Artigo: Sexo frágil e a prevenção da AIDS no carnaval

Para reforçar a campanha sobre sexo seguro no Carnaval, que este ano tem como foco o público feminino jovem, o blog abre espaço para mais um artigo de autoria de Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan. Além de falar da campanha e trazer dados sobre o avanço do HIV/Aids entre as mulheres, Maria Helena dá dicas importantes sobre a sexualidade e autoestima femininas. Mas, embora o foco sejam as garotas na faixa dos 15 aos 24 anos, os conselhos sobre autopreservação valem para as mulheres maduras e também para todos os casais, independente da orientação sexual. Cuidar de si e de quem se ama não é questão restrita a um determinado gênero. Boa leitura!

Sexo frágil e a prevenção da AIDS no Carnaval

*Maria Helena Vilela

A campanha de Carnaval de 2011 terá como público as mulheres de 15 a 24 anos.  O público feminino foi escolhido porque a infecção entre as mulheres está em constante crescimento. Apesar de haver mais casos da doença nos homens, essa diferença diminui ao longo dos anos. Segundo o Ministério da Saúde – Departamento de DST/Aids, em 1989, a razão de sexos era de cerca de 6 casos de aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2009, chegou a 1,6 caso em homens para cada 1 em mulheres.

As mulheres lutaram por seus direitos sexuais, pelo direito de estudar, desenvolver uma carreira profissional e conquistar sua autonomia econômica e pessoal. Mas, quando a questão é amor e sexo, a garota volta no tempo, e ainda se comporta de forma submissa aos desejos do namorado e, presa a mitos e tabus que colocam sua vida em risco, como por exemplo, a virgindade. A virgindade ainda é muito valorizada na mulher. Sabendo disso, muitas garotas acabam cometendo equívocos incríveis para não romper o hímen – fazer sexo anal; prática sexual que quando realizada sem preservativo é a de maior risco de infecção pelo HIV. Na contra mão dos fatos, pesquisas mostram a dificuldade de a garota negociar o uso da camisinha por medo de perder o namorado, de ser julgada “galinha”, ou ainda pior: não usar preservativo em nome do amor, acreditando que “quem ama confia”. Tais comportamentos fazem da mulher o verdadeiro sexo frágil.

A infecção pelo HIV se dá pelo contato direto com o sangue, o sêmen e as secreções vaginais, e isto pode acontecer no sexo oral, mas principalmente, na relação vaginal e no sexo anal. O ânus e a vagina são órgãos muito vascularizados, revestidos por um tecido delgado chamado de mucosa. Na relação sexual, especialmente durante a penetração, o pênis provoca atrito na vagina ou no ânus, causando micro-fissuras nas paredes das mucosas, aumentando o risco de que o HIV presente no esperma entre na corrente sangüínea.

Outro fator que aumenta a vulnerabilidade da mulher à Aids é a menstruação. Quando a mulher está menstruada, a descamação da parede do útero o deixa completamente exposto ao HIV. Fazer sexo menstruada é “entregar o ouro para o bandido”, pois o vírus atinge a corrente sangüínea sem precisar fazer esforço.

Como se não bastasse tudo isso, o canal vaginal é um órgão interno, o que dificulta à mulher perceber qualquer alteração na vagina. Muitas vezes, ela só descobre que tem uma infecção, ou mesmo uma DST, se consultar um ginecologista, ou quando a doença já está bastante adiantada. Uma infecção agrava ainda mais a fragilidade da parede vaginal, aumentado a vulnerabilidade da mulher à Aids.

Meninas sejam espertas e fiquem fora desta estatística da Aids. Se existe sexo frágil, estes são o sexo anal e o vaginal, quando o assunto é Aids. Portanto, alguns cuidados são fundamentais na sua vida, e especialmente, no carnaval:

>> Nunca delegue o cuidado com o seu corpo. O corpo só tem um dono, e este é você. Quando você delega, o outro pode não priorizar os seus interesses.

>>Só se previne quem tem convicção dessa necessidade. Busque informações sobre razões para se prevenir, sexualidade, prevenção, DST/Aids e métodos contraceptivos.

>>Não faça qualquer negócio sexual no Carnaval. A auto-estima da mulher está condicionada a sua capacidade de despertar o interesse nos homens, principalmente, em festas como o Carnaval. Se achar que está invisível, mesmo assim, não faça nenhum acordo que possa lhe colocar em risco.

>>Antes de cair na folia escreva uma lista com os nomes das pessoas que você considera importantes e que lhe amam. Isto ajudará você a não esquecer que é amada

>>Sei que é difícil, mas se for transar não beba. A bebida atrapalha o prazer e faz você esquecer seus limites.

>>Nunca negocie o uso da camisinha na hora da transa. O tesão embriaga e lhe deixa entregue a sorte, ou azar!

