Saúde & Fitness: Por que é tão difícil mudar o estilo de vida dos pacientes hipertensos?

Essa semana, um colega de trabalho, na casa dos vinte e poucos anos, teve uma crise hipertensiva e precisou voltar mais cedo para casa. Quando ele me contou que sofria de “pressão alta”, e nem tem 25 anos ainda, não acreditei! A verdade é que a doença ataca cada vez mais cedo e requer cuidados. Pensando nesse conhecido, que tão jovem já precisará adotar um novo estilo de vida, selecionei para a coluna Saúde & Fitness deste domingo, uma reportagem sobre a hipertensão. Confiram:

*Por que é tão difícil mudar o estilo de vida dos pacientes hipertensos?

“Mas eu nunca tive pressão alta…”,  afirmam muitos pacientes, como se nascessemos hipertensos… E não o contrário, como se não nos tornássemos hipertensos, ao longo de nossas vidas.

“Saber-se hipertenso pode trazer consigo uma sensação de fragilidade e desamparo diante de uma condição incurável, onde teremos que tomar medicamentos para o resto de nossas vidas”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional, em São Paulo.

É compreensível que o ser humano se sinta extremante inconformado com as limitações impostas pelas doenças crônicas. Isso ocorre com o diabetes, com a obesidade e também com a hipertensão arterial.

“Há um estágio inicial, após o diagnóstico, em que as pessoas até tentam seguir as orientações médicas. Mas, com o passar do tempo, o ânimo inicial cede lugar para o cansaço, a dieta restrita em sal, tão importante para o tratamento eficaz, já não é seguida à risca, o uso comedido do álcool sucumbe ao abuso. A prática de atividade física e a suspensão do tabagismo parecem muito difíceis de serem implementadas. “Há uma rebeldia ou uma total negligência aos detalhes já bem reconhecidos como protetores ou facilitadores do tratamento”, diz a endocrinologista.

“Nesse momento, é muito importante que esse paciente possa contar com um médico que possa ser acolhedor o bastante e esclarecedor o suficiente para dar a esse paciente a chance de optar pelo tratamento de maneira bem amadurecida”, alerta Ellen Paiva.

Mudanças que não assustam – Realmente, devemos ser realistas. A vida não poderá mais ser como antes… Mas ela pode ser muito melhor do que antes, se formos maduros e estivermos engajados no nosso próprio tratamento. “Além disso, quando um paciente, na faixa dos  45 – 55 anos fica hipertenso, já não seria em boa hora para ele começar a cuidar melhor do seu peso e da sua ingestão de sal? Já não está na hora de parar de fumar, beber menos, se exercitar mais e finalmente adotar um estilo de vida mais adequado à sua idade?”, questiona a médica.

Os medicamentos para o tratamento da hipertensão arterial estão numa fase de avanço tecnológico que dificilmente não conseguimos normalizar a pressão de um paciente. “Entretanto, mesmo com uma pressão arterial normal, com o uso de vários medicamentos hipotensores, um paciente obeso, sem atividade física, que beba muita bebida alcoólica e/ou fume, poderá não se livrar das complicações crônicas da hipertensão, como o infarto e o derrame. Assim, essas mudanças de hábitos do paciente hipertenso são tão importantes para o tratamento da doença como os medicamentos hipotensores disponíveis no mercado”, destaca a diretora do Citen.

Hoje, para enfrentar qualquer doença crônica que exija mudanças de hábitos, ninguém vai encontrar facilidades. “Mas, o que esses pacientes, muitas vezes, não sabem é que o tratamento eficaz das condições clínicas associadas a estas doenças crônicas é o que garante a normalidade da vida, a coexistência pacífica com a doença”, destaca a endocrinologista.

Saiba mais:

No site – www.citen.com.br

Via Twitter – @Citensp

Por email – [email protected]

*Texto de Márcia Wirth, enviado ao blog pela MW- Consultoria de Comunicação

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Saúde & Fitness: “Osteoporose”

Quando eu tinha 16 anos, minha avó materna morreu de complicações decorrentes de uma queda, quando fraturou o fêmur direito. Ela estava com 87 anos. Recentemente, uma conhecida de uma das minhas tias, na faixa dos 75 anos, teve uma fratura porque estava sentada no banco do carona, no carro do filho, e esqueceu de afivelar o cinto de segurança. O motorista distraiu-se conversando com sua mãe, não viu um quebra-molas e o solavanço foi o suficiente para a senhora sofrer uma fratura no osso do cóccix. Nos dois casos, o diagnóstico foi osteoporose. Com base nesses dois exemplos próximos e para ajudar outras pessoas a compreenderem a doença, separei hoje para a série Saúde & Fitness, um texto sobre a osteoporose: diagnóstico e prevenção. O material foi elaborado pela jornalista Márcia Wirth, da MW Comunicação, com base em entrevista com o reumatologista Sergio Lanzotti, diretor do Iredo (Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares). Logo no final do texto, há ainda os links com o site do Iredo, blog e twitter do Dr. Lanzotti. Confiram:

*Osteoporose: doença associada à longevidade, que pode ser prevenida
Com o aumento da expectativa de vida, osteopenia e osteoporose  passaram a fazer parte do nosso vocabulário

Uma pesquisa feita com 174 idosos atendidos em vários hospitais do Rio de Janeiro, pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, concluiu que mais da metade dos pacientes que sofreram fraturas decorrentes de quedas acidentou-se dentro de casa. O banheiro é o cômodo mais perigoso: 18% caíram nesse local. Do lado de fora, no quintal, a taxa foi maior (24%). A rua também representa um risco para a população nessa faixa etária: 41% das fraturas ocorreram fora de casa. Das vítimas, 74 tinham mais de 76 anos de idade, sendo que as mulheres foram muito mais afetadas do que os homens – 130 a 44.

É sabido que os adultos acima de 65 anos são mais suscetíveis a fraturas devido à estrutura esquelética debilitada, fraqueza muscular e diminuição da acuidade visual. Realizar atividades de baixo impacto – como caminhar e dançar -, alimentar-se bem, tomar sol ocasionalmente, evitar o tabagismo e o excesso de álcool são medidas que diminuem as taxas de osteoporose e, em consequência, as fraturas. “Há 30 anos atrás, quase ninguém falava em osteoporose. Hoje, com o aumento da expectativa de vida mundial, a doença transformou-se em tema de discussão constante. Isso porque as fraturas – principal problema causado pela osteoporose – estão ocorrendo com maior freqüência. As pessoas estão vivendo mais e, conseqüentemente, seus ossos se tornam mais susceptíveis ao desgaste”, explica o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, diretor do Iredo, Instituto de Reumatologia e Doenças Osteoarticulares.

A osteoporose é uma doença que está relacionada com o envelhecimento. Entre 1998 e 2008, a expectativa de vida do brasileiro passou de 69 anos para 72 anos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), homens e mulheres passaram a viver mais. As previsões indicam que, mantida a trajetória atual, em 2040, o Brasil alcançará o patamar dos 80 anos. Antes disso, porém, em 2030, a presença de idosos na população como um todo será quase idêntica à dos jovens.

Osteopenia x osteoporose

Com o aumento da expectativa de vida, osteopenia e osteoporose  passaram a fazer parte do nosso vocabulário. Muitos ouvem o diagnóstico destas doenças e, mesmo sem compreender muito bem a gravidade da situação, têm a noção de que elas estão relacionadas à presença de ossos frágeis e propensos à fratura. “Quem tem osteoporose pode fraturar um osso simplesmente tossindo, espirrando ou mudando de posição bruscamente”, alerta Sérgio Lanzotti.

Quando falamos em osteopenia e osteoporose, o melhor é conhecer os causadores destas doenças para prevenir seu aparecimento. “Apostar na orientação e na disponibilização de informações é muito importante. É papel do médico alertar seus pacientes sobre a osteoporose. Em minha experiência clínica, pude constatar que, quando os pacientes não são bem orientados sobre a doença, logo abandonam o tratamento”, destaca o diretor do Iredo.

Osteoporose e sua prevenção

A osteopenia é a redução progressiva do cálcio dos ossos, que ao evoluir para graus maiores de gravidade leva à osteoporose. Ocorre por uma infinidade de causas, sendo as mais freqüentes: o climatério e a progressiva redução do hormônio feminino; o uso, a médio e longo prazos, de medicamentos, entre eles os glicocorticóides, os hormônios tireoideanos e alguns anticonvulsivantes; o alcoolismo; a imobilização prolongada e algumas doenças reumatológicas e endócrinas. Há ainda uma forte incidência familiar. Embora mais freqüente na mulher, a osteoporose também acomete o sexo masculino.

A osteoporose é uma doença prevenível. A prevenção envolve alimentação saudável; exercícios físicos regulares; exposição ao sol; proteção medicamentosa dos ossos durante o uso prolongado de glicocorticóides e anticonvulsivantes; a polêmica terapia de reposição hormonal na menopausa; a correta reposição de hormônios tireodeanos; o consumo de álcool com moderação; a interrupção do fumo e a implementação de exames médicos de rotina e de procedimentos que evitem quedas.

