emite um som agudo. Se encostado em uma região que não seja meridiano da acupuntura, não há emissão de som. Hoje em dia há até tratamento de acupuntura sem agulhas, com o uso de um laser. Neste último caso, o estímulo é feito através da absorção da radiação luminosa pelas células do ponto cutâneo trabalhado.

Sementinhas – Várias pessoas se perguntam o que são as tais sementinhas que os acupunturistas colocam na orelha dos pacientes. Para esclarecer, são sementes de mostarda, e integram a acupuntura auricular. Ela deve ser trocada uma vez por semana, também sendo colocadas em pontos estratégicos, a depender da doença a ser tratada nas sessões. Só na orelha, são mais de 200 pontos correspondentes a partes específicas do corpo. Além das sementes, o estímulo dos pontos na acupuntura auricular pode ser feito também com esferas e com as próprias agulhas.

É importante ressaltar que o tratamento não é doloroso. A gente não sente as agulhadas, apenas uma pontadinha muito fraca, e é bastante relaxante. O mais incrível de tudo é que, para mim, que entrei meio cética no processo, acabei virando uma fã de carteirinha do procedimento. Particularmente senti muita melhora nos pontos que foram tratados, principalmente em relação a uma rinite alérgica que me perseguiu por toda a vida. Agora, claro, é preciso ter muito cuidado na escolha do médico. Até porque não dá pra achar que colocar agulhas pelo corpo não traz riscos. Uma matéria publicada pela Folha Online fala justamente sobre isso, já que o procedimento envolve a inserção de agulhas em locais onde há terminações nervosas.

Portanto, é de suma importância buscar um profissional que seja gabaritado, antes de qualquer coisa. Conversar com ele sobre a técnica, tirar todas as dúvidas, e só a partir daí, dar início ao tratamento. E para quem já fez ou faz acupuntura, mandem seus relatos pra gente. Essa troca de informações acaba sendo fundamental também.

Para os mais curiosos:
>> Sobre acupuntura tradicional
>> Sobre acupuntura com raio laser
>> Medicina tradicional na OMS (em inglês)
>> Associação brasileira de acupuntura
>> Acupunturabrasil. org (blog com tudo sobre as teorias, tratamentos, diagnósticos etc)
>> Conheça os meridianos (canais de energia)

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