Artigo: “O Trio Mortal”

Aproveitando que no post abaixo Alane falou sobre o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, publico aqui no blog um artigo assinado por Carlos Varaldo, do Grupo Otimismo, ong de apoio e esclarecimento aos portadores de hepatites. Já publicamos outras contribuições de Varaldo em ocasiões anteriores. Desta vez, ele fala sobre a combinação da Aids, que enfraquece  o sistema imunológico, com doenças infecto-contagiosas como a tuberculose e a hepatite C, o que afeta sensivelmente a expectativa de vida dos soropositivos, mesmo quando usuários do coquetel antirretroviral. O artigo é um alerta para pacientes e para os gestores do sistema de saúde. Combater o “trio mortal” é questão de política pública e de consciência individual e coletiva. Aids, tuberculose, hepatite C, ao contrário do que pensa o senso comum, não são doenças específicos de um determinado grupo social, de um determinado gênero ou de uma determinada cor de pele, todos estamos sujeitos ao risco de contágio e todos somos responsáveis para que portadores dessas doenças tenham tratamento humanizado, digno e livre de juízos de valor e preconceitos. Confiram o texto:

=============================================

**O Trio Mortal

*Carlos Varaldo

Bacilo de Koch, causador da tuberculose

Durante o Congresso Internacional de AIDS na Ásia e no Pacifico, que aconteceu em setembro, participantes e ativistas solicitaram maiores esforços para enfrentar “O Trio Mortal” formado pela combinação das epidemias de HIV/AIDS, tuberculose e hepatite C.

As três doenças, quando separadas, possuem tratamentos efetivos que controlam a progressão e até a cura. Isto é possível na tuberculose e na hepatite C, mas quando alguém se infecta com mais de uma dessas doenças a situação complica e o quadro se torna grave e difícil de tratar.

O alerta desesperado chega, até tardio, porque é estimado que aproximadamente 30% dos infectados com HIV/AIDS já se encontram infectados com à hepatite C ou a tuberculose, passando a ser as duas principais causas de mortes das pessoas infectadas pela AIDS.

O tratamento com o coquetel antirretroviral transformou a AIDS de doença letal para doença crônica, permitindo que as pessoas possam conviver com a doença, mas a utilização dos medicamentos prejudica o fígado e diminui as defesas, tornando-os presas fáceis se estiverem co-infectados com tuberculose ou hepatite C. Para evitar danos maiores é urgente que todos os indivíduos HIV positivos sejam testados para tuberculose e hepatites.

Vírus HIV, causador da Aids

O número de brasileiros infectados com tuberculose ou hepatites B ou C é medido em milhões, números que superam em mais de dez vezes os infectados pelo HIV. O maior problema é a não identificação de quem está infectado, possibilitando a disseminação descontrolada dessas doenças rapidamente na população.  Estudos mostram o crescimento das epidemias, principalmente, devido a que uma pessoa com tuberculose pode infectar outras 15 durante o curso da doença, que a hepatite B se transmite sexualmente com uma facilidade até 100 vezes maior que o HIV e que a hepatite C em caso de compartilhamento de instrumentos contaminados possui 85% de possibilidade de cronificação.

Os infectados com HIV/AIDS e os gestores da saúde devem tomar consciência que existe uma formula matemática que demonstra o perigo da hepatite C, a qual foi colocada por ativistas na entrada do congresso para alertar a comunidade HIV positiva: “Hepatite C + Silencio = Morte”.

“O Trio Mortal” se alimenta de carências no sistema público de saúde, do desconhecimento da população, da pobreza, da desnutrição, da falta de acesso a educação, da falta de profissionais de saúde com os conhecimentos suficientes, de comportamentos de risco e de programas pouco eficazes para enfrentar as epidemias.

Acrescentando a tudo isso a não realização de campanhas de detecção dos casos de hepatites e tuberculose complica ainda mais a situação. Quando a hepatite C e a tuberculose é diagnosticada precocemente a possibilidade de cura é excelente.

Vírus da Hepatite

“O Trio Mortal” já está trabalhando, silenciosamente, e, de forma unida, continua ganhando força.  É o momento dos movimentos sociais da AIDS, da Tuberculose e da Hepatite juntar forças para combater um inimigo comum.  Por enquanto “O Trio Mortal” está ganhando a batalha, é necessário enfrenta-lo para não perder a guerra.

Na Indonésia os ativistas utilizaram o símbolo da AIDS para alertar sobre as três doenças, mas formado por balões na cor vermelha para mostrar que o perigo já está presente.

*Carlos Varaldo é presidente do Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite e vice-diretor da World Hepatitis Alliance.
**Material encaminhado ao blog através da assessoria de comunicação do grupo Otimismo

======================================

Mais sobre hepatites:

>>Visite o site do Grupo Otimismo

>>Uma conversa sobre Hepatite B

>>Vinte anos da descoberta do vírus da Hepatite C

Leia Mais

1º de dezembro: Dia Mundial de Luta Contra a Aids

Os números são alarmantes. A versão preliminar do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2009 mostra que, entre 1997 e 2007, o número de casos de pessoas com Aids cresceu 41% em Salvador. Claro que é preciso ressaltar que antes os programas de prevenção só atingiam oito municípios, e hoje chegam a 26, o que facilita o conhecimento e registro dos casos. Mas é assustador este crescimento. E tem mais: de acordo com as estimativas, há 630 mil pessoas infectadas pelo vírus HIV em todo o Brasil.

O dia 1º de dezembro é o Dia Mundial da Luta Contra a Aids e, diante de uma realidade dessa, o que fazer? Uma pergunta difícil, mas cuja resposta vai, necessariamente, perpassar pela intensificação da divulgação das formas de prevenção. O que eu percebo é que o caso exige uma conduta pessoal muito ativa. Só conseguiremos contornar o problema se cada um se prontificar a tentar barrar a disseminação do vírus. E para barrar a disseminação do vírus, o uso da camisinha é indispensável.

Ninguém é ingênuo aqui e sabemos que com o passar do tempo muitos acabam dispensando a camisinha dentro da relação estável. Mas, meninos e meninas, não podemos confundir amor e Aids. Não podemos permitir que nossos sentimentos tapem nossos olhos. Nossos parceiros podem ser os mais fiéis, mas não conhecemos o passado de cada um. E, ainda que conheçamos, sempre rolam os vacilos da vida. E é nesses vacilos que é possível adquirir um problema da dimensão da Aids.

Fiz uma reportagem certa vez sobre o assunto. Saí para entrevistar uma portadora do vírus HIV, conversamos bastante, foi uma das matérias que mais me ensinou. Não porque eu desconhecia sobre o vírus ou formas de contaminação, mas porque pela primeira vez estava ouvindo o desabafo de alguém que convivia com o HIV. E, mais, pela história daquela professora de educação sexual que, um dia, reencontrou um ex-namorado e acabou contaminada ao manter relações desprotegidas com ele.

SOLIDARIEDADE

Com o objetivo de angariar fundos para a Instituição Beneficente Conceição Macedo, que abriga crianças portadoras do vírus HIV, o artista gráfico e fotógrafo, Marcelo Mendonça, em parceria com o coordenador da instituição, Alfredo Dorea, idealizou o projeto Calendário Abraçando a Vida, que traz fotos de personalidades abrançando crianças soropositivas. O calendário de 2010 custa R$ 10,00 e para ser adquirido basta o interessado entrar em contato com a instituição, no telefone (71) 3276-0026. A entidade também aceita doações de qualquer tipo, é só ligar pra lá.