>>Conheçam a camisinha feminina. Ela é uma opção, e já existem modelos mais simples que facilita a sua colocação.

>>Na falta da camisinha, você não precisa abrir mão do prazer sexual. O casal pode realizar práticas sexuais que não sejam de risco, como a masturbação simultânea entre os parceiros

>>Existem camisinhas de vários tipos e qualidades. Portanto, sempre haverá uma que se adeque ao seu parceiro.

>>Sexo é uma brincadeira de verdade. Quando a gente se machuca, a cicatriz fica para sempre.

*Maria Helena Vilela é diretora do Instituto Kaplanwww.kaplan.org.br

**Conteúdo enviado pela Vera Moreira Comunicação e publicado com autorização, mediante citação da autoria e respeito à integridade do texto.

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SOS Carnaval: dicas para arrasar no look e na atitude

O Carnaval em Salvador começa, extra-oficialmente, na próxima quinta-feira, embora a cidade já viva “dias de Momo” desde o começo do Verão. Para ajudar quem está atrás de uma inspiração para compor o look da folia, listei algumas dicas de maquiagem e figurino enviadas ao blog por marcas e make up artists que trabalham propostas diferentes, do nude ao clássico, passando pela funny make (assim dá para atender todos os gostos). Além disso, no final do post, enumero algumas recomendações do Instituto Kaplan para a prevenção da AIDS e das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) durante a semana de “Carnevale“. Tá bem grandinho, mas como é um SOS, para facilitar, dividi por temas:

Divirtam-se, aproveitem as dicas e curtam o espírito de liberação da festa com sabedoria!

Vá de Lady Gaga

MUITO GLITTER COM DAILUS COLOR
A maquiagem é um item indispensável para dar um up  no rosto e deixar todo mundo mais colorido na avenida ou em bailes carnavalescos. Muito glitter, sombra neon e gloss são as opções da marca de cosméticos Dailus Color. A linha Glitter, por exemplo, com brilho intenso e textura fina, pode ser aplicado no rosto e no corpo. São oito cores diferentes que ajudam no momento de compor o visual mais irreverente. Para ressaltar o olhar dentro do espírito da festa, a pedida são as sombras flúor, que garantem um look contemporâneo. É importante ainda usar um fixador de sombra. O glitter também dá maior aderência e fixa de maneira uniforme, evitando que a sombra saia com o passar das horas. Complete a maquiagem com o Gloss Labial Shine, com perolas refletoras de luz. A maquiadora oficial da Dailus Color, Mirian Costa, dá uma dica importante para o dia seguinte: “A maquiagem no Carnaval é essencial para a diversão, mas nada de dormir com a maquiagem, é fundamental limpar bem a pele antes de dormir para não entupir os poros e deixar a pele com aspecto cansado e envelhecido” . Mais informações através do site www.dailus.com.br.

BELEZA NATURAL INDICA FLORES NOS CACHOS
Adriana Lobão, coordenadora técnica das cabeleireiras do Instituto Beleza Natural, sugere que as foliãs apostem em sombras em tons fortes como pink, amarelo, laranja, azul, turquesa e limão. A maquiagem neon, porém, deve ser usada com cuidado para não carregar o look.  Ela segue a tendência do equilibrio entre os contrastes, por exemplo, se você preferir destacar mais os olhos, indica evitar batons de cores vibrantes. “A melhor opção neste caso é o batom nude”, destaca Adriana. Nos cabelos, a tendência é usar flores ou headband para alegrar o visual. Outra opção são as tranças ou coques que também podem ser incrementados com as flores de tecido. Caso opte pelas tranças, use gel nos fios secos para fixar o penteado. Quem tem cabelo crespo ou ondulado e deseja deixá-lo solto na avenida, deve reforçar o uso de creme de pentear para definir os cachos, ensina.

PASSO A PASSO DE CARNAVAL COM NATÁLIA ANTUNES
A make up artist oficial da LUMI Cosméticos indica um passo a passo simples e com efeito sofisticado para os dias de folia, usando produtos da marca. Vai na mesma linha do BN, de olho tudo e boca nada, mas o olho não é colorido para constratar. A dica da make é para festa glamourosa:
1- Prepare a pele com base cremosa, corretivo e pó.
2- O blush  usado nessa make é o Verão Bronze.
3- Nos olhos, com a cor Marrom Siena, do Duo de Sombras, marque toda a pálpebra superior fazendo uma diagonal para dar o efeito mais puxado.
4- Com a Sombra Sol, do Duo, ilumine o canto interno dos olhos e sobre a Sombra Sol aplique a Sombra Brilho Dourada.
5- Use a sombra Bronze do Duo para iluminar embaixo das sobrancelhas.
6- Esfume o canto externo dos olhos com a cor Preta também do Duo de sombras.
7- Aplique o Delineador Preto em todo contorno dos olhos e capriche nas camadas de Máscara para Cílios Alongadora e à Prova d`água.
8- Nos lábios aplique o Brilho Labial Rosa Bailarina.
9- Faça uma trança nos cabeços a arrase no Carnaval!