Assegurando o aporte de cálcio

A alimentação é uma arma poderosa no combate à osteoporose. Ela garante um aporte adequado de cálcio para a mineralização óssea durante praticamente toda a vida. Após a menopausa, a redução do hormônio feminino provoca a perda de cálcio no corpo feminino e pode haver necessidade de suplementação do mineral, nesta etapa da vida.

Além disso, com o envelhecimento, em ambos os sexos, há uma progressiva redução na absorção de cálcio. Com o avançar da idade, a suplementação deste mineral pode prevenir a perda óssea e aumentar a densidade mineral óssea. “Entretanto, se já houver osteoporose manifesta, essa medida deve ser associada ao uso de medicamentos para evitar a perda progressiva ou até mesmo propiciar o ganho de massa óssea”, explica o especialista em reumatologia.

De uma maneira geral, a suplementação de cálcio deve ser de 1000 a 1500mg de cálcio elementar/dia, após a menopausa, na mulher, e após os 60 anos, no homem. “Um cuidado especial deve ser observado em relação às pessoas com propensão a perda de cálcio pela urina e aos formadores de cálculos, pois, nesses casos, a administração do cálcio é contra indicada. Na impossibilidade da suplementação de cálcio, os laticínios são as melhores fontes de cálcio da dieta. O iogurte (400mg em 200ml), o leite (300mg em 200ml) e o queijo (400mg em 150g) devem fazer parte do cardápio destas pessoas”, explica Sérgio Lanzotti.

Além dos problemas com a absorção do cálcio, com o avançar da idade há redução dos níveis de vitamina D no sangue, fator que agrava ainda mais a absorção de cálcio pelo organismo. Pessoas com mais de 60 anos, geralmente, se beneficiam com a suplementação da vitamina D, principalmente se cronicamente enfermos ou se vivem em “casas de repouso”.

Prática de exercícios

Os exercícios de carga são efetivos para manter ou aumentar a densidade mineral óssea na coluna lombar e no quadril. “As recomendações médicas incluem também caminhadas, exercícios aeróbicos de pequeno e médio impacto e de resistência, quando tolerados”, diz Lanzotti.

Exercícios regulares também aumentam a massa e a força muscular, melhoram a coordenação e o equilíbrio e têm sido responsáveis pela redução em 25% do risco de quedas em idosos. Os exercícios que não utilizam a força da gravidade como os realizados na água – hidroginástica e natação – apesar de muito bons para o condicionamento físico e cardiovascular, não são benéficos para a prevenção e o tratamento da osteoporose.

Prevenção de quedas

A prevenção de quedas é importante na redução do risco de fraturas e inclui medidas que interferem em algumas incapacitações como alterações visuais; hipotensão postural e tonturas; fraqueza muscular; e o excesso de medicamentos que podem alterar o estado cognitivo e o equilíbrio. “A adequação dos ambientes com iluminação adequada, a instalação de corrimões em escadas e banheiros e o uso de calçados adequados auxiliam o tratamento preventivo”, afirma o reumatologista Sérgio Lanzotti.

Controle da doença

O controle da doença é feito por meio de exames laboratoriais e da densitometria óssea, exame que consegue medir exatamente a quantidade de cálcio perdida e a evolução da recuperação óssea. “Além da suplementação de cálcio e vitamina D e das demais medidas preventivas descritas anteriormente, contamos também com vários medicamentos que tornam possível a melhora da massa óssea e, mais importante do que isso, a redução do risco de fraturas”, explica o médico.

Serviço:

Onde saber mais sobre o tema?

Site do Iredo – Instituto de Reumatoligia e Doenças Osteoarticulares:  www.iredo.com.br

Blog Vivendo Sem Dor:  vivendosemdor.wordpress.com  http://vivendosemdor.wordpress.com

Twitter do Dr. Sergio Lanzotti: twitter.com/sergiolanzotti

*Material elaborado pela jornalística Márcia Wirth, da MW Consultoria de Comunicação, empresa especializada em assessoria de comunicação para a área de saúde.

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Alimentos integrais são base de reeducação alimentar

*Texto da jornalista Giovanna Castro

Já perdi as contas de quantas vezes ouvi que o segredo da boa forma é a combinação da alimentação saudável com atividade física e uma certa ajudinha da genética. No meu caso, dei uma certa sorte com meus gens porque não tenho tanta tendência a ganhar mesmo, ainda que isso tenha ocorrido naturalmente com o passar dos anos. Incomodada com esse pequeno excesso, fui procurar um nutricionista que me passou o que ele chamou de reeducação alimentar, que não chega a ser uma dieta, mas é uma nova forma de encarar os alimentos.

Pão integral é segredo para segurar a fome

Na minha “dieta”, o nutri pesou a mão nos alimentos integrais, nas frutas e saladas. Deixei bem claro para ele que minha vida corrida não permitiria grandes mudanças e fui atendida, apesar de algumas pessoas considerarem que minha receita é bem radical. O reforço começa com o café da manhã que não pode mais ser ignorado como sempre fiz por quase toda minha vida. Antes, eu saía de casa com fome e comia qualquer coisa no trabalho acompanhado de um café expresso cuja força era amenizada por um pouco de água morna.

Além de todas as mudanças, foi esta que mais me causou prazer e conforto, porque hoje em dia me sinto bem em sair de casa alimentada, apesar de não comer muito, afinal são somente duas fatias de pão integral, uma castanha do pará e uma mistura de suco de couve com fruta cítrica, que achei que fosse odiar, mas que não é nada demais.

É impressionante como os alimentos integrais nos fazem sentir menos fome. Depois de tomar café, faço meu lanche geralmente com uma fruta e depois almoço um prato com metade salada, metade feijão e arroz, com uma carne que só pode ser branca, ou seja, frango ou peixe. O macarrão é permitido apenas uma vez por semana e mesmo assim integral. Nada de frutos do mar, achocolatados, chocolate, queijos e gorduras. Lanche à tarde novamente e frutas ou salada de frutas à noite.

Prato cheio de folhas verdes é fonte de ferro e saúde

O mais curioso de tudo para mim, no entanto, foi uma vitamina que ele prescreveu para ser tomada toda noite antes de dormir. Eu faço com banana, mas poderia ser mamão e maçã, com leite e quatro farinhas (gérmen de trigo, farelo de trigo, aveia e linhaça). O efeito é bom, satisfaz aquela fominha da noite e faz o intestino funcionar muito bem.

É claro que cada pessoa deve procurar ajuda especializada se sentir necessidade de mudar hábitos alimentares ou perder peso. Para mim, esta fórmula está dando certo porque já começo a ouvir das pessoas elogios sobre minha silhueta, que já começa a voltar a ser como era, com aquela forte ajuda também das sequências do Pilates. E sem grandes sacrifícios!

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Saiba o que comer para sobreviver ao Carnaval II

Recebemos mais dicas de receitas para manter uma alimentação saudável durante e após o gasto de energia do Carnaval. Desta vez, o cardápio foi preparado pelas nutricionistas de rede Mundo Verde, especializada em alimentos naturais e orgânicos. O bacana é que a equipe oferece também dicas de alimentos para crianças, além de algumas sugestões de comidinhas práticas de carregar, que podem ser levadas para reabastecer as forças em plena folia:

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>>Saiba o que comer para sobreviver ao Carnaval

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*Carnaval Saudável

Quem quer fazer bonito na avenida, nos blocos, nos clubes e na praia neste Carnaval deve começar a se preparar. Para cair na folia, sem esquecer da saúde, as nutricionistas da rede MUNDO VERDE prepararam um desfile de sugestões para animar qualquer folião, sem deixar que tudo se acabe em cinzas na quarta-feira. “Antes de sair para o carnaval, prefira alimentos  energéticos e de digestão mais fácil. Barra de cereais, frutas secas e sanduíches de pão integral com folhas e queijo branco são uma ótima opção”, explica a nutricionista Flávia Morais.

Ela também sugere alimentos energéticos que podem ser levados sem culpa para manter a alegria e a disposição durante a festa. “São alguns alimentos práticos e saudáveis, que cabem em qualquer bolsa e podem ser levados para a folia, como barras de cereais, carboidrato em gel, água de coco em caixinha, bananadas sem açúcar, frutas desidratadas, como a uva-passa ou damasco”, explica.

A nutricionista da rede adverte que é preciso ter cuidado com o abuso de bebidas energéticas e isotônicas. “Os energéticos, por terem cafeína, se usados em excesso podem causar taquicardia. Já os isotônicos podem sobrecarregar a função renal”, esclarece. Algumas sugestões de energéticos naturais são Açaí com Guaraná e Suco de Frutas com Clorofila.

“A regra é moderação, consumo razoável, sem exageros. Os principais problemas que ocorrem durante as festas de fevereiro são decorrentes do excesso de álcool e da má alimentação. Por isso, o ideal é manter-se hidratado, beber muita água, suco natural ou água de coco, antes durante e depois da folia. A água de coco, além de nutritiva, hidrata e tem baixo valor calórico”, explica Flávia.

Se optar por bebida alcoólica, é preciso procurar intercalar cada copo de bebida com um copo de água. “Assim o corpo ficará hidratado e dificilmente a pessoa irá se embriagar e ter ressaca no dia seguinte”, acrescenta a nutricionista. Ela também alerta: alimentos gordurosos devem ser evitados, já que podem causar indisposição.