O lançamento do calendário será no dia 1º, no Espaço Cultural da Câmara de Vereadores, às 9h. Estão no calendário de 2010: Mercedes Sosa, Caetano Veloso, Jesus Luz, Vanessa da Mata, Margareth Menezes, Lázaro Ramos, Beth Carvalho, Elza Soares, Luiz Melodia, Mariene de Castro, Elza Soares, Gloria Maria, Adelmo Case, Edson Cordeiro, Presidente Lula, Clifton Davis (cantor norte-americano e compositor de Michael Jackson), Mãe Carmem do Gantois, Tuca Fernandes (Jamil), J. Velloso, Claudio Zoli, Jau, Amanda Santiago, Jackson Costa e Gerônimo.

Esta é a terceira edição do projeto, que além de angariar verbas para ajudar na manutenção da IBCM, o projeto tem o propósito de auxiliar na luta contra o preconceito aos portadores do HIV. A IBCM atua há 20 anos em Salvador. É uma instituição sem fins lucrativos que abriga pessoas de baixa renda portadoras do HIV-Aids. Para tanto, mantém um centro diurno com 70 crianças que convivem com o mesmo vírus, e abriga ainda 15 famílias com AIDS, que antes viviam nas ruas de Salvador. A instituição também presta assistência a outras 250 famílias. A entidade sobrevive da solidariedade de colaboradores e do trabalho voluntário de mais de 30 pessoas.

SOBRE HIV E AIDS

Aids significa Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. É uma doença que pode acometer as pessoas infectadas pelo HIV. O vírus, que tem um período de incubação longo, destrói os linfócitos (células de defesa do organismo), tornando a pessoa vulnerável a infecções e doenças oportunistas, que se aproveitam justamente do enfraquecimento do sistema imunológico para se instalar.  A Aids não tem cura, é uma doença crônica. Há tratamentos que prolongam a vida dos portadores da doença. Também pode ocorrer de o portador do HIV passar muito tempo sem manifestar qualquer sintoma da Aids.

Alguns comportamentos são considerados de risco e podem facilitar a contaminação pelo HIV. São eles: a relação homossexual ou heterossexual com pessoal infectada, sem o uso de preservativos; compartilhamento de seringas e agulhas, principalmente, no uso de drogas injetáveis; reutilização de objetos perfuro-cortantes com presença de sangue ou fluidos contaminados pelo HIV. Também pode ocorrer a contaminação por meio da transfusão de sangue contaminado pelo HIV ou pela amamentação. São meios de contaminação o sangue, sêmen, secreção vaginal e o leite materno.

O uso da camisinha é imprescindível não apenas para a prevenção da transmissão do vírus HIV, mas também para prevenir outras doenças sexualmente transmissíveis e, inclusive, uma gravidez não desejada. Muitas pessoas questionam a segurança da camisinha, devido à possibilidade de o preservativo estourar. Quanto a isso, estudos científicos já comprovaram que a maioria dos casos em que o preservativo estoura tem relação ao uso incorreto, portanto, vamos aprender a colocar a camisinha de forma correta.

================
>> Aprenda como usar a camisinha masculina
>> Aprenda como usar a camisinha feminina
================

Às vezes, o vírus não passa para o parceiro na primeira relação desprotegida. Está aí a importância de adotar a camisinha o quanto antes. Não é porque você já manteve relações sem o uso do preservativo que o caso está perdido. Nada disso. A proteção deve começar já, imediatamente, independente de já ter tido ou não relações sem camisinha. Como falei lá em cima, para barrar a disseminação da transmissão do HIV é preciso uma atitude de conscientização de cada um. Se você não assumir a sua responsabilidade nisso tudo, não conseguiremos alcançar esse objetivo.

Agora, se você costuma manter relações desprotegidas ou já o fez, é muito importante que se submeta a um exame para saber se está contaminado pelo vírus. Eu sei que falar assim assusta, mas a realidade é essa. O HIV está tão próximo da gente e não nos damos conta disso. Dia desses, estávamos um grupo conversando sobre o assunto, quando um dos integrantes fez o comentário que um grande amigo dele tinha feito o teste, e o resultado tinha sido positivo. Imagine aí? Na velocidade em que o vírus está se alastrando por aí, quem pode garantir que está seguro sem a camisinha?

Voltando ao exame, há Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) espalhados por todo o País, onde é possível realizar o exame gratuitamente. Eles também fazem exames para detectar sífilis e hepatite. Os centros distribuem camisinhas, gel lubrificante e kits de redução de danos. Se for diagnosticado soropositivo, o paciente é encaminhado ao Serviço de Assistência Especializada em HIV/aids (SAE), que presta assistência integral. Lá será possível obter informações sobre os medicamentos e como adquiri-los.

================
>> Veja onde é possível fazer o teste na Bahia
>> Localize em seu Estado os locais para fazer o exame
================

Onde buscar apoio e informações:
>> Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde
>> Grupo de Apoio àPrevenção à Aids – Gapa Bahia
>> Grupo Assistencial SOS Vida
>> Projeto Reviver (apoio à criança HIV positivo)
>> Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis
>> Sociedade Viva Cazuza

Leia Mais

Artigo: Videograme incentiva atividade física

Para quem tem menos de 30, esse é o Atari, o videogame de quem foi criança nos anos 80

Sou o tipo de mãe que negocia, mas que não abre mão de organizar horários para jogos de computador e sessão sofá diante de filmes na tv. Essas atividades, vistas como mais sedentárias, precisam ser divididas com aquelas que colocam a criança em movimento. Natação, aula de teatro ou circo ou alguma luta marcial. Nada que sobrecarregue a criança a ponto dela esquecer que é criança e acabar tendo uma agenda tão atribulada quanto a de um adulto, mas  o suficiente para fornecer o máximo de opções possíveis para exercitar o corpo e a mente, com muita ludicidade, claro. Eu mesma não sou assim uma grande fã de academia, tenho até uma certa preguiça. Mas adoro dançar, nadar, dar longas caminhas ao ar livre. Tenho uma predileção pelas atividades que mexem com a espiritualização como tai-chi-chuan e ioga. Não chego a ser obcecada por fitness, mas tenho grande interesse por tudo o que vem acompanhado do selo qualidade de vida. Daí que, ao receber mais um dos interessantes artigos do ortopedista Fabio Ravaglia, não resisti em trazê-lo para o blog e dividir com outros interessados em saúde e bem-estar. Desta vez, o doutor Fabio avalia os novos lançamentos de games interativos, aqueles que requerem uma dose de esforço físico para ser jogado e não se limitam apenas a monitores e botões. Nunca fui muito boa em jogar videogame. Sou do tempo do atari e do odissay, alguém lembra? Certamente quem foi criança nos anos 80 e tem pouco mais de 30. Tenho até um certo preconceito com os games, fruto da fama de “derretedores de neurônios e músculos” que essas maquininhas possuem. Mas, o artigo de Fabio Ravaglia me botou para pensar. Talvez, no nosso mundo cada vez mais tecnológico, os games interativos sejam parte da solução para a obesidade infantil, por exemplo. Como o próprio médico enfatiza, nada substitui um dia de sol e ar livre, necessários ao corpo e mente, ótimo antidepressivo. Mas se os games agora se tornam mais dinâmicos e saudáveis, para quem gosta, não custa nada experimentar. Confiram o texto:

================================================

**Agora, videogame incentiva atividade física

*Dr. Fabio Ravaglia

O departamento de saúde do Reino Unido acaba de aprovar o Wii Fit Plus como um game capaz de contribuir para a redução da obesidade infantil, por permitir que se faça um programa de exercícios sob medida, utilizando o guia na tela e escolhendo entre ioga ou difíceis posições de esqui, de acordo com a preferência. O acessório do videogame da Nintendo para a plataforma de exercícios físicos ganhou o selo NHS Change4Life do Department of Health, qualificação do governo britânico que incentiva as pessoas a adotarem a prática de atividades esportivas e hábitos alimentares mais saudáveis, conforme reportagem publicada pelo The Telegraph. Na França, o Wii está sendo usado em abrigos para idosos, que aproveitam para mexer o corpo sem sair de casa nos dias mais frios. No Rio de Janeiro, recursos do videogame estão sendo aproveitados em academias para melhorar o condicionamento físico dos clientes. Em várias partes do mundo, alguns fisioterapeutas também passaram a usar o Wii para o tratamento de pacientes que precisam para sua recuperação dos alongamentos que o console reproduz no mundo virtual ou dos movimentos repetitivos que alguns jogos oferecem.

Isto significa uma enorme mudança. Há décadas, os videogames são associados ao sedentarismo. Todos os dias vemos os problemas que os movimentos repetitivos podem causar ao corpo humano, como dores musculares e inflamações nos punhos e nos ombros. Além disso, os jogadores deixam de praticar atividades físicas, inclusive as mais corriqueiras, para acionar apenas controles em frente às telas. Os games foram acusados de responsáveis, em grande parte, pelo aumento da obesidade infantil. O esqueleto sofre com a má postura e com a permanência do corpo na posição sentada ou deitada por horas e horas a fio diante dos monitores.

Wii Fit Plus, mistura de videogame e academia de ginástica, para movimentar o corpo

Na questão da saúde, as novidades da Nintendo, que sempre estiveram na berlinda por prejudicar, estão se associando a vida saudável. Desde o lançamento do Wii em 2006, a empresa  colocou no mercado diversos jogos e acessórios para que a pessoa execute cada vez mais movimentos com o corpo, por meio de sensores que reconhecem a força e a direção dos movimentos do jogador e os reproduz na tela, apresentando seus resultados. O Wii Fit executa funções de monitoramento da saúde do jogador. Um destes acessórios verifica a quantidade de calorias gastas com a atividade. Quando comparado com as gerações anteriores de videogames, é claro que o Wii (considerado a sétima geração) avançou e, por isso, decidi comentar os benefícios que está trazendo à saúde.

Como médico, cabe-me fazer algumas recomendações. Antes de iniciar qualquer atividade física, é preciso passar por uma avaliação médica. O profissional pode dizer se o corpo está ou não em condições de exercer uma determinada atividade física e recomendar qual seria a melhor escolha, caso detecte qualquer fator limitante. A atenção especial está voltada àqueles que têm problemas cardíacos e que devem evitar excesso de exercícios físicos e até determinados movimentos, em alguns casos. Para quem não tem problemas e simplesmente quer sair do sedentarismo, é importante não cometer excessos. É bastante comum a pessoa exagerar e ter dores na musculatura ou forçar as articulações. Comece sempre pelos exercícios de alongamento e ao final, faça um relaxamento.

O game clássico de joinstick e monitor cede a vez aos jogos interativos, para brincar com o corpo todo

A meu ver, os novos videogames se apresentam como mais uma alternativa. Com eles é possível jogar bola na sala sem quebrar os vasos ou reunir a família em um dia chuvoso para uma atividade física divertida. Também pode ser encarado como uma maneira diferente de integrar gerações: os mais jovens podem ensinar os mais velhos a usar o videogame para movimentar o corpo. O console dispõe de esportes clássicos, atividades de academia de ginástica e até brincadeiras como o bambolê. As atividades físicas são de suma importância para manter a saúde física e mental.

Gostaria de aproveitar para lembrar sobre a necessidade que o corpo humano tem de tomar sol. É claro que a exposição não pode ser feita sem a proteção da pele e nos horários de pico do sol, por causa de queimaduras e do risco de câncer de pele e desidratação. O sol faz bem aos ossos e ao sistema imunológico. Os raios infravermelhos ajudam na produção da vitamina D, que exerce papel essencial para o metabolismo, nas funções musculares, cardíacas, neurológicas e, principalmente, nos ossos, por manter o nível de cálcio. Sem a vitamina D, uma criança pode ter raquitismo e um adulto pode acelerar o enfraquecimento dos ossos, chegando mais rápido a um quadro de osteoporose. Bastam apenas cerca de dez minutos de sol todos os dias para que a vitamina seja produzida. Lembre-se também que sair ao ar livre tem ação antidepressiva.

O videogame, que já foi condenado como vilão, fez com que seus apreciadores saíssem do sofá e  passou a ser apreciado pelos pais, que viram suas crianças e adolescentes com o corpo em movimento diante de um mundo virtual, agora, avança para atingir pessoas de todas as idades. Uma mudança bastante significativa que está fazendo com que o console Wii receba um outro título: “game do bem”.

*Fabio Ravaglia, ortopedista e diretor do Instituto Ortopedia & Saúde

**Material encaminhado ao blog pela Printec Comunicação

Leia Mais

Artigo: Estresse provoca dores na mandíbula

Tenho uma amiga que há alguns anos viveu uma crise de estresse tão violenta que começou a sentir dor até para mastigar a comida. Foi ao otorrinolaringologista, ao especialista bucomaxilofacial, fez todo tipo de exames, raio-x da face, e nada, não tinha nada errado com os dentes ou com os ossos do maxilar. Até que, conversando com outra conhecida, que é psicoterapeuta, veio o diagnóstico: “crise de estresse”. Minha amiga estava tão tensa, que nem percebia que ao falar, contraia toda a musculatura da mandíbula. Ela apertava os dentes quando estava nervosa e exercia uma pressão enorma no maxilar, machucando as articulações dessa região. Lembrei desse caso quando recebi o email com um artigo do dentista Marcelo Bolzan. O texto, que publicamos abaixo, descreve exatamente o tipo de problema que a minha amiga viveu e orienta de que forma podemos prevenir esse efeito negativo da tensão acumulada sobre as nossas vidas e a nossa saúde. Confiram:
======================================================

Estresse pode levar à ocorrência de disfunções temporomandibulares

*Prof. Dr. Marcelo Bolzan

Ilustração mostra a disfunção da articulação temporomandibular (DTM)

As desordens que acometem a articulação temporomandibular (ATM) podem acometer adultos e crianças. Em especial profissionais e executivos – assim como qualquer outra pessoa – quando submetidos a altos níveis de estresse tendem a apertar e ou ranger os dentes.

E tanto a maior intensidade e frequência, noturna  ou diurna, resulta na contração muscular. Com isso sintomas como fadiga e cansaço, nos casos mais leves, ou dores de intensidades variadas – nos casos mais dramáticos – podem resultar em dores crônicas e dores de cabeça que não cessam.

Isso ocorre em virtude da duração do período em que a tensão é exercida, bem como o excesso de contração na articulação, nos dentes e nos próprios músculos.