Para saber detalhes dos produtos, acesse o site www.lumicosmeticos.com.br ou ligue no SAC da marca: (11) 3246 4664

LOOKS DA LIMITS PARA A FOLIA MASCULINA

A bermuda é a peça preferida dos homens para compor o visual e se diferenciar no mar de camisetas de camarotes e abadás de blocos no Carnaval. Em promoção nas lojas da Limits, as bermudas ganham novas propostas e releituras em tecidos leves e formas que priorizam o conforto, não aquecem e dão maior liberdade aos movimentos. Nas lojas da marca carioca no Shopping Iguatemi e Salvador Shopping, as bermudas ganham descontos progressivos: 10% na compra de uma peça; 20% em duas peças, 30% em três peças e 40% em quatro peças. Na linha surf, os preços reais vão de R$139,00 a R$159,00; nos modelos cargo os valores vão de R$179,00 a R$269,00; e as de surf sarja R$209.00.  Na linha surf, as bermudas ganham listras e estampas geométricas em tecidos acqualight que respiram e secam rápido. Já na linha Cargo, as bermudas são criadas com puro algodão, ganham bolsos utilitários e cores modernas. Para combinar com as bermudas, a Limits apresenta na sua coleção camisetas e regatas confortáveis e com estampas exclusivas, além de batas e camisas em tecidos leves e fluidos. Fechando as dicas, tênis, que também estão em promoção nas lojas da marca, com peças em diversas cores e modelos.

ROUPAS LEVES SÃO AS SUGESTÕES DA BRIX

A marca catarinense Brix traz diversas opções para quem quer curtir os dias de Carnaval, na avenida ou numa viagem de descanso durante o feriadão, sem perder o estilo. O clima quente e o agito da comemoração pedem roupas leves e super coloridas. A coleção de Verão 2011 da Brix oferece peças estampadas, lisas, com detalhes… É forte a presença do jeans e das cores alegres e vibrantes para homens e mulheres. Para os homens, as bermudas cargo em sarja de algodão, com bolsos laterais, nos tons preto, cinza, marrom ou estampa em xadrez são excelentes para aproveitar o dia-a-dia e o período de folia. Pólos listradas, camisetas com corte em V ou arredondado em tons de rosa, salmão, azul, cinza, branco e preto são as apostas da Brix. O portfólio feminino é composto por diversos modelos de shorts e saias. Seguindo as tendências, o jeans vem nas versões rasgadinho, com barra dobrada, boyfriend, cintura alta e algumas peças em sarja. Em cores fortes e vibrantes, como pink, azul e verde, há regatas e batinhas estilosas e versáteis. Vestidos curtos, tomara que caia, com mangas, lisos ou estampados completam as alternativas para festas privadas.
E para saber onde encontrar as peças, ligue no SAC BRIX: (11) 3073-1066

BERMUDA E SANDÁLIA, COMBINAÇÃO PERFEITA DA TIMBERLAND

A sugestão da Timberland é muito conforto para agüentar o pique dos dias de folia. A marca separou opções de sandálias outdoor e bermudas para serem usadas tanto de dia quanto à noite, na praia, campo ou atrás do trio. As bermudas de corte reto ou cargo, de sarja nas lavagens estonada, estão descoladas e ganham destaque na cores branca, areia, caqui escuro, azul marinho e cinza escuro. Já as famosas sandálias outdoor da marca, chegam nos modelos Nekkol e Trailray, que possuem diversas tecnologias que ajudam em atividades ao ar livre e também para o dia a dia, como palmilha anatômica em EVA para conforto dos pés, três pontos de ajuste em velcro e forração interna de neoprene. Apenas para os homens, o modelo River Dog, se diferencia pelo cabedal confeccionado em couro sintético, que não retém água. Todos as sandálias têm solado em borracha com tecnologia BSFP, o que aumenta a segurança e performance em terrenos acidentados ou molhados. Para detalhes e saber pontos de vendas visite o site www.timberland.com.br.

FANTASIAS PARA OS PETITS VIA CHICLETARIA

As opções de fantasias infantis da Chicletaria Moda Infantil para os petits que vestem até o numero oito incluem princesa, pirata, palhaço e até uma joaninha. As fantasias também possuem sapatos e acessórios, que são vendidos a parte. Os preços variam R$ 85 a R$ 170. E para saber detalhes e ver outros modelos, acessem o site www.chicletaria.com.br.

