Saúde & Fitness: Por que é tão difícil mudar o estilo de vida dos pacientes hipertensos?

Essa semana, um colega de trabalho, na casa dos vinte e poucos anos, teve uma crise hipertensiva e precisou voltar mais cedo para casa. Quando ele me contou que sofria de “pressão alta”, e nem tem 25 anos ainda, não acreditei! A verdade é que a doença ataca cada vez mais cedo e requer cuidados. Pensando nesse conhecido, que tão jovem já precisará adotar um novo estilo de vida, selecionei para a coluna Saúde & Fitness deste domingo, uma reportagem sobre a hipertensão. Confiram:

*Por que é tão difícil mudar o estilo de vida dos pacientes hipertensos?

“Mas eu nunca tive pressão alta…”,  afirmam muitos pacientes, como se nascessemos hipertensos… E não o contrário, como se não nos tornássemos hipertensos, ao longo de nossas vidas.

“Saber-se hipertenso pode trazer consigo uma sensação de fragilidade e desamparo diante de uma condição incurável, onde teremos que tomar medicamentos para o resto de nossas vidas”, afirma a endocrinologista Ellen Simone Paiva, diretora do Citen, Centro Integrado de Terapia Nutricional, em São Paulo.

É compreensível que o ser humano se sinta extremante inconformado com as limitações impostas pelas doenças crônicas. Isso ocorre com o diabetes, com a obesidade e também com a hipertensão arterial.

“Há um estágio inicial, após o diagnóstico, em que as pessoas até tentam seguir as orientações médicas. Mas, com o passar do tempo, o ânimo inicial cede lugar para o cansaço, a dieta restrita em sal, tão importante para o tratamento eficaz, já não é seguida à risca, o uso comedido do álcool sucumbe ao abuso. A prática de atividade física e a suspensão do tabagismo parecem muito difíceis de serem implementadas. “Há uma rebeldia ou uma total negligência aos detalhes já bem reconhecidos como protetores ou facilitadores do tratamento”, diz a endocrinologista.

“Nesse momento, é muito importante que esse paciente possa contar com um médico que possa ser acolhedor o bastante e esclarecedor o suficiente para dar a esse paciente a chance de optar pelo tratamento de maneira bem amadurecida”, alerta Ellen Paiva.

Mudanças que não assustam – Realmente, devemos ser realistas. A vida não poderá mais ser como antes… Mas ela pode ser muito melhor do que antes, se formos maduros e estivermos engajados no nosso próprio tratamento. “Além disso, quando um paciente, na faixa dos  45 – 55 anos fica hipertenso, já não seria em boa hora para ele começar a cuidar melhor do seu peso e da sua ingestão de sal? Já não está na hora de parar de fumar, beber menos, se exercitar mais e finalmente adotar um estilo de vida mais adequado à sua idade?”, questiona a médica.

Os medicamentos para o tratamento da hipertensão arterial estão numa fase de avanço tecnológico que dificilmente não conseguimos normalizar a pressão de um paciente. “Entretanto, mesmo com uma pressão arterial normal, com o uso de vários medicamentos hipotensores, um paciente obeso, sem atividade física, que beba muita bebida alcoólica e/ou fume, poderá não se livrar das complicações crônicas da hipertensão, como o infarto e o derrame. Assim, essas mudanças de hábitos do paciente hipertenso são tão importantes para o tratamento da doença como os medicamentos hipotensores disponíveis no mercado”, destaca a diretora do Citen.

Hoje, para enfrentar qualquer doença crônica que exija mudanças de hábitos, ninguém vai encontrar facilidades. “Mas, o que esses pacientes, muitas vezes, não sabem é que o tratamento eficaz das condições clínicas associadas a estas doenças crônicas é o que garante a normalidade da vida, a coexistência pacífica com a doença”, destaca a endocrinologista.