O correto diagnóstico do problema se faz necessário na medida em que estes sintomas podem ter sido causados pelo estresse ou terem sido desencadeados por ele, somente evidenciando assim problemas que já existiam, mas estavam latentes.

O caminho para solucionar o problema é a aplicação de um tratamento adequado, que pode variar da aplicação de analgésicos, relaxantes musculares, antiinflamatórios para os casos agudos  com causas temporárias.

Além disso, a utilização de fisioterapia, laser, aplicação de placas oclusais e ministração de medicamentos para melhorar o sono são indicadas par os mais renitentes.

No entanto, é válido salientar que essas são as manifestações físicas do estresse. Mas a causa deve ser combatida ou controlada por meio de relaxamento, autocontrole, mudança de hábitos e psicoterapia, se necessária. Daí a importância do correto acompanhamento profissional.

*Marcelo Bolzan é formado pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), doutor em ciências da saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pós-graduado em TMJ Disfunction pela UCLA (University of California /EUA) e Reabilitação Oral pela USC (University of Southern Califórnia/EUA). Além disso, é coordenador do curso de Dor Orofacial e Disfunção Temporomandibular da Fundecto USP.

>>Visite o site do especialista

Leia Mais

Artigo: A maratona emocional da reprodução assistida

Recebemos outro artigo preparado pela psicológica Luciana Leis, especializada em atendimento a casais com problemas de reprodução. Aliando conhecimento teórico sobre o tema e a prática cotidiana no consultório,  a especialista comenta a ansiedade de muitos casais que querem um filho a qualquer preço e do quanto essa impaciência pode afetar o próprio tratamento. Após ler o texto de Luciana fiquei refletindo também se em alguns casos, em que já se esgotaram tantos métodos, física e psicologicamente, não seria o caso de partir para uma adoção? Lógico que, muitos casais querem ter seu próprio bebê, legar seus gens, além de legar sua cultura. Filho, biologicamente falando, antes de mais nada , é descendência, é a forma que nós, seres perenes, temos de nos eternizar. Mas, ao educar, amar e criar uma criança adotiva – e são centenas as que aguardam um lar no Brasil  – podemos extrapolar as fronteiras da biologia e distribuir como herança um pouco das nossas ideias, da visão de mundo, dos sentimentos que nunca morrem e podem multiplicar-se naquela criança e em todos os que conviverem com o adulto que ela irá se tornar. Ainda assim, aos que estão passando por tratamentos de reprodução assistida e precisam de uma palavra de apoio e incentivo, segue o texto de Luciana:

===================================

**A “maratona” emocional dos tratamentos de reprodução assistida

Luciana Leis*

reproducao assistidaQuando um casal recebe do médico o diagnóstico de infertilidade e a indicação de tratamento, muitas vezes, não faz a menor idéia do que vem a ser uma técnica de reprodução assistida. Ambos acreditam que, tão logo iniciem o tratamento, terão a tão almejada criança em seus braços. Porém, a realidade nem sempre é assim…

Para a maioria dos casais, são necessárias várias tentativas de tratamento até a realização do sonho, visto que, a cada tentativa, as chances da técnica dar errado são maiores do que as de dar certo. No entanto, muitas pessoas iniciam o tratamento, acreditando que engravidarão “de primeira”, negando para si próprias a possibilidade do “não”.

Em geral, com o resultado negativo, o tamanho da frustração costuma ser de acordo com o da idealização, sendo bastante dolorido esse processo, até que o casal possa se recompor emocionalmente. Há casais que chegam a abandonar o tratamento ou têm dificuldades para reiniciá-lo, justamente por não desejarem passar por esse sofrimento novamente.

Outra situação bastante freqüente nos tratamentos de reprodução humana assistida é a troca de médico, quando a tentativa de engravidar não dá certo. É necessário haver um responsável – ou um culpado – por esse fracasso, porque, para muitos, é difícil aceitar que tentar algumas vezes pode fazer parte desse processo. Presenciamos, muitas vezes, que a imagem de quase “Deus”, construída pelo casal para a figura do médico, de um momento para o outro, se inverte para a imagem do “Diabo”, que passou a castigá-los.

Muito comum também durante o tratamento é o casal querer logo mudar de técnica, se não obtiver o resultado desejado. Em certos casos, mesmo com a indicação médica para continuarem com o mesmo procedimento, o casal acaba insistindo em realizar “algo mais avançado”. Entretanto, já sabemos que as técnicas de reprodução humana assistida mais simples podem chegar a resultados positivos, e que quem decide o que pode ser melhor para cada caso são os profissionais que  acompanham o casal. Há casais que tentam controlar o que não é controlável, e acabam quase que atropelando o saber do médico.

Cada casal tem uma história particular e, assim como existem os que engravidam logo na primeira tentativa, há também os que precisam tentar várias vezes, até o resultado positivo de gravidez, que jamais seria possível sem a persistência e o real enfrentamento dessa situação.

luciana leis*Luciana Leis é psicóloga.

**Material encaminhado ao blog pela MW assessoria de comunicação.

Visite o blog da especialista:

>>compartilhandovidencias.blogspot.com

>>Para seguir Luciana Leis via twitter, clique aqui

======================================

Outros artigos da autora que já publicamos:

>>Uma conversa séria sobre gravidez

Leia Mais

*Verão: saiba proteger os olhos adequadamente

sol
Doenças de pele e oculares aumentam durante o Verão devido a maior incidência dos raios solares sobre o planeta

A matéria que publicamos abaixo foi encaminhada ao blog pela equipe do Instituto de Moléstias Oculares (IMO) e preparado sob a orientação de oftalmologistas. Trata-se de uma série de dicas de como se proteger, principalmente aos olhos, durante o Verão, para evitar tanto lesões na córnea, que podem provocar cegueira, quanto para evitar longas horas de exposição da pele aos raios UVA e UVB, que causam desde envelhecimento precoce até câncer de pele. Todo ano, quando chega o Verão, multiplicam-se matérias desta natureza em estações de rádio e TV, sites e veículos impressos. Não é falta de criatividade da imprensa, é necessidade de alertar a população para doenças que poderiam ser facilmente evitadas com um pouco de precaução, mas que tornam-se problema de saúde pública. É um lembrete anual de Verão, dada a natureza humana de sempre achar que as coisas acontecem com o vizinho e não consigo. Vejo algumas cenas nas praias de Salvador, por exemplo, que são de uma irresponsabilidade enorme: mães que deixam os filhos pequenos torrando no sol a pino do meio-dia, mulheres que pela vaidade de exibir o bronzeado mais bonito da estação, abrem mão do protetor solar e ainda abusam e lambuzam-se de bronzeadores, que potencializam os efeitos do sol. Nas ruas da cidade, Salvador é uma das capitais que tem altissima incidência de raios ultra-violeta devido às suas coordenadas geográficas, quem abusa das camisetas nos dias de calor, por exemplo, esquece de proteger as partes descobertas da pele. Por isso,  meninas e meninos, atenção aos alertas do IMO:

Verão: saiba proteger os olhos adequadamente

Pterígio é uma das doenças provocadas pelo excesso de exposição ao Sol. Saiba mais vendo vídeo no final do post
Pterígio é uma das doenças causadas pelo excesso de exposição ao Sol. Veja vídeo sobre a doença, no final do post

Do envelhecimento precoce ao câncer de pele, o sol pode deixar de ser um aliado da saúde para transformar-se em vilão. Este é o alerta conjunto da Organização Mundial de Saúde (OMS), da Sociedade Brasileira de Dermatologia e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, pois os profissionais de saúde sabem muito bem que o brasileiro cultiva o hábito de bronzear-se, e, quase sempre, expõe-se exageradamente ao sol, sem as devidas precauções, ou utilizando alternativas que trazem ainda mais danos à saúde, como o bronzeamento artificial.