MAKE ALEGRE E DIVERTIDA É A APOSTA DE O BOTICÁRIO

O make up artist Sadi Consati, consultor da linha Intense, de O Boticário, dá dicas de cores intensas para brincar na rua e nos salões. Azul, roxo, vermelho e pink são os destaques da produção. “A maquiagem para o Carnaval pede uma intensidade de cores maior que o habitual. Minhas apostas são os olhos coloridos com azul e roxo dividindo a atenção com a boca vermelha ou pink. Você pode brincar com as cores da make sem ficar ‘over’. Tipo tudo ao mesmo tempo agora.”, define. Abaixo, um passo a passo do look criado por Sadi:

Para iniciar, faça uma preparação suave da pele com base, corretivo e pó.

Passo 1 (olhos fechados)

Aplique a sombra Cor 27 (roxa) em toda a pálpebra móvel, esfumando de dentro para fora e de baixo para cima até o côncavo. Deixe mais suave no côncavo do que na base dos cílios.

Passo 2 (olhos fechados)

Esfume com pincel de cerdas a sombra Cor 35 (azul) nos cantos externos dos olhos fazendo um ‘<’ ‘>’ de fora para dentro. Aplique a Máscara Para Cílios à Prova d’Água Preta na parte superior dos olhos e depois coloque cílios postiços. Faça um risco bem fino com Lápis Preto Cor 1 na base dos cílios.

Passo 3 (olhos abertos)

Na parte inferior, por fora (abaixo dos cílios, na pele) esfume com pincel de cerdas umedecido na água, a sombra Cor 35 (azul) de fora para dentro e a Cor 27 (roxo) de dentro para fora. Finalize com a Máscara Para Cílios à Prova d’Água Preta.

Passo 4 (rosto)

Nas maçãs do rosto esfume o blush Cor 1 (rosado) subindo com movimentos circulares em direção às têmporas. Faça uma aplicação suave, apenas para dar um ar de saúde. Para finalizar essa make super colorida aplique o batom Cor 27, um vermelho com fundo rosa/pink.

No site de O Boticário www.boticario.com.br, há o vídeo do passo a passo do look de Carnaval, bem como os nomes dos produtos usados, preços e tal. Mais informações podem ainda ser obtidas pelo telefone do Centro de Relacionamento com o Cliente O Boticário – 0800-413011 (chamada gratuita).

ALERTA SOBRE A RESPONSABILIDADE SEXUAL:

E depois da seleção de truques e beleza e dicas de adereços e adornos para o corpo durante o Carnaval, publico também as orientações do Instituto Kaplan, que lança um alerta aos jovens para que se previnam e tenham responsabilidade na hora da relação sexual. O Instituto, fundado desde 1991, oferece serviços de orientação e capacitação para adolescentes, jovens, educadores e profissionais que lidam com educação sexual. Além do uso da camisinha, que é o método mais eficaz na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e de uma gravidez indesejável, a diretora do Instituto Kaplan, Maria Helena Vilela, dá alertas sobre cuidados que não devem ser esquecidos durante a festa:

– “Nunca delegue o cuidado com o seu corpo. O corpo só tem um dono, e este é você. Quando você delega, o outro pode não priorizar os seus interesses;
– Só se previne quem tem convicção dessa necessidade. Busque informações sobre razões para se prevenir, sexualidade, prevenção, DST/Aids e métodos contraceptivos;
– Não faça qualquer negócio sexual no Carnaval. A auto-estima da mulher está condicionada a sua capacidade de despertar o interesse nos homens, principalmente, em festas como o Carnaval. Se achar que está invisível para os homens, mesmo assim, não faça nenhum acordo que possa te colocar em risco;
– Antes de cair na folia escreva uma lista com os nomes das pessoas que você considera importantes e que te amam. Isto ajudará você a não esquecer que é amada;
– Sei que é difícil, mas se for transar não beba. A bebida atrapalha o prazer e faz você esquecer seus limites;
– Nunca negocie o uso da camisinha na hora da transa. O tesão embriaga e lhe deixa entregue a sorte, ou azar!
– Conheçam a camisinha feminina. Ela é uma opção e já existem modelos mais simples que facilitam a colocação;
– Na falta da camisinha, você não precisa abrir mão do prazer sexual. O casal pode realizar práticas sexuais que não sejam de risco, como a masturbação simultânea entre os parceiros;
– Existem camisinhas de vários tipos e qualidades. Portanto, sempre haverá uma que se adeque a você;
– Sexo é uma brincadeira de verdade. Quando a gente se machuca, a cicatriz fica para sempre”.