>>Confira dicas de alimentos que podem ser levados sem culpa para a folia:

– Barras de cereais – possuem carboidratos, fibras, vitaminas e sais minerais e ajudarão o folião a manter a energia;

– Carboidratos em gel – uma forma prática de consumo de carboidratos, que são o combustível ideal para o corpo. “Não pesam no estômago e possuem rápida absorção, além de ser ótimos para manter o rendimento do organismo durante a folia”, afirma a nutricionista;

– Bebidas isotônicas – ricas em sais minerais e carboidratos de rápida absorção, além de hidratar a refrescar o corpo, ajudam a repor os sais minerais perdidos pelo suor e ainda fornecem energia extra para o folião; Prefira a água de coco, uma opção de isotônico natural;

– Frutas desidratadas, como a banana passa – uma forma prática e saborosa para proporcionar carboidratos, vitaminas e sais minerais ao organismo;

– Guaraná – um fitoterápico estimulante, ajudará o organismo a recuperar a energia. “Mas é preciso evitar o consumo de guaraná associado a bebidas alcoólicas e os hipertensos devem evitar o uso”, destaca a nutricionista.

– Ginseng –  uma raiz tonificante, dá mais disposição e energia. Em pó pode ser adicionado a sucos e vitaminas.

>>Veja sugestões para desintoxicar o organismo:

A principal dica é alimentar-se com sucos, frutas e sopas leves e beber bastante líquido. A alimentação deve privilegiar os alimentos integrais, para ajudar na desintoxicação, como arroz integral, feijão azuki, hambúrguer de tofu/quinua grelhado, panqueca de ricota com espinafre ou de cenoura, quibe com tofu, quiche de legumes e leguminosas (lentilhas, ervilha, grão de bico, soja).

“Incluindo no cardápio esses alimentos, os foliões poderão repor os nutrientes – minerais, vitaminas e aminoácidos – necessários para combater o desgaste físico e desintoxicar o organismo”, afirma Flávia Morais. Ela dá algumas sugestões de alimentos que não podem faltar na mesa do folião após a festa:

– Chá Verde – Com seu efeito estimulante e antioxidante, ativa o sistema imunológico e ajuda a prevenir doenças cardíacas e circulatórias. O consumo diário desse chá diminui as taxas do LDL (colesterol que faz mal à saúde) e fortalece as artérias e veias;

– Quinua Real – Originário dos Andes bolivianos, é um cereal selecionado pela Nasa para alimentar os astronautas em vôos de longa duração. Seu valor nutritivo só se compara ao leite materno, como um dos alimentos mais balanceados e completos do planeta;

– Suco de uva orgânico – A bebida 100% natural, encontrada na rede Mundo Verde, fornece energia e combate o desgaste físico.

– Suco de clorofila – Excelente fonte de antioxidantes, repõe minerais e vitaminas necessários para combater o desgaste físico. Batido com água de coco, além de saboroso, ajuda na hidratação.

CARDÁPIO PRÉ-FOLIA PARA HOMENS E MULHERES:

Café da manhã
Salada de frutas com granola e mel

Lanche da manhã
Castanha-do-pará com amêndoas

Almoço
Salada de vegetais folhosos, temperada com um fio de azeite de oliva extravirgem
Arroz integral
Feijão azuki
Filé grelhado de peixe ou frango temperado com ervas finas

Lanche da tarde
Vitamina energética
Ingredientes
1 copo duplo (250ml) de extrato de soja já pronto
1 unidade de banana prata
1 colher (sopa) de aveia em flocos finos
1 colher (chá) de guaraná em pó
Mel orgânico a gosto

Modo de Preparo
Bater todos os ingredientes no liquidificador. Servir com cubos de gelo.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 245 Kcal

Comentários nutricionais: O guaraná em pó é rico em cafeína, um potente estimulante do sistema nervoso central. É altamente energético, deixando o organismo em estado de alerta. Condição importante para aproveitar a folia e driblar o cansaço.

Jantar
Sanduíche Natural
Ingredientes:
– 2 fatias de pão de forma integral
– 50g de queijo minas
– 1 colher (sobremesa) de maionese vegetal
– 1 pepino pequeno em conserva, de preferência orgânicos
– ½ cenoura pequena, de preferência orgânica
– 1 colher (chá) de pimentão vermelho, de preferência orgânico
– 1 colher (chá) de cebola picada, de preferência orgânica
– 1 colher (sopa) de azeite de oliva extravirgem orgânico
– 1 colher (chá) de salsinha desidratada
– 1 colher (chá) de cebolinha desidratada

Modo de preparo:
Cozinhar a cenoura, o pimentão e a cebola. Escorrer os vegetais e deixar esfriar. Bater no liquidificador o azeite, a salsinha, a cebolinha e a maionese vegetal. Passar esta mistura nas fatias de pão e rechear com os vegetais, o pepino em rodela e o queijo minas.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 364 Kcal por porção

Comentários nutricionais: O pão de forma integral é fonte de carboidratos que fornecem o principal combustível para fornecimento de energia para nossas células, a glicose. O azeite de oliva extravirgem, além de fornecer calorias extras, é fonte de gorduras monoinsaturadas.

CARDÁPIO PRÉ-FOLIA PARA CRIANÇAS:

Café da manhã
Pão de forma integral
Tahine (creme de gergelim)
Suco de soja
Fruta

Lanche da manhã
Barra de cereais

Almoço
Macarrão integral ao molho de proteína texturizada de soja
Salada bicolor (cenoura e beterraba raladas)

Lanche da Tarde
Suco de frutas
Ingredientes
– 4 rodelas de abacaxi
– ½ unidade de maçã
– 1 colher (sopa) de mel orgânico

Modo de Preparo:
Bater todos os ingredientes no liquidificador. Servir com cubos de gelo.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 115 Kcal

Comentários nutricionais: O mel é um alimento altamente energético. Possui propriedades estimulantes do sistema de defesa do organismo. Fonte de vitaminas do complexo B e de sais minerais.

Jantar
Sanduíche Colorido
Ingredientes
– ½ pão sírio integral
– 2 rodelas de tomate, de preferência orgânico
– 1 folha de alface, de preferência orgânica
– 1 colher (sopa) de tofu temperado com ervas em cubos
– 1 colher (sobremesa) de pasta de soja sabor cenoura
– 1 colher (chá) de semente de gergelim branco

Modo de preparo
Abrir o pão sírio em duas partes. Em uma parte passar a pasta de soja, acrescentar a alface, o tomate, o tofu e a semente de gergelim. Enrolar o sanduíche para dar a forma de cone.

Rendimento: 1 porção
Valor Calórico por porção: 135 calorias

Comentários nutricionais: A semente de gergelim branco é uma excelente fonte de energia e cálcio, mineral importante para a contração muscular, crescimento e desenvolvimento dos ossos e dentes em crianças. O tofu é um queijo à base de soja, sendo pobre em gordura e rico em fibras, vitaminas e minerais.

*Fonte: Natalia Lautherbach – nutricionista da rede Mundo Verde

CARDÁPIO PÓS-FOLIA PARA HOMENS E MULHERES

Café da manhã
Suco Verde
Ingredientes:
– 1 copo (200ml) de água de coco
– 1 folha de couve, de preferência orgânica
– ½ pepino, de preferência orgânico
– ½ maçã, de preferência orgânica
– ½ cenoura, de preferência orgânica
– 1 colher (sobremesa) de semente de linhaça, de preferência orgânica

Modo de Preparo:
Bater no liquidificador a água de coco, o pepino, a maçã e a cenoura picados. Acrescentar a couve e a semente de linhaça. Bater novamente no liquidificador.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 60 calorias

Comentários nutricionais: O suco verde auxilia na desintoxicação do organismo. A semente de linhaça, rica em fibras e em ômegas 3 e 6, auxilia na melhora do funcionamento intestinal e promove a sensação de saciedade, reduzindo o apetite.

Lanche da manhã
Suco de uva orgânico

Comentários nutricionais: Bebida 100% natural, fornece energia e combate o desgaste físico

Almoço
Salada de alface, agrião, cenoura e beterraba raladas, pode ser temperada com azeite de oliva extra virgem
Arroz integral
Lentilha
Panqueca de soja com cenoura

Lanche da tarde
Salada de frutas com amaranto em flocos

Jantar
Salada de Quinua
Ingredientes
– 4 tomates cortados em cubos, de preferência orgânicos
– 4 xícaras (chá) de água filtrada
– 2 xícaras (chá) de quinua em grãos, de preferência orgânica
– ½ xícara (chá) de salsa picada, de preferência orgânica
– ¼ xícara (chá) de folhas de hortelã picada, de preferência orgânicas
– 4 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem orgânico
– 3 colheres (sopa) de semente de linhaça
– sal marinho a gosto

Modo de Preparo:
Colocar em uma panela os grãos de quinua e a água, acrescentar sal a gosto. Levar ao fogo por cerca de 15 a 20 minutos, até dobrar de volume. Esperar esfriar. Misturar todos os ingredientes e deixar na geladeira por 2 horas. Antes de servir temperar com azeite de oliva extravirgem e sal.