“Apesar da radiação ultravioleta, UV, ter efeitos benéficos, em excesso, ela pode levar a uma variedade de problemas de saúde, incluindo câncer de pele e catarata. Ao atinigir a pele desprotegida, a radiação solar pode desencadear reações como queimaduras solares e fotoalergias. Os raios UV – devido ao efeito cumulativo da radiação durante a vida – são os responsáveis também pelo envelhecimento cutâneo e pelas alterações celulares que predispõem ao câncer da pele”, explica o oftalmologista Virgilio Centurion, diretor do IMO, Instituto de Moléstias Oculares.

Quando o assunto é exclusivamente a saúde ocular, a exposição, sem proteção, a quantidades excessivas de radiação UV por um curto período de tempo, pode causar ceratite, uma espécie de “queimadura da córnea” que causa dor, vermelhidão, lacrimejamento, fotofobia e sensação de areia nos olhos. “O maior risco para os olhos se encontra na exposição prolongada ao sol, que por sua vez, pode ser mais perigosa. A incidência direta dos raios ultravioleta no olho humano, ocasiona lesões oculares, que gradual e cumulativamente, podem resultar na perda total da visão. As lesões oculares mais comuns causadas pelo excesso de sol são a queda da percepção de detalhes pela mácula  e a formação da catarata, problema ocular grave, de maior incidência no mundo”, destaca Centurion.

Como proteger os olhos?

Óculos de sol na piscina, na praia ou no dia-a-dia

Especialistas recomendam óculos de sol de lentes marrons, verdes ou pretas, que filtram melhor a luz e os raios UVA e UVB
Especialistas recomendam óculos de sol de lentes marrons, verdes ou pretas, que filtram melhor a luz e os raios UVA e UVB

Os efeitos da radiação UV são cumulativos. Quanto mais os olhos são expostos aos raios UV, maiores serão os riscos do desenvolvimento de uma moléstia, com o passar dos anos. “É aconselhável, portanto, o uso de óculos escuros de boa qualidade e que ofereçam proteção adequada aos olhos, não apenas durante o verão, e sim durante todo o ano”, defende a oftalmologista Fernanda Takay, que também integra o corpo clínico do IMO.

Segundo a oftalmologista, a decisão de compra dos óculos de sol deve levar em consideração, primordialmente, o nível de proteção contra a radiação ultravioleta (UVA e UVB) que as lentes oferecem. “Esta informação deve estar disponível, no momento da compra, seja no adesivo afixado aos óculos ou em livretos contendo informações técnicas sobre o produto. O comprador deve exigir esta informação”, diz a médica.

“Bons óculos escuros devem bloquear entre 99-100% as radiações UV-A e UV-B; não devem distorcer imagens ou mudar as cores. Devem ter lentes cinzas, verdes ou marrons, capazes de filtrar entre 75-90% da luz visível. Os óculos de grau também devem ter proteção UV. Bonés, viseiras e chapéus oferecem proteção adicional, quando precisamos passar muitas horas sob a luz solar”, recomenda Fernanda Takay.

Mesmo os que decidem curtir o verão na sombra não estão livres de sofrer com a radiação solar que se reflete na água, na areia e no asfalto. Portanto, o uso de filtros solares embaixo do guarda-sol também é recomendável.

Bronzeamento artificial é uma prática de risco

Câmaras de bronzeamento artificial são condenadas pelos médicos
Câmara de bronzeamento artificial é condenada pelos médicos

Muito em moda, nos dias de hoje, o bronzeamento artificial, é feito, principalmente, em clínicas de estética. “É importante esclarecer que o bronzeamento com luz artificial traz danos à pele e aos olhos desprotegidos, da mesma forma que a exposição à luz solar. O FDA (Food and Drug Administration), órgão americano que regulamenta medicamentos e alimentos, desaconselha o uso das lâmpadas de UVA com o objetivo de bronzeamento. A Sociedade Brasileira de Dermatologia também desaconselha esta prática, no Brasil”, diz a oftalmologista Fernanda Takay.

Para alcançar o mesmo efeito da luz solar, as camas ou cabines de bronzeamento têm que estimular a produção de melanina. Lâmpadas especiais, instaladas no interior dessas câmaras, emitem raios iguais aos do sol. Predominantes nos aparatos de bronzeamento artificial, os raios UVA têm um comprimento de onda mais longo (320 a 400 nm). Por isso, atingem mais profundamente a pele, penetrando na derme. Nesta camada, incidem sobre o colágeno. Assim, o usuário estará acelerando o desgaste das suas células. Resultado: envelhecimento precoce. Quanto aos raios UVB, por seu comprimento de onda (280 a 320 nm), estes não penetram tão profundamente. Mesmo assim, são os principais agentes causadores de câncer de pele e manchas.

“Os olhos também ficam expostos aos raios ultravioletas nas câmaras de bronzeamento artificial. Quando estamos sob lâmpadas de bronzeamento artificial, precisamos bloquear os raios UV. Neste caso, os óculos de sol não resolvem. Devemos, sempre, utilizar óculos especiais de proteção para o bronzeamento”, orienta a oftalmologista Fernanda Takay.

Saiba mais:

>>Veja no site do IMO um filme sobre o pterígeo, doença ocular provocada pelo excesso de exposição solar. Clique aqui para acessar o vídeo.

*Material preparado pela equipe de Oftalmologia do IMO e enviado ao blog pela MW Consultoria de Comunicação.

Leia Mais

Desmistificando a hanseníase

HanseníaseJá ouvimos falar tantas vezes da hanseníase, mas nem todos sabem ao certo o que é essa doença. Estes post é para explicar a enfermidade, quais são seus principais sintomas e formas de tratamento. Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que a hanseníase é uma doença infecto-contagiosa, que tem uma evolução crônica, ou seja, muito longa. Ela é causada pelo Mycobacterium leprae, que atinge principalmente a pele e nervos das extremidades do corpo, podendo afetar também o fígado, olhos e testículos, por exemplo. Ela é popularmente conhecida como lepra.

A princípio, então, é bom deixar claro que não se trata de uma doença hereditária. Além disso, a doença é de fácil diagnóstico, pode ser tratada e tem cura. O grande problema é a descoberta tardia do problema.  Como as lesões causadas pela doença podem incapacitar fisicamente seu portador, o tratamento tardio pode trazer graves consequências. Por isso, é muito importante a divulgação das informações relativas ao assunto. Quanto mais pessoas tiverem informações, mais fácil será identificar com antecedência o problema.