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Mais um papo sobre a gravidez na adolescência

No post da série Saúde & Fitness deste domingo, abrimos espaço para um material do Instituto Kaplan sobre o Dia Mundial de Prevenção à Gravidez na Adolescência (comemorado ontem), tema que envolve saúde e comportamento. Pois bem, por questão de espaço, senão o post ia ficar gigante, não deu para colocar o artigo da Maria Helena Vilela, que segue publicado agora. Vale a pena ler as suas dicas de como os pais podem abordar a questão da educação sexual com os filhos adolescentes:

Uma conversa com os pais – gravidez na adolescência

*Maria Helena Vilela

O mito do sexo na adolescência
“Na adolescência não se deve fazer sexo, muito menos, as meninas”.  Este é um mito que caiu e, muitos pais ainda não se deram conta.  A pesquisa UNESCO em 2004 já identificava a média da idade da primeira relação sexual dos meninos por volta dos 14 anos e das meninas entre 15 e 16 anos. O sexo é uma função natural do ser humano que desperta na adolescência. Nesta fase, o corpo já consegue reagir aos estímulos sexuais, se excitar e provocar o desejo de ir mais adiante – transar. No momento, a realização do sexo é extremamente prazerosa e gratificante, independente do fato de ter sido realizado com ou sem segurança. Isto só começa a preocupar depois do fato consumado e passada a euforia da excitação. É muito difícil para o ser humano conseguir se negar a fazer sexo quando há estímulo e oportunidade de se seguir ir adiante. Mas, nossos adolescentes não são, apenas, um corpo! O adolescente é uma pessoa que tem uma determinada vivência, valores, crenças, e expectativas. Por outro lado, o sexo não é só prazer: é entrega e responsabilidade com a prevenção de gravidez e DST/Aids. E meus queridos pais, esta oportunidade existe! Mas, num ambiente liberal, numa idade em que os hormônios estão em alta e a curiosidade sexual é grande, esperar que nossos filhos resistam à motivação de fazer sexo é esperar que eles sejam super homens e as meninas super mulheres!

A solidão dos filhos
A maioria dos nossos filhos está só no quesito sexo. Todas as pesquisas sobre comportamento sexual dos jovens que tenho acesso mostram os pais como uma das últimas opções na busca de informações sobre sexo, e em contra partida, os sites eróticos e os que abordam a sexualidade, são cada vez mais procurados pelos jovens. A falta de diálogo com os pais é um ponto forte na vulnerabilidade dos adolescentes à gravidez na adolescência! Os estudos mostram que as meninas que conversam com seus pais sobre sexo, engravidam menos na adolescência do que aquelas que não têm esta mesma oportunidade. Muitas meninas desejam ir ao ginecologista, mas tem medo de pedir aos pais para fazer esta consulta. Assim, resolvem sem conversar com familiares ou consultar um médico, a contracepção ou a “não” contracepção que lhe convier, segundo a sua própria avaliação – alguém que está no início de sua estrada de vida e que pouco pode enxergar das consequências de se ter um filho na adolescência.

Vamos criar o “chega-te” com os filhos
Na minha terra, em Alagoas, a gente usa uma expressão abreviada de “saia para lá” (afastar alguém) que é “sai-te”. Outro dia, conversando com um cantor local muito perspicaz, perguntei se ele tinha um site, e ele, com o seu humor, em trocadilhos, me respondeu: não, estou construindo um “chega-te”.  E é este o convite que quero fazer a todos os pais, que cheguem mais perto de seus filhos. A adolescência apronta armadilhas difíceis de serem vencidas pelos jovens. Vários fatores contribuem para isto, mas, principalmente, em relação à gravidez, é muito importante que os adultos de sua confiança encarem a realidade atual da sexualidade na adolescência e promovam o diálogo como alguém que sabe ouvi-lo de verdade e respeite seus valores e atitudes. Seguem algumas dicas para os pais que queiram experimentar criar o movimento do “chega-te”:
·      Comente ou leia uma matéria sobre gravidez na adolescência com seu filho ou sua filha e pergunte se isto acontece entre os amigos deles;
·      OUÇA a opinião deles;
·      Conte para eles o que significava na sua época de adolescente, uma garota ficar grávida e o que acontecia com o casal adolescente;
·      FALE a sua opinião, justificando o seu ponto de vista e ao mesmo tempo preenchendo lacunas do pensamento deles;
·      Leve sua filha ao ginecologista e apóie o uso do método contraceptivo indicado;
·      Estimule seu filho a usar a camisinha, pois, esta é a única forma dele ter o controle sobre sua paternidade;
·      Fale dos seus sonhos profissionais em relação a eles, mostrando sua expectativa. Mas também ouça e respeite o sonho deles, ajudando-os a enxergar as vantagens e desvantagens que ainda não consigam ver.
·      Descubra e realize alguma coisa que você e seu filho(a) gostam de fazer juntos;
·      Conheça os amigos, ficantes e namorados e, os deixe lhe conhecer também.
·      Promova as informações sobre sexualidade e contracepção que os jovens precisam saber. Se não souber como conversar, indique a leitura de artigos. “Chega-te” e Boa sorte!