Saiba mais:

No site – www.citen.com.br

Via Twitter – @Citensp

Por email – [email protected]

*Texto de Márcia Wirth, enviado ao blog pela MW- Consultoria de Comunicação

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Atleta aos 30: com dor e disciplina

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>> O começo
>> Escolhendo a atividade
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No meu caso, o segredo para criar a rotina da prática de atividades físicas foi a disciplina. No início, aquela dor muscular – típica de quem está enferrujado há muito tempo e decidiu se movimentar – é um prato cheio para nos fazer ficar em casa. Quanto mais tempo entregue ao sedentarismo, maior é o incômodo. Mesmo que a gente comece de leve, sem exagero, é inevitável a dor muscular. Afinal, o músculo estava acostumado a ficar ali, sem exercer qualquer tipo de esforço, e de repente você obriga ele a suportar uma carga maior à que ele está habituado. É fato, vai doer.

Quando comecei, passei por isso, claro. No dia seguinte à reestreia na academia, doía tudo. É aí que entra a disciplina e a vontade de chegar a um objetivo. Não dá pra desanimar com uma dorzinha. O meu instrutor já havia me prevenido da tal da dor. Chega a ser injusto, gente. Se você tem uma prática de exercício físico constante e, por algum motivo, passa algum tempo parado, já era. Vai sentir a dor muscular novamente quando retomar a rotina física. Parece que a gente nunca fez nada na vida. Mas é isso, o organismo acostuma e se adapta à exigência que fazemos dele.

Para amenizar a situação, o ideal é, no dia seguinte, trabalhar outros grupos musculares que não foram exigidos no primeiro dia. Sim, estes músculos que estavam quietinhos também vão reclamar por meio da dorzinha chata. Para que você não saia correndo da academia, achando que a dor é culpa do instrutor, é importante escolher uma academia séria e um profissional no assunto, conversar e explicar tudo direitinho a ele, inclusive o período em que você se manteve inativo na prática de exercícios físicos. A partir dessa avaliação, ele vai fazer um programa específico ao seu caso.

Tudo vai começar com um treino leve e, aos poucos, a partir da melhora do seu condicionamento físico, o treino vai ficando cada vez mais exigente. Certo é que com o passar do tempo, o seu corpo vai se adaptando à quantidade e à intensidade do exercício  até chegar à fase em que você fará o mesmo treino e a dor simplesmente vai desaparecer. Por isso que é importante a disciplina e a vontade. Se você desiste no início, toda vez que retomar vai ter de passar pelo processo da dor muscular. Se insistir e seguir as orientações do profissional, a tendência é parar de sofrer!

Em artigos disponibilizados na internet, especialistas alertam sobre a questão da dor. Eles ressaltam que a dor é inevitável para os iniciantes, mas é preciso ficar atento a até que ponto a dor é normal. A explicação é que o exercício exige esforço do músculo, provocando microrrupturas nos grupos musculares trabalhados e acúmulo de ácido láctico. O organismo reage, o que acaba gerando um processo inflamatório.

Compressas de gelo 2 x ao dia por 10 minutos ajuda a melhorar a inflamação dos músculos. E lembre-se que remédio só deve ser tomado se for prescrito por um médico. Uma dica importante é fazer alongamento antes e depois dos exercícios, já que auxiliam no relaxamento muscular. E se a dor for insuportável, é respeitar o limite do corpo e não treinar. De resto, nada como o tempo para nos ajudar com a adaptação à nova realidade de “atleta”.

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Não acreditava, mas boa alimentação faz milagres mesmo

Apostar nas folhas e verduras é garantia de bem estar e corpo saudável

*Texto da jornalista Giovanna Castro

Vou logo de cara confessando que eu não acreditava nessa história de reeducação alimentar. Como se diz, em bom baianês, “não vou mentir!”. Mas o fato é que deu certo comigo e o que mais tem me impressionado é o fato de eu não estar sofrendo com isso. Sempre achei que reeducação fosse sinônimo de restrição e, definitivamente, não é. Ou melhor, restrições são feitas sim, mas a tudo aquilo que não presta para o nosso organismo. E se não presta, pra quê comer?