=================================
>> Guia para o controle da hanseníase – informativo do Ministério da Saúde com informações completas sobre a doença, além de reações adversas dos medicamentos, cuidados que devem ter os portadores da doença, dentre outras informações detalhadas.
>> Manual de prevenção de incapacidades – publicação do Ministério da Saúde que traz informações sobre como identificar problemas e dificuldades nas atividades diárias; e sobre como acontecem as deformidades e incapacidades
>> Cartilha: Hanseníase – procurar para curar e eliminar – uma cartilha informativa sobre a doença, com textos explicativos, curtos e imagens que ajudam o indivíduo a diagnosticar a doença.
=================================

Entre os anos de 1985 e 2000, os casos de hanseníase diminuíram significativamente no Brasil, de 19 para 4,68 doentes em cada 10.000 habitantes. Ainda assim, é um problema considerado de saúde pública, que precisa da vigilância constante de todos nós. A manifestação ocorre através de sinais e sintomas dermatoneurológicos, podendo ser identificadas lesões na pele e nos nervos periféricos, principalmente nos olhos, mãos e pés. Ela compromete nervos periféricos, podendo causar incapacidades físicas e deformidades, levando à redução da capacidade para o trabalho, limitação da vida social e a até problemas psicológicos.

Hanseníase

O bacilo de Hansen se instala no organismo da pessoa infectada e tem a capacidade de se multiplicar. Este período de multiplição leva em torno de 11 a 16 dias, normalmente. Ele infecta muitas pessoas, mas  poucas adoecem de fato. Por isso, dizem que o micro-organismo tem alta infectividade e baixa patogenicidade. A transmissão acontece por gotículas da saliva, secreções nasais ou vias respiratórias, durante o ato de, por exemplo, falar, espirrar ou tossir. Assim, a doença é transmitida pelas vias aéreas do portador do bacilo. O período de incubação é longo, o que significa que mesmo portando o bacilo, a doença pode se manifestar entre 2 a 7 anos.

Hanseníase
Clique para ampliar a imagem

Pessoas de todas as idades e de ambos os sexos podem ser acometidas pela doença. No entanto, há pouquíssimos casos de infecção em crianças. Diversos fatores interferem na disseminação da doença. Entre eles o nível da endemia, as próprias condições individuais da pessoa, o elevado número de indivíduos convivendo em um mesmo ambiente e as condições precárias de vida e saúde.  Assim que é dado início ao tratamento, o doente deixa de ser transmissor da hanseníase. Isso porque as doses iniciais da medicação matam os bacilos, impedindo a infecção de outras pessoas.

Sinais e sintomas*

As lesões que surgem na pele podem se apresentar com diminuição ou redução de sensibilidade. Podem aparecer em qualquer lugar do corpo, inclusive na mucosa nasal e cavidade oral. Mais frequentemente aparecem na face, orelha nádegas, braços, pernas e costas. É bom ressaltar que uma das diferenças da hanseníase para outras doenças dermatológicas é exatamente a falta de sensibilidade daquela área afetada. As lesões mais comuns são:

Tipos de lesões na hanseníase
Clique para ampliar a imagem

• Manchas pigmentares ou discrômicas: resultam da ausência, diminuição ou aumento de melanina ou depósito de outros pigmentos ou substâncias na pele.
• Placa: é lesão que se estende em superfície por vários centímetros. Pode ser individual ou constituir aglomerado de placas.
• Infiltração: aumento da espessura e consistência da pele, com menor evidência dos sulcos, limites imprecisos, acompanhando-se, às vezes, de eritema discreto. Pela vitropressão, surge fundo de cor café com leite. Resulta da presença na derme de infiltrado celular, às vezes com edema e vasodilatação.
• Tubérculo: designação em desuso, significava pápula ou nódulo que evolui deixando cicatriz.
• Nódulo: lesão sólida, circunscrita, elevada ou não, de 1 a 3 cm de tamanho. É processo patológico que localiza-se na epiderme, derme e/ou hipoderme. Pode ser lesão mais palpável que visível.

Tratamento

A hanseníase tem cura. E o tratamento deve começar o mais cedo possível, para garantir que não haja qualquer tipo de sequela. É importantíssimo achar a fonte da infecção, e assim interromper o processo de transmissão. O tratamento é, portanto, uma forma de controle da doença. Compreende tratamento quimioterápico específico (a poliquimioterapia – PQT), com acompanhamento periódico, a fim de diagnostificar possíveis complicações e prevenir e tratar as incapacidades físicas. A avaliação do paciente é imprenscindível, já que vai detectar a evolução das lesões e o comprometimento neurológico.

A PQT mata o bacilo. Assim, a doença para de evoluir, e evita as complicações físicas e deformidades, se ainda não apareceram. Com o micro-organismo morto, há uma quebra da cadeia de infecção. Descobrindo e tratando logo cedo a doença, mais difícil é a possibilidade de outras pessoas acabarem contaminadas.

*Fonte: Guia de Hanseníase do Ministério da Saúde

Leia Mais

Saúde: saiba escolher o colchão e o travesseiro

dormirUma noite de sono mal dormida é prenúncio de um dia caótico, isso ninguém nega. Mas, nem sempre, a falta de sono á noite, ou, mesmo que a gente tenha dormido, acordar com a sensação de que um trator passou por cima das nossas costas, é sinônimo apenas de problemas e preocupações. Minha avó já dizia, sabiamente, que para a cama a gente não deveria levar as aporrinhações diárias. Estava certíssima. Cama é lugar de dormir e namorar e não de ficar fazendo contas com o salário, pensando na discussão com os colegas de trabalho ou na briga com o parceiro (a). Difícil é evitar que as chateações apareçam bem na hora do nosso repouso. Este post porém, não é para falar das causas psicológicas da insônia, podemos abordar o tema em outra ocasião, se vocês se interessam pelo assunto. O post de hoje é sobre a insônia física, aquela provocada por travesseiros cheios de calombos, colchões duros ou moles demais, literalmente um mal dormir! Quem conversa com a gente sobre o assunto é o ortopedista Fábio Ravaglia, de quem já publicamos outras orientações de saúde muito providenciais. Neste texto abaixo, doutor Fábio explica direitinho como dormir corretamente para não acordar toda moída (o). Ele também ressalta a importância da escolha correta de colchões (de acordo com  o peso do usuário) e travesseiros para uma noite de sono realmente reparadora. Confiram:

A posição correta para dormir no lugar certo

*Dr. Fabio Ravaglia

Ao atingir 60 anos, uma pessoa já passou em média 20 anos de sua vida deitada em um colchão. Ou seja, o ser humano dorme um terço do  tempo de sua existência, considerando que em geral as pessoas dormem cerca de oito horas por dia. Várias pesquisas apontam que 90% dos problemas de dores de cabeça, torcicolos, dores na nuca, dores lombares e musculares são decorrentes de noites mal dormidas em colchões inadequados. Qual é a melhor posição para ter uma boa noite de sono e manter a saúde da coluna? Como escolher o colchão ideal? E o travesseiro? As questões têm muita procedência, pois há milhares de tipos de colchões e de travesseiros, sem contar os diferentes hábitos referentes ao ato de dormir e à posição do corpo durante o sono. Uma boa noite de sono não apenas nos traz bom humor e tranquilidade para enfrentar o cotidiano, como influi diretamente na saúde da coluna. Como ortopedista, este é o ponto que quero enfatizar dentro do tema dormir bem. E é neste contexto que entro na seara de qual é o colchão e o travesseiro mais adequado para cada um e chego à explicação de qual é a melhor posição do corpo para dormir.