*Maria Helena Vilela é sexóloga e diretora do Instituto Kaplan – www.kaplan.org.br

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Especial Semana da Mulher: Sexo frágil e a Aids

Em 2010 o Dia Internacional da Mulher é um pouco mais especial porque a data completa 100 anos de sua criação. Não vou comentar a importância deste dia para as lutas femininas, pois já escrevi sobre isso no ano passado, no post “Por que existe Dia Internacional da Mulher?”. E também porque acredito, sinceramente, que quem questiona essa data não tem ideia do que seja história, preservação da memória, herança cultural e muito menos o que significa ser mulher nos dias de hoje ou no passado, quando a opressão machista sobre as nossas avós era muito maior. Este ano, ao invés de filosofar, reuni alguns artigos que foram enviados ao blog por especialistas de áreas diversas, – todos com autorização para publicação – que refletem sobre saúde, mercado de trabalho e comportamento das mulheres. A partir deste domingo e até o final da Semana da Mulher, cada dia publicarei um dos textos, assim, teremos muito material para reflexão e talvez desta forma, não seja mais preciso questionar a existência do 8 de Março. Espero que gostem!

E para começar a série, abaixo publico o artigo assinado por Maria Helena Vilela, do Instituto Kaplan. Confiram:

Centenário do Dia Internacional da Mulher – Sexo frágil e a Aids

*Maria Helena Vilela

As mulheres lutaram por seus direitos sexuais, pelo direito de estudar, desenvolver uma carreira profissional e conquistar sua autonomia econômica e pessoal. Não era assim até a época de minha mãe! D. Lenita, mesmo sendo uma mulher muito estudiosa, foi impedida de realizar seu sonho profissional – ser médica – porque, em Maceió, onde ela morava, ainda não havia faculdade de medicina. Para poder estudar, ela teria que ir para Salvador, e isso nem pensar! A moça só podia sair de casa, se fosse para casar. Estudar, formar-se, ganhar dinheiro e fazer escolhas era coisa de homem. Mulher tinha que ser dependente, submissa, inocente, e confiar no homem acima de qualquer coisa.

Hoje, a garota pode decidir sobre a sua vida e realizar seus sonhos. O mundo mudou bastante e a nossa realidade é outra, muito distante daquela que D. Lenita viveu. Mas, quando a questão é amor e sexo, a menina volta no tempo, e ainda se comporta submissa aos desejos do namorado e dependente da iniciativa dele para decidir, literalmente, sobre a sua vida – usar ou não a camisinha. É isto que se pode deduzir do crescente aumento da Aids nas jovens e das pesquisas que mostram a dificuldade de a garota negociar o uso da camisinha por medo de perder o namorado ou por medo de ser julgada “galinha”. Há meninas que não usam preservativo em nome do amor pelo namorado, acreditando que “quem ama confia”. Tais comportamentos fazem da mulher o verdadeiro sexo frágil.

Fragilidade – A infecção pelo HIV se dá pelo contato direto com o sangue, o sêmen e as secreções vaginais, e isto pode acontecer no sexo oral, mas principalmente, na relação vaginal e no sexo anal. O ânus e a vagina são órgãos muito vascularizados, revestidos por um tecido delgado chamado de mucosa. Na relação sexual, especialmente durante a penetração, o pênis provoca atrito na vagina ou no ânus, mesmo que a garota esteja lubrificada. Este atrito, por sua vez, causa micro-fissuras (aberturas muito pequeninas) nas paredes das mucosas, aumentando o risco de que o HIV presente no esperma entre na corrente sangüínea.

Além disso, a mulher é mais vulnerável à Aids, porque a menstruação aumenta o risco de contaminação. Quando a mulher está menstruada, o útero fica completamente desprotegido e exposto ao HIV, por causa da descamação de sua parede, característica da menstruação. Fazer sexo menstruada é “entregar o ouro para o bandido”, pois o vírus atinge a corrente sangüínea sem precisar fazer esforço.

Como se não bastasse tudo isso, o canal vaginal é um órgão interno, o que dificulta à mulher perceber qualquer alteração na vagina. Muitas vezes, ela só descobre que tem uma infecção, ou mesmo uma DST,  se consultar um ginecologista, ou quando a doença já está bastante adiantada. Uma infecção agrava ainda mais a fragilidade da parede vaginal, aumentado a vulnerabilidade da mulher à Aids.

Meninas, fiquem espertas! Se existe sexo frágil, estes são o sexo anal e o vaginal, quando o assunto é Aids. Portanto, alguns cuidados são fundamentais:

– Usar camisinha em todas as relações sexuais;
– Fazer a higiene da vulva com água e sabonete, pelo menos uma vez por dia;
– Não ter relação sexual desprotegida, enquanto estiver menstruada;
– Consultar o ginecologista pelo menos uma vez no ano, mesmo que não esteja sentindo nada.