Voltei ao meu nutricionista e não resisti a perguntar qual era o mistério deste processo todo que estou passando. E ele me disse que não havia mistério, que ele apenas me convidou a mastigar, comer coisas saudáveis e beber água. Ele chamou atenção para um hábito que passa despercebido, eu mesma não tinha me ligado nisso antes de ele falar. Que as pessoas ultimamente têm se reunido somente para comer.

Seja na fila do cinema, as pessoas estão comendo salgadinho, pipoca, refrigerante, balas e doces. Seja num final de semana, família se reúne para? Comer! Amigo se encontram onde? Em um café, ou restaurante, ou barzinho daqueles cheios de aperitivos gordurosos. Parei para pensar e percebi que é por aí mesmo… Então, se é assim, para quê tanta comida? Para quê, disse meu nutri, se o organismo nem tem condições de processar essa comidaria toda? E a equação aí é óbvia, se não tem como processar, ele vai acumular nas gorduras localizadas, nos pneuzinhos e nos quilinhos a mais.

No meu caso, não tem sido difícil acompanhar a reeducação porque nada do que me foi tirado está fazendo falta. Em um encontro anterior, comentei com o nutri, depois que ele me sugeriu comer frutas ou beber chá de camomila naqueles loucos momentos de ansiedade. “Mas fruta e chá não dão aquele mesmo efeito!”, protestei. No que ele retrucou: “Esse efeito de que você fala é causado pela gordura e pelo açúcar”.  Pois é, desde então, tenho me distraído com as frutas e com o chazinho de camomila.

Café da manhã rico com frutas, sucos, pão integral, raízes, castanhas do pará e queijo branco é boa pedida para começar o dia bem

Agora, não pense que está tudo totalmente azul na minha vida, porque andei dando umas recaídas por aí. Como ele tinha me receitado comer castanhas do pará, eu achei que comer no lanche castanhas de caju teria o mesmo efeito não calórico. Aí taca comprar pacotes e mais pacotes de castanha de caju (devo confessar que em vários momentos, entupi o pacotinho de sal). Ai ai ai, que delícia! A consciência estava um pouquinho pesada porque sei que o excesso de sal me faz inchar e já sabia disso antes mesmo de começar a reeducação, mas tentei distrair a mente apostando na castanha de caju como um alimento saudável. Confessei meu pecadilho para o nutri e ele me olhou com aquela carinha sapeca, que você sabe como é…

Ele disse que a castanha é uma oleaginosa, tudo de bom, mas que se eu tava comendo “vorazmente”, como disse a ele,  teria uma baita dor de barriga e a outra coisa é que a castanha iria me engordar. Resultado: eliminei as castanhas do cardápio. Já imaginava que isso ia acontecer. Muitos devem estar pensando para quê abrir mão de tanta coisa, se comer é tão bom. Concordo que é bom mesmo,  principalmente eu, que sempre adorei comer besteira.

Para aqueles momentos em que a ansiedade parece tomar conta, frutas são boa opção

Mas a questão é o objetivo que se tem na vida. Não sou gorda, mas há muito tempo planejava voltar ao peso que eu gosto em mim e aos poucos estou conseguindo. Desde o final de dezembro até agora, já perdi quase cinco quilos. E sem sofrimento. Claro que, às vezes, quero me jogar na pizza, no sorvete, nos meus adoradíssimos Mentos, mas paro pra pensar e logo desisto da ideia. Há que se ter disciplina na vida quando a gente quer conseguir as coisas. Tenho me sentido bem e me encontrei no lema que conhecia, mas andava escondido nos recônditos da minha mente: alimentar-se no café da manhã como um rei, almoçar como um príncipe e jantar como um mendigo. Tem dado certo para mim…

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Leia posts anteriores sobre meu processo de reeducação alimentar:

Alimentos integrais são base de reeducação alimentar

Alimentação ruim gera processos inflamatórios no organismo

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