Colchão

colchaoO colchão a ser usado deve estar de acordo com o biotipo de cada pessoa. Nos colchões de espuma é preciso observar a resiliência, que é a propriedade da elasticidade que se refere ao comportamento do material flexível diante da pressão e a volta ao seu estado inicial, sem deformação. Isto quer dizer, observe se a densidade é a indicada ao volume de seu corpo. Existe uma tabela, baseada em princípios da ergonomia, que indica a relação entre o peso e altura da pessoa com a pressão que o respectivo volume exerce sobre o colchão. A espuma deverá ter resistência para suportar o  corpo. Quanto maior a densidade, maior é o peso que pode ser colocado em cima. Os modelos mais comuns nas lojas têm espuma com densidade entre 28 e 33 quilos por metro cúbico e altura entre oito e dez centímetros. Uma informação que serve de parâmetro é que o Inmetro aconselha o colchão de espuma flexível de poliuretano de densidade 33 como o mais adequado para o biotipo do brasileiro.

A escolha do colchão precisa equilibrar o gosto pessoal com a real necessidade do corpo. Em linhas gerais, é a resiliência que permitirá que o corpo fique corretamente apoiado sobre o colchão, ou seja, a coluna deve assumir uma posição linear – o que proporciona o relaxamento dos discos de cartilagem. Entre as dicas básicas, destaco que o colchão deve ser mais para o rígido do que para o mole. Também é  importante lembrar que o colchão deve exercer uma função ortopédica, o que significa que precisa ceder na medida exata da curvatura do corpo. O ideal mesmo é experimentar o colchão. Um teste simples de ser feito é deitar e rolar o corpo: se você conseguir se movimentar rápido, o colchão é mais firme e próximo ao adequado; caso contrário, indica que ele é mole demais, o que também não convém. Quem dorme em colchão de casal deve considerar sempre o corpo que for maior, mas caso sejam pessoas de portes diferentes, melhor mesmo seria colocar dois colchões de solteiro um ao lado do outro. Uma alternativa intermediária seria optar por um colchão com uma camada acolchoada, que torna a estrutura firme mais macia.

Uma pessoa com problemas na coluna, por exemplo, pode ter acentuada a contratura muscular se dormir em um colchão muito duro. Além disso, a longo prazo, pode vir a comprometer a coluna e a medula nervosa – responsável pela comunicação do cérebro com todas as partes do corpo. Uma lesão na medula chega a causar danos aos movimentos e sentidos. Por isso, não é recomendado dormir no chão, como muita gente acha.

O uso de colchões é relativamente recente e, até hoje, há algumas culturas que preferem dormir em esteiras, por exemplo. Em muitas regiões no Brasil, continua forte o hábito de se dormir em redes – o que não traz problema para a coluna desde que se evite a posição de barco e se mantenha a coluna reta, o que é possível deitando na rede na transversal. Mas, independente da cultura, não podemos negar que o colchão surgiu para tornar o ato de dormir mais confortável. De enchimento natural, como água, ar, areia, palha, algodão; ou sintético, como espuma e látex (borracha); caixa ortopédica, molas bicônicas a modelos  como o bioar ou o eletromagnético (usados  sob recomendação médica), cada tipo de colchão guarda uma especificidade e agrada a determinados gostos. Muitos preferem um ou outro enchimento em razão de não esquentar demais quando faz calor ou, justamente, pelo contrário, mas não se pode esquecer da coluna. Atenção à higiene, principalmente nos colchões com miolo ou cobertura de material natural, porque costumam desenvolver pequenos ou micro-organismos que podem ser prejudiciais à saúde.

Não convém continuar dormindo em um colchão que não esteja em bom estado. E quando se deve trocar o colchão? Observe o prazo de garantia que, no geral, é o mesmo que o da validade. Cobertura suja ou rasgada, superfície desnivelada e depressões localizadas são bons indícios de que o momento da troca chegou. Se ao deitar sentir a base de apoio do colchão, esta hora já passou. Além dos incômodos, um colchão velho pode causar doenças como cifose e a lordose – os principais problemas de coluna, que podem ser resultado de um colchão muito velho ou inadequado. É importante lembrar que a coluna vertebral não é dura ou mole; é firme, flexível. Ao levar essas características em consideração é óbvio que a melhor escolha será um colchão que atenda a este perfil.

Travesseiro

TravesseiroÉ muito comum a pessoa dormir de mau jeito ou por um movimento brusco ficar com dor localizada ou com aquela dor mais forte, irradiada pela musculatura na região dorsal. Por isso, é preciso ficar atento e dormir sempre com a coluna reta. Se a pessoa costuma dormir de barriga para cima, o travesseiro deve ser macio e fino, apenas para preencher o espaço entre a nuca e o colchão. O de pluma é bem macio e fica fino com o peso da cabeça. Se a pessoa tem o hábito de dormir de lado, o melhor é o travesseiro de espuma, com altura suficiente para preencher o espaço entre a cabeça e o colchão, criado pelo ombro. A escolha entre um e outro fica mais difícil quando a pessoa alterna de posição durante o sono.

Dicas para manter a saúde da coluna na hora de dormir:

coluna_vertebral1. É contraindicado dormir de bruços (de barriga para baixo).
2. Melhor dormir de costas ou de lado, na posição fetal. Com o corpo em contato com o colchão, a coluna vertebral deverá estar sempre reta. Para isso, conte com a ajuda de travesseiros para apoio, independente da posição que se durma. De costas, isto é de barriga para cima, o travesseiro para apoiar a cabeça pode ser fino, considerando a altura dos glúteos. Na posição fetal, o travesseiro para a cabeça deverá ter a altura do ombro e o uso de dois travesseiros pequenos podem trazer mais conforto: um para ser colocado nos joelhos e outro para  abraçar, dando maior apoio para os braços cruzados.
3. Evite dormir em colchão de densidade não indicada a seu peso e altura. O colchão muito duro não é confortável, mas mole demais não dá sustentação para as partes mais pesadas do corpo, como quadris, ombros e coxas, fazendo com que o corpo afunde nas regiões que concentram maior massa, o que deixa a coluna torta.
4. Use travesseiros de diferentes tamanhos para ajudar a coluna a ficar reta.

Aliás, manter a coluna sempre reta é a melhor maneira de conservá-la saudável durante a vida toda. A postura precisa ser mantida na hora de sentar, caminhar, deitado ou em pé parado. Na cama, relaxe e tenha bons sonhos!

*Fabio Ravaglia é ortopedista, especialista em coluna vertebral, mestre em ciências médicas e presidente do Instituto Ortopedia & Saúde.

Leia Mais

Compartilhando a experiência do câncer

Capa do livro Entre NósEu sempre gostei muito dos livros sobre histórias de vida. Não apenas as biografias, mas também aqueles que contam situações compartilhadas por algum grupo de indivíduos que se enquadram em uma mesma “categoria”. Inclusive já escrevi aqui sobre livros do gênero, como “As poderosas rainhas“, que conta a volta por cima de uma mulher após o divórcio, e “Recomeços“, que traz histórias de superação de várias pessoas, personalidades e desconhecidos. Dia desses chegou por e-mail a sugestão do livro “Entre nós”, que pode ajudar um bocado as pessoas portadoras de câncer e seus familiares. O livro foi escrito pela psicóloga Luíza Polessa, também uma vítima da doença.