Rendimento: 8 porções
Valor calórico: 110 calorias

Comentários nutricionais: A quinua é um cereal Originário dos Andes bolivianos. Possui elevado valor nutritivo, sendo rica em vitaminas, minerais, fibras e proteínas, nutrientes que precisam ser repostos após a folia.

CARDÁPIO PÓS-FOLIA PARA CRIANÇAS:

Café da manhã
Pão sírio integral
Pasta de soja
Extrato de soja (já pronto) batido com frutas

Lanche da manhã
Frutas secas ou sementes oleaginosas

Almoço
Salada de alface, tomate e milho, pode ser temperada com azeite de oliva extravirgem
Cenoura cozida
Arroz integral
Feijão azuki

Almôndegas de soja

Lanche da tarde
Suco Energia

Ingredientes
– Suco de 1 laranja, de preferência orgânica
– 1 kiwi sem casca em cubos, de preferência orgânico
– ½ cenoura em cubos, de preferência orgânica
– 1 colher (sobremesa) de aveia em flocos
– agave a gosto

Modo de Preparo:
Bater todos os ingredientes no liquidificador e servir em seguida.

Rendimento: 1 porção
Valor calórico: 68 calorias

Comentários nutricionais: A aveia é um cereal rico em fibras, que ajuda a repor a energia após a folia. O agave é uma opção 100% natural, orgânico, saudável, saboroso e nutritivo para adoçar os alimentos. É fonte de minerais como: cálcio, ferro, potássio e magnésio. O agave pode ser substituído por açúcar mascavo ou açúcar demerara.

Jantar
Quiche Integral de Legumes
Ingredientes da massa:
– ½ xícara de farinha de trigo
– ½ xícara de farinha de trigo integral
– 1 gema de ovo orgânico
– 3 colheres (sopa) de óleo de canola
– sal marinho a gosto

Ingredientes do recheio:
– 1 xícara (chá) de vagem, de preferência orgânica
– 1 xícara (chá) de brócolis picado, de preferência orgânico
– ½ xícara (chá) de cenoura, de preferência orgânica
– 2 claras de ovos orgânicos
– 3 colheres (sopa) de tofu em cubos
– 1 colher (sopa) de cebola picada, de preferência orgânica
– 1 colher (chá) de alho amassado, de preferência orgânico
– 1 colher (chá) de óleo de canola
– 1 colher (chá) de manjericão fresco e picado, de preferência orgânico
– sal marinho a gosto

Modo de Preparo:
Em uma tigela grande misturar delicadamente os todos os ingredientes da massa. Colocar a massa nas laterais e no fundo de uma forma untada e polvilhada. Cozinhar separadamente todos os legumes no vapor, até que fiquem al dente e reservar. Em uma panela aquecer o óleo e refogar a cebola e o alho. Acrescentar os legumes, o manjericão e o sal, refogar. Desligar o fogo, acrescentar o tofu e misturar. Colocar o recheio. Bater as claras em neve e jogar por cima da massa. Levar ao forno pré-aquecido (180º C) por cerca de 20 minutos.

Rendimento: 8 porções
Valor Calórico: 185 calorias

Comentários nutricionais: O tofu é preparado a partir do grão de soja, água e um coagulante natural. É fonte de vitaminas do complexo B, E, ferro, potássio, fósforo, proteínas e cálcio. É de fácil digestão e livre de colesterol.

*Fonte: Thais Souza – nutricionista da Rede Mundo Verde

Serviço:
Alô Nutricionista: 0800-0222528 (segunda a sexta, das 9 às 17 horas)

Site: www.mundoverde.com.br

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Saiba o que comer para sobreviver ao Carnaval

O Carnaval começa nesta quinta-feira, pelo menos aqui pelos lados da Soterópolis. Lembro que na infância, ouvia minha avó e minha mãe conversarem sobre os antigos carnavais, que só começavam no sábado e duravam até a meia noite da terça-feira. Quarta de Cinzas de manhã era para ir à missa, carinha compungida, arrependido dos excessos cometidos. Hoje em dia, o Carnaval dura exatos sete dias na capital baiana. Começa na quinta-feira e bomba até o fim da tarde de quarta, com o arrastão de Carlinhos Brown. Haja fôlego para aguentar 168 horas de farra. Bom, tudo bem, descontando as horinhas de descanso, digamos que sejam umas 110 horas de farra. Não sou assim nenhuma grande baladeira, muito menos foliã inveterada (depois dos 30 nem dá mais para fazer tanta festa assim, sabe como é, o corpo já não responde com a mesma prontidão de dez anos atrás), mas, por força da profissão, acabo tendo uma maratona tão desgastante quanto a de qualquer carnavalesco. São sete dias de plantões que duram dez, 12 horas seguidas, na cobertura jornalística do evento. Natural que me interesse por técnicas que ajudem a sobreviver ao estresse dos dias por vir. Da ioga a dietoterapia, já falei para vocês em outras ocasiões do meu gosto por terapias alternativas, qualidade de vida, estilo natureba urbano. Pois bem, o email, essa invenção muito útil da vida moderna, sempre acaba revelando alguma coisa boa e em momentos providenciais. O time das assessorias de imprensa é perfeito, graças a Deus, porque recebi um manual SOS Carnaval dos bons, dia desses. Tratam-se de dicas sobre como se alimentar adequadamente para chegar ao final da folia com a saúde em ordem e o que é mais interessante, a pele radiante e não toda acabada após dias mal-dormidos:

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*Carnaval anti-aging

Alimentação para a pele sobreviver ao Carnaval / Crédito: senado.gov.br

É possível prevenir e reverter alguns dos processos de envelhecimento, até mesmo no Carnaval. Segundo a Dra. Edith Horibe, cirurgiã plástica e pesquisadora da Gestão Antievelhecimento, é possível prevenir e reverter alguns dos processos de envelhecimento, até mesmo no Carnaval. “Uma vez que desenvolvemos o Programa Gestão da Idade, que propõe uma mudança de estilo de vida  supervisionado por médicos que querem preservar a saúde de seus pacientes por uma vida inteira, porque não começar no Carnaval?”

Algumas medidas são essenciais, por exemplo: comer adequadamente, cuidar da hidratação e da ansiedade para não cometer todos os excessos concomitantemente,  aumentando os radiciais livres e acelerando o processo de envelhecimento. Assim, é importante evitar dormir pouco, fumar, ingerir grande quantidade de bebida alcoólica, exagerar na exposição solar e na atividade física, principalmente para quem está fora de forma e só fazer sexo de maneira consciente e segura, com o uso da camisinha.

Para Dra Edith Horibe as bases para uma alimentação adequada incluem proporções equilibradas de proteínas, carboidratos e fibras, lipídeos (gorduras), vitaminas, minerais, e água. “É importante lembrar que as diversas fases da vida merecem cuidados especiais, só assim pode-se obter saúde, beleza, prazer e longevidade”.

Uma orientação preciosa está em evitar os fast foods, que geralmente são mais gordurosos e calóricos. Para tanto, a equipe multidisciplinar da Clínica Horibe recomenda uma dieta balanceada para garantir a energia dos foliões.

Cardápio para Carnaval

1. Peixe e frango (proteína magra)

Salmão / Crédito: cozinhajaponesa.com.br

Possuem baixas calorias, mantenedores da massa magra e de um sistema  imunológico saudável. As proteínas são fundamentais em ocasiões agitadas como o Carnaval que exige muito samba no pé. Assados, cozidos ou grelhados são indicados. Outras opções são: peito de frango ou de peru, salmão, atum, sardinha, truta, cação, linguado, pescada branca e omelete que deve ser feito com 1 gema e 2 claras.

2. Vegetais crus ou cozidos no vapor

Brócolis

Eles são ricos em fibras, importantes para a reposição de minerais, que são eliminados pelo suor e pelo consumo de bebida alcoólica. A reposição de minerais é importante, pois hidrata e mantém o pique na hora da folia. Algumas indicações: abobrinha, aipo, alface romana, rúcula, agrião, alho, pimentão, broto de feijão, aspargos, brócolis, cebola, cogumelos, tomate, couve de bruxelas, abóbora, couve-flor, berinjela, escarola, couve, gengibre (raiz) e pepino.

3. Frutas pouco calóricas

Prefira as de baixo índice glicêmico, ou seja, as que alcançam a corrente sanguínea de forma lenta e contínua. Desta forma, fica mais fácil gerar energia durante um prolongado período de tempo. As frutas devem ser ingeridas cruas. Além de hidratar são excelentes fontes de carboidrato. Algumas opções: ameixa, frutas cítricas, maçã com casca, melão amarelo e melão cantalupo, pêra com casca, pêssego.

Lentilhas

4. Grãos sempre integrais

Eles são fontes de fibra, garantem uma sensação de saciedade e auxiliam o funcionamento intestinal. Alguns exemplos: aveia, feijões, incluindo lentilha, soja.

5. Bebidas permitidas

Água, água de coco, sucos de frutas naturais, chá verde gelado e chá de erva cidreira devem ser consumidos sem adoçante e sem açúcar. O açúcar é considerado alimento pró-inflamatório, rouba energia e vai deixar o folião cansado no meio da folia.