Meninas, sejam donas de seu corpo! Estejam atentas ao que seu corpo precisa e fiquem fora desta estatística da Aids. Quem se ama, se cuida!

*Maria Helena Vilela é diretora do Instituto Kaplan de Sexualidade Humana

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Uma conversa sobre Aids, Carnaval e juventude

Durante estes dias de cobertura carnavalesca pela mídia, ouve-se muito falar em Aids e fala-se muito da importância da camisinha, principalmente porque o Carnaval é uma festa que tem fama de mais permissiva. Toda a ênfase no beijar na boca, na “ficação”, no curtir o momento, todo o mito da máscara e do não saber como e com quem, é excitante, sem dúvida. Existe um fetiche na “festa da carne”, isso é inegável e a intenção aqui não é ser moralista. Sexo é bom sim, mas quando feito com consciência, ainda fica melhor. Quando digo consciência, quero enfatizar o conhecimento do próprio corpo, das próprias necessidades e também das necessidades da pessoa com quem compartilhamos esse momento, seja parceiro (a) fixo ou não.

Embora se divulgue mais a escalada da epidemia de Aids entre os brasileiros em datas especiais, perto do Carnaval ou no Dia Mundial dedicado a conscientização sobre a doença, por exemplo, os números não são fantasia e nem estratégia de marketing para comover. Eles refletem a condição de milhares de pessoas reais. Liberar a informação perto ou durante o Carnaval, acredito, tem intenção de aproveitar sim que as pessoas estão focadas no sexo, mas ainda assim, os fatos existem, a epidemia existe, continua a crescer silenciosamente e atinge uma faixa etária cada vez menor.

Segundo o último boletim que recebemos (via email) do Ministério da Saúde, na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres.  Dos 20 aos 24 anos, a divisão por gênero é semelhante e atinge tanto eles quanto elas (independente da orientação sexual) em percentagens iguais. Já entre os homens jovens, ainda segundo o MS, há maior incidência de infecção nas relações homossexuais. Vê-se com isto que a Aids nunca foi uma doença restrita a um gênero ou opção sexual, mas é alarmante o fato de tanta gente jovem adquirir o vírus. É falta de campanha? Acredito que não é só isso. Ainda assim, este ano, o foco da campanha pró-camisinha do MS durante a folia de Momo tem como alvo os jovens.

Acredito que, além da necessidade de se divulgar com mais frequência os números e as estratégias de prevenção, existe também uma falta de consciência corporal, um excesso de fé no outro (principalmente daqueles que tem parceiro (a) fixo), uma grande subserviência das mulheres (que ainda não aprenderam a agir de igual para igual com seus parceiros na relação) e, diante de tantos jovens ainda em tenra idade contaminados, um desejo até meio mórbido de desafiar a morte e dizer: “comigo não acontece”. Só que pode acontecer. E, até o momento, ainda não inventaram método mais simples de prevenção do que a camisinha.

Outro dia, respondi um comentário de alguém que dizia não gostar de sexo com camisinha. Ela revelava que não conseguia sentir prazer com a camisinha, mas acredito que sentir ou não prazer em uma relação está além da camisinha, porque está além da penetração. Cada casal deve buscar nas suas preferências e práticas, fazer o joguinho de sedução, caprichar nas preliminares, descobrir outras zonas de excitação no corpo do parceiro (a), para não limitar o sexo só ao ato da penetração. Ser criativo na vida é fundamental e o sexo faz parte disso. Então, para mim, esse aumento do número de casos de Aids entre gente jovem demais, ou de HPV, ou de outras doenças sexualmente transmissíveis (e aqui vale lembrar que a Aids se transmite por outros meios que não apenas o sexo), tem um pouco também de relação com falta de maturidade para gerenciar uma vida sexualmente ativa.

Os jovens se iniciam no sexo mais cedo, mas não estão preparados para administrar a situação, negociar o uso do preservativo, ainda não possuem aquela consciência corporal que já falei acima, as meninas mais novas são ainda mais vulneráveis à vontade do parceiro, sobretudo nas relações heterossexuais, que é onde a carga machista da sociedade traz toda aquela ideia de que a iniciativa é deles e só deles e que elas devem se submeter, espera-se até que se submetam. Creio que tudo isto ocorre porque a adolescência (e são pessoas de 13 a 19 anos se contaminando), é uma idade de tantas incertezas em tantas áreas da vida, porque não seria neste fator, o sexo?