A autora é especializada em psicologia transpessoal e psico-oncologia. A obra traz sua experiência no tratamento do câncer, contando sua trajetória desde que descobriu ser portadora da doença, até a cura.  Ressalto que eu não tive acesso ao exemplar do livro, por isso não vou tecer comentários sobre a publicação. A ideia de divulgá-lo é que o tema é tão importante e compartilhar experiências, principalmente no caso de doenças tão complicadas e degenerativas como é o caso do câncer. De acordo com o material de publicação que chegou, o objetivo é justamente “ajudar pessoas que passam por provas e desafios semelhantes”.

O livro traz ainda o drama dos parentes da escritora, que dividiram toda a dor da doença. Se alguém já leu o livro ou ler, deixe comentários aqui. É sempre bom termos a opinião de leitores.

Ter como diagnóstico uma doença potencialmente letal como o câncer
está sendo para mim a oportunidade de renascer na própria vida.
Fazer cada pequenina coisa do cotidiano,
estar com cada uma das pessoas que integram meu universo,
em cada lugar que guarda um registro de minha história,
com a consciência de que poderia não estar mais ali,
imprime a tudo muita grandeza

(Luíza Polessa)

| Serviço |

Entre nós
Editora BestSeller
176 Páginas
Preço R$ 19,90

Leia Mais

Uma conversa séria sobre gravidez

Este post está dividido em duas partes. Na primeira, publicamos um artigo da psicóloga Luciana Leis, especializada em atender casais com problemas de fertilidade. Na segunda, reproduzimos uma matéria com a médica Carolina Ynterian, da Analitic, especialista em reprodução humana. A ideia de colocar este material no ar é atender aquelas mulheres que têm um grande desejo de ser mães e muitas vezes deixam que a ansiedade e frustração as dominem. Respeitando e reconhecendo o fato de que nem toda mulher tem como projeto de vida tornar-se mãe, e só devem mesmo tentar a maternidade aquelas que se sentem preparadas para o desafio, a conversa hoje é direcionada às que acalentam esse desejo e que vêm se preparando para ele, independente dos desafios de se criar filhos no mundo de hoje. Sinceramente, não acredito que fosse mais fácil criá-los em outros períodos da história da humanidade. A questão com a maternidade não é o mundo exterior, mas o que nós vamos ensinar aos nossos filhos para que eles enfrentem o que está aí fora. Confiram:

=========================================

Quando o desejo de ser mãe parece não ser possível…

Luciana Leis*

clip_image004A maioria das mulheres cresce cultivando o sonho de ser mãe um dia. Desde muito cedo, brincamos com nossas “filhas-bonecas”, ensaiando o papel que será encenado em algum momento de nossas vidas. No entanto, esse sonho vai sendo deixado de lado para podermos desenvolver outros papéis – sociais, profissionais, familiares –  para o resgatarmos, no futuro, a possibilidade  de realizá-lo, em uma situação mais estável.

Assim, nos prevenimos de uma possível gestação em nossos namoros até encontrarmos um homem que pareça “bom” para estar ao nosso lado e construir uma família. Também evitamos um filho para nos estabilizarmos profissional e financeiramente. Nesse meio tempo, muitas vezes, sem ao menos percebermos, acabamos sendo meio “mães” de nossos amigos, maridos ou até mesmo de nossos pais.

Desta forma, mais cedo ou mais tarde, acabamos tendo um “insight” e percebemos que o sonho de ser mãe, até o momento colocado de lado, deve ser priorizado, já que consideramos que aquele é o melhor momento de nossas vidas para tal.

Porém, o tempo vai passando e a gravidez não acontece, fazendo-nos questionar o que pode estar errado. É muito difícil aceitar nossa falta de controle neste campo da vida, uma vez que, com esforço, conseguimos garantir muitas coisas até ali. É preciso reconhecer nossa impotência para poder garantir a chegada de uma nova vida, afinal, não somos “deuses”.

Faz-se necessário, então, certa flexibilidade interna para irmos em busca de alternativas que nos levem a atingir nosso objetivo. É fato que, na maioria das vezes, acreditamos que teríamos um filho logo que parássemos de usar o método contraceptivo.

No entanto, quando isso não acontece, precisamos encontrar novas possibilidades para chegarmos ao nosso destino. Talvez o caminho mais fácil esteja interditado, o que não significa que todos os caminhos estejam fechados. Então, é essencial cultivar a flexibilidade para buscar a melhor forma de concretizar o sonho de ter um filho.

gravidez14O grande obstáculo desse percurso é vencer o negativismo que essa situação nos coloca e se apegar às possibilidades reais desse sonho vir a acontecer. É comum, devido a sentimentos de insegurança e frustração, nos perdermos em meio a fantasias aterrorizantes, nas quais parece que o desejo nunca será realizado, quer pela via biológica ou pela adoção. Em alguns momentos, é necessário nos afastarmos um pouco do mundo das emoções e colocarmos mais objetividade e racionalidade para enfrentarmos os problemas, já que, se existem formas para resolvermos essa questão, é nelas que devemos nos respaldar.

Lembro-me de uma amiga que, frente ao diagnóstico de infertilidade conjugal, ouviu de seu médico: “Suas chances são muito pequenas de engravidar.” Frente a isso, ela perguntou: “Mas elas existem?”, e ele respondeu: “Sim.”. Essa resposta curta, porém honesta e positiva, foi o dado de realidade em que ela se apegou para enfrentar seus medos até a chegada da filha, hoje, com cinco anos.

A vivência e o reconhecimento de todos os sentimentos que a infertilidade traz em seu bojo são imprescindíveis para lidarmos com ela. No entanto, precisamos também de certa dose de racionalidade para enfrentarmos com determinação esse processo, sem nos perdermos em meio a  medos e inseguranças.

*Luciana Leis é psicóloga, especializada em atender casais com problemas de fertilidade.
>>Confira o blog da especialista, Compartilhando Vivências

===========================================

*Infertilidade femininas, causas:

Cerca de 12 milhões de pessoas encontram dificuldade para engravidar em algum momento. As causas mais comuns, que afetam as mulheres e são responsáveis por cerca de 40% dos casos de infertilidade, são:

>>Síndrome dos ovários Policísticos: causada por um desequilíbrio hormonal e excesso de hormônio masculino, provoca irregularidades na menstruação, aumento dos pêlos, ganho de peso e acne. A ovulação também fica muito comprometida, o que dificulta na gravidez. Ressalta-se que a gestação pode ocorrer neste quadro.

endometriose>>Endometriose: Doença que ocorre quando a mucosa que reveste o útero é expelida dentro da cavidade do abdômen ao invés de ser eliminada através do canal vaginal junto com o sangue menstrual e acaba dificultando a concepção.

>>Problemas ovulatórios: Principal causa de infertilidade nas mulheres, geralmente o que ocorre é uma falha na liberação de hormônios, irregularidade no ciclo menstrual ou problema nos ovários. Mediante isso, a ovulação fica prejudicada ou completamente ausente.

>>Alterações da tireóide: Aumento ou diminuição da função da glândula tireóide leva a um desequilíbrio hormonal, o que reflete no funcionamento dos ovários, consequentemente, na produção dos hormônios LH e FSH.

>>Aumento da prolactina: quando há aumento deste hormônio, os ovários não funcionam direito, o problema pode bloquear ou interferir a ovulação.

*Fonte: Dra Carolina Ynterian, bioquimíca e diretora da Analitic.

Leia Mais