Azeite de oliva/ Crédito: belezaesaude.org

6. Gorduras do Bem – Use com moderação.

Azeite de oliva extra-virgem, castanha do Pará, nozes e amêndoas (sem sal) são alimentos com atividades antioxidante e anti-inflamatória, ajudam o organismo a ter resistência nos dias de muito gasto calórico prevenindo infecções.

Manjericão

7. Ervas e temperos antioxidantes

Eles devem ser usados preferencialmente frescos, mas pode-se optar pela versão desidratada. Tipos de temperos: açafrão, manjericão, canela, cominho, erva-doce, pimenta vermelha, gengibre (fresco), hortelã, louro, orégano, páprica, tomilho, mostarda (dê preferência à versão sem açúcar). Alimentos antioxidantes equilibram o organismo de maneira geral.

Cuidado com bebidas alcoólicas e refrigerantes, eles desidratam. É importante sempre estar acompanhado por uma garrafinha de água.

Cuidados à serem observados:

-Evitar beber diariamente a medida de 1 lata de refrigerante. Além de não possuir valor nutricional, interfere na ingestão de outros líquidos mais saudáveis;

-Dar preferência aos sucos vendidos quando registram “100% suco”. Os vendidos em supermercados que escrevem “fabricados com verdadeiro suco de frutas” podem conter menos de 10% do verdadeiro suco de fruta;

-Ingerir iogurtes magros e leite;

-Bebidas energizantes são calóricas e não devem estar acompanhadas de bebidas alcoólicas; uma vez que um copo de vinho tem cerca de 100 calorias, uma lata de cerveja tem 150 calorias e drinks tipo daiquiris tem 500 ou mais;

Sucos Diferenciados

Revigorante muscular:

Laranja com morango:

Suco de 2 laranjas

5 morangos pequenos

1 copo de água

Bata no liquidificador o suco das 2 laranjas e coloque os morangos e a água. Adoce com mel se necessário.

Abacaxi, laranja e limão:

1 rodela de abacaxi preservando o miolo

1 laranja (descascada preservando a parte branca) picada

1 copo e ½ de água

suco de 1 limão

Bata no liquidificador e adoce com 1 colher  (chá) de mel.

Sucos para serem tomados pela manhã ou antes da atividade física

Para hidratar a pele e manter o bronzeado:

Frutas vermelhas:

3 framboesas

3 morangos

1 copo de água de côco

Bata no liquidificador e adoce com 1 colher (chá) de mel.

Alaranjados:

1 pedaço pequeno de abóbora

½ cenoura

½ mamão papaia ou 1 fatia pequena de mamão formosa

1 copo e ½ de água

Bata no liquidificador e adoce com 1 colher (chá) de mel.

“O ideal é não deixar de comer nenhum tipo de alimento, beber bastante líquido e cuidar da pele, com protetor solar e hidratante. Para não prejudicar seu corpo, descanse bastante após os dias de folia, relaxe e tome um longo banho (de preferência morno para não prejudicar a elasticidade da pele) e dê uma folga para seus pés, pois eles merecem”, aconselha Edith Horibe.

Serviço:

Para saber mais, visite o site: www.clinicahoribe.com.br

*Material preparado e encaminhado ao blog através da assessoria de comunicação da Clínica Horibe, em São Paulo.

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Açúcar é bom, mas em excesso faz mal

Tenho de confessar, sou viciada em doces. Desde criança também travo duelos épicos com a balança. Minha tara são os chocolates, oooh tentação. Mas, depois dos 30 anos, liguei a luzinha amarela e comecei a controlar a compulsão (gostosa compulsão) por sobremesas em geral. Na busca por qualidade de vida, descobri o prazer das frutas, são fresquinhas, suculentas, e no calorzão de Salvador, hummm, delícia! E claro, pesquisar é preciso. Todo viciado sabe que, antes de mais nada, é preciso admitir o vício para só então começar a trabalhar no seu controle. Com o açúcar não é diferente, é uma gostosura, mas é droga e causa muitos estragos no organismo, a começar pelos dentes, quando introduzidos na dieta desde cedo. E quando é mesmo que ele entra na nossa vida? Acertaram, naquelas mamadeiras tentadoras que mamãe fazia. Pesquiso muito sobre dieta, não no sentido de dieta da lua, dieta do calendário, dieta não sei de quem, essas eu nem levo a sério. Minhas pesquisas são na área de dietoterapia mesmo, terapia nutricional, equilíbrio do organismo adquirido a partir de alimentação balanceada. Outra confissão: amo nutricionistas, oooh povinho sabido! E como compartilhar também é preciso, abaixo publico mais uma daquelas materinhas esclarecedoras do CITEN (Centro Integrado de Terapia Nutricional). O tema da vez, açúcar, quem mais? Confiram:

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O poder arrebatador do açúcar

Cana-de-açúcar

Sempre nos perguntamos o porquê da esmagadora preferência das pessoas por alimentos doces… Enquanto ainda não temos respostas definitivas para tais questões, procuramos entender esta predileção. Sabemos, por exemplo, que os bebês demonstram instintivamente reações de prazer ao serem alimentados com alimentos adocicados e que se provermos uma gestante com grande quantidade de doces, seu bebê será mais predisposto a gostar das guloseimas do açúcar. Na Europa, há uma prática de se oferecer água adocicada aos bebês, quando eles vão tomar injeções, parece que o açúcar pode alterar o humor deles, além de conferir-lhes certa ação anestésica.

A intrincada via do açúcar até o cérebro

“A nossa percepção do sabor doce começa nas papilas da língua, mas os receptores cerebrais que codificam tal sabor prazeroso dos alimentos doces  são os mesmos que respondem ao álcool, ao tabaco e à cocaína. Isso poderia explicar a preferência das pessoas que comem doces compulsivamente, ou seja, que comem apenas pelo prazer de saborear determinados alimentos, ao invés de buscarem também o alimento quando sentem fome”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen.

No cérebro, os alimentos doces aumentam os nossos níveis de serotonina, um neurotransmissor que desempenha um importante papel na regulação do humor, do sono, da sexualidade e do apetite.  Assim, alimentos doces, agindo direta ou indiretamente, através da serotonina, parecem  melhorar o humor das pessoas.

As estatísticas revelam que 60% das pessoas tem preferência pelos doces e a indústria dos alimentos intuitivamente, ou talvez mais sistematicamente,  entendeu isso muito bem, tanto é que milhares de alimentos nos supermercados são enriquecidos com sacarose, para atender à demanda dos paladares.

Muitos questionam o poder deletério dessa grande quantidade de alimentos doces. Outros discutem a “dependência” ou uma grande necessidade de consumi-los, a cada dia, em maior quantidade… “Mas o que sabemos é que dentre os três macronutrientes de que dispomos no cardápio – carboidratos, gorduras e proteínas – os carboidratos (que englobam também os doces) são os alimentos de mais rápida saciedade, ou seja, voltamos a sentir fome muito rapidamente quando nossa refeição é constituída basicamente deles”, explica a médica.

As diferentes formas do açúcar

Açúcar mascavo, rico em nutrientes

A sacarose é a responsável pelo sabor adocicado dos doces e alimentos industrializados que tanto agradam nosso paladar. Não existe diferença em sua concentração no mel, açúcar refinado, açúcar cristal, açúcar mascavo ou açúcar orgânico. Todos eles têm as mesmas quantidades de calorias, logo, as mesmas chances de engordar as pessoas. Conheça as principais características de cada um deles, antes de fazer sua escolha:

· O açúcar refinado é o resultado de um processo químico que retira da garapa a sacarose branca e adiciona produtos químicos como clarificantes, antiumectantes, precipitadores e conservantes;

· Os açúcares cristal e  mascavo são mais saudáveis do que o refinado por não conterem adição de produtos químicos utilizados no refino;

· O açúcar mascavo também contém micronutrientes, enquanto o açúcar refinado não contém nutriente algum;

· O açúcar light tem o diferencial de ser menos calórico, por incorporar um adoçante não calórico no seu preparo, na proporção de 50%;

· O açúcar orgânico é extraído da cana de açúcar em cujo plantio não são usados adubos, nem fertilizantes químicos;

· O processo de industrialização do açúcar orgânico é idêntico ao do açúcar cristal comum, ou seja, livre de cal, enxofre, ácido fosfórico, folímetro e outros elementos adicionados ao produto refinado. Não há, portanto, vantagens no açúcar orgânico em relação ao açúcar cristal comum.

A importância no controle do volume de açúcar ingerido

Açúcar cristal é mais saudável que o refinado

O grande problema da ingestão dos alimentos adocicados é que geralmente acabam por estimular a ingestão de grandes volumes de alimentos. Isso não seria problema se as pessoas conseguissem ingerir um bombom, uma bola de sorvete ou um pedaço de pudim.  “Mas, geralmente, elas comem muito mais que isso, sempre estimuladas pelo grande prazer que causam esses alimentos, pois nunca é a fome o estímulo para ingerir doces, mas a atração e o fascínio pelo prazer adocicado”, diz Ellen Paiva.