Os pais, a escola, a sociedade, todos precisam atentar para o fato de que existe um alerta (e não é dos números do Ministério da Saúde) quando tantos jovens se contaminam em tão grande proporção com o vírus da Aids. Existe um alerta que perpassa a educação recebida em casa, a educação recebida na escola, a falta de diálogo, a erotização precoce de crianças que sequer foram alfabetizadas ainda mas estão expostas a letras de música e programas na tv acima da sua capacidade de compreensão. É uma cruzada social impedir que tantas vidas precoces se comprometam com algo tão complexo quanto ser portador de HIV. Todos, de alguma forma, temos de contribuir!

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Confira a íntegra do Boletim do Ministério da Saúde divulgado em fevereiro:

*Epidemia de Aids atinge jovens entre 13 e 19 anos

Mariângela Simão, do Ministério da Saúde. Crédito da imagem: Agência Brasil

Os números mais recentes da Aids no Brasil mostram que a epidemia, na década de 2000, comporta-se de forma diferente entre os jovens. Na população geral, a maior parte dos casos está entre os homens e, entre eles, a principal forma de transmissão é a heterossexual.

Considerando somente a faixa etária dos 13 aos 24 anos, a realidade é outra. Na faixa etária de 13 a 19 anos, a maior parte dos registros da doença está entre as mulheres. Entre os jovens de 20 a 24 anos, os casos se dividem de forma equilibrada entre os dois gêneros. Para os homens dos 13 aos 24 anos, a principal forma de transmissão é a homossexual.

Diversos fatores explicam a maior vulnerabilidade dos jovens para a infecção pelo HIV. Entre as meninas, as relações desiguais de gênero e o não reconhecimento de seus direitos, incluindo a legitimidade do exercício da sexualidade, são algumas dessas razões.

No caso dos jovens gays, falar sobre a sexualidade é ainda mais difícil do que entre os heterossexuais. “Eles sofrem preconceito na escola e, muitas vezes, na família. Isso faz com que baixem a guarda na hora de se prevenir, o que os deixa mais vulneráveis ao HIV”, explica Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Feminização – O aumento de casos de Aids entre as mulheres se deu em todas as faixas etárias. Em 1986, a razão era de 15 casos em homens para cada um caso em mulheres. A partir de 2002, a razão de sexo estabilizou-se em 15 casos em homens para cada 10 em mulheres. Na faixa etária de 13 a 19 anos, o número de casos de Aids é maior entre as mulheres jovens. A inversão apresenta-se desde 1998, com oito casos em meninos para cada 10 casos em meninas.

Entre 2000 e junho de 2009, foram registrados no Brasil 3.713 casos de Aids em meninas de 13 a 19 anos (60% do total), contra 2.448 em meninos. Na faixa etária seguinte (20 a 24 anos), há 13.083 (50%) de casos entre elas e 13.252 entre eles. No grupo com 25 anos e mais, há uma clara inversão – 174.070 (60%) do total  de 280.557 de casos são entre os homens.

A Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira, lançada pelo Ministério da Saúde em 2009, também ajuda a explicar a vulnerabilidade das jovens à infecção pelo HIV. De acordo com o estudo, 64,8% das entrevistadas entre 15 e 24 anos eram sexualmente ativas (haviam tido relações sexuais nos 12 meses anteriores à pesquisa). Dessas, apenas 33,6% usaram preservativos em todas as relações casuais, que são as que apresentam maior risco de infecção.

Nos homens, 69,7% dos entrevistados eram sexualmente ativos. Entre eles, porém, o uso da camisinha é maior: 57,4% afirmaram ter usado em todas as relações com parceiros ou parceiras casuais.

Homossexuais – Na faixa etária de 13 a 19 anos, entre os meninos, houve mais casos de Aids por transmissão homossexual (39,2%) do que heterossexual (22,2%), no ano de 2007. Essa tendência é diferente do que ocorre quando se observa todos os casos de Aids adquiridos por transmissão entre homens – 27,4% homossexual e 45,1% heterossexual.

Nas escolas – O carro-chefe das ações de prevenção à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis é o programa Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação. Criado em 2003, o SPE tem como objetivo central desenvolver estratégias para redução das vulnerabilidades de adolescentes e jovens. As ações se dão de forma articulada entre escolas e unidades básicas de saúde. Hoje, 50.214 escolas de todo o país participam do programa.

A iniciativa trabalha a inclusão, na educação de jovens das escolas públicas, dos temas saúde reprodutiva e sexual. O SPE reúne ações que envolvem a participação de adolescentes e jovens (de 13 a 24 anos), professores, diretores de escolas, pais dos alunos, e gestores municipais e estaduais de saúde e educação. É no âmbito deste programa que se disponibiliza preservativos nas escolas.

*Fonte: Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde – Brasília

Saiba mais:

Para ver material da campanha do MS durante o Carnaval, que este ano está focada nos adolescentes, visite: www.aids.gov.br.

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