Nos últimos quinze anos, o tamanho das porções de refrigerantes aumentou  assustadoramente. Servem-se copos que cabem litros  de refrigerantes, baldes de sorvetes e promoções combinadas que, individualizadas, sairiam mais caras, induzindo ao maior consumo desses alimentos. “Com as grandes porções desses alimentos, compramos mais calorias por unidade de moeda de qualquer país e acabamos, erroneamente, por achar isso vantajoso. Compramos muito mais do que comeríamos e comemos muito mais do que deveríamos”, alerta a diretora do Citen.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o açúcar de adição não ultrapasse 10% das calorias de uma refeição. Apesar disso, nos Estados Unidos, as crianças consomem o dobro dessas recomendações. Os refrigerantes são os maiores contribuintes individuais dessa ingestão.   “O açúcar, incorporado na maioria dos alimentos industrializados, leva a um consumo expressivamente alto desse ingrediente, causando um aumento das calorias das dietas, com um poder de saciedade muito pequeno. O resultado dessa equação é sempre muito amargo e um dos responsáveis pela epidemia de obesidade e diabetes em todo o mundo, principalmente entre crianças e adolescentes”, diz a endocrinologista Ellen Paiva.

Para saber mais sobre nutrição:

CITEN – Centro Integrado de Terapia Nutricional
Site: www.citen.com.br
Contato: [email protected]
Rede social: http://twitter.com/Citensp

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Ano novo, novos hábitos alimentares

Vamos fazer um trato? Não mais uma daquelas promessas vazias de ano novo, que nunca se cumprem. Mas um compromisso assumido para valer. Um daqueles pactos inquebráveis. O trato é o seguinte: vamos nos cuidar mais em 2010. Cuidar principalmente da alimentação, que nestes primeiros anos do século XXI, deixou muito a desejar em termos de qualidade. Como nas festas de fim de ano a gente sempre exagera, vale se organizar para iniciar a desintoxicação alimentar logo no comecinho de 2010. Para estimular os mais céticos, eis uma reportagem elaborada pela equipe do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional), entidade que atua na prevenção à obesidade, em São Paulo. A fonte da reportagem é a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva, além de amplo material de pesquisa com Anvisa e FDA (Food and Drugs Assossiation) órgão americano que regula remédios e alimentos. Apesar de extensa, vale a leitura, para ajudar a compreender quanto ingerimos de porcaria no dia-a-dia. Gostosas, sem dúvida, isso ninguém nega. Mas a longo prazo, essas guloseimas cobram seu preço sobre a nossa saúde.

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Excesso de gordura, sal e açúcar são ameaças reais à saúde

No início do século 20, nossa maior preocupação em relação aos alimentos era com a contaminação e com as medidas sanitárias para garantir que eles não veiculassem doenças. Os Estados Unidos adotaram medidas sanitárias para garantir alimentos não contaminados, como a inspeção das carnes já em 1906. No Brasil, as primeiras resoluções sobre o assunto datam de 1929. Uma ênfase maior foi dada ao problema através de um decreto presidencial de 1952.

Atualmente, o maior risco alimentar, na maior parte do mundo, não são os micróbios, mas os excessos alimentares sob a forma de calorias, açúcares, sal e gorduras. Somos mais de 1,6 milhões de pessoas com sobrepeso em todo o mundo de acordo com o Dr. Barry Popkin, professor de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Carolina do Norte nos Estados Unidos.

De acordo com Popkin, esse número assustador já ultrapassou os 800 milhões de desnutridos espalhados pelo mundo, fazendo da obesidade uma pandemia, responsável direta ou indiretamente pela maior taxa de mortalidade imposta por qualquer fator de risco existente. Nos Estados Unidos, um terço da população adulta é obesa. No Brasil, de acordo com a última Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE 2002-2003, num universo de 95,5 milhões de pessoas acima de 20 anos há 3,8 milhões de pessoas (4,0%) com déficit de peso e 38,8 milhões (40,6%) com excesso de peso, das quais 10,5 milhões são consideradas obesas.

Industrializados mais saudáveis – Um exemplo recente dos nossos equívocos na industrialização dos alimentos foi a produção da gordura hidrogenada para substituir a gordura saturada da manteiga. “Passamos a comercializar margarinas duras, ricas em gordura hidrogenada, que, grama por grama, causa um risco cardiovascular muito maior do que a gordura saturada da manteiga, uma vez que, além de aumentar o mau colesterol (LDL colesterol), a gordura hidrogenada ou trans ainda reduz o colesterol protetor (HDL colesterol), sendo duplamente prejudicial à saúde”, diz a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva.

Atualmente, são muitas as leis que obrigam a indústria de alimentos a declarar a quantidade de gordura hidrogenada de seus produtos em seus rótulos, como é o caso do Brasil. Exemplos muito bem sucedidos, como é o caso de Nova York, que conseguiu praticamente abolir a gordura trans de seus alimentos industrializados, inclusive nos alimentos servidos em bares, lanchonetes e restaurantes. O fato mereceu destaque numa das mais importantes revistas médicas dos Estados Unidos. O artigo, publicado em julho de 2009, não é um ensaio clínico, pesquisa ou revisão de literatura. Trata-se de cinco páginas com a descrição da metodologia usada por Nova York para conseguir mudar o perfil dos cardápios da cidade. A ação atingiu todos os estabelecimentos licenciados para comercializar alimentos, incluindo restaurantes, lanchonetes, cantinas escolares, cafeterias, empresas fornecedoras de alimentos e comércio ambulante.

“O fato inédito envolveu várias estratégias adotadas pelo órgão equivalente a uma secretaria municipal de Saúde e culminou na redução, a níveis muito baixos, do consumo de gordura hidrogenada pelos restaurantes da cidade de Nova York. Esse processo só foi possível graças a uma emenda ao Código de Saúde da Cidade, pois as várias tentativas anteriores, feitas através de campanhas educacionais, não obtiveram sucesso”, conta a médica.

O amargo sabor do açúcar – Sempre nos perguntamos o porquê da esmagadora preferência das pessoas por alimentos doces. A indústria de alimentos percebeu isso bem e milhares de alimentos nos supermercados são adoçados. “Muitas vezes, nos perguntamos se esse excesso de alimentos doces induziria a um quadro de grande necessidade deles e compulsão por doces, tão freqüente nas sociedades modernas. Enquanto ainda não temos respostas definitivas para tais questões, procuramos entender a predileção da maioria das pessoas pelos doces. Sabemos, por exemplo, que se provermos uma gestante com grande quantidade de doces, seu bebê será mais predisposto a gostar das guloseimas do açúcar”, conta Ellen Paiva.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o açúcar de adição não ultrapasse 10% das calorias de uma refeição. Apesar disso, nos Estados Unidos, as crianças consomem o dobro dessa recomendação. Os refrigerantes são os maiores contribuintes individuais dessa ingestão. “O açúcar, incorporado na maioria dos alimentos industrializados, leva a um consumo expressivamente alto desse ingrediente, causando um aumento das calorias das dietas com um poder de saciedade muito pequeno. O resultado dessa equação é sempre muito amargo e um dos responsáveis pela epidemia de obesidade e diabetes em todo o mundo, principalmente entre crianças e adolescentes”, diz a diretora do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional).

O desafio de reduzir o sal – Esse desafio é ainda maior, mas também muito importante. Alimentos muito salgados “tomam conta do nosso paladar”, induzindo-nos a preferir comidas mais temperadas e a recusar aquelas de sabor mais natural. “Comer muito sal é um hábito e um vício que se traduz pela sensação de que qualquer comida, com menor  teor desse ingrediente, pareça sem graça e sem sabor”, diz a endocrinologista.

Os americanos consomem quase duas vezes a recomendação máxima diária de 2300mg de sódio. Estima-se que a redução de 1300mg por dia na ingestão de sódio salvaria cerca de 150 mil vidas. Tal redução seria mais eficaz do que tratar todas as pessoas com hipertensão arterial, utilizando medicamentos específicos para isso. Os alimentos processados e aqueles consumidos em restaurantes respondem por 77% do sal ingerido, tornando muito difícil a redução deste ingrediente.

O reconhecimento da necessidade de redução do consumo de sal é bem antiga. Em 1981, o FDA já havia declarado sua intenção de reduzir o sal dos alimentos processados, mas até o momento pouca coisa mudou, além da obrigatoriedade da descrição da quantidade de sódio nos rótulos dos alimentos, medida também adotada pela ANVISA, no Brasil. E quanto ao consumo, nos últimos 30 anos, a ingestão de sódio aumentou 69% entre as mulheres e 48% entre os homens nos Estados Unidos.

“As necessidades diárias de sal estão relacionadas às necessidades de sódio. Elas são facilmente alcançadas sem a adição de sal no preparo dos alimentos, pois uma dieta normal já contempla os 500mg de sódio necessários ao organismo. Não quero dizer, no entanto, que devamos comer sem sal. Sabemos do maravilhoso sabor que ele incorpora aos alimentos… Mas é preciso tomar cuidado com os excessos”, diz a nutróloga Ellen Paiva.

O brasileiro também tem exagerado na ingestão de sal. De acordo com o Ministério da Saúde, em seu Guia Alimentar de 2006, estamos ingerindo cerca de 30 gramas de sal por dia (12gramas de sódio), quando deveríamos ingerir no máximo 12 gramas (5 gramas de sódio).

Praticamente, todos os alimentos industrializados contêm sódio. Do pão integral ao refrigerante… Até mesmo os sucos artificiais em pó contêm sal. “Mas os campeões são os embutidos (presunto, salame, mortadela, salsicha) e defumados, os caldos concentrados e temperos prontos, as sopas instantâneas, os salgadinhos industrializados em pacotes, os queijos amarelos, os pratos prontos congelados e as conservas”, diz a médica.

Quem come fora de casa regularmente tem mais dificuldade para controlar o consumo de sal, mas sempre é possível fazê-lo. A melhor estratégia para conseguir isso ainda é evitar o saleiro, uma vez que os alimentos já são normalmente preparados com mais sal e as saladas podem ser consumidas utilizando apenas o azeite, fazendo com isso cair a média de ingestão de sal na refeição. “Embora todos se beneficiem com a redução do sal, pessoas com hipertensão arterial, doenças cardíacas e hepáticas que causam retenção de líquidos e insuficiência renal devem reduzir o sal como parte fundamental do seu tratamento, pois o excesso de sal causa maior retenção de água, o que pode agravar essas condições clínicas”, conta Ellen Paiva.

Políticas públicas equivocadas – Diante de um problema de tamanha proporção, a indústria de alimentos e os governos devem desenvolver ações em conjunto no sentido de produzir alimentos mais saudáveis e de menor custo. As agências reguladoras de alimentos devem se empenhar  em exigir rotulações exatas e de linguagem acessível ao público leigo. “E finalmente, os governos devem sobretaxar alimentos mais calóricos e subsidiar alimentos mais saudáveis, tornando vantajosa a compra desses, não somente do ponto de vista nutricional, mas também econômico. Todo e qualquer aumento excessivo no teor de açúcar e gordura dos alimentos deveria ser tributado e não o contrário, como ocorre na indústria de alimentos. Hoje, um litro de leite desnatado é muito mais caro do que um litro de leite integral. Chega ser ínfimo o preço de um pacote de bolachas recheadas em relação ao preço do pão integral”, sugere a endocrinologista.

De acordo com o Dr. Barry Popkin, da mesma forma que os governos têm programas de prevenção de saúde extremamente bem sucedidos, como os de uso dos cintos de segurança e de combate ao tabaco, eles também devem olhar com a mesma preocupação para o avanço da obesidade no mundo e lançar programas relacionados à prevenção da mesma. Essa política de prevenção parece ser a única forma eficaz e economicamente viável contra o avanço da obesidade no mundo, uma vez que o tratamento das comorbidades desta doença impõe intoleráveis gastos aos países em desenvolvimento.

“Enquanto nosso arsenal terapêutico tem se mostrado frágil, muitas vezes, deletério, precisamos contar com povos esclarecidos e motivados, uma indústria de alimentos engajada no mesmo esforço e governos responsáveis e interessados em declarar guerra contra a doença que vem desafiando pesquisadores e governantes”, defende Ellen Paiva.

Para saber mais sobre alimentação saudável, visite o site do Citen: www.citen.com.br
ou entre em contato com eles através do email: [email protected]. O Citen também está no Twitter: http://twitter.com/Citensp

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Outros posts sobre alimentação no blog:

>>“Você é o que você come”

>>Transtorno alimentar

>>Dieta de engorda no final de ano

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“Você é o que você come”

A máxima que dá título ao post nunca foi tão certa como nesses tempos de correria desabalada e fast food no prato dia sim, outro também. Comemos mal e isso não é novidade nenhuma. Na ânsia de complementar com pílulas mágicas o que nos falta de saudável no prato, nos entupimos de suplementos vitamínicos que não tem comprovação científica nenhuma e ainda causam mal à saúde, segundo pesquisas renomadas. Muito mais simples, e mais barato, vale ressaltar, é adotar uma dieta rica em frutas e verduras, como atesta a médica endocrinologista e nutróloga, Ellen Simone Paiva, diretora do Centro Integrado de Terapia Nutricional (Citen). Na reportagem que reproduzimos abaixo, produzida pela assessoria de comunicação do Citen, a médica detalha os benefícios das frutas e verduras e de hábitos saudáveis de vida na prevenção de doenças cardíacas, câncer e mal de Alzheimer, entre outras. Além disso, ela cita importantes pesquisas de institutos internacionais que desmistificam o uso das pílulas de complexo vitamínico. Quer viver mais e melhor, vá à feira ao invés de ir à farmácia.
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*Entenda o efeito antioxidante das dietas

frutasPrimeiro é preciso entender o que é o efeito antioxidante. Temos falado tanto sobre isso, mas  as explicações são muito complexas e científicas. “O fato é que  nossas células são alvos de sucessivas agressões, capazes de fazê-las envelhecer e adoecer.  Essas agressões são mediadas por moléculas altamente reativas, os chamados radicais livres, que nada mais são do que o próprio oxigênio proveniente da respiração. São moléculas de oxigênio que se tornam altamente reativas e capazes de reagir com vários componentes das células, inclusive com o seu próprio DNA, oxidando-os e lesando-os definitivamente”, explica a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional.

Por outro lado, também temos substâncias protetoras ou antioxidantes, capazes de inibir a oxidação de nossos sistemas biológicos,  protegendo nossas células  das ações lesivas dos radicais livres. Logo, oxidar excessivamente não é bom, pois pode ultrapassar a capacidade de defesa antioxidante do nosso corpo. “Infelizmente, não podemos impedir a geração dos radicais livres, pois eles se originam do próprio processo de respiração dos animais e do homem. Precisamos melhorar nossas defesas antioxidantes, combatendo de maneira eficiente a formação dos radicais livres e o estresse oxidativo, uma vez que acreditamos ser ele um fator de grande influência no envelhecimento celular e, em várias doenças crônicas, como o diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e catarata”, diz a médica.

Em busca das defesas antioxidantes

verduras13A procura por antioxidantes tem mobilizado pesquisadores em todo o mundo e eles já têm algumas respostas que indicam que muitas dessas substâncias, tão importantes para a nossa saúde, estão ao nosso alcance, presentes nas frutas e vegetais, vinhos, castanhas e cereais, peixes, azeites, óleos vegetais e alguns tipos de chás. “Esses alimentos contêm grande quantidade dessas substâncias antioxidantes na forma de vitaminas C, E e Betacaroteno, minerais como selênio e zinco, gorduras benéficas, fibras dietéticas e várias outras classes de componentes bioativos. Todos esses fitoquímicos interagem e se completam, formando uma rede de proteção contra as doenças, favorecendo a absorção e a ação um do outro, bem como protegendo nossas células das ações lesivas dos radicais livres”, explica a médica, que também é nutróloga.

A ingestão regular e prolongada desses alimentos favorece a estimulação do sistema imunológico, modula a síntese de colesterol, reduz a pressão arterial, além de auxiliar ações antibacterianas e antivirais. Esses efeitos têm sido comprovados principalmente em estudos de laboratório, utilizando células específicas e em estudos epidemiológicos que investigam os padrões dietéticos adotados por vários grupos populacionais e suas doenças associadas.

Vitaminas antioxidantes X doenças

sucosDe uma maneira geral, as dietas ocidentais, nas quais estamos incluídos, são pobres em antioxidantes. “Contêm muito açúcar, gordura saturada e álcool. São particularmente deficientes em nutrientes essenciais como zinco, selênio, vitaminas antioxidantes E, A e C e vitaminas do Complexo B. Dessa forma, podem causar alterações no sistema imunológico, obesidade, aterosclerose, alergias e câncer”, diz Ellen Paiva.

“A Brazos Nutricional, pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com a Faculdade de Saúde Pública da  Universidade de São Paulo (USP),  divulgada em 2007, nos deixou em alerta. Apesar das várias opções de frutas, legumes e verduras que o Brasil planta e exporta todos os anos, não aproveitamos essa riqueza de nutrientes na nossa mesa. O estudo envolveu 150 municípios brasileiros e entrevistou 2.240 pessoas de todas as classes sociais e descobriu que o consumo de vitaminas e sais minerais está abaixo das recomendações em 90% da população”, revela a médica.

“Um fato muito importante para nós é que todos os pacientes com alguma doença grave, seja ela de qualquer natureza, possuem um aumento na formação dos radicais livres e uma diminuição das suas defesas antioxidantes, caracterizadas pela redução dos níveis de quase todos os micronutrientes antioxidantes em seu sangue. Assim, o consumo regular de frutas e vegetais constitui-se numa proteção importante em muitos quadros de doenças crônicas”, explica a médica.

Veja alguns casos:

Vitaminas nas Doenças Cardiovasculares

cereais3As mais importantes vitaminas antioxidantes que atuam na proteção cardiovascular são a vitamina E, C e o Beta caroteno. “As fontes de vitamina E  são os óleos vegetais como milho, soja, girassol e as margarinas e produtos fabricados a partir deles. É encontrada ainda no germe de trigo, amêndoas e avelãs. A vitamina C está amplamente distribuída nas frutas cítricas e folhas vegetais cruas. Os carotenóides como o Beta caroteno e o licopeno são encontrados nas hortaliças coloridas de amarelo, verde, vermelho e alaranjado, como cenoura, tomate,  batata-doce, abóbora, espinafre, brócolis, e na maioria dos vegetais folhosos verde-escuros”, revela a nutróloga. Estudos revelam que pessoas que consomem no mínimo cinco porções de frutas e vegetais por dia têm um  risco de infarto 31% menor do que as que ingerem menos de 3 porções. Certos tipos de vegetais são especialmente protetores, entre eles estão brócolis, couve-flor, folhas verdes escuras e frutas cítricas.

Vitaminas e Câncer

“O aparecimento do câncer também pode ser influenciado pela ingestão de frutas e vegetais. Sabe-se que o consumo regular e a longo prazo de grandes quantidades desses alimentos está associado à diminuição do risco de vários tipos de câncer”, conta Ellen Paiva. O último relatório do Fundo Mundial para a Pesquisa em Câncer, publicado em 2009, define o câncer como uma doença com muitas influências comportamentais e nutricionais  passíveis de serem modificadas. Entre os alimentos com efeitos protetores, destacam-se as frutas e vegetais, importantes na proteção contra o câncer de mama, próstata, intestino e pulmões, dentre outros.

Vitaminas e Doenças Neurológicas

Várias outras condições clínicas têm benefícios reais com o uso de vitaminas antioxidantes como as vitaminas C, E e Carotenóides. Dentre elas, destacam-se algumas doenças neurológicas crônicas e degenerativas como a Doença de Parkinson e a Doença de Alzheimer, onde as lesões causadas pelos radicais livres podem exercer um papel importante. “O cérebro possui grande quantidade de lipídeos ou gorduras potencialmente oxidáveis, para os quais a proteção antioxidante parece ser muito importante. O consumo de vitamina E parece reduzir a incidência da Doença de Parkinson, principalmente aquela proveniente de fontes alimentares. Além disso, as dietas ricas em vitaminas C e E vêm reduzindo os riscos de demência e prolongando a sobrevida dos pacientes com Doença de Alzheimer”, diz a médica.

O papel da suplementação vitamínica

vitaminasHoje, tornaram-se corriqueiros a prescrição e o uso rotineiro de suplementos vitamínicos e minerais para uma prevenção abstrata e cientificamente não comprovada de possíveis doenças crônicas, para retardar o envelhecimento ou para o tratamento do cansaço físico. Isso se baseou nos efeitos antioxidantes tão favoráveis encontrados no consumo de frutas e hortaliças. Os mais importantes são: vitamina C, E, carotenóides, flavonóides e selênio. A maior vedete das vitaminas antioxidantes já havia sofrido um grande abalo em 2005, quando um estudo  publicado na revista Annals of Internal Medicine, analisando 136.000 pacientes, revelou que doses iguais ou superiores a 400UI de vitamina E poderiam aumentar a taxa de mortalidade por todas as causas e deveriam ser evitadas. Muito antes disso, o beta caroteno e a vitamina A foram avaliados em dois grandes estudos, o ATBC e o CARRET, e não mostraram benefícios neste sentido, além de causarem aumento da incidência de câncer de pulmão e do risco de mortalidade em indivíduos fumantes ou expostos à fumaça de cigarro. P

ara reforçar o coro contra os suplementos vitamínicos, uma publicação de 2007 revisou o resultado de nada menos do que 385 trabalhos científicos com 232.600 pacientes, avaliando o efeito antioxidante dos suplementos vitamínicos sobre a taxa de mortalidade por doenças em geral. O resultado só veio confirmar os estudos anteriores: o tratamento com beta caroteno, vitamina A e vitamina E pode aumentar a taxa de mortalidade… Não há evidência de que a vitamina C possa aumentar a longevidade… O papel potencial do selênio ainda necessita de futuros estudos.

“Enquanto estes estudos se desenvolvem, o melhor que podemos fazer pela nossa saúde é assegurar o consumo mínimo de cinco porções (ou 400 gramas) de frutas e vegetais por dia. De maneira prática, para alcançar o número de porções recomendadas de frutas, legumes e verduras é necessário que esses alimentos façam parte de todas as refeições e lanches que fizermos ao longo do dia”, recomenda a médica nutróloga Ellen Paiva. A médica lembra ainda que variar na compra e no consumo dos vegetais e frutas garante a descoberta de novos sabores e o alcance de todos os nutrientes necessários ao organismo. A ordem é acrescentar os alimentos saudáveis, mesmo que ainda não tenhamos conseguido abolir os menos saudáveis.

Veja como incorporar frutas e verduras ao seu cardápio no site da Citen

*Fonte: material preparado pelo Centro Integrado de Terapia Nutricional e enviado ao blog via email através da assessoria de comunicação da entidade.

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Transtorno alimentar

Magreza de Stephanie Naumoska despertou a atenção de profissionais de saúde
Magreza de Stephanie Naumoska despertou a atenção de profissionais de saúde

A discussão sobre os transtornos alimentares voltou a estampar capas de revistas e jornais durante o concurso Miss Universo Austrália, realizado no dia 23 de abril. A aparição de uma das finalistas ao título, a modelo que representa Sydney, Stephanie Naumoska, fez surgir uma série de comentários de nutricionistas e médicos. Isso porque a jovem de 19 anos,  cuja altura é de 1,80m, pesa nada mais que 49kg.  O fato desencadeou reclamações de profissionais de saúde, trazendo uma grande polêmica ao concurso.

Em entrevista a jornais locais, segundo matéria publicada no G1, a nutricionista Melanie McGrice disparou: “Ela poderia ser categorizada como muito abaixo do peso e eu certamente faria uma avaliação em sua dieta para me certificar que ela não tem nenhum distúrbio alimentar. Ela precisa de exames de sangue, análise de dieta e assistência intensa”. Fato é que a notícia nos trouxe de volta a questão sobre os transtornos alimentares. E por esta razão, vamos tratar um pouco deles por aqui, e tentar esclarecer algumas questões básicas.

Para começar, é bom lembrar que o transtorno alimentar é uma perturbação no comportamento alimentar. É possível que os sintomas dos distúrbios permaneçam estáveis por um tempo, até que seja instalada uma crise, que é caracterizada justamente pela exacerbação dos sintomas, associada a problemas psicológicos. Essa crise pode ser desencadeada por fatores diversos, incluindo problemas familiares ou própria consciência da existência do distúrbio. Vamos fazer um breve resumo de três dos principais distúrbios alimentares: anorexia nervosa, bulimia nervosa e comer compulsivo (binge-eating).

Anorexia nervosa – uma particularidade deste problema diz respeito à distorção que o indivíduo produz da própria imagem, a partir do pavor da obesidade e do receio de manter um peso corpóreo mínimo normal. Os fatores sociais são decisivos, porque hoje, principalmente, convivemos com exigências muito específicas do padrão de beleza. Mas precisamos lembrar, meninas, que a questão não é ser magra, mas ser saudável. A ilusão da imagem corporal faz com que a pessoa queira ser cada vez mais magra. Para isso, limitam a ingestão de alimentos e até excedem nos exercícios físicos. É bastante comum a pessoa forçar o vômito, utilizar laxantes ou diuréticos para alcançar o objetivo de se manter magra. Há uma preocupação consciente com a seleção e a ingestão dos alimentos. O diagnóstico é feito com a observação da perda de peso acentuada, aliada aos sintomas psicológicos  (Leia mais sobre a anorexia nervosa).

Bulimia nervosa – é característica dos indivíduos que comem compulsivamente e, em seguida, provocam o vômito para se livrar da culpa. Também adotam dietas rigorosas e excesso de exercícios físicos, na tentativa de “manter a forma”. O bulímico consome rapidamente uma grande quantidade de alimentos, o que é seguido por uma angústia intensa e um sentimento de culpa, o que leva à purgação. Normalmente esta ingestão excessiva de comida é provoca por estresse emocional e o indivíduo, muitas vezes, faz o consumo dos alimentos escondido. Para que seja diagnosticada é preciso que seja uma prática constante a purgação (vômito). É muito comum que a pessoa apresente oscilações constantes no peso corpóreo (Leia mais sobre a bulimia nervosa).

Comer compulsivo – o comer compulsivo é típico das pessoas que possuem obesidade. É o consumo exagerado de alimento com alto teor calórico, sem a indução subsequente ao vômito. Muitos pacientes apresentam quadros de depressão, decorrente, inclusive, das limitações provocadas pelo excesso de peso. Neste caso também não há abuso de laxantes ou diuréticos. (Leia mais sobre o comer compulsivo).

Claro que se preocupar com a forma física é legal e a vaidade pode ser positiva. Mas precisamos ter cuidado até onde estamos dispostos a ir para seguir o padrão de beleza vendido pela mídia. Transtorno alimentar é um problema de sáude. Emagrecer pode ser saudável, mas não por meio de vômitos induzidos, uso de laxantes ou de diuréticos. O emagrecimento saudável exige o acompanhamento de um profissional de saúde. Se você se enquadra em um dos casos acima, procure um médico. Se você conhece alguém que apresenta algum dos sintomas destacados, recomende um médico, encaminhe. Vamos cuidar da saúde, gente. Não adianta estar magro e doente. Ao invés de qualidade de vida, você vai ganhar é uma série de outros problemas.

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